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	<title>Aviso em Dois &#187; selic</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
	<lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 10:08:05 +0000</lastBuildDate>
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		<title>“Dinheiro Social” uma pândega que se perpetuou no mercado financeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 03:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro Social]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Para que o Brasil de fato evolua e acabe com essas distorções é necessário que as pessoas tenham de fato uma verdadeira Educação Financeira que esclareça de forma clara e transparente como funcionam, o que representam quais as implicações de todas as aplicações e financiamentos existentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise financeira que assolou o mundo em 2008 e os mais recentes problemas por que passam algumas nações na região do Euro me fizeram relembrar e refletir, mais uma vez, sobre uma modalidade de atuação do Banco Central do Brasil no final dos anos 80 e início dos 90, o chamado “dinheiro social”.</p>
<p>Depois da moratória na dívida externa do Brasil em 1987 o governo passou a encontrar algumas dificuldades em colocar títulos públicos federais no mercado interno, assim o Banco Central para incentivar a compra dos títulos e o carregamento dos mesmos criou uma modalidade de atuação que o mercado rapidamente apelidou de “dinheiro social”.<br />
A atuação era feita exclusivamente por bancos que representavam o Banco Central operacionalmente no mercado monetário ou mercado aberto (open-market), os Bancos Dealers. A mesa Demab (Diretoria de Mercado Aberto) elegia em média dois ou três bancos por dia e disponibilizava certa quantia para que cada um deles distribuísse no mercado através de operações de um dia (overnight) a taxas mais baixas, em torno de 2%, das que o mercado estava praticando.<br />
Por exemplo: a média estimada para a taxa over no dia estava em 16% em determinado momento, já que à época as taxas flutuavam, o BC entrava doando dinheiro a 14% para incentivar os compradores dos títulos.</p>
<p>Esta atuação distorcida além de pouco colaborar, dentro de todo o contexto econômico e de colocação ou não de títulos, causou muito desconforto na época, pois com exceção de um ou outro banco dealer, um deles o mesmo que sugeriu o termo Aviso em Dois ao BC, banco esse que atuava de forma a distribuir equitativamente o lote para os demais participantes do mercado e em forma de rodízio, os outros em sua grande maioria concentravam o volume em um ou dois participantes “privilegiados”. O Banco Central ao perceber essa distorção, com louvor, passou a fiscalizar rigorosamente a distribuição do “dinheiro social” de maneira a não permitir a chamada concentração.</p>
<p>É bom frisar que mesmo com algumas distorções existia nesta época muito mais o verdadeiro mercado, menos concentrações de recursos e uma competitividade mais justa e transparente que nos dias de hoje. Onde a dívida pública tinha maior liquidez e com isso o custo marginal de emissão era muito mais barato para o orçamento da união.</p>
<p>O tal do “dinheiro social” marcou uma época que deveria ficar cada vez mais distante da memória daqueles que a viveram e servir apenas de historia do mercado financeiro brasileiro, no entanto, quando se puxa pela memória acaba-se relembrando que em outros períodos desta história ele vai se repetindo, de forma e em contextos diferentes, mas sempre com o tal cunho social. As recentes crises nos mostraram de forma bem clara como esse tipo de intervenção é realizada pelos governos, em todo o mundo, para socorrer os mercados e não prejudicar a economia real, em todo o mundo.</p>
<p>O custo destas intervenções sempre acaba sendo repassado para toda a população em seus respectivos países, gerando protestos da maior parte da sociedade. Basta vermos as manifestações de inconformismos com os chamados “apertos fiscais” na Zona do Euro. Isso trará conseqüências graves para futuras intervenções, que de certo acontecerão, já que o menino mal criado mercado fez travessuras e ao invés de levar umas boas palmadas, levou tapas nas nádegas que só serviram para tirar poeira.</p>
<p>Trazendo a reflexão somente para o Brasil de hoje, senão daria um livro completo este texto, além das sabidas atuações do governo através de seus bancos oficiais para que o Brasil pudesse sair rapidamente dos efeitos da crise internacional e retomar o crescimento vigoroso que hoje vemos na economia brasileira, existe outro “dinheiro social” que de longa data, com a complacência do Banco Central, vem transferindo dinheiro dos demais setores da sociedade para o setor financeiro, o CDI.</p>
<p>Muitos aplicam neste referencial de taxa de rendimento, mas poucos sabem exatamente como ele é calculado e o que significa. O CDI (1) por se tratar de uma emissão privada deveria render muito mais que a taxa Selic, já que ele deveria representar o custo de captação deste setor que em momentos de crise é socorrido pelo setor público, a Selic representa o risco soberano, risco país que na prática tem demonstrado ser muito menor, estando seu rendimento atual próximo de 97/99% da Selic.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos dos bancos e dos fundos de investimentos, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic. Natural, mas imoral, uma excrescência econômica que transfere sem riscos uma fortuna dos aplicadores comuns para os captadores de recursos do mercado financeiro.</p>
<p>Hoje a taxa básica de juros passou de 9,75% ao ano para 10,25%, o CDI que vinha sendo praticada por volta de 9,50%, pasmem os leitores, ontem sua média foi despudoradamente de 9,40%, mesmo o CDI sendo a Selic do dia posterior que deveria ser próxima de 10,25%.</p>
<p>Aos cidadãos poupadores comuns, tirando o Tesouro Direto onde se encontram títulos de diversas modalidades e prazos com taxas praticadas nos mercados de altos valores, restam o risco do mercado de ações e um monte de conhecidas tranqueiras oferecidas pelos consultores de investimentos: CDB, RDB, Títulos de Capitalização, Planos de Aposentadorias e etc., todos vinculados a taxa social do CDI. Senão por que razões te oferecem taxas pré-fixadas para emprestar dinheiro e CDI/Social para te emprestar?</p>
<p>Para que o Brasil de fato evolua e acabe com essas distorções é necessário que as pessoas tenham de fato uma verdadeira Educação Financeira que esclareça de forma clara e transparente como funcionam, o que representam quais as implicações de todas as aplicações e financiamentos existentes, para assim decidir de maneira mais adequada qual a melhor alternativa a ser feita.</p>
<p>Com exceção de algumas parcas iniciativas verdadeiramente educacionais, os cursos que são apresentados ao público na maioria das vezes se resumem a parte operacional e de técnicas de avaliação de preços dos ativos financeiros ou ainda, ensinamentos de como ganhar dinheiro de forma fácil e rápida aplicando determinados tipos de analises, em resumo, como se diz no mercado: “chamando os incautos pro game”</p>
<p>A prova cabal da carência educacional financeira do país é o montante de recursos depositados na caderneta de poupança, mesmo esta tendo o mesmo risco de um título público, mas com um rendimento medíocre!</p>
<p>“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” &#8211; Rui Barbosa</p>
<p>(1) Saiba o que é o CDI &#8211; <a href="http://">http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-que-e-o cdi/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que é o CDI?</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 23:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maximo Umiliani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[cetip]]></category>
		<category><![CDATA[indexador]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa média diária]]></category>
		<category><![CDATA[taxa referêncial]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O que é o CDI?</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</div>
<p>Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</p>
<p>Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</p>
<p><strong>CDIs</strong></p>
<p>Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</p>
<p>A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</p>
<p>As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</p>
<p>CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</p>
<p>Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</p>
<p>Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</p>
<p>Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</p>
<p>Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</p>
<p>O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</p>
<p>* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</p>
<div><span style="line-height: 24px; color: #333333;"> </span></div>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong> </strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Maximo Emiliani</strong> é Economista, pós-graduando em Ciências Sociais e trader</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><em>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores. O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro</em>.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
]]></content:encoded>
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		<title>Swap</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 09:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[bm&f]]></category>
		<category><![CDATA[hedge]]></category>
		<category><![CDATA[igp-de]]></category>
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		<category><![CDATA[swap]]></category>
		<category><![CDATA[tjlp]]></category>
		<category><![CDATA[tr]]></category>
		<category><![CDATA[troca de índices]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o que é, como funciona e quais as modalidades e utilidades de um contrato do derivativo Swap (troca de indexadores)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Swap</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Contratos de swap são, na prática, “troca” de índices, feitos por quem deseja fazer hedge (se proteger) contra a variação de um índice específico. As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Esses contratos de swap são bastante flexíveis. As partes envolvidas no processo poderão acertar entre si quais os indicadores, o prazo e as características acordadas. O mercado financeiro, na prática, acabou por eleger algumas combinações preferidas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Um exemplo comum é o do exportador conservador que não gostaria de correr os riscos de uma oscilação cambial. Isso ocorre porque suas receitas são em dólares e despesas em reais, não interessando a ele, portanto, correr o risco da variação do câmbio. Em virtude dessa situação ele pode fazer um swap com um contrato de DI contra dólar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Nesse caso o banco assume o risco em dólar e, em troca, o exportador conta com os juros do DI &#8211; que é um ativo corrigido pela taxa diária dos juros. Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida pós-fixada e quer evitar o risco de uma alta nos juros. Nessa situação o devedor procura um banco que aceita a troca da taxa pós-fixada por uma taxa prefixada e assume o risco.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>É claro que existe um prêmio de risco embutido. No exemplo do devedor acima, o banco cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que está correndo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Depois de acertados os termos do negócio, o contrato deverá ser registrado ou na CETIP ou na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F). No caso da CETIP, os contratos são todos feitos sem garantia. Já a BM&amp;F oferece a alternativa dos contratos terem garantias, que incluem depósito de garantias na própria Bolsa por parte dos envolvidos na operação.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>De acordo com a legislação do Banco Central, podem ser usadas taxas de juros, índices de preços, taxas de câmbio (moedas estrangeiras) e ouro. Portanto, o leque de combinações entre as partes é grande.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Os índices mais utilizados atualmente são o DI, dólar comercial e flutuante, IGP-M, IGP-DI, ouro, taxa prefixada, taxa SELIC, TR, TBF e TJLP.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, conforme tabelas fornecidas pela Receita Federal. De um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.</strong></div>
<p><strong>Swap</strong></p>
<p>Contratos de swap são, na prática, “troca” de índices, feitos por quem deseja fazer hedge (se proteger) contra a variação de um índice específico. As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.</p>
<p>Esses contratos de swap são bastante flexíveis. As partes envolvidas no processo poderão acertar entre si quais os indicadores, o prazo e as características acordadas. O mercado financeiro, na prática, acabou por eleger algumas combinações preferidas.</p>
<p>Um exemplo comum é o do exportador conservador que não gostaria de correr os riscos de uma oscilação cambial. Isso ocorre porque suas receitas são em dólares e despesas em reais, não interessando a ele, portanto, correr o risco da variação do câmbio. Em virtude dessa situação ele pode fazer um swap com um contrato de DI contra dólar.</p>
<p>Nesse caso o banco assume o risco em dólar e, em troca, o exportador conta com os juros do DI &#8211; que é um ativo corrigido pela taxa diária dos juros. Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida pós-fixada e quer evitar o risco de uma alta nos juros. Nessa situação o devedor procura um banco que aceita a troca da taxa pós-fixada por uma taxa prefixada e assume o risco.</p>
<p>É claro que existe um prêmio de risco embutido. No exemplo do devedor acima, o banco cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que está correndo.</p>
<p>Depois de acertados os termos do negócio, o contrato deverá ser registrado ou na CETIP ou na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F). No caso da CETIP, os contratos são todos feitos sem garantia. Já a BM&amp;F oferece a alternativa dos contratos terem garantias, que incluem depósito de garantias na própria Bolsa por parte dos envolvidos na operação.</p>
<p>De acordo com a legislação do Banco Central, podem ser usadas taxas de juros, índices de preços, taxas de câmbio (moedas estrangeiras) e ouro. Portanto, o leque de combinações entre as partes é grande.</p>
<p>Os índices mais utilizados atualmente são o DI, dólar comercial e flutuante, IGP-M, IGP-DI, ouro, taxa prefixada, taxa SELIC, TR,  e TJLP.</p>
<p>Quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, conforme tabelas fornecidas pela Receita Federal. De um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.</p>
<p class="MsoNormal">Fundamental é calcular os custos envolvidos na operação. Muitas vezes spreads, diferença de taxas, e custos adicionais, acabam inviabilizando o hedge, sendo mais vantajoso correr o risco da variação do índice que se está exposto.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Contrato BM&amp;F de  Operação  estruturada de  swap cambial  com futuro de dólar: <a href="http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Financeiros/PDF/Swapcambial-DOLfut.pdf">http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Financeiros/PDF/Swapcambial-DOLfut.pdf</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Caderno de fórmulas de cálculos de swap &#8211; Cetip</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.cetip.com.br/docs/Caderno_de_Formulas/SPR.pdf">http://www.cetip.com.br/docs/Caderno_de_Formulas/SPR.pdf</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Fontes:</p>
<p class="MsoNormal">Banco Central do Brasil</p>
<p class="MsoNormal">Bolsa de Mercadorias e Futuros &#8211; BM&amp;F</p>
<div>Cetip &#8211; Central de Títulos Privados</div>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 18:42:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana que passou não trouxe novidades relevantes para os mercados. Mesmo com a indefinição quanto ao socorro a Grécia, país este que se tornou o mote da moda para justificativas pessimistas do mercado, o otimismo voltou a dominar a tendência dos negócios.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que passou não trouxe novidades relevantes para os mercados. Mesmo com a indefinição quanto ao socorro a Grécia, país este que se tornou o mote da moda para justificativas pessimistas do mercado, o otimismo voltou a dominar a tendência dos negócios.<br />
Dentro do principal fundamento que é a liquidez, enquanto as taxas de juros americanas não voltarem a subir e enquanto os Bancos Centrais mundo afora não enxugarem os recursos injetados para salvar os agentes financeiros no final de 2008 é natural que tenhamos alguns percalços negativos e pontuais, mas a tendência de valorização dos ativos continua.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Se depender das pressões do mercado a taxa básica Selic volta a subir na próxima reunião do Copom marcada para a próxima semana. No entanto, à medida que o tempo avança mais os players se convencem que as projeções futuras de taxas de juros continuam elevadas dentro do contexto atual, de incertezas quanto à continuidade da recuperação econômica robusta.<br />
Juros futuros devem continuar recuando na BM&amp;F.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Basta mercados se acalmarem um pouco para a cotação da moeda norte-americana frente ao Real, caia muito mais rápido do que o tempo que demorou a subir. Como diz o mercado: “sobe pela escada e desce de elevador”<br />
Com um fundamento econômico sólido e uma taxa de juros estratosférica, o Brasil continua sendo um pólo de atração e de entrada de capitais estrangeiros, especulativos e de investimentos.<br />
Com a retomada do otimismo o patamar de R$ 1,80 será rompido e novos preços mais baixos serão objetivos a se buscar no curto prazo.<br />
Expectativa para a semana: R$ 1,76/1,78</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Mercado bursátil retomou a tendência de alta a semana passada e vai permanecer otimista nesta semana que se inicia.<br />
Num processo que se mostra claramente seletivo na busca de melhores ações para se investir, vamos buscar para breve aquele famoso 70.000 pontos do Ibovespa.<br />
Por falar em seletividades, os papéis da Kepler Weber estão com as cotações reprimidas em função da conversibilidade de suas debêntures em ações para venda, passada este breve período, o papel vai voltar a subir com mais vigor em busca dos R$ 0,80.</p>
<p>Expectativa para o Ibovespa nesta semana: 68.500/69.500<br />
´</p>
<p>&#8220;O verdadeiro segredo da felicidade está em exigirmos muito de nós e pouco dos outros.&#8221; A. Guiron</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>No país da bola</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 07:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[cetip]]></category>
		<category><![CDATA[corner]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[IOF]]></category>
		<category><![CDATA[mercado financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[meta de inflação]]></category>
		<category><![CDATA[player]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
		<category><![CDATA[traders]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">No país da bola</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</div>
<p>O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</p>
<p>Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</p>
<p>As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</p>
<p>Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</p>
<p>A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</p>
<p>Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</p>
<p>É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</p>
<p>Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</p>
<p>Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</p>
<p>Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</p>
<p>Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</p>
<p>Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</p>
<p>Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</p>
<p>Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</p>
<p> </p>
<p>Por: Waldir Kiel<br />
12/11/09 &#8211; 14h05<br />
InfoMoney</p>
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		<title>A taxa Selic</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/a-taxa-selic/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 06:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[demab]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[fator diário]]></category>
		<category><![CDATA[lft]]></category>
		<category><![CDATA[overnight]]></category>
		<category><![CDATA[plano collor]]></category>
		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba tudo sobre a chamada taxa Selic. Como e para que foi criada, qual a sua função, qual a sua metodologia de cálculo, o que ela representa e quais as suas consequências para a economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa SELIC é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercados se balizam. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas. É divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Conforme o Banco Central do Brasil o conceito de taxa Selic é [1]</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É a taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas. Esclarecemos que, neste caso, as operações compromissadas são operações de venda de títulos com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador, para liquidação no dia útil seguinte. Ressaltamos, ainda, que estão aptas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Metodologia de cálculo</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula[1]:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">onde,</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">n: número de operações que compõem a amostra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic[2] após o encerramento das operações, em processo noturno.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aplicação</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa Selic é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Assim, como o risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia, esta taxa acaba servindo de referência para todas as demais taxas de juros da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Esta taxa não é fixa e varia praticamente todos os dias, mas dentro de um intervalo muito pequeno, já que, na grande maioria das vezes, ela tende a se aproximar da meta da Selic, que é determinada oito vezes por ano, consoante regulamentação datada de 2006.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, cuja sede fica no Rio de Janeiro, e que faz parte do Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</div>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;">A taxa Selic é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos mercados deveriam se balizar, principalmente a curva de juros futura. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no Selic, na forma de operações compromissadas.<br />
A taxa básica, Selic é divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)<br />
Estão autorizadas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e Fundos de Investimentos.</p>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;"> </p>
<h2 style="border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 7.2pt; border-left: medium none; border-bottom: #aaaaaa; mso-element: para-border-div; mso-border-bottom-alt: solid #AAAAAA .5pt; mso-line-height-alt: 10.95pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 2.0pt 0cm; padding: 0cm;"><span class="mw-headline"><span style="font-weight: normal; font-size: 11pt; color: black;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Georgia;"><strong>Metodologia de cálculo<br />
</strong></span></span></span></span></h2>
<p>A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula:</p>
<p><span style="font-family: sans-serif;"> </span></p>
<dl style="margin-top: 0.2em; margin-bottom: 0.5em;">
<dd style="line-height: 1.5em; margin-left: 2em; margin-bottom: 0.1em;"><img class="tex" style="vertical-align: middle; border: initial none initial;" src="http://upload.wikimedia.org/math/6/f/9/6f981d55605e27ffb7b7d18ec6d2da22.png" alt="\left [	\left (	\left (\frac{\sum_{j=1}^{n} Lj.Vj}{\sum_{j=1}^{n} Vj}\right )^{252} -\ 1 \right ) \times 100 \right]%\ ao\ ano" /></dd>
</dl>
<p>onde,</p>
<p>Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>n: número de operações que compõem a amostra.</p>
<p>A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</p>
<p>O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic após o encerramento das operações, em processo noturno.</p>
<p> </p>
<p><strong>Aplicação</strong><br />
A taxa Selic é no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.<br />
Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.<br />
O risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia.<br />
Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, no Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</p>
<p>Tributos, contribuições e Imposto de Renda.<br />
Ela é aplicável na cobrança, restituição ou compensação dos tributos e contribuições e nas Incidente sobre as quotas do Imposto de Renda Pessoa Física &#8211; Taxa de Juros Selic – Acumulados<br />
Histórico da taxa média selic e da taxa do Copom: <a href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS">http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS</a><br />
<a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm">http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm</a></p>
<p> <br />
<strong>História</strong></p>
<p>A taxa Selic foi criada no mercado financeiro com o objetivo de se tornar uma taxa referencial de rendimentos para as aplicações de “overnight” (um dia útil).<br />
Em alguns períodos de dificuldade de rolagem da dívida pública por parte do governo central e de muita volatilidade nas taxas, foram criadas as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) que rendem o acumulado das taxas médias diárias do selic do período da emissão até o dia de resgate. Se tornando assim um “porto seguro” para aqueles que desejavam aplicar e receber a média da taxa diária praticada no mercado.<br />
Em função da sua indexação diária a LFT sempre foi um papel muito criticado em termos de política monetária, pois é sabido que política monetária se pratica com taxas pré-fixadas.<br />
No Plano Collor chegou-se a cogitar o fim de toda e qualquer indexação monetária, inclusive o fim da prática do “overnight”. Um pouco mais tarde um Diretor da Dívida Pública chegou a dizer que o governo só emitiria LFTS por cima de seu cadáver.<br />
Os 252 dias do cálculo<br />
No início a taxa over era calculada, dia/mês, mais tarde passou a ser calculada com base anual e sem uma metodologia definida.<br />
Representantes do mercado, Andima, Instituições e Banco Central decidiram estabelecer um único parâmetro para o cálculo. Partindo dos 365 dias, fora os bi sextos, dividiu-se este número por 7, que são os dias totais de uma semana e multiplicou-se por 5, que é o número de dias úteis, para chegar a 260,71 dias úteis em um ano, daí com base numa média histórica de feriados, chegou-se a conclusão que existiam em média 8 por ano. Subtraiu-se dos 260,71 e ficou acordado que a referência passaria a ser 252.</p>
<p><strong>Política Monetária</strong></p>
<p>Em 26/06/1996 foi realizada a primeira reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para definir a taxa básica de juros. As reuniões eram mensais, hoje o período médio de ocorrência é de 45 dias.<br />
Como podemos ver, a política monetária está calcada em uma taxa de juros diária que é pré-determinada para o prazo de 45 dias.<br />
Resumindo: A taxa diária pouco varia da taxa estabelecida pelo Copom, nesse prazo de 45 dias, a base de cálculo do mercado e da curva de juros deixou de ser a taxa selic para ser a taxa média do CDI. Mesmo com toda a evolução econômica do Brasil, continuamos indexados ao curto prazo, em uma taxa que na prática é pós-fixada e que acaba dificultando, e muito, a eficácia da política monetária, política esta, que deveria ser pautada em taxa de juro pré-fixada e com o prazo mais longo possível.<br />
A indexação, infelizmente, ainda é muito grande no Brasil, basta ver quantos contratos está vinculada a taxa de curto prazo.<br />
O Brasil só irá alcançar verdadeiramente a maturidade econômica o dia que acabarem com a taxa selic diária.</p>
<p> </p>
<p>Fontes:</p>
<p>Banco Central do Brasil</p>
<p>Receita Federal</p>
<p>Tesouro Nacional</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 09:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[afrouxamento monetário]]></category>
		<category><![CDATA[bovespa]]></category>
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		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[spreads bancários]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada foram apresentados dados econômicos animadores na maioria das economias globais. No entanto, mesmo positivos os números da economia real não corresponderam ao entusiasmo financeiro projetado nos mercados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A semana: Na semana passada foram apresentados dados econômicos animadores na maioria das economias globais. No entanto, mesmo positivos os números da economia real não corresponderam ao entusiasmo financeiro projetado nos mercados.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Diante deste cenário parece inevitável que os mercados financeiros sofram ajustes, se enquadrando as projeções otimistas, mas modestas, de crescimento e emprego.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Juros: O debate em torno da redução, mesmo que modesta, dos spreads bancário por parte dos bancos públicos e o resultado do balanço do Banco do Brasil, não só mostrou as dificuldades em convencer o setor bancário privado a reduzir seus spreads como também à relatividade da importância da taxa selic nos empréstimos bancários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os analistas de mercado continuam apostando que o ciclo de afrouxamento monetário por parte do Copom chegou ao fim. Em contrapartida uma projeção menos otimista de crescimento econômico sugere a continuidade na queda da taxa básica de juros.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Câmbio: A cotação da moeda norte americana em relação ao real, como era previsto, caiu bastante na semana passada. Fechando na sexta feira, 14/08, a R$ 1,834 por 1 dólar.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O fluxo de capitais estrangeiros para economia brasileira continua positivo, porém uma acomodação nas expectativas otimistas do mercado deve provocar uma subida na cotação.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Bolsa de Valores: O balanço da Petrobrás divulgado na noite da última sexta feira veio com resultados melhores do que os projetados pela maioria dos analistas, sugerindo que o papel melhore seu desempenho no mercado. Porém este fato só servirá para amenizar um pouco a realização que vem por aí.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O tombo nas bolsas asiáticas e em especial a de Xangai, recuando quase 6%, na madrugada desta segunda feira, combinado com o vencimento do mercado de opções, irá testar a sustentação do mercado bursátil brasileiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Uma correção mais forte parece ser o cenário desta semana.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">&#8220;Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.&#8221; Henry Ford</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</div>
<p><strong>A semana</strong>: Na semana passada foram apresentados dados econômicos animadores na maioria das economias globais. No entanto, mesmo positivos os números da economia real não corresponderam ao entusiasmo financeiro projetado nos mercados.</p>
<p>Diante deste cenário parece inevitável que os mercados financeiros sofram ajustes, se enquadrando as projeções otimistas, mas modestas, de crescimento e emprego.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: O debate em torno da redução, mesmo que modesta, dos spreads bancário por parte dos bancos públicos e o resultado do balanço do Banco do Brasil, não só mostrou as dificuldades em convencer o setor bancário privado a reduzir seus spreads como também à relatividade da importância da taxa selic nos empréstimos bancários.</p>
<p>Os analistas de mercado continuam apostando que o ciclo de afrouxamento monetário por parte do Copom chegou ao fim. Em contrapartida uma projeção menos otimista de crescimento econômico sugere a continuidade na queda da taxa básica de juros.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A cotação da moeda norte americana em relação ao real, como era previsto, caiu bastante na semana passada. Fechando na sexta feira, 14/08, a R$ 1,834 por 1 dólar.</p>
<p>O fluxo de capitais estrangeiros para economia brasileira continua positivo, porém uma acomodação nas expectativas otimistas do mercado deve provocar uma subida na cotação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O balanço da Petrobrás divulgado na noite da última sexta feira veio com resultados melhores do que os projetados pela maioria dos analistas, sugerindo que o papel melhore seu desempenho no mercado. Porém este fato só servirá para amenizar um pouco a realização que vem por aí.</p>
<p>O tombo nas bolsas asiáticas e em especial a de Xangai, recuando quase 6%, na madrugada desta segunda feira, combinado com o vencimento do mercado de opções, irá testar a sustentação do mercado bursátil brasileiro.</p>
<p>Uma correção mais forte parece ser o cenário desta semana.</p>
<p>&#8220;Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.&#8221; Henry Ford</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</p>
<p>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>De olho no spread</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 18:18:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
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		<description><![CDATA[Importante é saber que o chamado spread bancário, a diferença da taxa que ele recebe quando investe para a taxa que paga quando empresta, nunca foi tão alto como hoje.
Não foi por acaso que a inadimplência cresceu 10,4% no primeiro semestre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgou ontem mais uma pesquisa de juros que mostra as taxas cobradas nos empréstimos bancários.</p>
<p><strong>Os dados</strong>:</p>
<p>“Das seis linhas de crédito para pessoa física pesquisadas, duas ficaram estáveis (cartão de crédito e CDC-Bancos &#8211; Financiamento de veículos) e quatro foram reduzidas: juros do comércio, cheque especial, empréstimo pessoal de bancos e empréstimo pessoal de financeiras. A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou redução de 0,02 ponto percentual no mês (0,52 ponto percentual no ano), uma queda de 0,27% no mês (0,39% em doze meses). A taxa passou de 7,28% ao mês (132,39% ao ano) em maio/2009 para 7,26% ao mês (131,87% ao ano) em junho/2009. É a menor taxa média desde abril de 2008.”<br />
“A taxa do cheque especial registrou uma redução de 0,66%, de 7,59% ao mês (140,58% ao ano) em maio para 7,54% ao mês (139,24% ao ano) em junho, a menor da série histórica.”<br />
“Das quatro linhas de crédito pesquisadas para pessoa jurídica, duas ficaram estáveis (capital de giro e conta garantida) e duas foram reduzidas (desconto de duplicatas e desconto de cheques). A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou redução de 0,03 pontos percentual no mês (0,57 ponto percentual em doze meses), uma queda de 0,72% no mês (0,91% em doze meses). Passou de 4,15% ao mês (62,90% ao ano) em maio/2009 para 4,12% ao mês (62,33% ao ano) em junho/2009. É também a menor taxa média desde janeiro/2008.”<br />
“Segundo a Anefac, considerando todas as quedas e elevações da taxa básica (Selic) promovidas pelo BC neste ano houve neste período (dezembro/2008 a junho/2009) redução da Selic de 4,50 pontos, para 9,25% ao ano. No mesmo período, a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 6,04 pontos percentuais.”</p>
<p>Diante desses números o que fica claro é que à medida que a taxa básica foi sendo reduzida nestes últimos cinco meses, o Spread Bancário foi aumentando.</p>
<p>Uma conta rápida: a selic caiu de 13,75% para 9,25%, redução percentual de 32,73% a taxa dos empréstimos para pessoa física caiu apenas, em média, 0,99%, de 62,90% para 62,33%. Na pessoa jurídica (empresas) a redução média na taxa de empréstimos foi de apenas 0,003%. Isso tudo em taxa ao ano.</p>
<p>O spread bancário tem dois movimentos que fazem com que ele fique alto, no primeiro quando o Banco Central inicia uma subida na taxa básica, os agentes financeiros emprestadores colocam sempre uma taxa adicional aos aumentos do BC em suas taxas de empréstimos, visando uma proteção maior, quando a taxa básica vai recuando eles recuam numa intensidade menor e mais conservadora.<br />
No resumo, toda subida e queda em espaço curto de tempo, provocam um aumento substancial no spread bancário. Entenda-se espaço curto para a economia de um país um prazo entre 1/2 anos.</p>
<p>O presidente do Banco Central do Brasil tentou alertar o mercado de que a curva de juros de longo prazo (as projeções futuras) estava com um prêmio exagerado, elas recuaram um pouco, mas não o bastante.</p>
<p>O mercado vem projetando cores menores e futuros aumentos na taxa básica já em 2010. Sem julgar o motivo, isso faz com que o spread bancário venha a subir novamente.</p>
<p>A crise econômica mundial já emitia seus sinais em 2007, em agosto/setembro de 2008 ela se agravou, mesmo assim o Banco Central, alegando demanda superaquecida, foi subindo a taxa básica e recuando apenas nos últimos cinco meses.</p>
<p>Consumidores e investidores não devem se deixar impressionar com manchetes que apontam a taxa de empréstimos hoje coma a mais baixa de determinado período.<br />
Importante é saber que o chamado spread bancário, a diferença da taxa que ele recebe quando investe para a taxa que paga quando empresta, nunca foi tão alto como hoje.<br />
Não foi por acaso que a inadimplência cresceu 10,4% no primeiro semestre.</p>
<p>Continuamos. <strong>De Olho no Spread</strong></p>
<p><strong> </strong><br />
<strong>A2</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>* Fontes: Valor Econômico/FolhaNews/Anefac</p>
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		<title>Jabuti subiu na árvore</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/jabuti-subiu-na-arvore/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/colunas/jabuti-subiu-na-arvore/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 12:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[aplicações do investidor]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[cdi over]]></category>
		<category><![CDATA[pré-fixadas]]></category>
		<category><![CDATA[queda na taxa selic]]></category>
		<category><![CDATA[risco/retorno]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[spread bancário]]></category>

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		<description><![CDATA[Podem ter certeza que "inovações financeiras" e títulos com risco/retorno baixos irão rechear a carteira de alguns fundos de investimentos para atrair incautos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A taxa básica de juros, Selic, foi enfim reduzida para um patamar abaixo dos dois dígitos, 9,25% ao ano. Este novo cenário irá provocar uma mudança cultural profunda na economia, no spread bancário e nas aplicações e empréstimos feitos por investidores.</p>
<p>Uma semana após o anúncio feito pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil da redução de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, já podemos ter uma noção mais concreta de como ficou o chamado spread.</p>
<p>Como a taxa básica Selic é parâmetro para rendimento das aplicações financeiras e caiu muito mais que a taxa de empréstimos, o spread bancário voltou a subir.</p>
<p>Caso essa tendência de queda na taxa Selic permaneça, apesar de o Banco Central não mostrar, incrivelmente, essa disposição no relato da ata do Copom, o spread irá aumentar ainda mais. Quando a taxa de juros básica é elevada os bancos sobem suas taxas de empréstimos em uma velocidade maior, quando ela vai sendo reduzida eles colocam o pé no freio na queda destas taxas.</p>
<p>Repararam que os empréstimos bancários são feitos sempre a taxa pré-fixada, enquanto a maioria das captações (aplicações do investidor) é feita a taxa pós-fixada (percentual do CDI)?</p>
<p>Quando os bancos emprestam a taxa pré, sabem exatamente o quanto irão receber por cada empréstimo realizado.</p>
<p>Por que os investidores não passam a fazer mais aplicações pré-fixadas, com a certeza de quanto irão resgatar no vencimento das aplicações?</p>
<p>Pensem a respeito.</p>
<p>Em se tratando ainda de aplicações, onde a partir de agora devemos ter mais critérios, tenho visto nos últimos dias uma avalanche de desinformação financeira dita por alguns &#8220;especialistas&#8221;, não só em blogs e sites financeiros, mas principalmente nos grandes e maiores veículos da mídia.</p>
<p>Desinformação em insistirem, por desconhecimento ou má fé, em considerar aplicações em fundos de investimentos e em títulos pós-fixados como os atrelados ao rendimento do CDI-over, como aplicações pré-fixadas.</p>
<p>Bastou a taxa ser reduzida para 9,25% ao ano e a discussão sobre a concorrência da poupança com outras aplicações voltou à tona, que imediatamente despejou um monte de bobagens por aí.</p>
<p>Uma das maiores besteiras ditas é que com taxa de juros mais baixa a emissão de &#8220;títulos pré-fixados&#8221; para captação de recursos junto ao mercado pelas empresas irá aumentar substancialmente.</p>
<p>Quando vamos ler o conteúdo da matéria encontramos análises sobre emissões já feitas e outras que poderão se realizar, todas atreladas a um percentual do CDI.</p>
<p>Já disse aqui neste espaço algumas vezes e vou tornar a repetir: aplicação pré-fixada é aquela em que o rendimento e prazo são definidos no momento inicial da operação. Fundo de investimento pré tem entrada e saída de investidores a todo tempo e por isso é obrigado a marcar as suas cotas diárias pelo valor de sua carteira no mercado. Como os preços dos ativos no mercado flutuam, sua carteira flutua também e com isso deixam de se tornar aplicação pré-fixada.</p>
<p>Título atrelado ao rendimento de um indexador seja o CDI, IGP-M, IPCA e taxa over, são títulos pós-fixados.</p>
<p>Como a redução da taxa de juro veio para ficar definitivamente e a competição entre as aplicações financeiras irá aumentar, o investidor deve prestar especial atenção aos produtos que lhe serão oferecidos.</p>
<p>Podem ter certeza que &#8220;inovações financeiras&#8221; e títulos com risco/retorno baixos irão rechear a carteira de alguns fundos de investimentos para atrair incautos.</p>
<p>Não se esqueçam que a taxa de juros baixa pelo mundo foi um fator preponderante na colocação dos títulos subprimes que acabaram por desencadear a recente crise financeira mundial.</p>
<p>Olhos abertos investidores. Jabuti subiu na árvore!</p>
<p>Como Jabuti não sobe em árvore, se ele está nela é por alguém colocou ele lá.</p>
<p> </p>
<p>Coluna mensal, Renda fixa, publicada no portal Infomoney em 24/06/2009</p>
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		<title>De olho no spread #2</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 16:14:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[aplicações do investidor]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa de empréstimos]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Como a taxa básica selic é parâmetro para rendimento das aplicações financeiras e caiu muito mais que a taxa de empréstimos, o spread bancário voltou a subir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase uma semana após o anuncio feito pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil da redução de 1% na taxa básica de juros, já podemos ter uma noção mais concreta de como ficou o chamado spread.</p>
<p>Segundo dados levantados pela Anefac ( Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade):<br />
Pessoa Física<br />
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 0,05 ponto percentual no mês (1,31 ponto percentual no ano) correspondente a uma redução de 0,68% no mês (0,98% em doze meses) passando a mesma de 7,33% ao mês (133,70% ao ano) em abril/2009 para 7,28% ao mês (132,39% ao ano) em maio/2009.<br />
Pessoa Jurídica<br />
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma redução de 0,06 ponto percentual no mês (1,13 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma redução de 1,43% no mês (1,76% em doze meses) passando a mesma de 4,21% ao mês (64,03% ao ano) em abril/2009 para 4,15% ao mês (62,90% ao ano) em maio/2009</p>
<p>Como podemos observar, enquanto a redução na taxa básica, selic, foi na grandeza de 9,32% (9,25/10,25 &#8211; 1) a redução na taxa de empréstimos para pessoa física caiu apenas 0,05 ponto, de 7,33% para 7,28% ao mês ou 0,0069% e para pessoa jurídica (empresas)  de 4,21% para 4,15% ou 0,0143%.</p>
<p>Resumindo essa salada de números: Como a taxa básica selic é parâmetro para rendimento das aplicações financeiras e caiu muito mais que a taxa de empréstimos, o spread bancário voltou a subir.</p>
<p>Caso essa tendência de queda na taxa selic permaneça, apesar de o Banco Central não mostrar, incrivelmente, essa disposição no relato da ata do Copom, o spread irá aumentar ainda mais, pois quando a taxa de juros é elevada os bancos sobem suas taxas de empréstimos em uma velocidade maior, quando a selic vai sendo reduzida eles colocam o pé no freio na queda destas taxas.</p>
<p>Repararam que os empréstimos bancário são feitos sempre a taxa pré-fixada, enquanto a maioria das captações (aplicações do investidor) é feita a taxa pós-fixada (percentual do CDI)?<br />
Quando os bancos emprestam a taxa pré, sabem exatamente o quanto irão receber por cada empréstimo realizado.<br />
Porque o investidor não passa a fazer mais aplicações pré-fixadas?<br />
Pensem a respeito.</p>
<p>Semana que vem, vamos falar dos cuidados que o investidor deve ter ao realizar aplicações financeiras com este novo patamar de taxas reduzidas.<br />
A competição com a poupança e títulos do governo acaba fazendo com que alguns produtos financeiros tenham maior risco/retorno (maiores riscos em busca de melhores taxas)</p>
<p>Estamos de Olho no Spread</p>
<p> </p>
<p>Saudações<br />
A2</p>
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