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	<title>Aviso em Dois &#187; risco Brasil</title>
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		<title>Faça o que se deve</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Apr 2012 15:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom. Texto publicado em 29/04/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje 29/04, todos os olhares do mercado financeiro estão voltados para mais uma decisão da taxa selic determinada no final da reunião do Copom iniciada ontem. Como é de conhecimento geral a taxa de juros que mais importa para o consumidor e empresas tomadoras de empréstimos são a praticadas nas operações diretas de financiamento e estas são desvinculadas de pequenas alterações na selic e de spread gigantescos.</p>
<p>Sempre que estamos às vésperas de definição dos juros primários aparecem na grande mídia lobistas pinçando argumentos que justifiquem uma taxa de juros desnecessariamente alta.<br />
Inflação em alta demanda muito aquecida, capacidade da indústria em atender um aumento maior do consumo, inadimplência, suposta dificuldade de rolagem da dívida pública e etc. Outro dia uma matéria encomendada citava “fonte” de um membro da área econômica do governo preocupado com um possível cenário de redução exagerada de juros neste momento com a necessidade de subida em 2010 provenientes de uma recuperação forte da economia, isso tudo em meio à crise.</p>
<p>Vou colocar então, argumentos que justificam uma redução maior na taxa real de juros para um patamar mais próximo do padrão internacional:<br />
- expectativas de inflação convergindo para a meta<br />
- forte queda na atividade industrial<br />
- aumento da taxa de desemprego<br />
- taxa de câmbio acomodada em nível abaixo que o das previsões mais pessimistas e com tendência de queda<br />
- permanência de alto spread bancário<br />
- forte ingresso de capital externo mesmo em meio à crise<br />
- necessidade de retomada rápida da liquidez bancária<br />
- mudança positiva na avaliação do risco Brasil por parte da comunidade financeira internacional<br />
É preciso levar em conta que o patamar atual da taxa de juros atual foi carregado de expectativas sombrias de pressupostos que acabaram não se confirmando.<br />
O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom.<br />
Como já comentei aqui no passado, sairemos muito mais fortalecidos desta crise do que se poderia imaginar. A queda da taxa de juros pode não vir neste momento com a velocidade desejada, no entanto, é líquido e certo que ela irá acontecer.<br />
Para quem investe na segurança da renda fixa não existe cenário melhor.<br />
Na renda variável, bolsa de valores deverá ter gratas surpresas também, com o Ibovespa podendo alcançar patamares acima daqueles que foram considerados os máximos.<br />
Ciente das dificuldades de se conduzir a política monetária durante os últimos anos de um novo governo, gostaria de parabenizar o Sr. Henrique Meirelles e sua equipe até este momento e manifestar a confiança de que as condições criadas permitem que as decisões econômicas sejam tomadas de forma mais republicana.<br />
O Banco Central fez o que deveria até o momento a esperança agora é que FAÇA O QUE SE DEVE.</p>
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