Histórias do Império – Carta ao Selic

Publicado em 18 de Setembro de 2015 por Waldir Kiel

Vou começar contando uma história muito engraçada que um amigo do Rio de Janeiro me repassou. Certa vez foi comentário no mercado, eu não me lembrava. Carta de um liquidante de uma empresa de mercado reclamando ao Selic como se este fosse uma pessoa e não um sistema. Feita nas antigas maquinas de escrever.

Carta ao Selic - Segue na íntegra:

Rio de Janeiro, 27 de março de 1980.

Prezado SELIC:

É com muita dor de cabeça que lhe escrevo essa missiva, pois desde que você apareceu em minha vida não tem sido mole, agora mesmo estou na pior, pois já são meia noite e estou dependendo de você. SELIC, por favor tenha pena de mim, moro longe, não tenho carro, não ganho horas extras e sou obrigado a ficar a sua disposição, sei que lucras com isto, mas eu não!.., sempre fico fudido andando rua abaixo rua acima entregando meus compromissos.

SELIC, sabes que até os poetas já sentiram o drama,  tanto é que muitos deles fizeram trovas, poesia e até samba, pela madrugada, vamos fazer as pazes com os pobres liquidantes, são humildes trabalhadores que ganham uma miséria, pelo menos dê uma esperança, mesmo que seja remota, quantos nem em casa vão por total falta segurança na viagem, isso sem falar do “Mão Branca”, que não está livrando nem a sombra da sua mãe. Como vês a coisa anda russa.

Há já esquecendo de um tal de Cliente 2 que só tem amargurado meu dispositivo da liquidação, já fiquei sabendo por fontes abalizadas que já ouve até caos no sistema, devido a constante falta de energia nas fontes geradoras. SELIC, não vou mais prolongar esta missiva para não brecar tua cuca de uma vez, mas fique sabendo que o patrão está de olho em suas manobras.

Sem mais a te dizer,

cordiais saudações do liquidante,

mais calado do sistema.

 

 

Segue a carta original –

 

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Acho importante quem tenha histórias para contar que me envie para serem publicas.

 

Até a próxima!