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	<title>Aviso em Dois &#187; taxas de juros</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Taxas de juros</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 10:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[juros compostos]]></category>
		<category><![CDATA[juros simples]]></category>
		<category><![CDATA[taxas de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Em tempos de discussões acaloradas no Brasil em torno da decisão do Banco Central quanto à definição da taxa básica de juros da economia para um determinado período, nada mais oportuno que falarmos um pouco sobre juros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Em tempos de discussões acaloradas no Brasil em torno da decisão  do Banco Central quanto à definição da taxa básica de juros da economia para um determinado período, nada mais oportuno que falarmos um pouco sobre juros.</div>
<div id="_mcePaste">Juro, do ponto de vista econômico, é a taxa cobrada a partir de todo capital emprestado por certo período de tempo. Este capital consiste de bens, como dinheiro, ações, bens de consumo, propriedades e etc&#8230; O juro é calculado sobre o valor destes bens, da mesma maneira que sobre o dinheiro.</div>
<div id="_mcePaste">O juro é uma remuneração do fator capital e pode ser compreendido como uma espécie de &#8220;aluguel sobre o dinheiro&#8221;. A taxa seria uma compensação feita a quem emprestou o dinheiro, pelos investimentos úteis que poderiam ter sido feitos com o dinheiro emprestado; em vez de o credor usar os bens diretamente, estes passam para o mutuário, que goza destes bens sem o esforço necessário para obtê-los, enquanto o credor goza do lucro da taxa paga pelo mutuário pelo privilégio. A quantia emprestada, ou o valor dos bens emprestados é chamado de principal ou de capital inicial. A porcentagem do principal que é paga como taxa (o juro), por um determinado período de tempo é chamada de taxa de juros.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>Um pouco de história</strong></div>
<div id="_mcePaste">Documentos históricos redigidos pela civilização suméria, por volta de 3000 a.c., revelam que o mundo antigo desenvolveu um sistema formalizado de crédito baseado em dois principais produtos, o grão e a prata. Antes de existirem as moedas, o empréstimo de metal era feito baseado em seu peso. Arqueólogos descobriram pedaços de metais que foram usados no comércio nas civilizações de Tróia, Babilônia, Egito e Pérsia. Antes do empréstimo em dinheiro ser desenvolvido, o empréstimo de cereal e de prata facilitava a dinâmica do comércio.</div>
<div id="_mcePaste">Na Idade Média, considerava-se crime (chamado crime de usura), alguém emprestar dinheiro pretendendo receber uma quantia maior do que o valor emprestado após um tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Existem diversas teorias que tentam explicar porque os juros existem. Uma delas é a teoria da Escola Austríaca, primeiramente desenvolvida por Eugen Von Boehm-Bawerk. Ela afirma que os juros existem por causa da manifestação das preferências temporais dos consumidores, já que as pessoas preferem consumir no presente a consumir no futuro.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>Juros</strong></div>
<div id="_mcePaste">O capital inicial (principal) pode aumentar como já sabemos, devido aos juros, segundo duas modalidades:</div>
<div id="_mcePaste">Juros simples &#8211; ao longo do tempo, somente o principal rende juros.</div>
<div id="_mcePaste">Juros compostos &#8211; após cada período, os juros são incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render juros. Também conhecido como &#8220;juros sobre juros&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">Os Juros Simples &#8211; São acréscimos que são somados ao capital inicial no final da aplicação</div>
<div id="_mcePaste">Juros Compostos &#8211; São acréscimos que são somados ao capital, ao fim de cada período de aplicação, formando com esta soma um novo capital.</div>
<div id="_mcePaste">Capital é o valor que é financiado, seja na compra de produtos ou empréstimos em dinheiro.</div>
<div id="_mcePaste">A grande diferença dos juros é que no final das contas quem financia por juros simples obtém um montante (valor total a pagar) inferior ao que financia por juros compostos.</div>
<div id="_mcePaste">A fórmula do Juro Simples é: j = C. i. t</div>
<div id="_mcePaste">Onde:</div>
<div id="_mcePaste">j = juros, C = capital, i = taxa, t = tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Considerando que uma pessoa empresta a outra a quantia de R$ 2.000,00, a juros simples, pelo prazo de 3 meses, à taxa de 3% ao mês. Quanto deverá ser pago de juros?</div>
<div id="_mcePaste">Antes de iniciarmos a resolução deste problema, devemos descobrir o que é o que, ou seja, quais dados fazem parte das contas.</div>
<div id="_mcePaste">Capital Aplicado (C): R$ 2.000,00</div>
<div id="_mcePaste">Tempo de Aplicação (t): R$ 3 meses</div>
<div id="_mcePaste">Taxa (i): 3% ou 0,03 ao mês (a.m.)</div>
<div id="_mcePaste">Fazendo o cálculo, teremos:</div>
<div id="_mcePaste">J = c . i. t  → J = 2.000 x 3 x 0,03 → R$ 180,00</div>
<div id="_mcePaste">Ao final do empréstimo, a pessoa pagará R$ 180,00 de juros.</div>
<div id="_mcePaste">Observe que se fizermos a conta mês a mês, o valor dos juros será de R$ 60,00 por mês e esse valor será somado mês a mês, nunca mudará.</div>
<div id="_mcePaste">A fórmula dos Juros Compostos é: M = C. (1 + i) elevado a t</div>
<div id="_mcePaste">Onde:</div>
<div id="_mcePaste">M = Montante, C = Capital, i = taxa de juros, t = tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Considerando o mesmo problema anterior, da pessoa que emprestou R$ 2.000,00 a uma taxa de 3% (0,03) durante 3 meses, em juros simples, teremos:</div>
<div id="_mcePaste">Capital Aplicado (C) = R$ 2.000,00</div>
<div id="_mcePaste">Tempo de Aplicação (t) = 3 meses</div>
<div id="_mcePaste">Taxa de Aplicação (i) = 0,03 (3% ao mês)</div>
<div id="_mcePaste">Fazendo os cálculos, teremos:</div>
<div id="_mcePaste">M = 2.000 . ( 1 + 0,03)³  → M = 2.000 . (1,03)³ → M = R$ 2.185,45</div>
<div id="_mcePaste">Ao final do empréstimo, a pessoa pagará R$ 185,45 de juros.</div>
<div id="_mcePaste">Observem que se fizermos a conta mês a mês, no primeiro mês ela pagará R$ 60,00, no segundo mês ela pagará R$ 61,80 e no terceiro mês ela pagará R$ 63,65.</div>
<div id="_mcePaste">Normalmente quando fazemos uma compra nas financiada em uma loja qualquer, os Juros cobrados são os Juros Compostos, praticamente todas as lojas comerciais adotam os Juros sobre Juros (Juros Compostos).</div>
<div id="_mcePaste">Vejam que o crescimento do principal segundo juros simples é Linear enquanto que o crescimento segundo juros compostos é Exponencial, e, portanto tem um crescimento muito mais &#8220;rápido&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">A Taxa Básica Selic é uma taxa anual e o cálculo tem por base os dias úteis no número de 252.</div>
<div id="_mcePaste">Este número de dias úteis foi convencionado por dados estatísticos apurados em anos anteriores.</div>
<div id="_mcePaste">BCB &#8211; Banco Central do Brasil, &#8220;Calculadora do Cidadão&#8221;</div>
<div id="_mcePaste"><a href="http://www.bcb.gov.br/pre/portalCidadao/calc/calcCidadao.asp?CALCULADORA">http://www.bcb.gov.br/pre/portalCidadao/calc/calcCidadao.asp?CALCULADORA</a></div>
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		<title>NDF</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 22:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
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		<category><![CDATA[NDF]]></category>
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		<category><![CDATA[taxas de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Nosso amigo, Maximo Umiliani, ao analisar os efeitos do IOF de 2% sobre o ingresso do capital estrangeiro no Brasil, mencionou as operações em NDF.
Segue então uma breve explanação do que é e como funcionam tais operações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>NDF (NON DELIVERABLE FORWARD CONTRACT)</strong></p>
<p>NDF (Non Deliverable Forward) é um contrato a termo entre duas moedas quaisquer (Reais x Dólar, Peso x Dólar, ou qualquer outra), porém por ser um contrato &#8220;Non Deriverable&#8221; ela se aplica as moedas não conversíveis.<br />
Não existe a entrega física da moeda na liquidação do contrato, apenas o pagamento do diferencial entre as partes referente à taxa do trade e a de liquidação (no caso do Brasil o Ptax). Para as moedas conversíveis existem os &#8220;Deliverable Forwards&#8221;.<br />
O NDF Reais x Dólar, assim como um dólar futuro representa um diferencial de taxas de juros expresso em forward points, que é o número de pontos sobre o spot (ou sobre o contrato de 1 mês, como é mais comum) que esses contratos são negociados. Pelo fato do contrato ser Off Shore ele representaria o diferencial entre a taxa de juros de Real Off Shore e uma taxa de Coupom Off Shore, no caso, a Libor. Porém não existe tal mercado de taxa de juros de Reais Off Shore, esta taxa pode ser derivada pelo forward mais a Libor para o prazo respectivo. Porém não é esse o underline asset, uma vez que não existe risco de Libor em um NDF, com isso não se pode dizer que o trade é de uma taxa de Reais Off Shore contra Libor.<br />
O NDF é composto sim, por um risco de Pré Local mais o Coupom, (que resulta no Forward local) mais uma variável que é a conversibilidade. Essas três variáveis resultam no NDF. O dólar não é uma moeda conversível, uma vez que pra os dólares que são comprados aqui dentro existe um risco que por definição do BC, a moeda não possa deixar o país. Com isso qualquer instituição que procure por headge, e utilize um instrumento local corre um risco de não poder tirar do país tal capital.<br />
Com isso uma vez que o NDF é um instrumento Off Shore não existe tal risco, logo paga-se mais caro quando se compra dólar via NDF.<br />
Esse prêmio de convertibilidade é uma variável muito importante desse instrumento e muitas instituições têm a convertibilidade como um underline asset. Com isso em apenas um instrumento pode-se operar taxa de juros da moeda local, taxa de juros de uma moeda estrangeira e o risco do país via convertibilidade.<br />
Além do NDF também ser um instrumento com o qual também pode-se fazer apostas direcionais sobre a direção do câmbio, porém com o risco de juros e convexidade.</p>
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		<title>Vampiro Financeiro avisa</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 12:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[analistas]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[taxas de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[A disposição de “salvar o mundo financeiro” prevalece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os bancos centrais continuam no movimento de redução de taxas de juros o FED em sua reunião nesta semana deve reduzir sua taxa de juros para 0,50% ao ano aproveitando que a taxa de inflação ao consumidor (CPI) teve a maior redução mensal desde 1947 e que sua economia necessita de mais este importante estímulo.<br />
No Brasil a insistência do Banco Central em permanecer por mais uma reunião com uma taxa de juros muito alta, 13,75% ao ano, só acumula mais espaço para que os juros futuros recuem quanto mais longos o contrato futuro, maior a redução.<br />
O Dólar é commoditie, sendo assim o seu preço é determinado pela oferta e procura. Como a venda do dólar comercial desde o inicio da crise mundial não atingiu os U$ 10 bilhões e o Banco Central tem reservas suficientes para colocar a cotação onde desejar, nós leva a crer que a forte correção na cotação para cima, foi atitude deliberada. Swap não é operação que atende ao demandador final, quem quer e precisa da moeda compra o dólar pronto.<br />
O fundamento é ficar vendido. Mas o Banco Central é o dono da banca.<br />
O mais importante para a economia é a moeda encontrar o mais rápido possível seu patamar e diminuir as oscilações bruscas.<br />
Mesmo com todo o ceticismo que impera nos mercados bursáteis e com uma expressiva valorização na semana passada que poderia trazer uma onda de realizações, a disposição de “salvar o mundo financeiro” prevalece. Acredito que vamos ter um vencimento de opções e uma semana mais otimistas.<br />
O caso Madoff, ex-presidente da Nasdaq preso na quinta-feira acusado de uma fraude de US$ 50 bilhões, mesmo sendo de perdas vultosas vai passar batido, quem perdeu só está expondo os prejuízos, pois já não contava com o recurso há muito tempo.<br />
Relatórios e dados que estão sendo divulgados só estão constatando os estragos do furacão que abalou o mundo das finanças. A contagem dos mortos e feridos e as perdas matérias. Quando deveriam estar mais atentos com tempo que as medidas de socorro irão levar para que se altere o cenário mais a frente.<br />
Como a maioria dos analistas e economistas tem por hábito projetar o futuro com base em dados passados, as expectativas costumam se mostrar carregadas de pessimismo a espera do pior.<br />
No entanto a evolução tecnológica fantástica e o dinamismo econômico podem surpreender os pessimistas de plantão.<br />
Quem sobreviver verá.<br />
Os acontecimentos anteriores no mercado financeiro são importantes para adquirir mais conhecimento e maturidade. Para obter sucesso nas próximas operações é preciso olhar a frente.</p>
<p>Para o mercado passado é passado, tem que estar sempre morto e enterrado.</p>
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		<title>No fio da navalha</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 12:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[Será que conseguirei ser mais racional e tomar minhas decisões com menos emoções e maior independência, conseguindo traçar meu próprio cenário para no futuro saber onde foi que EU errei?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São 8hs, já estou sentado em meu lugar na mesa de operações e ligo meu computador. Enquanto ele carrega os programas começo a meditar sobre tudo isso que está acontecendo neste momento de mercado em que todo mundo que converso insiste em chamar de crise.</p>
<p>Abro meus e-mails, planilhas com gráficos, suportes, resistências, retas traçadas e etc&#8230; A parafernália começa. Notícias onde economistas e analistas alertam para a grave crise que já está se instalando no Brasil.</p>
<p>Estaremos em crise mesmo? Ontem depois de enfrentar um trânsito maluco de 2hs em São Paulo para conseguir chegar em casa, ainda recebo um telefonema do amigo Elias dizendo que o mês de outubro foi o melhor faturamento da historia de sua empresa de apenas três anos de existência. No sábado o outro amigo Rui, que trabalha com revenda de pneus e nunca foi dos mais otimistas, confessou que está vendendo como nunca. Estamos já em crise econômica ou existe um desejo mórbido de que ela se instale de verdade? Acho que vou deixar de assistir as notícias na TV. Essa insistência de que não vamos escapar de forma nenhuma da tal crise me apavora.</p>
<p>O computador está lento. Volto para minha reflexão diária e me pergunto: como será esse miserável mercado hoje?</p>
<p>Alguns dos chamados fundamentos me mostram uma pré-julgada direção, acredito isso já ser sabido, mas como irá se comportar o tal mercado hoje? Isso no momento é o que mais me interessa. No momento não quero saber muito do cenário macro, estou mais preocupado mesmo é com o dia de hoje, com o day trade. Amanhã é outro dia, amanhã penso no amanhã. O sucesso nos traders de hoje é o que mais importa.</p>
<p>Apesar de pensar no dia-a-dia, os acontecimentos recentes não me saem da cabeça. Quanta coisa não passa pela cabeça de uma pessoa envolvida com o mercado.<br />
Alguns pensam tanto e tão rapidamente que chegam a processar as idéias mais rápidos que um &#8220;pentium&#8221;.</p>
<p>E ficam ali: pensando e tentando organizar as idéias, processar as informações na esperança de antecipar qual será o comportamento do mercado no dia. Por vezes divaga tanto que só o do dia não basta, quer descobrir o comportamento preciso da abertura, de toda manhã, da tarde e do fechamento.</p>
<p>A maioria de meus parceiros de negócios e de amigos aqui do trabalho hoje vive deprimida e desanimada e eu estou com esse mesmo sentimento que a maioria deles. Até bem pouco tempo vivíamos uma grande euforia com os mercados, parecia que essa felicidade jamais teria fim, que vivíamos o ciclo da felicidade eterna. De repente tudo veio abaixo e de uma hora para outra a euforia virou um estado de depressão.</p>
<p>Acabo percebendo que o comportamento humano é altamente influenciado pelo meio, pelo chamado efeito manada. Estávamos numa grande euforia há bem pouco tempo e hoje num estado de desânimo total.</p>
<p>O certo é que o momento revela essa nossa precariedade psíquica que está presente o tempo todo, mas que aflora de modo mais claro diante de uma grande dificuldade. Quando tudo vai bem, temos a impressão de que somos todos competentes, que vamos ficar ricos rapidamente. Esse mercado é fácil. Parece que estava tudo combinado. Seguiríamos a mesma direção e ficaríamos ricos rapidamente. Não dávamos conta de que essa arrogância e onipotência iriam nos levar, de fato, a um estado de impotência e estupidez.</p>
<p>Culpa dos norte-americanos, do Alan Greenspan, desse Bush, da desregulamentação dos mercados. Por que deixaram desregulamentar e criar tantas operações exóticas? Porque todo mundo, os que compraram e os que venderam, toparam desregulamentar. No fundo somos todos culpados, o difícil é admitir a culpa, daí essa mania de tentar imputar a culpa a alguém.</p>
<p>Já são quase 9 hs da manhã, daqui a pouco os mercados vão abrir e minha cabeça não pára de processar esses pensamentos.</p>
<p>Eu deveria era ter zerado minhas posições antes, deveria ter colocado boa parte da minha grana na renda fixa, em um fundo DI, comprado um título público ou algo mais conservador?</p>
<p>Numa autocrítica, como poderia pensar em renda fixa num momento onde todos estavam ganhando tanto e tão rapidamente?</p>
<p>Eu não poderia ficar de fora dessa.</p>
<p>Aplicar meus recursos e ficar esperando a operação vencer por tanto tempo?</p>
<p>Tanto tempo sim. Porque 30, 60, 90, 180 dias com o mercado acionário &#8220;bombando&#8221; e todo mundo ficando rico, é uma eternidade!</p>
<p>Cheguei a esquecer o que é renda fixa. Na grande imprensa passaram a determinar que renda fixa era qualquer aplicação feita em fundos chamados de fundos de renda fixa, CDB com percentual do DI, fundo DI e etc&#8230; Em resumo, qualquer coisa que não fosse aplicação em bolsa, confundindo o investidor quando é tudo muito simples. Renda fixa é uma aplicação feita com prazo e taxa de juros pré-determinados. Só isso.</p>
<p>Depois que apliquei num determinado prazo a uma determinada taxa de juros, as taxas podem cair ou subir, aconteça o que acontecer o meu rendimento já está determinado previamente.</p>
<p>Quando tenho uma aplicação onde os juros flutuam ou são atrelados a um rendimento variável, quando resgato antes do prazo, não estou investindo em renda fixa.</p>
<p>Olho na tela de cotações e as taxas de juros futuras continuam subindo. Cada dia mais atraentes, mas vou comprar mais ações. Aos poucos. Desta vez não pretendo seguir a manada. Acredito que vamos descolando levemente das amarguras da América. A economia brasileira vai bem e obrigado. Apesar desta taxa de juros fora de contexto.</p>
<p>Fico pensando: posso ter sido vítima da manada, mas esse Banco Central com sua política de consenso onde todos foram para o abismo, também não escapou. Aprendi que autoridade monetária é indutora de política monetária, por isso é chamada de &#8220;policy maker&#8221;. Se o Banco Central é conduzido pelas expectativas de consenso de mercado, quando ele atua não produz efeito. Todo o mercado já esperava o sentido de sua atuação e ela acaba não produzindo efeitos.</p>
<p>São 9h17min. E a crise?</p>
<p>Será que vou sair mais maduro e mais fortalecido?</p>
<p>Será que conseguirei ser mais racional e tomar minhas decisões com menos emoções e maior independência, conseguindo traçar meu próprio cenário para no futuro saber onde foi que EU errei?</p>
<p>Espero que sim. Não dizem que as crises nas ensinam e ficamos mais experientes para o futuro? Provavelmente sim, mas pode ser que não.</p>
<p>Afinal sou um ser humano, cheio de inseguranças e contradições, humanas.</p>
<p>Demasiado humano!</p>
<p>Desculpem, mas tenho que ir.</p>
<p>Os mercados já abriram.</p>
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