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	<title>Aviso em Dois &#187; taxa selic</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>A poupança de neurônios</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 16:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[apartheid financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[aplicações financeiras]]></category>
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		<description><![CDATA[Toda vez que surge um caso como este da poupança a tendência é o debate se politizar na razão especifica e a discussão mais ampla dos problemas ficarem em segundo plano e sem uma iniciativa de mudanças estruturais necessária. Texto punlicado em 18/05/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate econômico do momento na sociedade brasileira está focado nas medidas que foram propostas pelo governo no sentido de equacionar os rendimentos da poupança com as demais aplicações financeiras quando a taxa básica de juros, selic, recuarem para um patamar onde os rendimentos da caderneta fiquem acima das demais aplicações e causem distorções.</p>
<p>Qualquer que seja o ambiente, mídia, amigos, família, empresa, restaurantes ou por outros cantos do Brasil a fora a pergunta que se faz é basicamente a mesma: o que você achou das mudanças nas regras da poupança?</p>
<p>Invariavelmente as idéias convergem para uma grande falácia econômica disseminada ao longo do tempo de que uma fuga em massa das demais aplicações financeiras para a poupança irá criar dificuldades para a rolagem da dívida pública federal. A lógica deste raciocínio viesado é que sendo os fundos de pensão e de investimentos os principais e grandes compradores dos títulos públicos se a poupança passar a ter rendimentos maiores, tais fundos sofrerão resgates e por conseqüência não comprarão títulos e o tesouro nacional terá dificuldades em rolar a dívida pública.</p>
<p>O que impressiona é o fato de mais uma vez o país focar o debate em detalhes e deixar passar a oportunidade de se discutir e efetivar medidas que altere toda essa estrutura arcaica de modelo financeiro. Estrutura construída por remendos em um ambiente passado, de hiperinflação, crise financeira e taxa de juros nas alturas.</p>
<p>O arcabouço atual está totalmente dissociado da realidade e dos anseios de uma economia desenvolvida e de um crescimento mais igualitário.</p>
<p>Toda vez que surge um caso como este da poupança a tendência é o debate se politizar na razão especifica e a discussão mais ampla dos problemas ficarem em segundo plano e sem uma iniciativa de mudanças estruturais necessária.</p>
<p>Algumas questões que deveriam ser debatidas para mudar a situação de verdadeiro apartheid financeiro existente hoje no país:<br />
- Por que é que não se discute a eficácia do modelo de meta de inflação e juros altos, mesmo depois de serem tragados pela crise financeira global?<br />
- Mesmo com um patamar de inflação baixa por um tempo razoável, qual o motivo das aplicações financeiras estarem indexadas e o curto prazo ter o privilegio de uma remuneração tão alta?<br />
- Se o perfil do investidor da caderneta de poupança é de segurança e conservadorismo, por que ele não deve ser beneficiado?  Quantas pessoas já foram ironizadas por amigos, parentes e consultores econômicos, por aplicar dinheiro em uma modalidade de rendimentos pífios comparados as oportunidades existentes no mercado?<br />
- Vincular a poupança ao rendimento dos títulos públicos de longo prazo não seria uma solução?<br />
- Investir é ter uma visão de médio/longo prazos ou se aproveitar das oportunidades de momento?<br />
- Qual a razão da indexação de aplicações no chamado CDI? O que é esse referencial de juros, qual a sua importância para a economia, como ele é apurado, em volume e preço, e quais os interesses que ele contempla?<br />
- Porque é que não se discute antes de tudo a desoneração não só fiscal, mas de custos de administração das aplicações financeiras?<br />
- Quais a razões de o Brasil ter um mercado secundário de títulos públicos insignificante perante o tamanho da dívida pública? Não seria por isso que a curva de juros é determinada pelo derivativo e não pelo ativo?</p>
<p>Investimento é programação financeira, não se pode confundir investidor com oportunista, longo prazo é visão empreendedora, curto prazo é custo de oportunidade e por isto tem que ter os riscos inerentes a escolha.</p>
<p>No Brasil de hoje a indústria da concentração financeira controla a maioria das aplicações e empréstimos, se beneficia de exorbitantes spreads e de taxas cobradas na administração dos recursos de terceiros. A indústria não tem interesse na mudança e na assunção de riscos que remunere a sua eficácia.</p>
<p>Qualquer atividade tem os seus riscos. Indústria, agricultura, comercio e a pecuária tem os riscos inerentes a atividade. Por que só o mercado financeiro, que é o setor que mais especula e o mais volátil tem que ter conforto?</p>
<p>Observem que o último relatório de atividades de Política Monetária disponível no site do BC é datado de dezembro de 2002. Hoje só existe uma resenha de mercado aberto divulgada semanalmente. Onde foi parar a política monetária, no resumo da reunião dissociada da realidade, do Copom?</p>
<p>Enquanto se discute como remendar, mais uma vez a poupança, a maioria do público, não sabe que desde a crise da marcação a mercado de 2002, o Banco Central toma recursos excedentes em operações compromissadas no over e de curto prazo, dos agentes financeiros que se recusam a comprar títulos públicos definitivos.</p>
<p>Em valores de dezembro de 2008 os recursos da poupança somavam R$ 270,7 bilhões e a estimativa do saldo das operações compromissadas ultrapassa a casa dos R$ 300 bilhões?<br />
Dados da última semana indicam que só no over night o Banco Central tomou em torno de R$ 85 bilhões por dia.</p>
<p>Os agentes não compram os títulos em definitivo, mas são obrigados a aplicar em títulos para ter lastros que vinculem e remunerem o patrimônio. A experiência recente com a crise mostra que nada mais seguro que um título público.</p>
<p>Qual o motivo desta mordomia?</p>
<p>Para encerrar deixo um último questionamento: Uma taxa de juros flutuante de curto prazo que provocasse desconforto a quem fizesse esta opção e por conseqüência um beneficio e voluntarismo para o longo, não seria a solução para todas essas distorções existentes hoje na economia?</p>
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		<title>Taxa selic e meta de inflação</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/taxa-selic-e-meta-de-inflacao/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 19:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento do pib]]></category>
		<category><![CDATA[infacion target]]></category>
		<category><![CDATA[meta de inflação]]></category>
		<category><![CDATA[meta selic]]></category>
		<category><![CDATA[pib]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juro]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[É necessária uma ampla discussão no Brasil quanto à eficácia deste modelo e em que condições e porque ele foi adotado. Enquanto não forem quebrados alguns paradigmas e algumas falácias ficarão neste debate inútil de quanto X pontos na taxa Selic é capaz de mover a inflação e ou o crescimento para determinado patamar. Texto publicado em 24/01/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto anterior que postei, Taxa de juro &#8211; Um passado e o presente foi mais para ilustrar, mostrando e comparando como foram praticadas as taxas de juros e um passado e em outro modelo com as taxas praticadas hoje no chamado &#8220;inflacion target&#8221; metas de inflação.<br />
O fato é que os estudos econômicos e suas aplicações não estão acompanhando a evolução dos pensamentos e o dinamismo dos tempos atuais.<br />
Antigos modelos tinham certa eficácia quando eram aplicados em economias fechadas que não eram afetadas por movimentos globais e por formações de novos blocos e pólos econômicos.<br />
O dinamismo financeiro criou o dinheiro eletrônico e a integração cada dia maior do comercio mundial, então pensar que taxas de juros locais são capazes, por si só, de controlar fluxos de capitais e preços globais de produtos é um erro muito grande.<br />
A experiência recente brasileira mostra que a taxa de juros pouco teve influência no crescimento do produto ou no seu decréscimo. Experimentamos crescimento do PIB da ordem de 5%a 6% com uma taxa de juros real absurdamente alta e com uma taxa de inflação baixa. Quando a inflação subiu um pouco foi conseqüência da disparada no preço das commodities no mercado internacional que ao recuar brutalmente puxaram os preços tanto para baixo que hoje  provocam um medo maior de deflação.<br />
É necessária uma ampla discussão no Brasil quanto à eficácia deste modelo e em que condições e porque ele foi adotado.<br />
Enquanto não forem quebrados alguns paradigmas e algumas falácias ficarão neste debate inútil de quanto X pontos na taxa Selic é capaz de mover a inflação e ou o crescimento para determinado patamar.<br />
Algumas discussões que deveriam ser feitas, por exemplo, são: Taxa de juros é despesa efetiva do governo ou só uma rubrica contábil, O que tem maior segurança um título público ou um privado? Porque o chamado CDI, custo privado é mais baixo que a Selic, mesmo com essa crise onde o publico socorre o privado?<br />
O debate é amplo e se faz urgência que seja colocado.<br />
Afinal a economia é uma ciência social e, portanto deve caminhar com a evolução da sociedade.</p>
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		<title>Mercado é quase soberano</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/destaque/mercado-e-quase-soberano/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2012 23:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[compulsório]]></category>
		<category><![CDATA[liquidez]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[mercado soberano]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
		<category><![CDATA[soberano]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[É muito difícil convencer esse pessoal da Era Carteziana a desistir de seus modelos, que na prática não mostram funcionalidade, para tratar a economia como instrumento social.
O Brasil mudou, mas a chamada política monetária continua sendo dosada como se o paciente país estivesse em estado terminal. Texto publicado em 07/01/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em situações normais de estabilidade de preços, operadores costumam justificar os movimentos dos ativos dizendo que “o mercado é soberano”, o mercado nunca está errado se você acha que você está certo e o mercado errado, saiba que o errado sempre será você.<br />
Se os preços sobem é descem é porque os mercados assim desejam, por mais absurdo que possa parecer para alguns.<br />
Quem comanda é o mercado.<br />
Mas o que é mercado?<br />
Em definição ampla, designa-se por mercado o local no qual agentes econômicos procedem à troca de bens por uma unidade monetária ou por outros bens. E que os mercados tendem a equilibrar-se pela lei da oferta e da procura.<br />
Existem vários tipos de mercado: mercado de concorrência perfeita, monopolista, oligopolista e concorrência monopolista.<br />
O financeiro é normalmente conceituado como mercado de concorrência perfeita. O que não é verdade, pois a intervenção dos estados, mesmo em períodos de estabilidade, mostra o quanto existe de políticas particulares e interesses específicos.<br />
Existem inúmeros exemplos de defesa de interesses próprios: as brigas na OMC, a OPEP, definição de preço do aço no mercado mundial, no Brasil a guerra fiscal entre os estados e inúmeras situações que observamos o tempo todo.<br />
O que desequilibrou os mercados dos paises desenvolvidos a ponto dos estados intervirem desta forma agressiva como nos dias de hoje?<br />
A indústria de serviços financeiros e seus produtos exóticos e derivados.<br />
No caso dos EUA o economista Paul Crugman dá o seguinte diagnóstico: “Estamos falando de muito dinheiro. Nos últimos anos, o setor financeiro foi responsável por 8% do PIB americano, um aumento em relação aos quase 5% na geração anterior. Se esses 3% adicionais foram constituídos por dinheiro sem valor o que provavelmente é verdade, estamos falando de um rombo anual de US$ 400 bilhões em fraudes, abusos e desperdício”.<br />
O enriquecimento rápido multiplicou muito mais o dinheiro do que os produtos no planeta e chegamos a um momento que poucos querem admitir: a hora do ajuste, ajuste de preços relativos.<br />
As bolsas de valores com alta liquidez foram nas alturas, por outro lado as primeiras a sofrerem o ajuste.<br />
Isso irá ocorrer com todo tipo de ativo que subiu de preço no sentimento de riqueza rápida, abundante e infinita. Os de maior liquidez ajustam antes, os de baixa liquidez ao longo do tempo.<br />
O fato de o Brasil ter entrado no final da festa, por incrível que pareça, foi muito benéfico. Continuamos baratos e nosso ajuste será bem menor que nos países acima da linha do Equador.<br />
Os Bancos Centrais pelo mundo todo estão inundando as economias com recursos e baixando violentamente as taxas de juros por eles praticadas.<br />
Os governos tentam salvar indiscriminadamente qualquer setor que esteja com problemas de solvência ou de liquidez.<br />
Até mesmo as montadoras de automóveis americanas que estavam em situação difícil a mais de 10 anos, com a concorrência japonesa, conseguiram angariar seu quinhão.<br />
Se os governos não ficarem atentos, mesmo com a iniciativa privada perdendo grande espaço para o estado, muito em breve estaremos de volta ao mundo maravilhoso da multiplicação da riqueza, sem controle, sem pudor e com a mesma desregulamentação.<br />
No Brasil as intervenções estão sendo realizadas mais no sentido de fazer fluir a liquidez do que por problemas de insolvências de empresas e bancos.<br />
Se o dinheiro não circula o crédito fica escasso, não encontrando financiamento as empresas encontram dificuldades para produzir e acabam demitindo funcionários.<br />
Dinheiro na economia brasileira tem de sobra, o problema é que está concentrado nas mãos de grandes instituições que não fazem os recursos girarem. Por isso o Ministério da Fazenda e os governadores através de instituições públicas como a CEF, BNDES, Banco do Brasil e Bancos Estaduais ampliaram suas linhas de crédito para a atividade econômica não recuar e se possível impulsionar.<br />
E o nosso Banco Central nesse imbróglio todo? Qual tem sido o seu papel?<br />
Liberar compulsórios dos bancos, atuar no câmbio basicamente com swaps gastando poucas reservas e manter uma taxa de juros nas alturas. Nada de novo.<br />
Liberar compulsório com uma taxa de juros de 13,75% ao ano e com uma confiança em dúvida na economia só leva os agentes a comprarem o título que é o mais seguro do país, o título público. Por isso o dinheiro não vem para a economia.<br />
Mesmo com a bolsa oferecendo excelentes oportunidades de investimentos a Renda Fixa no Brasil é covardia.<br />
O BC vive uma grande incoerência, faz previsões sombrias de crescimento do PIB, sabe que a atividade econômica corre sérios riscos, mas não baixa a taxa selic. Está na contramão do Ministério da Fazenda.<br />
O argumento maior é o do controle da inflação. Se os últimos desdobramentos provaram que a globalização do capital e dos produtos limita a atuação da taxa de juros local, porque insistir neste modelo?<br />
Porque um juro tão alto?<br />
Como dizia minha sabia amiga Dna Nedi: deve ser porque é chique!<br />
É muito difícil convencer esse pessoal da Era Carteziana a desistir de seus modelos, que na prática não mostram funcionalidade, para tratar a economia como instrumento social.<br />
O Brasil mudou, mas a chamada política monetária continua sendo dosada como se o paciente país estivesse em estado terminal. Continua sendo ditada pelo consenso e interesses do “soberano mercado”.</p>
<p>Por muito tempo cheguei a acreditar que o mercado realmente era soberano, mas na prática com o passar do tempo e com todas essas intervenções anteriores e atuais dos estados, constatei que não é tão soberano assim.</p>
<p>Soberano é quem topa qualquer parada não quem pára em qualquer topada!</p>
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		<title>A taxa Selic</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/a-taxa-selic/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[demab]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[fator diário]]></category>
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		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba tudo sobre a chamada taxa Selic. Como e para que foi criada, qual a sua função, qual a sua metodologia de cálculo, o que ela representa e quais as suas consequências para a economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa SELIC é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercados se balizam. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas. É divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Conforme o Banco Central do Brasil o conceito de taxa Selic é [1]</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É a taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas. Esclarecemos que, neste caso, as operações compromissadas são operações de venda de títulos com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador, para liquidação no dia útil seguinte. Ressaltamos, ainda, que estão aptas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Metodologia de cálculo</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula[1]:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">onde,</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">n: número de operações que compõem a amostra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic[2] após o encerramento das operações, em processo noturno.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aplicação</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa Selic é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Assim, como o risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia, esta taxa acaba servindo de referência para todas as demais taxas de juros da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Esta taxa não é fixa e varia praticamente todos os dias, mas dentro de um intervalo muito pequeno, já que, na grande maioria das vezes, ela tende a se aproximar da meta da Selic, que é determinada oito vezes por ano, consoante regulamentação datada de 2006.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, cuja sede fica no Rio de Janeiro, e que faz parte do Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</div>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;">A taxa Selic é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos mercados deveriam se balizar, principalmente a curva de juros futura. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no Selic, na forma de operações compromissadas.<br />
A taxa básica, Selic é divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)<br />
Estão autorizadas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e Fundos de Investimentos.</p>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;"> </p>
<h2 style="border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 7.2pt; border-left: medium none; border-bottom: #aaaaaa; mso-element: para-border-div; mso-border-bottom-alt: solid #AAAAAA .5pt; mso-line-height-alt: 10.95pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 2.0pt 0cm; padding: 0cm;"><span class="mw-headline"><span style="font-weight: normal; font-size: 11pt; color: black;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Georgia;"><strong>Metodologia de cálculo<br />
</strong></span></span></span></span></h2>
<p>A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula:</p>
<p><span style="font-family: sans-serif;"> </span></p>
<dl style="margin-top: 0.2em; margin-bottom: 0.5em;">
<dd style="line-height: 1.5em; margin-left: 2em; margin-bottom: 0.1em;"><img class="tex" style="vertical-align: middle; border: initial none initial;" src="http://upload.wikimedia.org/math/6/f/9/6f981d55605e27ffb7b7d18ec6d2da22.png" alt="\left [	\left (	\left (\frac{\sum_{j=1}^{n} Lj.Vj}{\sum_{j=1}^{n} Vj}\right )^{252} -\ 1 \right ) \times 100 \right]%\ ao\ ano" /></dd>
</dl>
<p>onde,</p>
<p>Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>n: número de operações que compõem a amostra.</p>
<p>A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</p>
<p>O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic após o encerramento das operações, em processo noturno.</p>
<p><strong>Aplicação</strong><br />
A taxa Selic é no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.<br />
Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.<br />
O risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia.<br />
Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, no Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</p>
<p>Tributos, contribuições e Imposto de Renda.<br />
Ela é aplicável na cobrança, restituição ou compensação dos tributos e contribuições e nas Incidente sobre as quotas do Imposto de Renda Pessoa Física &#8211; Taxa de Juros Selic – Acumulados<br />
Histórico da taxa média selic e da taxa do Copom: <a href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS">http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS</a><br />
<a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm">http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm</a></p>
<p> <br />
<strong>História</strong></p>
<p>A taxa Selic foi criada no mercado financeiro com o objetivo de se tornar uma taxa referencial de rendimentos para as aplicações de “overnight” (um dia útil).<br />
Em alguns períodos de dificuldade de rolagem da dívida pública por parte do governo central e de muita volatilidade nas taxas, foram criadas as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) que rendem o acumulado das taxas médias diárias do selic do período da emissão até o dia de resgate. Se tornando assim um “porto seguro” para aqueles que desejavam aplicar e receber a média da taxa diária praticada no mercado.<br />
Em função da sua indexação diária a LFT sempre foi um papel muito criticado em termos de política monetária, pois é sabido que política monetária se pratica com taxas pré-fixadas.<br />
No Plano Collor chegou-se a cogitar o fim de toda e qualquer indexação monetária, inclusive o fim da prática do “overnight”. Um pouco mais tarde um Diretor da Dívida Pública chegou a dizer que o governo só emitiria LFTS por cima de seu cadáver.<br />
Os 252 dias do cálculo<br />
No início a taxa over era calculada, dia/mês, mais tarde passou a ser calculada com base anual e sem uma metodologia definida.<br />
Representantes do mercado, Andima, Instituições e Banco Central decidiram estabelecer um único parâmetro para o cálculo. Partindo dos 365 dias, fora os bi sextos, dividiu-se este número por 7, que são os dias totais de uma semana e multiplicou-se por 5, que é o número de dias úteis, para chegar a 260,71 dias úteis em um ano, daí com base numa média histórica de feriados, chegou-se a conclusão que existiam em média 8 por ano. Subtraiu-se dos 260,71 e ficou acordado que a referência passaria a ser 252.</p>
<p><strong>Política Monetária</strong></p>
<p>Em 26/06/1996 foi realizada a primeira reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para definir a taxa básica de juros. As reuniões eram mensais, hoje o período médio de ocorrência é de 45 dias.<br />
Como podemos ver, a política monetária está calcada em uma taxa de juros diária que é pré-determinada para o prazo de 45 dias.<br />
Resumindo: A taxa diária pouco varia da taxa estabelecida pelo Copom, nesse prazo de 45 dias, a base de cálculo do mercado e da curva de juros deixou de ser a taxa selic para ser a taxa média do CDI. Mesmo com toda a evolução econômica do Brasil, continuamos indexados ao curto prazo, em uma taxa que na prática é pós-fixada e que acaba dificultando, e muito, a eficácia da política monetária, política esta, que deveria ser pautada em taxa de juro pré-fixada e com o prazo mais longo possível.<br />
A indexação, infelizmente, ainda é muito grande no Brasil, basta ver quantos contratos estão vinculados a taxa de curto prazo.<br />
O Brasil só irá alcançar verdadeiramente a maturidade econômica o dia que acabarem com a taxa selic diária.</p>
<p>Fontes:</p>
<p>Banco Central do Brasil</p>
<p>Receita Federal</p>
<p>Tesouro Nacional</p>
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		<title>Juros &#8211; BC agiu com correção para não replicar erro de 2008</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/juros-bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 23:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>
		<category><![CDATA[Waldir Kiel Junior]]></category>

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		<description><![CDATA[Cabe ao Banco Central tomar medidas preventivas, porque a situação nos Estados Unidos e na Europa ainda está longe de se resolver]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;BC agiu com correção para não replicar erro de 2008&#8243;<br />
Felipe Peroni e Micheli Rueda (redacao@brasileconomico.com.br)<br />
01/09/11 12:27</p>
<p>Decisão mais ousada do Copom não surpreendeu o economista Waldir Kiel, que já projetava corte de 0,50 ponto percentual na Selic.</p>
<p>Waldir Kiel Junior, agente de investimentos da Hencorp Commcor, afirma que a deterioração da situação econômica externa e o arrefecimento doméstico foram os balizadores da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).</p>
<p>Na noite de quarta-feira (31/8), os membros do Copom surpreenderam ao optar pelo corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), levando-a para 12% ao ano.</p>
<p>Kiel não ficou surpreso. Ele já projetava esse movimento desde a <a href="http://avisoemdois.com.br/avisos/agenda-semanal-2011-34/">semana passada</a></p>
<p>&#8220;O Copom agiu com correção para não incorrer no erro da crise de 2008, quando retardou muito a queda, e no momento em que precisava reduzir um pouco mais, o mercado já estava retomando&#8221;, disse Kiel.</p>
<p>Durante a última crise, que culminou com recessão nos Estados Unidos, o BC conseguiu levar a Selic para a mínima de 8,75% anuais.</p>
<p>Tal patamar foi atingido a partir de uma guinada de corte na Selic iniciada em janeiro de 2009, perdurando até abril de 2010, quando o colegiado precisou optar por um ciclo de aperto monetário.</p>
<p>Kiel destaca ainda que já era uma premissa do governo Dilma &#8220;defender a moeda, mas priorizar o crescimento&#8221;. &#8220;Basicamente, é o que os banco centrais estão fazendo mundo afora&#8221;, completou.</p>
<p>Desde o início do ano, conforme constatação de Kiel, a economia brasileira vem desacelerando rapidamente. &#8220;No início do ano, as estimativas para o PIB 2011 eram de um crescimento em torno de 5% e hoje já existem projeções de 2,9%&#8221;.</p>
<p>Na última divulgação, o relatório Focus do Banco Central (BC) mostrou que as instituições financeiras consultadas reduziram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 pela quarta semana seguida, a 3,79%. Para 2012, a estimativa caiu de 4% para 3,90%.</p>
<p>&#8220;Cabe ao Banco Central tomar medidas preventivas, porque a situação nos Estados Unidos e na Europa ainda está longe de se resolver&#8221;, concluiu Kiel.</p>
<p>Se a situação externa permanecer ruim, como parece indicar o olhar do Banco Central, Waldir Kiel prevê novos cortes no juro básico no futuro. O Copom se reúne em outubro.</p>
<p><a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008_106420.html">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008_106420.html</a></p>
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		<title>Banco Central do Brasil está muito além do surrealismo</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/banco-central-do-brasil-esta-muito-alem-do-surrealismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 02:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confirmando definitivamente o Brasil como primeiro colocado no ranking das taxas de juros reais mais altas do mundo, a decisão do Banco Central do Brasil &#8211; através do Copom (Comitê de Política Monetária) &#8211; de elevar a taxa básica de juros de 8,75% ao ano para 9,50% ao ano provocou fortes reações contrarias por parte de vários setores não financeiros da economia.<br />
Uma reação em especial chamou a atenção, a declaração do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que colocou em dúvidas a autonomia e a competência da instituição.</p>
<p>Vejam a nota: para a Fiesp, o BC agiu pressionado pelo mercado financeiro. &#8220;A pressão que vem sendo exercida sobre o BC, por parte dos interessados no aumento da taxa Selic, atingiu níveis ainda não conhecidos na sua atual gestão&#8221;, diz a nota. &#8220;Até a competência e a autonomia dessa respeitada instituição correm o risco de serem colocadas em dúvida&#8221;.</p>
<p>Os indicadores de inflação estão em queda, o nível da capacidade instalada da indústria, segundo dados da Fiesp divulgados na última terça-feira, está em 69,2%, os mercados financeiros pelo mundo vivem a beira de mais um ataque de nervos as voltas com crises na Zona do Euro e com a tímida recuperação do mercado de trabalho americano.</p>
<p>Neste panorama, o que teria levado o Banco Central a elevar os juros e sinalizar aumentos futuros nas taxas? Expectativas de um consenso de mercado que invariavelmente erra no médio e no longo prazo? O mercado erra porque faz projeções imediatistas em defesa de posições assumidas por grandes players nos mercados que acabam sendo seguidos pelos demais.</p>
<p>Teria cedido ao lobby dos bancos privados que perderam carteiras de clientes na última crise e querem recompor suas margens de lucros através dos aumentos dos spreads ou ao desejo mórbido da mídia em prejudicar a candidatura oficial? São apenas suposições, que acabam ganhando força diante de uma atitude inoportuna e precipitada como essa.</p>
<p>Convém lembrar que em abril de 2008, em um cenário semelhante onde já se vislumbrava a grave crise subprime que estava por vir, o BC pisou no freio ao invés de acelerar, aumentando a taxa básica de juros seguidamente de 11,25%a ao ano até 13,75% ao ano, para depois ser obrigado a reduzir rapidamente.</p>
<p>Como um dos participantes mais antigos do mercado financeiro na ativa, recuso-me a acreditar que nosso guardião da moeda seja movido por motivações de viés político ou de lobby de grupos financeiros. Acredito sim que as decisões de política monetária venham sendo conduzidas por uma miopia de realidade que geram uma crença que o modelo de metas de inflação funciona de fato e que a taxa de juros é responsável para definir o desejo de consumir ou poupar por parte da população.</p>
<p>Na última quinta-feira estive em um evento da Agência Estado, no qual o presidente do Banco Central estava presente. Infelizmente não tive a oportunidade que queria de fazer duas perguntas a ele:</p>
<p>Como é que se faz política monetária com as aplicações financeiras totalmente indexadas a taxa de juro flutuante, ao CDI over-night?<br />
Porque é que o Banco Central carrega 1/3 de toda dívida pública federal em operações compromissadas de curto prazo que não influenciam a curva de juros?<br />
É sabido que todas as vezes que um consultor ou gerente de conta corrente nos recomenda uma aplicação financeira à sugestão vem sempre acompanhada de um rendimento atrelado ao CDI. A aplicação em título X rende 95% do CDI; a de prazo Y rende 98%; o fundo XYZ está rendendo mais de 100% e assim por diante, sempre indexada, até mesmo operações em renda variável como em ações são avaliadas tomando como base a taxa do CDI. Então é de se questionar: o que muda o desejo de poupar ou consumir em uma taxa de juros indexada?</p>
<p>Outro ponto fundamental a se discutir é o fato que, desde a crise a marcação dos títulos a mercado de 2002 &#8211; onde se gerou desconfiança quanto à credibilidade dos títulos do governo &#8211; o volume financeiro das operações compromissadas, aquelas que não carregam os títulos em compras definitivas, aumentaram continuamente até atingir hoje um terço de toda a dívida pública, mais de R$ 500 bilhões.</p>
<p>Os títulos públicos que são instrumentos clássicos de política monetária deixaram de ter função ativa na preferência por poupar ou consumir. O mercado secundário desses títulos se resume ao Tesouro Direto e o alongamento da dívida está sempre comprometido.</p>
<p>Diante desses fatos concretos, que diferença faz para a economia, além do aumento das despesas com o pagamento de juros, o tamanho da taxa de juros? Se a taxa estivesse em 5% ou 15% sua funcionalidade seria a mesma. Quase nula.</p>
<p>Os juros são muito altos, nível de país em default, próximo ao juro da Grécia, porque a política monetária é claramente passiva. A Bolsa de Valores é o maior exemplo da ineficiência da taxa básica de juros: se ela tivesse influência marcante como acham que tem, o Ibovespa estaria hoje próximo dos 5.000 pontos, já que a taxa de juros por aqui a muito tempo vive nas alturas.</p>
<p>O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.</p>
<p>A taxa de juros que influencia mesmo a decisão de consumir ou poupar está no crédito bancário com taxas pornográficas. Quando a básica está em queda, cai em marcha lenta; quando sobe, sobe que nem um foguete.</p>
<p>Enquanto o Brasil não discutir esse modelo de política monetária em um debate aberto e sério, vamos continuar sendo tragados por este além-surrealismo onde até mesmo partidos políticos antagônicos chegam a defender o que nos últimos tempos foi à parte de governo mais ineficaz.</p>
<p>Vivemos no pior dos cenários, o do pensamento comum, da política de acompanhar o consenso, de um totalitarismo econômico que não pode ser questionado, mesmo que não seja eficiente.</p>
<p>Surrealismo significa &#8220;além do realismo&#8221;, e não &#8220;o contrário de realismo&#8221;, não tem nada a ver com uma realidade ao contrário.</p>
<p>“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”, Friedrich Nietzsche.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 11:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana deve começar impulsionada pelo otimismo do setor bancário, o mesmo que a bem pouco tempo atrás foi o causador da crise. Não será surpresa, se em breve os tais balanços com altos lucros comecem a ser questionados. Afinal onde foram parar os tais ativos tóxicos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Semana que passou foi movimentada pelo otimismo gerado com a divulgação de alguns balanços, com destaque para o setor bancário, nos EUA e Europa.<br />
Se alguns bancos voltaram a apresentar lucros surpreendentes, outros como o Cit continuam a apresentar problemas de solvência.<br />
A economia real nos países industrializados continua combalida, é preciso ter muita cautela neste momento.<br />
A semana deve começar impulsionada pelo otimismo do setor bancário, o mesmo que a bem pouco tempo atrás foi o causador da crise. Não será surpresa, se em breve os tais balanços com altos lucros comecem a ser questionados. Afinal onde foram parar os tais ativos tóxicos?</p>
<p><strong>Juros</strong>: Semana de reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) com divulgação da taxa básica de juros na próxima quarta feira à noite.<br />
Consenso de mercado é para uma redução de 0,50%, levando a taxa selic dos atuais 9,25% ao ano pra 8,75%.<br />
Fundamentos existem para uma queda maior, 0,75%. Resta saber se o comitê irá para o consenso de mercado ou para o recente alerta do presidente do Banco Central do Brasil?</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A cotação da moeda americana chegou a subir novamente próximo aos R$ 2 , na semana que passou, recuando para um preço um pouco abaixo do fechamento da semana próxima passada.<br />
É provável que ao longo da semana ela volte ao patamar próximo aos R$2.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O momento para investimentos em renda variável continua de cautela no curto prazo. Realizações mais agressivas podem acontecer a qualquer momento.<br />
No médio/longo prazos aplicações em ações continuam atrativas em função do desempenho projetado para a economia brasileira.<br />
Nesta segunda feira termina o período de reserva de ações da BRF Foods, para o investidor de varejo. Por mais que se argumente que os controladores da empresa queiram demonstrar confiança no futuro, tecnicamente não se compra papel de emissão para cobrir dívidas no curto prazo.<br />
Para quem deseja compra ações para médio/longo prazos existem opções melhores.<br />
João Fortes = JFEN3</p>
<p>&#8220;Nosso caráter é resultado de nossa conduta&#8221;.<br />
Aristóteles</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Carta Econômica ABBC</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 19:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton P. S. Gonalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[conselho monetário]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[flexibilização monetária]]></category>
		<category><![CDATA[Lehman Brothers]]></category>
		<category><![CDATA[spread]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[A decisão do Copom traz no seu bojo o pressuposto de que, pelo menos no curto e médio prazo, a política monetária não seja neutra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No fio da navalha</p>
<p>A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) pode ter representado um marco histórico, não apenas pela redução surpreendente de 100 pontos básicos da taxa Selic, mas pelo fato da mesma acompanhar um elenco medidas que visam combater a ameaça recessiva. Nesse encontro, o pêndulo do balanço de riscos nas decisões de política monetária, que desde a implantação do regime de metas inflacionária sempre tendeu fortemente para a questão da estabilidade de preços em detrimento dos custos para a atividade econômica, deslocou-se para o outro extremo.<br />
Contudo, deve-se salientar que o comunicado oficial não expressa essa possibilidade. De acordo com o mesmo iniciou-se um processo de flexibilização monetária, cuja parte relevante do ajuste da taxa de juros foi realizada de imediato e sem prejuízo para o cumprimento da meta de inflação. A mensagem subliminar refere-se ao fato de que o afrouxamento monetário, não teria o intuito de impulsionar o ritmo de expansão da atividade, mas o de acomodar as novas condições propiciadas pela crise financeira internacional.<br />
Assim, o objetivo central da política monetária continuaria sendo o da convergência da inflação para as metas traçadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Ainda que o estopim da crise, com a quebra do Lehman Brothers, produzisse uma depreciação cambial de 40%, a redução de juros nessa magnitude não deverá comprometer  a estabilidade de preços. A súbita retração da atividade econômica e a forte queda dos preços das “commodities” mais que compensam os efeitos inflacionários da depreciação cambial. Também parece não haver dúvidas de que “pass-through” para inflação será bem inferior ao verificado nas crises cambiais anteriores.<br />
Embora esses argumentos sejam irretocáveis, a decisão segue a linha adotada pelos principais bancos centrais para combater a recessão e afastar o risco iminente de uma depressão. Além disso, a  flexibilização monetária sintoniza com as inúmeras medidas econômicas já tomadas pelo governo para combater a crise, manifestada com uma queda rápida do nível de atividade, principalmente para os bens duráveis que são dependentes do crédito.<br />
Internamente, a crise foi delineada pela quebra de confiança generalizada das famílias, empresas e instituições financeiras com uma corrida por liquidez que acabou interrompendo o fluxo da atividade econômica. O estancamento do fluxo de crédito externo, que fornecia “funding” ao sistema financeiro, provocou uma reação<br />
defensiva das instituições financeiras, que passaram a elevar as suas reservas de liquidez. Da mesma forma preventiva, as empresas reagiram reduzindo os seus estoques e adiando os investimentos e as famílias, reduzindo as suas compras e evitando o endividamento.<br />
A decisão do Copom traz no seu bojo o pressuposto de que, pelo menos no curto e médio prazo, a política monetária não seja neutra, no que tange aos seus efeitos sobre a economia real. Para tanto, o afrouxamento da política monetária deverá auxiliar o processo de coordenação das expectativas. Se exitoso, o novo ciclo ajudaria a<br />
promover o investimento, a incentivar o consumo e, sobretudo, a manter o funcionamento adequado para o mercado de crédito, que tem sido o principal canal de transmissão da crise.<br />
No que tange ao mercado de crédito, historicamente, a queda da taxa básica de juros tem uma forte correlação com a diminuição do spread bancário ou, mais especificadamente, com a redução da diferença entre as taxas de captação e aplicação das instituições financeiras. Assim, ainda que haja alguma defasagem temporal, é<br />
provável que, com a redução da Selic, haja uma redução considerável no custo de dinheiro para os indivíduos e as empresas.<br />
Todavia, apesar de bem vinda e necessária, a redução em 100 pontos básicos da taxa Selic será insuficiente e deverá exigir medidas adicionais de apoio. O revigoramento do mercado de crédito envolve algumas questões, tais como a capitalização das instituições financeiras, a adequação da oferta potencial de crédito, da disposição dos agentes econômicos a emprestar e a se endividar, da margem de espaço para a redução do custo do dinheiro para as empresas e famílias.<br />
Embora houvesse uma aceleração expressiva das operações de crédito, não há indícios de que o setor bancário tenha cometido os mesmos excessos dos bancos internacionais. O sistema mostra-se hígido, capitalizado e bem regulamentado. Em termos das recomendações do Comitê de Basiléia, o índice de alocação de capital para o risco incorrido é de 11%, ante os 8% sugeridos internacionalmente. Apesar da redução nos dados referentes a junho de 2008 para 15,7%, o índice de Basiléia tem-se mantido em patamar confortável.<br />
No que se refere à oferta potencial de crédito em novembro, os recursos disponíveis para empréstimos das instituições (calculados pela diferença entre o agregado monetário mais amplo -M4 &#8211; e a base monetária ampliada &#8211; B2 -) remontavam R$ 447,6 bilhões. A oferta tem apresentado uma consistente trajetória de crescimento, principalmente a partir das mudanças das regras de recolhimento de depósitos compulsórios que, segundo o Banco Central, seria capaz de sustentar uma expansão do crédito de 16% no ano de 2009.<br />
A queda da taxa básica de juros e a expansão da oferta potencial do crédito são fatores favoráveis para o mercado de crédito. Mas o que estaria dificultando a sua retomada? A resposta poderia estar relacionada com o caráter pró-cíclico dos movimentos de mercado e, conseqüentemente, com a postura defensiva adotada não só pelas instituições financeiras, mas pelas empresas e famílias.<br />
A mudança desse comportamento conservador dos agentes econômicos seria favorecida por uma redução sustentável do “spread” bancário, ou seja, da diferença entre as taxas de aplicação e captação das instituições financeiras. Uma margem menor &#8211; como fruto da diminuição da percepção de risco dos credores-, certamente, diminuiria a resistência das famílias e empresas ao endividamento.<br />
Assim compreender o complexo mecanismo da formação do “spread” é de vital importância. Essa análise mostra os elementos fundamentais que o compõem. Se os mesmos apresentarem um comportamento inverso, poderão mais que compensar o efeito positivo da queda na taxa básica de juros. Segundo a metodologia adotada pelo Banco Central, o “spread” total é decomposto nos seguintes fatores: custo administrativo das instituições, custo dos compulsórios, tributos e taxas, impostos diretos, resíduo líquido e, sobretudo, a inadimplência.<br />
No que tange aos custos administrativos, e com base em dados do ano de 2007, o relatório de Economia Bancária e Crédito do Banco Central indicou que os mesmos vinham apresentando desde 2005 uma tendência consistente de queda. Esse movimento, provavelmente, seria resultante dos ganhos de escala obtidos com o forte crescimento das operações de crédito. Da mesma forma, os efeitos das taxas vêm sendo favoráveis desde o ano de 2002.<br />
As novas regras sobre o compulsório aplicadas, a partir de outubro de 2008, deverão também exercer uma pressão baixista sobre o spread bancário. Ainda em termos prospectivos, a realidade recessiva, a pressão competitiva e a necessidade controles nos custos administrativos deverão impor limites para a elevação do “spread”.<br />
A questão que se mostra mais complexa refere-se à inadimplência que, em 2007, representava 37% do total do ”spread”. Além de ser o fator mais significativo, é precificado “ex-ante” e, dessa forma, altamente contaminado pelo humor dos mercados. O que, nesse momento, com um aumento de riscos de crédito, mercado e de liquidez, se traduz em uma elevação do “spread”.<br />
Assim, a ausência de crédito seria imposta pela lógica imposta pelo ajuste da economia global. Essa lógica contém um caráter perverso e se essa aversão ao risco for exagerada, poderá levar ao aprofundamento da crise. De forma, a contornar esse entrave, as autoridades por todo mundo buscam coordenar as expectativas e combater a paralisia do mercado de crédito, de forma a diminuir o impacto da crise financeira sobre o lado real da economia.<br />
Internamente, o governo está atuando através de medidas de cunho fiscal e monetário e com uma participação mais decisiva dos bancos oficiais. Nas palavras do presidente do Banco Central, o objetivo é o de estimular a concorrência no mercado financeiro e baratear o custo do crédito. Se positivo no combate à asfixia no segmento, essa política embute o risco de descontrole e o da repetição do fracasso de experiências anteriores.<br />
Definitivamente, as decisões de política econômica estão sendo efetuadas no fio da navalha.</p>
<p>Janeiro/2009<br />
Este documento foi preparado pela Assessoria Econômica da ABBC, com finalidade única de prestar informações ao mercado. Esse trabalho reflete a opinião pessoal, não devendo ser interpretado como oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou produtos e instrumentos financeiros.<br />
Everton P.S. Gonçalves<br />
Assessor Econômico da ABBC e Dr em Economia pela FGV/SP &#8211; <a href="mailto:egoncalves@abbc.org.br">egoncalves@abbc.org.br</a></p>
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