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	<title>Aviso em Dois &#187; IOF</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>No país da bola</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 07:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">No país da bola</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</div>
<p>O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</p>
<p>Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</p>
<p>As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</p>
<p>Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</p>
<p>A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</p>
<p>Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</p>
<p>É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</p>
<p>Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</p>
<p>Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</p>
<p>Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</p>
<p>Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</p>
<p>Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</p>
<p>Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</p>
<p>Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</p>
<p> </p>
<p>Por: Waldir Kiel<br />
12/11/09 &#8211; 14h05<br />
InfoMoney</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 01:54:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
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		<description><![CDATA[Mercados entraram num período de incertezas quanto à recuperação da economia real na Europa e nos EUA. Além de indicadores desencontrados a quebra do CIT (banco das PME) no dia 1ª novembro de 2009, estimando um valor de 71 bilhões de dólares, fizeram com que a euforia das emanas anteriores desse uma refreada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Mercados entraram num período de incertezas quanto à recuperação da economia real na Europa e nos EUA. Além de indicadores desencontrados a quebra do CIT (banco das PME) no dia 1ª novembro de 2009, estimando um valor de 71 bilhões de dólares, fizeram com que a euforia das emanas anteriores desse uma refreada.<br />
A economia brasileira, por outro lado, continua dando sinais claros de recuperação vigorosa, prometendo para o ano de 2010 um crescimento estimado em torno de 5% do PIB.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A alta de juros projetada pelos mercados futuros na BM&amp;F parece ter chegado ao fim, um breve recuo para a semana é o movimento mais natural a acontecer.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Nem a alíquota de 2% do IOF para o capital estrangeiro e a volatilidade e incertezas do mercado externo, foram capazes de reverter a tendência de queda da moeda norte America.<br />
A breve subida da semana passada não mostrou uma mudança de tendência, que no curto/médio prazos continua de queda.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: As incertezas no front externo se tornaram razões para justificar a tão aguarda realização no mercado de ações.<br />
Alguns papéis que tiveram destaque de alta nas últimas semanas acabaram sendo destaque negativo na Bovespa, dando oportunidade para os investidores embolsarem lucros.<br />
Esta semana curta não deve mostrar movimentos significativos, já que o mercado deve passar por um período de reavaliação e assimilação de novos cenários externos.</p>
<p>&#8220;O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.&#8221; Lao Tsé <br />
 </p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 23:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[IOF]]></category>
		<category><![CDATA[taxa básica de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[A novidade na semana passada foi à criação da alíquota de 2% de IOF para o capital estrangeiro que ingressar no Brasil para a renda fixa e renda variável (bolsa de valores). A medida foi muito bem analisada pelo nosso amigo Maximo Umiliani em seu texto, “A cereja do Bolo”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A novidade na semana passada foi à criação da alíquota de 2% de IOF para o capital estrangeiro que ingressar no Brasil para a renda fixa e renda variável (bolsa de valores). A medida foi muito bem analisada pelo nosso amigo Maximo Umiliani em seu texto, “A cereja do Bolo”.<br />
Além de tudo que o Maximo comentou, existe o fato de o IOF permitir ainda um descolamento cada vez maior do mercado americano. Descolamento à medida que o capital volátil de curto prazo terá um custo adicional para aderir à volatilidade de NY.<br />
Mercado brasileiro assimilou o novo tributo, mais rápido que se imaginava e deve continuar na sua toada otimista.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: A taxa básica de juros de 8,75% ao ano, definida pelo Copom na última quarta feira não trouxe novidades já que era consenso do mercado.<br />
As expectativas esta semana estarão calcadas na divulgação da ata do Copom e no fato de a ata consolidar as expectativas do mercado de alta na taxa de juros no futuro.<br />
Mesmo com todo o cenário favorecendo a subida é pouco provável que os juros futuros continuem pressionados para cima e uma realização, queda nas taxas, é o cenário mais provável para a semana.<br />
 <br />
<strong>Câmbio</strong>: Pelo que parece, nem mesmo o IOF será capaz de segurar a cotação da moeda norte americana frente ao real. Além do fluxo positivo, principalmente em investimentos diretos continuar forte existe a depreciação do dólar frente às demais moedas pelo mundo.<br />
O dólar, de certo, irá buscar ainda esta semana cotação abaixo do R$ 1,70.<br />
 <br />
<strong>Bolsa de Valores</strong>: A confiança na economia brasileira cada dia se firma mais e com ela o aumento do apetite por participações em empresas brasileiras também, projetando para a Bovespa patamares cada dia mais altos.<br />
Como previsto, a primeira linha nobre está recuperando a valorização perdida para outros papéis na arrancada do Ibovespa.</p>
<p>&#8220;Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.&#8221; Thomas Campbell</p>
<p> <br />
As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>A cereja do bolo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 13:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maximo Umiliani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[ADRs]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[cereja do bolo]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de capitais]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao taxar a entrada do capital estrangeiro, menos o investimento direto, com um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2%, as autoridades monetárias brasileiras sinalizaram a pretensão de achar que podem controlar o imenso fluxo de capitais e as operações arbitradas de toda ordem em diversas praças, deste mundo globalizado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao taxar a entrada do capital estrangeiro, menos o investimento direto, com um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2%, as autoridades monetárias brasileiras sinalizaram a pretensão de achar que podem controlar o imenso fluxo de capitais e as operações arbitradas de toda ordem em diversas praças, deste mundo globalizado.<br />
Pior do que alterar as regras do jogo é achar que essa idéia proveniente do mercado seja a “cereja do bolo” no controle da queda do dólar frente ao real, até mesmo porque, o ingresso de recursos não é tão grande o quanto se propaga.<br />
Vamos aos números: O total de entradas em 2009, até a segunda semana de outubro, pelo mapa do BC, foi de US$ 7, 564 bilhões pelo câmbio comercial (US$ 106,7 bilhões de exportações e US$ 99,2 bilhões de importações) e US$ 4,4 bilhões pelo financeiro (US$ 245,8 bilhões de compras para aplicação em ações, em títulos de dívida privados e do Tesouro, os investimentos de empresas estrangeiras em suas filiais; e, na mão inversa, US$ 241,4 bilhões enviados para saldar dívidas externas, investimentos de firmas nacionais, remessa de lucros.<br />
O saldo líquido dos fluxos é de US$ 11, 982 bilhões. O BC tirou por meio de leilões US$ 15, 444 bilhões, ou US$ 3,4 bilhões líquidos, o que não representa uma “enxurrada” como diz o noticiário econômico.<br />
Com o dólar perdendo valor no mundo todo, a queda no mercado brasileiro, mesmo com esse fluxo menor, está muito calcada na arbitragem de taxa de juros. Sendo assim porque é que o Banco Central não reduz a taxa básica a níveis civilizados?<br />
Em termos de fundamentos econômicos Brasil, nada muda.<br />
A mudança mais importante com essa medida está na liquidez dos mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Ficando muito mais custoso para o capital externo entrar e sair a todo o momento, e por esta razão, a partir de agora, passar a operar muito mais que antes os papéis brasileiros, ADRs, e a arbitragem de moedas e juros em NDF Reais x Dólar (Non Deliverable Forward).<br />
A liquidez será basicamente o diferencial, “a cereja do bolo”. Passado breve tempo o mercado assimila a medida e volta ao entusiasmo anterior, com dólar em queda e bolsa de valores em alta.<br />
Taxa de juros? Esse é um problema a parte, um caso de submissão econômica-cultura que o governo Lula mesmo tendo avançado nas questões sociais não conseguiu ainda remover.</p>
<p> </p>
<p><strong>Maximo Emiliani</strong> é Economista, pós-graduando em Ciências Sociais e trader</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores. O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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