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	<title>Aviso em Dois &#187; renda fixa</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>A renda fixa no Brasil de hoje</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 23:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[No mercado interno, infelizmente essa cultura de curto prazo foi se disseminando e se estabelecendo ao longo do tempo. Texto de 14/11/2007]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 13 anos se passaram desde o fim da hiperinflação e do Plano Real. Desde então, algumas crises externas e internas sucessivas mudaram radicalmente o chamado mercado de renda fixa no Brasil.</p>
<p>Taxas de juros altas demais, mudanças na forma de atuação do Banco Central, que ao longo do tempo foram se moldando às novas realidades pós-crises, fizeram com que um instrumento fundamental de política monetária, como os títulos prefixados, perdesse suas principais funções de difusão da curva de juros e de alongamento da dívida pública.</p>
<p>Renda fixa é aquela aplicação financeira cuja remuneração ou retorno de capital pode ser dimensionada no momento da aplicação. Os títulos de renda fixa são públicos ou privados, com taxa e vencimento previamente determinados conforme a condição da entidade ou empresa que os emite. Os títulos de renda fixa públicos são: LTN (Letra Financeira do Tesouro) e NTN-F (Nota Financeira do Tesouro). Os títulos de renda fixa privados são: CDBs e RDBs de bancos e as Debêntures.</p>
<p>Ao realizar uma aplicação com prazo e taxa previamente determinada o investidor aloca seu capital na certeza de que naquele período dificilmente irá mudar sua avaliação, programando seu fluxo de caixa com razoável segurança. A ocorrência de uma taxa de juros muito alta altera a percepção de risco retorno e acaba impedindo que muitos empresários desengavetem projetos, obrigando um aumento de subsídios e renúncias fiscais por parte dos governos e provocando grande ônus ao Tesouro Nacional e, por conseqüência, ao contribuinte.</p>
<p>Atualmente, mesmo com a economia brasileira vivenciando um período de crescimento econômico sustentado, taxas de juros declinantes, e conseqüente aumento da confiança por parte do investidor, existe uma grande dificuldade em alocar recursos para as chamadas aplicações em renda fixa. Emprestar recursos ao Governo Federal é hoje em dia uma aplicação financeira de alto retorno e com baixo risco de perdas.</p>
<p>Hoje superadas as crises vivemos uma realidade totalmente incompatível com a estabilidade financeira, já que por incrível que pareça, os títulos de emissão soberana, os chamados títulos públicos, são raramente transferidos de mão e negociados no mercado. Com uma emissão de mais de R$ 1 trilhão não pode se admitir que a liquidez de taxas de juros ocorra invariavelmente no mercado de derivativos do CDI e a taxa Selic só sirva para estabelecer o parâmetro da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).</p>
<p>O investidor encontra poucas alternativas no segmento, com exceção das compras e vendas efetuadas pelo Tesouro Direto e raramente alguns CDBs de bancos, as demais aplicações financeiras em renda fixa costumam se concentrar nos chamados fundos Renda Fixa, os quais acabam concentrando o grande montante dos investimentos direcionados para o setor.</p>
<p>Diversas crises acabaram por moldar esses fundos e transformam uma aplicação prefixada, na prática, em aplicação pós-fixada. Isso ocorre em função da sua operacionalidade e da legislação que os rege. São os fundos obrigados a marcar a carteira diariamente para estabelecer o valor de suas cotas. Essa marcação faz todo sentido, na medida em que as variações de taxas de mercado e a entrada/saída de cotistas provocam naturalmente uma variação de portfólio e preços.</p>
<p>Para que os fundos Renda Fixa possuíssem uma rentabilidade verdadeiramente fixa seria necessário um cenário de absoluta tranqüilidade financeira com taxas de juros razoavelmente estabilizadas, mas isso é praticamente impossível já que nem mesmo mercados que, na teoria, deveriam ser mais estáveis como o mercado norte-americano, são passíveis de sofrer volatilidade e mudanças repentinas de humor.</p>
<p>No Brasil observamos em passado recente que variações bruscas provocadas por algumas breves crises causaram grandes prejuízos na indústria de fundos, mesmo sendo esses fundos referenciados, como rendimentos pré. O investidor teoricamente possui uma aplicação de renda fixa, mas na prática uma aplicação em renda variável já que a rentabilidade muda à medida em que ocorrem volatilidade, flutuações de taxas nos mercados.</p>
<p>Essa realidade é constatada ao observar que hoje qualquer referência à medição de eficiência e rentabilidade, em sua grande maioria, é dada por um percentual X da média do CDI diário, convertendo toda aplicação, na prática, em um rendimento de renda variável. Por isso, é muito comum a oferta de toda gama de produtos de aplicação financeira estar diretamente referenciada a essa taxa do CDI.</p>
<p>Os efeitos deste cenário é que essa indexação acaba provocando uma grande migração dos investimentos para o curto prazo, em detrimento de um alongamento voluntário do perfil da dívida pública, que acaba não refletindo a melhora dos fundamentos que vem ocorrendo na economia real brasileira.</p>
<p>Veja o caso externo: contraditoriamente ao mercado local, o apetite e a percepção que acontece no mercado internacional por parte do investidor estrangeiro, constatado nas últimas emissões de títulos da dívida soberana, vem ocorrendo com prazos de resgate cada dia mais alongados e refletem com mais clareza a melhora dos fundamentos e a consequentemente diminuição da percepção do risco sistêmico, sem deixar de observar que existe nessas colocações uma taxa altíssima.</p>
<p>No mercado interno, infelizmente essa cultura de curto prazo foi se disseminando e se estabelecendo ao longo do tempo. A autoridade monetária brasileira vive uma realidade atual incompatível com o quadro econômico, administrando a dívida pública e se utilizando de instrumentos e &#8220;modus operandi&#8221;, como se estivéssemos vivenciando uma grande crise financeira ou à espera dela e não à espera do chamado grau de investimento.</p>
<p>Por isso cabe ao Banco Central e é o que dele se espera, uma atuação mais corajosa e decisiva, no sentido de criar um mercado secundário forte que facilite a escolha e decisão de investimentos com maior segurança e liquidez. Isso trará uma política monetária mais ativa e um alongamento natural e voluntário do perfil da dívida.</p>
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		<title>Educação financeira</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 05:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[É evidente que ensinar os vários tipos de análises, conhecer os ativos e as peculiaridades dos mercados onde são operados é muito importante, no entanto, educar financeiramente é ensinar o investidor a pensar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate em torno da necessidade inevitável de o Brasil reduzir a taxa básica de juros e os altos spreads bancários para uma nova realidade econômica que se apresenta mostra que todo o sistema de aplicações de recursos, não só a poupança, criado em uma época de hiperinflação, precisa ser revisto. Dentro deste contexto a chamada Educação Financeira passa a ser fundamental.</p>
<p>Ao longo do tempo educar o investidor passou a ser o ensino de uma gama de metodologias operacionais permeadas por glossários explicativos. É evidente que ensinar os vários tipos de análises, conhecer os ativos e as peculiaridades dos mercados onde são operados é muito importante, no entanto, educar financeiramente é ensinar o investidor a pensar. Só tendo uma consciência analítica irá descobrir qual é de fato o seu perfil de investidor, para daí então procurar se fundamentar através do conhecimento técnico e literário estudados, o seu projeto de investimento financeiro.</p>
<p>Importante é definir qual o objetivo a ser atingido. Investir no curto prazo, trader diário, longo prazo, plano de aposentadoria complementar, poupança para aquisição de um bem futuro? Qual o objetivo a ser buscado?</p>
<p>A partir da meta a ser alcançada o próximo passo é entender de fato como as aplicações financeiras se movimentam e quais as peculiaridades que possuem. O longo período de taxa alta de juros no Brasil mascarou uma série de distorções que precisarão ser corrigidas.</p>
<p>Não é só a forma de cálculo do rendimento da poupança que precisa ser refeita, a cobrança de tarifas de serviços bancários e as taxas cobradas na administração de recursos ficarão tão evidenciadas em um novo patamar de juros baixos que serão insustentáveis em um futuro bem próximo. Desonerar as aplicações financeiras e dar maior transparência a seus indicadores é inexorável.</p>
<p>Alguns questionamentos terão que ser respondidos:</p>
<p>- Por que o Brasil pratica uma taxa de juros de curto prazo tão alta, que acaba indexando ativos e desestimulando o verdadeiro investidor a alongar aplicações?</p>
<p>- Qual a razão de se vincular a grande maioria dos investimentos a taxa CDI? Quem se beneficia e quem se prejudica com isso? Exemplo: em 25/05, taxa da meta selic atual 10,25% ao ano, taxa média diária apurada 10,16%, taxa média CDI 9,98%. Isto representa um CDI, a 98,22% da média selic e 97,37% da taxa da meta.</p>
<p>- Por mais que se tente esclarecer o investidor a imensa maioria dos analistas e assessores financeiros, principalmente gerentes da rede bancária, continua indicando operações vinculadas ao percentual do CDI e fundos de investimentos como aplicações em Renda Fixa.</p>
<p>- Seu gerente de conta quer te indicar a melhor aplicação ou vender os produtos que são mais rentáveis aos bancos e aumentam sua comissão?</p>
<p>- Por que a CBLC tem que custodiar e cobrar uma taxa nos títulos adquiridos através do Tesouro Direto se já existe o sistema Selic?<br />
Quando se aplica em um fundo de previdência complementar o risco do cotista, são as seguradoras os bancos que vendem o produto?</p>
<p>Não só estes, mas também outros questionamentos terão que ser enquadrados dentro da nova realidade financeira que se apresenta. Já que são fundamentais para que o investidor saiba com clareza no que está investindo, os custos, retornos e a natureza de seu investimento.</p>
<p>Estar preparado para atuar nos mercados com segurança e sabedoria não é só conhecer todas as técnicas operacionais, é também conhecer o funcionamento e as regras do jogo.</p>
<p>Um exemplo antigo de não educação financeira está no livro Balzac, de Johnnes Willms, lançado no Brasil pela Editora Planeta. Nele o autor conta que o pai de Balzac, Bernard François, perdeu todo o dinheiro que guardava para a aposentadoria porque o banco onde depositava suas economias quebrou e ele então acabou aposentado compulsoriamente aos 73 anos de idade, passando a receber uma modesta pensão. &#8220;Desta maneira, os Balzac não tinham outra opção senão simplificar o mais rápido possível seu estilo de vida&#8221;</p>
<p>Ser educado financeiramente é atingir um estágio analítico, avaliar e ponderar opiniões. Quando isto acontecer saberá através de seu conhecimento técnico e de experiências anteriores os erros e acertos cometidos. Com isto, de certo, terá mais acertos do que erros e a consciência de que o maior responsável pelo sucesso ou fracasso de seus investimentos é você mesmo!</p>
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		<title>A bolsa não cai nunca mais!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 07:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A bolsa não cai nunca mais!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</p>
<p>Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</p>
<p>Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</p>
<p>No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</p>
<p>Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</p>
<p>A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</p>
<p>A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</p>
<p>Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</p>
<p>No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</p>
<p>Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</p>
<p>Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</p>
<p>Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</p>
<p>Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</p>
<p>Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</p>
<p>O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</p>
<p>Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</p>
<p>Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</p>
<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</p>
<p>waldir.kiel@infomoney.com.br</p>
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		<title>Renda fixa na Bovespa é uma falácia</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 16:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[venda de opção]]></category>

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		<description><![CDATA[O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Renda fixa na Bovespa é uma falácia</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A crise financeira recente que derrubou o principal indicador da carteira de ações no Brasil, o Ibovespa, de pouco mais de 73.000 pontos para algo próximo dos 29.000 pontos, não foi suficiente para que alguns investidores tomassem ciência com o aprendizado de que tentar transformar um investimento de renda variável em renda fixa envolve riscos inerentes a essa ilusão.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em busca de maiores taxas de juro, muitos investidores, antes da crise fizeram a chamada operação de financiamento em bolsa, o mercado desabou e acabaram virando detentores de carteira de ações, sem ter se programado para isso.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Com a retomada da confiança e consequente alta das ações, muitos esqueceram rapidamente as lições do passado e voltaram a buscar a &#8220;renda fixa&#8221; em mercado de renda variável.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O princípio básico de qualquer aplicação financeira está calcado na relação entre o risco e o retorno. Quanto maiores os retornos esperados maiores serão os riscos; para riscos menores, retornos em menor escala.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Existem algumas modalidades da chamada remuneração de carteira de ações. A mais comum é a chamada venda de opção coberta, onde o investidor compra ações de uma determinada empresa que tem opções negociadas na Bovespa e vende o montante de opções equivalente à aquisição do número de ações, visando assim, uma taxa de retorno para aquele período que vai do início da operação até o vencimento das opções.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As taxas de juros teoricamente embutidas nesta operação de venda coberta costumam ser proporcionais à probabilidade do evento se concretizar, ou seja, do investidor ser exercido, e assim, a taxa de juros se confirmarem.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Quanto mais distante estiver o preço de exercício da opção do preço do ativo à vista, no momento da operação, menor será a probabilidade de ser exercido, e assim, maiores serão as taxas de juros embutidas. Quanto mais abaixo do preço do ativo for o preço de exercício, menor será a taxa de juros obtida. Em resumo, maior risco de não ser exercido, maior rendimento; menor risco menor rendimento; risco x retorno.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Nesses anos todos de mercado, já vi várias vezes operações que buscavam renda fixa no mercado bursátil se tornarem aquisições de carteira indesejadas. O investidor foi buscar a tal remuneração e acabou ficando com o papel na mão. Também vi muitos venderem opções cobertas e ficarem sem o papel enquanto o mercado disparava.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Para que a operação de venda de opção coberta se realize como renda fixa será preciso que o mercado suba e o lançador seja exercido. Ora, se a pessoa tem essa convicção da alta, melhor seria comprar somente o ativo.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Renda fixa não pode ser confundida. A renda variável, bolsa de valores, deve ser avaliada de acordo com a metodologia e estratégia de cada um; a partir daí, tomar a decisão do que deverá ser feito, comprar ou vender. Se for bom compra, se for ruim vende. O resto é pura ilusão.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">&#8220;Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial para seguirem seus desejos, suas ações nunca são corretas&#8221;, dizia Lao Tse.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>A crise financeira recente que derrubou o principal indicador da carteira de ações no Brasil, o Ibovespa, de pouco mais de 73.000 pontos para algo próximo dos 29.000 pontos, não foi suficiente para que alguns investidores tomassem ciência com o aprendizado de que tentar transformar um investimento de renda variável em renda fixa envolve riscos inerentes a essa ilusão.</p>
<p>Em busca de maiores taxas de juro, muitos investidores, antes da crise fizeram a chamada operação de financiamento em bolsa, o mercado desabou e acabaram virando detentores de carteira de ações, sem ter se programado para isso.</p>
<p>Com a retomada da confiança e consequente alta das ações, muitos esqueceram rapidamente as lições do passado e voltaram a buscar a &#8220;renda fixa&#8221; em mercado de renda variável.</p>
<p>O princípio básico de qualquer aplicação financeira está calcado na relação entre o risco e o retorno. Quanto maiores os retornos esperados maiores serão os riscos; para riscos menores, retornos em menor escala.</p>
<p>Existem algumas modalidades da chamada remuneração de carteira de ações. A mais comum é a chamada venda de opção coberta, onde o investidor compra ações de uma determinada empresa que tem opções negociadas na Bovespa e vende o montante de opções equivalente à aquisição do número de ações, visando assim, uma taxa de retorno para aquele período que vai do início da operação até o vencimento das opções.</p>
<p>As taxas de juros teoricamente embutidas nesta operação de venda coberta costumam ser proporcionais à probabilidade do evento se concretizar, ou seja, do investidor ser exercido, e assim, a taxa de juros se confirmarem.</p>
<p>Quanto mais distante estiver o preço de exercício da opção do preço do ativo à vista, no momento da operação, menor será a probabilidade de ser exercido, e assim, maiores serão as taxas de juros embutidas. Quanto mais abaixo do preço do ativo for o preço de exercício, menor será a taxa de juros obtida. Em resumo, maior risco de não ser exercido, maior rendimento; menor risco menor rendimento; risco x retorno.</p>
<p>O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento.</p>
<p>Nesses anos todos de mercado, já vi várias vezes operações que buscavam renda fixa no mercado bursátil se tornarem aquisições de carteira indesejadas. O investidor foi buscar a tal remuneração e acabou ficando com o papel na mão. Também vi muitos venderem opções cobertas e ficarem sem o papel enquanto o mercado disparava.</p>
<p>Para que a operação de venda de opção coberta se realize como renda fixa será preciso que o mercado suba e o lançador seja exercido. Ora, se a pessoa tem essa convicção da alta, melhor seria comprar somente o ativo.</p>
<p>Renda fixa não pode ser confundida. A renda variável, bolsa de valores, deve ser avaliada de acordo com a metodologia e estratégia de cada um; a partir daí, tomar a decisão do que deverá ser feito, comprar ou vender. Se for bom compra, se for ruim vende. O resto é pura ilusão.</p>
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<p>&#8220;Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial para seguirem seus desejos, suas ações nunca são corretas&#8221;, dizia Lao Tse.</p>
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<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras.</p>
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		<title>O espelho</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 11:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Doce espelho por dupla maneira
Pois que vês obra inteira"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O espelho</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Por volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: &#8220;Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Quando a crise chegou exageraram negativamente suas consequências.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Hoje estamos num momento em que a valorização continuada dos ativos e a recuperação das economias, mesmo que modesta, estão apagando da memória um passado recente de crise e as recentes projeções de caos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Quando começam esses ralis de alta os investidores voltam novamente a desprezar a chamada renda fPor volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: &#8220;Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem&#8221;.</div>
<p>Por volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: &#8220;Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem&#8221;.</p>
<p>Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia.</p>
<p>Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Quando a crise chegou exageraram negativamente suas consequências.</p>
<p>Hoje estamos num momento em que a valorização continuada dos ativos e a recuperação das economias, mesmo que modesta, estão apagando da memória um passado recente de crise e as recentes projeções de caos.</p>
<p>Quando começam esses ralis de alta os investidores voltam novamente a desprezar a chamada renda fixa.</p>
<p>Por razões particulares, tenho acompanhado e pesquisado tudo sobre a chamada Educação Financeira.</p>
<p>Interessante verificar que a renda fixa em termos de poupança financeira não recebe o tratamento devido.</p>
<p>Como se pode fazer uma programação financeira, um orçamento, sem levar em conta o juro fixo e trabalhar com taxas flutuantes ou renda variável?</p>
<p>Programar-se é ter a certeza do quanto teremos que pagar ou receber no futuro. Certeza do rendimento só com a renda fixa.</p>
<p>Por mais que seja sedutor investir no mercado de ações e o histórico de longo prazo demonstrar ser um ótimo investimento, não se pode desprezar o risco inerente desta aplicação e não é possível, por exemplo, que se faça um plano de aposentadoria complementar, que não seja em sua maior parte composto por títulos de renda fixa.</p>
<p>Porém os tempos mudaram e o mercado financeiro também. A necessidade de acumular riqueza o mais rápido possível e a qualquer custo, infelizmente é o que tem movido as pessoas no mundo das finanças.</p>
<p>Assim como a lei totalitária antifumo de São Paulo mostra o espelho de uma sociedade cada dia mais fechada em condomínios, nosso criticado Congresso reflete o comportamento da sociedade que o elegeu, daí não seria razoável esperar um mercado financeiro diferente.</p>
<p>&#8220;Doce espelho por dupla maneira<br />
Pois que vês obra inteira&#8221;</p>
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		<title>Desinformação ou maquiavelismo?</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 05:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A definição das aplicações em Renda Fixa são totalmente distorcidas e com isso o investidor muito mal informado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento econômico brasileiro nos últimos anos e o rápido avanço do mercado financeiro e seus produtos de aplicação financeira, aliados a uma política monetária passiva, trouxe uma dos maiores absurdos em termos de conceito sobre a modalidade chamada Renda Fixa.<br />
Não bastasse o fato de o noticiário econômico considerar alterações de mercado quase que somente as variações da bolsa de valores e a cotação da moeda americana, a definição das aplicações em Renda Fixa são totalmente distorcidas e com isso o investidor muito mal informado.<br />
É preciso deixar bem claro, mais uma vez, o conceito de Renda Fixa: rendimentos prefixados são aqueles cuja rentabilidade (nominal) o investidor conhece previamente, sendo a taxa de retorno e o prazo, acertados previamente no momento da aplicação. Fundo de Renda Fixa, aplicação vinculada ao DI, Fundo DI, CDB com taxa flutuante não são Renda Fixa porque seus rendimentos são variáveis.<br />
Sendo assim, porque muitos analistas ditos especialistas e toda mídia econômica insistem em desinformar o público investidor dizendo que as aplicações em Renda Fixa em determinado período, normalmente de um mês, rendeu x% do CDI ou a acumulação da taxa diária do CDI em determinado período rendeu y%?<br />
A verdade é que essa desinformação é disseminada pelo simples fato da captação de recursos do investidor, pelos bancos e fundos de investimentos, terem como referência de rendimento a chamada taxa diária do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, média da taxa de juros praticada nas operações de um dia na troca de reservas entre os bancos).<br />
Sempre que um investidor consulta um “especialista” para saber onde deve investir com segurança e liquidez que não seja na bolsa de valores a resposta invariavelmente é para aplicar em um fundo ou CBD indexados. Título público é deixado de lado, pois além de ser um concorrente (governo) na captação de recursos não tem taxa de administração na venda direta ao médio e grande investidor. O pequeno investidor paga taxa de custódia pequena, 0,50% ao ano, e de administração de acordo com seu agente corretor no Tesouro Direto.<br />
Título público federal só é oferecido ao investidor em condições justas de mercado, através do Tesouro Direto, o restante da emissão, 98%, vai para os agentes econômicos terem como garantia e lastro de suas operações. Assim a dívida pública federal fica sem liquidez e seu custo de emissão maior.<br />
Sendo a taxa de referência na captação o CDI, quanto menor seu rendimento, maior o spread (diferença de taxa) de ganho na ponta aplicadora e maior controle e indexação de curto prazo dos recursos captados. Isso explica porque quase 90% das aplicações financeiras no Brasil usam este indexador e porque em um período de desconfiança nos agentes econômicos como o de hoje, estranhamente a taxa de juros do indexador não está muito acima da taxa selic praticada, já que a selic é vinculado ao rendimento dos títulos do governo, risco público, e o CDI ao risco privado. As experiências anteriores e a atual mostram que o risco privado é infinitamente maior que o risco público, pois em intervenções buscando o restabelecimento da confiança dos mercados, sempre é o público quem socorre o privado.<br />
Exemplo a se observar na percepção do risco privado versus o risco público atualmente é que o Banco Central do Brasil liberou recursos dos depósitos compulsórios dos bancos para aumentar a liquidez e os empréstimos bancários, e esses bancos correram comprar títulos públicos federais com o dinheiro liberado.<br />
Se as aplicações financeiras, na prática estão totalmente indexadas, os efeitos de um aumento ou redução na taxa selic ditada pelo Copom são muito pequenos na alocação dos ativos financeiros e a política monetária assim, cada vez mais passiva.<br />
Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado.<br />
Espero que essa crise financeira atual propicie uma reflexão por parte daqueles que comandam a política monetária no Brasil, repensando o atual modelo utilizado e seus efeitos de fato na economia. Que o investidor tenha informações mais transparentes e maior e melhor acesso as aplicações financeiras.</p>
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		<title>Mercado é quase soberano</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/mercado-e-quase-soberano/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 01:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[Por muito tempo cheguei a acreditar que o mercado realmente era soberano...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em situações normais de estabilidade de preços, operadores costumam justificar os movimentos dos ativos dizendo que “o mercado é soberano”, o mercado nunca está errado se você acha que você está certo e o mercado errado, saiba que o errado sempre será você.<br />
Se os preços sobem é descem é porque os mercados assim desejam, por mais absurdo que possa parecer para alguns.<br />
Quem comanda é o mercado.<br />
Mas o que é mercado?<br />
Em definição ampla, designa-se por mercado o local no qual agentes econômicos procedem à troca de bens por uma unidade monetária ou por outros bens. E que os mercados tendem a equilibrar-se pela lei da oferta e da procura.<br />
Existem vários tipos de mercado: mercado de concorrência perfeita, monopolista, oligopolista e concorrência monopolista.<br />
O financeiro é normalmente conceituado como mercado de concorrência perfeita. O que não é verdade, pois a intervenção dos estados, mesmo em períodos de estabilidade, mostra o quanto existe de políticas particulares e interesses específicos.<br />
Existem inúmeros exemplos de defesa de interesses próprios: as brigas na OMC, a OPEP, definição de preço do aço no mercado mundial, no Brasil a guerra fiscal entre os estados e inúmeras situações que observamos o tempo todo.<br />
O que desequilibrou os mercados dos paises desenvolvidos a ponto dos estados intervirem desta forma agressiva como nos dias de hoje?<br />
A indústria de serviços financeiros e seus produtos exóticos e derivados.<br />
No caso dos EUA o economista Paul Crugman dá o seguinte diagnóstico: “Estamos falando de muito dinheiro. Nos últimos anos, o setor financeiro foi responsável por 8% do PIB americano, um aumento em relação aos quase 5% na geração anterior. Se esses 3% adicionais foram constituídos por dinheiro sem valor o que provavelmente é verdade, estamos falando de um rombo anual de US$ 400 bilhões em fraudes, abusos e desperdício”.<br />
O enriquecimento rápido multiplicou muito mais o dinheiro do que os produtos no planeta e chegamos a um momento que poucos querem admitir: a hora do ajuste, ajuste de preços relativos.<br />
As bolsas de valores com alta liquidez foram nas alturas, por outro lado as primeiras a sofrerem o ajuste.<br />
Isso irá ocorrer com todo tipo de ativo que subiu de preço no sentimento de riqueza rápida, abundante e infinita. Os de maior liquidez ajustam antes, os de baixa liquidez ao longo do tempo.<br />
O fato de o Brasil ter entrado no final da festa, por incrível que pareça, foi muito benéfico. Continuamos baratos e nosso ajuste será bem menor que nos países acima da linha do Equador.<br />
Os Bancos Centrais pelo mundo todo estão inundando as economias com recursos e baixando violentamente as taxas de juros por eles praticadas.<br />
Os governos tentam salvar indiscriminadamente qualquer setor que esteja com problemas de solvência ou de liquidez.<br />
Até mesmo as montadoras de automóveis americanas que estavam em situação difícil a mais de 10 anos, com a concorrência japonesa, conseguiram angariar seu quinhão.<br />
Se os governos não ficarem atentos, mesmo com a iniciativa privada perdendo grande espaço para o estado, muito em breve estaremos de volta ao mundo maravilhoso da multiplicação da riqueza, sem controle, sem pudor e com a mesma desregulamentação.<br />
No Brasil as intervenções estão sendo realizadas mais no sentido de fazer fluir a liquidez do que por problemas de insolvências de empresas e bancos.<br />
Se o dinheiro não circula o crédito fica escasso, não encontrando financiamento as empresas encontram dificuldades para produzir e acabam demitindo funcionários.<br />
Dinheiro na economia brasileira tem de sobra, o problema é que está concentrado nas mãos de grandes instituições que não fazem os recursos girarem. Por isso o Ministério da Fazenda e os governadores através de instituições públicas como a CEF, BNDES, Banco do Brasil e Bancos Estaduais ampliaram suas linhas de crédito para a atividade econômica não recuar e se possível impulsionar.<br />
E o nosso Banco Central nesse imbróglio todo? Qual tem sido o seu papel?<br />
Liberar compulsórios dos bancos, atuar no câmbio basicamente com swaps gastando poucas reservas e manter uma taxa de juros nas alturas. Nada de novo.<br />
Liberar compulsório com uma taxa de juros de 13,75% ao ano e com uma confiança em dúvida na economia só leva os agentes a comprarem o título que é o mais seguro do país, o título público. Por isso o dinheiro não vem para a economia.<br />
Mesmo com a bolsa oferecendo excelentes oportunidades de investimentos a Renda Fixa no Brasil é covardia.<br />
O BC vive uma grande incoerência, faz previsões sombrias de crescimento do PIB, sabe que a atividade econômica corre sérios riscos, mas não baixa a taxa selic. Está na contramão do Ministério da Fazenda.<br />
O argumento maior é o do controle da inflação. Se os últimos desdobramentos provaram que a globalização do capital e dos produtos limita a atuação da taxa de juros local, porque insistir neste modelo?<br />
Porque um juro tão alto?<br />
Como dizia minha sabia amiga Dna Nedi: deve ser porque é chique!<br />
É muito difícil convencer esse pessoal da Era Carteziana a desistir de seus modelos, que na prática não mostram funcionalidade, para tratar a economia como instrumento social.<br />
O Brasil mudou, mas a chamada política monetária continua sendo dosada como se o paciente país estivesse em estado terminal. Continua sendo ditada pelo consenso e interesses do “soberano mercado”.</p>
<p>Por muito tempo cheguei a acreditar que o mercado realmente era soberano, mas na prática com o passar do tempo e com todas essas intervenções anteriores e atuais dos estados, constatei que não é tão soberano assim.</p>
<p>Soberano é quem topa qualquer parada não quem pára em qualquer topada!</p>
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		<item>
		<title>O pior inimigo do bom é o ótimo</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/o-pior-inimigo-do-bom/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 21:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[ativos financeiros]]></category>
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		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque o comportamento do indivíduo costuma mudar de acordo com as diferentes situações econômicas que a ele se apresentam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os erros de raciocínio das pessoas afetam sua forma de investir e, em última instância, sua riqueza. Mesmo aqueles que entendem as ferramentas modernas de investimento podem falhar como investidores se deixarem que os vieses psicológicos controlem suas decisões&#8221;. Fala de Daniel Kahneman, psicólogo que junto com o economista experimental Vernon Smith faturaram o Prêmio Nobel de Economia em 2002.</p>
<p>Por que é que as pessoas por mais que estudem a fundo as escolas mais tradicionais de mercado, fundamentalista e técnica (grafista), acabam invariavelmente cometendo erros na avaliação de ativos e investimentos?</p>
<p>Porque o comportamento do indivíduo costuma mudar de acordo com as diferentes situações econômicas que a ele se apresentam.</p>
<p>Se individualmente existe essa dificuldade de avaliação, imagine quando as pessoas se agrupam para tomar decisões financeiras, o grau de dificuldade que encontram?</p>
<p>Estudos cada dia mais avançados, inovações em análises, avaliações de indicadores e disciplina operacional são exemplos de como as pessoas procuram incansavelmente o sucesso em operações financeiras que lhes propiciem retornos cada vez maiores.</p>
<p>No entanto, a utilização de instrumentos e ferramentas tecnológicas teoricamente avançadas ao invés de produzirem uma situação real acaba gerando apenas simulações de comportamento padronizado, que não condiz com uma rede complexa de relações comunicativas como a do mercado e com uma ciência social como a economia.</p>
<p>Mesmo o assunto sendo muito interessante, vamos deixar de lado um pouco essa teoria dos mercados e falar um pouco da parte prática, senão essa coluna vira um divã de psicanalista financeiro.</p>
<p>Um economista famoso de mercado costuma dizer que: &#8220;cama de mulher bonita, mesa de bom restaurante e bolsa de valores, todo mundo sabe a hora de entrar, mas não sabe a hora de sair&#8221;.</p>
<p>Acredito que, em se tratando de ativos financeiros, a hora de entrada é tão importante como a de saída.</p>
<p>Essa situação que vivemos hoje na bolsa de valores é bem ilustrativa.</p>
<p>Quando o mercado subia sem parar, quantos daqueles que no início não acreditavam na alta mais tarde se posicionaram na compra, impulsionados pelo otimismo contagiante, na tentativa de ganhar algo também e esquecendo do que pensava antes? Quantos na queda brusca que se seguiu irão aguardar o chamado fundo do poço para comprar ações?</p>
<p>A busca de um pouco mais. Isto acontece em qualquer mercado: dólar, ouro, bolsa, renda fixa, commodities e etc&#8230;</p>
<p>Acontece também nas decisões coletivas, como a dos bancos centrais pelo mundo diante da crise e do banco central do Brasil na definição da taxa de juros. Acabam tendo decisões reativas e influenciadas pelos agentes de mercado quando deveriam atuar preventivamente e com sentido indutor.</p>
<p>O mercado de renda fixa pode parecer mais fácil de operar que os mercados de renda variável, mas o fato de se ter que aguardar um determinado prazo, uma rentabilidade pré-estabelecida enquanto os outros mercados flutuam e possibilitam ganhos rápidos provoca uma sensação de perda de oportunidades e conservadorismo desnecessário para quem estuda tanto os mercados.</p>
<p>Muitos são os erros que cometemos ao operar, mas a meu ver o maior de todos eles é estar sempre à procura do rendimento máximo possível, nos limites de baixa e nos limites de alta dos ativos. Querer sempre o máximo do rendimento que a aplicação pode render, não se contentar com aquilo que no início procurou estabelecer e se influenciar com o consenso de que vai um pouco mais.</p>
<p>Invariavelmente essa busca do ótimo nos leva a amargar prejuízos e paixões em posições que se tornam perdedoras.</p>
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		<title>Tá cada vez mais down o high mercado</title>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:22:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[grau de investimento]]></category>
		<category><![CDATA[infortúnios dos mercados]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[porto seguro]]></category>
		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>
		<category><![CDATA[risco soberano]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuem alertas que o mercado americano ainda não se resolveu, a crise de crédito e a desaceleração da economia continuam rondando Wall Street e os demais mercados mundiais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando a chegada da Sonda espacial Phoenix ao planeta Marte, gostaria de mandar um recado aos hipotéticos habitantes daquele planeta:</p>
<p>Alô, alô marciano<br />
Aqui quem fala é da terra<br />
Pra variar os preços em guerra<br />
Vocês não imaginam a loucura<br />
As commodities tão lá nas alturas porque<br />
Tá cada vez mais down o high mercado</p>
<p>Os marcianos, se de fato existirem, e entenderem as questões sociais e econômicas que o planeta Terra viveu e vive neste momento, de certo irão dizer: vêm aí mais mudanças, como tantas que já aconteceram na história desta civilização terráquea.</p>
<p>Nesses últimos dias muitos fatos têm me levado a refletir sobre a política econômica atual. Assisti palestras de duas figuras das mais importantes no cenário econômico nacional, uma do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, num evento do broadcast, frisando a necessidade da &#8220;racionalidade&#8221; nas decisões do Banco Central e outra do presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, na Bloomberg, defendendo a elevação da taxa de juros, pois o Brasil não está preparado para crescer acima de 4,5% do PIB, se crescer a demanda excedente irá provocar aumento de preços. Além de lido e ouvido comentários constantes de outros tantos economistas e palpiteiros da imprensa de plantão, visando estabelecer um senso comum de como a política econômica tem que ser aplicada para conter esse absurdo de fugir ao centro da meta.<br />
Um dos motes da moda é dizer que sem o IG de mais uma agência de risco ainda não seremos plenos para receber aquela enxurrada de dinheiro que está lá, só aguardando mais um sinal verde para ingressar no país. Outros com os alertas de que o país precisa realizar mais reformas, governo diminuir os gastos e outros tantos argumentos que trarão a verdadeira confiança externa.</p>
<p>Confiança em investimentos é semelhante à liberdade, não se ganha, se conquista, o Brasil conquistou e está conquistando nos mercados por sua competência. Pois não é possível que nos dias de hoje, depois de tantas falhas grotescas no processo de avaliação, aquele que busca retorno e segurança de seus investimentos, que é o que move o capital pelo mundo, se guie apenas pelas boas notas daqueles que na realidade deveriam é trocar de nome de agências de risco para risco de agência.</p>
<p>Isso tudo me fez lembrar da noção de &#8220;racionalidade objetiva&#8221; de Max Weber, muito bem analisada pelo professor de sociologia da UFJF, Jessé de Souza: &#8220;Weber logra transformar a percepção de uma &#8216;racionalidade objetiva&#8217; que se impõe aos sujeitos de modo independente de sua vontade, no fundamento mesmo de uma &#8217;sociologia compreensiva&#8217;, toda voltada a captar o &#8217;sentido subjetivo&#8217; das ações humanas. É que, no &#8216;racionalismo moderno&#8217;, são os pressupostos da &#8216;ação eficaz&#8217;, no sentido de efetivamente transformadora da realidade externa, que a tornam &#8216;compreensível&#8217; para todos, permitindo a &#8216;evidência intersubjetiva&#8217; que garante a cientificidade de proposições e descrições da realidade.&#8221;</p>
<p>Diante do exposto é de se questionar esse &#8220;racionalismo moderno&#8221; chamado de meta de inflação que muitos países aderiam dentro de um contexto global onde o equilíbrio de preços foi por um tempo mais conseqüência da integração dos mercados, gerando competitividade e maior equilíbrio nos preços do que das políticas monetárias locais. Por um tempo a inflação, com raras exceções, foi varrida do planeta, saíram de moda, todos viviam num tênue equilíbrio.</p>
<p>Hoje com a chamada periferia global crescendo vertiginosamente, puxada pelo continente asiático, principalmente por China e sua revolução industrial demandando importações maciças de alimentos e de matérias-primas, além de uma produção interna de carvão, metais e hidrocarbonetos muito pequena para alimentar o seu, cada vez maior, mercado de consumo, aliado ainda ao fato dos Bancos Centrais das chamadas nações desenvolvidas estarem injetando algumas centenas de bilhões de dólares, dando mais liquidez a um mercado já muito liquido, para evitar uma crise de maiores conseqüências provocada pelos subprimes, o preço de commodities só tinha mesmo é que disparar, provocando naturalmente uma inflação em todos os cantos do planeta. Por esta razão fica difícil admitir que aumentos em taxas de juros locais sejam capazes de conter essa escalada de preços em seus territórios locais.</p>
<p>Preços mundiais nunca estiveram tão ligados às moedas como hoje, prova são as cotações do petróleo.</p>
<p>Com dólar aqui cotado a R$ 1,64, tudo está em ordem, o que me preocupa é o dia que essa moeda subir, qual será o comportamento dos preços?</p>
<p>No Brasil o presidente do Banco Central vive hoje uma peregrinação em palestras e na imprensa buscando argumentos, ora demanda aquecida, ora com aumentos não só nos preços de alimentos, mas do petróleo, aço e etc., mais parecendo justificativa de uma premunição que ele vem avisando e está se configurando. Alerta tanto que quem não estimava aumentar seus preços acaba por aderir ao movimento e aumentando seu preço também.</p>
<p>Aprendi nesses anos de mercado que Banco Central não fala, fala por meio de suas atuações. Os mercados é quem devem reagir ao policymaker.</p>
<p>Interessante é observar, como num &#8220;consenso&#8221; de inflação passageira e com o Banco Central preventivo e rápido, leva as taxas de juros dos prazos mais longos, janeiro 2010, o contrato mais negociado, a 14,50% ao ano?</p>
<p>Fui perguntado sobre quais seriam as conseqüências no mercado de renda fixa com o Brasil atingindo o chamado Grau de Investimento.</p>
<p>Acredito que fundamentalmente mude pouco e que um ingresso maior de recursos de certo irá acontecer, não só pelo IG, mas principalmente por uma taxa de juros tão alta.</p>
<p>Antes de tudo é bom saber que hoje, mesmo com um montante de R$ 1,35 trilhão, o Brasil possui um mercado de renda fixa quase inexistente. Digo isso porque o mercado secundário de títulos pré-fixados movimenta pouco mais de R$ 2 bilhões, em média, diariamente o que é irrisório perante o tamanho da dívida.</p>
<p>Isso é muito ruim, pois um mercado forte de pré-fixados mostra maior confiança e eficiência da taxa de juros na economia, mercado fraco acaba elevando os custos da dívida, pois uma das avaliações principais quando se compra um ativo é o nível de liquidez do mesmo, menor a liquidez maior será a taxa de retorno pedida pelos investidores, isso é básico.</p>
<p>Cabe salientar, porém, que hoje o pequeno investidor possui uma excelente alternativa que é o Tesouro Direto, onde ele compra e vende títulos pré-fixados, com liquidez e rentabilidade de mercado, o Tesouro está de parabéns e aconselho a quem não conhece procurar se informar junto ao seu corretor e no site do tesouro &#8211; <a href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br">www.tesouro.fazenda.gov.br</a>, com informações completas de como investir.</p>
<p>Neste momento, com as taxas de juros subindo é muito importante saber que quando se aplica em fundos de renda fixa o investidor não tem na prática uma aplicação de renda fixa pura e tradicional, isso porque pela própria natureza dos fundos, com entradas e saídas de cotistas e com a marcação diária da cota, a taxa de juros subindo, a carteira tem que ser obrigatoriamente marcada a mercado, a cota automaticamente acaba se desvalorizando, se alguns cotistas sacam então, o administrador tem que vender parte da carteira a preços de mercado e realizar a perda batendo imediatamente na cota.</p>
<p>Renda Fixa, prazo e taxa de juros pré estabelecidos, só com títulos pré-fixados, do tesouro ou privado (CDB-RDB).</p>
<p>Continuem alertas que o mercado americano ainda não se resolveu, a crise de crédito e a desaceleração da economia continuam rondando Wall Street e os demais mercados mundiais. A taxa de juros por aqui está num patamar que fica difícil de imaginar como as contas públicas irão suportar esse ônus por tanto tempo? Mas podem ficar tranqüilos que por maior que seja o risco de uma improvável crise local, título do governo é o melhor Porto Seguro. Governos raramente quebram, os riscos são menores que o setor privado, daí o conceito de &#8220;risco soberano.&#8221; Alguns acabam dando um corte na correção esporadicamente. Governos costumam bancar os infortúnios dos mercados para evitar o risco sistêmico.</p>
<p>Que diga o FED.<br />
Até quando não sabemos.<br />
Por isso, tá cada vez mais&#8230;</p>
<p>Down, down, down<br />
O high mercado</p>
<p>Down, down, down<br />
O high mercado</p>
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		<title>Mais que nunca renda fixa</title>
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		<pubDate>Thu, 01 May 2008 02:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto o Banco Central do Brasil, contrariando os últimos números da economia, procura um suposto excesso de demanda que justifique seu aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, o mundo discute intensamente a crise.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o Banco Central do Brasil, contrariando os últimos números da economia, procura um suposto excesso de demanda que justifique seu aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, o mundo discute intensamente a crise dos alimentos. Interessante observar o comportamento das chamadas autoridades monetárias nesse nosso novo mundo financeiro.</p>
<p>Por aqui, enquanto os últimos dados da indústria mostram que os investimentos realizados no ano passado começam a maturar e que os estoques estão em níveis suficientes para atender aos níveis atuais de demanda, além do indicador do uso da capacidade instalada da Confederação Nacional da Indústria (CNI) recuar em fevereiro para 82,9% de 83,1% em janeiro, o &#8220;Bicho Papão&#8221;, movido por um forte lobby político e financeiro, continua a nos assombrar com frases de efeito como a última que consta da ata do Copom: &#8220;persistência de eventuais descompassos entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregada que tendem a aumentar o risco para a inflação&#8221;.</p>
<p>Por mais &#8220;consenso&#8221; que possa existir entre a grande maioria dos chamados economistas e analistas do setor financeiro, o mais impressionante é como não se aprofunda o debate e procura-se tornar essa atitude do Banco Central do Brasil como uma medida sensata de prevenção de um incêndio que só o Banco Central joga gasolina. O mote da moda é que temos que ser racionais e sem paixão nas decisões de política monetária para que o país continue em sua trajetória de crescimento sustentado e não perca a conquista da estabilidade de preços.<br />
Um sistema de metas que não foi suficientemente testado para demonstrar sua eficácia, o efeito da globalização e da taxa de câmbio que tem grande influência sobre os preços, os ganhos de produtividade que permitiram aos produtos que possuem desenvolvimento tecnológico recuarem de preço, e a eficácia de uma taxa de juros local no controle de preços de commodities pelo mundo, não entram nunca na pauta de discussões. Tornamos a economia uma ciência exata e ponto final.</p>
<p>Isso tem causado certo desconforto e constrangimento em alguns membros do governo ao tentar justificar um aumento numa taxa de juros que já era uma das maiores do mundo. Taxa Selic, porque a taxa de financiamento ao consumidor é tão pornográfica que os bancos, para incentivarem novos empréstimos consignados de risco quase zero e com as menores cotações do mercado, chegam a pagar comissões de até 30% do valor do contrato aos chamados agentes promotores de empréstimos.</p>
<p>Na Europa, nos EUA e nos organismos internacionais a discussão do momento é a alta generalizada nos preços dos alimentos.</p>
<p>Os chamados verdes acusam o aquecimento global como causa principal das mudanças nas condições climáticas que provocam a carência de alimentos, os protecionistas europeus e americanos acusam os produtores de biocombustíveis. E assim todos se acusam e acabam dando importância menor às bolsas de futuros de commodities mundiais que basicamente negociam preços e não a entrega do produto físico.</p>
<p>A leniência dos bancos centrais, principalmente o americano, na solução para a crise dos chamados subprimes, financiando os rombos e injetando trilhões de dólares para gerar mais liquidez e evitar o chamado risco global, acabaram dando mais munição para os apostadores do mercado atuar em outros ativo-derivativos. Ao invés de uma punição, os apostadores ganharam mais fichas.</p>
<p>Já que a liquidez global continua grande, as apostas mudaram de mesa, partiram para os futuros de commodities, e saíram pedalando os preços para cima. Os futuros puxam os preços do mercado físico, os aumentos são ditados pelos players de mercado e não só por aumento de demanda ou menor produção.</p>
<p>Assim, os mercados globais hoje vivem num alucinado vai e vem de números e indicadores diários e numa volatilidade sem precedentes.</p>
<p>As conseqüências futuras podem ser tão desastrosas que podem nos levar a uma famosa frase de Sócrates: &#8220;Se todos nossos infortúnios fossem colocados juntos e, posteriormente, repartidos em partes iguais por cada um de nós, ficaríamos muito felizes se pudéssemos ter apenas, de novo, só os nossos&#8221;.</p>
<p>Enquanto aguardamos os desdobramentos desta crise, o melhor a fazer neste momento de incertezas, é se manter calmo e aproveitar as altas taxas de retorno aplicando na tradicional e conservadora renda fixa.</p>
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