Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo.
Depois de uma semana agitada com notícias dando conta de problemas fiscais em alguns países do Velho Mundo, em especial nos chamados PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha), os mercados realizaram de maneira mais agressiva a venda de ativos em todo mundo, principalmente aonde esses ativos vinham de valorizações recentes, como no caso do Brasil.
Mercados continuam vivendo sob o domínio do medo. Medo que a economia mundial retome o caminho da recessão e do desemprego que marcaram a crise financeira de 2008.
A semana que passou foi marcada por dois eventos que derrubaram de forma mais contundente o preço dos ativos nos mercados.
Semana encurtada pela passagem de ano, mas que promete grandes alegrias para quem não acreditou na realização mais forte nos ativos e na subida da moeda norte americana.
Em período encurtado pelas festas de Natal, com apenas 3 dias úteis de negociação, o mercado não deve mostrar grandes modificações.
A semana que passou foi marcada por um movimento que a tempos não se via em finais de ano, investidores locais procurando proteção no dólar e realizando lucros na renda variável.
Com o final de ano se aproximando aos mercados vão sendo levados em “banho-maria” e sem grandes emoções.
Daqui para o final do ano o comportamento não deve mudar, salvo algum fato muito relevante para alterar este cenário de letargia.
Com a soberba, de que podem controlar os mercados sem ao menos regulamentá-los, alguns Bancos Centrais surgiram com ameaças de retiradas de subsídios, mesmo cientes que não poderão executar esta proposta em um momento ainda de incertezas quanto a recuperação das ecomomias.
Na semana passada, na quinta feira, o otimismo dos mercados ameaçou uma trégua, no entanto, essa trégua acabou se mostrando apenas uma breve realização na disparada de preço dos ativos que continua firme e forte nos mercados.
A novidade na semana passada foi à criação da alíquota de 2% de IOF para o capital estrangeiro que ingressar no Brasil para a renda fixa e renda variável (bolsa de valores). A medida foi muito bem analisada pelo nosso amigo Maximo Umiliani em seu texto, “A cereja do Bolo”.
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