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	<title>Aviso em Dois &#187; Lula</title>
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		<title>Esclarecimentos</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 04:31:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[O Filho do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Respondo aqui as indagações de Hélio T. dos Santos sobre o filme "Lula, o Filho do Brasil" e me desculpo por somente agora ter oportunidade de esclarecer o que não ficou claro na coluna.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Respondo aqui as indagações de Hélio T. dos Santos sobre o filme &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221; e me desculpo por somente agora ter oportunidade de esclarecer o que não ficou claro na coluna. O filme &#8220;Lula, O filho do Brasil&#8221; está sendo muito falado mesmo antes de entrar em cartaz. A primeira vez em que se falou muito ora na imprensa ora em conversas é de o filme seria eleitoreiro.  Um filme sobre a vida de um retirante que se torna presidente em ano de eleição suscitou certo oportunismo por parte da família Barreto que produziu o filme e o interesse por parte do presidente em ver o filme ser exibido no boca a boca das pessoas. Bobagem, o filme está sendo pensado desde 2003 e não houve uma subvenção do governo. Isso era o que se falava até o acidente com o diretor do filme Fábio Barreto quando o filme voltou a ser falado. Era a isso que eu me referia quando disse que o filme estava sendo muito falado antes mesmo de entrar em cartaz.</div>
<div id="_mcePaste">&#8220;O resto do comentário sobre o sindicato somente tratar de proposta salarial diante de um contexto social totalmente diferido à época da ditadura é de chorar. Esse sua avaliação é meio onipotente.&#8221; Diante disso vamos ver se explico melhor.  Os anos 70 começam no Brasil com o ufanismo capitaneado pela ditadura. Faziam parte desse ufanismo o tri campeonato e o dinheiro que o governo pegava lá fora a um custo muito baixo para delírio da classe média. Esse ufanismo foi necessário para responder aos que criticavam o ato institucional nº5 em 1968 que endureceu o regime. Tudo isso acaba quando o dinheiro fica caro, com a crise da OPEP em 1973 e os desastres com as construções megalomaníacas como a Transamazônica e o dinheiro do fundo de garantia para outros fins que não os da aposentadoria. É nessa euforia substituída pela inflação galopante que surge o Lula. Theobaldo de Negris que foi presidente da FIESP de 1968 até 1980 não negociava acordos salariais e determinava o quanto o trabalhador teria de reajuste. E era sempre abaixo da inflação. Com a inflação crescendo os reajustes já não mais atendiam as necessidades básicas dos trabalhadores da indústria. Essa imposição patronal se dava com o apoio dos dirigentes sindicais pelegos que sabotavam qualquer atitude mais consequente dos trabalhadores. Lula entra para direção do sindicato cujo presidente era pelego, correia de transmissão do patronato. No segundo momento ele se elege presidente e na primeira greve que lidera há um recuo. Nesses dois momentos Lula era visto pela direita como alguém que rompe a tradição pelega e por isso não merecia confiança. A esquerda via o Lula, por recuar diante de uma greve, como se fosse alguém posto ali pela ditadura.  Lula não via com bons olhos a interferência da esquerda no sindicato.  Lula só conhecia a atuação do Partidão, Partido Comunista Brasileiro, aquele do Luis Carlos Prestes, que tentava impor a direção do sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo suas idéias estranhas ao movimento operário de São Bernardo. Era o aparelhamento do sindicato pelo partidão. O homem do partidão no sindicato era o Alemãozinho que sempre que podia boicotava o Lula. O partidão se achava no direito de dizer aos operários o que fazer num momento em que entrava em crise quando os tanques russos ocupavam a Polônia para sufocar o movimento dos trabalhadores que pediam mais democracia. Esse movimento foi conhecido por &#8220;Solidariedade&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">O que unia os trabalhadores de São Bernardo eram as questões trabalhistas e salariais e depois em cima dessa organização as reivindicações se ampliam por mais democracia. Isso aconteceu na Europa na virada do século 19 para o século 20. Não é um modelo fixo, mas foi assim que elas aconteceram. É por isso que o passo seguinte desse movimento sindical do ABC foi a criação da CUT &#8211; Central Única dos Trabalhadores rompendo com a dependência que os sindicatos tinham com o Estado e a criação de um partido que fosse dos trabalhadores e não um apêndice de alguma ideologia. Isso criou um mal estar na esquerda mais tradicional (partidão) que passou a hostilizar o partido que nascia. E essa hostilidade permanece até hoje no congresso mesmo depois do partidão ter mudado para PPS. Uma nova geração de militantes de esquerda nasce no final dos anos 70 e começo dos anos 80, mais democrática, e acabam por ajudar a criar o Partido dos Trabalhadores. Militantes vindos do movimento estudantil, dos próprios sindicatos e dos movimentos populares.  Quem derrubou os sustentáculos da ditadura foi a greve do ABC que rompeu com as normas vigentes. Obrigou o patronato a ir à mesa de negociação contrariando as orientações da ditadura.</div>
<div id="_mcePaste">Fiz questão de esclarecer as questões do Hélio na coluna supondo que mais pessoas como ele podem ter tido duvidas quanto ao que foi escrito.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>Lazaro de Oliveira</strong></div>
<div id="_mcePaste">Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</div>
<div id="_mcePaste">*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</div>
<p>Respondo aqui as indagações de Hélio T. dos Santos sobre o filme &#8220;Lula, o Filho do Brasil&#8221; e me desculpo por somente agora ter oportunidade de esclarecer o que não ficou claro na coluna. O filme &#8220;Lula, O filho do Brasil&#8221; está sendo muito falado mesmo antes de entrar em cartaz. A primeira vez em que se falou muito ora na imprensa ora em conversas é de o filme seria eleitoreiro.  Um filme sobre a vida de um retirante que se torna presidente em ano de eleição suscitou certo oportunismo por parte da família Barreto que produziu o filme e o interesse por parte do presidente em ver o filme ser exibido no boca a boca das pessoas. Bobagem, o filme está sendo pensado desde 2003 e não houve uma subvenção do governo. Isso era o que se falava até o acidente com o diretor do filme Fábio Barreto quando o filme voltou a ser falado. Era a isso que eu me referia quando disse que o filme estava sendo muito falado antes mesmo de entrar em cartaz. &#8221;O resto do comentário sobre o sindicato somente tratar de proposta salarial diante de um contexto social totalmente diferido à época da ditadura é de chorar. Esse sua avaliação é meio onipotente.&#8221; Diante disso vamos ver se explico melhor.  Os anos 70 começam no Brasil com o ufanismo capitaneado pela ditadura. Faziam parte desse ufanismo o tri campeonato e o dinheiro que o governo pegava lá fora a um custo muito baixo para delírio da classe média. Esse ufanismo foi necessário para responder aos que criticavam o ato institucional nº5 em 1968 que endureceu o regime. Tudo isso acaba quando o dinheiro fica caro, com a crise da OPEP em 1973 e os desastres com as construções megalomaníacas como a Transamazônica e o dinheiro do fundo de garantia para outros fins que não os da aposentadoria. É nessa euforia substituída pela inflação galopante que surge o Lula. Theobaldo de Negris que foi presidente da FIESP de 1968 até 1980 não negociava acordos salariais e determinava o quanto o trabalhador teria de reajuste. E era sempre abaixo da inflação. Com a inflação crescendo os reajustes já não mais atendiam as necessidades básicas dos trabalhadores da indústria. Essa imposição patronal se dava com o apoio dos dirigentes sindicais pelegos que sabotavam qualquer atitude mais consequente dos trabalhadores. Lula entra para direção do sindicato cujo presidente era pelego, correia de transmissão do patronato. No segundo momento ele se elege presidente e na primeira greve que lidera há um recuo. Nesses dois momentos Lula era visto pela direita como alguém que rompe a tradição pelega e por isso não merecia confiança. A esquerda via o Lula, por recuar diante de uma greve, como se fosse alguém posto ali pela ditadura.  Lula não via com bons olhos a interferência da esquerda no sindicato.  Lula só conhecia a atuação do Partidão, Partido Comunista Brasileiro, aquele do Luis Carlos Prestes, que tentava impor a direção do sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo suas idéias estranhas ao movimento operário de São Bernardo. Era o aparelhamento do sindicato pelo partidão. O homem do partidão no sindicato era o Alemãozinho que sempre que podia boicotava o Lula. O partidão se achava no direito de dizer aos operários o que fazer num momento em que entrava em crise quando os tanques russos ocupavam a Polônia para sufocar o movimento dos trabalhadores que pediam mais democracia. Esse movimento foi conhecido por &#8220;Solidariedade&#8221;.   O que unia os trabalhadores de São Bernardo eram as questões trabalhistas e salariais e depois em cima dessa organização as reivindicações se ampliam por mais democracia. Isso aconteceu na Europa na virada do século 19 para o século 20. Não é um modelo fixo, mas foi assim que elas aconteceram. É por isso que o passo seguinte desse movimento sindical do ABC foi a criação da CUT &#8211; Central Única dos Trabalhadores rompendo com a dependência que os sindicatos tinham com o Estado e a criação de um partido que fosse dos trabalhadores e não um apêndice de alguma ideologia. Isso criou um mal estar na esquerda mais tradicional (partidão) que passou a hostilizar o partido que nascia. E essa hostilidade permanece até hoje no congresso mesmo depois do partidão ter mudado para PPS. Uma nova geração de militantes de esquerda nasce no final dos anos 70 e começo dos anos 80, mais democrática, e acabam por ajudar a criar o Partido dos Trabalhadores. Militantes vindos do movimento estudantil, dos próprios sindicatos e dos movimentos populares.  Quem derrubou os sustentáculos da ditadura foi a greve do ABC que rompeu com as normas vigentes. Obrigou o patronato a ir à mesa de negociação contrariando as orientações da ditadura. Fiz questão de esclarecer as questões do Hélio na coluna supondo que mais pessoas como ele podem ter tido duvidas quanto ao que foi escrito.</p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 11:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cinema sempre foi uma opção para um feriado de quem ficou nas cidades grandes. Um momento em que a cidade está vazia, os cinemas não têm filas e neste fim de ano algumas estréias interessantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cinema sempre foi uma opção para um feriado de quem ficou nas cidades grandes. Um momento em que a cidade está vazia, os cinemas não têm filas e neste fim de ano algumas estréias interessantes.  A primeira é “Lula, o Filho do Brasil&#8221;, um filme falado e pouco assisto. Já falei desse filme anteriormente onde contextualizei a história do Lula. É um filme médio que pode emocionar quem viveu aqueles tempos de ditadura e dar de conhecer a nova geração quem é esse presidente que foi retirante e como construiu sua personalidade.   Se nada disso for importante o filme serve para contar a história de uma família que fugiu do nordeste para tentar uma melhor vida em São Paulo.  Estão ali alguns dados importantes para a reconstrução da democracia que são narradas no cotidiano da luta sindical. Tenha cá comigo que a terrível morte de Wladimir Herzog nos porões do DOI-CODI acordou a classe média que foi atingida, se sentiram ameaçadas de um governo que vinha desmoronando e a direta e a ultra direita brigavam pelo poder.  Foi a greve do ABC cuja luta não era por liberdades democráticas e sim por reajuste salarial que corroeu as bases da ditadura. Getulio Vargas atrelou o sindicato ao governo para melhor manipular e a ditadura conservou e esse cordão umbilical se rompeu. E a partir daí outras entidades como CUT- Central Única dos Trabalhadores e o PT- Partido dos Trabalhadores foram criados sem pedir licença à ditadura. Lula foi diretor do sindicato numa diretoria pelega e depois como presidente impôs uma derrota a ditadura, isso fez com que fosse olhado com desconfiança pela esquerda e pela direita. Esses fatos estão no filme e para quem não conhece a história recente do pais passam despercebidos de sua importância. Direção: Fábio Barreto. Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires, Cléo Pires, Juliana Baroni.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Contatos de Quarto Grau&#8221;, protagonizado pela atriz Milla Jovovich e que inclui um material inédito de arquivo, é o último exemplo do que foi classificado como o gênero &#8220;verite horror&#8221;, que pretende deixar o espectador convencido de serem testemunhas de experiências sobrenaturais. O que faz um filme de terror amedrontar a platéia são os horrendos personagens ou situações que possam ser reais, que tenham verossimilhança com a realidade e a técnica mais conhecida é a de mostrar imagens como sendo reais e que foram incluídas no filme. O mais marcante que abusou dessa técnica foi &#8220;A Bruxa de Blair&#8221;. Com uma estrutura que não se parece com a de nenhum outro filme, &#8216;Contatos de Quarto Grau&#8217; é um thriller provocativo ambientado na atualidade em Nome, Alasca, onde &#8211; misteriosamente desde a década de 60 &#8211; todos os anos é registrado um número desproporcional de desaparecimentos&#8221;, anuncia a sinopse do longa dirigido por Olatunde Osunsanmi. Esse filme fez um enorme sucesso nos Estados Unidos através do boca a boca e o que se discute se é real ou ficção a história do filme. O filme é apresentado como sendo real e é aí que reside a diversão do filme. Será impossível não se comentar sobre a realidade do filme dias depois de assisti-lo. Nos sites de desaparecidos o Canadá aparece com vários casos, mas nada que chame atenção e tem até navios que nunca mais foram vistos e isso confere ao nosso imaginário uma desconfiança que aquilo tudo do filme pode ser verdade. Direção: Olatunde Osunsanm. elenco: Milla Jovovich, Will Patton, Awolowa Odusami, Corey Johnson, Enzo Cilenti, Elias Koteas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Procurando Elly&#8221; ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim de 2009 Participou do Festival do Rio 2009 e da 33ª Mostra de Cinema de SP. A história é prosaica, cotidiana. Após passar anos na Alemanha, Ahmad volta ao Irã e seus amigos organizam três dias de comemoração. Sem que o resto do grupo saiba, Sepideh convida para a festa a jovem Elly, professora de sua filha. Ahmad, que acabou de se separar da esposa alemã e gostaria de começar uma nova vida com uma iraniana, vê em Elly a mulher perfeita. No dia seguinte, no entanto, ela desaparece misteriosamente. O clima entre os amigos torna-se amargo e acusatório e eles iniciam uma pequena investigação para descobrir o paradeiro da moça. É um filme iraniano que serve para desmistificar que todos são terroristas ou primitivos obrigando as mulheres a cobrir a cabeça. Se não fosse por esse detalhe o filme poderia passar em quaisquer pais. O filme mostra o quanto seus personagens podem ser doces e machistas como qualquer um, são humanos nas suas mentiras bem intencionadas, com suas mulheres retrucandas com seus maridos, coisa impensada por nós ocidentais que a consideramos submissas. Nada diferente do conhecemos nossas relações familiares onde as mulheres arrumam a casa recém alugada na praia enquanto os homens batem papo no quintal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Faz um filme de suspense de altíssima qualidade, deixando os espectadores tensos em seus 119 minutos de exibição. Direção: Asghar Farhadi. Com Taraneh Alidousti, Golshifteh Farahani, Mani Haghighi, Shahab Hosseini, Merila Zarei, Peyman Moadi, Rana Azadivar, Ahmad Mehranfar, Sabe Abar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Feliz Ano Novo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Lazaro de Oliveira</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</div>
<p>Cinema sempre foi uma opção para um feriado de quem ficou nas cidades grandes. Um momento em que a cidade está vazia, os cinemas não têm filas e neste fim de ano algumas estréias interessantes.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula-o-filho-do-brasil-poster011.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4205" title="lula-o-filho-do-brasil-poster011" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula-o-filho-do-brasil-poster011-150x150.jpg" alt="lula-o-filho-do-brasil-poster011" width="150" height="150" /></a>A primeira é “<strong>Lula, o Filho do Brasil</strong>&#8220;, um filme falado e pouco assisto. Já falei desse filme anteriormente onde contextualizei a história do Lula. É um filme médio que pode emocionar quem viveu aqueles tempos de ditadura e dar de conhecer a nova geração quem é esse presidente que foi retirante e como construiu sua personalidade.   Se nada disso for importante o filme serve para contar a história de uma família que fugiu do nordeste para tentar uma melhor vida em São Paulo.  Estão ali alguns dados importantes para a reconstrução da democracia que são narradas no cotidiano da luta sindical. Tenha cá comigo que a terrível morte de Wladimir Herzog nos porões do DOI-CODI acordou a classe média que foi atingida, se sentiram ameaçadas de um governo que vinha desmoronando e a direta e a ultra direita brigavam pelo poder.  Foi a greve do ABC cuja luta não era por liberdades democráticas e sim por reajuste salarial que corroeu as bases da ditadura. Getulio Vargas atrelou o sindicato ao governo para melhor manipular e a ditadura conservou e esse cordão umbilical se rompeu. E a partir daí outras entidades como CUT- Central Única dos Trabalhadores e o PT- Partido dos Trabalhadores foram criados sem pedir licença à ditadura. Lula foi diretor do sindicato numa diretoria pelega e depois como presidente impôs uma derrota a ditadura, isso fez com que fosse olhado com desconfiança pela esquerda e pela direita. Esses fatos estão no filme e para quem não conhece a história recente do pais passam despercebidos de sua importância. Direção: Fábio Barreto. Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires, Cléo Pires, Juliana Baroni.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/contatos-de-4grau.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4206" title="contatos de 4grau" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/contatos-de-4grau-150x150.jpg" alt="contatos de 4grau" width="150" height="150" /></a>&#8220;<strong>Contatos de Quarto Grau</strong>&#8220;, protagonizado pela atriz Milla Jovovich e que inclui um material inédito de arquivo, é o último exemplo do que foi classificado como o gênero &#8220;verite horror&#8221;, que pretende deixar o espectador convencido de serem testemunhas de experiências sobrenaturais. O que faz um filme de terror amedrontar a platéia são os horrendos personagens ou situações que possam ser reais, que tenham verossimilhança com a realidade e a técnica mais conhecida é a de mostrar imagens como sendo reais e que foram incluídas no filme. O mais marcante que abusou dessa técnica foi &#8220;A Bruxa de Blair&#8221;. Com uma estrutura que não se parece com a de nenhum outro filme, &#8216;Contatos de Quarto Grau&#8217; é um thriller provocativo ambientado na atualidade em Nome, Alasca, onde &#8211; misteriosamente desde a década de 60 &#8211; todos os anos é registrado um número desproporcional de desaparecimentos&#8221;, anuncia a sinopse do longa dirigido por Olatunde Osunsanmi. Esse filme fez um enorme sucesso nos Estados Unidos através do boca a boca e o que se discute se é real ou ficção a história do filme. O filme é apresentado como sendo real e é aí que reside a diversão do filme. Será impossível não se comentar sobre a realidade do filme dias depois de assisti-lo. Nos sites de desaparecidos o Canadá aparece com vários casos, mas nada que chame atenção e tem até navios que nunca mais foram vistos e isso confere ao nosso imaginário uma desconfiança que aquilo tudo do filme pode ser verdade. Direção: Olatunde Osunsanm. elenco: Milla Jovovich, Will Patton, Awolowa Odusami, Corey Johnson, Enzo Cilenti, Elias Koteas.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/138489.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4207" title="138489" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/138489-150x150.jpg" alt="138489" width="150" height="150" /></a>&#8220;<strong>Procurando Elly</strong>&#8221; ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim de 2009 Participou do Festival do Rio 2009 e da 33ª Mostra de Cinema de SP. A história é prosaica, cotidiana. Após passar anos na Alemanha, Ahmad volta ao Irã e seus amigos organizam três dias de comemoração. Sem que o resto do grupo saiba, Sepideh convida para a festa a jovem Elly, professora de sua filha. Ahmad, que acabou de se separar da esposa alemã e gostaria de começar uma nova vida com uma iraniana, vê em Elly a mulher perfeita. No dia seguinte, no entanto, ela desaparece misteriosamente. O clima entre os amigos torna-se amargo e acusatório e eles iniciam uma pequena investigação para descobrir o paradeiro da moça. É um filme iraniano que serve para desmistificar que todos são terroristas ou primitivos obrigando as mulheres a cobrir a cabeça. Se não fosse por esse detalhe o filme poderia passar em quaisquer pais. O filme mostra o quanto seus personagens podem ser doces e machistas como qualquer um, são humanos nas suas mentiras bem intencionadas, com suas mulheres retrucandas com seus maridos, coisa impensada por nós ocidentais que a consideramos submissas. Nada diferente do conhecemos nossas relações familiares onde as mulheres arrumam a casa recém alugada na praia enquanto os homens batem papo no quintal.</p>
<p>Faz um filme de suspense de altíssima qualidade, deixando os espectadores tensos em seus 119 minutos de exibição. Direção: Asghar Farhadi. Com Taraneh Alidousti, Golshifteh Farahani, Mani Haghighi, Shahab Hosseini, Merila Zarei, Peyman Moadi, Rana Azadivar, Ahmad Mehranfar, Sabe Abar.</p>
<p><strong>Feliz Ano Novo!</strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</p>
<p>*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>&quot;Lula, O Filho do Brasil&quot;</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 09:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[O Filho do Brasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem o filme "Lula, O Filho do Brasil" foi apresentado à imprensa paulista. Estavam presentes, o diretor Fábio Barreto, Gloria Pires que faz dona Lindu, mãe do Lula e Rui Ricardo Diaz, como Lula em seu primeiro trabalho no cinema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Ontem o filme &#8220;Lula, O Filho do Brasil&#8221; foi apresentado à imprensa paulista. Estavam presentes, o diretor Fábio Barreto, Gloria Pires que faz dona Lindu, mãe do Lula e Rui Ricardo Diaz, como Lula em seu primeiro trabalho no cinema. O filme é baseado no livro de Denise Paraná, &#8220;A História de Lula o Filho do Brasil&#8221;.  John Ford, diretor de cinema norte americano, dizia que era melhor filmar a lenda que o real, neste filme a realidade supera a ficção. A história do Brasil é o panorama de fundo que ao lado da mãe dona Lindu, formou a personalidade do Lula. É trágico ver que milhões de retirantes nordestinos deixaram sua cidade, sua vida para buscar uma melhor qualidade de vida. A vida de retirante foi muito bem tratada no poema “Morte Vida Severina&#8221; de João de Melo Neto. O Brasil se industrializava e essa industrialização era esperança de muitos retirantes para uma melhor vida. Coincidência ou não ao final do poema do João Cabral quando Severino pensa em dar o fim na sua vida aparecem duas ciganas para ler a sorte de um menino que nasce e vê essa nova criatura brincando em um barro. Severino vê nessa visão a triste vida dos catadores de caranguejo,mas uma das ciganas corrige, é a graxa da fábrica que o menino vai trabalhar quando moço. A SUDENE-Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste foi criada para industrializar o nordeste e manter seus filhos no campo e todos estavam esperançosos. No filme o aprendiz de torneiro mecânico suja as mãos de graxa, suja o macacão e chega em casa orgulhoso de sua vestimenta de trabalho manchada.  Já distante das greves, do final dos anos 70 é possível dizer à importância que foram essas greves. Se a morte de Wladimir Herzog fez a classe média ver que a ditadura batia ensandecida a sua porta, a greve do ABC destruiu os pilares da ditadura. Naquela época os sindicatos eram atrelados ao governo esse rompimento destruiu os muros de Jericó tão apodrecidos. No início de sua jornada como líder sindical se oporia ao trabalho que a esquerda organizada no sindicato. Quem atuava no sindicato era o partidão (Partido Comunista Brasileiro) que substituía a vontade dos trabalhadores pela a do partido. Isso daria mais legitimidade ao líder que atendia a voz dos operários. Isso levou a alguns segmentos da esquerda em achar que ele tinha sido colocado pela ditadura para manobrar os trabalhadores. A primeira greve foi despolitizada. O que motivou a greve foi o bolso. Eles queriam 30 por cento de aumento. A greve era por melhoria salarial. Até então não havia negociação. O presidente do sindicato era informado de quanto seria a reposição salarial e sempre abaixo da inflação. Com a greve essa relação foi quebrada.  Lula fazia questão de não deixar intelectuais, movimentos de esquerda e estudantes de se intrometerem no sindicato. Esse segmento via no movimento sindical a redenção. Só na criação do Partido dos Trabalhadores é que trabalharão juntos.  Fica claro no filme o quanto a mãe, dona Lindu, foi importante. O respeito por uma mãe que luta para que os filhos tenham estudo mostra que foi forte na formação do Lula e mais ainda quando a mãe insistentemente diz ao filho para teimar, perseverar e ter paciência que a as coisas acontecem. Tanto Gloria, como dona Lindu, quanto Rui como Lula, são o melhor do filme. Gloria deixa de ser a atriz de novela para ser verdadeiramente uma mãe retirante. E Rui faz um Lula muito convicto do que quer.  O filme termina no início dos anos 80 quando Lula parte para formar a CONCLAT &#8211; Conferência das Classes Trabalhadoras, uma tentativa de formar uma única direção sindical que acabou dano na CUT- Central Única dos Trabalhadores e depois forma o PT &#8211; Partido dos Trabalhadores, onde o trabalhadores pudessem decidir seu destino.  Na coletiva o diretor Fábio Barreto diz que a idéia do filme surgiu em 2003, mas só agora conseguiram amealhar recursos para a produção sem precisar de leis do incentivo e isso tira o caráter eleitoreiro. Afinal está lá, a história de um retirante assim como outros que se transformaram em filme como Lech Walessa, operário alemão que foi presidente da Polônia.  Um filme que estimula a não desistir.  Afinal ir ao cinema é deixar a vida em suspenso e se envolver em outra história.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lazaro de Oliveira</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</div>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula_o_filho_do_brasil_xlg.png"></a></p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula_o_filho_do_brasil_xlg.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3728" title="lula_o_filho_do_brasil_xlg" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula_o_filho_do_brasil_xlg-150x150.png" alt="lula_o_filho_do_brasil_xlg" width="150" height="150" /></a>Ontem o filme &#8220;<strong>Lula, O Filho do Brasil</strong>&#8221; foi apresentado à imprensa paulista. Estavam presentes, o diretor Fábio Barreto, Gloria Pires que faz dona Lindu, mãe do Lula e Rui Ricardo Diaz, como Lula em seu primeiro trabalho no cinema. O filme é baseado no livro de Denise Paraná, &#8220;A História de Lula o Filho do Brasil&#8221;.  John Ford, diretor de cinema norte americano, dizia que era melhor filmar a lenda que o real, neste filme a realidade supera a ficção. A história do Brasil é o panorama de fundo que ao lado da mãe dona Lindu, formou a personalidade do Lula. É trágico ver que milhões de retirantes nordestinos deixaram sua cidade, sua vida para buscar uma melhor qualidade de vida. A vida de retirante foi muito bem tratada no poema “Morte Vida Severina&#8221; de João de Melo Neto. O Brasil se industrializava e essa industrialização era esperança de muitos retirantes para uma melhor vida. Coincidência ou não ao final do poema do João Cabral quando Severino pensa em dar o fim na sua vida aparecem duas ciganas para ler a sorte de um menino que nasce e vê essa nova criatura brincando em um barro. Severino vê nessa visão a triste vida dos catadores de caranguejo,mas uma das ciganas corrige, é a graxa da fábrica que o menino vai trabalhar quando moço. A SUDENE-Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste foi criada para industrializar o nordeste e manter seus filhos no campo e todos estavam esperançosos. No filme o aprendiz de torneiro mecânico suja as mãos de graxa, suja o macacão e chega em casa orgulhoso de sua vestimenta de trabalho manchada.  Já distante das greves, do final dos anos 70 é possível dizer à importância que foram essas greves. Se a morte de Wladimir Herzog fez a classe média ver que a ditadura batia ensandecida a sua porta, a greve do ABC destruiu os pilares da ditadura. Naquela época os sindicatos eram atrelados ao governo esse rompimento destruiu os muros de Jericó tão apodrecidos. No início de sua jornada como líder sindical se oporia ao trabalho que a esquerda organizada no sindicato. Quem atuava no sindicato era o partidão (Partido Comunista Brasileiro) que substituía a vontade dos trabalhadores pela a do partido. Isso daria mais legitimidade ao líder que atendia a voz dos operários. Isso levou a alguns segmentos da esquerda em achar que ele tinha sido colocado pela ditadura para manobrar os trabalhadores. A primeira greve foi despolitizada. O que motivou a greve foi o bolso. Eles queriam 30 por cento de aumento.<a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/postBlog651.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-3730" title="postBlog651" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/postBlog651-150x150.jpg" alt="postBlog651" width="150" height="150" /></a> A greve era por melhoria salarial. Até então não havia negociação. O presidente do sindicato era informado de quanto seria a reposição salarial e sempre abaixo da inflação. Com a greve essa relação foi quebrada.  Lula fazia questão de não deixar intelectuais, movimentos de esquerda e estudantes de se intrometerem no sindicato. Esse segmento via no movimento sindical a redenção. Só na criação do Partido dos Trabalhadores é que trabalharão juntos.  Fica claro no filme o quanto a mãe, dona Lindu, foi importante. O respeito por uma mãe que luta para que os filhos tenham estudo mostra que foi forte na formação do Lula e mais ainda quando a mãe insistentemente diz ao filho para teimar, perseverar e ter paciência que a as coisas acontecem.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lulaM.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-3731" title="lulaM" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lulaM-150x150.jpg" alt="lulaM" width="150" height="150" /></a>Tanto Gloria, como dona Lindu, quanto Rui como Lula, são o melhor do filme. Gloria deixa de ser a atriz de novela para ser verdadeiramente uma mãe retirante. E Rui faz um Lula muito convicto do que quer.  O filme termina no início dos anos 80 quando Lula parte para formar a CONCLAT &#8211; Conferência das Classes Trabalhadoras, uma tentativa de formar uma única direção sindical que acabou dano na CUT- Central Única dos Trabalhadores e depois forma o PT &#8211; Partido dos Trabalhadores, onde o trabalhadores pudessem decidir seu destino.  Na coletiva o diretor Fábio Barreto diz que a idéia do filme surgiu em 2003, mas só agora conseguiram amealhar recursos para a produção sem precisar de leis do incentivo e isso tira o caráter eleitoreiro. Afinal está lá, a história de um retirante assim como outros que se transformaram em filme como Lech Walessa, operário alemão que foi presidente da Polônia.  Um filme que estimula a não desistir.  Afinal ir ao cinema é deixar a vida em suspenso e se envolver em outra história.</p>
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<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</p>
<p>*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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