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	<title>Aviso em Dois &#187; Educação Financeira</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Planos de Aposentadoria</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:49:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovani Damiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo de investimento]]></category>
		<category><![CDATA[plano de previdência privada]]></category>
		<category><![CDATA[Planos de Aposentadoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Fundo de investimento: investidor é o cotista do fundo, coloca o dinheiro diretamente no fundo.

Plano de previdência privada: seja PGBL ou VGBL, investidor dá dinheiro para uma seguradora e esta aplica em fundos diversos de acordo com os critérios do aplicador. São dois gestores, o do fundo e o do plano. A seguradora gerencia o plano, mas investe em fundo que possui seu gestor próprio/respectivo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fundo de investimento e plano de previdência privada</strong></p>
<p>Fundo de investimento: investidor é o cotista do fundo, coloca o dinheiro diretamente no fundo.</p>
<p>Plano de previdência privada: seja PGBL ou VGBL, investidor dá dinheiro para uma seguradora e esta aplica em fundos diversos de acordo com os critérios do aplicador. São dois gestores, o do fundo e o do plano. A seguradora gerencia o plano, mas investe em fundo que possui seu gestor próprio/respectivo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)</strong></p>
<p><strong><br />
</strong>Existem dois principais planos de previdência no Brasil: PGBL e VGBL. Ambos são alternativas de investimentos para a pessoa física que visa o longo prazo, isto é, mais de 10 anos, para servir como aposentadoria.<br />
PGBL tem um diferimento tributário através da dedução do IR que o VGBL não possui. O investimento no PGBL é entendido pelo governo uma despesa que pode ser abatida do IR até um limite de 12% do rendimento tributável (ou salário anual total), diferentemente do VGBL. No resgate, no PGBL a dedução será cobrada sobre todo o resgate, não apenas sobre os juros, uma vez que o imposto de renda (IR) é postergado, enquanto no VGBL, o IR será apenas sobre os juros.<br />
PGBL é específico para pessoas que têm renda tributável (assalariados), contribuintes do INSS (assalariados atendem automaticamente este requisito por ter seu salário já descontado do INSS) e para aqueles que no ano de efetuação do investimento, precisam declarar imposto no modelo completo. Para quem não atende a estes três requisitos, ou quer investir acima dos 12% de seu rendimento tributável, sobra apenas o VGBL como alternativa para investimento em plano de previdência privada.<br />
Nesta modalidade de aplicação em previdência, além de escolher entre PGBL e VGBL, o investidor deve escolher entre tributação progressiva e regressiva. A progressiva tem tributação similar ao de salário, variando de 0% a 27,5% dependendo do patamar no qual o valor do saque ou resgate está inserido. No caso regressivo, a tributação é sobre o prazo de aplicação, variando de 35% até 10% ao longo de 10 anos, sendo que vai caindo de 5% em 5% a cada dois anos. A escolha, entretanto, deve ser feita, não apenas com base no tempo, pois se o resgate for feito depois de 10 anos, mas se os resgates/saques forem de, por exemplo, mil reais por mês, ficando abaixo da zona de tributação, é mais adequado optar pela forma progressiva. Assim, as variáveis a serem consideradas são em quanto tempo o dinheiro pode ficar parado e quanto se estima sacar.<br />
Os custos dos planos são o custo de carregamento e a taxa de administração. O primeiro é o custo que fica para seguradora no momento da aplicação, já a taxa de administração refere-se à cobrança feita pela gestão do fundo de investimento. E, independentemente da rentabilidade do fundo, ambas as taxas serão cobradas do valor aplicado pela pessoa. Alguns fundos também utilizam uma cobrança adicional caso batam a performance de algum índice de referência.<br />
Mesmo que a seguradora seja muito bem regulamentada pela SUSEP e disponha de grandes reservas, o risco de quebra existe. Para eventuais dúvidas que surjam quanto à solidez da instituição, existe a portabilidade dos planos de previdência entre seguradoras, mas o regime progressivo e regressivo e escolha entre PGBL e VGBL não podem ser alterados.<br />
Outro ponto é que a seguradora aplica o dinheiro do investidor, mas este define em que tipo de fundo que quer sua aplicação. Há apenas o detalhe de que não existe o plano de previdência de 100% em ações, a parcela pode variar entre 0% e máximo de 49% em renda variável. De qualquer forma, pode haver a troca de um plano mais agressivo para um mais conservador. Inclusive, existem, no mercado, planos chamados de ciclo de vida, no qual a porcentagem de ações no total vai reduzindo conforme a pessoa vai envelhecendo.<br />
Para finalizar, além de escolher o tipo de plano (PGBL ou VGBL) e tributação (progressiva ou regressiva), também se pode definir a forma de resgate e idade da aposentadoria. Na época em que a pessoa for completar a idade especificada, a seguradora entra em contato para saber como proceder. As opções são, por exemplo, saque total ou parcial. Neste último caso, o objetivo seria uma renda mensal vitalícia ou por alguns anos com uma correção contínua feita pelo IPCA ou IGPM mais alguma coisa.</p>
<p><strong>Críticas</strong></p>
<p>A “vantagem” dos dois planos é a taxa punitiva dada pelo resgate antecipado. Isso estimula e cria o hábito de poupar para a aposentadoria. Porém, devem-se fazer as contas na ponta do lápis, incluindo taxa de administração (2%) mais carrego (1,5%). Para calcular a rentabilidade líquida, basta (a conta é arredondada) subtrair a rentabilidade anual do fundo (já devidamente descontada do IR – para isso basta multiplicar a rentabilidade por [1-(%doIR/100)]) desses 3,5%. A partir disso, podem ser comparados com poupança (não incide IR), Tesouro Direto, que são os títulos da dívida pública do Brasil (IR é regressivo de acordo com prazo, sendo a menor tributação de 15% para aplicações com mais de 720 dias) e índice Bovespa (IR retido na fonte, mas não lembro os valores). Ah, além disso, tudo, para saber o juro real (rentabilidade real) é necessário o desconto da inflação (IPCA com meta governamental de 4,5% para o fim do ano) – subtraia a rentabilidade líquida de 4,5%.<br />
Aqui segue o link da rentabilidade dos 60 melhores fundos (peguei o primeiro link que vi no Google): <a href="http://vocesa.abril.com.br/organize-suas-financas/materia/9120-tabela-fundo-de-garantia.html">http://vocesa.abril.com.br/organize-suas-financas/materia/9120-tabela-fundo-de-garantia.html</a>  A seguir têm-se as rentabilidades de diversos fundos do Banco do Brasil (peguei especificamente este banco porque um fundo seu está na primeira posição da lista anterior, detalhe que ele tem curiosamente menos de 3 anos): <a href="http://www2.brasilprev.com.br/NossosPlanos/Rentabilidade/Paginas/default.aspx">http://www2.brasilprev.com.br/NossosPlanos/Rentabilidade/Paginas/default.aspx<br />
</a>Após a comparação apenas uma ressalva, todas as instituições financeiras possuem “n” planos de previdência ou fundos de investimento. Assim, podem chutar “n” diferentes estratégias para cada plano e a que se der melhor recebe esse tipo de marketing. Assim, se houvesse mérito de uma instituição, ela teria de ser a dominante no segmento. Mas também posso criticar dizendo que talvez ainda haja alguns títulos nas carteiras de RF da época em que a taxa básica de juros no Brasil chegou há 40% ao ano a alguns anos, ainda no mandato de Fernando Henrique Cardoso e no contexto de uma crise econômica. Além do mais, a máxima “retornos passados não são garantia rentabilidade futura” ainda é válida, em outras palavras, nada garante que um fundo excepcional continue superando os outros consistentemente e repetidamente.<br />
Enfim, eu particularmente prefiro adotar a seguinte estratégia para montar a aposentadoria: parcela em renda variável de acordo com a idade (de preferência montado uma carteira representativa do índice Bovespa) e o restante em Tesouro Direto, sem cupons, com saque superior a dois anos.<br />
Ou então, quer risco médio? Já que não se pode adivinhar com precisão o risco futuro de uma ação – em termos técnicos, inferir o desvio-padrão –, faça como Nassim Taleb, compre de 85% a 90% em títulos públicos (zero de risco) e o restante invista diluidamente em opções (máximo de risco). Mas existe o problema do fator tempo correndo o valor da opção, por isso das aplicações homeopáticas. A idéia é que caso surjam eventos positivos imprevisíveis, você obtém ganhos espetaculares, ou perde-se tudo caso venha o apocalipse.</p>
<p><strong>Giovani Damiano</strong> é estudante de Economia e trader</p>
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		<title>Auto-sabotagem</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/auto-sabotagem/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 12:38:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovani Damiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças Comportamentais]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste artigo, falaremos superficialmente sobre um problema com que o trader deve saber lidar: ele mesmo. As Finanças Comportamentais estudam os vieses heurísticos comuns na tomada de decisões, dentre os quais, alguns que afetam diretamente os investimentos.
Por Giovani Damiano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo, falaremos superficialmente sobre um problema com que o trader deve saber lidar: ele mesmo. As Finanças Comportamentais estudam os vieses heurísticos comuns na tomada de decisões, dentre os quais, alguns que afetam diretamente os investimentos. Mas, aqui vamos apenas abordar um ponto que cabe mais à esfera psicológica/psicanalítica aprofundar.</p>
<p>Sejam com nós mesmos, com amigos ou com colegas profissionais, já tivemos conhecimento de diversos exemplos de trades “burros”. Defino-os como sendo aqueles em que ficamos tentando entender por que entramos numa posição na qual havia fortes indícios para se assumir exatamente a ponta contrária. E na maioria dos trades burros também não há stop, o que é ainda mais estranho, porque está é a forma mais simples de gerenciar riscos, delimitando pontos de entrada e saída (isto é, lucros e prejuízos máximos). No abandono dos stops, as Finanças Comportamentais dão uma mão dizendo que ocorreu esperança pela recuperação através do otimismo exagerado ou excesso de confiança na tomada de decisão. Para esses casos aparentemente inexplicáveis de erros, a Psicologia e Psiquiatria contribuem elucidativamente.</p>
<p>Dr. Alexander Elder em sua longa experiência como psiquiatra convenceu-se de que a maioria dos fracassos da vida resulta de um desejo inconsciente de fracassar. E explica que isso ocorre quando atuamos como “crianças impulsivas, em vez de como adultos inteligentes”. Observe-se o seguinte caso clínico:<br />
Um importante investidor procurou-me para uma consulta. Seu patrimônio estava sendo destruído por forte alta no dólar, em que assumira grande posição vendida. Analisando seus antecedentes, descobri que ele fora criado às turras com um pai repulsivo e arrogante. Tornara-se conhecido por seus próprios méritos ao apostar muito dinheiro em reversões de tendência em curso. Esse investidor continuou a aumentar sua posição vendida, pois não podia admitir que o mercado, que para ele representava seu pai, fosse maior e mais forte do que ele. (ELDER, 2004, p. 29)<br />
A deflagração da auto-sabotagem ocorreria segundo o também psiquiatra Dr. Flávio Gikovate, da seguinte maneira:<br />
Quando nos aproximamos muito de um estado vivenciado como sendo de plenitude, de que não nos falta nada – e o amor bem-sucedido corresponde a uma das situações nas quais sentimos isso –, passamos a experimentar um medo difuso, a viver uma sensação de ameaça e de riscos iminentes. Parece que alguma grande tragédia passa a nos rondar e, a qualquer momento, nos alcançará. O estado de pânico e pavor pode ser tal que não consigamos vislumbrar outra saída a não ser destruir aquilo que está “provocando” a felicidade e também o medo. (GIKOVATE, 2005, p. 46)<br />
Conclusão e sugestão: “A bagagem mental da infância pode impedir o seu sucesso nos mercados. Você precisa identificar os seus pontos fracos para mudar. Mantenha um diário sobre suas operações de mercado – anote nele as razões que o levaram a entrar ou a sair de todas as posições. Busque padrões repetitivos de sucesso ou fracasso” (ELDER, 2004, p. 29). A solução, então, para resolver isso é a busca pelo autoconhecimento.</p>
<p>Os mercados oferecem muitas oportunidades de autodestruição. Não têm uma solidariedade humana normal. Todos os operadores no mercado tentam bater nos outros. Todos os operadores de mercado são atingidos pelos demais. Afinal, ao contrário do que muitos dizem, investimentos em mercados financeiros não são jogos de soma zero, mas sim de soma negativa: os ganhadores recebem menos do que os perdedores levam de prejuízo porque os intermediadores da operação – corretoras, bolsas e assessores financeiros – precisam receber suas comissões, em outras palavras, as chances estão contra o aplicador.</p>
<p>Outro aspecto ligado a isso é o modo pelo qual o caráter afeta o comportamento do agente no mercado, que pode explicar alguns casos de auto-sabotagem. Note-se a citação: “A culpa não pode existir a não ser depois de determinado grau de sofisticação da razão, que nos permite a operação psíquica um tanto sutil de tentarmos nos colocar no papel de outra pessoa e imaginar o sofrimento dela por conta do que teríamos causado” (GIKOVATE, 2005, p. 24). A partir disso, pode-se dizer que pessoas com caráter generoso não são as mais adequadas a participar dos mercados, pois, se ficarem preocupadas com o bem-estar de seus semelhantes, poderão se sentir culpadas por serem bem-sucedidas, isto é, tirar dinheiro dos outros, já que para isso, é necessário que haja o fracasso na outra ponta. Assim, podem, através de um mecanismo inconsciente causado pelo seu altruísmo pernicioso, devolver seus ganhos na busca de uma equidade distributiva social, visando um bem-estar geral. Logo, o trader pode até compreender como outro agente se frustra e se sente diante de uma perda – isto é denominado de empatia afetiva, que é relacionada à habilidade de experimentar reações emocionais por meio da observação da experiência alheia –, mas, para o caso específico de um caráter generoso, a identificação precisa ser eliminada para não desencadear a auto-sabotagem.</p>
<p>Cada investidor tem seus próprios demônios a exorcizar no esforço de tornar-se um profissional bem sucedido. Pelo exposto acima, pode-se dizer que os vencedores precisam pensar sentir e agir de maneira diferente dos perdedores. Uma regra para a profissionalização dos investimentos financeiros seria “olhar para dentro de si mesmo, deixar de lado as ilusões e mudar as velhas maneiras de ser, pensar e agir. A mudança é difícil, mas se quiser ser um investidor profissional, você deve empenhar-se em mudar sua personalidade” (ELDER, 2004, p. 46). Assim, não é de se estranhar que algumas corretoras brasileiras ofereçam serviços de psicólogos a seus clientes.</p>
<p>Para qualquer tentativa de mudança temos que conseguir nos livrar das crenças. Isso não é fácil, pois elas funcionam como nosso alicerce intelectual, como base de uma estrutura psíquica que nos sustenta ao mesmo tempo em que nos empobrece. As crenças nos reasseguram nos impedem de termos de conviver com dúvidas. Acontece que, como dizia Ortega, nosso vigor intelectual está diretamente relacionado com nossa capacidade de suportar dúvidas. Costumamos preferir explicações apressadas e singelas ao convívio doloroso com as dúvidas. Porém, a criatividade humana depende de nos dispormos a vivenciar o estado de desconforto próprio dos que não sabem e que são os que poderão, em algum momento, ter idéias – e não apenas repetir com pompa as velhas crenças. (GIKOVATE, 2005, p. 88)</p>
<p>Referências:</p>
<p>ELDER, Alexander. Como se tornar um operador e investidor de sucesso. 13a ed. Rio de Janeiro: Campus-Elsevier, 2004. 305 p.<br />
GIKOVATE, Flávio. O mal, o bem e mais além: egoístas, generosos e justos. São Paulo: MG Editores, 2005. 155 p.</p>
<p><strong>Giovani Damiano</strong> é estudante de Economia e trader</p>
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		<title>“Dinheiro Social” uma pândega que se perpetuou no mercado financeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 03:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro Social]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Para que o Brasil de fato evolua e acabe com essas distorções é necessário que as pessoas tenham de fato uma verdadeira Educação Financeira que esclareça de forma clara e transparente como funcionam, o que representam quais as implicações de todas as aplicações e financiamentos existentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise financeira que assolou o mundo em 2008 e os mais recentes problemas por que passam algumas nações na região do Euro me fizeram relembrar e refletir, mais uma vez, sobre uma modalidade de atuação do Banco Central do Brasil no final dos anos 80 e início dos 90, o chamado “dinheiro social”.</p>
<p>Depois da moratória na dívida externa do Brasil em 1987 o governo passou a encontrar algumas dificuldades em colocar títulos públicos federais no mercado interno, assim o Banco Central para incentivar a compra dos títulos e o carregamento dos mesmos criou uma modalidade de atuação que o mercado rapidamente apelidou de “dinheiro social”.<br />
A atuação era feita exclusivamente por bancos que representavam o Banco Central operacionalmente no mercado monetário ou mercado aberto (open-market), os Bancos Dealers. A mesa Demab (Diretoria de Mercado Aberto) elegia em média dois ou três bancos por dia e disponibilizava certa quantia para que cada um deles distribuísse no mercado através de operações de um dia (overnight) a taxas mais baixas, em torno de 2%, das que o mercado estava praticando.<br />
Por exemplo: a média estimada para a taxa over no dia estava em 16% em determinado momento, já que à época as taxas flutuavam, o BC entrava doando dinheiro a 14% para incentivar os compradores dos títulos.</p>
<p>Esta atuação distorcida além de pouco colaborar, dentro de todo o contexto econômico e de colocação ou não de títulos, causou muito desconforto na época, pois com exceção de um ou outro banco dealer, um deles o mesmo que sugeriu o termo Aviso em Dois ao BC, banco esse que atuava de forma a distribuir equitativamente o lote para os demais participantes do mercado e em forma de rodízio, os outros em sua grande maioria concentravam o volume em um ou dois participantes “privilegiados”. O Banco Central ao perceber essa distorção, com louvor, passou a fiscalizar rigorosamente a distribuição do “dinheiro social” de maneira a não permitir a chamada concentração.</p>
<p>É bom frisar que mesmo com algumas distorções existia nesta época muito mais o verdadeiro mercado, menos concentrações de recursos e uma competitividade mais justa e transparente que nos dias de hoje. Onde a dívida pública tinha maior liquidez e com isso o custo marginal de emissão era muito mais barato para o orçamento da união.</p>
<p>O tal do “dinheiro social” marcou uma época que deveria ficar cada vez mais distante da memória daqueles que a viveram e servir apenas de historia do mercado financeiro brasileiro, no entanto, quando se puxa pela memória acaba-se relembrando que em outros períodos desta história ele vai se repetindo, de forma e em contextos diferentes, mas sempre com o tal cunho social. As recentes crises nos mostraram de forma bem clara como esse tipo de intervenção é realizada pelos governos, em todo o mundo, para socorrer os mercados e não prejudicar a economia real, em todo o mundo.</p>
<p>O custo destas intervenções sempre acaba sendo repassado para toda a população em seus respectivos países, gerando protestos da maior parte da sociedade. Basta vermos as manifestações de inconformismos com os chamados “apertos fiscais” na Zona do Euro. Isso trará conseqüências graves para futuras intervenções, que de certo acontecerão, já que o menino mal criado mercado fez travessuras e ao invés de levar umas boas palmadas, levou tapas nas nádegas que só serviram para tirar poeira.</p>
<p>Trazendo a reflexão somente para o Brasil de hoje, senão daria um livro completo este texto, além das sabidas atuações do governo através de seus bancos oficiais para que o Brasil pudesse sair rapidamente dos efeitos da crise internacional e retomar o crescimento vigoroso que hoje vemos na economia brasileira, existe outro “dinheiro social” que de longa data, com a complacência do Banco Central, vem transferindo dinheiro dos demais setores da sociedade para o setor financeiro, o CDI.</p>
<p>Muitos aplicam neste referencial de taxa de rendimento, mas poucos sabem exatamente como ele é calculado e o que significa. O CDI (1) por se tratar de uma emissão privada deveria render muito mais que a taxa Selic, já que ele deveria representar o custo de captação deste setor que em momentos de crise é socorrido pelo setor público, a Selic representa o risco soberano, risco país que na prática tem demonstrado ser muito menor, estando seu rendimento atual próximo de 97/99% da Selic.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos dos bancos e dos fundos de investimentos, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic. Natural, mas imoral, uma excrescência econômica que transfere sem riscos uma fortuna dos aplicadores comuns para os captadores de recursos do mercado financeiro.</p>
<p>Hoje a taxa básica de juros passou de 9,75% ao ano para 10,25%, o CDI que vinha sendo praticada por volta de 9,50%, pasmem os leitores, ontem sua média foi despudoradamente de 9,40%, mesmo o CDI sendo a Selic do dia posterior que deveria ser próxima de 10,25%.</p>
<p>Aos cidadãos poupadores comuns, tirando o Tesouro Direto onde se encontram títulos de diversas modalidades e prazos com taxas praticadas nos mercados de altos valores, restam o risco do mercado de ações e um monte de conhecidas tranqueiras oferecidas pelos consultores de investimentos: CDB, RDB, Títulos de Capitalização, Planos de Aposentadorias e etc., todos vinculados a taxa social do CDI. Senão por que razões te oferecem taxas pré-fixadas para emprestar dinheiro e CDI/Social para te emprestar?</p>
<p>Para que o Brasil de fato evolua e acabe com essas distorções é necessário que as pessoas tenham de fato uma verdadeira Educação Financeira que esclareça de forma clara e transparente como funcionam, o que representam quais as implicações de todas as aplicações e financiamentos existentes, para assim decidir de maneira mais adequada qual a melhor alternativa a ser feita.</p>
<p>Com exceção de algumas parcas iniciativas verdadeiramente educacionais, os cursos que são apresentados ao público na maioria das vezes se resumem a parte operacional e de técnicas de avaliação de preços dos ativos financeiros ou ainda, ensinamentos de como ganhar dinheiro de forma fácil e rápida aplicando determinados tipos de analises, em resumo, como se diz no mercado: “chamando os incautos pro game”</p>
<p>A prova cabal da carência educacional financeira do país é o montante de recursos depositados na caderneta de poupança, mesmo esta tendo o mesmo risco de um título público, mas com um rendimento medíocre!</p>
<p>“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” &#8211; Rui Barbosa</p>
<p>(1) Saiba o que é o CDI &#8211; <a href="http://">http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-que-e-o cdi/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que é o CDI?</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-que-e-o-cdi/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 23:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maximo Umiliani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[cetip]]></category>
		<category><![CDATA[indexador]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa média diária]]></category>
		<category><![CDATA[taxa referêncial]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O que é o CDI?</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</div>
<p>Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</p>
<p>Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</p>
<p><strong>CDIs</strong></p>
<p>Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</p>
<p>A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</p>
<p>As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</p>
<p>CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</p>
<p>Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</p>
<p>Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</p>
<p>Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</p>
<p>Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</p>
<p>O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</p>
<p>* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</p>
<div><span style="line-height: 24px; color: #333333;"> </span></div>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong> </strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Maximo Emiliani</strong> é Economista, pós-graduando em Ciências Sociais e trader</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><em>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores. O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro</em>.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
]]></content:encoded>
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		<title>O Dinheiro</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-dinheiro/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-dinheiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 22:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[cheque]]></category>
		<category><![CDATA[cifrão]]></category>
		<category><![CDATA[cobre]]></category>
		<category><![CDATA[dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[origem e evolução do dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[sistema monetário]]></category>

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		<description><![CDATA[A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.
No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Origem e Evolução do Dinheiro</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Escambo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Moeda-Mercadoria</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavracapital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Metal</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Moeda em Formato de Objetos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">É o caso das moedas faca e chaveque eram encontradas no Oriente e dotalento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, que circulou na Grécia e em Chipre.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Moedas Antigas</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">São cunhadas na Grécia moedas de prata e, na Lídia, são utilizados pequenos lingotes ovais de uma liga de ouro e prata chamada eletro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Nelas podem ser observados aspectos políticos, econômicos, tecnológicos e culturais. É pelas impressões encontradas nas moedas que conhecemos, hoje, a efígie de personalidades que viveram há muitos séculos. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A princípio, as peças eram fabricadas por processos manuais muito rudimentares e tinham seus bordos irregulares, não sendo, como hoje, peças absolutamente iguais umas às outras.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Ouro, Prata e Cobre</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de astronomia, ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isto levou à crença no poder mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Durante muitos séculos os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor, reservando a prata e o cobre para os valores menores. Estes sistemas se mantiveram até o final do século passado, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser muito empregados, passando a moeda a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária à moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas, produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Moeda de Papel</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como, hoje, fazemos com os cheques.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><span style="white-space: pre;"> </span></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Atualmente quase todos os países possuem seus bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A moeda de papel evoluiu quanto à técnica utilizada na sua impressão. Hoje a confecção de cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão que se complementam, dando ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Formatos Diversos</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O dinheiro variou muito, em seu aspecto físico, ao longo dos séculos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As moedas já se apresentaram em tamanhos ínfimos, como o stater, que circulou em Aradus, Fenícia, atingindo também grandes dimensões como as do dáler, peça de cobre na Suécia, no século XVII.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Embora, hoje, a forma circular seja adotada em quase todo o mundo, já existiram moedas ovais, quadradas, poligonais etc. Foram, também, cunhadas em materiais não metálicos diversos, como madeira, couro e até porcelana. Moedas de porcelana circularam, neste século, na Alemanha, quando, por causa da guerra, este país enfrentava grave crise econômica.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As cédulas, geralmente, se apresentam no formato retangular e no sentido horizontal, observando-se, no entanto, grande variedade de tamanhos. Existem, ainda, cédulas quadradas e até as que têm suas inscrições no sentido vertical.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As cédulas retratam a cultura do país emissor e nelas podem-se observar motivos característicos muito interessantes como paisagens, tipos humanos, fauna e flora, monumentos de arquitetura antiga e contemporânea, líderes políticos, cenas históricas etc.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As cédulas apresentam, ainda, inscrições, geralmente na língua oficial do país, embora em muitas delas se encontre, também, as mesmas inscrições em outros idiomas. Essas inscrições, quase sempre em inglês, visam a dar à peça leitura para maior número de pessoas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sistema Monetário</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário. Este sistema, regulado através de legislação própria, é organizado a partir de um valor que lhe serve de base e que é sua unidade monetária.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas. As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior à das cédulas, tornando-as mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Os países, através de seus bancos centrais, controlam e garantem as emissões de dinheiro. O conjunto de moedas e cédulas em circulação, chamado meio circulante, é constantemente renovado através de processo de saneamento, que consiste na substituição das cédulas gastas e rasgadas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Cheque</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso, o dinheiro cada vez mais se desmaterializa, assumindo formas abstratas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O importante papel que esse meio de pagamento ocupa, hoje, na economia, deve-se às inúmeras vantagens que proporciona, agilizando a movimentação de grandes somas, impedindo o entesouramento do dinheiro em espécie e diminuindo a necessidade de troco, por ser um papel preenchido à mão, com a quantia de que se quer dispor.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços que pode comprar. É uma espécie de título que dá a seu portador a faculdade de se considerar credor da sociedade e de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A moeda não foi, pois, genialmente inventada, mas surgiu de uma necessidade e sua evolução reflete, a cada momento, a vontade do homem de adequar seu instrumento monetário à realidade de sua economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dinheiro de Plástico</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cartões de Crédito</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- O uso de moedas e cédulas está sendo substituído cada vez mais por pequenos cartões de plástico. Instituições financeiras, bancos e um crescente número de lojas oferecem a seus clientes cartões que podem ser usados na compra de grande número de bens e serviços, inclusive em lojas virtuais através da Internet. Os cartões não são dinheiro real: simplesmente registram a intenção de pagamento do consumidor. Cedo ou tarde a despesa terá de ser paga, em espécie ou em cheque. É, portanto, uma forma imediata de crédito.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- O Cartão de crédito surgiu nos Estados Unidos na década de 20. Postos de gasolina, hotéis e firmas começaram a oferecê-los para seus clientes mais fiéis. Eles podiam abastecer o carro ou hospedarem-se num hotel sem usar dinheiro ou cheque.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Em 1950, o Diners Club criou o primeiro cartão de crédito moderno. Era aceito inicialmente em 27 bons restaurantes daquele país e usado por importantes homens de negócios, como uma maneira prática de pagar suas despesas de viagens a trabalho e de lazer. Confeccionado em papel cartão, trazia o nome do associado de um lado e dos estabelecimentos filiados em outro. Somente em 1955 o Diners passou a usar o plástico em sua fabricação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Em 1958, foi a vez do American Express lançar o seu cartão. Na época, os bancos perceberam que estavam perdendo o controle do mercado para essas instituições, e no mesmo ano o Bank of America introduziu o seu BankAmericard. Em 1977, o BankAmericard passa a denominar-se Visa. Na década de 90, o Visa torna-se o maior cartão com circulação mundial, sendo aceito em 12 milhões de estabelecimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Muitos cartões de plástico não têm poder de compra. Simplesmente ajudam a usar e a obter formas conhecidas de dinheiro. São os cartões de banco que garantem cheques, retiram dinheiro e fazem pagamentos em caixas automáticos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Outros cartões aliam as funções de compra, movimentação de conta-corrente e garantia de cheques especiais.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- O comércio vem criando os seus próprios cartões. Destinados a atender a uma clientela mais fiel, eles facilitam a compra e eliminam a burocracia na abertura de crédito.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Em diversos países os cartões telefônicos são uma maneira prática de realizar ligações de telefones públicos sem o incômodo de fichas e moedas. A cada chamada a tarifa é descontada do valor facial do cartão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- O mais recente avanço tecnológico em termos de cartão foi o desenvolvimento do smart card, o cartão inteligente. Perfeito para a realização de pequenas compras, ele vem com um chip que pode ser carregado com uma determinada soma em dinheiro. À medida que o portador vai gastando, seu saldo vai sendo eletronicamente descontado. Quando o saldo acaba, o cartão pode ser carregado com uma nova quantia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Os cartões se multiplicaram. Hoje eles estão cada vez mais direcionados para os diversos nichos de mercado. São cartões de afinidade, que apoiam campanhas sociais, ecológicas; cartões para atender jovens e universitários; ou cartões de negócios destinados a altos funcionários de empresas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O CIFRÃO</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Com o correr dos tempos as moedas passaram a ter uma representação gráfica, geralmente constituída de duas partes: a designação abreviada do padrão monetário, que varia em cada país, e o cifrão, símbolo universal do dinheiro e que se origina etimologicamente do árabe cifr. A propósito, conta a mitologia grega que o lendário Heracles (Hércules), para realizar um de seus doze trabalhos, teria necessidade de transpor enorme montanha. Dispondo de pouco tempo para a escalada, resolveu abrir o caminho, rachando a montanha com sua pesadíssima e indestrutível maça e separando-a em duas, ligando, assim, o mar Mediterrâneo ao oceano Atlântico. De um lado, ficou grande rochedo, mais tarde chamado de Gibraltar, e, de outro, o Monte Acho, a leste da ilha de Ceuta. As duas colunas, assim separadas, passaram a denominar-se as &#8220;Colunas de Hércules&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- É conhecido, por outro lado, que, próximo àquela região, os fenícios fundaram, entre os anos 1000 e 800 a.C., um entreposto comercial em Gades (Cádiz), que se desenvolveu rapidamente graças à agricultura do Vale do Guadalquivir e que perdurou por longo tempo. Mais tarde, o declínio dos fenícios, no século VI, possibilitou a expansão grega no Mediterrâneo, sobretudo no litoral leste e, a partir de 535, Cartago passou a dominar o estreito de Gibraltar, sustando o avanço grego.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Nas guerras Púnicas, após a vitória sobre Cartago, os romanos, por sua vez, alcançaram o Vale do Gualdaquivir, dominando Cádiz e solidificando a ocupação hispânica, embora essa ocupação tenha sido feita de forma gradual e somente completada pela vitória de Cipião, o Africano (Publius Cornelius Scípio Aemilianus Numantinus).</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Assim, o Cristianismo surgiu desde cedo na Península Ibérica, em que pese haver a Espanha sido sucessivamente invadida pelos bárbaros, destacando-se os Vândalos, Suevos, Godos, Astrogodos e Visigodos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Em 660, com a morte de Ali, encerrou-se a primeira dinastia islamita, tendo início a Dinastia dos Omíadas, que perdurou de 660 a 750. No ano 710 da era cristã os visigodos recusaram-se a reconhecer, como sucessor do reino, o filho do Rei Vitiza, destronando-o, o que levou a família real a recorrer, apesar da predominância, na Península, do Cristianismo, ao auxílio militar muçulmano. Os islamitas rumaram, então, em direção ao Ocidente, conquistaram o norte da África, de onde, atravessando o estreito de Gibraltar, partiram para a conquista do Reino Visigodo da Espanha e, mais tarde, de toda a Península Ibérica. Os Visigodos viram-se, então, compelidos a fugir para as montanhas, de onde, reorganizados partiram para expulsar os invasores, numa luta que duraria sete séculos, quando os antigos habitantes da Península Ibérica, no movimento conhecido como Reconquista, derrotaram os dominadores árabes, que se retiraram definitivamente da região, mantendo em seu poder, apenas, a cidade de Granada, que foi retomada pelos espanhóis em 1492.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- A invasão do reino Visigodo, pelos árabes, foi realizada no ano 711 da era cristã, pelo general Djebel-el-Táriq (Táriq-ibn-Ziyád), o Conquistador, em nome dos Califas Omíadas. As incursões muçulmanas levaram ao continente europeu a cultura árabe que, mais tarde, se espalhou pelo mundo, com as conquistas européias, especialmente de portugueses, espanhóis, franceses, ingleses e holandeses.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">- Existem duas versões quanto ao caminho percorrido pelo general árabe. A primeira, em que teria Táriq partido de Tânger, cidade próxima ao Marrocos, e da qual era governador. A Segunda, em que, para alcançar a Europa, teria Tàriq partido da Arábia e passado, sucessivamente, pelo Egito, desertos do Saara e da Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos; cruzando o estreito das Colunas de Hércules e chegado, finalmente, à Espanha. Esse estreito, a partir do século VIII, passou a denominar-se Djebel-el-Táriq e, atualmente, tem o nome de estreito de Gibraltar, palavra que se origina do árabe Djabal. Táriq mandou gravar, em moedas, uma linha sinuosa, em forma de &#8220;S&#8221;, representando o longo e tortuoso caminho percorrido. Cortando essa linha sinuosa mandou colocar, no sentido vertical, duas colunas paralelas, representando as Colunas de Hércules, com o significado de força, poder, perseverança. O símbolo assim gravado nas moedas &#8211;   &#8211; passou a ser reconhecido, em todo o mundo, ao longo do tempo, como cifrão, representação gráfica do dinheiro.</div>
<p><strong>Origem e Evolução do Dinheiro</strong></p>
<p><strong>Escambo</strong></p>
<p>A moeda, como hoje a conhecemos, é o resultado de uma longa evolução.</p>
<p>No início não havia moeda. Praticava-se o escambo, simples troca de mercadoria por mercadoria, sem equivalência de valor.</p>
<p>Assim, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito.</p>
<p>- As mercadorias utilizadas para escambo geralmente se apresentam em estado natural, variando conforme as condições de meio ambiente e as atividades desenvolvidas pelo grupo, correspondendo a necessidades fundamentais de seus membros. Nesta forma de troca, no entanto, ocorrem dificuldades, por não haver uma medida comum de valor entre os elementos a serem permutados.</p>
<p><strong>Moeda-Mercadoria</strong></p>
<p>- Algumas mercadorias, pela sua utilidade, passaram a ser mais procuradas do que outras.</p>
<p>- Aceitas por todos, assumiram a função de moeda, circulando como elemento trocado por outros produtos e servindo para avaliar-lhes o valor. Eram as moedas–mercadorias.</p>
<p>- O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte.</p>
<p>- O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavracapital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.</p>
<p>No Brasil, entre outras, circularam o cauri – trazido pelo escravo africano –, o pau-brasil, o açúcar, o cacau, o tabaco e o pano, trocado no Maranhão, no século XVII, devido à quase inexistência de numerário, sendo comercializado sob a forma de novelos, meadas e tecidos.</p>
<p>Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas.</p>
<p><strong>Metal</strong></p>
<p>Quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra.</p>
<p>Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. A princípio, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes etc.</p>
<p>O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.</p>
<p><strong>Moeda em Formato de Objetos</strong></p>
<p>Os utensílios de metal passaram a ser mercadorias muito apreciadas.</p>
<p>Como sua produção exigia, além do domínio das técnicas de fundição, o conhecimento dos locais onde o metal poderia ser encontrado, essa tarefa, naturalmente, não estava ao alcance de todos.</p>
<p>A valorização, cada vez maior, destes instrumentos levou à sua utilização como moeda e ao aparecimento de réplicas de objetos metálicos, em pequenas dimensões, que circulavam como dinheiro.</p>
<p>É o caso das moedas faca e chaveque eram encontradas no Oriente e dotalento, moeda de cobre ou bronze, com o formato de pele de animal, que circulou na Grécia e em Chipre.</p>
<p><strong>Moedas Antigas</strong></p>
<p>Surgem, então, no século VII a.C., as primeiras moedas com características das atuais: são pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com a impressão do cunho oficial, isto é, a marca de quem as emitiu e garante o seu valor.</p>
<p>São cunhadas na Grécia moedas de prata e, na Lídia, são utilizados pequenos lingotes ovais de uma liga de ouro e prata chamada eletro.</p>
<p>As moedas refletem a mentalidade de um povo e de sua época. Nelas podem ser observados aspectos políticos, econômicos, tecnológicos e culturais. É pelas impressões encontradas nas moedas que conhecemos, hoje, a efígie de personalidades que viveram há muitos séculos. Provavelmente, a primeira figura histórica a ter sua efígie registrada numa moeda foi Alexandre, o Grande, da Macedônia, por volta do ano 330 a.C.</p>
<p>A princípio, as peças eram fabricadas por processos manuais muito rudimentares e tinham seus bordos irregulares, não sendo, como hoje, peças absolutamente iguais umas às outras.</p>
<p><strong>Ouro, Prata e Cobre</strong></p>
<p>Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs, não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes da Babilônia, estudiosos de astronomia, ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isto levou à crença no poder mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados.</p>
<p>A cunhagem de moedas em ouro e prata se manteve durante muitos séculos, sendo as peças garantidas por seu valor intrínseco, isto é, pelo valor comercial do metal utilizado na sua confecção. Assim, uma moeda na qual haviam sido utilizados vinte gramas de ouro, era trocada por mercadorias neste mesmo valor.</p>
<p>Durante muitos séculos os países cunharam em ouro suas moedas de maior valor, reservando a prata e o cobre para os valores menores. Estes sistemas se mantiveram até o final do século passado, quando o cuproníquel e, posteriormente, outras ligas metálicas passaram a ser muito empregados, passando a moeda a circular pelo seu valor extrínseco, isto é, pelo valor gravado em sua face, que independe do metal nela contido.</p>
<p>Com o advento do papel-moeda a cunhagem de moedas metálicas ficou restrita a valores inferiores, necessários para troco. Dentro desta nova função, a durabilidade passou a ser a qualidade mais necessária à moeda. Surgem, em grande diversidade, as ligas modernas, produzidas para suportar a alta rotatividade do numerário de troco.</p>
<p><strong>Moeda de Papel</strong></p>
<p>Na Idade Média, surgiu o costume de se guardarem os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel.</p>
<p>No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como, hoje, fazemos com os cheques.</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span></p>
<p>Com o tempo, da mesma forma ocorrida com as moedas, os governos passaram a conduzir a emissão de cédulas, controlando as falsificações e garantindo o poder de pagamento.</p>
<p>Atualmente quase todos os países possuem seus bancos centrais, encarregados das emissões de cédulas e moedas.</p>
<p>A moeda de papel evoluiu quanto à técnica utilizada na sua impressão. Hoje a confecção de cédulas utiliza papel especialmente preparado e diversos processos de impressão que se complementam, dando ao produto final grande margem de segurança e condições de durabilidade.</p>
<p><strong>Formatos Diversos</strong></p>
<p>O dinheiro variou muito, em seu aspecto físico, ao longo dos séculos.</p>
<p>As moedas já se apresentaram em tamanhos ínfimos, como o stater, que circulou em Aradus, Fenícia, atingindo também grandes dimensões como as do dáler, peça de cobre na Suécia, no século XVII.</p>
<p>Embora, hoje, a forma circular seja adotada em quase todo o mundo, já existiram moedas ovais, quadradas, poligonais etc. Foram, também, cunhadas em materiais não metálicos diversos, como madeira, couro e até porcelana. Moedas de porcelana circularam, neste século, na Alemanha, quando, por causa da guerra, este país enfrentava grave crise econômica.</p>
<p>As cédulas, geralmente, se apresentam no formato retangular e no sentido horizontal, observando-se, no entanto, grande variedade de tamanhos. Existem, ainda, cédulas quadradas e até as que têm suas inscrições no sentido vertical.</p>
<p>As cédulas retratam a cultura do país emissor e nelas podem-se observar motivos característicos muito interessantes como paisagens, tipos humanos, fauna e flora, monumentos de arquitetura antiga e contemporânea, líderes políticos, cenas históricas etc.</p>
<p>As cédulas apresentam, ainda, inscrições, geralmente na língua oficial do país, embora em muitas delas se encontre, também, as mesmas inscrições em outros idiomas. Essas inscrições, quase sempre em inglês, visam a dar à peça leitura para maior número de pessoas.</p>
<p><strong>Sistema Monetário</strong></p>
<p>O conjunto de cédulas e moedas utilizadas por um país forma o seu sistema monetário. Este sistema, regulado através de legislação própria, é organizado a partir de um valor que lhe serve de base e que é sua unidade monetária.</p>
<p>Atualmente, quase todos os países utilizam o sistema monetário de base centesimal, no qual a moeda divisionária da unidade representa um centésimo de seu valor.</p>
<p>- Normalmente os valores mais altos são expressos em cédulas e os valores menores em moedas. Atualmente a tendência mundial é no sentido de se suprirem as despesas diárias com moedas. As ligas metálicas modernas proporcionam às moedas durabilidade muito superior à das cédulas, tornando-as mais apropriadas à intensa rotatividade do dinheiro de troco.</p>
<p>- Os países, através de seus bancos centrais, controlam e garantem as emissões de dinheiro. O conjunto de moedas e cédulas em circulação, chamado meio circulante, é constantemente renovado através de processo de saneamento, que consiste na substituição das cédulas gastas e rasgadas.</p>
<p><strong>Cheque</strong></p>
<p>- Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso, o dinheiro cada vez mais se desmaterializa, assumindo formas abstratas.</p>
<p>Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários.</p>
<p>O importante papel que esse meio de pagamento ocupa, hoje, na economia, deve-se às inúmeras vantagens que proporciona, agilizando a movimentação de grandes somas, impedindo o entesouramento do dinheiro em espécie e diminuindo a necessidade de troco, por ser um papel preenchido à mão, com a quantia de que se quer dispor.</p>
<p>O dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços que pode comprar. É uma espécie de título que dá a seu portador a faculdade de se considerar credor da sociedade e de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno.</p>
<p>A moeda não foi, pois, genialmente inventada, mas surgiu de uma necessidade e sua evolução reflete, a cada momento, a vontade do homem de adequar seu instrumento monetário à realidade de sua economia.</p>
<p><strong>Dinheiro de Plástico</strong></p>
<p><strong>Cartões de Crédito</strong></p>
<p>- O uso de moedas e cédulas está sendo substituído cada vez mais por pequenos cartões de plástico. Instituições financeiras, bancos e um crescente número de lojas oferecem a seus clientes cartões que podem ser usados na compra de grande número de bens e serviços, inclusive em lojas virtuais através da Internet. Os cartões não são dinheiro real: simplesmente registram a intenção de pagamento do consumidor. Cedo ou tarde a despesa terá de ser paga, em espécie ou em cheque. É, portanto, uma forma imediata de crédito.</p>
<p>- O Cartão de crédito surgiu nos Estados Unidos na década de 20. Postos de gasolina, hotéis e firmas começaram a oferecê-los para seus clientes mais fiéis. Eles podiam abastecer o carro ou hospedarem-se num hotel sem usar dinheiro ou cheque.</p>
<p>- Em 1950, o Diners Club criou o primeiro cartão de crédito moderno. Era aceito inicialmente em 27 bons restaurantes daquele país e usado por importantes homens de negócios, como uma maneira prática de pagar suas despesas de viagens a trabalho e de lazer. Confeccionado em papel cartão, trazia o nome do associado de um lado e dos estabelecimentos filiados em outro. Somente em 1955 o Diners passou a usar o plástico em sua fabricação.</p>
<p>- Em 1958, foi a vez do American Express lançar o seu cartão. Na época, os bancos perceberam que estavam perdendo o controle do mercado para essas instituições, e no mesmo ano o Bank of America introduziu o seu BankAmericard. Em 1977, o BankAmericard passa a denominar-se Visa. Na década de 90, o Visa torna-se o maior cartão com circulação mundial, sendo aceito em 12 milhões de estabelecimentos.</p>
<p>- Muitos cartões de plástico não têm poder de compra. Simplesmente ajudam a usar e a obter formas conhecidas de dinheiro. São os cartões de banco que garantem cheques, retiram dinheiro e fazem pagamentos em caixas automáticos.</p>
<p>- Outros cartões aliam as funções de compra, movimentação de conta-corrente e garantia de cheques especiais.</p>
<p>- O comércio vem criando os seus próprios cartões. Destinados a atender a uma clientela mais fiel, eles facilitam a compra e eliminam a burocracia na abertura de crédito.</p>
<p>- Em diversos países os cartões telefônicos são uma maneira prática de realizar ligações de telefones públicos sem o incômodo de fichas e moedas. A cada chamada a tarifa é descontada do valor facial do cartão.</p>
<p>- O mais recente avanço tecnológico em termos de cartão foi o desenvolvimento do smart card, o cartão inteligente. Perfeito para a realização de pequenas compras, ele vem com um chip que pode ser carregado com uma determinada soma em dinheiro. À medida que o portador vai gastando, seu saldo vai sendo eletronicamente descontado. Quando o saldo acaba, o cartão pode ser carregado com uma nova quantia.</p>
<p>- Os cartões se multiplicaram. Hoje eles estão cada vez mais direcionados para os diversos nichos de mercado. São cartões de afinidade, que apoiam campanhas sociais, ecológicas; cartões para atender jovens e universitários; ou cartões de negócios destinados a altos funcionários de empresas.</p>
<p><strong>O Dinheiro no Brasil &#8211; do Descobrimento ao Reino Unido<img class="alignnone size-medium wp-image-2073" title="c_r04c09" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/07/c_r04c092-300x208.jpg" alt="c_r04c09" width="300" height="208" /></strong></p>
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<p><strong>As Primeiras Moedas</strong></p>
<p>No início do período colonial, o meio circulante brasileiro foi sendo formado de modo aleatório, com as moedas trazidas pelos colonizadores, invasores e piratas que comercializavam na costa brasileira. Assim, ao lado das moedas portuguesas, circularam também moedas das mais diversas nacionalidades, cuja equivalência era estabelecida em função do seu valor intrínseco (conteúdo metálico).</p>
<p>A partir de 1580, com a formação da União Ibérica, verificou-se uma afluência muito grande de moedas de prata espanholas (reales), provenientes do Peru, graças ao florescente comércio que se desenvolveu através do Rio da Prata. Até o final do século XVII, os reales espanhóis constituíram a parcela mais expressiva do dinheiro em circulação no Brasil.</p>
<p>As moedas portuguesas que aqui circulavam eram as mesmas da Metrópole, oriundas de diversos reinados. Cunhadas em ouro, prata e cobre, essas moedas tinham os seus valores estabelecidos em réis e possuíam às vezes denominações próprias, como Português, Cruzado, São Vicente, Tostão, Vintém. A moeda de 1 real, unidade do sistema monetário, era cunhada em cobre.</p>
<p><strong>Moedas Contramarcadas</strong></p>
<p>A longa guerra mantida contra os espanhóis, após a restauração da independência de Portugal, custou elevadas somas à coroa portuguesa. Para conseguir os recursos necessários, D. João IV (1640-1656) e D. Afonso VI (1656-1667) recorreram a sucessivas alterações no padrão monetário, determinando reduções nos pesos das novas moedas fabricadas e procedendo a aumentos no valor das moedas em circulação. Posteriormente, durante o reinado de D. Pedro II &#8211; Rei de Portugal (1667-1706), também foram efetuados aumentos nos valores correntes das moedas.</p>
<p>Em algumas ocasiões esses aumentos foram praticados sem que fossem efetuadas alterações nas moedas; em outras, foram concretizados mediante a aposição de contramarcas (carimbos). Dessa forma, foram contramarcadas diversas moedas portuguesas de ouro e prata e reales espanhóis de prata, em circulação no reino e nas províncias.</p>
<p>Para a aplicação desses carimbos foram instaladas, nas principais capitanias do Brasil, oficinas monetárias temporárias, que funcionavam apenas durante os processos de carimbagem.</p>
<p><strong>Marcas para Evitar o Cerceio</strong></p>
<p>A adulteração das moedas de ouro e prata, pela prática ilegal de raspagem dos bordos para retirada do metal (cerceio), assumira proporções calamitosas em Portugal e nos seus domínios, levando D. Pedro II (1667-1706) a adotar várias medidas para impedir a sua continuidade. Dentre essas medidas encontram-se a colocação de cordão (espécie de serrilha em forma de cordão) e de marca (esfera armilar coroada, aplicada junto à orla) e a cunhagem de novas orlas nas moedas de cunhos antigos.</p>
<p><strong>Moedas-Mercadorias</strong></p>
<p>Nos dois primeiros séculos após o descobrimento, face à inexistência de uma política monetária especial para a Colônia, a quantidade de moedas em circulação era insuficiente para atender às necessidades locais. Por esse motivo, diversas mercadorias foram utilizadas como dinheiro, inclusive pelo próprio governo, sendo comuns os pagamentos realizados em açúcar, algodão, fumo, ferro, cacau e cravo, entre outros.</p>
<p>Em algumas ocasiões, o uso de mercadorias como moeda obedeceu a determinações legais. Em 1614, por exemplo, o Governador do Rio de Janeiro estabeleceu que o açúcar corresse como moeda legal, ordenando que os comerciantes o aceitassem obrigatoriamente como pagamento. No Maranhão, que constituía um estado politicamente separado do Brasil e onde a principal moeda corrente era o algodão, foi legalmente estabelecida, em 1712, a circulação do açúcar, cacau, cravo e tabaco como moeda.</p>
<p>Os escravos africanos chegados ao Brasil utilizaram em suas trocas o zimbo, concha de um molusco encontrada nas praias brasileiras e que circulava como dinheiro no Congo e em Angola.</p>
<p><strong>As Moedas Holandesas</strong></p>
<p>Cercados pelos portugueses no litoral de Pernambuco e não dispondo de dinheiro para pagar seus soldados e fornecedores, os holandeses realizaram a primeira cunhagem de moedas em território brasileiro. Conhecidas como &#8220;moedas obsidionais&#8221; ou &#8220;moedas de cerco&#8221;, estas foram também as primeiras moedas a trazerem o nome do Brasil. Face à inexistência de ferramentas e materiais adequados, bem como à urgência do trabalho, as moedas foram feitas de forma bastante rudimentar.</p>
<p>Em 1645 e 1646 foram cunhadas moedas de ouro de III, VI e XII florins e em 1654, pouco antes da partida, moedas de prata, nos valores de XII, X, XX, XXX e XXXX soldos, havendo, entretanto, polêmica quanto à autenticidade dos quatro últimos valores. A inscrição G.W.C. corresponde às iniciais de &#8220;Companhia das Índias Ocidentais&#8221;, em holandês.</p>
<p><strong>As Primeiras Casas da Moeda</strong></p>
<p>Nas duas últimas décadas do século XVII agravou-se a situação de falta de moeda no Brasil, comprometendo o funcionamento da economia e provocando drástica redução nas rendas da Coroa. Inúmeras representações, pedindo solução para o problema, foram encaminhadas ao rei pelos governadores gerais e das capitanias, representantes das câmaras e membros da igreja e da nobreza. Em 1694, finalmente, D. Pedro II (1667-1706) resolveu criar uma casa da moeda na Bahia, para a cunhagem de moeda provincial para o Brasil.</p>
<p>Todas as moedas de ouro e prata em circulação na colônia deveriam ser obrigatoriamente enviadas à Casa da Moeda, para serem transformadas em moedas provinciais. Essa medida acarretava problemas às demais capitanias, em função das dificuldades e riscos do transporte. Assim, para atender às necessidades da população, a Casa da Moeda foi transferida em 1699 para o Rio de Janeiro e no ano seguinte para Pernambuco, onde funcionou até 1702. Em 1703, por ordem de D. Pedro II, foi instalada novamente no Rio de Janeiro, não mais com a finalidade de cunhar moedas provinciais, mas para transformar o ouro em moedas para o reino.</p>
<p>Foram cunhadas moedas de ouro, nos valores de 4.000, 2.000 e 1.000 réis, e de prata, nos valores de 640, 320, 160, 80, 40 e 20 réis. O conjunto de moedas de prata é conhecido como série das patacas, em função da denominação &#8220;pataca&#8221;, atribuída ao valor de 320 réis.</p>
<p><strong>Moedas de Cobre Angolanas</strong></p>
<p>Como as casas da moeda não cunharam moedas de cobre, foi autorizada a circulação no Brasil de moedas destinadas a Angola, fabricadas na cidade do Porto, nos valores de 10 e 20 réis. Essas moedas eram necessárias para as transações de pequeno valor.</p>
<p><strong>O Ouro se Transforma em Moeda</strong></p>
<p>Na primeira metade do século XVIII, a elevada produção de ouro possibilitou o funcionamento simultâneo de três casas da moeda e a cunhagem de grande quantidade de peças, cujos valores e beleza testemunham a opulência que caracterizou o período do reinado de D. João V (1706-1750).</p>
<p>Inicialmente foram cunhadas, nas casas da moeda do Rio de Janeiro (1703) e da Bahia (1714), moedas idênticas às do Reino: moeda, meia moeda e quartinho, com valores faciais de 4.000, 2.000 e 1.000 réis . Embora com as mesmas denominações das moedas provinciais, essas peças possuíam maior peso e seu valor de circulação era 20% superior ao valor facial.</p>
<p>O estabelecimento de uma casa da moeda em Minas Gerais foi determinado em 1720, quando da proibição da circulação do ouro em pó dentro da capitania. Além de moedas iguais às cunhadas no Reino, no Rio e na Bahia, a nova casa da moeda deveria fabricar peças com valores nominais de 20.000 e 10.000 réis, as quais circulariam com os valores efetivos de 24.000 e 12.000 réis. Instalada em Vila Rica, a casa da moeda de Minas funcionou no período de 1724 a 1734.</p>
<p>Em 1722 D. João V alterou a forma e o valor das moedas de ouro portuguesas, criando a série dos escudos, com os valores de 12.800 réis (dobra de 8 escudos), 6.400 réis (dobra de 4 escudos), 3.200 réis (dobra de 2 escudos), 1.600 réis (escudo) e 800 réis (1/2 escudo). Cunhadas no Brasil a partir de 1727, essas moedas trazem no anverso a efígie do rei. Dentro dessa série foi introduzida, em 1730, a peça de 400 réis (cruzadinho).</p>
<p><strong>Moedas de Ouro de D. José I e D. Maria I</strong></p>
<p>Nos reinados de D. José I (1750-1777) e de D. Maria I (1777-1805), continuou sendo cunhada a série dos escudos, com exceção da peça de 12.800 réis, cuja cunhagem havia sido suspensa por D. João V, em 1732. Voltaram também a ser fabricadas as moedas provinciais de ouro, nos valores de 4.000, 2.000 e 1.000 réis, que não eram cunhadas desde 1702.</p>
<p>Nos escudos de D. Maria, as efígies representam duas fases distintas de seu reinado. Na primeira ela aparece ao lado do marido, D. Pedro III. Após a morte deste, em 1786, é retratada sozinha, primeiro com um véu de viúva e depois com um toucado ornado com jóias e fitas.</p>
<p><strong>Moedas da Série &#8220;J&#8221;</strong></p>
<p>Em 1750 D. José proibiu a circulação de moedas de ouro nas regiões de mineração, considerando que as transações comerciais naquelas comarcas poderiam ser realizadas com barras de ouro marcadas e ouro em pó. Para atender às necessidades do comércio miúdo na região, mandou que as casas da moeda do Rio de Janeiro e da Bahia cunhassem moedas provinciais de prata e cobre.</p>
<p>Em 1752, entretanto, atendendo à sugestão do governador da capitania de Minas, determinou que fossem cunhadas também moedas de prata com os valores de 600, 300, 150 e 75 réis, tendo em vista que os preços nas regiões das minas eram estabelecidos em termos de oitavas e de seus submúltiplos, valendo a oitava de ouro não quintado 1.200 réis.</p>
<p>Para evitar confusão com as moedas provinciais de prata de 640, 320, 160 e 80 réis, em função da proximidade dos valores, nas novas moedas o escudo com as armas de Portugal foi substituído por um &#8220;J&#8221; com uma coroa em cima.</p>
<p><strong>Moedas de Cobre no Século XVIII</strong></p>
<p>Durante o reinado de D. João V, a Casa da Moeda de Lisboa fabricou moedas de cobre de 10 e 20 réis, especialmente destinadas ao Brasil. Moedas com esses mesmos valores foram cunhadas também pela Casa da Moeda da Bahia, que em 1729 realizou a primeira cunhagem de moedas de cobre no Brasil.</p>
<p>Em 1730 foram enviadas para Minas moedas de cobre cunhadas em Lisboa em 1722, nos valores de 20 e 40 réis, com pesos bastante reduzidos, as quais deveriam circular apenas naquela capitania.</p>
<p>No reinado de D. José I, entraram em circulação moedas provinciais de cobre nos valores de 5, 10, 20 e 40 réis, cunhadas em Lisboa e no Brasil.</p>
<p>Sob o reinado de D. Maria I, não houve cunhagem de cobre no Brasil. Todas as moedas foram fabricadas em Lisboa, mantendo inicialmente os mesmos pesos e valores do período anterior. Em 1799, entretanto, já sob a regência de D. João, as moedas de cobre tiveram seus pesos reduzidos em cerca de 50%.</p>
<p><strong>Bilhetes da Extração &#8211; Primeira Moeda-Papel</strong></p>
<p>A partir de 1772, a extração de diamantes na região do Tejuco do Serro Frio (atual Diamantina) passou a ser feita diretamente pela Coroa Portuguesa, que para isso criou a Real Extração dos Diamantes.</p>
<p>Quando havia insuficiência de recursos para o custeio das despesas, a Administração dos Diamantes emitia bilhetes que eram resgatados quando chegavam os suprimentos em moeda remetidos pela Fazenda Real. No início esses bilhetes tinham grande credibilidade, sendo aceitos em todas as transações comerciais da região.</p>
<p><strong>Moedas para o Maranhão e Grão-Pará</strong></p>
<p>Em 1748 D. João V determinou a cunhagem de moedas provinciais de ouro, prata e cobre para o Estado do Maranhão e Grão-Pará, no total de 80 contos de réis. Cunhadas em 1749, pela Casa da Moeda de Lisboa, essas moedas tinham as mesmas denominações e pesos das moedas provinciais brasileiras.</p>
<p>Segundo depoimentos da época, a introdução dessa moeda provocou grande confusão no Estado, uma vez que os preços dos salários e de todos os produtos estavam fixados em termos de algodão e especiarias</p>
<p><strong>Barras de Ouro e Certificados</strong></p>
<p>Com o objetivo de garantir a cobrança do imposto do quinto, foram estabelecidas casas de fundição nas principais regiões auríferas do país, para as quais deveria ser levado todo o ouro extraído.</p>
<p>Depois de deduzida a quinta parte, o ouro era fundido e transformado em barras, nas quais eram registrados o ano, a marca oficial da casa de fundição, o número de ordem, o título e o peso do ouro. Assim legalizado, o ouro era devolvido a seu proprietário, acompanhado de um certificado.</p>
<p>Essas barras tiveram ampla circulação no Brasil, desempenhando a função de moeda, particularmente nas capitanias do interior.</p>
<p><strong>A Moeda de 960 Réis</strong></p>
<p>O declínio da produção de ouro no Brasil levou D. João a proibir, em 1808, a circulação do ouro em pó, com o objetivo de impedir seu desvio, que acarretava grandes prejuízos à Coroa. Todo o ouro em pó deveria ser levado às casas de fundição; as parcelas de peso equivalente ou superior a 1 onça (28,6875 g) seriam fundidas em barras e as de peso inferior, resgatadas em moedas.</p>
<p>Para suprir o meio circulante das regiões de mineração, foi autorizada a circulação de moedas de ouro, que estava proibida desde 1750, e a nacionalização de moedas hispano-americanas de prata.</p>
<p>Os pesos espanhóis (8 reales), que valiam entre 750 e 800 réis, receberam carimbo de 960 réis, inicialmente na capitania de Minas Gerais (1808) e mais tarde na do Mato Grosso (1818).</p>
<p>Em 1809 foi criada a moeda provincial de 960 réis, cuja cunhagem teve início em 1810.</p>
<p><strong>Carimbos de Escudete</strong></p>
<p>Para uniformizar o meio circulante brasileiro, onde moedas do mesmo metal e do mesmo peso tinham valores diferentes, D. João determinou, em 1809, a aposição de carimbo em forma de escudete nas moedas da série &#8220;J&#8221;, para equipará-las às da série das &#8220;patacas&#8221;, e nas moedas de cobre cunhadas antes de 1799, para duplicar seus valores.</p>
<p><strong>D. João, Príncipe Regente e Rei</strong></p>
<p>Embora D. João tenha assumido a regência em 1799, durante alguns anos as moedas continuaram sendo cunhadas com o nome de D. Maria I. As primeiras moedas de ouro cunhadas com a legenda &#8220;João Príncipe Regente&#8221; foram produzidas em 1805, antes de sua chegada ao Brasil.</p>
<p>A elevação do Brasil à condição de Reino Unido foi registrada nas peças em ouro, prata em cobre cunhadas em 1816, com a legenda &#8220;João, por Graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal, Brasil e Algarves&#8221;.</p>
<p>Com a aclamação de D. João como D. João VI, em 1818, as moedas passaram a ter as armas do Reino Unido e a legenda &#8220;João VI, por Graça de Deus, Rei de Portugal, Brasil e Algarves&#8221;.</p>
<p><strong>Troco do Ouro em Pó</strong></p>
<p>Face à inexistência de moedas de pequeno valor que se ajustassem ao troco de pequenas quantidades de ouro em pó, D. João estabeleceu que o mesmo fosse feito também com bilhetes impressos nos valores de 1, 2, 4, 8, 12 e 16 vinténs de ouro, correspondendo cada vintém a 37 e 1/2 réis. Emitidos em grande quantidade, esses bilhetes tiveram ampla circulação na capitania de Minas, integrando o seu meio circulante. Posteriormente, em função do aparecimento de grande número de bilhetes falsificados, sua emissão foi suspensa.</p>
<p>Em 1818 foram cunhadas moedas de cobre nos valores de 75 réis e 37 e 1/2 réis, para a realização do troco do ouro em pó.</p>
<p><strong>Notas do Banco do Brasil</strong></p>
<p>A criação do Banco do Brasil, por meio de Alvará de 12 de outubro de 1808, teve por principal objetivo dotar a Coroa de um instrumento para levantamento dos recursos necessários à manutenção da corte.</p>
<p>De acordo com seus estatutos, o banco deveria emitir bilhetes pagáveis ao portador, com valores a partir de 30 mil réis. As emissões do Banco tiveram início em 1810 e a partir de 1813 foram emitidos bilhetes com valores abaixo do limite mínimo inicialmente estabelecido.</p>
<p>Entre 1813 e 1820, as emissões atingiram 8.566 contos de réis, em grande parte determinadas pelo fornecimento de moeda-papel para fazer face às crescentes despesas da corte e da administração régia, que anualmente excediam a receita arrecadada. A partir de 1817, os bilhetes do Banco começaram a perder a credibilidade, sofrendo grande desvalorização.</p>
<p>Em abril de 1821, antes de regressar a Portugal, o rei e toda a sua corte resgataram todas as notas em seu poder, trocando-as por moedas, metais e jóias depositados no Banco, obrigando a instituição a suspender, a partir de julho, a conversibilidade dos bilhetes.</p>
<p>Fontes:</p>
<p>Banco Central do Brasil – <a href="http://">www.bcb.gov.br</a></p>
<p>&#8220;As Muitas Faces da Moeda&#8221; do Centro Cultural do Banco do Brasil</p>
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		<title>Swap</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 09:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Entenda o que é, como funciona e quais as modalidades e utilidades de um contrato do derivativo Swap (troca de indexadores)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Swap</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Contratos de swap são, na prática, “troca” de índices, feitos por quem deseja fazer hedge (se proteger) contra a variação de um índice específico. As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Esses contratos de swap são bastante flexíveis. As partes envolvidas no processo poderão acertar entre si quais os indicadores, o prazo e as características acordadas. O mercado financeiro, na prática, acabou por eleger algumas combinações preferidas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Um exemplo comum é o do exportador conservador que não gostaria de correr os riscos de uma oscilação cambial. Isso ocorre porque suas receitas são em dólares e despesas em reais, não interessando a ele, portanto, correr o risco da variação do câmbio. Em virtude dessa situação ele pode fazer um swap com um contrato de DI contra dólar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Nesse caso o banco assume o risco em dólar e, em troca, o exportador conta com os juros do DI &#8211; que é um ativo corrigido pela taxa diária dos juros. Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida pós-fixada e quer evitar o risco de uma alta nos juros. Nessa situação o devedor procura um banco que aceita a troca da taxa pós-fixada por uma taxa prefixada e assume o risco.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>É claro que existe um prêmio de risco embutido. No exemplo do devedor acima, o banco cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que está correndo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Depois de acertados os termos do negócio, o contrato deverá ser registrado ou na CETIP ou na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F). No caso da CETIP, os contratos são todos feitos sem garantia. Já a BM&amp;F oferece a alternativa dos contratos terem garantias, que incluem depósito de garantias na própria Bolsa por parte dos envolvidos na operação.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>De acordo com a legislação do Banco Central, podem ser usadas taxas de juros, índices de preços, taxas de câmbio (moedas estrangeiras) e ouro. Portanto, o leque de combinações entre as partes é grande.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Os índices mais utilizados atualmente são o DI, dólar comercial e flutuante, IGP-M, IGP-DI, ouro, taxa prefixada, taxa SELIC, TR, TBF e TJLP.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, conforme tabelas fornecidas pela Receita Federal. De um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.</strong></div>
<p><strong>Swap</strong></p>
<p>Contratos de swap são, na prática, “troca” de índices, feitos por quem deseja fazer hedge (se proteger) contra a variação de um índice específico. As modalidades de swap são várias e dão flexibilidade para as partes envolvidas combinarem os indicadores, os prazos e outras características do contrato.</p>
<p>Esses contratos de swap são bastante flexíveis. As partes envolvidas no processo poderão acertar entre si quais os indicadores, o prazo e as características acordadas. O mercado financeiro, na prática, acabou por eleger algumas combinações preferidas.</p>
<p>Um exemplo comum é o do exportador conservador que não gostaria de correr os riscos de uma oscilação cambial. Isso ocorre porque suas receitas são em dólares e despesas em reais, não interessando a ele, portanto, correr o risco da variação do câmbio. Em virtude dessa situação ele pode fazer um swap com um contrato de DI contra dólar.</p>
<p>Nesse caso o banco assume o risco em dólar e, em troca, o exportador conta com os juros do DI &#8211; que é um ativo corrigido pela taxa diária dos juros. Outra operação muito comum é a de quem tem uma dívida pós-fixada e quer evitar o risco de uma alta nos juros. Nessa situação o devedor procura um banco que aceita a troca da taxa pós-fixada por uma taxa prefixada e assume o risco.</p>
<p>É claro que existe um prêmio de risco embutido. No exemplo do devedor acima, o banco cobrará uma taxa de juros um pouco mais alta do que a de mercado, para neutralizar o risco que está correndo.</p>
<p>Depois de acertados os termos do negócio, o contrato deverá ser registrado ou na CETIP ou na Bolsa de Mercadorias &amp; Futuros (BM&amp;F). No caso da CETIP, os contratos são todos feitos sem garantia. Já a BM&amp;F oferece a alternativa dos contratos terem garantias, que incluem depósito de garantias na própria Bolsa por parte dos envolvidos na operação.</p>
<p>De acordo com a legislação do Banco Central, podem ser usadas taxas de juros, índices de preços, taxas de câmbio (moedas estrangeiras) e ouro. Portanto, o leque de combinações entre as partes é grande.</p>
<p>Os índices mais utilizados atualmente são o DI, dólar comercial e flutuante, IGP-M, IGP-DI, ouro, taxa prefixada, taxa SELIC, TR,  e TJLP.</p>
<p>Quando intermediados por instituições financeiras, os contratos de swap estão sujeitos à incidência de IOF e IR, conforme tabelas fornecidas pela Receita Federal. De um modo geral, a alíquota do IOF é decrescente, em função do prazo de permanência do contrato.</p>
<p class="MsoNormal">Fundamental é calcular os custos envolvidos na operação. Muitas vezes spreads, diferença de taxas, e custos adicionais, acabam inviabilizando o hedge, sendo mais vantajoso correr o risco da variação do índice que se está exposto.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Contrato BM&amp;F de  Operação  estruturada de  swap cambial  com futuro de dólar: <a href="http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Financeiros/PDF/Swapcambial-DOLfut.pdf">http://www.bmf.com.br/bmfbovespa/pages/contratos1/Financeiros/PDF/Swapcambial-DOLfut.pdf</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Caderno de fórmulas de cálculos de swap &#8211; Cetip</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.cetip.com.br/docs/Caderno_de_Formulas/SPR.pdf">http://www.cetip.com.br/docs/Caderno_de_Formulas/SPR.pdf</a></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Fontes:</p>
<p class="MsoNormal">Banco Central do Brasil</p>
<p class="MsoNormal">Bolsa de Mercadorias e Futuros &#8211; BM&amp;F</p>
<div>Cetip &#8211; Central de Títulos Privados</div>
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		<title>Educação financeira</title>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 05:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[administração de recursos]]></category>
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		<category><![CDATA[conhecimento técnico]]></category>
		<category><![CDATA[fundo de previdência]]></category>
		<category><![CDATA[investimento financeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[É evidente que ensinar os vários tipos de análises, conhecer os ativos e as peculiaridades dos mercados onde são operados é muito importante, no entanto, educar financeiramente é ensinar o investidor a pensar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate em torno da necessidade inevitável de o Brasil reduzir a taxa básica de juros e os altos spreads bancários para uma nova realidade econômica que se apresenta mostra que todo o sistema de aplicações de recursos, não só a poupança, criado em uma época de hiperinflação, precisa ser revisto. Dentro deste contexto a chamada Educação Financeira passa a ser fundamental.</p>
<p>Ao longo do tempo educar o investidor passou a ser o ensino de uma gama de metodologias operacionais permeadas por glossários explicativos. É evidente que ensinar os vários tipos de análises, conhecer os ativos e as peculiaridades dos mercados onde são operados é muito importante, no entanto, educar financeiramente é ensinar o investidor a pensar. Só tendo uma consciência analítica irá descobrir qual é de fato o seu perfil de investidor, para daí então procurar se fundamentar através do conhecimento técnico e literário estudados, o seu projeto de investimento financeiro.</p>
<p>Importante é definir qual o objetivo a ser atingido. Investir no curto prazo, trader diário, longo prazo, plano de aposentadoria complementar, poupança para aquisição de um bem futuro? Qual o objetivo a ser buscado?</p>
<p>A partir da meta a ser alcançada o próximo passo é entender de fato como as aplicações financeiras se movimentam e quais as peculiaridades que possuem. O longo período de taxa alta de juros no Brasil mascarou uma série de distorções que precisarão ser corrigidas.</p>
<p>Não é só a forma de cálculo do rendimento da poupança que precisa ser refeita, a cobrança de tarifas de serviços bancários e as taxas cobradas na administração de recursos ficarão tão evidenciadas em um novo patamar de juros baixos que serão insustentáveis em um futuro bem próximo. Desonerar as aplicações financeiras e dar maior transparência a seus indicadores é inexorável.</p>
<p>Alguns questionamentos terão que ser respondidos:</p>
<p>- Por que o Brasil pratica uma taxa de juros de curto prazo tão alta, que acaba indexando ativos e desestimulando o verdadeiro investidor a alongar aplicações?</p>
<p>- Qual a razão de se vincular a grande maioria dos investimentos a taxa CDI? Quem se beneficia e quem se prejudica com isso? Exemplo: em 25/05, taxa da meta selic atual 10,25% ao ano, taxa média diária apurada 10,16%, taxa média CDI 9,98%. Isto representa um CDI, a 98,22% da média selic e 97,37% da taxa da meta.</p>
<p>- Por mais que se tente esclarecer o investidor a imensa maioria dos analistas e assessores financeiros, principalmente gerentes da rede bancária, continua indicando operações vinculadas ao percentual do CDI e fundos de investimentos como aplicações em Renda Fixa.</p>
<p>- Seu gerente de conta quer te indicar a melhor aplicação ou vender os produtos que são mais rentáveis aos bancos e aumentam sua comissão?</p>
<p>- Por que a CBLC tem que custodiar e cobrar uma taxa nos títulos adquiridos através do Tesouro Direto se já existe o sistema Selic?<br />
Quando se aplica em um fundo de previdência complementar o risco do cotista, são as seguradoras os bancos que vendem o produto?</p>
<p>Não só estes, mas também outros questionamentos terão que ser enquadrados dentro da nova realidade financeira que se apresenta. Já que são fundamentais para que o investidor saiba com clareza no que está investindo, os custos, retornos e a natureza de seu investimento.</p>
<p>Estar preparado para atuar nos mercados com segurança e sabedoria não é só conhecer todas as técnicas operacionais, é também conhecer o funcionamento e as regras do jogo.</p>
<p>Um exemplo antigo de não educação financeira está no livro Balzac, de Johnnes Willms, lançado no Brasil pela Editora Planeta. Nele o autor conta que o pai de Balzac, Bernard François, perdeu todo o dinheiro que guardava para a aposentadoria porque o banco onde depositava suas economias quebrou e ele então acabou aposentado compulsoriamente aos 73 anos de idade, passando a receber uma modesta pensão. &#8220;Desta maneira, os Balzac não tinham outra opção senão simplificar o mais rápido possível seu estilo de vida&#8221;</p>
<p>Ser educado financeiramente é atingir um estágio analítico, avaliar e ponderar opiniões. Quando isto acontecer saberá através de seu conhecimento técnico e de experiências anteriores os erros e acertos cometidos. Com isto, de certo, terá mais acertos do que erros e a consciência de que o maior responsável pelo sucesso ou fracasso de seus investimentos é você mesmo!</p>
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		<title>Operação Long &amp; Short</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 09:59:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[arbitragem]]></category>
		<category><![CDATA[arbitragem entre ações]]></category>
		<category><![CDATA[especuladores]]></category>
		<category><![CDATA[garantias]]></category>
		<category><![CDATA[long & short]]></category>
		<category><![CDATA[long/short]]></category>
		<category><![CDATA[players do mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[Consiste em uma operação de mercado neutro, usualmente praticada por árbitros do mercado, utilizando-se de distorções provocadas por movimento de especuladores ou outros players do mercado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Long &amp; Short</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Conceito</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Consiste em uma operação de mercado neutro, usualmente praticada por árbitros do mercado, utilizando-se de distorções provocadas por movimento de especuladores ou outros players do mercado.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Esta operação, conhecida no mercado brasileiro como Long &amp; Short ou Long/Short, em português seria algo como Arbitragem entre Ações. É um tipo especifico de operação de Hedge, no qual se busca a neutralidade em relação aos índices principais do mercado. Trata-se basicamente de uma operação de arbitragem entre papéis;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Esta arbitragem entre dois ativos busca performance relativa entre ambos, ou seja, que a ponta ativa (comprada) performe melhor que ponta passiva (vendida) ou vice-versa. Não interessa neste caso se o índice da bolsa cai 10% ou sobe 10%, a operação pouco sofre influencia disto, se o ativo Long (ponta comprada) cair 10% mas o ativo Short (ponta vendida) cair 15% a operação gerou um lucro de 5% no diferencial dos dois papéis.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Utiliza-se a o termo Spread entre ativos para indicar a situação de um par de ativos, Ex.: Qual o Spread entre GOLL4 e TAMM44? Ele se dará pela razão de seus preços, sendo calculado geralmente o primeiro ativo citado (no nosso caso GOLL4) como o numerador.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Tipos de Long &amp; Short</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Levando-se em conta a qualidade de cada ativo envolvido na operação temos:</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Intra-setoriais &#8211; Este tipo de operação baseia-se na correlação de preços que as duas empresas demonstram no mercado, caso haja uma grande distorção não justificável entre os preços destes ativos, pode ocorrer uma operação de arbitragem entres estes pares. Ex.: ITAU vs. Bradesco;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Intersetoriais &#8211; E um dos tipos menos vistos no mercado, por ser de maior risco, deve haver um grande conhecimento dos dois mercados, mas, também proporciona os maiores ganhos potenciais. Ex.: Sadia vs. Usiminas;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>ON vs. PN &#8211; é a mais comum das operações entre pares, e, como se trata basicamente da mesma empresa tanto na ponta vendida quanto comprada, o risco e muito baixo, por isso os volumes nestas operações são muito grandes, e, tendem a remunerar uma taxa não muito atrativa. Ex.: Petrobras ON vs Petrobras PN;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Controlada vs. Controladora: Algumas empresas listadas na bolsa são controladoras de outras empresas também listadas na mesma bolsa, e, também detêm um número razoável de ações destas, sendo assim, seus resultados são muito similares, na maioria das vezes a controlada representa quase que a totalidade dos ativos da controladora, facilitando ainda mais a operação de arbitragem e reduzindo os riscos. Ex.: Banco Itaú vs. Itaú S.A..</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Operacionalizando o Long &amp; Short</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Como qualquer tipo de operação de arbitragem, faz se necessário a utilização de margens de garantia depositadas na Bolsa para que se possam realizar tais operações. Tais garantias podem ser na forma de:</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Títulos Públicos;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>CDB;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Ações;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Dinheiro;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong></strong><span style="white-space: pre;"><strong> </strong></span><strong>Carta-Fiança.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Estas garantias são necessárias devido à posição Vendida que se toma em um dos papéis em questão, pois, tal venda ocorre a descoberto, ou seja, o vendedor não possui tais papéis, ele os aluga no Banco de Títulos da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia  (CBLC) a uma taxa mínima anual. Cada ativo tem o seu devido intervalo de margem requerido pela Bolsa, sendo assim apenas consultando o site da Bovespa para se certificar disto.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>As operações de compra e venda dos dois ativos são efetuadas simultaneamente, e com o &#8220;casamento&#8221; do financeiro, sendo assim quase não ha desencaixe em tal operação.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Ex.: Arbitragem entre VALE3 e VALE5 Compra de R$ 100.000,00 em VALE3 Venda de R$ 100.000,00 em VALE5</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>O credito e o debito ocorrem no mesmo dia, sendo assim, apenas a margem de garantia deve ser depositada referente ao valor da venda de VALE3.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Fontes:</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>BM&amp;F/Bovespa</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>CBLC</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Wikipédia</strong></div>
<p><strong>Long &amp; Short</strong></p>
<p><strong>Conceito</strong></p>
<p>Consiste em uma operação de mercado neutro, usualmente praticada por árbitros do mercado, utilizando-se de distorções provocadas por movimento de especuladores ou outros players do mercado.</p>
<p>Esta operação, conhecida no mercado brasileiro como Long &amp; Short ou Long/Short, em português seria algo como Arbitragem entre Ações. É um tipo especifico de operação de Hedge, no qual se busca a neutralidade em relação aos índices principais do mercado. Trata-se basicamente de uma operação de arbitragem entre papéis;</p>
<p>Esta arbitragem entre dois ativos busca performance relativa entre ambos, ou seja, que a ponta ativa (comprada) performe melhor que ponta passiva (vendida) ou vice-versa. Não interessa neste caso se o índice da bolsa cai 10% ou sobe 10%, a operação pouco sofre influencia disto, se o ativo Long (ponta comprada) cair 10% mas o ativo Short (ponta vendida) cair 15% a operação gerou um lucro de 5% no diferencial dos dois papéis.</p>
<p>Utiliza-se a o termo Spread entre ativos para indicar a situação de um par de ativos, Ex.: Qual o Spread entre GOLL4 e TAMM44? Ele se dará pela razão de seus preços, sendo calculado geralmente o primeiro ativo citado (no nosso caso GOLL4) como o numerador.</p>
<p><strong>Tipos de Long &amp; Short</strong></p>
<p>Levando-se em conta a qualidade de cada ativo envolvido na operação temos:</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Intra-setoriais &#8211; Este tipo de operação baseia-se na correlação de preços que as duas empresas demonstram no mercado, caso haja uma grande distorção não justificável entre os preços destes ativos, pode ocorrer uma operação de arbitragem entres estes pares. Ex.: ITAU vs. Bradesco;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Intersetoriais &#8211; E um dos tipos menos vistos no mercado, por ser de maior risco, deve haver um grande conhecimento dos dois mercados, mas, também proporciona os maiores ganhos potenciais. Ex.: Sadia vs. Usiminas;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>ON vs. PN &#8211; é a mais comum das operações entre pares, e, como se trata basicamente da mesma empresa tanto na ponta vendida quanto comprada, o risco e muito baixo, por isso os volumes nestas operações são muito grandes, e, tendem a remunerar uma taxa não muito atrativa. Ex.: Petrobras ON vs Petrobras PN;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Controlada vs. Controladora: Algumas empresas listadas na bolsa são controladoras de outras empresas também listadas na mesma bolsa, e, também detêm um número razoável de ações destas, sendo assim, seus resultados são muito similares, na maioria das vezes a controlada representa quase que a totalidade dos ativos da controladora, facilitando ainda mais a operação de arbitragem e reduzindo os riscos. Ex.: Banco Itaú vs. Itaú S.A..</p>
<p><strong>Operacionalizando o Long &amp; Short</strong></p>
<p>Como qualquer tipo de operação de arbitragem, faz se necessário a utilização de margens de garantia depositadas na Bolsa para que se possam realizar tais operações. Tais garantias podem ser na forma de:</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Títulos Públicos;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>CDB;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Ações;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Dinheiro;</p>
<p><span style="white-space: pre;"> </span>Carta-Fiança.</p>
<p>Estas garantias são necessárias devido à posição Vendida que se toma em um dos papéis em questão, pois, tal venda ocorre a descoberto, ou seja, o vendedor não possui tais papéis, ele os aluga no Banco de Títulos da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia  (CBLC) a uma taxa mínima anual. Cada ativo tem o seu devido intervalo de margem requerido pela Bolsa, sendo assim apenas consultando o site da Bovespa para se certificar disto.</p>
<p>As operações de compra e venda dos dois ativos são efetuadas simultaneamente, e com o &#8220;casamento&#8221; do financeiro, sendo assim quase não ha desencaixe em tal operação.</p>
<p>Ex.: Arbitragem entre VALE3 e VALE5 Compra de R$ 100.000,00 em VALE3 Venda de R$ 100.000,00 em VALE5</p>
<p>O credito e o debito ocorrem no mesmo dia, sendo assim, apenas a margem de garantia deve ser depositada referente ao valor da venda de VALE3.</p>
<p>Fontes:</p>
<p>BM&amp;F/Bovespa</p>
<p>CBLC</p>
<p>Wikipédia</p>
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		<item>
		<title>Banco Central do Brasil está muito além do surrealismo</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/banco-central-do-brasil-esta-muito-alem-do-surrealismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 02:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[banco central do brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cdi over]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confirmando definitivamente o Brasil como primeiro colocado no ranking das taxas de juros reais mais altas do mundo, a decisão do Banco Central do Brasil &#8211; através do Copom (Comitê de Política Monetária) &#8211; de elevar a taxa básica de juros de 8,75% ao ano para 9,50% ao ano provocou fortes reações contrarias por parte de vários setores não financeiros da economia.<br />
Uma reação em especial chamou a atenção, a declaração do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que colocou em dúvidas a autonomia e a competência da instituição.</p>
<p>Vejam a nota: para a Fiesp, o BC agiu pressionado pelo mercado financeiro. &#8220;A pressão que vem sendo exercida sobre o BC, por parte dos interessados no aumento da taxa Selic, atingiu níveis ainda não conhecidos na sua atual gestão&#8221;, diz a nota. &#8220;Até a competência e a autonomia dessa respeitada instituição correm o risco de serem colocadas em dúvida&#8221;.</p>
<p>Os indicadores de inflação estão em queda, o nível da capacidade instalada da indústria, segundo dados da Fiesp divulgados na última terça-feira, está em 69,2%, os mercados financeiros pelo mundo vivem a beira de mais um ataque de nervos as voltas com crises na Zona do Euro e com a tímida recuperação do mercado de trabalho americano.</p>
<p>Neste panorama, o que teria levado o Banco Central a elevar os juros e sinalizar aumentos futuros nas taxas? Expectativas de um consenso de mercado que invariavelmente erra no médio e no longo prazo? O mercado erra porque faz projeções imediatistas em defesa de posições assumidas por grandes players nos mercados que acabam sendo seguidos pelos demais.</p>
<p>Teria cedido ao lobby dos bancos privados que perderam carteiras de clientes na última crise e querem recompor suas margens de lucros através dos aumentos dos spreads ou ao desejo mórbido da mídia em prejudicar a candidatura oficial? São apenas suposições, que acabam ganhando força diante de uma atitude inoportuna e precipitada como essa.</p>
<p>Convém lembrar que em abril de 2008, em um cenário semelhante onde já se vislumbrava a grave crise subprime que estava por vir, o BC pisou no freio ao invés de acelerar, aumentando a taxa básica de juros seguidamente de 11,25%a ao ano até 13,75% ao ano, para depois ser obrigado a reduzir rapidamente.</p>
<p>Como um dos participantes mais antigos do mercado financeiro na ativa, recuso-me a acreditar que nosso guardião da moeda seja movido por motivações de viés político ou de lobby de grupos financeiros. Acredito sim que as decisões de política monetária venham sendo conduzidas por uma miopia de realidade que geram uma crença que o modelo de metas de inflação funciona de fato e que a taxa de juros é responsável para definir o desejo de consumir ou poupar por parte da população.</p>
<p>Na última quinta-feira estive em um evento da Agência Estado, no qual o presidente do Banco Central estava presente. Infelizmente não tive a oportunidade que queria de fazer duas perguntas a ele:</p>
<p>Como é que se faz política monetária com as aplicações financeiras totalmente indexadas a taxa de juro flutuante, ao CDI over-night?<br />
Porque é que o Banco Central carrega 1/3 de toda dívida pública federal em operações compromissadas de curto prazo que não influenciam a curva de juros?<br />
É sabido que todas as vezes que um consultor ou gerente de conta corrente nos recomenda uma aplicação financeira à sugestão vem sempre acompanhada de um rendimento atrelado ao CDI. A aplicação em título X rende 95% do CDI; a de prazo Y rende 98%; o fundo XYZ está rendendo mais de 100% e assim por diante, sempre indexada, até mesmo operações em renda variável como em ações são avaliadas tomando como base a taxa do CDI. Então é de se questionar: o que muda o desejo de poupar ou consumir em uma taxa de juros indexada?</p>
<p>Outro ponto fundamental a se discutir é o fato que, desde a crise a marcação dos títulos a mercado de 2002 &#8211; onde se gerou desconfiança quanto à credibilidade dos títulos do governo &#8211; o volume financeiro das operações compromissadas, aquelas que não carregam os títulos em compras definitivas, aumentaram continuamente até atingir hoje um terço de toda a dívida pública, mais de R$ 500 bilhões.</p>
<p>Os títulos públicos que são instrumentos clássicos de política monetária deixaram de ter função ativa na preferência por poupar ou consumir. O mercado secundário desses títulos se resume ao Tesouro Direto e o alongamento da dívida está sempre comprometido.</p>
<p>Diante desses fatos concretos, que diferença faz para a economia, além do aumento das despesas com o pagamento de juros, o tamanho da taxa de juros? Se a taxa estivesse em 5% ou 15% sua funcionalidade seria a mesma. Quase nula.</p>
<p>Os juros são muito altos, nível de país em default, próximo ao juro da Grécia, porque a política monetária é claramente passiva. A Bolsa de Valores é o maior exemplo da ineficiência da taxa básica de juros: se ela tivesse influência marcante como acham que tem, o Ibovespa estaria hoje próximo dos 5.000 pontos, já que a taxa de juros por aqui a muito tempo vive nas alturas.</p>
<p>O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.</p>
<p>A taxa de juros que influencia mesmo a decisão de consumir ou poupar está no crédito bancário com taxas pornográficas. Quando a básica está em queda, cai em marcha lenta; quando sobe, sobe que nem um foguete.</p>
<p>Enquanto o Brasil não discutir esse modelo de política monetária em um debate aberto e sério, vamos continuar sendo tragados por este além-surrealismo onde até mesmo partidos políticos antagônicos chegam a defender o que nos últimos tempos foi à parte de governo mais ineficaz.</p>
<p>Vivemos no pior dos cenários, o do pensamento comum, da política de acompanhar o consenso, de um totalitarismo econômico que não pode ser questionado, mesmo que não seja eficiente.</p>
<p>Surrealismo significa &#8220;além do realismo&#8221;, e não &#8220;o contrário de realismo&#8221;, não tem nada a ver com uma realidade ao contrário.</p>
<p>“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”, Friedrich Nietzsche.</p>
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		<title>Taxas de juros</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 10:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[juros compostos]]></category>
		<category><![CDATA[juros simples]]></category>
		<category><![CDATA[taxas de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Em tempos de discussões acaloradas no Brasil em torno da decisão do Banco Central quanto à definição da taxa básica de juros da economia para um determinado período, nada mais oportuno que falarmos um pouco sobre juros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">Em tempos de discussões acaloradas no Brasil em torno da decisão  do Banco Central quanto à definição da taxa básica de juros da economia para um determinado período, nada mais oportuno que falarmos um pouco sobre juros.</div>
<div id="_mcePaste">Juro, do ponto de vista econômico, é a taxa cobrada a partir de todo capital emprestado por certo período de tempo. Este capital consiste de bens, como dinheiro, ações, bens de consumo, propriedades e etc&#8230; O juro é calculado sobre o valor destes bens, da mesma maneira que sobre o dinheiro.</div>
<div id="_mcePaste">O juro é uma remuneração do fator capital e pode ser compreendido como uma espécie de &#8220;aluguel sobre o dinheiro&#8221;. A taxa seria uma compensação feita a quem emprestou o dinheiro, pelos investimentos úteis que poderiam ter sido feitos com o dinheiro emprestado; em vez de o credor usar os bens diretamente, estes passam para o mutuário, que goza destes bens sem o esforço necessário para obtê-los, enquanto o credor goza do lucro da taxa paga pelo mutuário pelo privilégio. A quantia emprestada, ou o valor dos bens emprestados é chamado de principal ou de capital inicial. A porcentagem do principal que é paga como taxa (o juro), por um determinado período de tempo é chamada de taxa de juros.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>Um pouco de história</strong></div>
<div id="_mcePaste">Documentos históricos redigidos pela civilização suméria, por volta de 3000 a.c., revelam que o mundo antigo desenvolveu um sistema formalizado de crédito baseado em dois principais produtos, o grão e a prata. Antes de existirem as moedas, o empréstimo de metal era feito baseado em seu peso. Arqueólogos descobriram pedaços de metais que foram usados no comércio nas civilizações de Tróia, Babilônia, Egito e Pérsia. Antes do empréstimo em dinheiro ser desenvolvido, o empréstimo de cereal e de prata facilitava a dinâmica do comércio.</div>
<div id="_mcePaste">Na Idade Média, considerava-se crime (chamado crime de usura), alguém emprestar dinheiro pretendendo receber uma quantia maior do que o valor emprestado após um tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Existem diversas teorias que tentam explicar porque os juros existem. Uma delas é a teoria da Escola Austríaca, primeiramente desenvolvida por Eugen Von Boehm-Bawerk. Ela afirma que os juros existem por causa da manifestação das preferências temporais dos consumidores, já que as pessoas preferem consumir no presente a consumir no futuro.</div>
<div id="_mcePaste"><strong>Juros</strong></div>
<div id="_mcePaste">O capital inicial (principal) pode aumentar como já sabemos, devido aos juros, segundo duas modalidades:</div>
<div id="_mcePaste">Juros simples &#8211; ao longo do tempo, somente o principal rende juros.</div>
<div id="_mcePaste">Juros compostos &#8211; após cada período, os juros são incorporados ao principal e passam, por sua vez, a render juros. Também conhecido como &#8220;juros sobre juros&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">Os Juros Simples &#8211; São acréscimos que são somados ao capital inicial no final da aplicação</div>
<div id="_mcePaste">Juros Compostos &#8211; São acréscimos que são somados ao capital, ao fim de cada período de aplicação, formando com esta soma um novo capital.</div>
<div id="_mcePaste">Capital é o valor que é financiado, seja na compra de produtos ou empréstimos em dinheiro.</div>
<div id="_mcePaste">A grande diferença dos juros é que no final das contas quem financia por juros simples obtém um montante (valor total a pagar) inferior ao que financia por juros compostos.</div>
<div id="_mcePaste">A fórmula do Juro Simples é: j = C. i. t</div>
<div id="_mcePaste">Onde:</div>
<div id="_mcePaste">j = juros, C = capital, i = taxa, t = tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Considerando que uma pessoa empresta a outra a quantia de R$ 2.000,00, a juros simples, pelo prazo de 3 meses, à taxa de 3% ao mês. Quanto deverá ser pago de juros?</div>
<div id="_mcePaste">Antes de iniciarmos a resolução deste problema, devemos descobrir o que é o que, ou seja, quais dados fazem parte das contas.</div>
<div id="_mcePaste">Capital Aplicado (C): R$ 2.000,00</div>
<div id="_mcePaste">Tempo de Aplicação (t): R$ 3 meses</div>
<div id="_mcePaste">Taxa (i): 3% ou 0,03 ao mês (a.m.)</div>
<div id="_mcePaste">Fazendo o cálculo, teremos:</div>
<div id="_mcePaste">J = c . i. t  → J = 2.000 x 3 x 0,03 → R$ 180,00</div>
<div id="_mcePaste">Ao final do empréstimo, a pessoa pagará R$ 180,00 de juros.</div>
<div id="_mcePaste">Observe que se fizermos a conta mês a mês, o valor dos juros será de R$ 60,00 por mês e esse valor será somado mês a mês, nunca mudará.</div>
<div id="_mcePaste">A fórmula dos Juros Compostos é: M = C. (1 + i) elevado a t</div>
<div id="_mcePaste">Onde:</div>
<div id="_mcePaste">M = Montante, C = Capital, i = taxa de juros, t = tempo.</div>
<div id="_mcePaste">Considerando o mesmo problema anterior, da pessoa que emprestou R$ 2.000,00 a uma taxa de 3% (0,03) durante 3 meses, em juros simples, teremos:</div>
<div id="_mcePaste">Capital Aplicado (C) = R$ 2.000,00</div>
<div id="_mcePaste">Tempo de Aplicação (t) = 3 meses</div>
<div id="_mcePaste">Taxa de Aplicação (i) = 0,03 (3% ao mês)</div>
<div id="_mcePaste">Fazendo os cálculos, teremos:</div>
<div id="_mcePaste">M = 2.000 . ( 1 + 0,03)³  → M = 2.000 . (1,03)³ → M = R$ 2.185,45</div>
<div id="_mcePaste">Ao final do empréstimo, a pessoa pagará R$ 185,45 de juros.</div>
<div id="_mcePaste">Observem que se fizermos a conta mês a mês, no primeiro mês ela pagará R$ 60,00, no segundo mês ela pagará R$ 61,80 e no terceiro mês ela pagará R$ 63,65.</div>
<div id="_mcePaste">Normalmente quando fazemos uma compra nas financiada em uma loja qualquer, os Juros cobrados são os Juros Compostos, praticamente todas as lojas comerciais adotam os Juros sobre Juros (Juros Compostos).</div>
<div id="_mcePaste">Vejam que o crescimento do principal segundo juros simples é Linear enquanto que o crescimento segundo juros compostos é Exponencial, e, portanto tem um crescimento muito mais &#8220;rápido&#8221;.</div>
<div id="_mcePaste">A Taxa Básica Selic é uma taxa anual e o cálculo tem por base os dias úteis no número de 252.</div>
<div id="_mcePaste">Este número de dias úteis foi convencionado por dados estatísticos apurados em anos anteriores.</div>
<div id="_mcePaste">BCB &#8211; Banco Central do Brasil, &#8220;Calculadora do Cidadão&#8221;</div>
<div id="_mcePaste"><a href="http://www.bcb.gov.br/pre/portalCidadao/calc/calcCidadao.asp?CALCULADORA">http://www.bcb.gov.br/pre/portalCidadao/calc/calcCidadao.asp?CALCULADORA</a></div>
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