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	<title>Aviso em Dois &#187; investidor</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Percepções do nosso mundo econômico</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 03:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz A. Semprini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[humor do mercado]]></category>
		<category><![CDATA[investidor]]></category>
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		<category><![CDATA[renda variável]]></category>

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		<description><![CDATA[... o semestre de 2011 já virou há três meses e continuamos vivendo de mãos dadas com a volatilidade , ora provocada pelo humor do mercado , ora por notícias e comentários preocupantes ora pelo pessimismo disseminado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos, como vão?<br />
Depois de um período de silêncio involuntário quero deixar aqui algumas percepções do nosso mundo econômico.</p>
<p>&#8230; o semestre de 2011 já virou há três meses e continuamos vivendo de mãos dadas com a volatilidade , ora provocada pelo humor do mercado , ora por notícias e comentários preocupantes ora pelo pessimismo disseminado.</p>
<p>Muito bem! Desde o ano passado a nossa bolsa vem tentando se afirmar, mas a crise americana de um lado e a da zona do euro de outro deixam os emergentes sem muita segurança.</p>
<p>Comentei que, para que o mundo revertesse esta situação, por lógica de raciocínio, era e é preciso uma interação maior das autoridades monetárias do globo na procura de uma solução nem paliativa e tão pouco auto-sustentável, uma vez que a própria globalização e suas nuances tem provocado um efeito dominó.</p>
<p>O Brasil, em linhas gerais e como um dos fortes emergentes encontra-se em uma posição estratégica advinda do seu grande mercado consumidor, mas continua precisando fazer algumas lições de casa que, a meu ver, este é um bom momento para tal, pois quando as economias atingidas começarem a se reerguerem-se, nós nos encontraremos em uma posição privilegiada.</p>
<p>O governo político ainda sofre com a corrupção e o econômico ainda insiste em alguns momentos e embora esteja fazendo um bom trabalho, vencer no grito ou na ameaça esquecendo-se que o mercado tem humor.</p>
<p>Contornamos a crise de 2008 valorizando o mercado doméstico, ganhamos grau de investimento, a renda aumentando, todavia é um trabalho que não pode ser anulado seja por pessimismo, comentários sobre a existência de possíveis bolhas e o pior o crescimento da máquina estatal. Precisamos voltar a ter a iniciativa privada maior que a iniciativa estatal, pois em pouco tempo estaremos com um grande déficit em conta, digo aí, considerando todos os componentes do PIB.</p>
<p>Acredito que em termos de macroeconomia é hora de interação. A microeconomia dos países já teve seu prejuízo que não pode se perpetuar. As resoluções não devem ser mais somente técnicas, pois conviveremos com paliativos e sim discutidas em nível maior e diplomático&#8230;</p>
<p>Enfrentamos a guerra cambial, dólar enfraquecido, real menos valorizado e o troca troca no mercado de moedas&#8230;</p>
<p>&#8230;Poderíamos nos perguntar,&#8230; e a reconstrução do Japão como está? Será que caiu no esquecimento?</p>
<p>&#8230;Em nome de Democracia paga-se um preço muito caro&#8230;! É preciso pensar não em soluções mirabolantes, mas sim na criação de meios seguros e confiáveis de crescimento.</p>
<p>Tenho em algumas vezes comentado sem medo a falta de profissionalismo ou sensatez nos mercados e este momento de conturbação que passamos encontramos alguns comportamentos peculiares.</p>
<p>Cito como exemplo recente o caso das ações da Mundial.</p>
<p>Como participante singular, mas que acompanha diariamente todo o pregão vinha observando estas ações desde o ano passado e que a partir da inclusão no NM, estas ações passaram a ter grandes valorizações bem como expressivo volume de negociação. Sabia-se que num dado momento poderia se ter uma surpresa e nisso estas ações chegaram a quase 2000%.</p>
<p>Acompanhando o livro de ofertas a força compradora sempre se manteve altiva, algumas realizações e suas respectivas retomadas. O que justificou a manipulação naquele pregão foi o fato de ter subido, depois uma leve queda e logo em seguida ir para leilão que motivou sua esplêndida desvalorização.</p>
<p>A reversão de tendência é normal! Poderia ir a zero durante o pregão de modo a oferecer condições de venda, mas nunca ir, penso eu, direto para leilão.</p>
<p>Imagine-se o enorme prejuízo provocado; encontro-me neste barco também&#8230;</p>
<p>Agora se fala na proibição da venda a descoberto, muito comum em Wall Street. Em tese seria uma forma de colocar no mercado liquidez em meio a esta estagnação.Entretanto , acho que daria margem para manipulação,.</p>
<p>Em mercados futuros é operar vendido. Este tipo de operação no mercado de ações descaracterizaria o sentido de investimento em renda variável.</p>
<p>Nas operações de hedge, onde o tempo, questões de safra, câmbio, exportação, temos este dispositivo para uma proteção.</p>
<p>Renda variável deve ser amiga do investidor!</p>
<p>Ainda temos muitos vícios&#8230;</p>
<p>Um grande abraço a todos!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Luiz A. Semprini</strong> é Engenheiro e trader</p>
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		<title>Ensaios sobre a cegueira</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2009 13:40:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Valim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[gm]]></category>
		<category><![CDATA[investidor]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
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		<category><![CDATA[oscilação]]></category>
		<category><![CDATA[vale petrobrás]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo isso ocorre porque os investidores são incapazes de agir com calma, buscar conhecimento e reflexão, buscar um feixe de luz no escuro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero começar pedindo licença a Saramago por utilizar não apenas o título de uma de suas obras, mas acima de tudo utilizar seu pensamento.</p>
<p>A cegueira por nós conhecida é algo físico, porém no livro de Saramago, bem como no filme fica claro que em muitos momentos agimos como cegos, uma cegueira que é do intelecto, algo que não apenas não vemos, não compreendemos, mas acima de tudo significa que não estamos prontos para a realidade iminente.</p>
<p>Conheço muita gente neste mercado, de traders profissionais até curiosos pelo mesmo, mantenho contato com todos, busco aprender e ensinar e de todo o amplo universo de mentes que operam neste mercado vejo uma profunda e negra nuvem que escurece os olhos e aflora os mais desesperados sentimentos.</p>
<p>Vejo a linearidade com que estratégias são desmanchadas e objetivos são esquecidos. E tudo isso ocorre porque os investidores são incapazes de agir com calma, buscar conhecimento e reflexão, buscar um feixe de luz no escuro.</p>
<p>O mercado não é algo tão simples como todo mundo tende a transformá-lo, porém fazemos parte dele querendo ou não, investindo ou não. Podemos fazer parte dele uma vez que como consumidores estamos à mercê de seus preços, mesmo sem investir em petróleo, café ou ouro, todos andamos de carro, tomamos café e usamos alianças ou outros objetos de ouro. Todos estes produtores tiveram seus preços determinados neste grande e global mercado do qual vivemos. É cego aquele que supõe não fazer parte do mercado simplesmente porque não é um investidor.</p>
<p>Mas e nós investidores, seríamos grandes sábios que vivem apenas na luz? Não vejo dessa forma, apesar de observar que muitos pensam assim. Na bolsa como em qualquer outro investimento é necessário saber três coisas: o que queremos extrair dele, como extrair e o quanto extrair.</p>
<p>Esses três fatores, ainda que não pareça, servem para qualquer investidor, qualquer perfil. Um especulador sabe muito bem essas três coisas, o objetivo é claro, a forma de se atingir ele idem e o quanto você quer retirar é tão fundamental que antecede toda a operação. Na realidade o quanto queremos extrair do mercado é o fator que todo ser humano pensa em primeiro lugar.</p>
<p>O investidor mais conservador, e sinceramente o que mais me preocupo neste momento, também leva ou deveria levar em conta estes três pontos. Para muitos deles o que eles querem extrair é uma aposentadoria, querem fazer isso correndo o menor risco possível e o quanto desejam extrair do mercado depende do estilo de vida que querem ter no futuro.</p>
<p>A cegueira começa a partir do momento que qualquer uma dessas variáveis apresente-se de forma distorcida. A maior parte não está pronta para o caos, não está pronta para o movimento que todo esse mercado global é capaz de proporcionar.</p>
<p>É incrível ver que tanta gente se desespere quando a bolsa varia pra baixo, investimos em renda variável, ela vai variar, é fundamental que varie, pois apenas assim podemos obter lucro. A mais de um século os mercados são assim… Problemas aparecem, resolvem-se e o mercado continua. Morrem empresas que precisam morrer, continua o que consegue continuar… Nascem novas empresas que irão produzir o futuro necessário.</p>
<p>Conheço muitos investidores que dizem assim: “invisto em Vale porque é uma grande empresa e jamais vai quebrar, vou investir nela até me aposentar e irei me aposentar milionário.” É estranho então observar que em menos de 2 ou 3 meses de crise todos tenham vendido, o mundo acabou, a Vale quebrou, quero me aposentar pobre.</p>
<p>A Vale está no mundo há mais tempo que grande parte de seus investidores, bem como a Petrobras. O que diríamos então de empresas como GE e Johnson&amp;Johnson nos EUA, passaram por duas guerras mundiais e todas outras que os Estados Unidos conseguiu fazer, passaram por crises, depressões, má administração… E estão vivas há mais tempo que qualquer ser humano deste planeta.</p>
<p>Se você não agüenta uma oscilação de 10, 20, 30% e prefere sair do mercado e voltar quando tudo estiver mais calmo, você não é um investidor de LP, você é um investidor de MP. Ajam dentro daquilo que realmente são, busquem o auto-conhecimento, conversem em família, conversem com assessores e sigam em frente. Não sejam cegos em um tiroteio. É fundamental saber quem você é, só assim você saberá até onde pode ir, a pior coisa que você pode fazer é descobrir isso no meio da batalha, ou pior achar que tudo o que você idealizou estava errado. O mercado vai testá-los constantemente, estejam prontos para ele.</p>
<p>Em momentos de crise como esse, quando a visão fica completamente escura, é hora de aguçar os ouvidos, o tato, sentir o aroma do ar e tomar decisões coerentes. Sejam inteligentes e acendam uma vela, produzam sua própria luz. Jamais se desesperem, a única coisa que você não vai conseguir fazer quando estiver cego é enxergar.</p>
<p><em>Rafael Valim, geógrafo e trader</em></p>
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		<title>A proposta</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/a-proposta/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 09:36:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[aviso em dois]]></category>
		<category><![CDATA[investidor]]></category>
		<category><![CDATA[proposta]]></category>

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		<description><![CDATA[A pretensão é interar a experiência de pessoas com longa vivência com a demanda de conhecimento dos investidores recém chegados no mercado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história de como surgiu o Aviso em Dois é a sustentação básica deste projeto, pois ela foi um exemplo de transparência e democratização da informação em uma época que sequer existia o advento da internet.<br />
A pretensão é interar a experiência de pessoas com longa vivência com a demanda de conhecimento dos investidores recém chegados, os de pouco tempo operando, estudantes, acadêmicos e todo aquele que tenha interesse pelo mercado financeiro, numa troca de informações que possibilitem um melhor entendimento das causas e efeitos econômicos numa nova lógica que difira do modelo atual de manipulação de hipóteses de consenso.<br />
Os Avisos serão os tópicos a serem abordados:</p>
<ul>
<li>do grafista</li>
<li>do fundamentalista</li>
<li>do economista</li>
<li>do risco</li>
<li>da escola</li>
<li>do agrícola</li>
<li>da história – onde serão contadas passagens pitorescas do mercado e de passagens na historia econômica da humanidade</li>
<li>do dia a dia – como funcionam as instituições financeiras em seu cotidiano.</li>
<li>operações econômicas explicadas de forma de fácil entendimento a todos. Ex., a dos swaps cambiais visando hedge, os mercados futuros de juros e câmbio, a renda fixa, a renda variável e etc. Esclarecimentos de quaisquer tipos de dúvidas do investidor nas mais diversas modalidades de aplicação financeira. Estudar o comportamento psíquico das pessoas perante o mercado.</li>
<li>das entrevistas – entrevistando diversas pessoas, economistas, estudantes, donas de casa e etc.</li>
</ul>
<p>Essas são algumas idéias iniciais que podem se consolidar ou não. O que irá definir a forma será a interatividade dos participantes e a busca de uma nova lógica de avaliação onde a soma de um todo experimental propiciará algo melhor para cada um.                                                                              <br />
Experiência não é ter mais tempo no mercado é ter aprendido mais com ele.</p>
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