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	<title>Aviso em Dois &#187; juros</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Mitologia Econômica</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Mar 2012 14:57:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Investimento é de médio/longo prazo, isso é que estimula naturalmente investimentos na produção e que ajuda os agentes econômicos a projetar seus empreendimentos com maior segurança.
Privilegiar o curto prazo é o motivo de o Brasil não ter uma curva de juros consistente. Texto publicado em 19/03/2009


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			<content:encoded><![CDATA[<p>As recentes discussões no Brasil acerca de mudanças nas regras da remuneração da poupança e o anúncio nesta quarta-feira do banco central americano informando que nos próximos seis meses vai comprar até US$ 300 bilhões em títulos de longo prazo do governo, o que não fez nas últimas quatro décadas, e que também irá ampliar as compras de dívidas lastreadas em hipotecas, me levou a uma reflexão a respeito das teorias e práticas econômicas aqui no Brasil.</p>
<p>Não vou comentar a respeito do que pode mudar na forma de remunerar os recursos da poupança antes que saiba o que de fato será alterado. No entanto os argumentos de economistas e analistas renomados justificando o pedido de mudanças me chamaram muito a atenção.<br />
O argumento mais utilizado é de que se a taxa selic continuar a cair em breve os rendimentos da poupança irão superar os rendimentos dos fundos de investimentos, irá ocorrer uma migração dos fundos para a poupança, com resgate nas cotas os fundos e os bancos não comprarão mais títulos públicos e o governo encontrará dificuldades para rolagem da dívida pública.<br />
Puro mito.</p>
<p>No caso dos fundos é preciso lembrar que são condomínios administrados por síndicos (gestores) e que cabe ao síndico zelar pelo patrimônio do condômino (cotista), rentabilizando com o menor risco possível suas aplicações financeiras.<br />
Se as taxas dos títulos públicos recuam ou aumentam cabe ao administrador otimizar a rentabilidade dentro do que se apresenta a realidade do mercado, restando poucas alternativas de aplicações com retorno e risco baixo como os títulos públicos federais.<br />
Sendo assim é uma falácia dizer que o recuo mais vigoroso na taxa selic provoca uma fuga dos títulos do governo. Os administradores precisam de lastro (títulos pra vincular aplicações da carteira) seguro e com liquidez.<br />
Mito também é o argumento de que o governo gasta demais, que a divída pública é muito alta e por isso existe o risco de default, pois não é possível que depois que o todo poderoso banco do mundo, Citibank, beijou a lona e foi praticamente estatizado pelo estado ainda exista quem acredite que o risco público seja maior que o risco privado nas atuais condições.</p>
<p>No passado o argumento mais usado para a taxa básica não recuar muito era o de que haveria fuga para o consumo, para ativos reais e dólar, provocando assim aumento da inflação.<br />
Acontece que a inflação como ela é medida no mundo todo, em média, não inclui o preço dos ativos financeiros. Por diversas razões tais inflações medidas se acomodaram em índices muito baixos, os ativos disparam pra cima e as chamadas políticas monetárias foram pro espaço.<br />
Meta de inflação virou Meta de Ficção.</p>
<p>Acredito que o banco central americano já está tomando outros caminhos quando decidiu não só manter a taxa de juros entre zero e 0,25% como também comprar títulos de sua emissão e títulos vinculados a hipotecas e injetar mais dinheiro na economia.</p>
<p>No Brasil o Banco Central libera compulsório, os bancos compram títulos públicos e o dinheiro acaba não circulando na economia real.<br />
Meta de inflação com taxa de curto prazo carimbada só traz conforto para as aplicações de curto prazo, quando na verdade o curto prazo deveria ter é desconforto, render menos, ser penalizado. O longo prazo é quem deveria ser beneficiado.</p>
<p>Investimento é de médio/longo prazo, isso é que estimula naturalmente investimentos na produção e que ajuda os agentes econômicos a projetar seus empreendimentos com maior segurança.<br />
Privilegiar o curto prazo é o motivo de o Brasil não ter uma curva de juros consistente e determinada pelo rendimento do maior ativo emitido, o título público.</p>
<p>Essa é a realidade, no mais, argumentos para não termos juros civilizados não passam de tentativas de propagar mitos econômicos.<br />
E os mitos são linguagens imagísticas dos princípios que mostram a origem de instituições, de hábitos, lógica de uma gesta e economia de encontros.</p>
<p>Não se pode admitir que numa época de ebulição econômica, velhos paradigmas que se mostraram ineficientes impeçam as inovações.</p>
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		<title>Juros no Brasil voltam a subir</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/juros-no-brasil-voltam-a-subir/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 09:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
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		<description><![CDATA[Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas. Texto publicado em 12/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dispense alguns minutos de sua atenção e entenda o raciocínio simples e objetivo:</p>
<p>Quando o investidor brasileiro se dirige a uma agência bancária ou liga para seu consultor de investimentos para saber como andam os rendimentos das aplicações financeiras, logo recebe as seguintes respostas: aplicação 1 está dando 90% do CDI, a 2 tem dado mais que 100% chegando muitas vezes a 100,50/101%, a outra 3 tem maior risco e ultimamente, com essa incerteza do mercado tem dado 85%, mas já chegou a render 110%. Sempre um percentual do CDI.<br />
Não é assim?</p>
<p>Pois então. Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas.<br />
Para facilitar o raciocínio, imaginemos que toda aplicação financeira feita por qualquer investidor, renda a taxa “privilegiada” que as grandes quantias financeiras rendem, ou seja, 100% do CDI. Que espetáculo!<br />
Agora vamos à notícia publicada logo após o corte de 1,50% ao ano na taxa básica de juros (Selic):<br />
Bancos anunciam redução de juros após corte da Selic</p>
<p>Diferentes bancos anunciaram redução nos juros para seus clientes logo após a decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto.</p>
<p>O Banco do Brasil anunciou redução dos encargos financeiros em diversas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e às empresas. As novas taxas serão válidas a partir desta sexta-feira, dia 13.</p>
<p>Nas linhas de crédito fixo e rotativo destinadas às pessoas físicas foram reduzidas as taxas de diversos produtos. No cheque especial, a taxa máxima passou de 7,91% ao mês para 7,85%.</p>
<p>No crédito para material de construção, as taxas para os prazos de 2 a 24 meses, passaram de 1,78% a 2,53% ao mês para 1,74% a 2,51% ao mês.</p>
<p>Itaú<br />
O Itaú informou que fará reduções a partir de segunda-feira, dia 16. Serão beneficiados os clientes que utilizam o empréstimo pessoal parcelado (Crediário Automático para PF e Giropré PJ) e cheque especial.</p>
<p>Os juros do cheque especial para pessoa física no Itaú vão de 8,87% para 8,75% ao mês. No crédito automático, cai de 7,01% para 6,89% ao mês.</p>
<p>Unibanco<br />
O Unibanco, que se fundiu com o Itaú, também informou que vai reduzir, a partir do dia 16, a taxa máxima cobrada no crédito pessoal parcelado (CPP) e no cheque especial para pessoa física.</p>
<p>A redução será de 0,12 ponto percentual sobre as taxas mensais, o que corresponde ao repasse integral do corte de 1,5 ponto percentual efetuado na Selic, que é anual.</p>
<p>Bradesco<br />
O Bradesco informou que cobrará novas taxas já a partir desta quinta-feira.</p>
<p>O banco diminuiu os juros das operações de cheque especial, crédito pessoal, CDC para veículos, leasing de veículos, capital de giro, antecipação de recebíveis e conta garantida. As reduções vão de 0,05 a 0,12 ponto percentual por mês.</p>
<p>Santander e Real<br />
O Grupo Santander Brasil, que reúne os Bancos Santander e Real, também vai reduzir suas taxas de crédito pessoal, cheque especial, crédito consignado e cartões de crédito. Isso representará uma redução mensal entre 0,13% a 0,15% nas taxas cobradas atualmente.</p>
<p>A taxa de cheque especial baixará de 9,70% para 9,57% ao mês, a taxa máxima de crédito pessoal será<br />
reduzida de 6,36% para 6,23% ao mês e a taxa mínima do consignado, de 1,65% para 1,52% ao mês. O cartão de crédito Santander Internacional baixará de 12,85% para 12,70% ao mês.</p>
<p>Convertendo tudo para CDI as taxas ficariam assim:<br />
Na aplicação não muda nada, quem antes recebia 100% do CDI, 12,75% ao ano, irá receber 11,25% que será a taxa do CDI e, portanto 100% do CDI.<br />
Condensando a notícia em apenas três exemplos e convertendo a taxa anual do CDI para taxa mensal do CDI praticado teremos:<br />
O Banco do Brasil reduziu a taxa máxima do cheque especial de 7,91% (687,03% do CDI) para 7,85% (779,68% do CDI) ao mês.<br />
Os juros do cheque especial no Itaú vão de 8,87% (782,55% do CDI) para 8,75% ao mês (880,53% do CDI)<br />
Santander e Real a taxa mínima do empréstimo consignado passará de 1,65% (164,17% do CDI) para 1,52% (170,33% do CDI) ao mês e a taxa do cheque especial passará de 9,70% (865,14% do CDI) para 9,57% (972,42% do CDI) ao mês.</p>
<p>Os juros que valem de fato para a economia caíram ou subiram?<br />
A matemática está ai. Feita a conversão, as taxas de empréstimos dos bancos subiram no percentual do CDI.<br />
Se captar a taxa flutuante (CDI) é bom para as instituições porque o público investidor não consegue tomar emprestado no mesmo referencial?<br />
Ou, se a taxa de empréstimo das instituições é sempre pré-fixada, porque o investidor encontra tanta dificuldade para aplicar em pré-fixado?<br />
Além de tomar em indexado e aplicar em pré-fixado com os juros declinantes ser um excelente negócio, ajuda a mascarar o tamanho do spread bancário.<br />
Quando os juros estão subindo o sistema continua o mesmo, a diferença é que a taxa de empréstimos, pré-fixada, sobe muito mais ainda.</p>
<p>Que pais é este?<br />
Com a palavra você, caro leitor.</p>
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		<title>Desinformação ou maquiavelismo?</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/desinformacao-ou-maquiavelismo/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 02:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado. Texto publicado em 05/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento econômico brasileiro nos últimos anos e o rápido avanço do mercado financeiro e seus produtos de aplicação financeira, aliados a uma política monetária passiva, trouxe uma dos maiores absurdos em termos de conceito sobre a modalidade chamada Renda Fixa.<br />
Não bastasse o fato de o noticiário econômico considerar alterações de mercado quase que somente as variações da bolsa de valores e a cotação da moeda americana, a definição das aplicações em Renda Fixa são totalmente distorcidas e com isso o investidor muito mal informado.<br />
É preciso deixar bem claro, mais uma vez, o conceito de Renda Fixa: rendimentos prefixados são aqueles cuja rentabilidade (nominal) o investidor conhece previamente, sendo a taxa de retorno e o prazo, acertados previamente no momento da aplicação. Fundo de Renda Fixa, aplicação vinculada ao DI, Fundo DI, CDB com taxa flutuante não são Renda Fixa porque seus rendimentos são variáveis.<br />
Sendo assim, porque muitos analistas ditos especialistas e toda mídia econômica insistem em desinformar o público investidor dizendo que as aplicações em Renda Fixa em determinado período, normalmente de um mês, rendeu x% do CDI ou a acumulação da taxa diária do CDI em determinado período rendeu y%?<br />
A verdade é que essa desinformação é disseminada pelo simples fato da captação de recursos do investidor, pelos bancos e fundos de investimentos, terem como referência de rendimento a chamada taxa diária do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, média da taxa de juros praticada nas operações de um dia na troca de reservas entre os bancos).<br />
Sempre que um investidor consulta um “especialista” para saber onde deve investir com segurança e liquidez que não seja na bolsa de valores a resposta invariavelmente é para aplicar em um fundo ou CBD indexados. Título público é deixado de lado, pois além de ser um concorrente (governo) na captação de recursos não tem taxa de administração na venda direta ao médio e grande investidor. O pequeno investidor paga taxa de custódia pequena, 0,50% ao ano, e de administração de acordo com seu agente corretor no Tesouro Direto.<br />
Título público federal só é oferecido ao investidor em condições justas de mercado, através do Tesouro Direto, o restante da emissão, 98%, vai para os agentes econômicos terem como garantia e lastro de suas operações. Assim a dívida pública federal fica sem liquidez e seu custo de emissão maior.<br />
Sendo a taxa de referência na captação o CDI, quanto menor seu rendimento, maior o spread (diferença de taxa) de ganho na ponta aplicadora e maior controle e indexação de curto prazo dos recursos captados. Isso explica porque quase 90% das aplicações financeiras no Brasil usam este indexador e porque em um período de desconfiança nos agentes econômicos como o de hoje, estranhamente a taxa de juros do indexador não está muito acima da taxa selic praticada, já que a selic é vinculado ao rendimento dos títulos do governo, risco público, e o CDI ao risco privado. As experiências anteriores e a atual mostram que o risco privado é infinitamente maior que o risco público, pois em intervenções buscando o restabelecimento da confiança dos mercados, sempre é o público quem socorre o privado.<br />
Exemplo a se observar na percepção do risco privado versus o risco público atualmente é que o Banco Central do Brasil liberou recursos dos depósitos compulsórios dos bancos para aumentar a liquidez e os empréstimos bancários, e esses bancos correram comprar títulos públicos federais com o dinheiro liberado.<br />
Se as aplicações financeiras, na prática estão totalmente indexadas, os efeitos de um aumento ou redução na taxa selic ditada pelo Copom são muito pequenos na alocação dos ativos financeiros e a política monetária assim, cada vez mais passiva.<br />
Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado.<br />
Espero que essa crise financeira atual propicie uma reflexão por parte daqueles que comandam a política monetária no Brasil, repensando o atual modelo utilizado e seus efeitos de fato na economia. Que o investidor tenha informações mais transparentes e maior e melhor acesso as aplicações financeiras.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-21/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-21/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 15:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Mercados devem viver mais uma semana de sentimento bipolar, oscilando entre a depressão de constatar a debilidade nas principais economias com períodos breves de euforia marcados por atuações de autoridades monetárias em socorro ao sistema bancário de alguns países da Zona do Euro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Mercados devem viver mais uma semana de sentimento bipolar, oscilando entre a depressão de constatar a debilidade nas principais economias com períodos breves de euforia marcados por atuações de autoridades monetárias em socorro ao sistema bancário de alguns países da Zona do Euro.<br />
No Brasil o Banco Central pressionado para justificar ainda a redução da taxa básica de juros na última reunião do Copom, se mostra inseguro sempre que aparece para dar entrevistas, isto por que, não levar em conta aquela velha máxima que deve caracterizar as atuações de uma autoridade monetária – “O Banco Central fala pela suas mesas”<br />
Como vem ora justificando a taxa de juros/inflação e cenário global e outras vezes mostrando preocupações com o aumento da taxa de câmbio/inflação acaba passando a sensação de insegurança. O que é péssimo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Mesmo com todo esse tiroteio contra o BC nos juros a realidade tem mostrado que além dos juros cobrados do consumidor não terem acompanhado a redução da taxa básica, a atividade econômica brasileira continua enfraquecendo e o cenário externo cada dia mais incerto.<br />
Expectativas para a semana: Redução em toda a curva.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Com medo do contagio da alta do dólar para os preços e possível aumento da inflação o Banco Central acabou atuando no mercado de câmbio além do necessário para reduzir a volatilidade, impulsionando a cotação da moeda de forma brusca para baixo.<br />
Para quem passou 3 anos tentando segurar uma queda maior o tamanho das operações de swap foi muito exagerado.<br />
Com o agravamento da crise, em especial no setor bancário europeu, é pouco provável que o fluxo financeiro volte a ficar positivo no médio prazo, assim, aos poucos a cotação voltará a subir até testar novamente o nível de atuação do BC.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,78/1,79</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: É no mercado de renda variável que mais fica evidente o sentimento bipolar dos agentes financeiros. O tamanho das ultimas variações no Ibovespa e em outras bolsas mostram o tamanho da insegurança nos mercados.<br />
O socorro ao sistema bancário europeu continua sendo mais prioritário, neste momento, que as políticas de crescimento econômico e empregos.<br />
Expectativa para a semana: 52.500/53.500</p>
<p>“Os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza, que os incomoda.” &#8211; Marquês de Maricá</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-19/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 15:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Mercados devem viver mais uma semana de sentimento bipolar, oscilando entre a depressão de constatar a debilidade nas principais economias com períodos breves de euforia marcados por atuações de autoridades monetárias em socorro ao sistema bancário de alguns países da Zona do Euro.<br />
No Brasil o Banco Central pressionado para justificar ainda a redução da taxa básica de juros na última reunião do Copom, se mostra inseguro sempre que aparece para dar entrevistas, isto por que, não levar em conta aquela velha máxima que deve caracterizar as atuações de uma autoridade monetária – “O Banco Central fala pela suas mesas”<br />
Como vem ora justificando a taxa de juros/inflação e cenário global e outras vezes mostrando preocupações com o aumento da taxa de câmbio/inflação acaba passando a sensação de insegurança. O que é péssimo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Mesmo com todo esse tiroteio contra o BC nos juros a realidade tem mostrado que além dos juros cobrados do consumidor não terem acompanhado a redução da taxa básica, a atividade econômica brasileira continua enfraquecendo e o cenário externo cada dia mais incerto.<br />
Expectativas para a semana: Redução em toda a curva.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Com medo do contagio da alta do dólar para os preços e possível aumento da inflação o Banco Central acabou atuando no mercado de câmbio além do necessário para reduzir a volatilidade, impulsionando a cotação da moeda de forma brusca para baixo.<br />
Para quem passou 3 anos tentando segurar uma queda maior o tamanho das operações de swap foi muito exagerado.<br />
Com o agravamento da crise, em especial no setor bancário europeu, é pouco provável que o fluxo financeiro volte a ficar positivo no médio prazo, assim, aos poucos a cotação voltará a subir até testar novamente o nível de atuação do BC.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,78/1,79</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: É no mercado de renda variável que mais fica evidente o sentimento bipolar dos agentes financeiros. O tamanho das ultimas variações no Ibovespa e em outras bolsas mostram o tamanho da insegurança nos mercados.<br />
O socorro ao sistema bancário europeu continua sendo mais prioritário, neste momento, que as políticas de crescimento econômico e empregos.<br />
Expectativa para a semana: 52.500/53.500</p>
<p>“Os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza, que os incomoda.” &#8211; Marquês de Maricá</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/aviso-semanal-2011-16/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/colunas/aviso-semanal-2011-16/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 20:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com uma semana de agenda sem muitos dados significativos nos EUA, as atenções do mercado irão se voltar esta semana para os problemas das dívidas nos países da Zona do Euro, em especial Grécia e Itália]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Com uma semana de agenda sem muitos dados significativos nos EUA, as atenções do mercado irão se voltar esta semana para os problemas das dívidas nos países da Zona do Euro, em especial Grécia e Itália.<br />
Quando o mundo financeiro desloca o foco para a continente europeu logo percebe que os problemas fiscais em alguns países não serão resolvidos sem fortes ajustes fiscais e principalmente sem crescimento econômico robusto. Como uma coisa não combina com a outra, já que os ajustes acabam impedindo o crescimento, a crise dá demonstrações que será longa e dolorosa.<br />
Mercados buscam a todo o momento motivos que apaguem da memória do investidor o sentimento de que as principais economias estão caminhando para um beco sem saída. Qualquer notícia positiva acaba provocando um movimento muito mais de alívio que mudança para fundamento positivo. O mote do mercado hoje é: Duas no cravo e uma na ferradura.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Com o desenrolar, ou com o enrolar da crise européia e as evidências que a economia americana não irá se recuperar tão cedo aquele chamado “consenso de mercado” está sucumbindo as evidencias do mercado externo e de uma desaceleração maior da economia brasileira. Mercado caiu a ficha e os juros passaram a recuar bastante, no entanto a subida da moeda americana pode dar um pequeno fôlego a continuidade da queda nesta semana.<br />
Expectativa para a semana: Estabilidade nos vencimentos mais curtos da curva e alta nos mais longos.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Demorou, mas o mercado de divisas acabou tomando o caminho que as conseqüências da crise externa vêm traçando.<br />
As medidas de restrição a entrada de dólares no Brasil que vinham sendo tomadas pela autoridade monetária, neste momento de inversão de fluxo irão acabar provocando alta na cotação muito além das condições normais de mercado<br />
A expectativa de fechamento a semana: R$ 1,73/1,74 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: As condições favoráveis da economia brasileira poderiam ensejar uma condição muito favorável diante do quadro de incertezas nas principais economias do planeta, servindo de porto seguro para o capital internacional que deseja correrem menores riscos e maiores retornos em empresas sólidas como a maioria que compõem a Bovespa.<br />
Porém o crescimento econômico brasileiro, PIB, projeto pelos agentes irá surpreender negativamente. Esta coluna tem expectativas concretas que o PIB brasileiro não alcança os 3% de crescimento no ano de 2.011 e isso acaba trazendo menor demanda por ações das empresas listadas em bolsa.<br />
Expectativa para a semana: 55.000/56.000</p>
<p><strong>Mercado de grãos<br />
</strong>Ontem, dia 12, foi divulgado o relatório mensal do USDA sobre a safra 2011/12. Os números e a expectativa do mercado explicam as variações no dia. Primeiros contratos de soja e milho fecharam respectivamente com -2,16% e +1,22%.<br />
Já era esperada pelo mercado uma redução do rendimento do milho e da soja. Milho veio abaixo do esperado, sinal fortemente altista, enquanto soja não só veio bem acima do aguardado pelo mercado, como veio acima do número do relatório anterior.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="436">
<tbody>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"> </td>
<td colspan="2" width="132" valign="bottom"><strong>SOJA</strong></td>
<td colspan="2" width="142" valign="bottom"><strong>MILHO</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"> </td>
<td width="66" valign="bottom"><strong>Prod (1)</strong></td>
<td width="66" valign="bottom"><strong>Rend (2)</strong></td>
<td width="76" valign="bottom"><strong>Prod (1)</strong></td>
<td width="66" valign="bottom"><strong>Rend (2)</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>Lanworth</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">2,969</td>
<td width="66" valign="bottom">40,00</td>
<td width="76" valign="bottom">12,022</td>
<td width="66" valign="bottom">143,30</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>Informa</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">3,061</td>
<td width="66" valign="bottom">41,50</td>
<td width="76" valign="bottom">12,711</td>
<td width="66" valign="bottom">151,00</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>FCStone</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">3,030</td>
<td width="66" valign="bottom">41,05</td>
<td width="76" valign="bottom">12,350</td>
<td width="66" valign="bottom">146,30</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>Crop Tour</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">3,083</td>
<td width="66" valign="bottom">41,80</td>
<td width="76" valign="bottom">12,484</td>
<td width="66" valign="bottom">147,90</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>Allendale</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">3,007</td>
<td width="66" valign="bottom">40,70</td>
<td width="76" valign="bottom">12,466</td>
<td width="66" valign="bottom">147,70</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>US Weather Service</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">2,924</td>
<td width="66" valign="bottom">40,30</td>
<td width="76" valign="bottom">11,913</td>
<td width="66" valign="bottom">145,20</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>USDA ago</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">3,056</td>
<td width="66" valign="bottom">41,40</td>
<td width="76" valign="bottom">12,914</td>
<td width="66" valign="bottom">153,00</td>
</tr>
<tr>
<td width="162" valign="bottom"><strong>USDA set</strong></td>
<td width="66" valign="bottom">3,085</td>
<td width="66" valign="bottom">41,80</td>
<td width="76" valign="bottom">12,497</td>
<td width="66" valign="bottom">148,10</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5" width="436" valign="bottom">(1) bilhões de bushels</td>
</tr>
<tr>
<td colspan="5" width="436" valign="bottom">(2) bushels por acre</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O que é de estranhar neste relatório é o rendimento da soja. O próprio USDA divulga um relatório semanal na segunda-feira da qualidade da safra. E os percentuais de bom a excelente são cada vez menores. Ontem por exemplo, o milho aumento sua qualidade em 1% em relação à semana passada, indo para 53% (enquanto ano passado na mesma semana era de 68% e a média histórica de 5 anos em 64,4%). Para o caso da soja, manteve-se estável em 56% (contra 63% em 2010, e 61% na média).<br />
De novidades, temos também o USDA estimando em 5 milhões de toneladas as importações de milho pela China em 2012, sendo que até esta semana de 2011, o país importou 282,36 mil toneladas.</p>
<p>&#8220;Quando minha escolha é consciente, nenhuma repercussão me assusta. Quando não é, qualquer comentário me balança.&#8221; José Eustáquio</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p><strong>Waldir Kiel e colaborador</strong></p>
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		<item>
		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-15/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[expectativas de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de grãos]]></category>

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		<description><![CDATA[A pedidos voltamos com nossas expectativas para a semana nos juros, dólar, câmbio, bolsa de valores e agora também com uma novidade avaliação do mercado de grãos (soja e milho)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.<br />
No Brasil o Banco central ao baixar a taxa básica de juros em 0,50% provocou um intenso debate em torno de sua autonomia, já que para alguns analistas de mercado a redução da taxa foi uma atitude política decidida pelo Palácio do Planalto.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Depois de muito tempo o Banco Central do Brasil, enfim, decidiu baseado em expectativas econômicas externas e internas realistas, tomar uma atitude totalmente independente dos anseios dos agentes do mercado financeiro. Esta atitude acabou provocando uma gritaria geral totalmente injustificada tecnicamente.<br />
Expectativas para a semana: Continuidade da queda em toda a curva futura.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O agravamento do cenário externo e as projeções de menor crescimento do PIB acabam naturalmente arrefecendo o fluxo positivo de dólares para o país. As medidas restritivas, como o IOF e limitações de posições vendidas contribuem para uma alta maior nas cotações quando o movimento de reverte para saída, assim todo cuidado na venda é necessário.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores:</strong> Mesmo o Brasil estando em uma posição muito mais confortável que na crise de 2.008 acabará sendo afetado pela movimentação de vendas em ativos de risco no mercado global.<br />
As projeções de um crescimento econômico menor também contribuem para um cenário de incertezas na Bovespa.<br />
A volatilidade dos últimos dias é prova cabal que o momento não é favorável a aplicações em renda variável.<br />
Expectativa para a semana: 55.000/56.000</p>
<p><strong>Mercado de grãos</strong>: Fundamentos permanecem altistas. Agências privadas continuam estimando rendimentos de soja e milho abaixo dos níveis do relatório de agosto do USDA de 41,40 e 153,00 bushels por acre. Relação estoque-uso está para ambos está levemente acima de 7,0%, mas as perspectivas para os estoques finais apontam para níveis de racionamento nos EUA.</p>
<p>Países que não costumam importar do Brasil começaram a fazer pedidos. Isto causa estranhamento, pois o Brasil está na época de entressafra e os EUA no início da safra, apontando para a falta de produto nos EUA. Esta semana que passou houve cancelamentos de embarques dos EUA, o que indica o quão apertado está a oferta em relação à demanda.</p>
<p>Chineses devem importar significativamente em setembro e outubro, mas cabe avaliar se os níveis de preços atuais são sustentáveis. Pode-se dizer que sim, pois a margem de esmagamento da China pela primeira no ano vez ficou positiva para a soja norte-americana.</p>
<p>Soja no Brasil está mais de 80% comercializada, sendo percentual maior para os Estados centro-oeste, e menor, para o sul do país. A falta do grão aponta para o início do fortalecimento dos prêmios – o movimento sazonal foi tardio neste ano por conta da abrupta subida dos preços em Chicago.</p>
<p>A volatilidade para ambas as commodities nos EUA deve se arrefecer, uma vez que o milho já está pronto para ser colhido e já estamos em meados de setembro, isto é, o mercado climático para soja está terminando.</p>
<p>&#8220;Sua viagem para a realização é impulsionada pelos objetivos que você determina ao longo do caminho.&#8221; Chérie Carter-Scott</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p><strong>Waldir Kiel e Colaborador</strong></p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-17/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-17/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[expectativas de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de grãos]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.<br />
No Brasil o Banco central ao baixar a taxa básica de juros em 0,50% provocou um intenso debate em torno de sua autonomia, já que para alguns analistas de mercado a redução da taxa foi uma atitude política decidida pelo Palácio do Planalto.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Depois de muito tempo o Banco Central do Brasil, enfim, decidiu baseado em expectativas econômicas externas e internas realistas, tomar uma atitude totalmente independente dos anseios dos agentes do mercado financeiro. Esta atitude acabou provocando uma gritaria geral totalmente injustificada tecnicamente.<br />
Expectativas para a semana: Continuidade da queda em toda a curva futura.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O agravamento do cenário externo e as projeções de menor crescimento do PIB acabam naturalmente arrefecendo o fluxo positivo de dólares para o país. As medidas restritivas, como o IOF e limitações de posições vendidas contribuem para uma alta maior nas cotações quando o movimento de reverte para saída, assim todo cuidado na venda é necessário.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Mesmo o Brasil estando em uma posição muito mais confortável que na crise de 2.008 acabará sendo afetado pela movimentação de vendas em ativos de risco no mercado global.<br />
As projeções de um crescimento econômico menor também contribuem para um cenário de incertezas na Bovespa.<br />
A volatilidade dos últimos dias é prova cabal que o momento não é favorável a aplicações em renda variável.<br />
Expectativa para a semana: 55.000/56.000</p>
<p><strong>Mercado de grãos</strong>: Fundamentos permanecem altistas. Agências privadas continuam estimando rendimentos de soja e milho abaixo dos níveis do relatório de agosto do USDA de 41,40 e 153,00 bushels por acre. Relação estoque-uso está para ambos está levemente acima de 7,0%, mas as perspectivas para os estoques finais apontam para níveis de racionamento nos EUA.</p>
<p>Países que não costumam importar do Brasil começaram a fazer pedidos. Isto causa estranhamento, pois o Brasil está na época de entressafra e os EUA no início da safra, apontando para a falta de produto nos EUA. Esta semana que passou houve cancelamentos de embarques dos EUA, o que indica o quão apertado está a oferta em relação à demanda.</p>
<p>Chineses devem importar significativamente em setembro e outubro, mas cabe avaliar se os níveis de preços atuais são sustentáveis. Pode-se dizer que sim, pois a margem de esmagamento da China pela primeira no ano vez ficou positiva para a soja norte-americana.</p>
<p>Soja no Brasil está mais de 80% comercializada, sendo percentual maior para os Estados centro-oeste, e menor, para o sul do país. A falta do grão aponta para o início do fortalecimento dos prêmios – o movimento sazonal foi tardio neste ano por conta da abrupta subida dos preços em Chicago.</p>
<p>A volatilidade para ambas as commodities nos EUA deve se arrefecer, uma vez que o milho já está pronto para ser colhido e já estamos em meados de setembro, isto é, o mercado climático para soja está terminando.</p>
<p>&#8220;Sua viagem para a realização é impulsionada pelos objetivos que você determina ao longo do caminho.&#8221; Chérie Carter-Scott</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p><strong>Waldir Kiel e Colaborador</strong></p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-07/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-07/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 May 2011 17:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
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		<category><![CDATA[semana no mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[A esperada trégua dos mercados na semana passada de fato ocorreu, porém foi muito breve, demonstrando que os riscos em posições compradas em ativos continua se acentuando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A esperada trégua dos mercados na semana passada de fato ocorreu, porém foi muito breve, demonstrando que os riscos em posições compradas em ativos continua se acentuando.<br />
No cenário externo a junção dos problemas econômicos enfrentados pela debilidade da economia americana e européia com as manifestações de protesto por democracia, leia-se melhores condições sociais e não aos arrochos fiscais em países com dificuldades financeiras do oriente, norte da África e Europa, só tendem a agravar o quadro nebuloso que se instalou no mundo após a crise financeira de 2.008. Enquanto o setor financeiro se beneficia da forte expansão monetária provocada para solucionar a crise o desemprego e os cortes nos direitos sociais dos cidadãos vão se aprofundando.<br />
As manifestações populares iniciadas nos últimos dias na Espanha e chamadas de “primavera Espanhola” ganharam o apoio de mais de 200 cidades no país e de várias outras capitais européias rapidamente, dando proporções a um movimento que luta pela manutenção dos direitos sociais, com conseqüências imprevisíveis para os mercados no curto prazo.<br />
No front interno a economia brasileira continua dando sinais de fadiga no crescimento econômico e por conseqüência na valoração de ativos.</p>
<p><strong>Juros</strong>: As previsões de crescimento econômico mais modesto, leve aumento na taxa de desemprego, maior nível de inadimplência, redução nos preços dos combustíveis, queda nas vendas de imóveis e veículos estão jogando água na fervura dos mercados quanto a futuros aumentos na taxa básica de juros.<br />
Cenário externo cada dia mais incerto, atividade econômica brasileira em redução e inflação em queda vão levar a continuidade na redução das taxas de juros futuros.<br />
Expectativa para a semana: Continuidade das quedas, ainda com destaque para os prazos mais longos da curva.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Dados do Banco Central no último dia 13/05 mostram que depois de breve recuo o fluxo cambial em maio estava em US$ 8, 909 bilhões e que na semana anterior a 13/05 o ingresso líquido foi de US$ 5, 214 bilhões.<br />
Mesmo com todo este ingresso, que na verdade, representam dados passados, o nível de incerteza global irá elevar gradualmente a cotação da moeda norte americana frente ao real.<br />
As compras mais moderadas do BC nos últimos dias é um sinal de que a autoridade monetária já trabalha com projeções de saídas maiores.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: R$ 1,63/1,64</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O fato marcante dos últimos dias na renda variável é a dificuldade que os chamados “especialistas” estão encontrando para justificar a queda no Ibovespa, principalmente na relação com as bolsas americanas.<br />
Parece que quando se derem conta que o mercado está corrigindo os exageros nas valorizações de ativos e nas expectativas de crescimento econômico brasileiro a queda irá se aprofundar. Talvez esteja ai o momento de iniciar um processo gradual de compras.<br />
Até lá a bolsa não tem atrativos de compras.<br />
Expectativa para a semana: 61.500/62.500</p>
<p>&#8220;Aqueles que se sentem satisfeitos sentam-se e nada fazem. Os insatisfeitos são os únicos benfeitores do mundo.&#8221; Walter S. Landor</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-04/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-04/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 May 2011 03:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[expectativas para a semna]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana que passou os mercados foram demasiadamente voláteis, refletindo claramente o aumento das incertezas quanto à recuperação econômica nos EUA e Europa.
Em momentos como esse, mais que nunca, os investidores devem estar atentos as avaliações de risco/retorno e das probabilidades para o cenário futuro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Na semana que passou os mercados foram demasiadamente voláteis, refletindo claramente o aumento das incertezas quanto à recuperação econômica nos EUA e Europa.<br />
Em momentos como esse, mais que nunca, os investidores devem estar atentos as avaliações de risco/retorno e das probabilidades para o cenário futuro.<br />
Depois das demonstrações dadas nos últimos dias vale à pena correr o risco de estar posicionado em ativos que tiveram preços aumentados de forma exagerada, como as commodities e ações?<br />
E as vendas da moeda norte americana frente ao real, mesmo com a taxa de juros nas alturas ainda, ainda são relativamente seguras?<br />
Qual a probabilidade, e aí devemos descartar um pouco os cálculos matemáticos, de uma nova reversão de cenário no curto prazo?<br />
De certo, o otimismo mostrado nos últimos meses com as políticas de expansão monetária por parte dos bancos centrais não está se mostrando suficiente para gerar empregos e sustentar uma retomada constante nas principais economias capitalistas.<br />
É hora de o investidor colocar as barbas de molho.</p>
<p><strong>Juros</strong>: As quedas nos preços das principais commodities no mercado internacional, principalmente do petróleo, vieram acompanhadas de uma já esperada calmaria nos índices de inflação no Brasil.<br />
Essas notícias irão dar maior credibilidade à cautela do Banco Central no aumento da taxa básica de juros aquém das projeções do mercado financeiro.<br />
Como as taxas ainda embutem expectativas muito pessimistas é natural que elas de adéqüem a nova realidade.<br />
Expectativa para a semana: Continuidade na queda na curva de juros e em especial nos prazos mais longos</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Conforme foi comentado anteriormente nesta coluna, o acumulo das diversas pequenas medidas tomadas pelo governo para conter a queda da cotação do dólar frente ao real, em um primeiro momento serviu de amortecedor a uma redução maior no preço da moeda, no entanto, em uma mudança de expectativas elas iriam funcionar como um torniquete e potenciariam a alta.<br />
Um exemplo é o IOF alto que acaba impedido o ingresso do antigo capital de curto prazo que aliviava o fluxo de saídas.<br />
A expectativa de fechamento para a semana: R$ 1,62/1,63 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O Ibovespa ao se descolar das altas nas bolsas norte americanas foi o primeiro mercado a antecipar a redução no desempenho da economia brasileira.<br />
As medidas macro prudências e os aumentos nas taxas de juros podem ter provocado um desaquecimento econômico além do esperado pelos agentes econômicos.<br />
O aumento recente da taxa de desemprego mostrado pelo Dieese e a diminuição do otimismo empresarial e do consumidor estão dando a pauta de um crescimento econômico projetado, cada dia menor, fazendo assim da renda fixa o melhor porto seguro para as aplicações financeiras no momento.<br />
Expectativa para a semana: 62.000/63.000</p>
<p>&#8220;Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho.&#8221; Sentença russa</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
]]></content:encoded>
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