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	<title>Aviso em Dois &#187; Copom</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 May 2012 14:21:11 +0000</lastBuildDate>
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			<item>
		<title>De olho no spread</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/destaque/de-olho-no-spread-5/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/destaque/de-olho-no-spread-5/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 09:36:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[cadastro positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[inadimplência]]></category>
		<category><![CDATA[spread bancário]]></category>
		<category><![CDATA[taxas de empréstimos]]></category>

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		<description><![CDATA[O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010. Texto publicado em 04/08/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">De olho no spread</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se o chamado spread bancário já não vinha sendo reduzido, essa nova expectativa fará com que ele, não só pare de cair, como volte a aumentar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O movimento na taxa de empréstimos é definido à medida que a taxa básica de juros se altera. Esta alteração é evidentemente em outra magnitude, quando a taxa básica recua os agentes costumam ser mais conservadores na diminuição das taxas de empréstimos, no movimento de subida da taxa básica a tendência é que o incremento nas taxas de empréstimos seja muito maior proporcionalmente.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Essa nova expectativa jogará por terra os esforços para uma redução nos spreads e provocará maior inadimplência, pois com cenário propício ao aumento da demanda por crédito combinado com um aumento nas taxas de empréstimos em prazos mais longos só criará maior dificuldades de pagamento das dívidas no futuro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As expectativas de aumentos futuros na taxa básica sepulta não só os esforços do governo para redução do spread, como também tendem a jogar para o esquecimento, mais uma vez, o cadastro positivo e outros argumentos para redução.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Basta observamos abaixo a Estrutura a Termo das Taxas de juros Prefixadas divulgadas ontem pela Andima, para projetarmos o que vem por aí.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O assunto spread bancário tende a sair da mídia logo após a divulgação da taxa pelo Copom, seguida das taxas de empréstimos do setor bancário. Voltando a baila somente nas próximas decisões do Copom.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Mas nós continuamos atentos e DE OLHO NO SPREAD.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Saudações</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A2</div>
<p>O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.</p>
<p>Se o chamado spread bancário já não vinha sendo reduzido, essa nova expectativa fará com que ele, não só pare de cair, como volte a aumentar.</p>
<p>O movimento na taxa de empréstimos é definido à medida que a taxa básica de juros se altera. Esta alteração é evidentemente em outra magnitude, quando a taxa básica recua os agentes costumam ser mais conservadores na diminuição das taxas de empréstimos, no movimento de subida da taxa básica a tendência é que o incremento nas taxas de empréstimos seja muito maior proporcionalmente.</p>
<p>Essa nova expectativa jogará por terra os esforços para uma redução nos spreads e provocará maior inadimplência, pois com cenário propício ao aumento da demanda por crédito combinado com um aumento nas taxas de empréstimos em prazos mais longos só criará maior dificuldades de pagamento das dívidas no futuro.</p>
<p>As expectativas de aumentos futuros na taxa básica sepulta não só os esforços do governo para redução do spread, como também tendem a jogar para o esquecimento, mais uma vez, o cadastro positivo e outros argumentos para redução.</p>
<p>Basta observamos abaixo a Estrutura a Termo das Taxas de juros Prefixadas divulgadas ontem pela Andima, para projetarmos o que vem por aí.</p>
<table class="MsoNormalTable" style="background: white; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes;">
<td style="width: 7.2pt; background: silver; mso-border-alt: solid black .75pt; border: black 1pt solid; padding: 1.5pt;" colspan="6" width="10" valign="bottom">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">Estrutura a Termo das Taxas de Juros Prefixadas &#8211; Prazos em dias úteis</span></strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;"> </span></p>
</td>
<td style="border-bottom: black 1pt solid; border-left: medium none; width: 7.2pt; background: silver; border-top: black 1pt solid; border-right: black 1pt solid; mso-border-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt;" colspan="2" width="10" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">03/Ago/2009</span></strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;"> </span></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 1;">
<td style="border: solid black 1.0pt; border-top: none; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">1</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">21</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">42</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">63</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">126</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">252</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">504</span></strong></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">756</span></strong></p>
</td>
</tr>
<tr style="mso-yfti-irow: 2; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="border: solid black 1.0pt; border-top: none; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,6600</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,6841</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,7016</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,7063</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">8,7639</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">9,2826</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">10,8050</span></p>
</td>
<td style="border-top: none; border-left: none; border-bottom: solid black 1.0pt; border-right: solid black 1.0pt; mso-border-top-alt: solid black .75pt; mso-border-left-alt: solid black .75pt; mso-border-alt: solid black .75pt; padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">11,5076</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table class="MsoNormalTable" style="background: white; border-collapse: collapse; mso-padding-alt: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="mso-yfti-irow: 0; mso-yfti-firstrow: yes; mso-yfti-lastrow: yes;">
<td style="padding: 1.5pt 1.5pt 1.5pt 1.5pt;" valign="bottom">
<p class="MsoNormal"><strong><span style="font-size: 9.0pt; font-family: Arial; color: black;">OBS: Calculada tendo por base a curva de LTN.</span></strong></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O assunto spread bancário tende a sair da mídia logo após a divulgação da taxa pelo Copom, seguida das taxas de empréstimos do setor bancário. Voltando a baila somente nas próximas decisões do Copom.</p>
<p>Mas nós continuamos atentos e <strong>DE OLHO NO SPREAD</strong>.</p>
<p>Saudações</p>
<p><strong>A2</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Madofi ganhou na mega sena</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/madofi-ganhou-na-mega-sena/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/colunas/madofi-ganhou-na-mega-sena/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 12:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[CDB]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[empréstimos]]></category>
		<category><![CDATA[fundos de investimentos]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Donostio Filho, o mais velho da prole, à época estava se preparando para ingressar na Universidade de Agronomia. Teve que abandonar o cursinho preparatório por falta de recurso, passando a ajudar seu pai na lavoura e no sustento da família.
Foram tempos difíceis. Texto publicado em 22/07/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi ganhou na mega sena</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Marco Donostio Filho teve uma infância e juventude bem aventurada, seu pai, migrante italiano, foi um cafeicultor que até os anos 90 viveu um bom período de prosperidade. Esta prosperidade propiciou a família um padrão de vida de classe alta, todos os filhos de Marco Donostio estudaram em boas escolas, mas infelizmente no ano de 1989, uma geada acabou com os cafezais, Marco foi obrigado a pegar empréstimos em bancos e acabou por se afundar em dívidas que o levaram a vender a fazenda de café e ficar com um pequeno pedaço de terra para dar sustento a seus quatro filhos e esposa, interrompendo assim, o prosseguimento dos estudos de seus filhos. Marco Donostio Filho, o mais velho da prole, à época estava se preparando para ingressar na Universidade de Agronomia. Teve que abandonar o cursinho preparatório por falta de recurso, passando a ajudar seu pai na lavoura e no sustento da família.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Foram tempos difíceis.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os anos se passaram, Marco Donostio Filho se casou, constituiu uma família com três filhos, dois homens e uma mulher e depois que seu pai faleceu e seus irmãos seguiram outros caminhos, foi trabalhar e ser caseiro de um haras, levando sua família e sua mãe.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Seu patrão se chamava Marco também, Donostio era um nome muito difícil de ser pronunciado pelos peões e Filho não soava bem, foi então que a peãozada criou o apelido pelo qual era conhecido até mesmo pelos patrões, Madofi.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Quando surgiu o escândalo do Madoff americano, foi motivo de muitas piadas e gozações de alguns amigos de seu patrão que freqüentavam o haras.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A vida melhorou um pouco, seu patrão era um bem sucedido participante do mercado financeiro e isso lhe propiciou nos finais de semana e feriados, ouvir conversas de frequentadores do haras sobre mercados e investimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Interessou-se tanto pelo assunto que pediu permissão ao patrão para usar o computador e a internet nos dias de semana para estudar e realizar algumas pesquisas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi costumava fazer sua fezinha na mega sena, jogava sempre os mesmos números, a idade de seus filhos, 15, 13 e 6, a idade de sua esposa 37, sua idade 43 e a idade de sua mãe como era 80 e não tinha esse número jogava o ano de nascimento 28. Jogava sempre esses números e mais duas combinações na surpresinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Numa tarde chuvosa de uma segunda feira estava arrumando uns papéis e contas para pagar, resolveu conferir sua aposta. Quando viu os números, 09, 13, 16, 26, 42 e 46, pensou que mais uma vez não tinha feito nem um terno, mas quando conferiu toda aposta viu que acabara de ganhar R$ 25 milhões e alguns trocados. Naquele concurso da mega teve apenas um ganhador e foi Madofi.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A partir deste dia Madofi passou a ter um grande problema a resolver: Como ajudar seus irmãos, sua família tios e tias e construir um conforto financeiro para o futuro de seus filhos?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se não tomasse cuidado, gastaria tudo rapidamente, investiria em negócios mal sucedidos e voltaria onde estava há até poucos dias atrás.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Pensou no insucesso como agricultor de seu pai, nas conversas que costuma ouvir dos visitantes do mercado financeiro no haras, e então, decidiu por conta própria aprender sobre investimentos usando a internet.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Deixou quase todo o dinheiro do prêmio aplicado na CEF, pediu sigilo total e foi estudar a melhor forma de investir. Apesar de só ter completado o segundo grau nos estudos adquiriu uma experiência de vida que não lhe permitiria cometer os erros que muitos investidores cometeram nos últimos tempos e Madofi acompanhou pela internet e nas conversas dos amigos de seu patrão.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Seis meses depois, aprendeu muita coisa sobre investimentos, ficou fascinado por juros compostos e seduzido por aplicações em bolsa de valores.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Chegou então a hora de aplicar os conhecimentos, e o dia não poderia ser mais propicio. 22 de julho de 2009, data da divulgação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, o chamado Copom.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Por tudo que Madofi aprendeu com a vida, com a quebra de seu pai, tudo que leu, ouviu e estudou e a observação dos últimos acontecimentos econômicos, sabia que essa reunião do Copom era importante, mas não fundamental para definir seus investimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Comprar CDBs de bancos não iria. Outro dia esteve em um banco assuntando investimentos e o gerente recomendou que comprasse CDB, que agora tem uma garantia do governo federal ou então aplicasse em alguns fundos de investimentos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi pensou: oras, se a garantia do CDB é dada pelo governo federal a aplicação em títulos do governo é muito mais garantida, se meu ex-patrão e seus amigos ganham comissão para administrar o dinheiro dos outros é porque quem aplica com eles não estudou o tanto que estudei para aprender, deixam para os outros aplicarem seus recursos por falta de conhecimentos &#8211; Tou fora! – frase que costumava ouvir a beira da piscina do haras quando um “figurão” daqueles dava uma recusa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Depois de acompanhar o debate, que estranhamente saiu da mídia, sobre a rentabilidade da poupança e a dos demais investimentos com a queda na taxa básica de juros, Madofi já estava decidido.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Iria aplicar R$ 5 milhões em ações, 60% em Petrobrás e 40% em Vale do Rio Doce, não quer muito risco por não precisar correr desesperadamente atrás de uma fortuna que ele já possui, mas também quer investir em bolsa em longo prazo, para acompanhar de vez em quando e por acreditar nessas duas empresas de futuro promissor, dos R$ 15 milhões restantes, R$ 4 milhões usaria de imediato para ajudar seus familiares e comprar uma pequena propriedade para realizar seu sonho de ter um cultivo de pimentas para comercializar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os R$ 11 milhões vão para os investimentos mais seguros e rentáveis que avaliou</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">- R$ 3 milhões em LTNs, com vencimento em 01/07/2011 a taxa de 10,50% ao ano</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">- R$ 8 milhões em NTN-B com vencimento em 15/08/2024 a taxa de IPC-A mais 6,40% ao ano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se educando financeiramente Madofi descobriu muita coisa.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Descobriu que não existem investimentos com retornos mágicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Que rendimentos passados não são parâmetros para avaliação de rendimentos futuros.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">E o mais importante, que o deixou muito surpreso, foi o fato de se discutirem tanto sobre tributação, taxação da poupança, taxa de administração de recursos e outros assuntos relacionados ao novo patamar de juros básicos e uma aplicação como em NTN-B, ainda render inflação mais 6,40% ao ano por um prazo tão longo e com garantia federal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Se por um infortúnio ele perder os R$ 9 milhões que investiu em bolsa e na propriedade, for obrigado a gastar os cerca de R$ 3,5 milhões aplicados em LTNs, em 2024 ele terá seus R$ 20 milhões, mais a inflação do período corrigida, no resgate da NTN-B em 2024.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Madofi ficou feliz com seus investimentos, no entanto, ao se tornar uma pessoa mais lúcida em relação à realidade financeira brasileira, ficou um tanto aborrecido e questionou:</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Como pode um país remunerar uma aplicação financeira a uma taxa tão alta, por tão longo tempo como as aplicações em NTN-Bs?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Como pode o setor bancário cobrar um juro tão alto na taxa de empréstimos?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Com uma taxa de juros deste tamanho por um período tão longo só investi na produção quem quer correr muitos riscos e com uma taxa de empréstimos desta magnitude mais dia menos dia, numa crise dessas qualquer os emprestadores não vão receber de ninguém, pois quem toma empréstimo a mais de 100% ao ano é porque tem grande chance de quebrar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Investimentos mágicos não duram para sempre, mais hora menos hora, vão todos pro vinagre, O Madoff americano que o diga!</div>
<p>Marco Donostio Filho teve uma infância e juventude bem aventurada, seu pai, migrante italiano, foi um cafeicultor que até os anos 90 viveu um bom período de prosperidade. Esta prosperidade propiciou a família um padrão de vida de classe alta, todos os filhos de Marco Donostio estudaram em boas escolas, mas infelizmente no ano de 1989, uma geada acabou com os cafezais, Marco foi obrigado a pegar empréstimos em bancos e acabou por se afundar em dívidas que o levaram a vender a fazenda de café e ficar com um pequeno pedaço de terra para dar sustento a seus quatro filhos e esposa, interrompendo assim, o prosseguimento dos estudos de seus filhos. Marco Donostio Filho, o mais velho da prole, à época estava se preparando para ingressar na Universidade de Agronomia. Teve que abandonar o cursinho preparatório por falta de recurso, passando a ajudar seu pai na lavoura e no sustento da família.</p>
<p>Foram tempos difíceis.</p>
<p>Os anos se passaram, Marco Donostio Filho se casou, constituiu uma família com três filhos, dois homens e uma mulher e depois que seu pai faleceu e seus irmãos seguiram outros caminhos, foi trabalhar e ser caseiro de um haras, levando sua família e sua mãe.</p>
<p>Seu patrão se chamava Marco também, Donostio era um nome muito difícil de ser pronunciado pelos peões e Filho não soava bem, foi então que a peãozada criou o apelido pelo qual era conhecido até mesmo pelos patrões, Madofi.</p>
<p>Quando surgiu o escândalo do Madoff americano, foi motivo de muitas piadas e gozações de alguns amigos de seu patrão que freqüentavam o haras.</p>
<p>A vida melhorou um pouco, seu patrão era um bem sucedido participante do mercado financeiro e isso lhe propiciou nos finais de semana e feriados, ouvir conversas de frequentadores do haras sobre mercados e investimentos.</p>
<p>Interessou-se tanto pelo assunto que pediu permissão ao patrão para usar o computador e a internet nos dias de semana para estudar e realizar algumas pesquisas.</p>
<p>Madofi costumava fazer sua fezinha na mega sena, jogava sempre os mesmos números, a idade de seus filhos, 15, 13 e 6, a idade de sua esposa 37, sua idade 43 e a idade de sua mãe como era 80 e não tinha esse número jogava o ano de nascimento 28. Jogava sempre esses números e mais duas combinações na surpresinha.</p>
<p>Numa tarde chuvosa de uma segunda feira estava arrumando uns papéis e contas para pagar, resolveu conferir sua aposta. Quando viu os números, 09, 13, 16, 26, 42 e 46, pensou que mais uma vez não tinha feito nem um terno, mas quando conferiu toda aposta viu que acabara de ganhar R$ 25 milhões e alguns trocados. Naquele concurso da mega teve apenas um ganhador e foi Madofi.</p>
<p>A partir deste dia Madofi passou a ter um grande problema a resolver: Como ajudar seus irmãos, sua família tios e tias e construir um conforto financeiro para o futuro de seus filhos?</p>
<p>Se não tomasse cuidado, gastaria tudo rapidamente, investiria em negócios mal sucedidos e voltaria onde estava há até poucos dias atrás.</p>
<p>Pensou no insucesso como agricultor de seu pai, nas conversas que costuma ouvir dos visitantes do mercado financeiro no haras, e então, decidiu por conta própria aprender sobre investimentos usando a internet.</p>
<p>Deixou quase todo o dinheiro do prêmio aplicado na CEF, pediu sigilo total e foi estudar a melhor forma de investir. Apesar de só ter completado o segundo grau nos estudos adquiriu uma experiência de vida que não lhe permitiria cometer os erros que muitos investidores cometeram nos últimos tempos e Madofi acompanhou pela internet e nas conversas dos amigos de seu patrão.</p>
<p>Seis meses depois, aprendeu muita coisa sobre investimentos, ficou fascinado por juros compostos e seduzido por aplicações em bolsa de valores.</p>
<p>Chegou então a hora de aplicar os conhecimentos, e o dia não poderia ser mais propicio. 22 de julho de 2009, data da divulgação da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, o chamado Copom.</p>
<p>Por tudo que Madofi aprendeu com a vida, com a quebra de seu pai, tudo que leu, ouviu e estudou e a observação dos últimos acontecimentos econômicos, sabia que essa reunião do Copom era importante, mas não fundamental para definir seus investimentos.</p>
<p>Comprar CDBs de bancos não iria. Outro dia esteve em um banco assuntando investimentos e o gerente recomendou que comprasse CDB, que agora tem uma garantia do governo federal ou então aplicasse em alguns fundos de investimentos.</p>
<p>Madofi pensou: oras, se a garantia do CDB é dada pelo governo federal a aplicação em títulos do governo é muito mais garantida, se meu ex-patrão e seus amigos ganham comissão para administrar o dinheiro dos outros é porque quem aplica com eles não estudou o tanto que estudei para aprender, deixam para os outros aplicarem seus recursos por falta de conhecimentos &#8211; Tou fora! – frase que costumava ouvir a beira da piscina do haras quando um “figurão” daqueles dava uma recusa.</p>
<p>Depois de acompanhar o debate, que estranhamente saiu da mídia, sobre a rentabilidade da poupança e a dos demais investimentos com a queda na taxa básica de juros, Madofi já estava decidido.</p>
<p>Iria aplicar R$ 8 milhões em ações, 60% em Petrobrás e 40% em Vale do Rio Doce, não quer muito risco por não precisar correr desesperadamente atrás de uma fortuna que ele já possui, mas também quer investir em bolsa em longo prazo, para acompanhar de vez em quando e por acreditar nessas duas empresas de futuro promissor, dos R$ 18 milhões restantes, já que os R$ 25 milhões se tornaram R$ 26 milhões em seis meses, R$ 5 milhões usaria de imediato para ajudar seus familiares e comprar uma pequena propriedade para realizar seu sonho de ter um cultivo de pimentas para comercializar.</p>
<p>Os R$ 13 milhões, metade do que possui, vão para os investimentos mais seguros e rentáveis que avaliou</p>
<p>- R$ 3 milhões em LTNs, com vencimento em 01/07/2011 a taxa de 10,50% ao ano</p>
<p>- R$ 10 milhões em NTN-B com vencimento em 15/08/2024 a taxa de IPC-A mais 6,40% ao ano.</p>
<p>Se educando financeiramente Madofi descobriu muita coisa.</p>
<p>Descobriu que não existem investimentos com retornos mágicos.</p>
<p>Que rendimentos passados não são parâmetros para avaliação de rendimentos futuros.</p>
<p>E o mais importante, que o deixou muito surpreso, foi o fato de se discutirem tanto sobre tributação, taxação da poupança, taxa de administração de recursos e outros assuntos relacionados ao novo patamar de juros básicos e uma aplicação como em NTN-B, ainda render inflação mais 6,40% ao ano por um prazo tão longo e com garantia federal.</p>
<p>Se por um infortúnio ele perder os R$ 13 milhões que investiu em bolsa e na propriedade e for obrigado a gastar os R$ 3 milhões aplicados em LTNs, em 2024 ele terá seus R$ 25 milhões do prêmio ganho, mais a inflação do período corrigida, no resgate da NTN-B em 2024.</p>
<p>Madofi ficou feliz com seus investimentos, no entanto, ao se tornar uma pessoa mais lúcida em relação à realidade financeira brasileira, ficou um tanto aborrecido e questionou:</p>
<p>Como pode um país remunerar uma aplicação financeira a uma taxa tão alta, por tão longo tempo como as aplicações em NTN-Bs?</p>
<p>Como pode o setor bancário cobrar um juro tão alto na taxa de empréstimos?</p>
<p>Com uma taxa de juros deste tamanho por um período tão longo só investi na produção quem quer correr muitos riscos e com uma taxa de empréstimos desta magnitude mais dia menos dia, numa crise dessas qualquer os emprestadores não vão receber de ninguém, pois quem toma empréstimo a mais de 100% ao ano é porque tem grande chance de quebrar.</p>
<p>Investimentos mágicos não duram para sempre, mais hora menos hora, vão todos pro vinagre, O Madoff americano que o diga!</p>
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		<title>Juros no Brasil voltam a subir</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/juros-no-brasil-voltam-a-subir/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 09:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[consignado]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[credito consignado]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[reunião do copom]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa do CDI]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas. Texto publicado em 12/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dispense alguns minutos de sua atenção e entenda o raciocínio simples e objetivo:</p>
<p>Quando o investidor brasileiro se dirige a uma agência bancária ou liga para seu consultor de investimentos para saber como andam os rendimentos das aplicações financeiras, logo recebe as seguintes respostas: aplicação 1 está dando 90% do CDI, a 2 tem dado mais que 100% chegando muitas vezes a 100,50/101%, a outra 3 tem maior risco e ultimamente, com essa incerteza do mercado tem dado 85%, mas já chegou a render 110%. Sempre um percentual do CDI.<br />
Não é assim?</p>
<p>Pois então. Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas.<br />
Para facilitar o raciocínio, imaginemos que toda aplicação financeira feita por qualquer investidor, renda a taxa “privilegiada” que as grandes quantias financeiras rendem, ou seja, 100% do CDI. Que espetáculo!<br />
Agora vamos à notícia publicada logo após o corte de 1,50% ao ano na taxa básica de juros (Selic):<br />
Bancos anunciam redução de juros após corte da Selic</p>
<p>Diferentes bancos anunciaram redução nos juros para seus clientes logo após a decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto.</p>
<p>O Banco do Brasil anunciou redução dos encargos financeiros em diversas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e às empresas. As novas taxas serão válidas a partir desta sexta-feira, dia 13.</p>
<p>Nas linhas de crédito fixo e rotativo destinadas às pessoas físicas foram reduzidas as taxas de diversos produtos. No cheque especial, a taxa máxima passou de 7,91% ao mês para 7,85%.</p>
<p>No crédito para material de construção, as taxas para os prazos de 2 a 24 meses, passaram de 1,78% a 2,53% ao mês para 1,74% a 2,51% ao mês.</p>
<p>Itaú<br />
O Itaú informou que fará reduções a partir de segunda-feira, dia 16. Serão beneficiados os clientes que utilizam o empréstimo pessoal parcelado (Crediário Automático para PF e Giropré PJ) e cheque especial.</p>
<p>Os juros do cheque especial para pessoa física no Itaú vão de 8,87% para 8,75% ao mês. No crédito automático, cai de 7,01% para 6,89% ao mês.</p>
<p>Unibanco<br />
O Unibanco, que se fundiu com o Itaú, também informou que vai reduzir, a partir do dia 16, a taxa máxima cobrada no crédito pessoal parcelado (CPP) e no cheque especial para pessoa física.</p>
<p>A redução será de 0,12 ponto percentual sobre as taxas mensais, o que corresponde ao repasse integral do corte de 1,5 ponto percentual efetuado na Selic, que é anual.</p>
<p>Bradesco<br />
O Bradesco informou que cobrará novas taxas já a partir desta quinta-feira.</p>
<p>O banco diminuiu os juros das operações de cheque especial, crédito pessoal, CDC para veículos, leasing de veículos, capital de giro, antecipação de recebíveis e conta garantida. As reduções vão de 0,05 a 0,12 ponto percentual por mês.</p>
<p>Santander e Real<br />
O Grupo Santander Brasil, que reúne os Bancos Santander e Real, também vai reduzir suas taxas de crédito pessoal, cheque especial, crédito consignado e cartões de crédito. Isso representará uma redução mensal entre 0,13% a 0,15% nas taxas cobradas atualmente.</p>
<p>A taxa de cheque especial baixará de 9,70% para 9,57% ao mês, a taxa máxima de crédito pessoal será<br />
reduzida de 6,36% para 6,23% ao mês e a taxa mínima do consignado, de 1,65% para 1,52% ao mês. O cartão de crédito Santander Internacional baixará de 12,85% para 12,70% ao mês.</p>
<p>Convertendo tudo para CDI as taxas ficariam assim:<br />
Na aplicação não muda nada, quem antes recebia 100% do CDI, 12,75% ao ano, irá receber 11,25% que será a taxa do CDI e, portanto 100% do CDI.<br />
Condensando a notícia em apenas três exemplos e convertendo a taxa anual do CDI para taxa mensal do CDI praticado teremos:<br />
O Banco do Brasil reduziu a taxa máxima do cheque especial de 7,91% (687,03% do CDI) para 7,85% (779,68% do CDI) ao mês.<br />
Os juros do cheque especial no Itaú vão de 8,87% (782,55% do CDI) para 8,75% ao mês (880,53% do CDI)<br />
Santander e Real a taxa mínima do empréstimo consignado passará de 1,65% (164,17% do CDI) para 1,52% (170,33% do CDI) ao mês e a taxa do cheque especial passará de 9,70% (865,14% do CDI) para 9,57% (972,42% do CDI) ao mês.</p>
<p>Os juros que valem de fato para a economia caíram ou subiram?<br />
A matemática está ai. Feita a conversão, as taxas de empréstimos dos bancos subiram no percentual do CDI.<br />
Se captar a taxa flutuante (CDI) é bom para as instituições porque o público investidor não consegue tomar emprestado no mesmo referencial?<br />
Ou, se a taxa de empréstimo das instituições é sempre pré-fixada, porque o investidor encontra tanta dificuldade para aplicar em pré-fixado?<br />
Além de tomar em indexado e aplicar em pré-fixado com os juros declinantes ser um excelente negócio, ajuda a mascarar o tamanho do spread bancário.<br />
Quando os juros estão subindo o sistema continua o mesmo, a diferença é que a taxa de empréstimos, pré-fixada, sobe muito mais ainda.</p>
<p>Que pais é este?<br />
Com a palavra você, caro leitor.</p>
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		<title>A taxa Selic</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 22:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[demab]]></category>
		<category><![CDATA[dívida pública]]></category>
		<category><![CDATA[fator diário]]></category>
		<category><![CDATA[lft]]></category>
		<category><![CDATA[overnight]]></category>
		<category><![CDATA[plano collor]]></category>
		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiba tudo sobre a chamada taxa Selic. Como e para que foi criada, qual a sua função, qual a sua metodologia de cálculo, o que ela representa e quais as suas consequências para a economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa SELIC é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercados se balizam. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no SELIC, na forma de operações compromissadas. É divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Conforme o Banco Central do Brasil o conceito de taxa Selic é [1]</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">É a taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas. Esclarecemos que, neste caso, as operações compromissadas são operações de venda de títulos com compromisso de recompra assumido pelo vendedor, concomitante com compromisso de revenda assumido pelo comprador, para liquidação no dia útil seguinte. Ressaltamos, ainda, que estão aptas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Metodologia de cálculo</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula[1]:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">onde,</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">n: número de operações que compõem a amostra.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><span style="white-space: pre;"> </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic[2] após o encerramento das operações, em processo noturno.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Aplicação</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">A taxa Selic é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Assim, como o risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia, esta taxa acaba servindo de referência para todas as demais taxas de juros da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Esta taxa não é fixa e varia praticamente todos os dias, mas dentro de um intervalo muito pequeno, já que, na grande maioria das vezes, ela tende a se aproximar da meta da Selic, que é determinada oito vezes por ano, consoante regulamentação datada de 2006.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, cuja sede fica no Rio de Janeiro, e que faz parte do Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</div>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;">A taxa Selic é um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos mercados deveriam se balizar, principalmente a curva de juros futura. É a taxa básica utilizada como referência pela política monetária. A taxa overnight do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), expressa na forma anual, é a taxa média ponderada pelo volume das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e realizadas no Selic, na forma de operações compromissadas.<br />
A taxa básica, Selic é divulgada pelo Comitê de Política Monetária (Copom)<br />
Estão autorizadas a realizar operações compromissadas, por um dia útil, fundamentalmente as instituições financeiras habilitadas, tais como bancos, caixas econômicas, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários e Fundos de Investimentos.</p>
<p style="margin: 4.8pt 0cm 6pt; line-height: 18pt;"> </p>
<h2 style="border-right: medium none; border-top: medium none; margin: 0cm 0cm 7.2pt; border-left: medium none; border-bottom: #aaaaaa; mso-element: para-border-div; mso-border-bottom-alt: solid #AAAAAA .5pt; mso-line-height-alt: 10.95pt; mso-padding-alt: 0cm 0cm 2.0pt 0cm; padding: 0cm;"><span class="mw-headline"><span style="font-weight: normal; font-size: 11pt; color: black;"><span style="font-family: Arial;"><span style="font-family: Georgia;"><strong>Metodologia de cálculo<br />
</strong></span></span></span></span></h2>
<p>A taxa média ajustada das mencionadas operações de financiamento é calculada de acordo com a seguinte fórmula:</p>
<p><span style="font-family: sans-serif;"> </span></p>
<dl style="margin-top: 0.2em; margin-bottom: 0.5em;">
<dd style="line-height: 1.5em; margin-left: 2em; margin-bottom: 0.1em;"><img class="tex" style="vertical-align: middle; border: initial none initial;" src="http://upload.wikimedia.org/math/6/f/9/6f981d55605e27ffb7b7d18ec6d2da22.png" alt="\left [	\left (	\left (\frac{\sum_{j=1}^{n} Lj.Vj}{\sum_{j=1}^{n} Vj}\right )^{252} -\ 1 \right ) \times 100 \right]%\ ao\ ano" /></dd>
</dl>
<p>onde,</p>
<p>Lj: fator diário correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>Vj: valor financeiro correspondente à taxa da j-ésima operação;</p>
<p>n: número de operações que compõem a amostra.</p>
<p>A amostra é constituída excluindo-se do universo as operações atípicas, assim consideradas:</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição simétrica: 2,5% das operações com os maiores fatores diários e 2,5% das operações com os menores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica positiva: 5% das operações com os maiores fatores diários;</p>
<p><span style="white-space: pre;">- </span>no caso de distribuição assimétrica negativa: 5% das operações com os menores fatores diários.</p>
<p>O cálculo é feito diretamente pelo sistema Selic após o encerramento das operações, em processo noturno.</p>
<p><strong>Aplicação</strong><br />
A taxa Selic é no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.<br />
Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.<br />
O risco final da transação acaba sendo efetivamente o do governo, pois seus títulos servem de lastro para a operação e o prazo é o mais curto possível, ou apenas um dia.<br />
Todas as negociações interbancárias realizadas no Brasil, com prazo de um dia útil (overnight), envolvendo títulos públicos federais, são registradas nos computadores do DEMAB, no Banco Central do Brasil. Depois do fechamento do mercado, o DEMAB calcula a taxa média ponderada pelo volume dos negócios realizados naquele dia. Esta será a taxa média Selic daquele dia, que normalmente é publicada por volta das 20h00 do próprio dia. Também é chamada simplesmente de &#8220;taxa básica&#8221;.</p>
<p>Tributos, contribuições e Imposto de Renda.<br />
Ela é aplicável na cobrança, restituição ou compensação dos tributos e contribuições e nas Incidente sobre as quotas do Imposto de Renda Pessoa Física &#8211; Taxa de Juros Selic – Acumulados<br />
Histórico da taxa média selic e da taxa do Copom: <a href="http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS">http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS</a><br />
<a href="http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm">http://www.receita.fazenda.gov.br/pagamentos/jrselic.htm</a></p>
<p> <br />
<strong>História</strong></p>
<p>A taxa Selic foi criada no mercado financeiro com o objetivo de se tornar uma taxa referencial de rendimentos para as aplicações de “overnight” (um dia útil).<br />
Em alguns períodos de dificuldade de rolagem da dívida pública por parte do governo central e de muita volatilidade nas taxas, foram criadas as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) que rendem o acumulado das taxas médias diárias do selic do período da emissão até o dia de resgate. Se tornando assim um “porto seguro” para aqueles que desejavam aplicar e receber a média da taxa diária praticada no mercado.<br />
Em função da sua indexação diária a LFT sempre foi um papel muito criticado em termos de política monetária, pois é sabido que política monetária se pratica com taxas pré-fixadas.<br />
No Plano Collor chegou-se a cogitar o fim de toda e qualquer indexação monetária, inclusive o fim da prática do “overnight”. Um pouco mais tarde um Diretor da Dívida Pública chegou a dizer que o governo só emitiria LFTS por cima de seu cadáver.<br />
Os 252 dias do cálculo<br />
No início a taxa over era calculada, dia/mês, mais tarde passou a ser calculada com base anual e sem uma metodologia definida.<br />
Representantes do mercado, Andima, Instituições e Banco Central decidiram estabelecer um único parâmetro para o cálculo. Partindo dos 365 dias, fora os bi sextos, dividiu-se este número por 7, que são os dias totais de uma semana e multiplicou-se por 5, que é o número de dias úteis, para chegar a 260,71 dias úteis em um ano, daí com base numa média histórica de feriados, chegou-se a conclusão que existiam em média 8 por ano. Subtraiu-se dos 260,71 e ficou acordado que a referência passaria a ser 252.</p>
<p><strong>Política Monetária</strong></p>
<p>Em 26/06/1996 foi realizada a primeira reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil para definir a taxa básica de juros. As reuniões eram mensais, hoje o período médio de ocorrência é de 45 dias.<br />
Como podemos ver, a política monetária está calcada em uma taxa de juros diária que é pré-determinada para o prazo de 45 dias.<br />
Resumindo: A taxa diária pouco varia da taxa estabelecida pelo Copom, nesse prazo de 45 dias, a base de cálculo do mercado e da curva de juros deixou de ser a taxa selic para ser a taxa média do CDI. Mesmo com toda a evolução econômica do Brasil, continuamos indexados ao curto prazo, em uma taxa que na prática é pós-fixada e que acaba dificultando, e muito, a eficácia da política monetária, política esta, que deveria ser pautada em taxa de juro pré-fixada e com o prazo mais longo possível.<br />
A indexação, infelizmente, ainda é muito grande no Brasil, basta ver quantos contratos estão vinculados a taxa de curto prazo.<br />
O Brasil só irá alcançar verdadeiramente a maturidade econômica o dia que acabarem com a taxa selic diária.</p>
<p>Fontes:</p>
<p>Banco Central do Brasil</p>
<p>Receita Federal</p>
<p>Tesouro Nacional</p>
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		<title>Juros &#8211; BC agiu com correção para não replicar erro de 2008</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/juros-bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 23:33:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil Econômico]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[taxa selic]]></category>
		<category><![CDATA[Waldir Kiel Junior]]></category>

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		<description><![CDATA[Cabe ao Banco Central tomar medidas preventivas, porque a situação nos Estados Unidos e na Europa ainda está longe de se resolver]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;BC agiu com correção para não replicar erro de 2008&#8243;<br />
Felipe Peroni e Micheli Rueda (redacao@brasileconomico.com.br)<br />
01/09/11 12:27</p>
<p>Decisão mais ousada do Copom não surpreendeu o economista Waldir Kiel, que já projetava corte de 0,50 ponto percentual na Selic.</p>
<p>Waldir Kiel Junior, agente de investimentos da Hencorp Commcor, afirma que a deterioração da situação econômica externa e o arrefecimento doméstico foram os balizadores da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).</p>
<p>Na noite de quarta-feira (31/8), os membros do Copom surpreenderam ao optar pelo corte de 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros (Selic), levando-a para 12% ao ano.</p>
<p>Kiel não ficou surpreso. Ele já projetava esse movimento desde a <a href="http://avisoemdois.com.br/avisos/agenda-semanal-2011-34/">semana passada</a></p>
<p>&#8220;O Copom agiu com correção para não incorrer no erro da crise de 2008, quando retardou muito a queda, e no momento em que precisava reduzir um pouco mais, o mercado já estava retomando&#8221;, disse Kiel.</p>
<p>Durante a última crise, que culminou com recessão nos Estados Unidos, o BC conseguiu levar a Selic para a mínima de 8,75% anuais.</p>
<p>Tal patamar foi atingido a partir de uma guinada de corte na Selic iniciada em janeiro de 2009, perdurando até abril de 2010, quando o colegiado precisou optar por um ciclo de aperto monetário.</p>
<p>Kiel destaca ainda que já era uma premissa do governo Dilma &#8220;defender a moeda, mas priorizar o crescimento&#8221;. &#8220;Basicamente, é o que os banco centrais estão fazendo mundo afora&#8221;, completou.</p>
<p>Desde o início do ano, conforme constatação de Kiel, a economia brasileira vem desacelerando rapidamente. &#8220;No início do ano, as estimativas para o PIB 2011 eram de um crescimento em torno de 5% e hoje já existem projeções de 2,9%&#8221;.</p>
<p>Na última divulgação, o relatório Focus do Banco Central (BC) mostrou que as instituições financeiras consultadas reduziram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 pela quarta semana seguida, a 3,79%. Para 2012, a estimativa caiu de 4% para 3,90%.</p>
<p>&#8220;Cabe ao Banco Central tomar medidas preventivas, porque a situação nos Estados Unidos e na Europa ainda está longe de se resolver&#8221;, concluiu Kiel.</p>
<p>Se a situação externa permanecer ruim, como parece indicar o olhar do Banco Central, Waldir Kiel prevê novos cortes no juro básico no futuro. O Copom se reúne em outubro.</p>
<p><a href="http://www.brasileconomico.com.br/noticias/bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008_106420.html">http://www.brasileconomico.com.br/noticias/bc-agiu-com-correcao-para-nao-replicar-erro-de-2008_106420.html</a></p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-15/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[A pedidos voltamos com nossas expectativas para a semana nos juros, dólar, câmbio, bolsa de valores e agora também com uma novidade avaliação do mercado de grãos (soja e milho)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.<br />
No Brasil o Banco central ao baixar a taxa básica de juros em 0,50% provocou um intenso debate em torno de sua autonomia, já que para alguns analistas de mercado a redução da taxa foi uma atitude política decidida pelo Palácio do Planalto.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Depois de muito tempo o Banco Central do Brasil, enfim, decidiu baseado em expectativas econômicas externas e internas realistas, tomar uma atitude totalmente independente dos anseios dos agentes do mercado financeiro. Esta atitude acabou provocando uma gritaria geral totalmente injustificada tecnicamente.<br />
Expectativas para a semana: Continuidade da queda em toda a curva futura.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O agravamento do cenário externo e as projeções de menor crescimento do PIB acabam naturalmente arrefecendo o fluxo positivo de dólares para o país. As medidas restritivas, como o IOF e limitações de posições vendidas contribuem para uma alta maior nas cotações quando o movimento de reverte para saída, assim todo cuidado na venda é necessário.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores:</strong> Mesmo o Brasil estando em uma posição muito mais confortável que na crise de 2.008 acabará sendo afetado pela movimentação de vendas em ativos de risco no mercado global.<br />
As projeções de um crescimento econômico menor também contribuem para um cenário de incertezas na Bovespa.<br />
A volatilidade dos últimos dias é prova cabal que o momento não é favorável a aplicações em renda variável.<br />
Expectativa para a semana: 55.000/56.000</p>
<p><strong>Mercado de grãos</strong>: Fundamentos permanecem altistas. Agências privadas continuam estimando rendimentos de soja e milho abaixo dos níveis do relatório de agosto do USDA de 41,40 e 153,00 bushels por acre. Relação estoque-uso está para ambos está levemente acima de 7,0%, mas as perspectivas para os estoques finais apontam para níveis de racionamento nos EUA.</p>
<p>Países que não costumam importar do Brasil começaram a fazer pedidos. Isto causa estranhamento, pois o Brasil está na época de entressafra e os EUA no início da safra, apontando para a falta de produto nos EUA. Esta semana que passou houve cancelamentos de embarques dos EUA, o que indica o quão apertado está a oferta em relação à demanda.</p>
<p>Chineses devem importar significativamente em setembro e outubro, mas cabe avaliar se os níveis de preços atuais são sustentáveis. Pode-se dizer que sim, pois a margem de esmagamento da China pela primeira no ano vez ficou positiva para a soja norte-americana.</p>
<p>Soja no Brasil está mais de 80% comercializada, sendo percentual maior para os Estados centro-oeste, e menor, para o sul do país. A falta do grão aponta para o início do fortalecimento dos prêmios – o movimento sazonal foi tardio neste ano por conta da abrupta subida dos preços em Chicago.</p>
<p>A volatilidade para ambas as commodities nos EUA deve se arrefecer, uma vez que o milho já está pronto para ser colhido e já estamos em meados de setembro, isto é, o mercado climático para soja está terminando.</p>
<p>&#8220;Sua viagem para a realização é impulsionada pelos objetivos que você determina ao longo do caminho.&#8221; Chérie Carter-Scott</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p><strong>Waldir Kiel e Colaborador</strong></p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-01/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 08:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<description><![CDATA[A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.<br />
No cenário interno a alta dos juros aliada ao conjunto de medidas – chamadas de “macro prudenciais” – está dando claros sinais de provarem um movimento de desaceleração econômica muito além da esperada.<br />
Diante de tal deterioração dos cenários interno e externo os riscos de se manter posições compradas em ativos tendem a se elevar.<br />
Afinal, mais dia menos dia alguém terá que pagar essa conta, a desestabilização política em alguns países é uma mostra que o cidadão comum, desta vez, não irá aceitar de maneira passiva o onus deste processo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Em mais uma semana de reunião do Copom mercado continua projetando aumentos maiores na taxa básica de juros. A inflação brasileira não está fugindo do controle conforme pregam a maioria dos economistas de mercado, além do fato importante das políticas expansionistas dos BCs estarem em um momento de grande questionamento.<br />
Projeções mais pessimistas já estão dando conta de um PIB menor que 3,50% para o ano de 2011, o aumento do desemprego, a queda na venda de imóveis e nas vendas do comércio parecem ser suficientes para uma acomodação nos aumentos da taxa básica de juros.<br />
E como já foi dito aqui as previsões Focus são um misto de expectativas de traders de curto prazo em busca de rendimentos com um medo de nunca estar fora de um consenso que no médio/longo prazos invariavelmente incorre no erro.<br />
Riscos maiores levam naturalmente investimentos para a renda fixa e assim queda nas projeções futuras de juros.<br />
Expectativa para o Copom: 12,00%</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Ao romper a barreira dos R$ 1,60, a moeda norte americana deve dar sinais de esgotamento da queda. Por mais que se critique o conjunto de medidas a conta gotas estabelecido pelo governo acabará em breve cumprindo seus objetivos, que a meu ver, são para contrabalancear o aumento internacional nos preços das commodities e paulatinamente ir apertando o torniquete nas posições vendidas.<br />
Se o humor externo piorar muito a retomada nas cotações, por conta de tantas medidas, será muito mais veloz que antes.<br />
A expectativa de fechamento para esta curta semana: R$ 1,59/1,60 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Costuma-se dizer que taxa alta de juros significa fuga de investimentos em ações para o mercado de renda fixa. No Brasil isso é quase verdade, pois se tivéssemos essa lógica, com as taxas de juros estratosféricas praticadas nos últimos anos o Ibovespa estaria beirando os 10.000 pontos.<br />
No momento atual os juros altos só estão potencializando a expectativa de um crescimento mais baixo do PIB brasileiro. PIB menor significa menores vendas e menores retornos para as empresas.<br />
Mercado já vem se dando conta disso. Caso o cenário externo se deteriore as quedas por aqui serão ainda maiores das que já vem ocorrendo.<br />
Expectativa para a semana: 63.500/64500</p>
<p>“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” Thomas Campbell</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2010-42/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Oct 2010 17:32:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[fed]]></category>
		<category><![CDATA[medidas de estímulo]]></category>

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		<description><![CDATA[No cenário externo a semana vai seguir no mesmo lema da semana anterior, do “quanto pior, melhor”, à medida que os indicadores econômicos continuarem a apresentar maior debilidade no processo de recuperação da economia real principalmente na Europa e EUA, maiores as probabilidades de os bancos centrais atuarem mais rápido com maiores estímulos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: No cenário externo a semana vai seguir no mesmo lema da semana anterior, do “quanto pior, melhor”, à medida que os indicadores econômicos continuarem a apresentar maior debilidade no processo de recuperação da economia real principalmente na Europa e EUA, maiores as probabilidades de os bancos centrais atuarem mais rápido com maiores estímulos.<br />
No cenário interno o segundo turno das eleições presidenciais não tem provocado nenhuma mudança nos rumos da economia e muito menos do mercado financeiro.<br />
Exceto alguns poucos “analistas” que por falta de argumentos mais sólidos tentam de alguma forma vincular movimentos de ativos a propostas de candidatos, no geral o cenário é de calmaria.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A novidade dos últimos dias se deu por conta da grande entrada de recursos estrangeiros para a capitalização da Petrobras, as expectativas eram de que passada a entrada maciça de capital o BC atuaria de forma vigorosa para manter e ou elevar a cotação da moeda norte americana frente ao real, nesse período o dólar estava por volta de 1,78. A capitalização passou, quando mercado percebeu que medidas tímidas por parte do governo não freariam a queda do dólar, passou a vender com mais vigor até chegarmos no 1,66.<br />
Uma ameaça a inflação que mercado estava observando eram os preços no atacado, IGPM, mesmo este índice não tendo uma metodologia de apuração confiável, os preços são apurados via telefone e os consultados costumam fornecer o que esperam dos preços e não efetivamente os praticados, então, o IGPM que estava em 1,34% na quarta feira teve uma queda surpreendente para alguns e apresentou uma taxa de 0,74%. Dólar bateu nos preços, hoje economias interligadas mundialmente quando fica caro aqui importo.<br />
Expectativa para a semana: Estabilidade com leve correção para cima.<br />
COPOM do dia 20/10: Manutenção 10,75%  obs. A queda do dólar frente ao real é um fato de tamanha relevância que o Banco Central pode sim baixar a taxa básica de juros</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A equipe econômica do governo tem se desdobrado para evitar uma valorização ainda maior do real frente à moeda norte americana, medidas tímidas estão sendo tomadas e as cotações continuam caindo, porém é preciso ressaltar que este acumulo de pequenas medidas num futuro de curto/médio prazo se tornarão um conjunto que provocará maiores efeitos, possibilitando a recuperação desejada.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: R$ 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Para a semana a Bovespa deve seguir as expectativas decorrentes da esperada atuação do FED no sentido de injetar maiores estímulos na economia americana e assim beneficiando a procura por ativos de toda ordem e por conseqüência a valorização dos mercados acionários.<br />
Nesta segunda feira aqui no Brasil, Bovespa terá o vencimento do mercado de opções sobre ações o que deve conter um pouco uma valorização neste início de semana, passado este evento deverá ter um impulso maior no índice causado principalmente por Petrobrás.</p>
<p>Expectativa para fechamento da semana: 72.500/73.500 pontos.</p>
<p>&#8220;O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra.&#8221; William James</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Banco Central do Brasil está muito além do surrealismo</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 02:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<category><![CDATA[cdi over]]></category>
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		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[politica monetaria]]></category>
		<category><![CDATA[surrealismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confirmando definitivamente o Brasil como primeiro colocado no ranking das taxas de juros reais mais altas do mundo, a decisão do Banco Central do Brasil &#8211; através do Copom (Comitê de Política Monetária) &#8211; de elevar a taxa básica de juros de 8,75% ao ano para 9,50% ao ano provocou fortes reações contrarias por parte de vários setores não financeiros da economia.<br />
Uma reação em especial chamou a atenção, a declaração do presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que colocou em dúvidas a autonomia e a competência da instituição.</p>
<p>Vejam a nota: para a Fiesp, o BC agiu pressionado pelo mercado financeiro. &#8220;A pressão que vem sendo exercida sobre o BC, por parte dos interessados no aumento da taxa Selic, atingiu níveis ainda não conhecidos na sua atual gestão&#8221;, diz a nota. &#8220;Até a competência e a autonomia dessa respeitada instituição correm o risco de serem colocadas em dúvida&#8221;.</p>
<p>Os indicadores de inflação estão em queda, o nível da capacidade instalada da indústria, segundo dados da Fiesp divulgados na última terça-feira, está em 69,2%, os mercados financeiros pelo mundo vivem a beira de mais um ataque de nervos as voltas com crises na Zona do Euro e com a tímida recuperação do mercado de trabalho americano.</p>
<p>Neste panorama, o que teria levado o Banco Central a elevar os juros e sinalizar aumentos futuros nas taxas? Expectativas de um consenso de mercado que invariavelmente erra no médio e no longo prazo? O mercado erra porque faz projeções imediatistas em defesa de posições assumidas por grandes players nos mercados que acabam sendo seguidos pelos demais.</p>
<p>Teria cedido ao lobby dos bancos privados que perderam carteiras de clientes na última crise e querem recompor suas margens de lucros através dos aumentos dos spreads ou ao desejo mórbido da mídia em prejudicar a candidatura oficial? São apenas suposições, que acabam ganhando força diante de uma atitude inoportuna e precipitada como essa.</p>
<p>Convém lembrar que em abril de 2008, em um cenário semelhante onde já se vislumbrava a grave crise subprime que estava por vir, o BC pisou no freio ao invés de acelerar, aumentando a taxa básica de juros seguidamente de 11,25%a ao ano até 13,75% ao ano, para depois ser obrigado a reduzir rapidamente.</p>
<p>Como um dos participantes mais antigos do mercado financeiro na ativa, recuso-me a acreditar que nosso guardião da moeda seja movido por motivações de viés político ou de lobby de grupos financeiros. Acredito sim que as decisões de política monetária venham sendo conduzidas por uma miopia de realidade que geram uma crença que o modelo de metas de inflação funciona de fato e que a taxa de juros é responsável para definir o desejo de consumir ou poupar por parte da população.</p>
<p>Na última quinta-feira estive em um evento da Agência Estado, no qual o presidente do Banco Central estava presente. Infelizmente não tive a oportunidade que queria de fazer duas perguntas a ele:</p>
<p>Como é que se faz política monetária com as aplicações financeiras totalmente indexadas a taxa de juro flutuante, ao CDI over-night?<br />
Porque é que o Banco Central carrega 1/3 de toda dívida pública federal em operações compromissadas de curto prazo que não influenciam a curva de juros?<br />
É sabido que todas as vezes que um consultor ou gerente de conta corrente nos recomenda uma aplicação financeira à sugestão vem sempre acompanhada de um rendimento atrelado ao CDI. A aplicação em título X rende 95% do CDI; a de prazo Y rende 98%; o fundo XYZ está rendendo mais de 100% e assim por diante, sempre indexada, até mesmo operações em renda variável como em ações são avaliadas tomando como base a taxa do CDI. Então é de se questionar: o que muda o desejo de poupar ou consumir em uma taxa de juros indexada?</p>
<p>Outro ponto fundamental a se discutir é o fato que, desde a crise a marcação dos títulos a mercado de 2002 &#8211; onde se gerou desconfiança quanto à credibilidade dos títulos do governo &#8211; o volume financeiro das operações compromissadas, aquelas que não carregam os títulos em compras definitivas, aumentaram continuamente até atingir hoje um terço de toda a dívida pública, mais de R$ 500 bilhões.</p>
<p>Os títulos públicos que são instrumentos clássicos de política monetária deixaram de ter função ativa na preferência por poupar ou consumir. O mercado secundário desses títulos se resume ao Tesouro Direto e o alongamento da dívida está sempre comprometido.</p>
<p>Diante desses fatos concretos, que diferença faz para a economia, além do aumento das despesas com o pagamento de juros, o tamanho da taxa de juros? Se a taxa estivesse em 5% ou 15% sua funcionalidade seria a mesma. Quase nula.</p>
<p>Os juros são muito altos, nível de país em default, próximo ao juro da Grécia, porque a política monetária é claramente passiva. A Bolsa de Valores é o maior exemplo da ineficiência da taxa básica de juros: se ela tivesse influência marcante como acham que tem, o Ibovespa estaria hoje próximo dos 5.000 pontos, já que a taxa de juros por aqui a muito tempo vive nas alturas.</p>
<p>O fato é que caímos numa armadilha onde a imensa maioria foi e é levada a acreditar que o Brasil tem de fato uma política monetária ativa onde a mudança no patamar de juro básico tem influência decisiva nos desejos do consumidor.</p>
<p>A taxa de juros que influencia mesmo a decisão de consumir ou poupar está no crédito bancário com taxas pornográficas. Quando a básica está em queda, cai em marcha lenta; quando sobe, sobe que nem um foguete.</p>
<p>Enquanto o Brasil não discutir esse modelo de política monetária em um debate aberto e sério, vamos continuar sendo tragados por este além-surrealismo onde até mesmo partidos políticos antagônicos chegam a defender o que nos últimos tempos foi à parte de governo mais ineficaz.</p>
<p>Vivemos no pior dos cenários, o do pensamento comum, da política de acompanhar o consenso, de um totalitarismo econômico que não pode ser questionado, mesmo que não seja eficiente.</p>
<p>Surrealismo significa &#8220;além do realismo&#8221;, e não &#8220;o contrário de realismo&#8221;, não tem nada a ver com uma realidade ao contrário.</p>
<p>“As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”, Friedrich Nietzsche.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 07:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[Copom]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa básica de juros]]></category>

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		<description><![CDATA[O ano vai terminando e os mercados naturalmente vão reduzindo a liquidez com as expectativas se voltando para o próximo ano.
Mesmo com os últimos dados de emprego americano mostrando uma surpreendente recuperação e a economia brasileira dando sinais de crescimento vigoroso, a semana deve ser de breve realização no preço dos ativos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: O ano vai terminando e os mercados naturalmente vão reduzindo a liquidez com as expectativas se voltando para o próximo ano.<br />
Mesmo com os últimos dados de emprego americano mostrando uma surpreendente recuperação e a economia brasileira dando sinais de crescimento vigoroso, a semana deve ser de breve realização no preço dos ativos.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil  (Copom)  nesta semana não deve mostrar nenhuma novidade, devendo confirmar a expectativa unânime do mercado de manutenção da taxa de juros em 8,75% ao ano.<br />
Os juros futuros devem recuar, já que carregam uma expectativa de aumentos na taxa básica já em 2010 e essa perspectiva a cada dia vai se esvaindo, não só pela discussão da necessidade do aumento como também pelo fato de as taxas de empréstimos e os spreads bancários já estarem embutindo o aumento.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Sem nenhuma projeção de forte entrada para a semana e com o final de ano se aproximando é natural que tenhamos um ajuste para cima na cotação da moeda norte americana. Esperado uma faixa de R$ 1,73/1,75 para o comportamento da semana.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Depois de ir beliscar os 70.000 pontos a Bovespa acabou realizando um pouco.<br />
Para a semana uma correção no preço das commodities e por conseqüência um breve recuo devem marcar o comportamento das principais ações que compõem a carteira teórica.<br />
Alguns papéis como sempre, devem ter um comportamento diferenciado do índice.<br />
Sanepar, SAPR4, continua como destaque positivo.</p>
<p>&#8220;Muitas vezes o que se cala faz maior impacto do que o que se diz.&#8221; Píndaro</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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