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	<title>Aviso em Dois &#187; inflação</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Opinativo – Os efeitos da inflação na vida das pessoas</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 16:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[preços dos bens e serviços]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de discutirmos de que maneira o processo inflacionário afeta a vida das pessoas é preciso saber como e quando ele ocorre. O processo inflacionário acontece quanto presenciamos um aumento generalizado nos preços dos bens e serviços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de discutirmos de que maneira o processo inflacionário afeta a vida das pessoas é preciso saber como e quando ele ocorre. O processo inflacionário acontece quanto presenciamos um aumento generalizado nos preços dos bens e serviços e este aumento acaba provocando a queda no poder de compra da população. [Em outras palavras, a necessidade de uma quantidade cada vez maior de moeda para adquirir os mesmos produtos]. Este aumento de preços pode ter maior ou menor intensidade.</p>
<p>De uma maneira geral, a inflação prejudica todos os setores da sociedade brasileira. No entanto, a classe de menor poder aquisitivo acaba sendo a mais prejudicada. Isso acontece por possuir menores instrumentos de defesa na correção da perda de valor da moeda nas aplicações financeiras. A composição dos índices mostra claramente que o peso do item “alimentos”, maior responsável pelos aumentos dos indicadores nos últimos seis meses, compõem a maior parte dos gastos desse grupo.</p>
<p>O IBGE calcula o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para famílias com renda até oito salários mínimos e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para aquelas que recebem até 40 salários mínimos. Estes indicadores do IBGE são compostos por sete conjuntos de preços, onde o item “alimentos” acaba tendo maior peso em ambos: 33,10% e 25,21%, respectivamente.</p>
<p>Como o grau de indexação da economia brasileira ainda é muito alto, além de a questão alimentar, as famílias de menor renda ainda são penalizadas por reajustes indexados a taxa de inflação passada nas tarifas de transportes, mensalidades escolares, planos de saúde e alugueis.</p>
<p>Mas, de todas as perversidades que a inflação provoca a mais injusta ainda esta por vir. Além de não possuírem renda suficiente para se protegerem em aplicações financeiras que rendam juros a despeito da inflação, as classes de menor poder aquisitivo – C e D – que utilizam muito do crediário para compras de bens, acabam tendo que pagar muito mais caro por aquilo que querem ou desejam possuir.</p>
<p>A política econômica de combate à inflação no Brasil ataca sempre pelo lado da demanda e nunca pela oferta. Quando as autoridades monetárias inibem a oferta, a atividade econômica acaba diminuindo, o que no futuro irá provocar um aumento do desemprego e uma diminuição da renda das famílias sem que elas se dêem conta.</p>
<p>No momento atual, a penalização é ainda mais atípica, já que os aumentos internacionais nos preços das commodities, alimentos e energia, estão sendo os maiores responsáveis pelos aumentos dos produtos, não só no Brasil como em todo mundo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Waldir Kiel Junior</strong> &#8211; Jornal dos Servidores Públicos das cidades de Holambra, Artur Nogueira e Engenheiro Coelho</p>
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		<title>“Chutzpah” e Desinformação</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Sep 2011 17:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton P. S. Gonalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[defict]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Paul Krugman]]></category>
		<category><![CDATA[Standard and Poor’s]]></category>
		<category><![CDATA[subprime]]></category>
		<category><![CDATA[“Chutzpah”]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao comentar a polêmica decisão da Standard and Poor’s de reduzir a nota de classificação de risco dos EUA, o laureado Paul Krugman preparou uma nota exprimindo sucintamente toda a sua irritação: “Chutzpah”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao comentar a polêmica decisão da Standard and Poor’s de reduzir a nota de classificação de risco dos EUA, o laureado Paul Krugman preparou uma nota exprimindo sucintamente toda a sua irritação: “Chutzpah”. Uma palavra de origem hebraica que costuma ser empregada para descrever atitudes petulantes ou insolentes que não atendem aos padrões de boa conduta. As razões para tal desqualificação da recomendação adviriam do desempenho histórico insatisfatório das avaliações e da própria responsabilidade das agências de classificação de crédito na formação da bolha do “subprime”.</p>
<p>Prosseguindo, sublinhou que apesar do elevado nível do déficit, a dinâmica das contas públicas não indicaria que a trajetória da dívida soberana pudesse se tornar insustentável. Para ele, a maior dificuldade em enfrentar o problema de frente estaria estreitamente ligada ao conflito político com que a nação se depara. Os mercados interpretaram da mesma forma que Krugman, como se pode ser constatado na sequência, com a elevação das cotações dos “Treasuries”. Apesar de que o rebaixamento ter servido como catalisador, as razões fundamentais para o aumento da volatilidade foram a súbita reversão de expectativas no que se refere à ameaça iminente de um processo recessivo nos países avançados e as especulações de outras revisões das classificações de risco.</p>
<p>Apesar da exagerada deselegância, a expressão utilizada serve como paralelo para entender, em muitas das vezes, a falta de humildade das análises econômicas. Um bom exemplo é a contundência dos comentários realizados, após a exclusão pelo Copom da indicação de que o ajuste das condições monetárias seria mantido por tempo “suficientemente prolongado”. Com base no quadro desenhado no último relatório de inflação, para muitos analistas o término do aperto monetário foi interpretado categoricamente como prematuro. Diminuindo o peso das expectativas na dinâmica inflacionária e, o que é pior, sinalizando que a inflação se manteria elevada em um período mais longo, a autoridade monetária estaria comprometendo a sua reputação.</p>
<p>Como ainda existiam dúvidas quanto ao grau de acomodação da demanda agregada, o aceno final do ciclo de elevação de juros, pelo Copom, teve como base a percepção de que as medidas de política econômica tomadas, já estivessem produzindo efeito com a inflação convergindo para o centro da meta, ainda que em um prazo mais extenso. A mudança de postura revelou, também, uma maior preocupação com os desdobramentos do ambiente externo. Nas próprias palavras da ata da reunião de julho: &#8220;&#8230; houve deterioração adicional dos mercados internacionais, com a volatilidade e a aversão ao risco se elevando, em grande parte, alimentadas por extraordinários níveis de liquidez e por incertezas crescentes quanto ao ritmo de recuperação da atividade global&#8221;.</p>
<p>O grau de assertividade das opiniões discordantes encontrava, ainda, boa sustentação na experiência vivenciada entre junho e agosto do ano passado. Naquele momento, cercado pela mesma incerteza e acreditando que o arrefecimento da pressão inflacionária fosse permanente, o Banco Central apostou em interromper o ciclo de aperto monetário. Contudo, por causa da continuidade do aquecimento da economia e da nova escalada nos preços das “commodities” e dos serviços, a realidade contrariou as expectativas. Assim, com base nessas constatações, os críticos categoricamente apregoavam que a autoridade deveria reagir apenas a situações reais e não ao que pudesse ocorrer. Assim, ao antecipar uma possível materialização de uma crise, a autoridade estaria repetindo o mesmo equívoco.</p>
<p>Embora bem fundamentadas, tais manifestações pecaram em relativizar o papel das incertezas e as dificuldades geradas pela ambiguidade do ambiente internacional. Vale lembrar que a crise financeira demonstrou, claramente, as limitações do poder preditivo dos modelos abstratos e a necessidade de repensálos. Com isso, não é recomendável que sejam utilizados de forma dogmática. Qualquer análise prospectiva deve ser conduzida com pragmatismo, desprovida de preconceitos e adequada à realidade desafiadora que se impõe. Enfim, dado o grau de complexidade do balanço de riscos e as dificuldades para a projeção de cenários, similarmente ao caso da agência de “rating”, a contundência das conclusões soava como atrevimento.</p>
<p>Mesmo que as crises nunca se repitam da mesma forma, os ensinamentos fornecidos pelas experiências como a do episódio Lehman Brothers são valiosas contribuições que subsidiam a avaliação de respostas condizentes ao desafio de se tomar decisões em contextos de extrema incerteza. Até então, na maioria das vezes, os choques se mostravam inflacionários. Por isso, havia muita relutância na redução da taxa de juros. A crença era de que a queda dos preços das “commodities”, a desaceleração do comércio global e a retração do fluxo global levariam a uma depreciação da taxa de câmbio real e como reflexo ao aumento da inflação. Assim, a poucos dias da falência do banco, foi elevada em 75 pontos básicos e só seria reduzida mais tarde, quando a contração do crédito e a desaceleração da atividade econômica já eram bem pronunciadas.</p>
<p>Entretanto, a reversão súbita das expectativas e dos cenários, a partir da redução da nota de classificação de risco dos EUA, evidenciou a tibieza dos posicionamentos e revelou alguns aprendizados, entre eles a possibilidade de utilização da política monetária como instrumento contra-cíclico. Assim, ainda que persistam muitas dúvidas quanto à probabilidade da materialização do risco do cenário externo e das suas implicações, houve uma mudança no teor dos comentários de uma grande parcela dos analistas que passou a estimar os efeitos de uma possível recessão nos países avançados e visualizar um eventual ciclo de afrouxamento monetário. Da mesma forma, as negociações realizadas pelo mercado futuro de juros passaram, também, a precificar um movimento de queda na taxa Selic.</p>
<p>Antes que se tente esboçar os eventos possíveis, é importante frisar a ocorrência do segundo estágio da crise de 2007/09, no qual são manifestados novos sintomas para uma mesma enfermidade contraída no período da “grande moderação”, com o desequilíbrio do saldo das poupanças dos países e a manutenção de taxas de juros extremamente baixas. Nos países ricos, os efeitos desse descompasso foram amplificados pelo aumento excessivo do endividamento, facilitado pela alavancagem excessiva, desregulamentação dos mercados e reciclagem dos capitais advindos do exterior. Sem contar, as dificuldades impostas à regulação e supervisão bancária e as falhas nos mecanismos de governança corporativa das instituições financeiras.</p>
<p>Agora, observa-se a cobrança dos custos do aumento do endividamento público, com a elevação dos prêmios risco e a demanda por ajustes fiscais. Há consideráveis desafios políticos em um ambiente com o consumo das famílias reprimido, a retração dos investimentos pelas empresas e com a sensação de que se esgotou a capacidade de políticas fiscais e monetárias influenciarem o lado real das economias. A conjugação de todos esses fatores alimenta o nervosismo e os receios de que os sistemas financeiros sejam contagiados. A grande interrogação é o da ocorrência ou não de um “credit crunch”, como o verificado em 2007/09, quando houve uma forte redução do fluxo e aumento do custo de capital, atingindo mesmo países com desempenho econômico mais pujante.</p>
<p>Mostra-se cada vez mais claro o fato de que o aumento de liquidez proporcionado pelos bancos centrais não está sendo canalizado para as operações de crédito. Nos EUA, os bancos têm adicionalmente depositado US$ 1,6 trilhão ao que é exigido pelo “Federal Reserve”, evidenciando uma situação de empoçamento de liquidez. Igualmente, com receio do risco sistêmico, os depósitos dos bancos europeus no BCE também têm se elevado, estreitando as negociações no mercado interbancário.</p>
<p>Se afastada a hipótese de uma abrupta de contração no crédito externo, os canais de transmissão da turbulência externa que podem atingir a economia brasileira seriam o do comércio exterior, o fluxo de capitais e as expectativas de empresários e famílias. Assim, na ausência de mudanças drásticas nas orientações políticas dos países ricos, o quadro mais plausível é de essa situação se sustente por um bom período, com parte do excesso de liquidez migrando para a especulação em mercados, como o de “commodities” e de moedas. Como sempre sublinhado pela autoridade monetária, esses movimentos devem ser monitorados, dado que podem colocar em risco a estabilidade financeira da economia.</p>
<p>Essa possibilidade pode ser verificada em 2008, com a deterioração das condições de mercados por causa de perdas expressivas de muitas empresas com posições alavancadas em derivativos. Esse cenário provável se assemelha ao que antecedeu a turbulência, com a expectativa de que o real se mantenha valorizado em relação às demais moedas. Alguma vulnerabilidade fica evidente com o crescimento do endividamento externo. Quer seja para usufruir ganhos de arbitragem de juros, para obter fontes alternativas de financiamento em condições de prazo e custo mais favoráveis, esse aumento transforma-se em risco potencial. Assim, de forma a mitigá-lo, as autoridades econômicas vêm implementando uma série de medidas prudenciais.</p>
<p>Ao contrário do que vinha ocorrendo no momento da eclosão da crise em 2008, a economia brasileira aponta sinais de desaceleração, ainda que a inflação também esteja elevada. As taxas de variação do PIB em relação ao mesmo trimestre do ano anterior demonstram uma tendência cadente, a indústria indica aumento dos estoques, menor de utilização da capacidade instalada e uma queda da na sua produção, enquanto o comércio sinaliza uma acomodação. Os indicadores que ainda apontariam alguns sinais de aquecimento seriam os referentes ao mercado de trabalho. Nesse sentido, essas tendências representam um sinal de alerta para que haja uma sintonia fina na arbitragem do nível da taxa de juros, de forma a tentar impedir uma contração abrupta da atividade. Este monitoramento iniciou-se com a mais recente, e surpreendente, decisão do Copom em reduzir a meta Selic em 50 pontos básicos.</p>
<p>Pelo seu impacto na inflação e na evolução no saldo das transações comerciais, é importante monitorar o comportamento dos preços das “commodities”. Em 2008, como reflexo do acelerado crescimento da economia mundial, as cotações sofreram uma forte elevação, pressionando globalmente a inflação. Contudo, a partir de setembro, com a acentuada contração da atividade, caíram vertiginosamente, propiciando um alívio inflacionário. Esse movimento foi revertido em 2009, quando o esboço de uma recuperação econômica e a forte injeção de liquidez nos mercados avançados determinaram um novo ciclo de expansão nos preços. Contrariamente ao primeiro estágio da crise, o quadro atual já mostra uma acomodação das cotações. A perspectiva é de que se houver um aprofundamento da crise, os preços possam cair de forma mais acentuada, aliviando a inflação, mas podendo ter impacto negativo na balança comercial.</p>
<p>Um cenário mais pessimista refere-se à hipótese de que haja o contágio com eventuais “defaults” em alguns países da Europa, e que esses pudessem produzir uma crise no sistema bancário. Isso inevitavelmente levaria a economia mundial a uma nova recessão. No caso brasileiro, apesar da atual situação confortável e do arsenal contra-cíclico disponível, a contração de crédito atingiria a economia brasileira, de forma similar à crise de 2008. Definitivamente o quadro é complexo e de difícil análise mesmo quando se vale de modelos macroeconômicos sofisticados. Diante de tantas incertezas, toda prudência é recomendável, embora não se possa vislumbrar um cenário róseo para economia mundial. Mais fácil é concordar com o apelo do economista Delfim Netto: “Se você não está confuso, é porque está desinformado!”</p>
<p>Carta Econômica – ABBC (Associação Brasileira de Bancos)<br />
Agosto/2.011<br />
<strong>Everton P.S. Gonçalves</strong> &#8211; Assessor Econômico da ABBC e Doutor em<br />
Economia pela FGV/SP.<br />
E-mail: <a href="mailto:egoncalves@abbc.org.br">egoncalves@abbc.org.br</a></p>
<p>Este documento foi preparado pela Assessoria Econômica da ABBC, com finalidade única de prestar informações ao mercado. Esse trabalho reflete a opinião pessoal,do seu autor não devendo ser interpretado como oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou produtos e instrumentos financeiros.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 16:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
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		<description><![CDATA[Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: No Brasil costuma-se dizer que o ano começa de fato após o carnaval, pois até lá a maioria das pessoas aproveita o verão e as férias escolares dos filhos para descansar. Um exagero.<br />
Nas duas últimas semanas anteriores o otimismo, de forma moderada, retornou ao mercado externo e ao mercado local.<br />
Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo<strong>.<br />
</strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: Desde o início de ano o mercado futuro de taxa de juros vem consumindo a gordura (incremento de taxas) projetada nos vencimentos futuros de taxas na BM&amp;F.<br />
A constatação do fato de as projeções futuras estarem muito acima do bom senso e de que o aumento da inflação corrente está sendo provocada basicamente por ajustes pontuais de preços, fez com que os mercados reduzissem bastante os prêmios nos vencimentos dos contratos futuros de mais longo prazo.<br />
Este movimento deve continuar ocorrendo nesta semana também.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Bastou o mercado se acalmar e o Banco Central com isso moderar o apetite nas compras da moeda, para a cotação retornar rapidamente para o patamar de R$ 1,80.<br />
O fluxo continua positivo, com exceção de algum movimento pontual, o natural é que o mercado trabalhe nesta semana próximo deste último patamar.<br />
Projeção para a semana: R$ 1,81/1,83</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O índice Bovespa voltou novamente a se aproximar do patamar de 70.000 pontos em uma recuperação natural do movimento exagerado de vendas que aconteceu no mês de janeiro.<br />
Todas as vezes que aparece um problema na Europa, EUA, ou em outro país de economia mais forte, fica evidenciado a importância cada vez maior dos países do chamado BRICs e em especial da economia brasileira.<br />
Depois de rápida recuperação é natural que esta semana a bolsa realiza lucros.<br />
Expectativa para o Ibovespa para a semana: 66.500/67.500</p>
<p>&#8220;Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo, apenas, de ficar parado.&#8221; &#8211; Provérbio chinês</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>A bolsa não cai nunca mais!</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 07:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[renda fixa]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A bolsa não cai nunca mais!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</p>
<p>Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</p>
<p>Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</p>
<p>No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</p>
<p>Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</p>
<p>A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</p>
<p>A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</p>
<p>Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</p>
<p>No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</p>
<p>Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</p>
<p>Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</p>
<p>Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</p>
<p>Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</p>
<p>Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</p>
<p>O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</p>
<p>Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</p>
<p>Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</p>
<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</p>
<p>waldir.kiel@infomoney.com.br</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Sep 2009 10:23:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana não deveremos ter mudanças significativas nas tendências dos mercados.
O natural seria uma realização no preço dos ativos, porém, com os mercados inundados de recursos e com taxas de juros próximas de zero nas principais economias, o fundamento acaba sendo atropelado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: O PIB brasileiro cresceu 1,9% no 2T09 em relação ao primeiro trimestre do ano. O resultado foi acima das expectativas do mercado (1,5%). Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB registrou queda de 1,2% e de -1,3% em 12 meses.<br />
Apesar da ótima notícia dos números do PIB brasileiro, nosso mercado doméstico continua, ainda, muito atrelado ao humor dos mercados externos, principalmente da economia norte-americana.<br />
Esta semana não deveremos ter mudanças significativas nas tendências dos mercados.<br />
O natural seria uma realização no preço dos ativos, porém, com os mercados inundados de recursos e com taxas de juros próximas de zero nas principais economias, o fundamento acaba sendo atropelado.</p>
<p> <br />
<strong>Juros</strong>: Os últimos indicadores de inflação divulgados na semana passada abrem espaço para a continuidade da queda na taxa básica de juros.<br />
Mesmo com toda cautela do mercado as taxas projetadas na “curva” de juros futura, ainda são bastante altas e possuem espaço para recuarem.</p>
<p> </p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O fluxo positivo continua comandando a tendência na cotação da moeda norte-americana frente ao real. O cenário pra esta semana não se altera muita coisa em relação à semana anterior, e a queda do dólar irá prosseguir.</p>
<p> <br />
<strong>Bolsa de Valores</strong>: No mercado bursátil, vamos ter uma semana de indefinições em termos de uma tendência mais marcante.<br />
Os ativos continuam alavancados em seus preços, mas os recursos continuam abundantes na economia, por isso, as bolsas ameaçam cair e depois se recuperam ao longo dos dias.<br />
Posições em compra continuam mais arriscadas e cautela é a melhor atitude a se tomar em uma semana que tem tudo para ser sem grandes emoções.</p>
<p> <br />
&#8220;Acusar aos demais dos infortúnios próprios é um sinal de falta de educação. Acusar-se a si mesmo, demonstra que a educação começou.&#8221;</p>
<p> </p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Faça o que se deve</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 18:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[Henrique Meirelles]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
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		<category><![CDATA[reunião do copom]]></category>
		<category><![CDATA[risco Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
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		<description><![CDATA[O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje 29/04, todos os olhares do mercado financeiro estão voltados para mais uma decisão da taxa selic determinada no final da reunião do Copom iniciada ontem. Como é de conhecimento geral a taxa de juros que mais importa para o consumidor e empresas tomadoras de empréstimos são a praticadas nas operações diretas de financiamento e estas são desvinculadas de pequenas alterações na selic e de spread gigantescos.<br />
Sempre que estamos às vésperas de definição dos juros primários aparecem na grande mídia lobistas pinçando argumentos que justifiquem uma taxa de juros desnecessariamente alta.<br />
Inflação em alta demanda muito aquecida, capacidade da indústria em atender um aumento maior do consumo, inadimplência, suposta dificuldade de rolagem da dívida pública e etc. Outro dia uma matéria encomendada citava “fonte” de um membro da área econômica do governo preocupado com um possível cenário de redução exagerada de juros neste momento com a necessidade de subida em 2010 provenientes de uma recuperação forte da economia, isso tudo em meio à crise.<br />
Vou colocar então, argumentos que justificam uma redução maior na taxa real de juros para um patamar mais próximo do padrão internacional:<br />
- expectativas de inflação convergindo para a meta<br />
- forte queda na atividade industrial<br />
- aumento da taxa de desemprego<br />
- taxa de câmbio acomodada em nível abaixo que o das previsões mais pessimistas e com tendência de queda<br />
- permanência de alto spread bancário<br />
- forte ingresso de capital externo mesmo em meio à crise<br />
- necessidade de retomada rápida da liquidez bancária<br />
- mudança positiva na avaliação do risco Brasil por parte da comunidade financeira internacional<br />
É preciso levar em conta que o patamar atual da taxa de juros atual foi carregado de expectativas sombrias de pressupostos que acabaram não se confirmando.<br />
O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom.<br />
Como já comentei aqui no passado, sairemos muito mais fortalecidos desta crise do que se poderia imaginar. A queda da taxa de juros pode não vir neste momento com a velocidade desejada, no entanto, é líquido e certo que ela irá acontecer.<br />
Para quem investe na segurança da renda fixa não existe cenário melhor.<br />
Na renda variável, bolsa de valores deverá ter gratas surpresas também, com o Ibovespa podendo alcançar patamares acima daqueles que foram considerados os máximos.<br />
Ciente das dificuldades de se conduzir a política monetária durante os últimos anos de um novo governo, gostaria de parabenizar o Sr. Henrique Meirelles e sua equipe até este momento e manifestar a confiança de que as condições criadas permitem que as decisões econômicas sejam tomadas de forma mais republicana.<br />
O Banco Central fez o que deveria até o momento a esperança agora é que FAÇA O QUE SE DEVE.</p>
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		<title>Oportunidades na Crise</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 18:25:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton P. S. Gonalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[afrouxamento monetário]]></category>
		<category><![CDATA[ata do copom]]></category>
		<category><![CDATA[choque externo]]></category>
		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[liquidez]]></category>
		<category><![CDATA[redução da taxa básica]]></category>
		<category><![CDATA[relatório de inflação]]></category>
		<category><![CDATA[taxa real de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar do erro no diagnóstico, a questão que se
mostra hoje como mais relevante é a abertura de uma janela para que a taxa de juros se aproxime do padrão internacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto a última Ata do Copom, como o Relatório de Inflação expressaram tecnicamente as razões que fundamentaram a decisão de acelerar o ritmo de redução da taxa básica de juros. Contudo, diante de um cenário ambíguo e incerto, muito mais importante do que utilizar os sinais emitidos pela autoridade monetária para se fazer previsões (que, hoje, representam meros exercícios de desejo) é tentar entender o momento como uma ocasião na qual a quebra nos padrões habituais de pensamento propicia uma oportunidade para a correção de anomalias e distorções do sistema econômico.<br />
Conceitos e procedimentos até então inquestionáveis são colocados em xeque. Pelo mundo afora, a base de sustentação na formação de expectativas entrou em colapso. Como conseqüência, há uma quebra de paradigmas, evidenciada pelo vasto elenco de decisões tomadas pelas autoridades econômicas. Governos forneceram ampla liquidez aos mercados, estatizaram-se instituições financeiras, aumentaram-se os gastos públicos, as taxas de juros foram reduzidas para níveis extremamente baixos e a auto-regulação do sistema bancário perdeu o seu apelo. Por aqui, a economia foi duramente atingida, mas como esse novo ambiente repleto de desafios tem sido combatido e encarado?<br />
É inegável que a crise mostra-se profunda e que a sua dissipação envolverá inúmeras batalhas que só serão vencidas gradualmente. Diante desse quadro sombrio, o governo tem-se empenhado para recuperar a confiança dos agentes econômicos. Tem, também, acelerado os seus investimentos e, de modo a impulsionar o setor privado a também investir, adotado inúmeras medidas de estímulo nas áreas fiscal, creditícia e monetária. As iniciativas estão na direção correta, contudo a ocasião desponta como uma grande chance para a eliminação de algumas distorções que persistem desde o período de alta inflação.<br />
Uma delas refere-se ao nível extremamente elevado da taxa de juros. Nesse tema é que se encontram as críticas mais contundentes às decisões das autoridades, principalmente no que tange à velocidade de reação da política monetária. Para muitos, a resposta foi lenta e uma maior agilidade poderia ter minorado a queda de 3,6% do PIB, no último trimestre de 2008. Mas seria isso possível, caso a flexibilização monetária fosse antecipada?<br />
Provavelmente não, em toda magnitude, mas é razoável supor que a herança estatística negativa da ordem de 1,5% para 2009 pudesse ser minimizada. A defesa para a morosidade na reação é baseada na argumentação de que a crise não poderia ser antecipada é frágil, dado que o cenário pessimista era conhecido e apontado por vários economistas, pelo menos desde meados de 2007.<br />
Contudo, durante a maior parte do ano passado, o balanço de riscos pendeu sempre para as ameaças inflacionárias advindas do ritmo de crescimento da ordem de 6,5% ao ano e pelo “boom” no preço das “commodities”. Assim, com o diagnóstico de que a economia expandia-se a um ritmo mais acelerado do que as suas potencialidades, iniciou-se, em abril de 2008, um ciclo de aumento na taxa de juros básica, ainda que muitos países já<br />
estivessem reduzindo as suas. Vale lembrar que o crescimento econômico era alicerçado na combinação de uma demanda interna vigorosa e uma taxa de câmbio apreciada que, por sua vez, se refletia em um déficit crescente nas transações correntes. Adicionalmente, por influir na trajetória da taxa de câmbio, o efeito do aumento da taxa de juros sobre a atividade era ambíguo, dado que a apreciação cambial elevava os salários reais, favorecendo o consumo.<br />
O balanço de riscos a favor da inflação permaneceu mesmo a partir da eclosão da crise, com a quebra do Lehman Brothers. Ainda que a queda abrupta da atividade global atingisse a economia doméstica, a maior ameaça era o descontrole inflacionário. O forte declínio nos preços das “commodities” implicaria, como implicou, na desvalorização real e na redução da capacidade de importar, contraindo a oferta. Assim, com base nas correlações históricas, o choque externo foi fundamentalmente diagnosticado como inflacionário.<br />
Até a queda violenta da produção industrial, em dezembro, foi interpretada por muitos analistas como um mero ajuste temporário, ou um ciclo de estoques, que mais a frente seria revertido. Todavia, a experiência vem contrariando essa expectativa, o efeito contracionista da demanda agregada vem superando, em muito, o impacto da taxa de câmbio sobre os preços. Apesar de que o real tenha se depreciado fortemente, a trajetória da inflação mostrase cadente e convergente ao centro da meta. Na verdade, a forte desaceleração da atividade econômica propiciou uma oportunidade para a realização de um ajuste importante nas contas externas. Os ajustes causados pela queda na atividade global e pela escassez no crédito dão indícios para uma trajetória futura mais confortável para o déficit em conta-corrente. O Banco Central espera que o mesmo saia de US$ 28 bilhões do ano passado para US$ 16 bilhões em 2009.<br />
Resumindo: a demora na reação da política monetária estaria baseada na assunção de pressupostos que acabaram não se confirmando. Hoje, o ciclo de afrouxamento monetário que se esboça levará a taxa real de juros a níveis inimagináveis que, em breve, produzirá impactos sobre a atividade econômica. Apesar do erro no diagnóstico,<br />
a questão que se mostra hoje como mais relevante é a abertura de uma janela para que a taxa de juros se aproxime do padrão internacional. A crise possibilita uma fuga das amarras de difícil comprovação empírica, como a estimativa do produto potencial, constituindo-se uma ótima chance para se testar as estimativas da taxa de equilíbrio e do hiato do produto que, há tempos, têm pautado as avaliações de política monetária.<br />
Um ponto adicional que merece destaque refere-se à inércia inflacionária. A<br />
preocupação, inclusive, é sublinhada pela autoridade monetária em seus documentos: “alguns &#8220;aspectos, resultantes do longo período de inflação elevada, que subsistem no arcabouço institucional do sistema financeiro nacional como um dos limitadores<br />
para uma maior redução da Selic e da presença de mecanismos de retroalimentação inflacionária”. Embora o grau de indexação de contratos venha se reduzindo, cerca de um terço dos preços ainda continuam atrelados aos índices de inflação e constituem a principal causa da resistência da rigidez de preços. Aprofundar essa desindexação seria, sim, uma mudança desejada.<br />
Uma anomalia também importante, advinda do período hiperinflacionário, refere-se a uma armadilha que envolve as operações de mercado aberto e da dívida pública. Mais especificadamente à elevada taxa de remuneração para aplicações financeiras de curto prazo e ao fato de que grande parte da dívida pública está atrelada à taxa Selic e<br />
a alguns índices de preços. Como as sobras de caixa das instituições financeiras são remuneradas por taxas semelhantes às oferecidas pelos títulos pós-fixados da dívida, há um aumento da preferência na manutenção da liquidez de curto prazo e os títulos pré-fixados só são demandados em posições especulativas baseadas na expectativa de queda da taxa de inflação e na taxa básica de juros. Dessa forma, na maioria das vezes, a estrutura a termo da taxa de juros tem inclinação negativa, ao contrário dos principais países.<br />
Essa distorção teve o seu peso na contração do crédito bancário, apesar da redução dos recolhimentos compulsórios, a partir de setembro. Dadas as expectativas quanto ao risco dos empréstimos, as instituições financeiras preferiram manter-se líquidas a uma taxa de remuneração atrativa diante do cenário negativo. Assim, a redução da taxa básica de juros e medidas que onerassem a manutenção de liquidez de curto prazo serviriam como<br />
estímulo para o crédito, tanto para as empresas como para bancos de médio e pequeno porte.<br />
No que tange ao empoçamento de liquidez nas instituições de grande porte, a autoridade monetária tem se esforçado ao máximo para contornar esse entrave. Emitindo vários normativos para assegurar condições mais adequadas de financiamento para as instituições financeiras de menor porte e empresas. Particularmente, para as primeiras, foi de extrema relevância a edição da Resolução 3.692, que oferece cobertura complementar do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 20 milhões para depósitos a prazo emitidos pelas instituições.<br />
Finalmente, uma grande distorção refere-se ao nível elevado do “spread” bancário praticado nas operações de crédito do sistema financeiro. Com a quebra do Lehman Brothers, a tendência de queda que vinha se mantendo foi revertida, ainda que houvesse uma queda na taxa real de juros. Contudo, a questão é complexa e embute inúmeros<br />
fatores. O Relatório de Economia Bancária e Crédito do Banco Central de 2007 mostra a decomposição do “spread”: 37,4% devidos à inadimplência; 13,5%, ao custo administrativo; 3,6%, ao compulsório; 8,1%, aos tributos e taxas; 10%, aos impostos diretos; e 27% de resíduo não explicado. O lucro dos bancos estaria incluído nesse último item. Vê-se,assim, inúmeras frentes para atacar a questão do “spread” bancário.<br />
No médio prazo, o processo de queda da taxa de juros básica e a retomada na atividade refletir-se-ão na redução do “spread” bancário. Da mesma forma, há ainda muito espaço para novos cortes no recolhimento compulsório e nos impostos referentes às operações de empréstimos. Do lado jurídico, foram feitos, nos últimos anos avanços, que ajudaram a mitigar o risco jurídico, entre eles a nova Lei das Falências, a criação do crédito<br />
consignado, a alienação fiduciária e as reformulações no crédito imobiliário. Adicionalmente, a aprovação do cadastro positivo, ao ajudar na redução da assimetria de informação entre as instituições financeiras e os seus clientes, também é uma medida que, no médio prazo, contribuirá para a queda do “spread” bancário. Acompanhado<br />
pelo aperfeiçoamento de mecanismos de concorrência, esse último tema auxiliará também na competição na indústria bancária. Enfim, apesar do seu efeito maléfico, a crise vem propiciando alguns ajustes e constitui-se como uma chance única para a correção de algumas anomalias do sistema econômico.</p>
<p>Carta Econômica ABBC &#8211; Abril/2009<br />
Everton P.S. Gonçalves<br />
Assessor Econômico da ABBC e Dr em Economia pela FGV/SP &#8211; <a href="mailto:egoncalves@abbc.org.br">egoncalves@abbc.org.br</a></p>
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