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	<title>Aviso em Dois &#187; dólar</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>NDF</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 22:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
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		<description><![CDATA[Nosso amigo, Maximo Umiliani, ao analisar os efeitos do IOF de 2% sobre o ingresso do capital estrangeiro no Brasil, mencionou as operações em NDF.
Segue então uma breve explanação do que é e como funcionam tais operações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>NDF (NON DELIVERABLE FORWARD CONTRACT)</strong></p>
<p>NDF (Non Deliverable Forward) é um contrato a termo entre duas moedas quaisquer (Reais x Dólar, Peso x Dólar, ou qualquer outra), porém por ser um contrato &#8220;Non Deriverable&#8221; ela se aplica as moedas não conversíveis.<br />
Não existe a entrega física da moeda na liquidação do contrato, apenas o pagamento do diferencial entre as partes referente à taxa do trade e a de liquidação (no caso do Brasil o Ptax). Para as moedas conversíveis existem os &#8220;Deliverable Forwards&#8221;.<br />
O NDF Reais x Dólar, assim como um dólar futuro representa um diferencial de taxas de juros expresso em forward points, que é o número de pontos sobre o spot (ou sobre o contrato de 1 mês, como é mais comum) que esses contratos são negociados. Pelo fato do contrato ser Off Shore ele representaria o diferencial entre a taxa de juros de Real Off Shore e uma taxa de Coupom Off Shore, no caso, a Libor. Porém não existe tal mercado de taxa de juros de Reais Off Shore, esta taxa pode ser derivada pelo forward mais a Libor para o prazo respectivo. Porém não é esse o underline asset, uma vez que não existe risco de Libor em um NDF, com isso não se pode dizer que o trade é de uma taxa de Reais Off Shore contra Libor.<br />
O NDF é composto sim, por um risco de Pré Local mais o Coupom, (que resulta no Forward local) mais uma variável que é a conversibilidade. Essas três variáveis resultam no NDF. O dólar não é uma moeda conversível, uma vez que pra os dólares que são comprados aqui dentro existe um risco que por definição do BC, a moeda não possa deixar o país. Com isso qualquer instituição que procure por headge, e utilize um instrumento local corre um risco de não poder tirar do país tal capital.<br />
Com isso uma vez que o NDF é um instrumento Off Shore não existe tal risco, logo paga-se mais caro quando se compra dólar via NDF.<br />
Esse prêmio de convertibilidade é uma variável muito importante desse instrumento e muitas instituições têm a convertibilidade como um underline asset. Com isso em apenas um instrumento pode-se operar taxa de juros da moeda local, taxa de juros de uma moeda estrangeira e o risco do país via convertibilidade.<br />
Além do NDF também ser um instrumento com o qual também pode-se fazer apostas direcionais sobre a direção do câmbio, porém com o risco de juros e convexidade.</p>
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		<title>Percepções do nosso mundo econômico</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/acerca-do-momento-economico/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Oct 2011 03:34:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz A. Semprini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[humor do mercado]]></category>
		<category><![CDATA[investidor]]></category>
		<category><![CDATA[pib]]></category>
		<category><![CDATA[renda variável]]></category>

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		<description><![CDATA[... o semestre de 2011 já virou há três meses e continuamos vivendo de mãos dadas com a volatilidade , ora provocada pelo humor do mercado , ora por notícias e comentários preocupantes ora pelo pessimismo disseminado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos, como vão?<br />
Depois de um período de silêncio involuntário quero deixar aqui algumas percepções do nosso mundo econômico.</p>
<p>&#8230; o semestre de 2011 já virou há três meses e continuamos vivendo de mãos dadas com a volatilidade , ora provocada pelo humor do mercado , ora por notícias e comentários preocupantes ora pelo pessimismo disseminado.</p>
<p>Muito bem! Desde o ano passado a nossa bolsa vem tentando se afirmar, mas a crise americana de um lado e a da zona do euro de outro deixam os emergentes sem muita segurança.</p>
<p>Comentei que, para que o mundo revertesse esta situação, por lógica de raciocínio, era e é preciso uma interação maior das autoridades monetárias do globo na procura de uma solução nem paliativa e tão pouco auto-sustentável, uma vez que a própria globalização e suas nuances tem provocado um efeito dominó.</p>
<p>O Brasil, em linhas gerais e como um dos fortes emergentes encontra-se em uma posição estratégica advinda do seu grande mercado consumidor, mas continua precisando fazer algumas lições de casa que, a meu ver, este é um bom momento para tal, pois quando as economias atingidas começarem a se reerguerem-se, nós nos encontraremos em uma posição privilegiada.</p>
<p>O governo político ainda sofre com a corrupção e o econômico ainda insiste em alguns momentos e embora esteja fazendo um bom trabalho, vencer no grito ou na ameaça esquecendo-se que o mercado tem humor.</p>
<p>Contornamos a crise de 2008 valorizando o mercado doméstico, ganhamos grau de investimento, a renda aumentando, todavia é um trabalho que não pode ser anulado seja por pessimismo, comentários sobre a existência de possíveis bolhas e o pior o crescimento da máquina estatal. Precisamos voltar a ter a iniciativa privada maior que a iniciativa estatal, pois em pouco tempo estaremos com um grande déficit em conta, digo aí, considerando todos os componentes do PIB.</p>
<p>Acredito que em termos de macroeconomia é hora de interação. A microeconomia dos países já teve seu prejuízo que não pode se perpetuar. As resoluções não devem ser mais somente técnicas, pois conviveremos com paliativos e sim discutidas em nível maior e diplomático&#8230;</p>
<p>Enfrentamos a guerra cambial, dólar enfraquecido, real menos valorizado e o troca troca no mercado de moedas&#8230;</p>
<p>&#8230;Poderíamos nos perguntar,&#8230; e a reconstrução do Japão como está? Será que caiu no esquecimento?</p>
<p>&#8230;Em nome de Democracia paga-se um preço muito caro&#8230;! É preciso pensar não em soluções mirabolantes, mas sim na criação de meios seguros e confiáveis de crescimento.</p>
<p>Tenho em algumas vezes comentado sem medo a falta de profissionalismo ou sensatez nos mercados e este momento de conturbação que passamos encontramos alguns comportamentos peculiares.</p>
<p>Cito como exemplo recente o caso das ações da Mundial.</p>
<p>Como participante singular, mas que acompanha diariamente todo o pregão vinha observando estas ações desde o ano passado e que a partir da inclusão no NM, estas ações passaram a ter grandes valorizações bem como expressivo volume de negociação. Sabia-se que num dado momento poderia se ter uma surpresa e nisso estas ações chegaram a quase 2000%.</p>
<p>Acompanhando o livro de ofertas a força compradora sempre se manteve altiva, algumas realizações e suas respectivas retomadas. O que justificou a manipulação naquele pregão foi o fato de ter subido, depois uma leve queda e logo em seguida ir para leilão que motivou sua esplêndida desvalorização.</p>
<p>A reversão de tendência é normal! Poderia ir a zero durante o pregão de modo a oferecer condições de venda, mas nunca ir, penso eu, direto para leilão.</p>
<p>Imagine-se o enorme prejuízo provocado; encontro-me neste barco também&#8230;</p>
<p>Agora se fala na proibição da venda a descoberto, muito comum em Wall Street. Em tese seria uma forma de colocar no mercado liquidez em meio a esta estagnação.Entretanto , acho que daria margem para manipulação,.</p>
<p>Em mercados futuros é operar vendido. Este tipo de operação no mercado de ações descaracterizaria o sentido de investimento em renda variável.</p>
<p>Nas operações de hedge, onde o tempo, questões de safra, câmbio, exportação, temos este dispositivo para uma proteção.</p>
<p>Renda variável deve ser amiga do investidor!</p>
<p>Ainda temos muitos vícios&#8230;</p>
<p>Um grande abraço a todos!</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Luiz A. Semprini</strong> é Engenheiro e trader</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-01/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 08:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
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		<category><![CDATA[juros]]></category>

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		<description><![CDATA[A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.<br />
No cenário interno a alta dos juros aliada ao conjunto de medidas – chamadas de “macro prudenciais” – está dando claros sinais de provarem um movimento de desaceleração econômica muito além da esperada.<br />
Diante de tal deterioração dos cenários interno e externo os riscos de se manter posições compradas em ativos tendem a se elevar.<br />
Afinal, mais dia menos dia alguém terá que pagar essa conta, a desestabilização política em alguns países é uma mostra que o cidadão comum, desta vez, não irá aceitar de maneira passiva o onus deste processo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Em mais uma semana de reunião do Copom mercado continua projetando aumentos maiores na taxa básica de juros. A inflação brasileira não está fugindo do controle conforme pregam a maioria dos economistas de mercado, além do fato importante das políticas expansionistas dos BCs estarem em um momento de grande questionamento.<br />
Projeções mais pessimistas já estão dando conta de um PIB menor que 3,50% para o ano de 2011, o aumento do desemprego, a queda na venda de imóveis e nas vendas do comércio parecem ser suficientes para uma acomodação nos aumentos da taxa básica de juros.<br />
E como já foi dito aqui as previsões Focus são um misto de expectativas de traders de curto prazo em busca de rendimentos com um medo de nunca estar fora de um consenso que no médio/longo prazos invariavelmente incorre no erro.<br />
Riscos maiores levam naturalmente investimentos para a renda fixa e assim queda nas projeções futuras de juros.<br />
Expectativa para o Copom: 12,00%</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Ao romper a barreira dos R$ 1,60, a moeda norte americana deve dar sinais de esgotamento da queda. Por mais que se critique o conjunto de medidas a conta gotas estabelecido pelo governo acabará em breve cumprindo seus objetivos, que a meu ver, são para contrabalancear o aumento internacional nos preços das commodities e paulatinamente ir apertando o torniquete nas posições vendidas.<br />
Se o humor externo piorar muito a retomada nas cotações, por conta de tantas medidas, será muito mais veloz que antes.<br />
A expectativa de fechamento para esta curta semana: R$ 1,59/1,60 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Costuma-se dizer que taxa alta de juros significa fuga de investimentos em ações para o mercado de renda fixa. No Brasil isso é quase verdade, pois se tivéssemos essa lógica, com as taxas de juros estratosféricas praticadas nos últimos anos o Ibovespa estaria beirando os 10.000 pontos.<br />
No momento atual os juros altos só estão potencializando a expectativa de um crescimento mais baixo do PIB brasileiro. PIB menor significa menores vendas e menores retornos para as empresas.<br />
Mercado já vem se dando conta disso. Caso o cenário externo se deteriore as quedas por aqui serão ainda maiores das que já vem ocorrendo.<br />
Expectativa para a semana: 63.500/64500</p>
<p>“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” Thomas Campbell</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2010-41/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Oct 2010 00:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[medidas de estímulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos comentando há muito tempo nesta análise semanal que a economia real continuava dando sinais de debilidade na Europa e EUA, que os mercados financeiros estavam na expectativa com o preço dos ativos acomodados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Estamos comentando há muito tempo nesta análise semanal que a economia real continuava dando sinais de debilidade na Europa e EUA, que os mercados financeiros estavam na expectativa com o preço dos ativos acomodados.<br />
Na semana que passou foi dado o sinal de alerta por vários bancos centrais dessas economias débeis, com sugestões de medidas maiores de estímulos para que sejam retomados rapidamente o crescimento e o emprego.<br />
Assim à medida que indicadores ruins iam sendo divulgados os ativos reais começaram a disparar a espera de novas medidas de estimulo.<br />
Esse rally vai continuar no mote de quanto pior melhor para os indicadores econômicos nas principais economias.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Os juros continuam acomodados a espera de fatores relevantes, inflação e cotação da moeda norte americana frente ao real, que mudem este cenário de curto prazo.<br />
Enquanto o dólar estiver nesta tendência de queda é muito pouco provável que os preços tenham comportamento altista, e a tendência continuará de queda.<br />
Mesmo com juros futuros nas alturas as forças de mercado, de certo, tentarão puxá-los para cima assim que a cotação do dólar se reverta. Até lá&#8230;<br />
Expectativa para a semana: Dólar para baixo, juros também.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A tão esperada entrada de divisas com a capitalização da Petrobrás terminou a moeda norte americana continua sua trajetória de queda frente ao real, já que as tão esperadas medidas tímidas da autoridade monetária não estão surtindo o efeito por ela esperado.<br />
Enquanto o Banco Central não mudar a forma de atuação em seus “go arounds” de compra o mercado irá continuar forçando a cotação para baixo.</p>
<p>Expectativa para o fechamento da semana: R$ 1,65/166</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Seguindo as expectativas de mais medidas de estímulos por parte dos bancos centrais americano e europeu, a Bovespa irá acompanhar o rally de alta nos papéis, principalmente naqueles que representam as commodities, que vem tendo amplo destaque de alta nos mercados internacionais.<br />
Petrobrás tem perdido um tanto de seu brilho ao ser instrumentalizada no debate político dos últimos dias, infelizmente. Nas cotações atuais a melhor atuação do investidor é comprar o máximo que puder, dentro do bom senso de alavancagem.</p>
<p>Expectativa para fechamento da semana: 72.000/73.000 pontos.</p>
<p>&#8220;O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário.&#8221; Sêneca</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Dólar comercial à vista (spot)</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Sep 2010 15:38:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Giovani Damiano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>

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		<description><![CDATA[As duplas atuações do BC comprando dólares através de leilão no mercado à vista voltaram a ocorrer nesta semana E durante três dias seguidos, de quarta a sexta-feira. O efeito sobre o câmbio é momentâneo na movimentação do dia, mas sinaliza que o BC está atento ao mercado. Alguma mudança de fato talvez pudesse ser observada se o BC pagasse cotações acima das praticadas pelo mercado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As duplas atuações do BC comprando dólares através de leilão no mercado à vista voltaram a ocorrer nesta semana E durante três dias seguidos, de quarta a sexta-feira. O efeito sobre o câmbio é momentâneo na movimentação do dia, mas sinaliza que o BC está atento ao mercado. Alguma mudança de fato talvez pudesse ser observada se o BC pagasse cotações acima das praticadas pelo mercado, mas isso não faz parte do seu histórico de atuação. De qualquer forma, a efetividade do leilão à vista depende da boa vontade do mercado. Não adianta o BC anunciar compra se o mercado não quiser vender. Lembramos que agora em 2010, o BC retomou as duas atuações diárias em 15 de abril, quando a moeda rompeu a linha de R$ 1,74. A estratégia se repetiu por mais três vezes quando a moeda voltou a furar esse mesmo R$ 1,74. A última atuação dupla foi no dia 3 de maio. Depois disso, o BC teve &#8220;ajuda&#8221; da crise das dívidas soberanas da Europa, que aumentou a demanda por dólar e levou a moeda para cima de R$ 1,85</p>
<p>Há quem afirme que a força do real seja resultado mais de especulação do que qualquer outra coisa, já que o real é a segunda moeda mais negociada do mundo nos mercados de derivativos, mas não tem aceitação física fora do Brasil. No entanto, a valorização do real contribui para a contenção das expectativas inflacionárias, trazendo-as para proximidades do centro da meta estipulada pelo governo.</p>
<p>É natural que a direção da taxa câmbio seja para baixo. Basta olhar para a posição vendida (aquela que ganha com a queda do dólar) dos bancos no mercado à vista, que passa dos US$ 14 bilhões, e dos estrangeiros, que chega a US$ 5,8 bilhões, no mercado futuro. O raciocínio que embasa a formação dessas posições é bastante lógico. Afinal, são aguardados bilhões de dólares em ingresso da capitalização da Petrobras e outro ingresso via emissão externa de empresas. A grande interrogação é o que acontecerá depois que essa onda de dólares entrarem no país e os agentes zerarem essa posição. Segundo um especialista, “o mercado vive de oscilação, não importa para que lado”, frase que vai de encontro ao caráter especulativo do real nos mercados futuros e se o governo não quisesse a taxa de câmbio no nível em que está já teria tomado outras medidas mais efetivas do que a compra de dólares no mercado à vista. Entre essas medidas, o mesmo especialista defende a limitação na exposição cambial com relação ao patrimônio líquido das instituições. Dessa forma, seria possível limitar o tamanho das posições vendidas e reduzir a pressão de baixa sobre a taxa de câmbio.</p>
<p>Esse movimento especulativo foi identificado pelos economistas do governo que defendem que o mercado seja surpreendido com as compras do Fundo Soberano e com a possibilidade de o Banco Central alterar os limites que os bancos têm para operar com câmbio. Ao contrário do BC, que divulga ao mercado suas operações diárias, a entrada do Fundo não é precedida de uma comunicação. Nesse sentido, o BC e Ministério da Fazenda estão discutindo uma série de medidas para conter uma valorização ainda maior do real, na tentativa de impedir que o dólar recue abaixo dos R$ 1,70. Algumas medidas já são conhecidas e apenas o momento de uso de uma delas é que ainda está em discussão: a oferta de &#8220;swap cambial reverso&#8221;, que equivale a uma compra de dólar no mercado futuro. Esse tipo de operação é usado para equilibrar as apostas no mercado futuro sobre a tendência do dólar. Os rumores são de que o Tribunal de Contas da União (TCU) teria desaconselhado a operação pelo seu elevado custo. Esse impedimento, no entanto, já foi removido. O BC já dispõe de pareceres jurídicos garantindo a operação e eliminando os temores do TCU. A questão agora é acertar a estratégia em que o timing e o elemento surpresa se reforcem e impeçam a excessiva valorização do real. Mas, é intrigante uma surpresa avisada, não?!</p>
<p>Quanto à capitalização da Petrobrás, que muitos identificam como um momento de vulnerabilidade para a excessiva valorização do real, a operação poderia ser administrada sem afetar fortemente o mercado de câmbio. O governo poderá estabelecer um cronograma para o ingresso dos dólares da participação estrangeira na capitalização. A Petrobrás não precisa trazer os dólares de uma única vez, poderia deixar dinheiro lá fora para, por exemplo, pagar fornecedores estrangeiros e isso impediria que a tendência baixista do dólar se mantivesse. Segundo um analista, passada a operação da estatal, a tendência será por valorização do dólar, por causa do crescente aumento do déficit em conta corrente do Brasil (que registra as operações do País com o exterior). Pois, além da expectativa de entrada do dinheiro relativo à capitalização da Petrobrás e do aumento das captações externas, outro fator tem contribuído, há mais tempo, para a alta do real: a especulação de investidores que querem aproveitar a diferença entre a taxa de juros brasileira e a de outros países, sobretudo desenvolvidos. Aqui, a taxa básica (Selic) está em 10,75% ao ano. Nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, está perto de zero.</p>
<p>Em se tratando de dólares no exterior, segundo dados do BC a soma não internada no país totalizava US$ 17,3 bilhões até o mês passado. E a pergunta que fica é o que o exportador faz com esses US$ 17 bi? Numa tentativa de conter o ingresso de dólares no país, o Ministério da Fazenda, em 2008, autorizou o exportador a deixar até 100% dos recebíveis de exportação no exterior. E é isso que eles estão fazendo. Mas não faz sentido pensar que os exportadores estão apenas esperando a cotação do dólar ficar mais favorável à conversão ou para atender seus compromissos. Pois, mesmo com a taxa desfavorável ainda seria mais interessante trazer o dinheiro e aplicar no mercado local, que oferece rendimento mais atraente do que os juros pagos no mercado externo. Uma solução possível é repassar esses dólares aos bancos, que vendem a moeda no mercado local ao BC – que estimula a formação de posição vendida comprando dólares em quantidade superior ao fluxo. Feito isso, o banco repassa esses reais aos exportados cobrando um juro mais alto que o praticado pelo mercado. Agora, a primeira vista isso não deve preocupar a autoridade monetária. Afinal, o aumento da posição vendida dos bancos no mercado à vista tem contraparte em moeda que está no exterior. No caso de alta do preço da divisa americana, esse exportador desmancha a operação que tiver com o banco e ingressa com a moeda no mercado local. Moeda essa que dará cobertura à posição vendida do banco. Claro que o banco pode ter alguma perda dependendo da variação cambial em questão.</p>
<p>Na pesquisa do Boletim Focus do BC a expectativa do mercado para taxa de câmbio no final do ano, após 23 semanas cravada em R$ 1,80, caiu novamente e está em R$ 1,77. A previsão de déficit em conta corrente mantém-se em US$ 50,00 bilhões. A projeção da balança comercial manteve-se inalterada pela quinta vez consecutiva em US$ 15,00 bilhões. O IPCA – que desde nosso relatório semanal de 31/05 a 04/06 afirmamos estar em trajetória de baixa – pela primeira vez no ano fica abaixo de 5%, indo para 4,97%,</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Giovani Damiano</strong> é estudante de Economia e trader</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/semanal-2010-08/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 16:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: No Brasil costuma-se dizer que o ano começa de fato após o carnaval, pois até lá a maioria das pessoas aproveita o verão e as férias escolares dos filhos para descansar. Um exagero.<br />
Nas duas últimas semanas anteriores o otimismo, de forma moderada, retornou ao mercado externo e ao mercado local.<br />
Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo<strong>.<br />
</strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: Desde o início de ano o mercado futuro de taxa de juros vem consumindo a gordura (incremento de taxas) projetada nos vencimentos futuros de taxas na BM&amp;F.<br />
A constatação do fato de as projeções futuras estarem muito acima do bom senso e de que o aumento da inflação corrente está sendo provocada basicamente por ajustes pontuais de preços, fez com que os mercados reduzissem bastante os prêmios nos vencimentos dos contratos futuros de mais longo prazo.<br />
Este movimento deve continuar ocorrendo nesta semana também.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Bastou o mercado se acalmar e o Banco Central com isso moderar o apetite nas compras da moeda, para a cotação retornar rapidamente para o patamar de R$ 1,80.<br />
O fluxo continua positivo, com exceção de algum movimento pontual, o natural é que o mercado trabalhe nesta semana próximo deste último patamar.<br />
Projeção para a semana: R$ 1,81/1,83</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O índice Bovespa voltou novamente a se aproximar do patamar de 70.000 pontos em uma recuperação natural do movimento exagerado de vendas que aconteceu no mês de janeiro.<br />
Todas as vezes que aparece um problema na Europa, EUA, ou em outro país de economia mais forte, fica evidenciado a importância cada vez maior dos países do chamado BRICs e em especial da economia brasileira.<br />
Depois de rápida recuperação é natural que esta semana a bolsa realiza lucros.<br />
Expectativa para o Ibovespa para a semana: 66.500/67.500</p>
<p>&#8220;Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo, apenas, de ficar parado.&#8221; &#8211; Provérbio chinês</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>A cereja do bolo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 13:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maximo Umiliani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[ADRs]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao taxar a entrada do capital estrangeiro, menos o investimento direto, com um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2%, as autoridades monetárias brasileiras sinalizaram a pretensão de achar que podem controlar o imenso fluxo de capitais e as operações arbitradas de toda ordem em diversas praças, deste mundo globalizado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao taxar a entrada do capital estrangeiro, menos o investimento direto, com um Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 2%, as autoridades monetárias brasileiras sinalizaram a pretensão de achar que podem controlar o imenso fluxo de capitais e as operações arbitradas de toda ordem em diversas praças, deste mundo globalizado.<br />
Pior do que alterar as regras do jogo é achar que essa idéia proveniente do mercado seja a “cereja do bolo” no controle da queda do dólar frente ao real, até mesmo porque, o ingresso de recursos não é tão grande o quanto se propaga.<br />
Vamos aos números: O total de entradas em 2009, até a segunda semana de outubro, pelo mapa do BC, foi de US$ 7, 564 bilhões pelo câmbio comercial (US$ 106,7 bilhões de exportações e US$ 99,2 bilhões de importações) e US$ 4,4 bilhões pelo financeiro (US$ 245,8 bilhões de compras para aplicação em ações, em títulos de dívida privados e do Tesouro, os investimentos de empresas estrangeiras em suas filiais; e, na mão inversa, US$ 241,4 bilhões enviados para saldar dívidas externas, investimentos de firmas nacionais, remessa de lucros.<br />
O saldo líquido dos fluxos é de US$ 11, 982 bilhões. O BC tirou por meio de leilões US$ 15, 444 bilhões, ou US$ 3,4 bilhões líquidos, o que não representa uma “enxurrada” como diz o noticiário econômico.<br />
Com o dólar perdendo valor no mundo todo, a queda no mercado brasileiro, mesmo com esse fluxo menor, está muito calcada na arbitragem de taxa de juros. Sendo assim porque é que o Banco Central não reduz a taxa básica a níveis civilizados?<br />
Em termos de fundamentos econômicos Brasil, nada muda.<br />
A mudança mais importante com essa medida está na liquidez dos mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Ficando muito mais custoso para o capital externo entrar e sair a todo o momento, e por esta razão, a partir de agora, passar a operar muito mais que antes os papéis brasileiros, ADRs, e a arbitragem de moedas e juros em NDF Reais x Dólar (Non Deliverable Forward).<br />
A liquidez será basicamente o diferencial, “a cereja do bolo”. Passado breve tempo o mercado assimila a medida e volta ao entusiasmo anterior, com dólar em queda e bolsa de valores em alta.<br />
Taxa de juros? Esse é um problema a parte, um caso de submissão econômica-cultura que o governo Lula mesmo tendo avançado nas questões sociais não conseguiu ainda remover.</p>
<p> </p>
<p><strong>Maximo Emiliani</strong> é Economista, pós-graduando em Ciências Sociais e trader</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores. O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 09:31:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[afrouxamento monetário]]></category>
		<category><![CDATA[bovespa]]></category>
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		<category><![CDATA[moeda norte americana]]></category>
		<category><![CDATA[realização]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[spreads bancários]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada foram apresentados dados econômicos animadores na maioria das economias globais. No entanto, mesmo positivos os números da economia real não corresponderam ao entusiasmo financeiro projetado nos mercados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A semana: Na semana passada foram apresentados dados econômicos animadores na maioria das economias globais. No entanto, mesmo positivos os números da economia real não corresponderam ao entusiasmo financeiro projetado nos mercados.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Diante deste cenário parece inevitável que os mercados financeiros sofram ajustes, se enquadrando as projeções otimistas, mas modestas, de crescimento e emprego.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Juros: O debate em torno da redução, mesmo que modesta, dos spreads bancário por parte dos bancos públicos e o resultado do balanço do Banco do Brasil, não só mostrou as dificuldades em convencer o setor bancário privado a reduzir seus spreads como também à relatividade da importância da taxa selic nos empréstimos bancários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Os analistas de mercado continuam apostando que o ciclo de afrouxamento monetário por parte do Copom chegou ao fim. Em contrapartida uma projeção menos otimista de crescimento econômico sugere a continuidade na queda da taxa básica de juros.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Câmbio: A cotação da moeda norte americana em relação ao real, como era previsto, caiu bastante na semana passada. Fechando na sexta feira, 14/08, a R$ 1,834 por 1 dólar.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O fluxo de capitais estrangeiros para economia brasileira continua positivo, porém uma acomodação nas expectativas otimistas do mercado deve provocar uma subida na cotação.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Bolsa de Valores: O balanço da Petrobrás divulgado na noite da última sexta feira veio com resultados melhores do que os projetados pela maioria dos analistas, sugerindo que o papel melhore seu desempenho no mercado. Porém este fato só servirá para amenizar um pouco a realização que vem por aí.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O tombo nas bolsas asiáticas e em especial a de Xangai, recuando quase 6%, na madrugada desta segunda feira, combinado com o vencimento do mercado de opções, irá testar a sustentação do mercado bursátil brasileiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Uma correção mais forte parece ser o cenário desta semana.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">&#8220;Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.&#8221; Henry Ford</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</div>
<p><strong>A semana</strong>: Na semana passada foram apresentados dados econômicos animadores na maioria das economias globais. No entanto, mesmo positivos os números da economia real não corresponderam ao entusiasmo financeiro projetado nos mercados.</p>
<p>Diante deste cenário parece inevitável que os mercados financeiros sofram ajustes, se enquadrando as projeções otimistas, mas modestas, de crescimento e emprego.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: O debate em torno da redução, mesmo que modesta, dos spreads bancário por parte dos bancos públicos e o resultado do balanço do Banco do Brasil, não só mostrou as dificuldades em convencer o setor bancário privado a reduzir seus spreads como também à relatividade da importância da taxa selic nos empréstimos bancários.</p>
<p>Os analistas de mercado continuam apostando que o ciclo de afrouxamento monetário por parte do Copom chegou ao fim. Em contrapartida uma projeção menos otimista de crescimento econômico sugere a continuidade na queda da taxa básica de juros.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A cotação da moeda norte americana em relação ao real, como era previsto, caiu bastante na semana passada. Fechando na sexta feira, 14/08, a R$ 1,834 por 1 dólar.</p>
<p>O fluxo de capitais estrangeiros para economia brasileira continua positivo, porém uma acomodação nas expectativas otimistas do mercado deve provocar uma subida na cotação.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O balanço da Petrobrás divulgado na noite da última sexta feira veio com resultados melhores do que os projetados pela maioria dos analistas, sugerindo que o papel melhore seu desempenho no mercado. Porém este fato só servirá para amenizar um pouco a realização que vem por aí.</p>
<p>O tombo nas bolsas asiáticas e em especial a de Xangai, recuando quase 6%, na madrugada desta segunda feira, combinado com o vencimento do mercado de opções, irá testar a sustentação do mercado bursátil brasileiro.</p>
<p>Uma correção mais forte parece ser o cenário desta semana.</p>
<p>&#8220;Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.&#8221; Henry Ford</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</p>
<p>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 08:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O otimismo voltou aos mercados com toda força e sugerindo sua continuidade nesta semana.
Acomodação e redução da retração econômica em vários países impulsionaram o preço das commodities e deram maior fôlego ao setor financeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A semana: O otimismo voltou aos mercados com toda força e sugerindo sua continuidade nesta semana.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Acomodação e redução da retração econômica em vários países impulsionaram o preço das commodities e deram maior fôlego ao setor financeiro.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>As enxurradas de recursos realizadas pelos principais bancos centrais no mundo tiveram um efeito positivo nos mercados financeiros.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Mercado voltou com tudo. Resta saber se mesmo com nada resolvido e com os ativos tóxicos esquecidos, até quando o setor financeiro será capaz de impulsionar a economia real?</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Juros: Como era de se esperar a ata conservadora do Copom acabou sinalizando que a taxa básica de juros, selic, pode parar de cair.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A expectativa de que a recuperação econômica brasileira já está em andamento traz de volta aquela corrente de pensamento que projeta novos aumentos na taxa básica já em 2010, isso mesmo com os índices projetados da inflação ainda acomodados.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Em resumo: A alta nos juros de longo prazo deve continuar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Câmbio: Os recursos estrangeiros continuam entrando e com o a visão de que a economia brasileira irá se recuperar mais rápido que a maioria das demais no mundo, apressa o ingresso da moeda norte americana.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A combinação de perspectivas positivas com a taxa de juros altas é tudo que o mercado precisa para dar continuidade na queda do dólar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Bolsa de Valores: Mercado bursátil de vento em popa. Os pessimistas do passado mudaram rapidamente suas projeções, abrindo oportunidade para que as carteiras de renda variáveis que ainda amargam grandes perdas decorrentes da crise recuperem boa parte das perdas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Semana passado notícias desencontradas a respeito da viabilidade do pré-sal, seguram a valorização da Petrobrás. Como Petro é como aquela música, “você não vale nada, mas eu gosto de você”, pois todos criticam e não deixam de ter o papel na carteira, uma boa subida essa semana pode tranquilamente acontecer.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e para quem gosta de papel de 3ª linha e com um risco maior, olho em Kepler Weber = KEPL3</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>&#8220;O verdadeiro segredo da felicidade está em exigirmos muito de nós e pouco dos outros.&#8221;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A. Guiron</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</strong></div>
<p><strong>A semana</strong>: O otimismo voltou aos mercados com toda força e sugerindo sua continuidade nesta semana.</p>
<p>Acomodação e redução da retração econômica em vários países impulsionaram o preço das commodities e deram maior fôlego ao setor financeiro.</p>
<p>As enxurradas de recursos realizadas pelos principais bancos centrais no mundo tiveram um efeito positivo nos mercados financeiros.</p>
<p>Mercado voltou com tudo. Resta saber se mesmo com nada resolvido e com os ativos tóxicos esquecidos, até quando o setor financeiro será capaz de impulsionar a economia real?</p>
<p><strong>Juros</strong>: Como era de se esperar a ata conservadora do Copom acabou sinalizando que a taxa básica de juros, selic, pode parar de cair.</p>
<p>A expectativa de que a recuperação econômica brasileira já está em andamento traz de volta aquela corrente de pensamento que projeta novos aumentos na taxa básica já em 2010, isso mesmo com os índices projetados da inflação ainda acomodados.</p>
<p>Em resumo: A alta nos juros de longo prazo deve continuar.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Os recursos estrangeiros continuam entrando e com o a visão de que a economia brasileira irá se recuperar mais rápido que a maioria das demais no mundo, apressa o ingresso da moeda norte americana.</p>
<p>A combinação de perspectivas positivas com a taxa de juros altas é tudo que o mercado precisa para dar continuidade na queda do dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Mercado bursátil de vento em popa. Os pessimistas do passado mudaram rapidamente suas projeções, abrindo oportunidade para que as carteiras de renda variáveis que ainda amargam grandes perdas decorrentes da crise recuperem boa parte das perdas.</p>
<p>Semana passado notícias desencontradas a respeito da viabilidade do pré-sal, seguram a valorização da Petrobrás. Como Petro é como aquela música, “você não vale nada, mas eu gosto de você”, pois todos criticam e não deixam de ter o papel na carteira, uma boa subida essa semana pode tranquilamente acontecer.</p>
<p>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e para quem gosta de papel de 3ª linha e com um risco maior, olho em Kepler Weber = KEPL3</p>
<p>&#8220;O verdadeiro segredo da felicidade está em exigirmos muito de nós e pouco dos outros.&#8221;</p>
<p>A. Guiron</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</p>
<p>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>As Primeiras Derivadas</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 08:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton P. S. Gonalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[atividade global]]></category>
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		<category><![CDATA[pior da crise]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de inflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim, parece precipitada a conclusão de que a crise já seja uma página virada. Quando comparada com outras experiências históricas, vê-se que há um considerável caminho a percorrer. O processo de desalavancagem e o ajuste do nível de poupança nos países avançados estão apenas começando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses estabeleceu-se uma grande euforia nos mercados financeiros refletida na súbita valorização dos índices das bolsas de valores, dos preços das commodities e das moedas frente ao dólar. Mais recentemente, esse movimento foi acentuado com a divulgação dos resultados dos testes de estresse aplicados em diversos bancos americanos. Ainda que haja a necessidade de alguma injeção de capital, a evidenciação pela autoridade monetária de um baixo de risco de insolvência, fortaleceu a sensação de que o pior da crise já tenha passado. Contudo, é importante ter em mente a possibilidade de que esse movimento seja insustentável, de modo que mais à frente esse otimismo venha a se mostrar exagerado. </p>
<p>Contendo um tom menos otimista, as declarações do presidente do Banco Central Europeu, em meados do mês de maio, foram precisas ao avaliar o comportamento a ser trilhado pelas principais economias no futuro próximo. Todavia, tudo indica que foram mal interpretadas pelos agentes econômicos e o cenário favorável passou a ser superestimado. De fato, o depoimento de Jean Claude Trichet, apenas sinalizou o final da fase de pânico e que, talvez, o ritmo da queda da demanda esteja se desacelerando. Recorrendo-se à matemática, o depoimento deve ser interpretado apenas como a possibilidade de que ritmo da atividade global esteja se aproximando do seu ponto inflexão.  Mas, o que significaria isso?</p>
<p>Se as palavras serviram como estímulo adicional para a apreciação dos ativos, definitivamente, não asseguram que as economias já estejam por exibir crescimento. Na realidade &#8211; como destacou Willem Buiter da London School – o depoimento incorpora alguns conceitos do cálculo diferencial que passaram quase despercebidos.<br />
Assim, a referência ao ponto de inflexão indicaria, exclusivamente que o presidente do Banco Central Europeu  acredita que a atividade esteja se reduzindo em um ritmo decrescente. Ou melhor, que a segunda derivada da função de atividade estaria passando de negativa para positiva, enquanto que a primeira ainda manter-se-ia negativa.<br />
Resumindo, o ciclo econômico estaria vivenciando apenas um ponto de inflexão. A retomada do crescimento da atividade só efetivamente ocorrerá quando a primeira derivada mudar do sinal negativo para positivo, o que hoje é, ainda, prematuro afirmar.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades surgidas com a crise, é inquestionável que a atuação menos ortodoxa dos governos tenha conseguido reverter o processo de deterioração das expectativas dos agentes econômicos. Aliás, os impactos seriam ainda mais devastadores se os estímulos fiscais e monetários não tivessem surtido efeito. As ações impactaram positivamente, de modo que há uma relativa normalização dos mercados financeiros, com uma considerável redução nos “spreads” no mercado interbancário e nas concessões de crédito para as grandes empresas. A grande injeção de liquidez produziu um revigoramento no fluxo de capitais especulativos com um novo balanceamento da riqueza que, nesse momento tende a favor de ativos negociados em bolsas, “commodities” e moedas emergentes em detrimento da cotação do dólar.</p>
<p>Com base na relativa melhora de alguns indicadores, como na venda de casas, da construção civil, confiança e gastos dos consumidores, Ben Bernanke &#8211; Presidente do “Federal Reserve”- já visualiza o surgimento de alguns “brotos verdes” para o aquecimento da atividade econômica. Os indicadores antecedentes produzidos pela OCDE endossam esse relativo otimismo ao identificar sinais de pausa na desaceleração nas economias da China e Europa.</p>
<p>Se na China, a recuperação da produção industrial está em um horizonte mais próximo, na Europa a incerteza quantos aos desdobramentos futuros é maior. Já nos EUA, embora os mercados de ativos mostrem-se mais estáveis e haja uma melhoria no humor, há ainda fatores de preocupação, tais como, a manutenção da tendência cadente nos preços no setor imobiliário, os problemas no crédito e os temores reminiscentes com a saúde financeira dos bancos.</p>
<p>Assim, parece precipitada a conclusão de que a crise já seja uma página virada. Quando comparada com outras experiências históricas, vê-se que há um considerável caminho a percorrer. O processo de desalavancagem e o ajuste do nível de poupança nos países avançados estão apenas começando. Sem contar que a manutenção do elevado grau de capacidade ociosa implica em um risco de que haja uma depressão. Na concretização desse cenário, a perda de valor dos ativos reduziria ainda mais a riqueza dos agentes econômicos, exigindo um rebalanceamento dos gastos das famílias e empresas, ainda altamente endividadas. Neste caso, a elevação da poupança seria maléfica e poderia levar a formação de um ciclo vicioso de contração da atividade.</p>
<p>E no Brasil qual seria o sinal da primeira derivada? Com esse horizonte complicado da economia internacional, o ambiente interno também está cercado de incertezas. Contudo, as medidas de estímulo ao consumo &#8211; como a isenção de impostos sobre bens-duráveis e de aumentos nos gastos com funcionalismo &#8211; têm favorecido a expansão do consumo, de modo que na margem, a atividade econômica apresenta indícios relevantes de uma retomada, ainda que lenta. Apesar de ostentarem um ritmo decepcionante para muitos analistas, tanto a produção industrial, como as vendas de varejo e criação de empregos mostram uma ligeira recuperação.</p>
<p>Como atenuantes a esse otimismo tem-se associação entre a baixa velocidade na retomada da produção industrial com a forte retração no comércio internacional e, como conseqüência, a queda na demanda das exportações desse segmento. Seguindo essa linha, o processo lento de ajustamento de estoques, a redução nos investimentos e as travas do crédito geram inquietação. Ao contrário do setor automobilístico, muitos outros setores da economia ainda não realizaram a queima total de estoques indesejados. Finalmente, só agora com os efeitos das ações do governo e da maior calmaria nos mercado, que a retração dos bancos privados nas concessões de crédito começa a se reverter.</p>
<p>Na última carta de conjuntura, o Ibre da FGV relativiza as ressalvas na balança comercial. Segundo o instituto, enquanto as vendas dos itens manufaturados e semimanufaturados apresentam quedas expressivas, o desempenho dos produtos básicos tem sido alentador, tanto no que tange aos preços como ao volume. Esse movimento teria como raiz o aumento da demanda chinesa e asiática, que passada a maior turbulência, seria o sinal de que o estímulo fiscal e creditício da China começa a funcionar. Dada a diversidade da pauta comercial brasileira, a volta da demanda por commodities poderia, mais adiante, significar o aumento de exportações de bens industrializados para parceiros de economias emergentes exportadores de bens básicos.</p>
<p>Concluindo: porque o produto interno é mais dependente da demanda interna, são grandes as chances de que para o Brasil a primeira derivada seja positiva. Contudo, o grau de inclinação da segunda não deverá indicar uma retomada mais acelerada da atividade. Isto dependeria do comportamento das economias desenvolvidas. No que tange às mesmas, as dúvidas e incertezas são mais profundas. Com certeza, tão cedo, a economia global não voltará a apresentar o ritmo exibido anteriormente. O processo de reestruturação está apenas iniciando e será longo e custoso o que não afiança a crença em um ritmo mais pujante para a economia brasileira. #Maio/2009</p>
<p>Everton P.S. Gonçalves<br />
Assessor Econômico da ABBC e Dr em Economia pela FGV/SP &#8211; <a href="mailto:egoncalves@abbc.org.br">egoncalves@abbc.org.br</a></p>
<p>Este documento foi preparado pela Assessoria Econômica da ABBC, com finalidade única de prestar informações ao mercado. Esse trabalho reflete a opinião pessoal, não devendo ser interpretado como oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou produtos e instrumentos financeiros.</p>
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