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	<title>Aviso em Dois &#187; taxa de juros</title>
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		<title>Renda fixa na Bovespa é uma falácia</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[mercado bursátil]]></category>
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		<description><![CDATA[O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento. Texto publicado 18/10/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Renda fixa na Bovespa é uma falácia</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A crise financeira recente que derrubou o principal indicador da carteira de ações no Brasil, o Ibovespa, de pouco mais de 73.000 pontos para algo próximo dos 29.000 pontos, não foi suficiente para que alguns investidores tomassem ciência com o aprendizado de que tentar transformar um investimento de renda variável em renda fixa envolve riscos inerentes a essa ilusão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Em busca de maiores taxas de juro, muitos investidores, antes da crise fizeram a chamada operação de financiamento em bolsa, o mercado desabou e acabaram virando detentores de carteira de ações, sem ter se programado para isso.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Com a retomada da confiança e consequente alta das ações, muitos esqueceram rapidamente as lições do passado e voltaram a buscar a &#8220;renda fixa&#8221; em mercado de renda variável.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O princípio básico de qualquer aplicação financeira está calcado na relação entre o risco e o retorno. Quanto maiores os retornos esperados maiores serão os riscos; para riscos menores, retornos em menor escala.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Existem algumas modalidades da chamada remuneração de carteira de ações. A mais comum é a chamada venda de opção coberta, onde o investidor compra ações de uma determinada empresa que tem opções negociadas na Bovespa e vende o montante de opções equivalente à aquisição do número de ações, visando assim, uma taxa de retorno para aquele período que vai do início da operação até o vencimento das opções.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As taxas de juros teoricamente embutidas nesta operação de venda coberta costumam ser proporcionais à probabilidade do evento se concretizar, ou seja, do investidor ser exercido, e assim, a taxa de juros se confirmarem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Quanto mais distante estiver o preço de exercício da opção do preço do ativo à vista, no momento da operação, menor será a probabilidade de ser exercido, e assim, maiores serão as taxas de juros embutidas. Quanto mais abaixo do preço do ativo for o preço de exercício, menor será a taxa de juros obtida. Em resumo, maior risco de não ser exercido, maior rendimento; menor risco menor rendimento; risco x retorno.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Nesses anos todos de mercado, já vi várias vezes operações que buscavam renda fixa no mercado bursátil se tornarem aquisições de carteira indesejadas. O investidor foi buscar a tal remuneração e acabou ficando com o papel na mão. Também vi muitos venderem opções cobertas e ficarem sem o papel enquanto o mercado disparava.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Para que a operação de venda de opção coberta se realize como renda fixa será preciso que o mercado suba e o lançador seja exercido. Ora, se a pessoa tem essa convicção da alta, melhor seria comprar somente o ativo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Renda fixa não pode ser confundida. A renda variável, bolsa de valores, deve ser avaliada de acordo com a metodologia e estratégia de cada um; a partir daí, tomar a decisão do que deverá ser feito, comprar ou vender. Se for bom compra, se for ruim vende. O resto é pura ilusão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">&#8220;Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial para seguirem seus desejos, suas ações nunca são corretas&#8221;, dizia Lao Tse.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>A crise financeira recente que derrubou o principal indicador da carteira de ações no Brasil, o Ibovespa, de pouco mais de 73.000 pontos para algo próximo dos 29.000 pontos, não foi suficiente para que alguns investidores tomassem ciência com o aprendizado de que tentar transformar um investimento de renda variável em renda fixa envolve riscos inerentes a essa ilusão.</p>
<p>Em busca de maiores taxas de juro, muitos investidores, antes da crise fizeram a chamada operação de financiamento em bolsa, o mercado desabou e acabaram virando detentores de carteira de ações, sem ter se programado para isso.</p>
<p>Com a retomada da confiança e consequente alta das ações, muitos esqueceram rapidamente as lições do passado e voltaram a buscar a &#8220;renda fixa&#8221; em mercado de renda variável.</p>
<p>O princípio básico de qualquer aplicação financeira está calcado na relação entre o risco e o retorno. Quanto maiores os retornos esperados maiores serão os riscos; para riscos menores, retornos em menor escala.</p>
<p>Existem algumas modalidades da chamada remuneração de carteira de ações. A mais comum é a chamada venda de opção coberta, onde o investidor compra ações de uma determinada empresa que tem opções negociadas na Bovespa e vende o montante de opções equivalente à aquisição do número de ações, visando assim, uma taxa de retorno para aquele período que vai do início da operação até o vencimento das opções.</p>
<p>As taxas de juros teoricamente embutidas nesta operação de venda coberta costumam ser proporcionais à probabilidade do evento se concretizar, ou seja, do investidor ser exercido, e assim, a taxa de juros se confirmarem.</p>
<p>Quanto mais distante estiver o preço de exercício da opção do preço do ativo à vista, no momento da operação, menor será a probabilidade de ser exercido, e assim, maiores serão as taxas de juros embutidas. Quanto mais abaixo do preço do ativo for o preço de exercício, menor será a taxa de juros obtida. Em resumo, maior risco de não ser exercido, maior rendimento; menor risco menor rendimento; risco x retorno.</p>
<p>O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento.</p>
<p>Nesses anos todos de mercado, já vi várias vezes operações que buscavam renda fixa no mercado bursátil se tornarem aquisições de carteira indesejadas. O investidor foi buscar a tal remuneração e acabou ficando com o papel na mão. Também vi muitos venderem opções cobertas e ficarem sem o papel enquanto o mercado disparava.</p>
<p>Para que a operação de venda de opção coberta se realize como renda fixa será preciso que o mercado suba e o lançador seja exercido. Ora, se a pessoa tem essa convicção da alta, melhor seria comprar somente o ativo.</p>
<p>Renda fixa não pode ser confundida. A renda variável, bolsa de valores, deve ser avaliada de acordo com a metodologia e estratégia de cada um; a partir daí, tomar a decisão do que deverá ser feito, comprar ou vender. Se for bom compra, se for ruim vende. O resto é pura ilusão.</p>
<p>&#8220;Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial para seguirem seus desejos, suas ações nunca são corretas&#8221;, dizia Lao Tse.</p>
<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras.</p>
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		<title>No país da bola</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/destaque/no-pais-da-bola/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 07:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol. Texto publicado em 17/11/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">No país da bola</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</div>
<p>O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</p>
<p>Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</p>
<p>As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</p>
<p>Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</p>
<p>A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</p>
<p>Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</p>
<p>É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</p>
<p>Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</p>
<p>Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</p>
<p>Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</p>
<p>Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</p>
<p>Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</p>
<p>Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</p>
<p>Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</p>
<p>Por: Waldir Kiel<br />
12/11/09 &#8211; 14h05<br />
InfoMoney</p>
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		<title>Bastam sete minutos</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 08:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[aviso]]></category>
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		<description><![CDATA[Caso tenhamos um arcabouço de medidas que propiciassem uma atuação mais efetiva do Banco Central, essa sobra de dinheiro nos mercados se resolveria em apenas Sete Minutos. Texto publicado em 22/09/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ano, o banco de investimentos Lehman Brothers, na época o quarto maior dos Estados Unidos no setor, anunciava que pediria concordata. A tentativa das autoridades norte-americanas de evitar a contaminação do mercado financeiro e o agravamento da crise que começou no sistema hipotecário do país fracassou, dando início a uma crise financeira que varreu as principais economias do planeta.</p>
<p>Algumas medidas urgentes foram tomadas por parte das autoridades monetárias do mundo todo, bancos centrais. Imediata baixa nas taxas de juros e injeção de recursos, visando incentivar a retomada das economias.</p>
<p>A recuperação foi rápida, principalmente nos países que compõem o chamado BRICs, e o debate em torno de normas que precisam ser tomadas para que a exuberância não se repita, ganharam força nos encontros do G20 e nos discursos das autoridades governamentais.</p>
<p>Politicamente, as colocações têm causado efeitos, no entanto, na prática as medidas sugeridas são de difícil implementação.</p>
<p>Em se tratando de Brasil, três notícias chamaram a atenção nos últimos dias: 1- Brasil tem um dos spreads bancários mais altos do mundo, só perdendo o primeiro posto para o Zimbábue; 2- Inadimplência no Brasil está dentro da média mundial; 3 &#8211; Bancos estão &#8220;inundados&#8221; de dinheiro e BC tem de atuar para segurar juros &#8211; Sobra de liquidez no curto prazo vai ao recorde de R$ 444 bilhões.</p>
<p>Muita coisa mudou e vem mudando na economia brasileira nos últimos anos, no entanto, a política monetária continua intocável, sua eficácia é medida pela inércia da economia real, no entanto, estas últimas notícias, nos mostra claramente que existe uma incoerência muito grande na condução e formulação da mesma.<br />
Temos uma inadimplência na média mundial, um spread bancário nas alturas e uma sobra de dinheiro em torno de R$ 444 bilhões!<br />
Isso tudo acontece porque o Brasil não tem uma política monetária de fato, uma política monetária ativa, onde a taxa de juros tem verdadeiramente efeito, onde uma mudança de patamar de taxas influencia de forma decisiva a escolha de investimentos na economia. Daí também o motivo de não termos uma curva de juros consistente e determinada por taxas pré-fixadas.<br />
O dinheiro sobra no caixa dos bancos porque eles têm o conforto de uma taxa de juros absurdamente alta no curto prazo, por mais que a taxa básica tenha recuado para o menor nível da historia, ela continua extremamente fora de propósito. Não se pode remunerar e incentivar o desinvestimento e a especulação de curto prazo.</p>
<p>Para que este cenário mude e o Brasil passe a ter uma política econômica de fato é preciso antes de tudo ter a vontade política que mexa com os interesses daqueles que detêm o monopólio do dinheiro na aplicação e nos financiamentos.</p>
<p>Caso tenhamos um arcabouço de medidas que propiciassem uma atuação mais efetiva do Banco Central, essa sobra de dinheiro nos mercados se resolveria em apenas Sete Minutos.<br />
Dois minutos para o famoso Aviso (1) do Banco Central anunciando que não atuaria mais tomando recursos no curto prazo, que só venderia títulos públicos para enxugar a liquidez e cinco minutos para realizar a primeira operação.<br />
Quem quisesse ficar no curto prazo seria penalizado com uma flutuação nas taxas. Caso queira de fato investir que compre títulos mais longos.</p>
<p>(1)    A história do Aviso em Dois &#8211; <a href="http://www.avisoemdois.com.br/o-aviso-em-dois/">http://www.avisoemdois.com.br/o-aviso-em-dois/</a></p>
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		<title>Madofi ganhou na mega sena</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 12:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Donostio Filho, o mais velho da prole, à época estava se preparando para ingressar na Universidade de Agronomia. Teve que abandonar o cursinho preparatório por falta de recurso, passando a ajudar seu pai na lavoura e no sustento da família.
Foram tempos difíceis. Texto publicado em 22/07/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi ganhou na mega sena</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Marco Donostio Filho teve uma infância e juventude bem aventurada, seu pai, migrante italiano, foi um cafeicultor que até os anos 90 viveu um bom período de prosperidade. Esta prosperidade propiciou a família um padrão de vida de classe alta, todos os filhos de Marco Donostio estudaram em boas escolas, mas infelizmente no ano de 1989, uma geada acabou com os cafezais, Marco foi obrigado a pegar empréstimos em bancos e acabou por se afundar em dívidas que o levaram a vender a fazenda de café e ficar com um pequeno pedaço de terra para dar sustento a seus quatro filhos e esposa, interrompendo assim, o prosseguimento dos estudos de seus filhos. Marco Donostio Filho, o mais velho da prole, à época estava se preparando para ingressar na Universidade de Agronomia. Teve que abandonar o cursinho preparatório por falta de recurso, passando a ajudar seu pai na lavoura e no sustento da família.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Foram tempos difíceis.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os anos se passaram, Marco Donostio Filho se casou, constituiu uma família com três filhos, dois homens e uma mulher e depois que seu pai faleceu e seus irmãos seguiram outros caminhos, foi trabalhar e ser caseiro de um haras, levando sua família e sua mãe.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Seu patrão se chamava Marco também, Donostio era um nome muito difícil de ser pronunciado pelos peões e Filho não soava bem, foi então que a peãozada criou o apelido pelo qual era conhecido até mesmo pelos patrões, Madofi.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Quando surgiu o escândalo do Madoff americano, foi motivo de muitas piadas e gozações de alguns amigos de seu patrão que freqüentavam o haras.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A vida melhorou um pouco, seu patrão era um bem sucedido participante do mercado financeiro e isso lhe propiciou nos finais de semana e feriados, ouvir conversas de frequentadores do haras sobre mercados e investimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Interessou-se tanto pelo assunto que pediu permissão ao patrão para usar o computador e a internet nos dias de semana para estudar e realizar algumas pesquisas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi costumava fazer sua fezinha na mega sena, jogava sempre os mesmos números, a idade de seus filhos, 15, 13 e 6, a idade de sua esposa 37, sua idade 43 e a idade de sua mãe como era 80 e não tinha esse número jogava o ano de nascimento 28. Jogava sempre esses números e mais duas combinações na surpresinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Numa tarde chuvosa de uma segunda feira estava arrumando uns papéis e contas para pagar, resolveu conferir sua aposta. Quando viu os números, 09, 13, 16, 26, 42 e 46, pensou que mais uma vez não tinha feito nem um terno, mas quando conferiu toda aposta viu que acabara de ganhar R$ 25 milhões e alguns trocados. Naquele concurso da mega teve apenas um ganhador e foi Madofi.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A partir deste dia Madofi passou a ter um grande problema a resolver: Como ajudar seus irmãos, sua família tios e tias e construir um conforto financeiro para o futuro de seus filhos?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se não tomasse cuidado, gastaria tudo rapidamente, investiria em negócios mal sucedidos e voltaria onde estava há até poucos dias atrás.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Pensou no insucesso como agricultor de seu pai, nas conversas que costuma ouvir dos visitantes do mercado financeiro no haras, e então, decidiu por conta própria aprender sobre investimentos usando a internet.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Deixou quase todo o dinheiro do prêmio aplicado na CEF, pediu sigilo total e foi estudar a melhor forma de investir. Apesar de só ter completado o segundo grau nos estudos adquiriu uma experiência de vida que não lhe permitiria cometer os erros que muitos investidores cometeram nos últimos tempos e Madofi acompanhou pela internet e nas conversas dos amigos de seu patrão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Seis meses depois, aprendeu muita coisa sobre investimentos, ficou fascinado por juros compostos e seduzido por aplicações em bolsa de valores.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Chegou então a hora de aplicar os conhecimentos, e o dia não poderia ser mais propicio. 22 de julho de 2009, data da divulgação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, o chamado Copom.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Por tudo que Madofi aprendeu com a vida, com a quebra de seu pai, tudo que leu, ouviu e estudou e a observação dos últimos acontecimentos econômicos, sabia que essa reunião do Copom era importante, mas não fundamental para definir seus investimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Comprar CDBs de bancos não iria. Outro dia esteve em um banco assuntando investimentos e o gerente recomendou que comprasse CDB, que agora tem uma garantia do governo federal ou então aplicasse em alguns fundos de investimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi pensou: oras, se a garantia do CDB é dada pelo governo federal a aplicação em títulos do governo é muito mais garantida, se meu ex-patrão e seus amigos ganham comissão para administrar o dinheiro dos outros é porque quem aplica com eles não estudou o tanto que estudei para aprender, deixam para os outros aplicarem seus recursos por falta de conhecimentos &#8211; Tou fora! – frase que costumava ouvir a beira da piscina do haras quando um “figurão” daqueles dava uma recusa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Depois de acompanhar o debate, que estranhamente saiu da mídia, sobre a rentabilidade da poupança e a dos demais investimentos com a queda na taxa básica de juros, Madofi já estava decidido.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Iria aplicar R$ 5 milhões em ações, 60% em Petrobrás e 40% em Vale do Rio Doce, não quer muito risco por não precisar correr desesperadamente atrás de uma fortuna que ele já possui, mas também quer investir em bolsa em longo prazo, para acompanhar de vez em quando e por acreditar nessas duas empresas de futuro promissor, dos R$ 15 milhões restantes, R$ 4 milhões usaria de imediato para ajudar seus familiares e comprar uma pequena propriedade para realizar seu sonho de ter um cultivo de pimentas para comercializar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os R$ 11 milhões vão para os investimentos mais seguros e rentáveis que avaliou</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">- R$ 3 milhões em LTNs, com vencimento em 01/07/2011 a taxa de 10,50% ao ano</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">- R$ 8 milhões em NTN-B com vencimento em 15/08/2024 a taxa de IPC-A mais 6,40% ao ano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se educando financeiramente Madofi descobriu muita coisa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Descobriu que não existem investimentos com retornos mágicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Que rendimentos passados não são parâmetros para avaliação de rendimentos futuros.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">E o mais importante, que o deixou muito surpreso, foi o fato de se discutirem tanto sobre tributação, taxação da poupança, taxa de administração de recursos e outros assuntos relacionados ao novo patamar de juros básicos e uma aplicação como em NTN-B, ainda render inflação mais 6,40% ao ano por um prazo tão longo e com garantia federal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se por um infortúnio ele perder os R$ 9 milhões que investiu em bolsa e na propriedade, for obrigado a gastar os cerca de R$ 3,5 milhões aplicados em LTNs, em 2024 ele terá seus R$ 20 milhões, mais a inflação do período corrigida, no resgate da NTN-B em 2024.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi ficou feliz com seus investimentos, no entanto, ao se tornar uma pessoa mais lúcida em relação à realidade financeira brasileira, ficou um tanto aborrecido e questionou:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Como pode um país remunerar uma aplicação financeira a uma taxa tão alta, por tão longo tempo como as aplicações em NTN-Bs?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Como pode o setor bancário cobrar um juro tão alto na taxa de empréstimos?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Com uma taxa de juros deste tamanho por um período tão longo só investi na produção quem quer correr muitos riscos e com uma taxa de empréstimos desta magnitude mais dia menos dia, numa crise dessas qualquer os emprestadores não vão receber de ninguém, pois quem toma empréstimo a mais de 100% ao ano é porque tem grande chance de quebrar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Investimentos mágicos não duram para sempre, mais hora menos hora, vão todos pro vinagre, O Madoff americano que o diga!</div>
<p>Marco Donostio Filho teve uma infância e juventude bem aventurada, seu pai, migrante italiano, foi um cafeicultor que até os anos 90 viveu um bom período de prosperidade. Esta prosperidade propiciou a família um padrão de vida de classe alta, todos os filhos de Marco Donostio estudaram em boas escolas, mas infelizmente no ano de 1989, uma geada acabou com os cafezais, Marco foi obrigado a pegar empréstimos em bancos e acabou por se afundar em dívidas que o levaram a vender a fazenda de café e ficar com um pequeno pedaço de terra para dar sustento a seus quatro filhos e esposa, interrompendo assim, o prosseguimento dos estudos de seus filhos. Marco Donostio Filho, o mais velho da prole, à época estava se preparando para ingressar na Universidade de Agronomia. Teve que abandonar o cursinho preparatório por falta de recurso, passando a ajudar seu pai na lavoura e no sustento da família.</p>
<p>Foram tempos difíceis.</p>
<p>Os anos se passaram, Marco Donostio Filho se casou, constituiu uma família com três filhos, dois homens e uma mulher e depois que seu pai faleceu e seus irmãos seguiram outros caminhos, foi trabalhar e ser caseiro de um haras, levando sua família e sua mãe.</p>
<p>Seu patrão se chamava Marco também, Donostio era um nome muito difícil de ser pronunciado pelos peões e Filho não soava bem, foi então que a peãozada criou o apelido pelo qual era conhecido até mesmo pelos patrões, Madofi.</p>
<p>Quando surgiu o escândalo do Madoff americano, foi motivo de muitas piadas e gozações de alguns amigos de seu patrão que freqüentavam o haras.</p>
<p>A vida melhorou um pouco, seu patrão era um bem sucedido participante do mercado financeiro e isso lhe propiciou nos finais de semana e feriados, ouvir conversas de frequentadores do haras sobre mercados e investimentos.</p>
<p>Interessou-se tanto pelo assunto que pediu permissão ao patrão para usar o computador e a internet nos dias de semana para estudar e realizar algumas pesquisas.</p>
<p>Madofi costumava fazer sua fezinha na mega sena, jogava sempre os mesmos números, a idade de seus filhos, 15, 13 e 6, a idade de sua esposa 37, sua idade 43 e a idade de sua mãe como era 80 e não tinha esse número jogava o ano de nascimento 28. Jogava sempre esses números e mais duas combinações na surpresinha.</p>
<p>Numa tarde chuvosa de uma segunda feira estava arrumando uns papéis e contas para pagar, resolveu conferir sua aposta. Quando viu os números, 09, 13, 16, 26, 42 e 46, pensou que mais uma vez não tinha feito nem um terno, mas quando conferiu toda aposta viu que acabara de ganhar R$ 25 milhões e alguns trocados. Naquele concurso da mega teve apenas um ganhador e foi Madofi.</p>
<p>A partir deste dia Madofi passou a ter um grande problema a resolver: Como ajudar seus irmãos, sua família tios e tias e construir um conforto financeiro para o futuro de seus filhos?</p>
<p>Se não tomasse cuidado, gastaria tudo rapidamente, investiria em negócios mal sucedidos e voltaria onde estava há até poucos dias atrás.</p>
<p>Pensou no insucesso como agricultor de seu pai, nas conversas que costuma ouvir dos visitantes do mercado financeiro no haras, e então, decidiu por conta própria aprender sobre investimentos usando a internet.</p>
<p>Deixou quase todo o dinheiro do prêmio aplicado na CEF, pediu sigilo total e foi estudar a melhor forma de investir. Apesar de só ter completado o segundo grau nos estudos adquiriu uma experiência de vida que não lhe permitiria cometer os erros que muitos investidores cometeram nos últimos tempos e Madofi acompanhou pela internet e nas conversas dos amigos de seu patrão.</p>
<p>Seis meses depois, aprendeu muita coisa sobre investimentos, ficou fascinado por juros compostos e seduzido por aplicações em bolsa de valores.</p>
<p>Chegou então a hora de aplicar os conhecimentos, e o dia não poderia ser mais propicio. 22 de julho de 2009, data da divulgação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, o chamado Copom.</p>
<p>Por tudo que Madofi aprendeu com a vida, com a quebra de seu pai, tudo que leu, ouviu e estudou e a observação dos últimos acontecimentos econômicos, sabia que essa reunião do Copom era importante, mas não fundamental para definir seus investimentos.</p>
<p>Comprar CDBs de bancos não iria. Outro dia esteve em um banco assuntando investimentos e o gerente recomendou que comprasse CDB, que agora tem uma garantia do governo federal ou então aplicasse em alguns fundos de investimentos.</p>
<p>Madofi pensou: oras, se a garantia do CDB é dada pelo governo federal a aplicação em títulos do governo é muito mais garantida, se meu ex-patrão e seus amigos ganham comissão para administrar o dinheiro dos outros é porque quem aplica com eles não estudou o tanto que estudei para aprender, deixam para os outros aplicarem seus recursos por falta de conhecimentos &#8211; Tou fora! – frase que costumava ouvir a beira da piscina do haras quando um “figurão” daqueles dava uma recusa.</p>
<p>Depois de acompanhar o debate, que estranhamente saiu da mídia, sobre a rentabilidade da poupança e a dos demais investimentos com a queda na taxa básica de juros, Madofi já estava decidido.</p>
<p>Iria aplicar R$ 8 milhões em ações, 60% em Petrobrás e 40% em Vale do Rio Doce, não quer muito risco por não precisar correr desesperadamente atrás de uma fortuna que ele já possui, mas também quer investir em bolsa em longo prazo, para acompanhar de vez em quando e por acreditar nessas duas empresas de futuro promissor, dos R$ 18 milhões restantes, já que os R$ 25 milhões se tornaram R$ 26 milhões em seis meses, R$ 5 milhões usaria de imediato para ajudar seus familiares e comprar uma pequena propriedade para realizar seu sonho de ter um cultivo de pimentas para comercializar.</p>
<p>Os R$ 13 milhões, metade do que possui, vão para os investimentos mais seguros e rentáveis que avaliou</p>
<p>- R$ 3 milhões em LTNs, com vencimento em 01/07/2011 a taxa de 10,50% ao ano</p>
<p>- R$ 10 milhões em NTN-B com vencimento em 15/08/2024 a taxa de IPC-A mais 6,40% ao ano.</p>
<p>Se educando financeiramente Madofi descobriu muita coisa.</p>
<p>Descobriu que não existem investimentos com retornos mágicos.</p>
<p>Que rendimentos passados não são parâmetros para avaliação de rendimentos futuros.</p>
<p>E o mais importante, que o deixou muito surpreso, foi o fato de se discutirem tanto sobre tributação, taxação da poupança, taxa de administração de recursos e outros assuntos relacionados ao novo patamar de juros básicos e uma aplicação como em NTN-B, ainda render inflação mais 6,40% ao ano por um prazo tão longo e com garantia federal.</p>
<p>Se por um infortúnio ele perder os R$ 13 milhões que investiu em bolsa e na propriedade e for obrigado a gastar os R$ 3 milhões aplicados em LTNs, em 2024 ele terá seus R$ 25 milhões do prêmio ganho, mais a inflação do período corrigida, no resgate da NTN-B em 2024.</p>
<p>Madofi ficou feliz com seus investimentos, no entanto, ao se tornar uma pessoa mais lúcida em relação à realidade financeira brasileira, ficou um tanto aborrecido e questionou:</p>
<p>Como pode um país remunerar uma aplicação financeira a uma taxa tão alta, por tão longo tempo como as aplicações em NTN-Bs?</p>
<p>Como pode o setor bancário cobrar um juro tão alto na taxa de empréstimos?</p>
<p>Com uma taxa de juros deste tamanho por um período tão longo só investi na produção quem quer correr muitos riscos e com uma taxa de empréstimos desta magnitude mais dia menos dia, numa crise dessas qualquer os emprestadores não vão receber de ninguém, pois quem toma empréstimo a mais de 100% ao ano é porque tem grande chance de quebrar.</p>
<p>Investimentos mágicos não duram para sempre, mais hora menos hora, vão todos pro vinagre, O Madoff americano que o diga!</p>
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		<title>Faça o que se deve</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/destaque/faca-o-que-se-deve/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 15:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Meirelles]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
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		<category><![CDATA[risco Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa real de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom. Texto publicado em 29/04/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje 29/04, todos os olhares do mercado financeiro estão voltados para mais uma decisão da taxa selic determinada no final da reunião do Copom iniciada ontem. Como é de conhecimento geral a taxa de juros que mais importa para o consumidor e empresas tomadoras de empréstimos são a praticadas nas operações diretas de financiamento e estas são desvinculadas de pequenas alterações na selic e de spread gigantescos.</p>
<p>Sempre que estamos às vésperas de definição dos juros primários aparecem na grande mídia lobistas pinçando argumentos que justifiquem uma taxa de juros desnecessariamente alta.<br />
Inflação em alta demanda muito aquecida, capacidade da indústria em atender um aumento maior do consumo, inadimplência, suposta dificuldade de rolagem da dívida pública e etc. Outro dia uma matéria encomendada citava “fonte” de um membro da área econômica do governo preocupado com um possível cenário de redução exagerada de juros neste momento com a necessidade de subida em 2010 provenientes de uma recuperação forte da economia, isso tudo em meio à crise.</p>
<p>Vou colocar então, argumentos que justificam uma redução maior na taxa real de juros para um patamar mais próximo do padrão internacional:<br />
- expectativas de inflação convergindo para a meta<br />
- forte queda na atividade industrial<br />
- aumento da taxa de desemprego<br />
- taxa de câmbio acomodada em nível abaixo que o das previsões mais pessimistas e com tendência de queda<br />
- permanência de alto spread bancário<br />
- forte ingresso de capital externo mesmo em meio à crise<br />
- necessidade de retomada rápida da liquidez bancária<br />
- mudança positiva na avaliação do risco Brasil por parte da comunidade financeira internacional<br />
É preciso levar em conta que o patamar atual da taxa de juros atual foi carregado de expectativas sombrias de pressupostos que acabaram não se confirmando.<br />
O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom.<br />
Como já comentei aqui no passado, sairemos muito mais fortalecidos desta crise do que se poderia imaginar. A queda da taxa de juros pode não vir neste momento com a velocidade desejada, no entanto, é líquido e certo que ela irá acontecer.<br />
Para quem investe na segurança da renda fixa não existe cenário melhor.<br />
Na renda variável, bolsa de valores deverá ter gratas surpresas também, com o Ibovespa podendo alcançar patamares acima daqueles que foram considerados os máximos.<br />
Ciente das dificuldades de se conduzir a política monetária durante os últimos anos de um novo governo, gostaria de parabenizar o Sr. Henrique Meirelles e sua equipe até este momento e manifestar a confiança de que as condições criadas permitem que as decisões econômicas sejam tomadas de forma mais republicana.<br />
O Banco Central fez o que deveria até o momento a esperança agora é que FAÇA O QUE SE DEVE.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mitologia Econômica</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/destaque/mitologia-economica/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/destaque/mitologia-economica/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 14:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[aplicações]]></category>
		<category><![CDATA[aplicações financeiras]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[fed]]></category>
		<category><![CDATA[fundos]]></category>
		<category><![CDATA[fundos de investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[longo prazo]]></category>
		<category><![CDATA[meta de inflação]]></category>
		<category><![CDATA[mito]]></category>
		<category><![CDATA[poupança]]></category>
		<category><![CDATA[rendimentos]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Investimento é de médio/longo prazo, isso é que estimula naturalmente investimentos na produção e que ajuda os agentes econômicos a projetar seus empreendimentos com maior segurança.
Privilegiar o curto prazo é o motivo de o Brasil não ter uma curva de juros consistente. Texto publicado em 19/03/2009


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			<content:encoded><![CDATA[<p>As recentes discussões no Brasil acerca de mudanças nas regras da remuneração da poupança e o anúncio nesta quarta-feira do banco central americano informando que nos próximos seis meses vai comprar até US$ 300 bilhões em títulos de longo prazo do governo, o que não fez nas últimas quatro décadas, e que também irá ampliar as compras de dívidas lastreadas em hipotecas, me levou a uma reflexão a respeito das teorias e práticas econômicas aqui no Brasil.</p>
<p>Não vou comentar a respeito do que pode mudar na forma de remunerar os recursos da poupança antes que saiba o que de fato será alterado. No entanto os argumentos de economistas e analistas renomados justificando o pedido de mudanças me chamaram muito a atenção.<br />
O argumento mais utilizado é de que se a taxa selic continuar a cair em breve os rendimentos da poupança irão superar os rendimentos dos fundos de investimentos, irá ocorrer uma migração dos fundos para a poupança, com resgate nas cotas os fundos e os bancos não comprarão mais títulos públicos e o governo encontrará dificuldades para rolagem da dívida pública.<br />
Puro mito.</p>
<p>No caso dos fundos é preciso lembrar que são condomínios administrados por síndicos (gestores) e que cabe ao síndico zelar pelo patrimônio do condômino (cotista), rentabilizando com o menor risco possível suas aplicações financeiras.<br />
Se as taxas dos títulos públicos recuam ou aumentam cabe ao administrador otimizar a rentabilidade dentro do que se apresenta a realidade do mercado, restando poucas alternativas de aplicações com retorno e risco baixo como os títulos públicos federais.<br />
Sendo assim é uma falácia dizer que o recuo mais vigoroso na taxa selic provoca uma fuga dos títulos do governo. Os administradores precisam de lastro (títulos pra vincular aplicações da carteira) seguro e com liquidez.<br />
Mito também é o argumento de que o governo gasta demais, que a divída pública é muito alta e por isso existe o risco de default, pois não é possível que depois que o todo poderoso banco do mundo, Citibank, beijou a lona e foi praticamente estatizado pelo estado ainda exista quem acredite que o risco público seja maior que o risco privado nas atuais condições.</p>
<p>No passado o argumento mais usado para a taxa básica não recuar muito era o de que haveria fuga para o consumo, para ativos reais e dólar, provocando assim aumento da inflação.<br />
Acontece que a inflação como ela é medida no mundo todo, em média, não inclui o preço dos ativos financeiros. Por diversas razões tais inflações medidas se acomodaram em índices muito baixos, os ativos disparam pra cima e as chamadas políticas monetárias foram pro espaço.<br />
Meta de inflação virou Meta de Ficção.</p>
<p>Acredito que o banco central americano já está tomando outros caminhos quando decidiu não só manter a taxa de juros entre zero e 0,25% como também comprar títulos de sua emissão e títulos vinculados a hipotecas e injetar mais dinheiro na economia.</p>
<p>No Brasil o Banco Central libera compulsório, os bancos compram títulos públicos e o dinheiro acaba não circulando na economia real.<br />
Meta de inflação com taxa de curto prazo carimbada só traz conforto para as aplicações de curto prazo, quando na verdade o curto prazo deveria ter é desconforto, render menos, ser penalizado. O longo prazo é quem deveria ser beneficiado.</p>
<p>Investimento é de médio/longo prazo, isso é que estimula naturalmente investimentos na produção e que ajuda os agentes econômicos a projetar seus empreendimentos com maior segurança.<br />
Privilegiar o curto prazo é o motivo de o Brasil não ter uma curva de juros consistente e determinada pelo rendimento do maior ativo emitido, o título público.</p>
<p>Essa é a realidade, no mais, argumentos para não termos juros civilizados não passam de tentativas de propagar mitos econômicos.<br />
E os mitos são linguagens imagísticas dos princípios que mostram a origem de instituições, de hábitos, lógica de uma gesta e economia de encontros.</p>
<p>Não se pode admitir que numa época de ebulição econômica, velhos paradigmas que se mostraram ineficientes impeçam as inovações.</p>
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		<title>Juros no Brasil voltam a subir</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/juros-no-brasil-voltam-a-subir/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 09:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[consignado]]></category>
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		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa do CDI]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas. Texto publicado em 12/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dispense alguns minutos de sua atenção e entenda o raciocínio simples e objetivo:</p>
<p>Quando o investidor brasileiro se dirige a uma agência bancária ou liga para seu consultor de investimentos para saber como andam os rendimentos das aplicações financeiras, logo recebe as seguintes respostas: aplicação 1 está dando 90% do CDI, a 2 tem dado mais que 100% chegando muitas vezes a 100,50/101%, a outra 3 tem maior risco e ultimamente, com essa incerteza do mercado tem dado 85%, mas já chegou a render 110%. Sempre um percentual do CDI.<br />
Não é assim?</p>
<p>Pois então. Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas.<br />
Para facilitar o raciocínio, imaginemos que toda aplicação financeira feita por qualquer investidor, renda a taxa “privilegiada” que as grandes quantias financeiras rendem, ou seja, 100% do CDI. Que espetáculo!<br />
Agora vamos à notícia publicada logo após o corte de 1,50% ao ano na taxa básica de juros (Selic):<br />
Bancos anunciam redução de juros após corte da Selic</p>
<p>Diferentes bancos anunciaram redução nos juros para seus clientes logo após a decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto.</p>
<p>O Banco do Brasil anunciou redução dos encargos financeiros em diversas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e às empresas. As novas taxas serão válidas a partir desta sexta-feira, dia 13.</p>
<p>Nas linhas de crédito fixo e rotativo destinadas às pessoas físicas foram reduzidas as taxas de diversos produtos. No cheque especial, a taxa máxima passou de 7,91% ao mês para 7,85%.</p>
<p>No crédito para material de construção, as taxas para os prazos de 2 a 24 meses, passaram de 1,78% a 2,53% ao mês para 1,74% a 2,51% ao mês.</p>
<p>Itaú<br />
O Itaú informou que fará reduções a partir de segunda-feira, dia 16. Serão beneficiados os clientes que utilizam o empréstimo pessoal parcelado (Crediário Automático para PF e Giropré PJ) e cheque especial.</p>
<p>Os juros do cheque especial para pessoa física no Itaú vão de 8,87% para 8,75% ao mês. No crédito automático, cai de 7,01% para 6,89% ao mês.</p>
<p>Unibanco<br />
O Unibanco, que se fundiu com o Itaú, também informou que vai reduzir, a partir do dia 16, a taxa máxima cobrada no crédito pessoal parcelado (CPP) e no cheque especial para pessoa física.</p>
<p>A redução será de 0,12 ponto percentual sobre as taxas mensais, o que corresponde ao repasse integral do corte de 1,5 ponto percentual efetuado na Selic, que é anual.</p>
<p>Bradesco<br />
O Bradesco informou que cobrará novas taxas já a partir desta quinta-feira.</p>
<p>O banco diminuiu os juros das operações de cheque especial, crédito pessoal, CDC para veículos, leasing de veículos, capital de giro, antecipação de recebíveis e conta garantida. As reduções vão de 0,05 a 0,12 ponto percentual por mês.</p>
<p>Santander e Real<br />
O Grupo Santander Brasil, que reúne os Bancos Santander e Real, também vai reduzir suas taxas de crédito pessoal, cheque especial, crédito consignado e cartões de crédito. Isso representará uma redução mensal entre 0,13% a 0,15% nas taxas cobradas atualmente.</p>
<p>A taxa de cheque especial baixará de 9,70% para 9,57% ao mês, a taxa máxima de crédito pessoal será<br />
reduzida de 6,36% para 6,23% ao mês e a taxa mínima do consignado, de 1,65% para 1,52% ao mês. O cartão de crédito Santander Internacional baixará de 12,85% para 12,70% ao mês.</p>
<p>Convertendo tudo para CDI as taxas ficariam assim:<br />
Na aplicação não muda nada, quem antes recebia 100% do CDI, 12,75% ao ano, irá receber 11,25% que será a taxa do CDI e, portanto 100% do CDI.<br />
Condensando a notícia em apenas três exemplos e convertendo a taxa anual do CDI para taxa mensal do CDI praticado teremos:<br />
O Banco do Brasil reduziu a taxa máxima do cheque especial de 7,91% (687,03% do CDI) para 7,85% (779,68% do CDI) ao mês.<br />
Os juros do cheque especial no Itaú vão de 8,87% (782,55% do CDI) para 8,75% ao mês (880,53% do CDI)<br />
Santander e Real a taxa mínima do empréstimo consignado passará de 1,65% (164,17% do CDI) para 1,52% (170,33% do CDI) ao mês e a taxa do cheque especial passará de 9,70% (865,14% do CDI) para 9,57% (972,42% do CDI) ao mês.</p>
<p>Os juros que valem de fato para a economia caíram ou subiram?<br />
A matemática está ai. Feita a conversão, as taxas de empréstimos dos bancos subiram no percentual do CDI.<br />
Se captar a taxa flutuante (CDI) é bom para as instituições porque o público investidor não consegue tomar emprestado no mesmo referencial?<br />
Ou, se a taxa de empréstimo das instituições é sempre pré-fixada, porque o investidor encontra tanta dificuldade para aplicar em pré-fixado?<br />
Além de tomar em indexado e aplicar em pré-fixado com os juros declinantes ser um excelente negócio, ajuda a mascarar o tamanho do spread bancário.<br />
Quando os juros estão subindo o sistema continua o mesmo, a diferença é que a taxa de empréstimos, pré-fixada, sobe muito mais ainda.</p>
<p>Que pais é este?<br />
Com a palavra você, caro leitor.</p>
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		<title>Desinformação ou maquiavelismo?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 02:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado. Texto publicado em 05/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento econômico brasileiro nos últimos anos e o rápido avanço do mercado financeiro e seus produtos de aplicação financeira, aliados a uma política monetária passiva, trouxe uma dos maiores absurdos em termos de conceito sobre a modalidade chamada Renda Fixa.<br />
Não bastasse o fato de o noticiário econômico considerar alterações de mercado quase que somente as variações da bolsa de valores e a cotação da moeda americana, a definição das aplicações em Renda Fixa são totalmente distorcidas e com isso o investidor muito mal informado.<br />
É preciso deixar bem claro, mais uma vez, o conceito de Renda Fixa: rendimentos prefixados são aqueles cuja rentabilidade (nominal) o investidor conhece previamente, sendo a taxa de retorno e o prazo, acertados previamente no momento da aplicação. Fundo de Renda Fixa, aplicação vinculada ao DI, Fundo DI, CDB com taxa flutuante não são Renda Fixa porque seus rendimentos são variáveis.<br />
Sendo assim, porque muitos analistas ditos especialistas e toda mídia econômica insistem em desinformar o público investidor dizendo que as aplicações em Renda Fixa em determinado período, normalmente de um mês, rendeu x% do CDI ou a acumulação da taxa diária do CDI em determinado período rendeu y%?<br />
A verdade é que essa desinformação é disseminada pelo simples fato da captação de recursos do investidor, pelos bancos e fundos de investimentos, terem como referência de rendimento a chamada taxa diária do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, média da taxa de juros praticada nas operações de um dia na troca de reservas entre os bancos).<br />
Sempre que um investidor consulta um “especialista” para saber onde deve investir com segurança e liquidez que não seja na bolsa de valores a resposta invariavelmente é para aplicar em um fundo ou CBD indexados. Título público é deixado de lado, pois além de ser um concorrente (governo) na captação de recursos não tem taxa de administração na venda direta ao médio e grande investidor. O pequeno investidor paga taxa de custódia pequena, 0,50% ao ano, e de administração de acordo com seu agente corretor no Tesouro Direto.<br />
Título público federal só é oferecido ao investidor em condições justas de mercado, através do Tesouro Direto, o restante da emissão, 98%, vai para os agentes econômicos terem como garantia e lastro de suas operações. Assim a dívida pública federal fica sem liquidez e seu custo de emissão maior.<br />
Sendo a taxa de referência na captação o CDI, quanto menor seu rendimento, maior o spread (diferença de taxa) de ganho na ponta aplicadora e maior controle e indexação de curto prazo dos recursos captados. Isso explica porque quase 90% das aplicações financeiras no Brasil usam este indexador e porque em um período de desconfiança nos agentes econômicos como o de hoje, estranhamente a taxa de juros do indexador não está muito acima da taxa selic praticada, já que a selic é vinculado ao rendimento dos títulos do governo, risco público, e o CDI ao risco privado. As experiências anteriores e a atual mostram que o risco privado é infinitamente maior que o risco público, pois em intervenções buscando o restabelecimento da confiança dos mercados, sempre é o público quem socorre o privado.<br />
Exemplo a se observar na percepção do risco privado versus o risco público atualmente é que o Banco Central do Brasil liberou recursos dos depósitos compulsórios dos bancos para aumentar a liquidez e os empréstimos bancários, e esses bancos correram comprar títulos públicos federais com o dinheiro liberado.<br />
Se as aplicações financeiras, na prática estão totalmente indexadas, os efeitos de um aumento ou redução na taxa selic ditada pelo Copom são muito pequenos na alocação dos ativos financeiros e a política monetária assim, cada vez mais passiva.<br />
Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado.<br />
Espero que essa crise financeira atual propicie uma reflexão por parte daqueles que comandam a política monetária no Brasil, repensando o atual modelo utilizado e seus efeitos de fato na economia. Que o investidor tenha informações mais transparentes e maior e melhor acesso as aplicações financeiras.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/semanal-2010-06/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 17:56:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma semana agitada com notícias dando conta de problemas fiscais em alguns países do Velho Mundo, em especial nos chamados PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha), os mercados realizaram de maneira mais agressiva a venda de ativos em todo mundo, principalmente aonde esses ativos vinham de valorizações recentes, como no caso do Brasil.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Depois de uma semana agitada com notícias dando conta de problemas fiscais em alguns países do Velho Mundo, em especial nos chamados PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha), os mercados realizaram de maneira mais agressiva a venda de ativos em todo mundo, principalmente aonde esses ativos vinham de valorizações recentes, como no caso do Brasil.<br />
Para esta semana a expectativa é que ocorra uma correção técnica dos exageros da semana anterior.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A ata da ultima reunião do Copom divulgada na quinta feira passada trouxe com muita sutiliza um dado que o mercado foi digerindo com o tempo e derrubando as taxas futuras na BM&amp;F, principalmente os contratos de prazos mais longos, a projeção feita pelo Banco Central que em 2010 os preços administrados corresponderão a 4% de inflação.<br />
Preço administrado não tem taxa de juros que altere esta indexação, assim não existe a necessidade de aumentos futuros como queriam muitos no mercado.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Como previsto as críticas quanto à atuação do Banco Central comprando a moeda norte americana em meio a um vendaval de más notícias e alimentando deliberadamente a alta, aumentaram muito nos jornais de final semana.<br />
Enquanto o Banco Central se defende com o argumento que hoje existem poucos riscos em derivativos cambias com as empresas, a crítica foca na compra inoportuna que cria volatilidade desnecessária em um momento de stress dos mercados.<br />
Mesmo com as compras agressivas do Banco Central o fluxo deve responder por um recuo na cotação.<br />
Previsão para a semana: R$ 1,85/1,88</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Cada constatação de problemas vindos do front externo evidencia mais a força da economia brasileira na pós-crise 2008 e demonstra que o Brasil é hoje um dos países com fundamentos econômicos mais sólidos do planeta. Além de ter um sistema bancário fortalecido.<br />
Com isso a tendência no médio e longo prazo é que a Bovespa venha a se descolar gradualmente dos mercados lá de fora.<br />
Para a semana deveremos ter um movimento de compra fortalecido pelos preços de algumas ações que caíram além do bom senso, como o caso da Petrobrás.</p>
<p><strong>Os investidores institucionais e o café</strong></p>
<p>Nesta semana vimos mercados acionários, petróleo, metais preciosos e commodities agrícolas levando um tombo simultâneo, enquanto que o dólar subiu no acumulado do período. A busca por segurança e liquidez causada pela incerteza futura faz com que os agentes econômicos liquidem suas posições nos mercados financeiros e procurem um porto seguro, isto é, os títulos do tesouro americano e/ou dólar. Isto faz sentido no mercado acionário, pois o desempenho das empresas depende do estado da economia. Mas e o café? Também segue esta lógica?</p>
<div id="_mcePaste">Não, em decorrência da inelasticidade renda-demanda do café. Traduzindo do economês, isso quer dizer que se você dobrar sua fortuna, não tomará nem duas vezes mais café nem 20% a mais. Em outras palavras, o mercado para o grão está pouco sujeito às oscilações do cenário macroeconômico.</div>
<div id="_mcePaste">Entretanto, os preços do café sofreram por conta das incertezas na zona do euro, uma vez que fundos de investimento saíram de suas posições compradas em diversos investimentos, incluindo as commodities agrícolas. Neste momento, os fundamentos do café não estão ditando seus preços. O que tem afetado as cotações no mercado futuro é a enxurrada de vendas por parte dos hedge funds – fundos especuladores curto prazistas, que não tem semelhança nenhuma com a proteção de riscos ou hedge. Dessa forma, fica caracterizado um mercado no qual preços podem ser manipulados.</div>
<div id="_mcePaste">Cria-se, além do mais, uma perversidade dos agentes. A partir de um determinado momento, outros investidores em café perceberão que quando a conjuntura econômica vai mal, é hora de vender café. E fazem isso racionalmente, ignorando os fundamentos ao buscar antecipar as vendas dos grandes especuladores para não perder tanto dinheiro. Este quadro cria e alimenta uma bola de neve, em que um quer sair antes do outro para perder menos, gerando, assim, uma volatilidade maior do que seria “justo” para as cotações. – <strong>Giovani Damiano</strong></div>
<p> </p>
<p>&#8220;Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar.&#8221; Anatole France</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-34/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 10:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[bolha]]></category>
		<category><![CDATA[liquidez]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a soberba, de que podem controlar os mercados sem ao menos regulamentá-los, alguns Bancos Centrais surgiram com ameaças de retiradas de subsídios, mesmo cientes que não poderão executar esta proposta em um momento ainda de incertezas quanto a recuperação das ecomomias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A disparada nos preços dos ativos e a recuperação econômica mundial vêm trazendo preocupação a alguns Bancos Centrais, em especial ao BCE (Banco Central Europeu), que vez por outra ameaça a retirada de subsídios que foram implementados durante a crise financeira de 2008.<br />
Estas ameaças estão lembrando a fábula do menino e o Lobo – De tanto mentir e gritar que estava sendo atacado pelo Lobo, o dia que o Lobo atacou mesmo não foi socorrido por ninguém acreditar.<br />
Com a soberba, de que podem controlar os mercados sem ao menos regulamentá-los, alguns Bancos Centrais surgiram com ameaças de retiradas de subsídios, mesmo cientes que não poderão executar esta proposta em um momento ainda de incertezas quanto a recuperação das ecomomias. Estão blefando!<br />
O blefe só aumenta a disposição dos mercados na continuidade do rally de compra pra cima dos ativos.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Depois da entrevista desastrada do ex-diretor de política monetária do Banco Central sua demissão acabou não surpreendendo o mercado. A indicação e a sabatina do novo indicado, Aldo Luiz Mendes, não trará novidades, a não ser pelo fato de visando facilitar sua aprovação, o sabatinado possívelmente se mostrar tão conservador como seu antecessor. “O Anjo para socorrer o inferno, até se veste de Diabo”<br />
Com isso a curva de juros futuro na BM&amp;F, que deveria naturalmente recuar, não terá alterações significativas nesta semana.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Dólar flutuante, mesmo com flutuação suja, tem  problemas que acabam levando aos exageros em periodos extremos: quando a percepção de risco maior do país, em função de seu desempenho econômico futuro aumenta a moeda costuma ir além dos fundamentos teóricos de formação de preço, quando a percepção deste mesmo risco cai, o efeito é contrário. Isso sem levar em conta a arbitragem de moedas e juros que em períodos de otimismo ajudam a exacerbar a queda.<br />
Sendo assim, esse dólar só irá subir com intervenções mais agressivas na legislação,  do que as já tomadas pelo governo.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: A escalada nos preços dos ativos, de toda ordem, deve continuar firme nesta semana que entra.<br />
Enquanto o mundo financeiro estiver inundado de recursos a procura por ações, ouro, petróleo e demais commodities parece não ter mais fim, sugerindo para alguns analistas internacionais o alerta de uma possível “bolha” em um cenário futuro.<br />
A lógica é que se tivermos uma nova “bolha” bolsa ainda é o melhor ativo por ser o que tem maior liquidez.<br />
E a nossa Bovespa, a Vedete dos Mercados Bursáteis, continuará essa semana subindo, trazendo de volta uma velha frase de brincadeira do mercado, brincadeira que trás muita verdade: “Bolsa não cai nunca mais”</p>
<p>&#8220;A coragem é a primeira qualidade humana, pois garante todas as outras.&#8221; Aristóteles</p>
<p> <br />
As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
]]></content:encoded>
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