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	<title>Aviso em Dois &#187; Educação Financeira</title>
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		<title>Renda fixa na Bovespa é uma falácia</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 16:44:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[mercado bursátil]]></category>
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		<description><![CDATA[O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento. Texto publicado 18/10/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Renda fixa na Bovespa é uma falácia</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A crise financeira recente que derrubou o principal indicador da carteira de ações no Brasil, o Ibovespa, de pouco mais de 73.000 pontos para algo próximo dos 29.000 pontos, não foi suficiente para que alguns investidores tomassem ciência com o aprendizado de que tentar transformar um investimento de renda variável em renda fixa envolve riscos inerentes a essa ilusão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Em busca de maiores taxas de juro, muitos investidores, antes da crise fizeram a chamada operação de financiamento em bolsa, o mercado desabou e acabaram virando detentores de carteira de ações, sem ter se programado para isso.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Com a retomada da confiança e consequente alta das ações, muitos esqueceram rapidamente as lições do passado e voltaram a buscar a &#8220;renda fixa&#8221; em mercado de renda variável.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O princípio básico de qualquer aplicação financeira está calcado na relação entre o risco e o retorno. Quanto maiores os retornos esperados maiores serão os riscos; para riscos menores, retornos em menor escala.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Existem algumas modalidades da chamada remuneração de carteira de ações. A mais comum é a chamada venda de opção coberta, onde o investidor compra ações de uma determinada empresa que tem opções negociadas na Bovespa e vende o montante de opções equivalente à aquisição do número de ações, visando assim, uma taxa de retorno para aquele período que vai do início da operação até o vencimento das opções.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As taxas de juros teoricamente embutidas nesta operação de venda coberta costumam ser proporcionais à probabilidade do evento se concretizar, ou seja, do investidor ser exercido, e assim, a taxa de juros se confirmarem.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Quanto mais distante estiver o preço de exercício da opção do preço do ativo à vista, no momento da operação, menor será a probabilidade de ser exercido, e assim, maiores serão as taxas de juros embutidas. Quanto mais abaixo do preço do ativo for o preço de exercício, menor será a taxa de juros obtida. Em resumo, maior risco de não ser exercido, maior rendimento; menor risco menor rendimento; risco x retorno.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Nesses anos todos de mercado, já vi várias vezes operações que buscavam renda fixa no mercado bursátil se tornarem aquisições de carteira indesejadas. O investidor foi buscar a tal remuneração e acabou ficando com o papel na mão. Também vi muitos venderem opções cobertas e ficarem sem o papel enquanto o mercado disparava.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Para que a operação de venda de opção coberta se realize como renda fixa será preciso que o mercado suba e o lançador seja exercido. Ora, se a pessoa tem essa convicção da alta, melhor seria comprar somente o ativo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Renda fixa não pode ser confundida. A renda variável, bolsa de valores, deve ser avaliada de acordo com a metodologia e estratégia de cada um; a partir daí, tomar a decisão do que deverá ser feito, comprar ou vender. Se for bom compra, se for ruim vende. O resto é pura ilusão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">&#8220;Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial para seguirem seus desejos, suas ações nunca são corretas&#8221;, dizia Lao Tse.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>A crise financeira recente que derrubou o principal indicador da carteira de ações no Brasil, o Ibovespa, de pouco mais de 73.000 pontos para algo próximo dos 29.000 pontos, não foi suficiente para que alguns investidores tomassem ciência com o aprendizado de que tentar transformar um investimento de renda variável em renda fixa envolve riscos inerentes a essa ilusão.</p>
<p>Em busca de maiores taxas de juro, muitos investidores, antes da crise fizeram a chamada operação de financiamento em bolsa, o mercado desabou e acabaram virando detentores de carteira de ações, sem ter se programado para isso.</p>
<p>Com a retomada da confiança e consequente alta das ações, muitos esqueceram rapidamente as lições do passado e voltaram a buscar a &#8220;renda fixa&#8221; em mercado de renda variável.</p>
<p>O princípio básico de qualquer aplicação financeira está calcado na relação entre o risco e o retorno. Quanto maiores os retornos esperados maiores serão os riscos; para riscos menores, retornos em menor escala.</p>
<p>Existem algumas modalidades da chamada remuneração de carteira de ações. A mais comum é a chamada venda de opção coberta, onde o investidor compra ações de uma determinada empresa que tem opções negociadas na Bovespa e vende o montante de opções equivalente à aquisição do número de ações, visando assim, uma taxa de retorno para aquele período que vai do início da operação até o vencimento das opções.</p>
<p>As taxas de juros teoricamente embutidas nesta operação de venda coberta costumam ser proporcionais à probabilidade do evento se concretizar, ou seja, do investidor ser exercido, e assim, a taxa de juros se confirmarem.</p>
<p>Quanto mais distante estiver o preço de exercício da opção do preço do ativo à vista, no momento da operação, menor será a probabilidade de ser exercido, e assim, maiores serão as taxas de juros embutidas. Quanto mais abaixo do preço do ativo for o preço de exercício, menor será a taxa de juros obtida. Em resumo, maior risco de não ser exercido, maior rendimento; menor risco menor rendimento; risco x retorno.</p>
<p>O que muita gente não compreende é que renda fixa não é um tipo de investimento condicionante, e sim uma modalidade de aplicação onde as condições não se alteram desde o momento que se fez a operação até a data do vencimento dela, independente de qualquer evento.</p>
<p>Nesses anos todos de mercado, já vi várias vezes operações que buscavam renda fixa no mercado bursátil se tornarem aquisições de carteira indesejadas. O investidor foi buscar a tal remuneração e acabou ficando com o papel na mão. Também vi muitos venderem opções cobertas e ficarem sem o papel enquanto o mercado disparava.</p>
<p>Para que a operação de venda de opção coberta se realize como renda fixa será preciso que o mercado suba e o lançador seja exercido. Ora, se a pessoa tem essa convicção da alta, melhor seria comprar somente o ativo.</p>
<p>Renda fixa não pode ser confundida. A renda variável, bolsa de valores, deve ser avaliada de acordo com a metodologia e estratégia de cada um; a partir daí, tomar a decisão do que deverá ser feito, comprar ou vender. Se for bom compra, se for ruim vende. O resto é pura ilusão.</p>
<p>&#8220;Se o desejo escraviza o pensamento, a verdade foge de imediato pela janela mais próxima. Quando as pessoas abandonam sua natureza essencial para seguirem seus desejos, suas ações nunca são corretas&#8221;, dizia Lao Tse.</p>
<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras.</p>
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		<title>No país da bola</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/destaque/no-pais-da-bola/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 07:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol. Texto publicado em 17/11/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">No país da bola</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</div>
<p>O Brasil realmente é um país diferenciado. Diferenciado pela beleza e por seus recursos naturais, pela cultura do povo miscigenado e principalmente por dominar a arte de um esporte que fascina e arrasta multidões: o futebol.</p>
<p>Futebol é uma paixão tão grande do brasileiro que se tornou natural estabelecer analogias com outras atividades, como a economia e, principalmente, o mercado financeiro.</p>
<p>As escolas e cursos que formam os traders e operadores de mercado têm muita semelhança com as escolinhas de futebol.</p>
<p>Passar, dominar, conduzir e chutar a bola &#8211; seja de bico, chapa, três dedos -, bater com a direita ou com a esquerda, cabeceio, voleio e outras técnicas são ensinadas nas escolinhas de futebol assim como as analises gráficas e fundamentalistas, avaliações de riscos, estudos de modelos, avaliação de empresas, balanços e outros assuntos afins são ensinados a aqueles que querem fazer parte do mercado financeiro.</p>
<p>A bola rola pelo gramado como a grana rola pelo mercado. Dribles como a &#8220;caneta&#8221; ou &#8220;rolinho&#8221;, o &#8220;lençol&#8221; ou &#8220;chapéu&#8221;, as &#8220;pedaladas&#8221; e &#8220;bicicletas&#8221; não se aprendem nas escolinhas de futebol, assim como saber operar e ser um craque do mercado &#8211; não se aprende nos cursos de treinamentos.</p>
<p>Aperfeiçoar as técnicas no futebol é essencial, que diga o Pelé que, mesmo com toda genialidade, não cansava de treinar os fundamentos básicos. Ter conhecimento técnico e estudar tudo aquilo que se relaciona ao mercado é a base para se tornar um grande player. No entanto, para ser um craque no futebol ou no mercado, é preciso ter algo mais.</p>
<p>É necessário ter dom e atitude para decidir as coisas nos momentos mais difíceis e isso está no sangue, corre nas veias, já nasce com a pessoa. Por isso tudo, o Brasil se destaca novamente no futebol e no mercado financeiro.</p>
<p>Os ingleses inventaram o sistema bancário assim como inventaram o futebol. O brasileiro se apoderou da técnica e habilidade de praticar o esporte Bretão e hoje já é um especialista no sistema financeiro, prova disso é o fato de nosso sistema bancário ter-se mostrado o mais sólido durante a crise.</p>
<p>Aqui criamos a Selic, a Cetip e até mesmo uma moeda chamada CDI, que poucos sabem exatamente como funciona e o que significa, mas utilizam como indexador de quase todos os investimentos. Passamos por vários planos econômicos e sobrevivemos a todos para alcançar a condição privilegiada que o Brasil se encontra no cenário econômico atual.</p>
<p>Contudo, taxa de juros e meta de inflação perderam muito o sentido, a indexação diária ao CDI torna a política monetária passiva. A crise mostrou que estes instrumentos já não servem mais para controlar mercados e estabelecer metas, o consenso não é mais garantia de projeção futura e, quando as coisas não dão certo, o Banco Central acaba refém, como quem leva um &#8220;drible da vaca&#8221;.</p>
<p>Passado um ano da crise, os mercados se acalmaram, retomaram confiança e partiram com tudo para cima dos ativos, sem se preocupar com o contra ataque. Estão pedalando pra valer, já que sentem que as autoridades monetárias estão acuadas e com medo de que uma retirada dos subsídios possa trazer a crise de volta. Os BCs estão em &#8220;corner&#8221;.</p>
<p>Com toda expertise adquirida, o Brasil se tornou a vedete dos mercados e os recursos externos, que já ingressavam com vigor, não param de aumentar. A criação da alíquota de IOF tentando conter a queda do dólar frente ao real está sendo driblada com talento.</p>
<p>Falar em renda fixa com todo esse rali nos ativos financeiros é missão quase impossível. A velocidade com que os ativos estão se valorizando torna até mesmo uma taxa de juros alta, com 8,75% ao ano, irrelevante e aplicações em renda fixa acabam conceituadas como aplicações de medrosos, de conservador &#8220;retranqueiro&#8221;.</p>
<p>Brasil é o país da bola e, no país da bola, não se joga na retranca!</p>
<p>Por: Waldir Kiel<br />
12/11/09 &#8211; 14h05<br />
InfoMoney</p>
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		<title>Bastam sete minutos</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 08:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[aviso]]></category>
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		<description><![CDATA[Caso tenhamos um arcabouço de medidas que propiciassem uma atuação mais efetiva do Banco Central, essa sobra de dinheiro nos mercados se resolveria em apenas Sete Minutos. Texto publicado em 22/09/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ano, o banco de investimentos Lehman Brothers, na época o quarto maior dos Estados Unidos no setor, anunciava que pediria concordata. A tentativa das autoridades norte-americanas de evitar a contaminação do mercado financeiro e o agravamento da crise que começou no sistema hipotecário do país fracassou, dando início a uma crise financeira que varreu as principais economias do planeta.</p>
<p>Algumas medidas urgentes foram tomadas por parte das autoridades monetárias do mundo todo, bancos centrais. Imediata baixa nas taxas de juros e injeção de recursos, visando incentivar a retomada das economias.</p>
<p>A recuperação foi rápida, principalmente nos países que compõem o chamado BRICs, e o debate em torno de normas que precisam ser tomadas para que a exuberância não se repita, ganharam força nos encontros do G20 e nos discursos das autoridades governamentais.</p>
<p>Politicamente, as colocações têm causado efeitos, no entanto, na prática as medidas sugeridas são de difícil implementação.</p>
<p>Em se tratando de Brasil, três notícias chamaram a atenção nos últimos dias: 1- Brasil tem um dos spreads bancários mais altos do mundo, só perdendo o primeiro posto para o Zimbábue; 2- Inadimplência no Brasil está dentro da média mundial; 3 &#8211; Bancos estão &#8220;inundados&#8221; de dinheiro e BC tem de atuar para segurar juros &#8211; Sobra de liquidez no curto prazo vai ao recorde de R$ 444 bilhões.</p>
<p>Muita coisa mudou e vem mudando na economia brasileira nos últimos anos, no entanto, a política monetária continua intocável, sua eficácia é medida pela inércia da economia real, no entanto, estas últimas notícias, nos mostra claramente que existe uma incoerência muito grande na condução e formulação da mesma.<br />
Temos uma inadimplência na média mundial, um spread bancário nas alturas e uma sobra de dinheiro em torno de R$ 444 bilhões!<br />
Isso tudo acontece porque o Brasil não tem uma política monetária de fato, uma política monetária ativa, onde a taxa de juros tem verdadeiramente efeito, onde uma mudança de patamar de taxas influencia de forma decisiva a escolha de investimentos na economia. Daí também o motivo de não termos uma curva de juros consistente e determinada por taxas pré-fixadas.<br />
O dinheiro sobra no caixa dos bancos porque eles têm o conforto de uma taxa de juros absurdamente alta no curto prazo, por mais que a taxa básica tenha recuado para o menor nível da historia, ela continua extremamente fora de propósito. Não se pode remunerar e incentivar o desinvestimento e a especulação de curto prazo.</p>
<p>Para que este cenário mude e o Brasil passe a ter uma política econômica de fato é preciso antes de tudo ter a vontade política que mexa com os interesses daqueles que detêm o monopólio do dinheiro na aplicação e nos financiamentos.</p>
<p>Caso tenhamos um arcabouço de medidas que propiciassem uma atuação mais efetiva do Banco Central, essa sobra de dinheiro nos mercados se resolveria em apenas Sete Minutos.<br />
Dois minutos para o famoso Aviso (1) do Banco Central anunciando que não atuaria mais tomando recursos no curto prazo, que só venderia títulos públicos para enxugar a liquidez e cinco minutos para realizar a primeira operação.<br />
Quem quisesse ficar no curto prazo seria penalizado com uma flutuação nas taxas. Caso queira de fato investir que compre títulos mais longos.</p>
<p>(1)    A história do Aviso em Dois &#8211; <a href="http://www.avisoemdois.com.br/o-aviso-em-dois/">http://www.avisoemdois.com.br/o-aviso-em-dois/</a></p>
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		<title>O espelho</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 08:39:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia. Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Texto publicado em 20/08/2009

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O espelho</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Por volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: &#8220;Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Quando a crise chegou exageraram negativamente suas consequências.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Hoje estamos num momento em que a valorização continuada dos ativos e a recuperação das economias, mesmo que modesta, estão apagando da memória um passado recente de crise e as recentes projeções de caos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Quando começam esses ralis de alta os investidores voltam novamente a desprezar a chamada renda fPor volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: &#8220;Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem&#8221;.</div>
<p>Por volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: &#8220;Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem&#8221;.</p>
<p>Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia.</p>
<p>Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Quando a crise chegou exageraram negativamente suas consequências.</p>
<p>Hoje estamos num momento em que a valorização continuada dos ativos e a recuperação das economias, mesmo que modesta, estão apagando da memória um passado recente de crise e as recentes projeções de caos.</p>
<p>Quando começam esses ralis de alta os investidores voltam novamente a desprezar a chamada renda fixa.</p>
<p>Por razões particulares, tenho acompanhado e pesquisado tudo sobre a chamada Educação Financeira.</p>
<p>Interessante verificar que a renda fixa em termos de poupança financeira não recebe o tratamento devido.</p>
<p>Como se pode fazer uma programação financeira, um orçamento, sem levar em conta o juro fixo e trabalhar com taxas flutuantes ou renda variável?</p>
<p>Programar-se é ter a certeza do quanto teremos que pagar ou receber no futuro. Certeza do rendimento só com a renda fixa.</p>
<p>Por mais que seja sedutor investir no mercado de ações e o histórico de longo prazo demonstrar ser um ótimo investimento, não se pode desprezar o risco inerente desta aplicação e não é possível, por exemplo, que se faça um plano de aposentadoria complementar, que não seja em sua maior parte composto por títulos de renda fixa.</p>
<p>Porém os tempos mudaram e o mercado financeiro também. A necessidade de acumular riqueza o mais rápido possível e a qualquer custo, infelizmente é o que tem movido as pessoas no mundo das finanças.</p>
<p>Assim como a lei totalitária antifumo de São Paulo mostra o espelho de uma sociedade cada dia mais fechada em condomínios, nosso criticado Congresso reflete o comportamento da sociedade que o elegeu, daí não seria razoável esperar um mercado financeiro diferente.</p>
<p>&#8220;Doce espelho por dupla maneira<br />
Pois que vês obra inteira&#8221;</p>
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		<title>Taxa selic e meta de inflação</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 19:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[crescimento do pib]]></category>
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		<description><![CDATA[É necessária uma ampla discussão no Brasil quanto à eficácia deste modelo e em que condições e porque ele foi adotado. Enquanto não forem quebrados alguns paradigmas e algumas falácias ficarão neste debate inútil de quanto X pontos na taxa Selic é capaz de mover a inflação e ou o crescimento para determinado patamar. Texto publicado em 24/01/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto anterior que postei, Taxa de juro &#8211; Um passado e o presente foi mais para ilustrar, mostrando e comparando como foram praticadas as taxas de juros e um passado e em outro modelo com as taxas praticadas hoje no chamado &#8220;inflacion target&#8221; metas de inflação.<br />
O fato é que os estudos econômicos e suas aplicações não estão acompanhando a evolução dos pensamentos e o dinamismo dos tempos atuais.<br />
Antigos modelos tinham certa eficácia quando eram aplicados em economias fechadas que não eram afetadas por movimentos globais e por formações de novos blocos e pólos econômicos.<br />
O dinamismo financeiro criou o dinheiro eletrônico e a integração cada dia maior do comercio mundial, então pensar que taxas de juros locais são capazes, por si só, de controlar fluxos de capitais e preços globais de produtos é um erro muito grande.<br />
A experiência recente brasileira mostra que a taxa de juros pouco teve influência no crescimento do produto ou no seu decréscimo. Experimentamos crescimento do PIB da ordem de 5%a 6% com uma taxa de juros real absurdamente alta e com uma taxa de inflação baixa. Quando a inflação subiu um pouco foi conseqüência da disparada no preço das commodities no mercado internacional que ao recuar brutalmente puxaram os preços tanto para baixo que hoje  provocam um medo maior de deflação.<br />
É necessária uma ampla discussão no Brasil quanto à eficácia deste modelo e em que condições e porque ele foi adotado.<br />
Enquanto não forem quebrados alguns paradigmas e algumas falácias ficarão neste debate inútil de quanto X pontos na taxa Selic é capaz de mover a inflação e ou o crescimento para determinado patamar.<br />
Algumas discussões que deveriam ser feitas, por exemplo, são: Taxa de juros é despesa efetiva do governo ou só uma rubrica contábil, O que tem maior segurança um título público ou um privado? Porque o chamado CDI, custo privado é mais baixo que a Selic, mesmo com essa crise onde o publico socorre o privado?<br />
O debate é amplo e se faz urgência que seja colocado.<br />
Afinal a economia é uma ciência social e, portanto deve caminhar com a evolução da sociedade.</p>
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		<title>Mais que nunca renda fixa</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Feb 2012 23:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto o Banco Central do Brasil, contrariando os últimos números da economia, procura um suposto excesso de demanda que justifique seu aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica. Texto publicado em 30/04/2008]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto o Banco Central do Brasil, contrariando os últimos números da economia, procura um suposto excesso de demanda que justifique seu aumento de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juros, o mundo discute intensamente a crise dos alimentos. Interessante observar o comportamento das chamadas autoridades monetárias nesse nosso novo mundo financeiro.</p>
<p>Por aqui, enquanto os últimos dados da indústria mostram que os investimentos realizados no ano passado começam a maturar e que os estoques estão em níveis suficientes para atender aos níveis atuais de demanda, além do indicador do uso da capacidade instalada da Confederação Nacional da Indústria (CNI) recuar em fevereiro para 82,9% de 83,1% em janeiro, o &#8220;Bicho Papão&#8221;, movido por um forte lobby político e financeiro, continua a nos assombrar com frases de efeito como a última que consta da ata do Copom: &#8220;persistência de eventuais descompassos entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregada que tendem a aumentar o risco para a inflação&#8221;.</p>
<p>Por mais &#8220;consenso&#8221; que possa existir entre a grande maioria dos chamados economistas e analistas do setor financeiro, o mais impressionante é como não se aprofunda o debate e procura-se tornar essa atitude do Banco Central do Brasil como uma medida sensata de prevenção de um incêndio que só o Banco Central joga gasolina. O mote da moda é que temos que ser racionais e sem paixão nas decisões de política monetária para que o país continue em sua trajetória de crescimento sustentado e não perca a conquista da estabilidade de preços.<br />
Um sistema de metas que não foi suficientemente testado para demonstrar sua eficácia, o efeito da globalização e da taxa de câmbio que tem grande influência sobre os preços, os ganhos de produtividade que permitiram aos produtos que possuem desenvolvimento tecnológico recuarem de preço, e a eficácia de uma taxa de juros local no controle de preços de commodities pelo mundo, não entram nunca na pauta de discussões. Tornamos a economia uma ciência exata e ponto final.</p>
<p>Isso tem causado certo desconforto e constrangimento em alguns membros do governo ao tentar justificar um aumento numa taxa de juros que já era uma das maiores do mundo. Taxa Selic, porque a taxa de financiamento ao consumidor é tão pornográfica que os bancos, para incentivarem novos empréstimos consignados de risco quase zero e com as menores cotações do mercado, chegam a pagar comissões de até 30% do valor do contrato aos chamados agentes promotores de empréstimos.</p>
<p>Na Europa, nos EUA e nos organismos internacionais a discussão do momento é a alta generalizada nos preços dos alimentos.</p>
<p>Os chamados verdes acusam o aquecimento global como causa principal das mudanças nas condições climáticas que provocam a carência de alimentos, os protecionistas europeus e americanos acusam os produtores de biocombustíveis. E assim todos se acusam e acabam dando importância menor às bolsas de futuros de commodities mundiais que basicamente negociam preços e não a entrega do produto físico.</p>
<p>A leniência dos bancos centrais, principalmente o americano, na solução para a crise dos chamados subprimes, financiando os rombos e injetando trilhões de dólares para gerar mais liquidez e evitar o chamado risco global, acabaram dando mais munição para os apostadores do mercado atuar em outros ativo-derivativos. Ao invés de uma punição, os apostadores ganharam mais fichas.</p>
<p>Já que a liquidez global continua grande, as apostas mudaram de mesa, partiram para os futuros de commodities, e saíram pedalando os preços para cima. Os futuros puxam os preços do mercado físico, os aumentos são ditados pelos players de mercado e não só por aumento de demanda ou menor produção.</p>
<p>Assim, os mercados globais hoje vivem num alucinado vai e vem de números e indicadores diários e numa volatilidade sem precedentes.</p>
<p>As conseqüências futuras podem ser tão desastrosas que podem nos levar a uma famosa frase de Sócrates: &#8220;Se todos nossos infortúnios fossem colocados juntos e, posteriormente, repartidos em partes iguais por cada um de nós, ficaríamos muito felizes se pudéssemos ter apenas, de novo, só os nossos&#8221;.</p>
<p>Enquanto aguardamos os desdobramentos desta crise, o melhor a fazer neste momento de incertezas, é se manter calmo e aproveitar as altas taxas de retorno aplicando na tradicional e conservadora renda fixa.</p>
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		<title>A renda fixa no Brasil de hoje</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 23:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDB]]></category>
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		<category><![CDATA[títulos de renda fixa]]></category>

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		<description><![CDATA[No mercado interno, infelizmente essa cultura de curto prazo foi se disseminando e se estabelecendo ao longo do tempo. Texto de 14/11/2007]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de 13 anos se passaram desde o fim da hiperinflação e do Plano Real. Desde então, algumas crises externas e internas sucessivas mudaram radicalmente o chamado mercado de renda fixa no Brasil.</p>
<p>Taxas de juros altas demais, mudanças na forma de atuação do Banco Central, que ao longo do tempo foram se moldando às novas realidades pós-crises, fizeram com que um instrumento fundamental de política monetária, como os títulos prefixados, perdesse suas principais funções de difusão da curva de juros e de alongamento da dívida pública.</p>
<p>Renda fixa é aquela aplicação financeira cuja remuneração ou retorno de capital pode ser dimensionada no momento da aplicação. Os títulos de renda fixa são públicos ou privados, com taxa e vencimento previamente determinados conforme a condição da entidade ou empresa que os emite. Os títulos de renda fixa públicos são: LTN (Letra Financeira do Tesouro) e NTN-F (Nota Financeira do Tesouro). Os títulos de renda fixa privados são: CDBs e RDBs de bancos e as Debêntures.</p>
<p>Ao realizar uma aplicação com prazo e taxa previamente determinada o investidor aloca seu capital na certeza de que naquele período dificilmente irá mudar sua avaliação, programando seu fluxo de caixa com razoável segurança. A ocorrência de uma taxa de juros muito alta altera a percepção de risco retorno e acaba impedindo que muitos empresários desengavetem projetos, obrigando um aumento de subsídios e renúncias fiscais por parte dos governos e provocando grande ônus ao Tesouro Nacional e, por conseqüência, ao contribuinte.</p>
<p>Atualmente, mesmo com a economia brasileira vivenciando um período de crescimento econômico sustentado, taxas de juros declinantes, e conseqüente aumento da confiança por parte do investidor, existe uma grande dificuldade em alocar recursos para as chamadas aplicações em renda fixa. Emprestar recursos ao Governo Federal é hoje em dia uma aplicação financeira de alto retorno e com baixo risco de perdas.</p>
<p>Hoje superadas as crises vivemos uma realidade totalmente incompatível com a estabilidade financeira, já que por incrível que pareça, os títulos de emissão soberana, os chamados títulos públicos, são raramente transferidos de mão e negociados no mercado. Com uma emissão de mais de R$ 1 trilhão não pode se admitir que a liquidez de taxas de juros ocorra invariavelmente no mercado de derivativos do CDI e a taxa Selic só sirva para estabelecer o parâmetro da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).</p>
<p>O investidor encontra poucas alternativas no segmento, com exceção das compras e vendas efetuadas pelo Tesouro Direto e raramente alguns CDBs de bancos, as demais aplicações financeiras em renda fixa costumam se concentrar nos chamados fundos Renda Fixa, os quais acabam concentrando o grande montante dos investimentos direcionados para o setor.</p>
<p>Diversas crises acabaram por moldar esses fundos e transformam uma aplicação prefixada, na prática, em aplicação pós-fixada. Isso ocorre em função da sua operacionalidade e da legislação que os rege. São os fundos obrigados a marcar a carteira diariamente para estabelecer o valor de suas cotas. Essa marcação faz todo sentido, na medida em que as variações de taxas de mercado e a entrada/saída de cotistas provocam naturalmente uma variação de portfólio e preços.</p>
<p>Para que os fundos Renda Fixa possuíssem uma rentabilidade verdadeiramente fixa seria necessário um cenário de absoluta tranqüilidade financeira com taxas de juros razoavelmente estabilizadas, mas isso é praticamente impossível já que nem mesmo mercados que, na teoria, deveriam ser mais estáveis como o mercado norte-americano, são passíveis de sofrer volatilidade e mudanças repentinas de humor.</p>
<p>No Brasil observamos em passado recente que variações bruscas provocadas por algumas breves crises causaram grandes prejuízos na indústria de fundos, mesmo sendo esses fundos referenciados, como rendimentos pré. O investidor teoricamente possui uma aplicação de renda fixa, mas na prática uma aplicação em renda variável já que a rentabilidade muda à medida em que ocorrem volatilidade, flutuações de taxas nos mercados.</p>
<p>Essa realidade é constatada ao observar que hoje qualquer referência à medição de eficiência e rentabilidade, em sua grande maioria, é dada por um percentual X da média do CDI diário, convertendo toda aplicação, na prática, em um rendimento de renda variável. Por isso, é muito comum a oferta de toda gama de produtos de aplicação financeira estar diretamente referenciada a essa taxa do CDI.</p>
<p>Os efeitos deste cenário é que essa indexação acaba provocando uma grande migração dos investimentos para o curto prazo, em detrimento de um alongamento voluntário do perfil da dívida pública, que acaba não refletindo a melhora dos fundamentos que vem ocorrendo na economia real brasileira.</p>
<p>Veja o caso externo: contraditoriamente ao mercado local, o apetite e a percepção que acontece no mercado internacional por parte do investidor estrangeiro, constatado nas últimas emissões de títulos da dívida soberana, vem ocorrendo com prazos de resgate cada dia mais alongados e refletem com mais clareza a melhora dos fundamentos e a consequentemente diminuição da percepção do risco sistêmico, sem deixar de observar que existe nessas colocações uma taxa altíssima.</p>
<p>No mercado interno, infelizmente essa cultura de curto prazo foi se disseminando e se estabelecendo ao longo do tempo. A autoridade monetária brasileira vive uma realidade atual incompatível com o quadro econômico, administrando a dívida pública e se utilizando de instrumentos e &#8220;modus operandi&#8221;, como se estivéssemos vivenciando uma grande crise financeira ou à espera dela e não à espera do chamado grau de investimento.</p>
<p>Por isso cabe ao Banco Central e é o que dele se espera, uma atuação mais corajosa e decisiva, no sentido de criar um mercado secundário forte que facilite a escolha e decisão de investimentos com maior segurança e liquidez. Isso trará uma política monetária mais ativa e um alongamento natural e voluntário do perfil da dívida.</p>
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		<title>Swap</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/swap/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 09:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
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		<category><![CDATA[troca de índices]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o que é, como funciona e quais as modalidades e utilidades de um contrato do derivativo Swap (troca de indexadores). As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Swap</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Contratos de swap são, na prática, “troca” de índices, feitos por quem deseja fazer hedge (se proteger) contra a variação de um índice específico. As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Esses contratos de swap são bastante flexíveis. As partes envolvidas no processo poderão acertar entre si quais os indicadores, o prazo e as características acordadas. O mercado financeiro, na prática, acabou por eleger algumas combinações preferidas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Um exemplo comum é o do exportador conservador que não gostaria de correr os riscos de uma oscilação cambial. Isso ocorre porque suas receitas são em dólares e despesas em reais, não interessando a ele, portanto, correr o risco da variação do câmbio. Em virtude dessa situação ele pode fazer um swap com um contrato de DI contra dólar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Nesse caso o banco assume o risco em dólar e, em troca, o exportador conta com os juros do DI &#8211; que é um ativo corrigido pela taxa diária dos juros. Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida pós-fixada e quer evitar o risco de uma alta nos juros. Nessa situação o devedor procura um banco que aceita a troca da taxa pós-fixada por uma taxa prefixada e assume o risco.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>É claro que existe um prêmio de risco embutido. No exemplo do devedor acima, o banco cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que está correndo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Depois de acertados os termos do negócio, o contrato deverá ser registrado ou na CETIP ou na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F). No caso da CETIP, os contratos são todos feitos sem garantia. Já a BM&amp;F oferece a alternativa dos contratos terem garantias, que incluem depósito de garantias na própria Bolsa por parte dos envolvidos na operação.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>De acordo com a legislação do Banco Central, podem ser usadas taxas de juros, índices de preços, taxas de câmbio (moedas estrangeiras) e ouro. Portanto, o leque de combinações entre as partes é grande.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Os índices mais utilizados atualmente são o DI, dólar comercial e flutuante, IGP-M, IGP-DI, ouro, taxa prefixada, taxa SELIC, TR, TBF e TJLP.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, conforme tabelas fornecidas pela Receita Federal. De um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.</strong></div>
<p><strong>Swap</strong></p>
<p>Contratos de swap são, na prática, “troca” de índices, feitos por quem deseja fazer hedge (se proteger) contra a variação de um índice específico. As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.</p>
<p>Esses contratos de swap são bastante flexíveis. As partes envolvidas no processo poderão acertar entre si quais os indicadores, o prazo e as características acordadas. O mercado financeiro, na prática, acabou por eleger algumas combinações preferidas.</p>
<p>Um exemplo comum é o do exportador conservador que não gostaria de correr os riscos de uma oscilação cambial. Isso ocorre porque suas receitas são em dólares e despesas em reais, não interessando a ele, portanto, correr o risco da variação do câmbio. Em virtude dessa situação ele pode fazer um swap com um contrato de DI contra dólar.</p>
<p>Nesse caso o banco assume o risco em dólar e, em troca, o exportador conta com os juros do DI &#8211; que é um ativo corrigido pela taxa diária dos juros. Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida pós-fixada e quer evitar o risco de uma alta nos juros. Nessa situação o devedor procura um banco que aceita a troca da taxa pós-fixada por uma taxa prefixada e assume o risco.</p>
<p>É claro que existe um prêmio de risco embutido. No exemplo do devedor acima, o banco cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que está correndo.</p>
<p>Depois de acertados os termos do negócio, o contrato deverá ser registrado ou na CETIP ou na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F). No caso da CETIP, os contratos são todos feitos sem garantia. Já a BM&amp;F oferece a alternativa dos contratos terem garantias, que incluem depósito de garantias na própria Bolsa por parte dos envolvidos na operação.</p>
<p>De acordo com a legislação do Banco Central, podem ser usadas taxas de juros, índices de preços, taxas de câmbio (moedas estrangeiras) e ouro. Portanto, o leque de combinações entre as partes é grande.</p>
<p>Os índices mais utilizados atualmente são o DI, dólar comercial e flutuante, IGP-M, IGP-DI, ouro, taxa prefixada, taxa SELIC, TR,  e TJLP.</p>
<p>Quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, conforme tabelas fornecidas pela Receita Federal. De um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.</p>
<p class="MsoNormal">Fundamental é calcular os custos envolvidos na operação. Muitas vezes spreads, diferença de taxas, e custos adicionais, acabam inviabilizando o hedge, sendo mais vantajoso correr o risco da variação do índice que se está exposto.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Contrato BM&amp;F de  Operação  estruturada de  swap cambial  com futuro de dólar: <a href="http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Financeiros/PDF/Swapcambial-DOLfut.pdf">http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Financeiros/PDF/Swapcambial-DOLfut.pdf</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Caderno de fórmulas de cálculos de swap &#8211; Cetip</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.cetip.com.br/docs/Caderno_de_Formulas/SPR.pdf">http://www.cetip.com.br/docs/Caderno_de_Formulas/SPR.pdf</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Fontes:</p>
<p class="MsoNormal">Banco Central do Brasil</p>
<p class="MsoNormal">Bolsa de Mercadorias e Futuros &#8211; BM&amp;F</p>
<div>Cetip &#8211; Central de Títulos Privados</div>
]]></content:encoded>
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		<title>O que é o CDI?</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 23:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maximo Umiliani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[cetip]]></category>
		<category><![CDATA[indexador]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa média diária]]></category>
		<category><![CDATA[taxa referêncial]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O que é o CDI?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</div>
<p>Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</p>
<p>Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</p>
<p><strong>CDIs</strong></p>
<p>Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</p>
<p>A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</p>
<p>As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</p>
<p>CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</p>
<p>Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</p>
<p>Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</p>
<p>Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</p>
<p>Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</p>
<p>O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</p>
<p>* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</p>
<div><span style="line-height: 24px; color: #333333;"> </span></div>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong> </strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Maximo Emiliani</strong> é Economista, pós-graduando em Ciências Sociais e trader</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><em>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores. O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro</em>.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"> </p>
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		<title>Escolas do pensamento econômico</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/escolas-de-pensamento-economico/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 01:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Smith]]></category>
		<category><![CDATA[Economia clássica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia keynesiana]]></category>
		<category><![CDATA[Economia marxiana]]></category>
		<category><![CDATA[Economia neoclássica]]></category>
		<category><![CDATA[Escolas do pensamento econômico]]></category>
		<category><![CDATA[John Maynard Keynes]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Marx]]></category>

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		<description><![CDATA[Através das histórias dos pensamentos políticos, diferentes idéias políticas tiveram associadas com diferentes escolas de pensadores sobre a operação econômica. O pensamento econômico na Antiguidade remonta às civilizações mesopotâmicas, Grega, Romana, Indiana, Chinesa, Persa e àrabe. Dentro os autores mais notáveis estão Aristóteles, Chanakya, Qin Shi Huang, Tomás de Aquino e Ibn Khaldun. Joseph Schumpeter considerou inicialmente a escolástica tardia do período que vai do século XIV ao XVII como a "que chega mais perto do que qualquer outro grupo de ser os 'fundadores' da economia científica quanto às teoria monetária, de juros e do valor dentro de uma perspectiva das leis naturais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pensamento econômico antigo<br />
</strong></p>
<p>O pensamento econômico na Antiguidade remonta às civilizações mesopotâmicas, Grega, Romana, Indiana, Chinesa, Persa e àrabe. Dentro os autores mais notáveis estão Aristóteles, Chanakya, Qin Shi Huang, Tomás de Aquino e Ibn Khaldun. Joseph Schumpeter considerou inicialmente a escolástica tardia do período que vai do século XIV ao XVII como a &#8220;que chega mais perto do que qualquer outro grupo de ser os &#8216;fundadores&#8217; da economia científica quanto às teoria monetária, de juros e do valor dentro de uma perspectiva das leis naturais.Depois de descobrir a obra Muqaddimah de Ibn Khaldun, no entanto, Schumpeter mais tarde considerou Ibn Khaldun o mais próximo antecedente da economia moderna, uma vez que muitas das suas teorias econômicas não eram conhecidas na Europa até épocas modernas.</p>
<p>Dois outros grupos, mais tarde chamados de &#8216; mercantilistas e &#8216;fisiocratas&#8217;, influenciaram mais diretamente o desenvolvimento subsequente da disciplina. Ambos os grupos estavam associados com a ascensão do nacionalismo econômico e do capitalismo moderno na Europa. O mercantilismo era uma doutrina econômica que floresceu do século XVI ao XVIII através de uma prolífica literatura de panfleto quer de autoria de mercantes ou estadistas. Defendiam a idéia de que a riqueza de uma nação dependia da sua acumulação de ouro e prata. Nação que não tinham acesso à minas poderiam obter ouro e prata através do comércio internacional apenas se vendessem bens ao exterior e restringissem as importações que não fossem de ouro e prata. A doutrina advogava a importação de matérias-primas baratas para serem transformadas em produtos manufaturados destinados à exportação e também o intervencionismo estatal no sentido de impor tarifas protecionistas à importação de produtos manufaturados e a proibição de manufaturas nas colônias.</p>
<p>Os fisiocratas, um grupo de pensadores e escritores franceses do século XVIII, desenvolveram a idéia da economia como um fluxo circular. Adam Smith descreveu esse sistema com &#8220;todas as suas imperfeições&#8221; como &#8220;talvez a mais pura aproximação da verdade que já foi publicada&#8221; no assunto. Os fisiocratas acreditavam que somente a produção agrícola gerava um claro excedente sobre o custo, de forma que a agricultura constituía a base de toda riqueza. Assim, eles se opunham às políticas mercantilistas de promoção das manufaturas e do comércio em detrimento da agricultura, inclusive tarifas de importação. Advogavam a substituição do complexo e custoso sistema de arrecadação de tributos por um único imposto sobre a renda dos proprietários de terra. Variações sobre tal imposto fundiário foram retomadas por economistas posteriores (inclusive Henry George um século mais tarde) como uma fonte de receita que não distorcia tanto a economia. Como reação ás copiosas regulamentações mercantilistas, os fisiocratas defendiam uma política de laissez-faire, que consistia numa intervenção estatal mínima na economia.</p>
<p><strong>Economia clássica</strong></p>
<p><strong><br />
</strong>A publicação da obra A Riqueza das Nações de Adam Smith em 1776, tem sido descrita como o &#8220;efetivo nascimento da economia como uma disciplina separada.&#8221; O livro identificava o trabalho, a terra e o capital como os três fatores de produção e maiores contribuidores para a riqueza de uma nação. Para Smith, a economia ideal seria um sistema de mercado auto-regulador que automaticamente satisfaria as necessidades econômicas da população. Ele descreveu o mecanismo de mercado como uma &#8220;mão invisível&#8221; que leva todos os indivíduos, na busca de seus próprios interesses, a produzir o maior benefício para a sociedade como um todo. Smith incorporou algumas das idéias dos fisiocratas, inclusive o laissez-faire, nas suas próprias teorias econômicas, mas rejeitou a idéia de que somente a agricultura era produtiva.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/11/402px-AdamSmith.png"></a><img class="alignnone size-full wp-image-3372" title="John_Maynard_Keynes" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/11/John_Maynard_Keynes.png" alt="John_Maynard_Keynes" width="224" height="236" />Na sua famosa analogia da mão invisível, Smith argumentou em favor da noção, aparentemente paradoxal de que os mercados competitivos tendem a satisfazer às necessidades sociais mais amplas, apesar de ser guiado por interesses-próprios. A abordagem geral que Smith ajudou a formular foi chamada do economia política e mais tarde de economia clássica e incluiu nomes notáveis como Thomas Malthus, David Ricardo e John Stuart Mill, que escreveram de 1770 a 1870, aproximadamente.</p>
<p>Enquanto Adam Smith enfatizou a produção de renda, David Ricardo na sua distribuição entre proprietários de terras, trabalhadores e capitalistas. Ricardo enxergou um conflito inerente entre proprietários de terras e capitalistas. Ele propôs que o crescimento da população e do capital, ao pressionar um suprimento fixo de terras, eleva os aluguéis e deprime os salários e os lucros.</p>
<p>Thomas Robert Malthus usou a idéia dos retornos decrescentes para explicar as baixa condições de vida na Inglaterra. De acordo com ele, a população tendia a crescer geometricamente sobrecarregando a produção de alimentos, que cresceria aritmeticamente. A pressão que uma população crescente exerceria sobre um estoque fixo de terras significa produtividade decrescente do trabalho, uma vez que terras cada vez menos produtivas seriam incorporadas à atividade agrícola para suprir a demanda. O resultado seria salários cronicamente baixos, que impediriam que o padrão de vida da maioria da população se elevasse acima do nível de subsistência. Malthus também questionou a automaticidade da economia de mercado para produzir o pleno emprego. Ele culpou a tendência da economia de limitar o gasto por causa do excesso de poupança pelo desemprego, um tema que ficou esquecido por muitos anos até que John Maynard Keynes a reviveu nos anos 1930.</p>
<p>No final da tradição clássica, John Stuart Mill divergiu dos autores anteriores quanto a inevitabilidade da distribuição de renda pelos mecanismos de mercado. Mill apontou uma diferença dois papéis do mercado: alocação de recursos e distribuição de renda. O mercado pode ser eficiente na alocação de recursos mas não na distribuição de renda, ele escreveu, de forma que seria necessário que a sociedade intervenha.</p>
<p>A teoria do valor foi importante na teoria clássica. Smith escreveu que &#8220;o preço real de qualquer coisa… é o esforço e o trabalho de adquiri-la&#8221; o que é influenciado pela sua escassez. Smith dizia que os aluguéis e os salários também entravam na composição do preço de uma mercadoria. Outros economistas clássicos apresentaram variações das idéias de Smith, chamada &#8216;Teoria do valor-trabalho&#8217;. Economistas clássicos se focaram na tendência do mercado de atingir o equilíbrio no longo prazo.</p>
<p><strong>Economia marxiana</strong></p>
<p><strong></strong><br />
<a href="http://h"><img class="alignleft size-full wp-image-3371" title="Karl_Marx_001" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Karl_Marx_001.png" alt="Karl_Marx_001" width="167" height="236" /></a>The Marxist school of economic thought comes from the work of German economist KarlMarx.A economia marxista, mais tarde chamada marxiana, descende da economia clássica, em particular da obra de Karl Marx. O primeiro volume da obra-prima de Marx, O Capital, foi publicada em alemão em 1867. Nela, Marx foca na teoria do valor-trabalho e o que ele considera a exploração do trabalho pelo capital. Assim, a teoria do valor-trabalho, além de ser uma simples teoria dos preços, se transformou em um método para medir a exploração do trabalho num sistema capitalista, apesar de disfarçadas pela economia política &#8220;vulgar&#8221;.</p>
<p><strong>Economia neoclássica</strong></p>
<p><strong></strong><br />
Um corpo teórico mais tarde chamado de &#8216;economia neoclássica&#8217; ou &#8216;economia marginalista&#8217; se formou entre 1870 e 1910. A expressão economics foi popularizada na língua inglesa por economistas neoclássicos como Alfred Marshall, como substituto para &#8216;economia política&#8217;. A economia neoclássica sistematizou a oferta e demanda como determinantes conjuntos do preço e da quantidade transacionada em um equilíbrio de mercado, afetando tanto a alocação da produção quanto a distribuição de renda. Ela dispensou a teoria do valor-trabalho em favor da teoria do valor-utilidade marginal no lado da demanda e uma teoria mais geral de custos no lado da oferta.</p>
<p>Na microeconomia, a economia neoclássica diz que os incentivos e os custos tem um papel importante no processo de tomada de decisão. Um exemplo imediato disso é a teoria do consumidor da demanda individual, que isola como os preços (enquanto custos) e a renda afetam a quantidade demandada. Na macroeconomia é refletida numa antiga e duradoura síntese neoclássica com a macroeconomia keynesiana.</p>
<p>A economia neoclássica é a base do que hoje é chamada economia ortodoxa, tanto pelos críticos quanto pelos simpatizantes, mas com muitos refinamentos que ou complementam ou generalizam as análises anteriores , como a econometria, a teoria dos jogos, a análise das falhas de mercado e da competição imperfeita, assim como o modelo neoclássico do crescimento econômico para a análise das variáveis de longo-prazo que afetam a renda nacional.</p>
<p><strong>Economia keynesiana</strong></p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3372" title="John_Maynard_Keynes" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/11/John_Maynard_Keynes.png" alt="John_Maynard_Keynes" width="224" height="236" />John Maynard Keynes (acima, a direita), grandemente considerado um dos maiores nomes da economia.A economia keynesiana deriva de John Maynard Keynes, em particular do seu livro A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda (1936), que deu início à macroeconomia como um campo de estudo distinto. O livro foca nos determinantes da renda nacional no curto prazo, em que os preços são relativamente inflexíveis. Keynes tentou explicar com riqueza de detalhes teóricos por que o alto desemprego poderia não ser auto-corrigido devido a baixa &#8220;demanda efetiva&#8221; e por que mesmo a flexibilidade dos preços e a política monetária pode não ser suficiente para corrigir a situação. Expressão como &#8220;revolucionário&#8221; foram aplicadas ao livro devido ao seu impacto na análise econômica.</p>
<p>A economia keynesiana teve dois sucessores. A economia pós-keynesiana também se concentra na rigidez e nos processos de ajustes macroeconômicos. Pesquisa a respeito dos microfundamentos para os seus modelos é tida como baseada em práticas da vida real e não simplesmente em modelos otimizadores. é geralmente associada à Universidade de Cambridge e à obra de Joan Robinson. A nova economia keynesiana também está associada com desenvolvimentos à maneira keynesiana. Nessa escola os pesquisadores tendem a compartilhar com outros economistas a ênfase nos modelos que aplicam os microfundamentos e comportamento maximizador mas com um foco mais restrito, nos temas keynesianos padrão, como preço e rigidez dos salários.</p>
<p><strong>Outras escolas </strong><br />
Outras escolas reconhecidas ou linhas de pensamento relacionadas a um estilo próprio de fazer economia, disseminadas por um grupo bem conhecido de acadêmicos incluem a escola austríaca, Escola de Chicago, a escola de Freiburg, a escola de Lausanne e a escola de Estocolmo.</p>
<p>Dentro da macroeconomia há, em ordem geral de aparecimento na literatura: economia clássica, economia keynesiana, a síntese neoclássica, economia pós keynesiana, monetarismo, nova economia clássica e economia do lado da oferta. Novos desenvolvimentos alternativos incluem economia ecológica, economia evolucionária, teoria da dependência, economia estruturalista, teoria dos juros da abstinência e teoria dos sistemas mundiais.</p>
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