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	<title>Aviso em Dois &#187; dívida pública</title>
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			<item>
		<title>A taxa Selic</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/a-taxa-selic/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/a-taxa-selic/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[demab]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[fator diário]]></category>
		<category><![CDATA[lft]]></category>
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		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba tudo sobre a chamada taxa Selic. Como e para que foi criada, qual a sua função, qual a sua metodologia de cálculo, o que ela representa e quais as suas consequências para a economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa SELIC é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercados se balizam. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas. É divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Conforme o Banco Central do Brasil o conceito de taxa Selic é [1]</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É a taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas. Esclarecemos que, neste caso, as operações compromissadas são operações de venda de títulos com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador, para liquidação no dia útil seguinte. Ressaltamos, ainda, que estão aptas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Metodologia de cálculo</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula[1]:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">onde,</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">n: número de operações que compõem a amostra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic[2] após o encerramento das operações, em processo noturno.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aplicação</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa Selic é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Assim, como o risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia, esta taxa acaba servindo de referência para todas as demais taxas de juros da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Esta taxa não é fixa e varia praticamente todos os dias, mas dentro de um intervalo muito pequeno, já que, na grande maioria das vezes, ela tende a se aproximar da meta da Selic, que é determinada oito vezes por ano, consoante regulamentação datada de 2006.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, cuja sede fica no Rio de Janeiro, e que faz parte do Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</div>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;">A taxa Selic é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos mercados deveriam se balizar, principalmente a curva de juros futura. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no Selic, na forma de operações compromissadas.<br />
A taxa básica, Selic é divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)<br />
Estão autorizadas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e Fundos de Investimentos.</p>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;"> </p>
<h2 style="border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 7.2pt; border-left: medium none; border-bottom: #aaaaaa; mso-element: para-border-div; mso-border-bottom-alt: solid #AAAAAA .5pt; mso-line-height-alt: 10.95pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 2.0pt 0cm; padding: 0cm;"><span class="mw-headline"><span style="font-weight: normal; font-size: 11pt; color: black;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Georgia;"><strong>Metodologia de cálculo<br />
</strong></span></span></span></span></h2>
<p>A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula:</p>
<p><span style="font-family: sans-serif;"> </span></p>
<dl style="margin-top: 0.2em; margin-bottom: 0.5em;">
<dd style="line-height: 1.5em; margin-left: 2em; margin-bottom: 0.1em;"><img class="tex" style="vertical-align: middle; border: initial none initial;" src="http://upload.wikimedia.org/math/6/f/9/6f981d55605e27ffb7b7d18ec6d2da22.png" alt="\left [	\left (	\left (\frac{\sum_{j=1}^{n} Lj.Vj}{\sum_{j=1}^{n} Vj}\right )^{252} -\ 1 \right ) \times 100 \right]%\ ao\ ano" /></dd>
</dl>
<p>onde,</p>
<p>Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>n: número de operações que compõem a amostra.</p>
<p>A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</p>
<p>O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic após o encerramento das operações, em processo noturno.</p>
<p><strong>Aplicação</strong><br />
A taxa Selic é no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.<br />
Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.<br />
O risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia.<br />
Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, no Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</p>
<p>Tributos, contribuições e Imposto de Renda.<br />
Ela é aplicável na cobrança, restituição ou compensação dos tributos e contribuições e nas Incidente sobre as quotas do Imposto de Renda Pessoa Física &#8211; Taxa de Juros Selic – Acumulados<br />
Histórico da taxa média selic e da taxa do Copom: <a href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS">http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS</a><br />
<a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm">http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm</a></p>
<p> <br />
<strong>História</strong></p>
<p>A taxa Selic foi criada no mercado financeiro com o objetivo de se tornar uma taxa referencial de rendimentos para as aplicações de “overnight” (um dia útil).<br />
Em alguns períodos de dificuldade de rolagem da dívida pública por parte do governo central e de muita volatilidade nas taxas, foram criadas as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) que rendem o acumulado das taxas médias diárias do selic do período da emissão até o dia de resgate. Se tornando assim um “porto seguro” para aqueles que desejavam aplicar e receber a média da taxa diária praticada no mercado.<br />
Em função da sua indexação diária a LFT sempre foi um papel muito criticado em termos de política monetária, pois é sabido que política monetária se pratica com taxas pré-fixadas.<br />
No Plano Collor chegou-se a cogitar o fim de toda e qualquer indexação monetária, inclusive o fim da prática do “overnight”. Um pouco mais tarde um Diretor da Dívida Pública chegou a dizer que o governo só emitiria LFTS por cima de seu cadáver.<br />
Os 252 dias do cálculo<br />
No início a taxa over era calculada, dia/mês, mais tarde passou a ser calculada com base anual e sem uma metodologia definida.<br />
Representantes do mercado, Andima, Instituições e Banco Central decidiram estabelecer um único parâmetro para o cálculo. Partindo dos 365 dias, fora os bi sextos, dividiu-se este número por 7, que são os dias totais de uma semana e multiplicou-se por 5, que é o número de dias úteis, para chegar a 260,71 dias úteis em um ano, daí com base numa média histórica de feriados, chegou-se a conclusão que existiam em média 8 por ano. Subtraiu-se dos 260,71 e ficou acordado que a referência passaria a ser 252.</p>
<p><strong>Política Monetária</strong></p>
<p>Em 26/06/1996 foi realizada a primeira reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para definir a taxa básica de juros. As reuniões eram mensais, hoje o período médio de ocorrência é de 45 dias.<br />
Como podemos ver, a política monetária está calcada em uma taxa de juros diária que é pré-determinada para o prazo de 45 dias.<br />
Resumindo: A taxa diária pouco varia da taxa estabelecida pelo Copom, nesse prazo de 45 dias, a base de cálculo do mercado e da curva de juros deixou de ser a taxa selic para ser a taxa média do CDI. Mesmo com toda a evolução econômica do Brasil, continuamos indexados ao curto prazo, em uma taxa que na prática é pós-fixada e que acaba dificultando, e muito, a eficácia da política monetária, política esta, que deveria ser pautada em taxa de juro pré-fixada e com o prazo mais longo possível.<br />
A indexação, infelizmente, ainda é muito grande no Brasil, basta ver quantos contratos estão vinculados a taxa de curto prazo.<br />
O Brasil só irá alcançar verdadeiramente a maturidade econômica o dia que acabarem com a taxa selic diária.</p>
<p>Fontes:</p>
<p>Banco Central do Brasil</p>
<p>Receita Federal</p>
<p>Tesouro Nacional</p>
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		<title>A bolsa não cai nunca mais!</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/a-bolsa-nao-cai-nunca-mais/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 07:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A bolsa não cai nunca mais!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</p>
<p>Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</p>
<p>Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</p>
<p>No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</p>
<p>Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</p>
<p>A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</p>
<p>A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</p>
<p>Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</p>
<p>No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</p>
<p>Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</p>
<p>Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</p>
<p>Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</p>
<p>Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</p>
<p>Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</p>
<p>O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</p>
<p>Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</p>
<p>Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</p>
<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</p>
<p>waldir.kiel@infomoney.com.br</p>
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		<title>A poupança de neurônios</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 19:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate econômico do momento na sociedade brasileira está focado nas medidas que foram propostas pelo governo no sentido de equacionar os rendimentos da poupança com as demais aplicações financeiras quando a taxa básica de juros, selic, recuarem para um patamar onde os rendimentos da caderneta fiquem acima das demais aplicações e causem distorções.<br />
Qualquer que seja o ambiente, mídia, amigos, família, empresa, restaurantes ou por outros cantos do Brasil a fora a pergunta que se faz é basicamente a mesma: o que você achou das mudanças nas regras da poupança?<br />
Invariavelmente as idéias convergem para uma grande falácia econômica disseminada ao longo do tempo de que uma fuga em massa das demais aplicações financeiras para a poupança irá criar dificuldades para a rolagem da dívida pública federal. A lógica deste raciocínio viesado é que sendo os fundos de pensão e de investimentos os principais e grandes compradores dos títulos públicos se a poupança passar a ter rendimentos maiores, tais fundos sofrerão resgates e por conseqüência não comprarão títulos e o tesouro nacional terá dificuldades em rolar a dívida pública.<br />
O que impressiona é o fato de mais uma vez o país focar o debate em detalhes e deixar passar a oportunidade de se discutir e efetivar medidas que altere toda essa estrutura arcaica de modelo financeiro. Estrutura construída por remendos em um ambiente passado, de hiperinflação, crise financeira e taxa de juros nas alturas.<br />
O arcabouço atual está totalmente dissociado da realidade e dos anseios de uma economia desenvolvida e de um crescimento mais igualitário.<br />
Toda vez que surge um caso como este da poupança a tendência é o debate se politizar na razão especifica e a discussão mais ampla dos problemas ficarem em segundo plano e sem uma iniciativa de mudanças estruturais necessária.<br />
Algumas questões que deveriam ser debatidas para mudar a situação de verdadeiro apartheid financeiro existente hoje no país:<br />
- Por que é que não se discute a eficácia do modelo de meta de inflação e juros altos, mesmo depois de serem tragados pela crise financeira global?<br />
- Mesmo com um patamar de inflação baixa por um tempo razoável, qual o motivo das aplicações financeiras estarem indexadas e o curto prazo ter o privilegio de uma remuneração tão alta?<br />
- Se o perfil do investidor da caderneta de poupança é de segurança e conservadorismo, por que ele não deve ser beneficiado?  Quantas pessoas já foram ironizadas por amigos, parentes e consultores econômicos, por aplicar dinheiro em uma modalidade de rendimentos pífios comparados as oportunidades existentes no mercado?<br />
- Vincular a poupança ao rendimento dos títulos públicos de longo prazo não seria uma solução?<br />
- Investir é ter uma visão de médio/longo prazos ou se aproveitar das oportunidades de momento?<br />
- Qual a razão da indexação de aplicações no chamado CDI? O que é esse referencial de juros, qual a sua importância para a economia, como ele é apurado, em volume e preço, e quais os interesses que ele contempla?<br />
- Porque é que não se discute antes de tudo a desoneração não só fiscal, mas de custos de administração das aplicações financeiras?<br />
- Quais a razões de o Brasil ter um mercado secundário de títulos públicos insignificante perante o tamanho da dívida pública? Não seria por isso que a curva de juros é determinada pelo derivativo e não pelo ativo?<br />
Investimento é programação financeira, não se pode confundir investidor com oportunista, longo prazo é visão empreendedora, curto prazo é custo de oportunidade e por isto tem que ter os riscos inerentes a escolha.<br />
No Brasil de hoje a indústria da concentração financeira controla a maioria das aplicações e empréstimos, se beneficia de exorbitantes spreads e de taxas cobradas na administração dos recursos de terceiros. A indústria não tem interesse na mudança e na assunção de riscos que remunere a sua eficácia.<br />
Qualquer atividade tem os seus riscos. Indústria, agricultura, comercio e a pecuária tem os riscos inerentes a atividade. Por que só o mercado financeiro, que é o setor que mais especula e o mais volátil tem que ter conforto?<br />
Observem que o último relatório de atividades de Política Monetária disponível no site do BC é datado de dezembro de 2002. Hoje só existe uma resenha de mercado aberto divulgada semanalmente. Onde foi parar a política monetária, no resumo da reunião dissociada da realidade, do Copom?<br />
Enquanto se discute como remendar, mais uma vez a poupança, a maioria do público, não sabe que desde a crise da marcação a mercado de 2002, o Banco Central toma recursos excedentes em operações compromissadas no over e de curto prazo, dos agentes financeiros que se recusam a comprar títulos públicos definitivos.<br />
Em valores de dezembro de 2008 os recursos da poupança somavam R$ 270,7 bilhões e a estimativa do saldo das operações compromissadas ultrapassa a casa dos R$ 300 bilhões?<br />
Dados da última semana indicam que só no over night o Banco Central tomou em torno de R$ 85 bilhões por dia.<br />
Os agentes não compram os títulos em definitivo, mas são obrigados a aplicar em títulos para ter lastros que vinculem e remunerem o patrimônio. A experiência recente com a crise mostra que nada mais seguro que um título público.<br />
Qual o motivo desta mordomia?<br />
Para encerrar deixo um último questionamento: Uma taxa de juros flutuante de curto prazo que provocasse desconforto a quem fizesse esta opção e por conseqüência um beneficio e voluntarismo para o longo, não seria a solução para todas essas distorções existentes hoje na economia?</p>
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