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	<title>Aviso em Dois &#187; Copom</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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			<item>
		<title>A taxa Selic</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[demab]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[fator diário]]></category>
		<category><![CDATA[lft]]></category>
		<category><![CDATA[overnight]]></category>
		<category><![CDATA[plano collor]]></category>
		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba tudo sobre a chamada taxa Selic. Como e para que foi criada, qual a sua função, qual a sua metodologia de cálculo, o que ela representa e quais as suas consequências para a economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa SELIC é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercados se balizam. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas. É divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Conforme o Banco Central do Brasil o conceito de taxa Selic é [1]</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É a taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas. Esclarecemos que, neste caso, as operações compromissadas são operações de venda de títulos com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador, para liquidação no dia útil seguinte. Ressaltamos, ainda, que estão aptas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Metodologia de cálculo</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula[1]:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">onde,</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">n: número de operações que compõem a amostra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic[2] após o encerramento das operações, em processo noturno.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aplicação</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa Selic é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Assim, como o risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia, esta taxa acaba servindo de referência para todas as demais taxas de juros da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Esta taxa não é fixa e varia praticamente todos os dias, mas dentro de um intervalo muito pequeno, já que, na grande maioria das vezes, ela tende a se aproximar da meta da Selic, que é determinada oito vezes por ano, consoante regulamentação datada de 2006.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, cuja sede fica no Rio de Janeiro, e que faz parte do Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</div>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;">A taxa Selic é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos mercados deveriam se balizar, principalmente a curva de juros futura. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no Selic, na forma de operações compromissadas.<br />
A taxa básica, Selic é divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)<br />
Estão autorizadas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e Fundos de Investimentos.</p>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;"> </p>
<h2 style="border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 7.2pt; border-left: medium none; border-bottom: #aaaaaa; mso-element: para-border-div; mso-border-bottom-alt: solid #AAAAAA .5pt; mso-line-height-alt: 10.95pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 2.0pt 0cm; padding: 0cm;"><span class="mw-headline"><span style="font-weight: normal; font-size: 11pt; color: black;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Georgia;"><strong>Metodologia de cálculo<br />
</strong></span></span></span></span></h2>
<p>A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula:</p>
<p><span style="font-family: sans-serif;"> </span></p>
<dl style="margin-top: 0.2em; margin-bottom: 0.5em;">
<dd style="line-height: 1.5em; margin-left: 2em; margin-bottom: 0.1em;"><img class="tex" style="vertical-align: middle; border: initial none initial;" src="http://upload.wikimedia.org/math/6/f/9/6f981d55605e27ffb7b7d18ec6d2da22.png" alt="\left [	\left (	\left (\frac{\sum_{j=1}^{n} Lj.Vj}{\sum_{j=1}^{n} Vj}\right )^{252} -\ 1 \right ) \times 100 \right]%\ ao\ ano" /></dd>
</dl>
<p>onde,</p>
<p>Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>n: número de operações que compõem a amostra.</p>
<p>A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</p>
<p>O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic após o encerramento das operações, em processo noturno.</p>
<p><strong>Aplicação</strong><br />
A taxa Selic é no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.<br />
Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.<br />
O risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia.<br />
Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, no Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</p>
<p>Tributos, contribuições e Imposto de Renda.<br />
Ela é aplicável na cobrança, restituição ou compensação dos tributos e contribuições e nas Incidente sobre as quotas do Imposto de Renda Pessoa Física &#8211; Taxa de Juros Selic – Acumulados<br />
Histórico da taxa média selic e da taxa do Copom: <a href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS">http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS</a><br />
<a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm">http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm</a></p>
<p> <br />
<strong>História</strong></p>
<p>A taxa Selic foi criada no mercado financeiro com o objetivo de se tornar uma taxa referencial de rendimentos para as aplicações de “overnight” (um dia útil).<br />
Em alguns períodos de dificuldade de rolagem da dívida pública por parte do governo central e de muita volatilidade nas taxas, foram criadas as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) que rendem o acumulado das taxas médias diárias do selic do período da emissão até o dia de resgate. Se tornando assim um “porto seguro” para aqueles que desejavam aplicar e receber a média da taxa diária praticada no mercado.<br />
Em função da sua indexação diária a LFT sempre foi um papel muito criticado em termos de política monetária, pois é sabido que política monetária se pratica com taxas pré-fixadas.<br />
No Plano Collor chegou-se a cogitar o fim de toda e qualquer indexação monetária, inclusive o fim da prática do “overnight”. Um pouco mais tarde um Diretor da Dívida Pública chegou a dizer que o governo só emitiria LFTS por cima de seu cadáver.<br />
Os 252 dias do cálculo<br />
No início a taxa over era calculada, dia/mês, mais tarde passou a ser calculada com base anual e sem uma metodologia definida.<br />
Representantes do mercado, Andima, Instituições e Banco Central decidiram estabelecer um único parâmetro para o cálculo. Partindo dos 365 dias, fora os bi sextos, dividiu-se este número por 7, que são os dias totais de uma semana e multiplicou-se por 5, que é o número de dias úteis, para chegar a 260,71 dias úteis em um ano, daí com base numa média histórica de feriados, chegou-se a conclusão que existiam em média 8 por ano. Subtraiu-se dos 260,71 e ficou acordado que a referência passaria a ser 252.</p>
<p><strong>Política Monetária</strong></p>
<p>Em 26/06/1996 foi realizada a primeira reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para definir a taxa básica de juros. As reuniões eram mensais, hoje o período médio de ocorrência é de 45 dias.<br />
Como podemos ver, a política monetária está calcada em uma taxa de juros diária que é pré-determinada para o prazo de 45 dias.<br />
Resumindo: A taxa diária pouco varia da taxa estabelecida pelo Copom, nesse prazo de 45 dias, a base de cálculo do mercado e da curva de juros deixou de ser a taxa selic para ser a taxa média do CDI. Mesmo com toda a evolução econômica do Brasil, continuamos indexados ao curto prazo, em uma taxa que na prática é pós-fixada e que acaba dificultando, e muito, a eficácia da política monetária, política esta, que deveria ser pautada em taxa de juro pré-fixada e com o prazo mais longo possível.<br />
A indexação, infelizmente, ainda é muito grande no Brasil, basta ver quantos contratos estão vinculados a taxa de curto prazo.<br />
O Brasil só irá alcançar verdadeiramente a maturidade econômica o dia que acabarem com a taxa selic diária.</p>
<p>Fontes:</p>
<p>Banco Central do Brasil</p>
<p>Receita Federal</p>
<p>Tesouro Nacional</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Juros &#8211; BC agiu com correção para não replicar erro de 2008</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/juros-bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 23:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>
		<category><![CDATA[Waldir Kiel Junior]]></category>

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		<description><![CDATA[Cabe ao Banco Central tomar medidas preventivas, porque a situação nos Estados Unidos e na Europa ainda está longe de se resolver]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;BC agiu com correção para não replicar erro de 2008&#8243;<br />
Felipe Peroni e Micheli Rueda (redacao@brasileconomico.com.br)<br />
01/09/11 12:27</p>
<p>Decisão mais ousada do Copom não surpreendeu o economista Waldir Kiel, que já projetava corte de 0,50 ponto percentual na Selic.</p>
<p>Waldir Kiel Junior, agente de investimentos da Hencorp Commcor, afirma que a deterioração da situação econômica externa e o arrefecimento doméstico foram os balizadores da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).</p>
<p>Na noite de quarta-feira (31/8), os membros do Copom surpreenderam ao optar pelo corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), levando-a para 12% ao ano.</p>
<p>Kiel não ficou surpreso. Ele já projetava esse movimento desde a <a href="http://avisoemdois.com.br/avisos/agenda-semanal-2011-34/">semana passada</a></p>
<p>&#8220;O Copom agiu com correção para não incorrer no erro da crise de 2008, quando retardou muito a queda, e no momento em que precisava reduzir um pouco mais, o mercado já estava retomando&#8221;, disse Kiel.</p>
<p>Durante a última crise, que culminou com recessão nos Estados Unidos, o BC conseguiu levar a Selic para a mínima de 8,75% anuais.</p>
<p>Tal patamar foi atingido a partir de uma guinada de corte na Selic iniciada em janeiro de 2009, perdurando até abril de 2010, quando o colegiado precisou optar por um ciclo de aperto monetário.</p>
<p>Kiel destaca ainda que já era uma premissa do governo Dilma &#8220;defender a moeda, mas priorizar o crescimento&#8221;. &#8220;Basicamente, é o que os banco centrais estão fazendo mundo afora&#8221;, completou.</p>
<p>Desde o início do ano, conforme constatação de Kiel, a economia brasileira vem desacelerando rapidamente. &#8220;No início do ano, as estimativas para o PIB 2011 eram de um crescimento em torno de 5% e hoje já existem projeções de 2,9%&#8221;.</p>
<p>Na última divulgação, o relatório Focus do Banco Central (BC) mostrou que as instituições financeiras consultadas reduziram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 pela quarta semana seguida, a 3,79%. Para 2012, a estimativa caiu de 4% para 3,90%.</p>
<p>&#8220;Cabe ao Banco Central tomar medidas preventivas, porque a situação nos Estados Unidos e na Europa ainda está longe de se resolver&#8221;, concluiu Kiel.</p>
<p>Se a situação externa permanecer ruim, como parece indicar o olhar do Banco Central, Waldir Kiel prevê novos cortes no juro básico no futuro. O Copom se reúne em outubro.</p>
<p><a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008_106420.html">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008_106420.html</a></p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-15/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[expectativas de mercado]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[mercado de grãos]]></category>

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		<description><![CDATA[A pedidos voltamos com nossas expectativas para a semana nos juros, dólar, câmbio, bolsa de valores e agora também com uma novidade avaliação do mercado de grãos (soja e milho)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.<br />
No Brasil o Banco central ao baixar a taxa básica de juros em 0,50% provocou um intenso debate em torno de sua autonomia, já que para alguns analistas de mercado a redução da taxa foi uma atitude política decidida pelo Palácio do Planalto.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Depois de muito tempo o Banco Central do Brasil, enfim, decidiu baseado em expectativas econômicas externas e internas realistas, tomar uma atitude totalmente independente dos anseios dos agentes do mercado financeiro. Esta atitude acabou provocando uma gritaria geral totalmente injustificada tecnicamente.<br />
Expectativas para a semana: Continuidade da queda em toda a curva futura.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O agravamento do cenário externo e as projeções de menor crescimento do PIB acabam naturalmente arrefecendo o fluxo positivo de dólares para o país. As medidas restritivas, como o IOF e limitações de posições vendidas contribuem para uma alta maior nas cotações quando o movimento de reverte para saída, assim todo cuidado na venda é necessário.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores:</strong> Mesmo o Brasil estando em uma posição muito mais confortável que na crise de 2.008 acabará sendo afetado pela movimentação de vendas em ativos de risco no mercado global.<br />
As projeções de um crescimento econômico menor também contribuem para um cenário de incertezas na Bovespa.<br />
A volatilidade dos últimos dias é prova cabal que o momento não é favorável a aplicações em renda variável.<br />
Expectativa para a semana: 55.000/56.000</p>
<p><strong>Mercado de grãos</strong>: Fundamentos permanecem altistas. Agências privadas continuam estimando rendimentos de soja e milho abaixo dos níveis do relatório de agosto do USDA de 41,40 e 153,00 bushels por acre. Relação estoque-uso está para ambos está levemente acima de 7,0%, mas as perspectivas para os estoques finais apontam para níveis de racionamento nos EUA.</p>
<p>Países que não costumam importar do Brasil começaram a fazer pedidos. Isto causa estranhamento, pois o Brasil está na época de entressafra e os EUA no início da safra, apontando para a falta de produto nos EUA. Esta semana que passou houve cancelamentos de embarques dos EUA, o que indica o quão apertado está a oferta em relação à demanda.</p>
<p>Chineses devem importar significativamente em setembro e outubro, mas cabe avaliar se os níveis de preços atuais são sustentáveis. Pode-se dizer que sim, pois a margem de esmagamento da China pela primeira no ano vez ficou positiva para a soja norte-americana.</p>
<p>Soja no Brasil está mais de 80% comercializada, sendo percentual maior para os Estados centro-oeste, e menor, para o sul do país. A falta do grão aponta para o início do fortalecimento dos prêmios – o movimento sazonal foi tardio neste ano por conta da abrupta subida dos preços em Chicago.</p>
<p>A volatilidade para ambas as commodities nos EUA deve se arrefecer, uma vez que o milho já está pronto para ser colhido e já estamos em meados de setembro, isto é, o mercado climático para soja está terminando.</p>
<p>&#8220;Sua viagem para a realização é impulsionada pelos objetivos que você determina ao longo do caminho.&#8221; Chérie Carter-Scott</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p><strong>Waldir Kiel e Colaborador</strong></p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-01/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 08:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.<br />
No cenário interno a alta dos juros aliada ao conjunto de medidas – chamadas de “macro prudenciais” – está dando claros sinais de provarem um movimento de desaceleração econômica muito além da esperada.<br />
Diante de tal deterioração dos cenários interno e externo os riscos de se manter posições compradas em ativos tendem a se elevar.<br />
Afinal, mais dia menos dia alguém terá que pagar essa conta, a desestabilização política em alguns países é uma mostra que o cidadão comum, desta vez, não irá aceitar de maneira passiva o onus deste processo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Em mais uma semana de reunião do Copom mercado continua projetando aumentos maiores na taxa básica de juros. A inflação brasileira não está fugindo do controle conforme pregam a maioria dos economistas de mercado, além do fato importante das políticas expansionistas dos BCs estarem em um momento de grande questionamento.<br />
Projeções mais pessimistas já estão dando conta de um PIB menor que 3,50% para o ano de 2011, o aumento do desemprego, a queda na venda de imóveis e nas vendas do comércio parecem ser suficientes para uma acomodação nos aumentos da taxa básica de juros.<br />
E como já foi dito aqui as previsões Focus são um misto de expectativas de traders de curto prazo em busca de rendimentos com um medo de nunca estar fora de um consenso que no médio/longo prazos invariavelmente incorre no erro.<br />
Riscos maiores levam naturalmente investimentos para a renda fixa e assim queda nas projeções futuras de juros.<br />
Expectativa para o Copom: 12,00%</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Ao romper a barreira dos R$ 1,60, a moeda norte americana deve dar sinais de esgotamento da queda. Por mais que se critique o conjunto de medidas a conta gotas estabelecido pelo governo acabará em breve cumprindo seus objetivos, que a meu ver, são para contrabalancear o aumento internacional nos preços das commodities e paulatinamente ir apertando o torniquete nas posições vendidas.<br />
Se o humor externo piorar muito a retomada nas cotações, por conta de tantas medidas, será muito mais veloz que antes.<br />
A expectativa de fechamento para esta curta semana: R$ 1,59/1,60 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Costuma-se dizer que taxa alta de juros significa fuga de investimentos em ações para o mercado de renda fixa. No Brasil isso é quase verdade, pois se tivéssemos essa lógica, com as taxas de juros estratosféricas praticadas nos últimos anos o Ibovespa estaria beirando os 10.000 pontos.<br />
No momento atual os juros altos só estão potencializando a expectativa de um crescimento mais baixo do PIB brasileiro. PIB menor significa menores vendas e menores retornos para as empresas.<br />
Mercado já vem se dando conta disso. Caso o cenário externo se deteriore as quedas por aqui serão ainda maiores das que já vem ocorrendo.<br />
Expectativa para a semana: 63.500/64500</p>
<p>“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” Thomas Campbell</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 17:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[medidas de estímulo]]></category>

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		<description><![CDATA[No cenário externo a semana vai seguir no mesmo lema da semana anterior, do “quanto pior, melhor”, à medida que os indicadores econômicos continuarem a apresentar maior debilidade no processo de recuperação da economia real principalmente na Europa e EUA, maiores as probabilidades de os bancos centrais atuarem mais rápido com maiores estímulos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: No cenário externo a semana vai seguir no mesmo lema da semana anterior, do “quanto pior, melhor”, à medida que os indicadores econômicos continuarem a apresentar maior debilidade no processo de recuperação da economia real principalmente na Europa e EUA, maiores as probabilidades de os bancos centrais atuarem mais rápido com maiores estímulos.<br />
No cenário interno o segundo turno das eleições presidenciais não tem provocado nenhuma mudança nos rumos da economia e muito menos do mercado financeiro.<br />
Exceto alguns poucos “analistas” que por falta de argumentos mais sólidos tentam de alguma forma vincular movimentos de ativos a propostas de candidatos, no geral o cenário é de calmaria.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A novidade dos últimos dias se deu por conta da grande entrada de recursos estrangeiros para a capitalização da Petrobras, as expectativas eram de que passada a entrada maciça de capital o BC atuaria de forma vigorosa para manter e ou elevar a cotação da moeda norte americana frente ao real, nesse período o dólar estava por volta de 1,78. A capitalização passou, quando mercado percebeu que medidas tímidas por parte do governo não freariam a queda do dólar, passou a vender com mais vigor até chegarmos no 1,66.<br />
Uma ameaça a inflação que mercado estava observando eram os preços no atacado, IGPM, mesmo este índice não tendo uma metodologia de apuração confiável, os preços são apurados via telefone e os consultados costumam fornecer o que esperam dos preços e não efetivamente os praticados, então, o IGPM que estava em 1,34% na quarta feira teve uma queda surpreendente para alguns e apresentou uma taxa de 0,74%. Dólar bateu nos preços, hoje economias interligadas mundialmente quando fica caro aqui importo.<br />
Expectativa para a semana: Estabilidade com leve correção para cima.<br />
COPOM do dia 20/10: Manutenção 10,75%  obs. A queda do dólar frente ao real é um fato de tamanha relevância que o Banco Central pode sim baixar a taxa básica de juros</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A equipe econômica do governo tem se desdobrado para evitar uma valorização ainda maior do real frente à moeda norte americana, medidas tímidas estão sendo tomadas e as cotações continuam caindo, porém é preciso ressaltar que este acumulo de pequenas medidas num futuro de curto/médio prazo se tornarão um conjunto que provocará maiores efeitos, possibilitando a recuperação desejada.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: R$ 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Para a semana a Bovespa deve seguir as expectativas decorrentes da esperada atuação do FED no sentido de injetar maiores estímulos na economia americana e assim beneficiando a procura por ativos de toda ordem e por conseqüência a valorização dos mercados acionários.<br />
Nesta segunda feira aqui no Brasil, Bovespa terá o vencimento do mercado de opções sobre ações o que deve conter um pouco uma valorização neste início de semana, passado este evento deverá ter um impulso maior no índice causado principalmente por Petrobrás.</p>
<p>Expectativa para fechamento da semana: 72.500/73.500 pontos.</p>
<p>&#8220;O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.&#8221; William James</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Banco Central do Brasil está muito além do surrealismo</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/banco-central-do-brasil-esta-muito-alem-do-surrealismo/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 02:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cdi over]]></category>
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		<description><![CDATA[O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confirmando definitivamente o Brasil como primeiro colocado no ranking das taxas de juros reais mais altas do mundo, a decisão do Banco Central do Brasil &#8211; através do Copom (Comitê de Política Monetária) &#8211; de elevar a taxa básica de juros de 8,75% ao ano para 9,50% ao ano provocou fortes reações contrarias por parte de vários setores não financeiros da economia.<br />
Uma reação em especial chamou a atenção, a declaração do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que colocou em dúvidas a autonomia e a competência da instituição.</p>
<p>Vejam a nota: para a Fiesp, o BC agiu pressionado pelo mercado financeiro. &#8220;A pressão que vem sendo exercida sobre o BC, por parte dos interessados no aumento da taxa Selic, atingiu níveis ainda não conhecidos na sua atual gestão&#8221;, diz a nota. &#8220;Até a competência e a autonomia dessa respeitada instituição correm o risco de serem colocadas em dúvida&#8221;.</p>
<p>Os indicadores de inflação estão em queda, o nível da capacidade instalada da indústria, segundo dados da Fiesp divulgados na última terça-feira, está em 69,2%, os mercados financeiros pelo mundo vivem a beira de mais um ataque de nervos as voltas com crises na Zona do Euro e com a tímida recuperação do mercado de trabalho americano.</p>
<p>Neste panorama, o que teria levado o Banco Central a elevar os juros e sinalizar aumentos futuros nas taxas? Expectativas de um consenso de mercado que invariavelmente erra no médio e no longo prazo? O mercado erra porque faz projeções imediatistas em defesa de posições assumidas por grandes players nos mercados que acabam sendo seguidos pelos demais.</p>
<p>Teria cedido ao lobby dos bancos privados que perderam carteiras de clientes na última crise e querem recompor suas margens de lucros através dos aumentos dos spreads ou ao desejo mórbido da mídia em prejudicar a candidatura oficial? São apenas suposições, que acabam ganhando força diante de uma atitude inoportuna e precipitada como essa.</p>
<p>Convém lembrar que em abril de 2008, em um cenário semelhante onde já se vislumbrava a grave crise subprime que estava por vir, o BC pisou no freio ao invés de acelerar, aumentando a taxa básica de juros seguidamente de 11,25%a ao ano até 13,75% ao ano, para depois ser obrigado a reduzir rapidamente.</p>
<p>Como um dos participantes mais antigos do mercado financeiro na ativa, recuso-me a acreditar que nosso guardião da moeda seja movido por motivações de viés político ou de lobby de grupos financeiros. Acredito sim que as decisões de política monetária venham sendo conduzidas por uma miopia de realidade que geram uma crença que o modelo de metas de inflação funciona de fato e que a taxa de juros é responsável para definir o desejo de consumir ou poupar por parte da população.</p>
<p>Na última quinta-feira estive em um evento da Agência Estado, no qual o presidente do Banco Central estava presente. Infelizmente não tive a oportunidade que queria de fazer duas perguntas a ele:</p>
<p>Como é que se faz política monetária com as aplicações financeiras totalmente indexadas a taxa de juro flutuante, ao CDI over-night?<br />
Porque é que o Banco Central carrega 1/3 de toda dívida pública federal em operações compromissadas de curto prazo que não influenciam a curva de juros?<br />
É sabido que todas as vezes que um consultor ou gerente de conta corrente nos recomenda uma aplicação financeira à sugestão vem sempre acompanhada de um rendimento atrelado ao CDI. A aplicação em título X rende 95% do CDI; a de prazo Y rende 98%; o fundo XYZ está rendendo mais de 100% e assim por diante, sempre indexada, até mesmo operações em renda variável como em ações são avaliadas tomando como base a taxa do CDI. Então é de se questionar: o que muda o desejo de poupar ou consumir em uma taxa de juros indexada?</p>
<p>Outro ponto fundamental a se discutir é o fato que, desde a crise a marcação dos títulos a mercado de 2002 &#8211; onde se gerou desconfiança quanto à credibilidade dos títulos do governo &#8211; o volume financeiro das operações compromissadas, aquelas que não carregam os títulos em compras definitivas, aumentaram continuamente até atingir hoje um terço de toda a dívida pública, mais de R$ 500 bilhões.</p>
<p>Os títulos públicos que são instrumentos clássicos de política monetária deixaram de ter função ativa na preferência por poupar ou consumir. O mercado secundário desses títulos se resume ao Tesouro Direto e o alongamento da dívida está sempre comprometido.</p>
<p>Diante desses fatos concretos, que diferença faz para a economia, além do aumento das despesas com o pagamento de juros, o tamanho da taxa de juros? Se a taxa estivesse em 5% ou 15% sua funcionalidade seria a mesma. Quase nula.</p>
<p>Os juros são muito altos, nível de país em default, próximo ao juro da Grécia, porque a política monetária é claramente passiva. A Bolsa de Valores é o maior exemplo da ineficiência da taxa básica de juros: se ela tivesse influência marcante como acham que tem, o Ibovespa estaria hoje próximo dos 5.000 pontos, já que a taxa de juros por aqui a muito tempo vive nas alturas.</p>
<p>O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.</p>
<p>A taxa de juros que influencia mesmo a decisão de consumir ou poupar está no crédito bancário com taxas pornográficas. Quando a básica está em queda, cai em marcha lenta; quando sobe, sobe que nem um foguete.</p>
<p>Enquanto o Brasil não discutir esse modelo de política monetária em um debate aberto e sério, vamos continuar sendo tragados por este além-surrealismo onde até mesmo partidos políticos antagônicos chegam a defender o que nos últimos tempos foi à parte de governo mais ineficaz.</p>
<p>Vivemos no pior dos cenários, o do pensamento comum, da política de acompanhar o consenso, de um totalitarismo econômico que não pode ser questionado, mesmo que não seja eficiente.</p>
<p>Surrealismo significa &#8220;além do realismo&#8221;, e não &#8220;o contrário de realismo&#8221;, não tem nada a ver com uma realidade ao contrário.</p>
<p>“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”, Friedrich Nietzsche.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 07:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano vai terminando e os mercados naturalmente vão reduzindo a liquidez com as expectativas se voltando para o próximo ano.
Mesmo com os últimos dados de emprego americano mostrando uma surpreendente recuperação e a economia brasileira dando sinais de crescimento vigoroso, a semana deve ser de breve realização no preço dos ativos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: O ano vai terminando e os mercados naturalmente vão reduzindo a liquidez com as expectativas se voltando para o próximo ano.<br />
Mesmo com os últimos dados de emprego americano mostrando uma surpreendente recuperação e a economia brasileira dando sinais de crescimento vigoroso, a semana deve ser de breve realização no preço dos ativos.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil  (Copom)  nesta semana não deve mostrar nenhuma novidade, devendo confirmar a expectativa unânime do mercado de manutenção da taxa de juros em 8,75% ao ano.<br />
Os juros futuros devem recuar, já que carregam uma expectativa de aumentos na taxa básica já em 2010 e essa perspectiva a cada dia vai se esvaindo, não só pela discussão da necessidade do aumento como também pelo fato de as taxas de empréstimos e os spreads bancários já estarem embutindo o aumento.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Sem nenhuma projeção de forte entrada para a semana e com o final de ano se aproximando é natural que tenhamos um ajuste para cima na cotação da moeda norte americana. Esperado uma faixa de R$ 1,73/1,75 para o comportamento da semana.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Depois de ir beliscar os 70.000 pontos a Bovespa acabou realizando um pouco.<br />
Para a semana uma correção no preço das commodities e por conseqüência um breve recuo devem marcar o comportamento das principais ações que compõem a carteira teórica.<br />
Alguns papéis como sempre, devem ter um comportamento diferenciado do índice.<br />
Sanepar, SAPR4, continua como destaque positivo.</p>
<p>&#8220;Muitas vezes o que se cala faz maior impacto do que o que se diz.&#8221; Píndaro</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 00:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[balanços]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana que entra deve continuar sem novidades em termos de tendência, balanços das empresas positivos, dados econômicos mostrando ainda recuperação e assim, mercados mantendo o otimismo das semanas anteriores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que entra deve continuar sem novidades em termos de tendência, balanços das empresas positivos, dados econômicos mostrando ainda recuperação e assim, mercados mantendo o otimismo das semanas anteriores.<br />
Teremos para esta semana os balanços de boa parte das empresas listadas no Dow Jones, e por aqui, a reunião do Copom na terça e quarta feira para determinar a taxa básica de juros da economia brasileira.<br />
No que depender da divulgação de balanços tanto aqui como lá fora o otimismo irá continuar. Já a reunião do Copom não deve trazer grandes novidades, movimentando os mercados na margem com exceção do mercado de juros.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A novidade esperada para a semana não está na mudança da taxa básica de juros e sim na sinalização clamada pelo mercado e que deve ser atendida, para variar, pelo Banco Central do Brasil de que a economia voltou a aquecer e será necessário um aumento da taxa básica no futuro.<br />
Tudo que o mercado deseja para que as taxas futuras continuem subindo.<br />
Mesmo com a inflação projetada dentro da meta, teremos mais uma rendição?<br />
Parece que sim. A conferir na quarta feira no Jornal Nacional.<br />
 <br />
<strong>Câmbio</strong>: Nem mesmo o boato, depois desmentido pelo governo, de que o capital estrangeiro seria taxado, não foi capaz de impulsionar a cotação da moeda norte americana frente ao real.<br />
Engraçado que o mercado ao mesmo tempo em que trabalha nos bastidores para um aumento futuro nos juros quer medidas do governo para conter a queda do dólar!<br />
Alterar as regras do câmbio oportunamente não contribui em nada para a estabilidade econômica, só provoca mais ruídos.<br />
A queda deve continuar buscando o patamar abaixo do R4 1,70 por dólar.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Para quem não acreditava na rápida recuperação dos mercados e no fato da alta liquidez impulsionar a cotação dos ativos financeiros, está ai a Bovespa já bem próxima de sua máxima histórica, faltando subir pouco mais de 10%.<br />
Parece que ultrapassar essa barreira é questão de breve tempo.<br />
Algumas empresas de primeira linha que não acompanharam a recuperação do Ibovespa devem ganhar certo destaque em breve e os chamados “micos saltitantes” continuarão a ser garimpados no mercado.</p>
<p>&#8220;Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho.&#8221; &#8211; Autor desconhecido<br />
 </p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>De olho no spread</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/de-olho-no-spread-5/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 09:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro positivo]]></category>
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		<category><![CDATA[taxas de empréstimos]]></category>

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		<description><![CDATA[O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">De olho no spread</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Se o chamado spread bancário já não vinha sendo reduzido, essa nova expectativa fará com que ele, não só pare de cair, como volte a aumentar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O movimento na taxa de empréstimos é definido à medida que a taxa básica de juros se altera. Esta alteração é evidentemente em outra magnitude, quando a taxa básica recua os agentes costumam ser mais conservadores na diminuição das taxas de empréstimos, no movimento de subida da taxa básica a tendência é que o incremento nas taxas de empréstimos seja muito maior proporcionalmente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Essa nova expectativa jogará por terra os esforços para uma redução nos spreads e provocará maior inadimplência, pois com cenário propício ao aumento da demanda por crédito combinado com um aumento nas taxas de empréstimos em prazos mais longos só criará maior dificuldades de pagamento das dívidas no futuro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">As expectativas de aumentos futuros na taxa básica sepulta não só os esforços do governo para redução do spread, como também tendem a jogar para o esquecimento, mais uma vez, o cadastro positivo e outros argumentos para redução.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Basta observamos abaixo a Estrutura a Termo das Taxas de juros Prefixadas divulgadas ontem pela Andima, para projetarmos o que vem por aí.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O assunto spread bancário tende a sair da mídia logo após a divulgação da taxa pelo Copom, seguida das taxas de empréstimos do setor bancário. Voltando a baila somente nas próximas decisões do Copom.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mas nós continuamos atentos e DE OLHO NO SPREAD.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Saudações</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A2</div>
<p>O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.</p>
<p>Se o chamado spread bancário já não vinha sendo reduzido, essa nova expectativa fará com que ele, não só pare de cair, como volte a aumentar.</p>
<p>O movimento na taxa de empréstimos é definido à medida que a taxa básica de juros se altera. Esta alteração é evidentemente em outra magnitude, quando a taxa básica recua os agentes costumam ser mais conservadores na diminuição das taxas de empréstimos, no movimento de subida da taxa básica a tendência é que o incremento nas taxas de empréstimos seja muito maior proporcionalmente.</p>
<p>Essa nova expectativa jogará por terra os esforços para uma redução nos spreads e provocará maior inadimplência, pois com cenário propício ao aumento da demanda por crédito combinado com um aumento nas taxas de empréstimos em prazos mais longos só criará maior dificuldades de pagamento das dívidas no futuro.</p>
<p>As expectativas de aumentos futuros na taxa básica sepulta não só os esforços do governo para redução do spread, como também tendem a jogar para o esquecimento, mais uma vez, o cadastro positivo e outros argumentos para redução.</p>
<p>Basta observamos abaixo a Estrutura a Termo das Taxas de juros Prefixadas divulgadas ontem pela Andima, para projetarmos o que vem por aí.</p>
<table class="MsoNormalTable" style="background: white; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes;">
<td style="width: 7.2pt; border: solid black 1.0pt; mso-border-alt: solid black .75pt; background: silver; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" colspan="6" width="10" valign="bottom">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">Estrutura a Termo das Taxas de Juros Prefixadas &#8211; Prazos em dias   úteis</span></strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;"> </span></p>
</td>
<td style="width: 7.2pt; border: solid black 1.0pt; border-left: none; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; background: silver; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" colspan="2" width="10" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">03/Ago/2009</span></strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;"> </span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border: solid black 1.0pt; border-top: none; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">1</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">21</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">42</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">63</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">126</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">252</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">504</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">756</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border: solid black 1.0pt; border-top: none; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,6600</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,6841</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,7016</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,7063</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,7639</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">9,2826</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">10,8050</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">11,5076</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="MsoNormalTable" style="background: white; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">OBS: Calculada tendo por base a curva de LTN.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O assunto spread bancário tende a sair da mídia logo após a divulgação da taxa pelo Copom, seguida das taxas de empréstimos do setor bancário. Voltando a baila somente nas próximas decisões do Copom.</p>
<p>Mas nós continuamos atentos e <strong>DE OLHO NO SPREAD</strong>.</p>
<p>Saudações</p>
<p><strong>A2</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-5/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-5/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 11:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa básica de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Balanços corporativos com resultados acima do esperado, principalmente do setor financeiro, e expectativas de uma recuperação mais rápida do que era esperada, da economia americana, trouxeram otimismo ao mercado na semana anterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A semana: Balanços corporativos com resultados acima do esperado, principalmente do setor financeiro, e expectativas de uma recuperação mais rápida do que era esperada, da economia americana, trouxeram otimismo ao mercado na semana anterior.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Esta semana os números do PIB americano devem dar uma melhor visibilidade do comportamento da economia real, próxima passada, podendo ser o motivo que o mercado precisa para a esperada realização.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A economia brasileira tem mostrado muito mais resistência aos efeitos provocados pela crise financeira global, que a previsão feita pela grande maioria dos analistas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Cautela continua sendo o mote do momento.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Juros: A decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira dos 9,25% ao ano para 8,75% veio acompanhada por uma sinalização do Comitê de Política Monetária do Banco Central de que o período de afrouxamento monetário, provavelmente tenha chegado ao fim no curto prazo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Mercado já vinha com algumas projeções de aumento de taxa de juros em 2010, como a sinalização do BC as taxas de prazo mais longo acabaram subindo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A divulgação do IPC-A 15 na sexta feira trouxe um pouco de alívio, a despeito da contínua pressão do mercado e da divulgação da ata da última reunião na quinta feira vir confirmar o conservadorismo, o momento ainda não permite vislumbrar a continuidade de alta na taxa básica para o ano que vem.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Câmbio: A entrada de recursos estrangeiros continua forte, derrubando a cotação da moeda norte americana abaixo de R$1,90.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Como o dólar é quase uma commoditie, quem dita a cotação da moeda é a oferta e procura, no curto prazo a oferta vai continuar alta e nem mesmo a compra da moeda por parte do Banco Central consegue segurar a queda.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Bolsa de Valores: O momento para investimentos em renda variável continua de cautela no curto prazo. Realizações mais agressivas podem acontecer a qualquer momento.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>No médio/longo prazos aplicações em ações continuam atrativas em função do desempenho projetado para a economia brasileira no futuro.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>O aumento da participação de recursos estrangeiros na Bovespa na última semana traz otimismo, mas também aumenta a probabilidade de realização no curto prazo já que a valorização da Bovespa em dólar no ano de 2009 está próxima de 80%.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Para quem deseja comprar ações para médio/longo prazos existem opções melhores.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e Porto Seguro = PSSA3</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.”</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>São Francisco de Assis</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</strong></div>
<p><strong>A semana</strong>: Balanços corporativos com resultados acima do esperado, principalmente do setor financeiro, e expectativas de uma recuperação mais rápida do que era esperada, da economia americana, trouxeram otimismo ao mercado na semana anterior.</p>
<p>Esta semana os números do PIB americano devem dar uma melhor visibilidade do comportamento da economia real, próxima passada, podendo ser o motivo que o mercado precisa para a esperada realização.</p>
<p>A economia brasileira tem mostrado muito mais resistência aos efeitos provocados pela crise financeira global, que a previsão feita pela grande maioria dos analistas.</p>
<p>Cautela continua sendo o mote do momento.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira dos 9,25% ao ano para 8,75% veio acompanhada por uma sinalização do Comitê de Política Monetária do Banco Central de que o período de afrouxamento monetário, provavelmente tenha chegado ao fim no curto prazo.</p>
<p>Mercado já vinha com algumas projeções de aumento de taxa de juros em 2010, como a sinalização do BC as taxas de prazo mais longo acabaram subindo.</p>
<p>A divulgação do IPC-A 15 na sexta feira trouxe um pouco de alívio, a despeito da contínua pressão do mercado e da divulgação da ata da última reunião na quinta feira vir confirmar o conservadorismo, o momento ainda não permite vislumbrar a continuidade de alta na taxa básica para o ano que vem.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A entrada de recursos estrangeiros continua forte, derrubando a cotação da moeda norte americana abaixo de R$1,90.</p>
<p>Como o dólar é quase uma commoditie, quem dita a cotação da moeda é a oferta e procura, no curto prazo a oferta vai continuar alta e nem mesmo a compra da moeda por parte do Banco Central consegue segurar a queda.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O momento para investimentos em renda variável continua de cautela no curto prazo. Realizações mais agressivas podem acontecer a qualquer momento.</p>
<p>No médio/longo prazos aplicações em ações continuam atrativas em função do desempenho projetado para a economia brasileira no futuro.</p>
<p>O aumento da participação de recursos estrangeiros na Bovespa na última semana traz otimismo, mas também aumenta a probabilidade de realização no curto prazo já que a valorização da Bovespa em dólar no ano de 2009 está próxima de 80%.</p>
<p>Para quem deseja comprar ações para médio/longo prazos existem opções melhores.</p>
<p>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e Porto Seguro = PSSA3</p>
<p>“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.”</p>
<p>São Francisco de Assis</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</p>
<p>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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