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	<title>Aviso em Dois &#187; cinema</title>
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		<title>Notas sobre estréias no cinema</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 04:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Atividade Paranormal - Tóquio]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Retrato de Dorian Gray]]></category>

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		<description><![CDATA[“Retrato de Dorian Gray” é inspirado no romance de mesmo nome de Oscar Wilde. Inglaterra, século XIX. O jovem e atraente Dorian Gray (Ben Barnes) acaba de se mudar para a efervescente Londres vitoriana. -  “Atividade Paranormal - Tóquio” é um filme de terror e suspense bem ao gosto japonês. Uma estudante japonesa chega a San Diego, nos Estados Unidos, através de um programa de intercâmbio educacional]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/dorian-gray.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10083" title="dorian gray" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/dorian-gray-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>“<strong>Retrato de Dorian Gray</strong>” é inspirado no romance de mesmo nome de Oscar Wilde. Resumindo: Inglaterra, século XIX. O jovem e atraente Dorian Gray (Ben Barnes) acaba de se mudar para a efervescente Londres vitoriana. Ao tornar-se amigo do bon-vivant Henry Wotton Colin Firth, é apresentado à sociedade local e aos prazeres hedonistas que a cidade oferece. Obcecado por sua própria beleza e juventude, Dorian aceita que lhe pintem um retrato. Ao vê-lo pronto, afirma que daria sua própria alma para ter eternamente aquela aparência. Mas, conforme os anos passam, o quadro desenvolve um ar sombrio e maligno, enquanto as feições de Dorian mantêm-se inalteradas. O filme serve para avaliar o talento, ou não, de Colin Firth se comparar seu trabalho em “Discurso do Rei”. O filme perde a grande chance de mostrar o quanto era frívola a Inglaterra do séc. XIX. O quanto a sociedade do império Britânico no seu tédio da alta burguesia que se permitia a relações promiscuas e seu desprezo pela população refletindo assim o mesmo sentimento pelas suas colônias. O livro é um primor pela suas observações. Outro livro importante é escrito na prisão quando acusado de relações homossexuais. &#8220;A Balada do Cárcere de Reading&#8221;, baseado na execução do ex-sargento Charles T. Woolridge dentro da Prisão de Reading. O filme perde todo esse contexto para virar um filme de terror para adolescente.</p>
<p>Algumas frases que definem o senso de observação de Oscar Wilde:</p>
<p>- Sem dinheiro de nada adianta ser um rapaz simpático.<br />
- Nesta nossa época a única coisa necessária é o supérfluo<br />
- Podemos resistir a tudo exceto às tentações.<br />
- Depois de um bom jantar estamos dispostos a perdoar a todos, até aos nossos parentes.<br />
- A felicidade de um homem casado depende das mulheres com as quais não se casou.<br />
- Adoro os jantares em Londres. Os convidados inteligentes nunca escutam e os convidados estúpidos nunca conversam.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Atividade-Paranormal-em-Tóquio.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-10084" title="Atividade Paranormal em Tóquio" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Atividade-Paranormal-em-Tóquio-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>“<strong>Atividade Paranormal &#8211; Tóquio</strong>” é um filme de terror e suspense bem ao gosto japonês. Uma estudante japonesa chega a San Diego, nos Estados Unidos, através de um programa de intercâmbio educacional. Lá, ela é atormentada por um espírito maligno que a persegue até mesmo quando ela retorna para a sua casa em Tóquio, no Japão. Ela está engessada, as duas pernas estão quebradas. O que assusta são as insinuações os instantes de preparação para o terror que não acontece o que faz com que cada ruído se torne importante no clima. Os personagens ficam mais ainda mais em pânico quando uma amiga da estudante vê coisas na casa, mas não diz o que é. Filmado sob a perspectiva de uma câmera que gravando tudo e é só através dessas imagens que a historia pode ser contada.</p>
<p>Segue uma pequena entrevista com o diretor</p>
<p>ENTREVISTA COM O DIRETOR TOSHIKAZU NAGAE</p>
<p>1) Fale como surgiu a idéia de trazer Atividade Paranormal para Tóquio?<br />
- Pensamos em fazer a seqüência porque o Sr. Peri (Oren Peli, criador de Atividade Paranormal) estava interessado em trazer Atividade Paranormal ao Japão. Os japoneses são fãs do filme de terror japonês. E também, porque o filme original fez enorme sucesso em todo o mundo. Portanto, a seqüência japonesa tem potencial para ter sucesso no mercado internacional. Então começamos a produção em junho de 2010.</p>
<p>2) Quais foram alguns dos desafios para fugir do padrão de Hollywood criar uma identidade própria para o filme?</p>
<p>- Escrever o roteiro foi a parte mais difícil, porque os efeitos sonoros e a edição são as chaves para que as pessoas se assustem com o filme original. A base de tudo foi o meu roteiro da série HOUSOUKINSHI. Portanto, para escolher a parte do conceito do original, para acompanhar e também criar a minha própria direção é a parte mais difícil.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Antes do carnaval as premiações de filmes</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/divirta-se/antes-do-carnaval-as-premiacoes-de-filmes/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 13:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[O Império do Sol]]></category>
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		<description><![CDATA[Começou a terceira semana de janeiro e as premiações para filmes estão a todo vapor. Neste final de cinema foram duas premiações a Critic's Choice Awards, prêmios da crítica americana entregues na noite desta sexta-feira ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/article-0-0CC4009E000005DC-787_634x449.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9514" title="article-0-0CC4009E000005DC-787_634x449" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/article-0-0CC4009E000005DC-787_634x449-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Começou a terceira semana de janeiro e as premiações para filmes estão a todo vapor. Neste final de cinema foram duas premiações a Critic&#8217;s Choice Awards, prêmios da crítica americana entregues na noite desta sexta-feira última em Los Angeles e o Globo de Ouro dado pelos correspondentes estrangeiros em Hollywood na noite de ontem. É o primeiro momento para aquecer a indústria cinematográfica em 2011. Para quem gosta de cinema é o momento para concordar ou não com os prêmios dados até agora, discutir interpretação ou direção.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/critics-choice-2011-nominations-social-network-tangled-black-swan-easy-a-300x300.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9515" title="critics-choice-2011-nominations-social-network-tangled-black-swan-easy-a-300x300" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/critics-choice-2011-nominations-social-network-tangled-black-swan-easy-a-300x300-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O cinema não é só isso. O cinema é muito mais que um simples entretenimento, permite ampliar nosso entendimento com outras culturas, novas estéticas e historias humanas. Esse tipo de preocupação essas premiações não contempla. O que se anuncia é que “Rede Social” será o favorito dos críticos e jornalistas para o Oscar. Vi o filme e confesso que tive dificuldade para entender. Bem feito, bem dirigido, mas é especifico para um publico que não saberia viver sem computador.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/minhas-maes-e-meu-pai.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-9516" title="minhas-maes-e-meu-pai" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/minhas-maes-e-meu-pai-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Conta a historia do facebook e tem uma linguagem especifica que mesmo para quem entende inglês é de difícil entendimento. Um filme para iniciados. Sem ver todos os filmes e sem saber quais os indicados ao Oscar que será na próxima semana gostei do premio dado ao Christian Bale que pela segunda vez vejo atuar embora tenha feito uma serie grande de filmes. A primeira grande atuação foi em “O Império do Sol”. Ele era o garoto do filme.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>O cinema e os direitos humanos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 09:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma mostra de cinema e direitos humanos é interessante por que ajuda ter uma noção mais focada do que é o filme. Nesse filme “Abutres” onde um advogado vive de ganhar de um jeito escuso o dinheiro das vitimas de trânsito na Argentina não é um filme sobre a corrupção, mas a ausência do estado e de como isso é universal e viola os direitos humanos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/e-Convite_JoaoPessoa-1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8996" title="e-Convite_JoaoPessoa (1)" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/e-Convite_JoaoPessoa-1-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a>Uma mostra de cinema e direitos humanos é interessante por que ajuda ter uma noção mais focada do que é o filme. Nesse filme “Abutres” onde um advogado vive de ganhar de um jeito escuso o dinheiro das vitimas de trânsito na Argentina não é um filme sobre a corrupção, mas a ausência do estado e de como isso é universal e viola os direitos humanos. O festival acontece em 19 cidades pelos Brasil. Abaixo mais informações:<br />
A 5ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul começa nesta sexta-feira (19) em São Paulo. Serão 41 filmes dos dez países do continente, entre curtas, médias e longas-metragens, com exibições gratuitas.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/poster.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-8998" title="poster" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/poster-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O homenageado desta edição será o ator argentino Ricardo Darín, protagonista de &#8220;O Segredo dos seus olhos&#8221; de Juan José Campanella, Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano. Darín vai participar de um bate-papo com o público no sábado (20) às 19h na Cinemateca Brasileira. Antes, às 17h, apresenta no mesmo local seu novo filme, &#8220;Abutres&#8221;, dePablo Trapero.<br />
Para o curador do festival, Francisco César Filho, Darín humaniza os personagens, dá muita credibilidade aos seus filmes e o espectador facilmente se identifica com suas fraquezas e acertos. &#8220;O ator leva o grande público ao cinema, ao contrário do cinéfilo que é atraído pelo diretor da obra. Com Darín se alargam as possibilidades de público do festival, das pessoas que gostam de boas atuações.&#8221;<br />
A mostra terá também exibições de outras obras cultuadas estreladas por Darín, como &#8220;O Filho da Noiva&#8221; e &#8220;Kamchatka&#8221;.<br />
A programação inclui a Retrospectiva Histórica Direito à Memória e à Verdade, que reúne alguns títulos clássicos da cinematografia sul-americana e uma mostra Contemporânea, que exibe diversas obras premiadas internacionalmente e inédita no país.<br />
<a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/caranch.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-8999" title="caranch" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/caranch-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Temas como o direito à terra, ao trabalho, à inclusão social, à diversidade étnica, à diversidade religiosa, à memória e à verdade integram direta ou indiretamente as produções escolhidas. Todas as sessões têm closed caption para garantir o acesso a pessoas com deficiência auditiva e algumas têm audiodescrição para pessoas com deficiência visual.<br />
A mostra é realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira e vai até o dia 25 de novembro. Outras 19 capitais também receberão o festival em datas diferentes. A programação completa está em <a href="http://www.cinedireitoshumanos.org.br">www.cinedireitoshumanos.org.br</a></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Em São Paulo, dê uma olhada e descubra novos jeitos de ver cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 03:03:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Começa nesta sexta em São Paulo a quarta edição do Festival de Cinema Imagens do Oriente que segue até 11 de junho. É um evento importante que mostra que há vida inteligente no oriente médio. E sempre houve]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Começa nesta sexta em São Paulo a quarta edição do Festival de Cinema Imagens do Oriente que segue até 11 de junho. É um evento importante que mostra que há vida inteligente no oriente médio. E sempre houve. Graças aos seus camelos biblioteca que carregavam volumes imensos pelo deserto tomamos contato com a cultura grega antiga. A arquitetura árabe deu da península ibérica a sua sofisticação. Os números com que medimos , fazemos cálculos e com os que computadores trabalham , saíram da imaginação desses nômades do deserto.  E o mais importante, o asseio pessoal, a depilação, o perfume já era utilizado por eles enquanto na Europa o banho era ocasional.</p>
<p>Pois bem, voltando ao festival à oportunidade que se apresenta é de conhecer essa estética do oriente médio. Vamos deixar de lado essa visão demoníaca que o ocidente faz do oriente médio. Tenho acompanhado esse festival e vi coisas de enternecer a alma. Um velho camponês leva sua mulher ao médico na cidade e ele mesmo puxa a carroça. No trajeto que passa por morros coberto de neve o velho vai lembrando os momentos felizes. Vi também um documentário feito com os arquivos da BBC de Londres onde o Lord inglês Balfour promete no início do século 20 a Palestina aos judeus. Esse ano terá filmes dos anos 40 até os 80 mostrando que já dominava o fazer cinema antes de muito país civilizado. Vai revelar a história do cinema árabe por meio desses clássicos, realizados durante o que pode ser considerado seu principal período &#8211; os anos 1960 estendidos. A maioria dos filmes é realista, ou romântico-realista, em geral sobre o alto Nilo rural, no Sul e eles remetem ao conflito de classes, à degradação social e à perda de valores como a solidariedade. Vários tratam de honra e vingança sob diversos prismas. A mostra traz também, com Algodão doce, de 1949, um exemplo do gênero musical leve, característico do início da década de 1950. A comédia, dessa vez combinada ao realismo, está em A segunda esposa, de 1967, considerada um modelo dessa mistura de estilos bastante explorada ao longo de 1960. Um filme mais recente também foi incorporado. Trata-se de O colar e a pulseira, rodado em 1986 por Khairy Bishara, que se baseou no romance homônimo de Yahya Taher Abdullah.</p>
<p>25 de junho a 11 de julho no CineSESC, Cine Olido e Cinemateca</p>
<p><a href="http://">http://imo2010.icarabe.org/ </a></p>
<p>Desde 2007, o Festival de Cinema Imagens do Oriente (IMO) exibe em São Paulo a mais recente produção cinematográfica do Irã, de países árabes e de outras regiões do chamado “Oriente Médio”. Em sua seleção, os curadores visam, acima de tudo, aprofundar o conhecimento sobre a cultura e o cotidiano destes povos, contribuindo para reforçar os laços e diminuir os preconceitos contra o mundo islâmico. Nesse sentido, sempre procuram trazer ao menos dois diretores a cada evento, organizando com eles mesas-redondas e debates com o público.</p>
<p>Agora, para celebrar os 130 anos da imigração árabe para o Brasil, IMO focaliza a história do cinema árabe, com um programa especial mostrando os maiores clássicos do cinema egípcio de 1948 até a década de 1970, em 250 quilos de película. A iniciativa, que conta com o apoio do Ministério da Cultura do Egito e da Embaixada do Egito Brasil, pretende revelar a história do cinema árabe por meio desses clássicos, realizados durante o que pode ser considerado seu principal período &#8211; os anos 1960 estendidos. A maioria dos filmes é realista, ou romântico-realista, em geral sobre o alto Nilo rural, no Sul e eles remetem ao conflito de classes, à degradação social e à perda de valores como a solidariedade. Vários tratam de honra e vingança sob diversos prismas. A mostra traz também, com Algodão doce, de 1949, um exemplo do gênero musical leve, característico do início da década de 1950. A comédia, dessa vez combinada ao realismo, está em A segunda esposa, de 1967, considerada um modelo dessa mistura de estilos bastante explorada ao longo de 1960. Um filme mais recente também foi incorporado. Trata-se de O colar e a pulseira, rodado em 1986 por Khairy Bishara, que se baseou no romance homônimo de Yahya Taher Abdullah.<br />
Além do Ministério da Cultura da República Árabe do Egito e do Consulado do Egito no Rio de Janeiro que possibilitaram a vinda dos filmes, Imagens do Oriente conta com as parcerias da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo e o Instituto da Cultura Árabe; o SESC SP e o Centro de Estudos Árabes da Universidade de São Paulo e o apoio da Cinemateca Brasileira, Embaixada do Brasil no Egito, Imprensa Oficial e a Fundação Caipirinha e da ArteEast de Nova Iorque.</p>
<p>Nesta quarta versão, IMO ocorre de 25 de junho a 6 de julho em três das melhores salas de cinema cultural da cidade: CineSESC, Cine Olido e a Cinemateca Brasileira, segundo o cronograma: 25/06/10 a 1/07/10 &#8211; Cine Olido e CineSESC; 02/07/10 a 11/07/10 – Cinemateca (grades abaixo).<br />
Ingressos:</p>
<p>Galeria Olido • Av. São João, 473 &#8211; Centro &#8211; R$ 1,00 [inteira] e R$ 0,50 [meia]</p>
<p>CINESESC • Rua Augusta, 2.075 &#8211; Cerqueira César &#8211; R$ 8,00 [inteira] • R$ 4,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante] • R$ 2,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]</p>
<p>Cinemateca Brasileira • Largo Sen. Raul Cardoso, 207 &#8211; Vila Clementino &#8211; R$ 8,00 [inteira] • R$ 4,00 [meia-entrada] Atenção: estudantes do Ensino Fundamental e Médio de escolas públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.</p>
<p>No dia 25, sexta-feira, no CineSesc, às 19,30h haverá um encontro com o crítico de cinema egípcio Essam Zakarea.</p>
<p>Maiores informações com Ana Maria Barbour Ana Maria Barbour &#8211; Instituto da Cultura Árabe Tel.: (11) 5084 5131 / (11) 8287 9942</p>
<p>Entrevistas: Arlene Clemesha e Márcia Camargos</p>
<p>aeclem@hotmail.com</p>
<p>camargos@plugnet.com.br</p>
<p>Co-organizadoras de IMO</p>
<p>Programação: http://imo2010.icarabe.org/</p>
<p>SINOPSES</p>
<p>1. Algodão doce</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Algodão_doce.JPG.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6861" title="Algodão_doce.JPG" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Algodão_doce.JPG-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Título original: Ghazal el banat غزل البنات</p>
<p>1949, Egito, 35mm, pb, 120 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Anwar Wagdi</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Naguib Al Rihani</p>
<p>Laila Mourad</p>
<p>Anwar Wagdi</p>
<p>Sinopse: Hamam, professor de uma escola de ensino fundamental, foi demitido por não ser capaz de controlar as alunas travessas. Sentindo-se pessimista em relação à vida, é encaminhado por um amigo para trabalhar como tutor de Laila, filha de um pachá. Na casa do magnata, Hamam enfrenta uma brusca mudança em seu entorno social. Laila o trata como a um amigo, e, mostrando-lhe o lado belo da vida, desperta os sentimentos do tutor.</p>
<p>2. O desejo da garça</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/O_desejo_da_garça.JPG.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6862" title="O_desejo_da_garça.JPG" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/O_desejo_da_garça.JPG-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Título original: Du’á’ al-karawán   دعاء الكروان</p>
<p>1959, Egito, 35mm, pb, 109 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Henry Barakat</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Faten Hamama</p>
<p>Ahmed Mazhar</p>
<p>Amina Rizk</p>
<p>Zahrat El-Ola</p>
<p>Baseado no romance de 1934 do escritor egípcio, Taha Hussein, esse é um conto de amor e traição, situado na zona rural do Alto Egito, no Sul do país. A história gira em torno de Amna, uma jovem que planeja vingança contra o engenheiro que destruiu sua família, levando sua irmã à morte e condenando-a a viver na desonra.</p>
<p>3. A segunda esposa</p>
<p>Titulo original: Al-zawja al-thániya   الزوجة الثانية</p>
<p>1967, Egito, 35mm, pb, 105 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Salah Abou Seif</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Soad Hosny</p>
<p>Shukry Sarhan</p>
<p>Soheir El-Morshidy</p>
<p>Abdel Moneim Ibrahim</p>
<p>Muhammad Nuh</p>
<p>Sinopse: Um abastado proprietário rural &#8211; ‘umda, segundo seu título de honra- não consegue ter filhos, mesmo após anos de matrimônio. Desesperado por um herdeiro, e com o consentimento da sua própria mulher, decide assumir uma segunda esposa. Sua escolha recai sobre uma moça já casada, que ele força ao divórcio para esposá-lo. Revoltada com a injustiça sofrida, a jovem vinga-se do marido dissipando a riqueza dele e minando o seu prestígio.</p>
<p>4. Diário de um promotor rural</p>
<p>Título original: Yawmiyyát na’ib fi al-aryáf  يوميات نائب في الأرياف</p>
<p>1968, Egito, 35mm, pb, 123 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e espanhol</p>
<p>Diretor: Tewfik Saleh</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Raviya Achour</p>
<p>Ahmed Abdelhalim</p>
<p>Tewfik El Dekn</p>
<p>Sinopse: Baseado no romance homônimo do escritor egípcio Tawfiq Al-Hakim, de 1937, registra as atividades diárias e atribulações de um funcionário público nomeado para exercer as funções de justiça numa aldeia do interior do país. O filme traça um vivo retrato das tensões sociais na região.</p>
<p>5.     O carteiro</p>
<p>Título original: Al-bústagui  البوسطجي</p>
<p>1968, Egito, 35mm, pb, 100 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Hussein Kamal</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Shukry Sarhan</p>
<p>Zizi Mustafa</p>
<p>Seif El Dine</p>
<p>Soheir El-Morshidy</p>
<p>Salah Mansour</p>
<p>Sinopse: Abbás, habitante da cidade do Cairo, é nomeado pelo governo para ocupar o posto de fiscal numa agência de correio de uma pequena aldeia do Alto Egito. Naquele local distante, sofre com os contrastes sociais e enfrenta uma dura solidão. Ali, ao abrir uma carta que revela segredos de um caso de amor escondido das famílias, Abbás desencadeia ações que escapam de controle.</p>
<p>6. Algum medo</p>
<p>Título orignal: Shay’ min al-khawf    شيء من الخوف</p>
<p>1969, Egito, 35mm, pb, 112 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Hussein Kamal</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Yehia Chahine</p>
<p>Mohammed Tawfik</p>
<p>Shadia</p>
<p>Mahmud Mursi</p>
<p>Sinopse: Relata a história de uma gangue que se apodera de um vilarejo do sul do Egito, aterrorizando seus habitantes. O filme, tido como uma metáfora do regime nasserista foi banido até que o próprio Nasser o liberou. O presidente alegou que se seu partido de fato se parecia com aquele bando, merecia o mesmo destino da gangue do filme. Baseado em um conto do escritor Tharwat ‘Ukásha.</p>
<p>7. A múmia. A noite da passagem dos anos</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/A_múmia.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6863" title="A_múmia" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/A_múmia-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Título original: Al-mumia’a     الموميا</p>
<p>1969, Egito, 35mm, cor, 102 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e francês</p>
<p>Diretor: Chadi Abdel Salam</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Ahmed Marei</p>
<p>Ahmad Hegazi</p>
<p>Zouzou Hamdy El-Hakim</p>
<p>Nadia Lutfi</p>
<p>Sinopse: O filme é baseado na história verdadeira do clã dos Abd el-Rasuls e a revelação do Vale dos Reis, próximo à aldeia de Kurna, em 1881. A tribo das montanhas guardava há milênios o segredo das relíquias da tumba perdida. Quando um oficial do governo egípcio descobre que peças do tesouro estão sendo vendidas no mercado negro, inicia uma investigação. O filme explora o dilema da busca por um passado reprimido e mal compreendido.<br />
8. A terra</p>
<p>Título original: Al-ard  الأرض</p>
<p>1969, Egito, 35mm, cor, 130 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Youssef Chahine</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Hamdy Ahmed</p>
<p>Yehia Chahine</p>
<p>Ezzat El Alaili</p>
<p>Tewfik El Dekn</p>
<p>Mahmoud El-Meliguy</p>
<p>Salah El-Saadany</p>
<p>Ali El Scherif</p>
<p>Nagwa Ibrahim</p>
<p>Sinopse: Nas lavouras de algodão às margens do Nilo, em meados da década de 1930, desenvolve-se o drama da redução do fornecimento de água de dez há apenas cinco dias por mês para os camponeses, em nome do aumento da cota destinada ao latifundiário. Ao mesmo tempo, a disputa pelo amor da bela filha de Abou Swelem, representa a própria disputa pelo futuro. Baseado no romance de Abd el-Rahman al-Charqawi, o filme narra a história épica de duas gerações confrontadas com a expropriação de suas terras e a perda de seus valores.</p>
<p>9. O colar e a pulseira</p>
<p>Título original: Al-túq wa al-iswára الطوق والاسوارة</p>
<p>1986, Egito, 35mm, cor, 110 min</p>
<p>Idioma: árabe</p>
<p>Legendas em português e inglês</p>
<p>Diretor: Khairy Bishara</p>
<p>Atores principais:</p>
<p>Muhammad Munir</p>
<p>Sherihan</p>
<p>Furdus Abdulhamid</p>
<p>Ahmad Badir</p>
<p>Ezzat El-Alaili</p>
<p>Sinopse: Estrelado pelo famoso cantor pop núbio Muhammad Munir, baseia-se em um romance de Yahya Taher Abdullah (1938-1981). Trata-se de uma crítica ao provincianismo, com personagens típicos, como o santarrão de aldeia, o místico, etc., num retrato dos problemas vividos por essa sociedade e a sua falta de perspectivas.</p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Para o fim de semana, um cineminha se esconder da chuva se ela vier</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 08:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[A Estrada]]></category>
		<category><![CDATA[Caso 39]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Dupla Implacável]]></category>
		<category><![CDATA[Riviera Não É Aqui]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme "A Estrada" dirigido por John Hillcoat é um filme apocalíptico onde pai e filho caminham pelos Estados Unidos devastada atrás de um lugar que lhe dê esperança...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/theroad1_large.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6011" title="theroad1_large" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/theroad1_large-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O filme &#8220;<strong>A Estrada</strong>&#8221; dirigido por John Hillcoat é um filme apocalíptico onde pai e filho caminham pelos Estados Unidos devastada atrás de um lugar que lhe dê esperança, um lugar que não sabe onde fica. É uma peregrinação quase sem sentido e sem esperança onde o forte é o amor do pai (Vigo Mortensen) pelo seu filho (Kodi Smit-McPhee). A peregrinação se dá em direção ao mar como se a solução é estar fora daquele país.<br />
<a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/road.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6012" title="road" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/road-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Um filme cruel, mas com alguma esperança em meio a assaltantes e canibais. Pode- se pensar aqui numa metáfora onde a crise econômica que atinge os Estados Unidos é a paisagem devastadora e cinza do filme. Assim como muitos ficaram sem casa, sem lar e buscam essa casa e esse lar em algum lugar é assim a trajetória do pai e filho no filme. Empurram um carrinho de supermercado com suas coisas o que é bem americano nas grandes cidades com os seus sem tetos. O bom pai de família se torna um homem desconfiado, duro e que vê sua humanidade se perder. O filho, como esperança do que possa a vir, é que expõe a humanidade aprendida com o pai em outras épocas ao ajudar um velho faminto e andarilho que lhe rouba as roupas.  Um filme aparentemente sem esperança, mas mortal na sua emoção. &#8220;A Estrada&#8221;. Diretor: John Hillcoat. Elenco: Vigo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Robert Duval, Guy Pearce.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/caso39_3.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6013" title="caso39_3" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/caso39_3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>&#8220;<strong>Caso 39</strong>&#8221; é típico exemplo de filme de terror americano em que você advinha as reviravoltas. Renée Zellweger interpreta Emily Jenkins, uma assistente social idealista que acredita que já viu de tudo. Até que se depara com seu mais novo e misterioso caso, a perturbada adolescente de 10 anos Lilith Sullivan (Jodelle Ferland). No entanto, Emily descobre mais tarde que a garota não é tão inocente quanto parece, quando os pais tentam matar Lilith, a única filha. Emily a salva e decide ficar com a menina até que a família adotiva perfeita apareça. Renée com aquela cara de choro convence nos momentos de terror à medida que vai desvendando o mistério.  &#8220;Caso 39&#8243;. Director: Christian Alvart. Elenco:Renée Zellweger, Jodelle Ferland, Ian McShane, Kerry O’Malley, Callum Keith Rennie, Bradley Cooper.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/duplaexplosiva.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6014" title="duplaexplosiva" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/duplaexplosiva-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Podemos resumir o filme &#8220;<strong>Dupla Implacável</strong>&#8221; assim: James Reece (Jonathan Rhys Meyers) é um jovem agente da Embaixada Americana na França que se alia ao experiente espião Charlie Wax (John Travolta) para impedir um ataque terrorista em Paris. Um filme tipicamente americano produzido e dirigido por franceses. Além das pancadarias e explosões as piadas preconceituosas contra paquianeses, chineses e outros imigrantes bem ao gosto de Sarkosy. Travolta se dá bem em papeis violentos desde &#8220;Pulp Ficion&#8221;, desta vez careca e mais violento. diretor: Pierre MorelElenco: John Travolta, Jonathan Rhys-Meyers, Kasia Smutniak, Richard Durden.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/a-riviera-nao-e-aqui.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-6015" title="a riviera nao e aqui" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/a-riviera-nao-e-aqui-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>E para contrabalançar os filmes pesados entra em cartaz “<strong>Riviera Não É Aqui</strong>&#8220;, uma comédia francesa e que fez sucesso ao tratar da diferenças culturais da França.  O incrivelmente atrapalhado Philippe Abrams (Kad Merad) é acima de tudo, um marido atencioso e pai dedicado. Apesar de levar uma vida confortável em uma pequena cidadezinha do sul da França, sua esposa, Julie (Zoé Félix) está descontente com o lugar onde vivem. Para agradá-la, Philippe, tenta uma transferência para a sempre bela e famosa Riviera Francesa. Mas na ânsia de conseguir a transferência ele mete os pés pelas mãos e acaba banido para a desconhecida, fria e chuvosa cidade de Bergues, no norte da França.  O problema é que nem sempre temos nas mãos o nosso destino e acabamos sempre numa roubado que mais tarde daremos muita risada. “A Riviera Não é Aqui&#8221; diretor Dany Boon. Elenco: Kad Merad, Dany Boon, Lorenzo Ausilia-Foret, Anne Marivin, Zoé Félix.</p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Algumas surpresas nos cinemas neste feriado prolongado</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 10:26:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Mary e Max]]></category>
		<category><![CDATA[Sede de vingança]]></category>
		<category><![CDATA[Uma Amizade Diferente]]></category>

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		<description><![CDATA[O desenho "Mary e Max, Uma Amizade Diferente" é um desenho para adultos e seus problemas são retratados na relação de amizade entre Mary Dinkle ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/148524.jpg"><img src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/148524-150x150.jpg" alt="" title="148524" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-5927" /></a>O desenho &#8220;Mary e Max, Uma Amizade Diferente&#8221; é um desenho para adultos e seus problemas são retratados na relação de amizade entre Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma garota solitária que mora nos subúrbios de Melbourne, Austrália, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um judeu obeso de 44 anos que sofre de um tipo de autismo e vive na caótica Nova York.  Maru encontra endereço de Max numa lista telefônica e resolve enviar uma carta tão sincera quanto pode uma criança escrever. Max, solitário, é receptivo e nasce aí uma amizade de 20 anos. E como toda amizade há momentos de grande sinceridade e ternura, momento de grandes confissões e é claro algum desentendimento. Escolhido para a noite de abertura do Festival Sundance de Cinema e para a competição da mostra Generation 14plus, do Festival Internacional de Cinema de Berlim, Mary e Max é um filme de animação “stop motion” do diretor/roteirista Adam Elliot e da produtora Melanie Coombs, ambos premiados pela Academia de Hollywood causou um estranhamento tanto pela história quanto pela figura dos personagens.   </p>
<p>Nessa jornada em que Mary a fase adulta e Max de meia idade para a terceira nos leva a uma jornada que revela amizade, autismo, taxidermia, psiquiatria, alcoolismo, a origem dos bebês, obesidade, cleptomania, diferenças sexuais, confiança, transa de cachorros, diferenças religiosas, agorafobia e muitas outras surpresas da vida.<br />
 Mary e Max Gênero: Animação. Diretor/Roteirista: Adam Elliot. Vozes: Toni Collette (Mary), Philip Seymour Hoffman (Max), Barry Humphries (Narrador) e Eric Bana (Damien).</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/sededesangue.jpg"><img src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/sededesangue-150x150.jpg" alt="" title="sededesangue" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-5928" /></a>&#8220;Sede de vingança&#8221; é do mesmo diretor de &#8220;Oldboy”, Chan-wook Park. É um filme de vampiro que foge aos filmes feito para adolescente. Pra quem conhece a cinematografia do diretor sabe o quanto de cruel ele tira da vida. Se entendermos que os filmes de vampiros para adolescentes tem o significado do rito de passagem, esse de Chan-wook Park é a máxima &#8220;homens devoram homens&#8221; nessa luta do cotidiano.    A história gira em torno de um padre (Song Kang-ho, de “O Hospedeiro”), que se torna voluntário de um projeto secreto de desenvolvimento de vacinas, mas durante o experimento é infectado por um vírus e morre. Porém, uma transfusão de sangue recebida antes de sua morte o traz milagrosamente à vida, transformando-o em um vampiro.</p>
<p>As observações sobre a vida que o diretor Chan-wook Park faz torna o filme sensível, com humor drama e romance e o roteiro causa certo estranhamento. A aceitação do padre em ser vampiro, aquele que sobrevive sugando o outro, mostra a dualidade entre a vida que imaginamos e a vida real. E é esse terror que se trata filme. Cenas de terror na medida, a fotografia e a edição são primorosas como convém ao cinema asiático.</p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Cinema para tempos de chuva</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 12:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[A Grande Roubada]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos poucos a vida vai retornando ao normal e o cinema passa a ser uma opção para tempos de chuva.  Por enquanto só o filme de Sherlock Holmes está  sendo anunciado como estréia.  O filme é dirigido por Guy Richie tendo no Robert Downey Jr. no papel de Sherlock Holmes e Jude Law como seu leal parceiro Watson.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos poucos a vida vai retornando ao normal e o cinema passa a ser uma opção para tempos de chuva.  Por enquanto só o filme de Sherlock Holmes está  sendo anunciado como estréia.  O filme é dirigido por Guy Richie tendo no Robert Downey Jr. no papel de Sherlock Holmes e Jude Law como seu leal parceiro Watson.  É um bom divertimento, mas não é o clássico Holmes e Watson.  Um dos erros mais frequentes em adaptações modernosas destroem o espírito original da obra. Nas adaptações feitas para cinema busca na sua modernização atender o público jovem que gosta de filmes de aventura e ação.  Foi assim com &#8220;Missão Impossível&#8221; que era muito mais de esperteza, planos bem arquitetado, de astúcia.  O mesmo acontece com &#8220;Sherlock Holmes&#8221; Guy Richie.  O romance escrito no final do século 19 por Arthur Conan Doyle numa época de racionalismo em que a ciência era tudo. Dentro desse cenário de ciência versus a força bruta Conan Doyle escreve Sherlock Holmes. É a consolidação da literatura policial começada com Edgar Alan Poe. Doyle bem se esforçou, tentou a ficção científica, as novelas históricas, até a poesia e obras que andaram próximas do espiritismo e do sobrenatural. Foi um autor tolerado a escrever estas coisas e ganhou a imortalidade graças ao detetive que ele pôs a viver em Baker Street 221, na cidade de Londres, na companhia do Dr. John Watson, um médico que viera do Afeganistão adoentado e que se tornará no cronista desse detetive que trabalhava com lógica dedutiva e alegados métodos científicos.<br />
 </p>
<p>Um Estudo em Vermelho, publicada no Beeton’s Christmas Annual de 1887, e que foi a primeira vez em que Sherlock Holmes apareceu. Holmes era parcialmente baseado em seu professor de sua época na universidade, Joseph Bell, a quem Conan Doyle escreveu: &#8220;É mais do que certo que é a você a quem eu devo Sherlock Holmes… Com base no centro de dedução, na interferência e na observação que ouvi você inculcar, tentei construir um homem.&#8221;. As futuras histórias a apresentar Sherlock Holmes foram publicadas na inglesa Strand Magazine. <br />
 <br />
Sherlock um astuto observador, e de raciocínio lógico dedutivo precisava de alguém com que dialogar expor seu raciocínio e foi criado o médico Watson. Nasce o bordão “Elementar caro Watson&#8221; que abria toda explicação lógica engendrada por Holmes e em nenhum momento aparece no filme.  Holmes passa a resolver os casos com muita desenvoltura e algum tédio e para dar mais emoção e valorizar o herói foi criado um inimigo a altura de Holmes, o professor Moriarty.<br />
 <br />
O filme é interessante e mistura cérebro e músculo. Há um talento de Guy Richie para criar uma história cheias de viravoltas como no filme Rock ‘n Rolla – A Grande Roubada.  Watson não é só a personagem a quem Sherlock se dirigiu para explicar suas deduções. É também um lutador e serviu ao exército de sua majestade. Sherlock que abandona o chapéu e o cachimbo mais não o violino e gosta de luta livre. O filme diverte, mas a grande surpresa é que Brad Pitt que está sendo convidado para o papel do professor Moriarty<br />
 <br />
 <br />
<strong>Lazaro de Oliveira</strong><br />
 <br />
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 11:09:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Contatos de Quarto Grau]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[O Filho do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Procurando Elly]]></category>

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		<description><![CDATA[Cinema sempre foi uma opção para um feriado de quem ficou nas cidades grandes. Um momento em que a cidade está vazia, os cinemas não têm filas e neste fim de ano algumas estréias interessantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Cinema sempre foi uma opção para um feriado de quem ficou nas cidades grandes. Um momento em que a cidade está vazia, os cinemas não têm filas e neste fim de ano algumas estréias interessantes.  A primeira é “Lula, o Filho do Brasil&#8221;, um filme falado e pouco assisto. Já falei desse filme anteriormente onde contextualizei a história do Lula. É um filme médio que pode emocionar quem viveu aqueles tempos de ditadura e dar de conhecer a nova geração quem é esse presidente que foi retirante e como construiu sua personalidade.   Se nada disso for importante o filme serve para contar a história de uma família que fugiu do nordeste para tentar uma melhor vida em São Paulo.  Estão ali alguns dados importantes para a reconstrução da democracia que são narradas no cotidiano da luta sindical. Tenha cá comigo que a terrível morte de Wladimir Herzog nos porões do DOI-CODI acordou a classe média que foi atingida, se sentiram ameaçadas de um governo que vinha desmoronando e a direta e a ultra direita brigavam pelo poder.  Foi a greve do ABC cuja luta não era por liberdades democráticas e sim por reajuste salarial que corroeu as bases da ditadura. Getulio Vargas atrelou o sindicato ao governo para melhor manipular e a ditadura conservou e esse cordão umbilical se rompeu. E a partir daí outras entidades como CUT- Central Única dos Trabalhadores e o PT- Partido dos Trabalhadores foram criados sem pedir licença à ditadura. Lula foi diretor do sindicato numa diretoria pelega e depois como presidente impôs uma derrota a ditadura, isso fez com que fosse olhado com desconfiança pela esquerda e pela direita. Esses fatos estão no filme e para quem não conhece a história recente do pais passam despercebidos de sua importância. Direção: Fábio Barreto. Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires, Cléo Pires, Juliana Baroni.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Contatos de Quarto Grau&#8221;, protagonizado pela atriz Milla Jovovich e que inclui um material inédito de arquivo, é o último exemplo do que foi classificado como o gênero &#8220;verite horror&#8221;, que pretende deixar o espectador convencido de serem testemunhas de experiências sobrenaturais. O que faz um filme de terror amedrontar a platéia são os horrendos personagens ou situações que possam ser reais, que tenham verossimilhança com a realidade e a técnica mais conhecida é a de mostrar imagens como sendo reais e que foram incluídas no filme. O mais marcante que abusou dessa técnica foi &#8220;A Bruxa de Blair&#8221;. Com uma estrutura que não se parece com a de nenhum outro filme, &#8216;Contatos de Quarto Grau&#8217; é um thriller provocativo ambientado na atualidade em Nome, Alasca, onde &#8211; misteriosamente desde a década de 60 &#8211; todos os anos é registrado um número desproporcional de desaparecimentos&#8221;, anuncia a sinopse do longa dirigido por Olatunde Osunsanmi. Esse filme fez um enorme sucesso nos Estados Unidos através do boca a boca e o que se discute se é real ou ficção a história do filme. O filme é apresentado como sendo real e é aí que reside a diversão do filme. Será impossível não se comentar sobre a realidade do filme dias depois de assisti-lo. Nos sites de desaparecidos o Canadá aparece com vários casos, mas nada que chame atenção e tem até navios que nunca mais foram vistos e isso confere ao nosso imaginário uma desconfiança que aquilo tudo do filme pode ser verdade. Direção: Olatunde Osunsanm. elenco: Milla Jovovich, Will Patton, Awolowa Odusami, Corey Johnson, Enzo Cilenti, Elias Koteas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">&#8220;Procurando Elly&#8221; ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim de 2009 Participou do Festival do Rio 2009 e da 33ª Mostra de Cinema de SP. A história é prosaica, cotidiana. Após passar anos na Alemanha, Ahmad volta ao Irã e seus amigos organizam três dias de comemoração. Sem que o resto do grupo saiba, Sepideh convida para a festa a jovem Elly, professora de sua filha. Ahmad, que acabou de se separar da esposa alemã e gostaria de começar uma nova vida com uma iraniana, vê em Elly a mulher perfeita. No dia seguinte, no entanto, ela desaparece misteriosamente. O clima entre os amigos torna-se amargo e acusatório e eles iniciam uma pequena investigação para descobrir o paradeiro da moça. É um filme iraniano que serve para desmistificar que todos são terroristas ou primitivos obrigando as mulheres a cobrir a cabeça. Se não fosse por esse detalhe o filme poderia passar em quaisquer pais. O filme mostra o quanto seus personagens podem ser doces e machistas como qualquer um, são humanos nas suas mentiras bem intencionadas, com suas mulheres retrucandas com seus maridos, coisa impensada por nós ocidentais que a consideramos submissas. Nada diferente do conhecemos nossas relações familiares onde as mulheres arrumam a casa recém alugada na praia enquanto os homens batem papo no quintal.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Faz um filme de suspense de altíssima qualidade, deixando os espectadores tensos em seus 119 minutos de exibição. Direção: Asghar Farhadi. Com Taraneh Alidousti, Golshifteh Farahani, Mani Haghighi, Shahab Hosseini, Merila Zarei, Peyman Moadi, Rana Azadivar, Ahmad Mehranfar, Sabe Abar.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Feliz Ano Novo</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Lazaro de Oliveira</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</div>
<p>Cinema sempre foi uma opção para um feriado de quem ficou nas cidades grandes. Um momento em que a cidade está vazia, os cinemas não têm filas e neste fim de ano algumas estréias interessantes.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula-o-filho-do-brasil-poster011.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4205" title="lula-o-filho-do-brasil-poster011" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/lula-o-filho-do-brasil-poster011-150x150.jpg" alt="lula-o-filho-do-brasil-poster011" width="150" height="150" /></a>A primeira é “<strong>Lula, o Filho do Brasil</strong>&#8220;, um filme falado e pouco assisto. Já falei desse filme anteriormente onde contextualizei a história do Lula. É um filme médio que pode emocionar quem viveu aqueles tempos de ditadura e dar de conhecer a nova geração quem é esse presidente que foi retirante e como construiu sua personalidade.   Se nada disso for importante o filme serve para contar a história de uma família que fugiu do nordeste para tentar uma melhor vida em São Paulo.  Estão ali alguns dados importantes para a reconstrução da democracia que são narradas no cotidiano da luta sindical. Tenha cá comigo que a terrível morte de Wladimir Herzog nos porões do DOI-CODI acordou a classe média que foi atingida, se sentiram ameaçadas de um governo que vinha desmoronando e a direta e a ultra direita brigavam pelo poder.  Foi a greve do ABC cuja luta não era por liberdades democráticas e sim por reajuste salarial que corroeu as bases da ditadura. Getulio Vargas atrelou o sindicato ao governo para melhor manipular e a ditadura conservou e esse cordão umbilical se rompeu. E a partir daí outras entidades como CUT- Central Única dos Trabalhadores e o PT- Partido dos Trabalhadores foram criados sem pedir licença à ditadura. Lula foi diretor do sindicato numa diretoria pelega e depois como presidente impôs uma derrota a ditadura, isso fez com que fosse olhado com desconfiança pela esquerda e pela direita. Esses fatos estão no filme e para quem não conhece a história recente do pais passam despercebidos de sua importância. Direção: Fábio Barreto. Elenco: Rui Ricardo Dias, Glória Pires, Cléo Pires, Juliana Baroni.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/contatos-de-4grau.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4206" title="contatos de 4grau" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/contatos-de-4grau-150x150.jpg" alt="contatos de 4grau" width="150" height="150" /></a>&#8220;<strong>Contatos de Quarto Grau</strong>&#8220;, protagonizado pela atriz Milla Jovovich e que inclui um material inédito de arquivo, é o último exemplo do que foi classificado como o gênero &#8220;verite horror&#8221;, que pretende deixar o espectador convencido de serem testemunhas de experiências sobrenaturais. O que faz um filme de terror amedrontar a platéia são os horrendos personagens ou situações que possam ser reais, que tenham verossimilhança com a realidade e a técnica mais conhecida é a de mostrar imagens como sendo reais e que foram incluídas no filme. O mais marcante que abusou dessa técnica foi &#8220;A Bruxa de Blair&#8221;. Com uma estrutura que não se parece com a de nenhum outro filme, &#8216;Contatos de Quarto Grau&#8217; é um thriller provocativo ambientado na atualidade em Nome, Alasca, onde &#8211; misteriosamente desde a década de 60 &#8211; todos os anos é registrado um número desproporcional de desaparecimentos&#8221;, anuncia a sinopse do longa dirigido por Olatunde Osunsanmi. Esse filme fez um enorme sucesso nos Estados Unidos através do boca a boca e o que se discute se é real ou ficção a história do filme. O filme é apresentado como sendo real e é aí que reside a diversão do filme. Será impossível não se comentar sobre a realidade do filme dias depois de assisti-lo. Nos sites de desaparecidos o Canadá aparece com vários casos, mas nada que chame atenção e tem até navios que nunca mais foram vistos e isso confere ao nosso imaginário uma desconfiança que aquilo tudo do filme pode ser verdade. Direção: Olatunde Osunsanm. elenco: Milla Jovovich, Will Patton, Awolowa Odusami, Corey Johnson, Enzo Cilenti, Elias Koteas.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/138489.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4207" title="138489" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/12/138489-150x150.jpg" alt="138489" width="150" height="150" /></a>&#8220;<strong>Procurando Elly</strong>&#8221; ganhou o Urso de Prata de melhor direção no Festival de Berlim de 2009 Participou do Festival do Rio 2009 e da 33ª Mostra de Cinema de SP. A história é prosaica, cotidiana. Após passar anos na Alemanha, Ahmad volta ao Irã e seus amigos organizam três dias de comemoração. Sem que o resto do grupo saiba, Sepideh convida para a festa a jovem Elly, professora de sua filha. Ahmad, que acabou de se separar da esposa alemã e gostaria de começar uma nova vida com uma iraniana, vê em Elly a mulher perfeita. No dia seguinte, no entanto, ela desaparece misteriosamente. O clima entre os amigos torna-se amargo e acusatório e eles iniciam uma pequena investigação para descobrir o paradeiro da moça. É um filme iraniano que serve para desmistificar que todos são terroristas ou primitivos obrigando as mulheres a cobrir a cabeça. Se não fosse por esse detalhe o filme poderia passar em quaisquer pais. O filme mostra o quanto seus personagens podem ser doces e machistas como qualquer um, são humanos nas suas mentiras bem intencionadas, com suas mulheres retrucandas com seus maridos, coisa impensada por nós ocidentais que a consideramos submissas. Nada diferente do conhecemos nossas relações familiares onde as mulheres arrumam a casa recém alugada na praia enquanto os homens batem papo no quintal.</p>
<p>Faz um filme de suspense de altíssima qualidade, deixando os espectadores tensos em seus 119 minutos de exibição. Direção: Asghar Farhadi. Com Taraneh Alidousti, Golshifteh Farahani, Mani Haghighi, Shahab Hosseini, Merila Zarei, Peyman Moadi, Rana Azadivar, Ahmad Mehranfar, Sabe Abar.</p>
<p><strong>Feliz Ano Novo!</strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.</p>
<p>*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Alô, Alô Terezinha</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 09:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[A partir de hoje, o Aviso em Dois, passa a contar com a colaboração de Lazaro de Oliveira que vai assinar a coluna de cultura  divirta-se. Todos os dias haverá um comentário e uma sugestão do que fazer. Os comentários serão sobre livros, cinema, DVDs, shows,CDs, teatro, livros, exposições, restaurantes, charutos, bebidas, e notícias de lazer e cultura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Para abrir a coluna nesta segunda-feira, um dia em que São Paulo descansa vamos de cinema e livro.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Cinema:</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Alô, Alô Terezinha dirigido por Nelson Hoineff é um documentário sobre o autor da frase que dá nome ao filme, Abelardo Barbosa, Chacrinha. O filme não conta a como surgiu o Chacrinha e nem pretende, segue a máxima citada por ele em alguns programas “vim confundir e não para explicar”. O documentário mostra quem foi essa figura que criou ídolos e que foi um bufão  frente as câmeras. O filme entrou em cartaz no dia 30 de setembro quando então Chacrinha  faria 92 anos.   O filme se vale de depoimentos de cantores que no início da carreira tiveram ajuda do “Velho Guerreiro”. Estão lá Gilberto Gil, Cauby P eixoto, Elba Ramalho, Fábio Jr. E de  velhos calouros que nunca desistiram de cantar mesmo levando as buzinadas. E principalmente as dançarinas que ainda vivem a nostalgia de um dia terem sido as cobiçadas Chacretes que só tinham como rival as mulatas do Sargentelli. Alguém se lembra? O documentário mostra como elas vivem hoje, uma chacrete virou evangélica, outra é atriz pornô, uma outra dona de lanchonete, e outras que acabaram tendo uma vida prosaica. O filme bem ao estilo Hoineff é cruel. Como se não bastasse o fim do glamour de ser Chacrete e cair na triste realidade de que seu tempo já passou Hoineff abusa um pouco da situação como a de expor uma das chacretes já com idade avançada praticamente nua dançando num chafariz.  Um filme que demonstra a força que o velho guerreiro tinha na época e que as novas gerações desconhecem.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Quanto dura o amor? Dirigido por Roberto Moreira com Silvia Lourenço, Danni Carlos, Maria Clara Spinelli. Fabio Herford e Paulo Vilhena.  Todos a sua maneira se apaixonam como Marina (Silvia Lourenço) que vem do interior para se tornar atriz e deslumbrada com a cidade se apaixona. A advogada Suzana (Maria Clara Spinelli) bem formal e metódica corresponde com muito medo às investidas de um outro advogado. E Jay (Fabio Herford) que não é correspondido. Cada um a sua maneira se entrega sem saber se vai dar certo o que justifica o título do filme. O segredo do filme está no texto de Tio Vânia de Anton Tchecov onde apesar dos fracassos vale a pena lutar.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Livro</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">As vozes do Sótão, Paulo Rodrigues editora. Cosac Naify. Esse é a terceiro livro de Paulo Rodrigues. Um livro de duas partes curiosamente dividido. Na primeira parte narra as lembranças da infância e as paginas são brancas com letras bordô. Na segunda parte é sua vida em Montevidéu onde as paginas são bordô com letras brancas. São como memórias, reais ou não, onde ao escrever vai divagando, onde uma idéia puxa o outra formando uma grande teia e que aos pouco vamos tendo noção do livro. Ele escreve na terceira pessoa sobre ele mesmo. Isso permite que manipule sua história e possa entendê-la através do distanciamento.</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Honoráveis BANDIDOS , Mylton Severiano e Palmério Dória. Geração Editorial.  Esse livro é uma grande reportagem sobre o Senador José Sarney. As grandes reportagens deixaram os jornais e revistas  e que só encontram espaço em livros. Não se pretende que seja uma obra histórica e que será alvo de criticas de historiadores. É uma obra onde ao pesquisar a vida política de Sarney os jornalistas o comparam a um chefe da máfia onde o poder é centralizado e todos dependem de seus favores. Uma política que nasceu na UDN e cujas qualidades era conspirar para estar no governo. Portanto Sarney representa uma classe de políticos que seja qual for o presidente Collor ou Lula sempre e stará no poder defendendo seus interesses que não são os da nação. Sarney deixou a presidência do partido da ditadura sem problemas de consciência para se aliar à oposição. Afonso Arinos define assim a UDN “Havia duas direitas antidemocráticas aninhadas na UDN: uma que detestava a herança varguista e aspirava a ditadura militar por motivos políticos e outra que tendia também para a ditadura militar, mas por reacionarismo econômico e hostilidade ao progresso social”</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;">Lazaro de Oliveira</div>
<p>Para abrir a coluna nesta segunda-feira, um dia em que São Paulo descansa vamos de cinema e livros.</p>
<p><strong>Cinema</strong>:</p>
<p><strong>Alô, Alô Terezinha</strong> dirigido por Nelson Hoineff é um documentário sobre o autor da frase que dá nome ao filme, Abelardo Barbosa, Chacrinha. O filme não conta a como surgiu o Chacrinha e nem pretende, segue a máxima citada por ele em alguns programas “vim confundir e não para explicar”. O documentário mostra quem foi essa figura que criou ídolos e que foi um bufão  frente as câmeras. O filme entrou em cartaz no dia 30 de setembro quando então Chacrinha  faria 92 anos. <img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2705" title="alo-alo-terezinha-poster01.jpg" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/10/alo-alo-terezinha-poster01.jpg-150x150.png" alt="alo-alo-terezinha-poster01.jpg" width="150" height="150" /> Ele  se vale de depoimentos de cantores que no início da carreira tiveram ajuda do “Velho Guerreiro”. Estão lá Gilberto Gil, Cauby P eixoto, Elba Ramalho, Fábio Jr. E de  velhos calouros que nunca desistiram de cantar mesmo levando as buzinadas. E principalmente as dançarinas que ainda vivem a nostalgia de um dia terem sido as cobiçadas Chacretes que só tinham como rival as mulatas do Sargentelli. Alguém se lembra? O documentário mostra como elas vivem hoje, uma chacrete virou evangélica, outra é atriz pornô, uma outra dona de lanchonete, e outras que acabaram tendo uma vida prosaica. O filme bem ao estilo Hoineff é cruel. Como se não bastasse o fim do glamour de ser Chacrete e cair na triste realidade de que seu tempo já passou Hoineff abusa um pouco da situação como a de expor uma das chacretes já com idade avançada praticamente nua dançando num chafariz.  Um filme que demonstra a força que o velho guerreiro tinha na época e que as novas gerações desconhecem.</p>
<p><strong>Quanto dura o amor?</strong> Dirigido por Roberto Moreira com Silvia Lourenço, Danni Carlos, Maria Clara Spinelli. Fabio Herford e Paulo Vilhena.<img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2693" title="quanto_dura_o_amor.jpg" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/10/quanto_dura_o_amor.jpg-150x150.png" alt="quanto_dura_o_amor.jpg" width="150" height="150" /> Todos a sua maneira se apaixonam como Marina (Silvia Lourenço) que vem do interior para se tornar atriz e deslumbrada com a cidade se apaixona. A advogada Suzana (Maria Clara Spinelli) bem formal e metódica corresponde com muito medo às investidas de um outro advogado. E Jay (Fabio Herford) que não é correspondido. Cada um a sua maneira se entrega sem saber se vai dar certo o que justifica o título do filme. O segredo do filme está no texto de Tio Vânia de Anton Tchecov onde apesar dos fracassos vale a pena lutar.</p>
<p><strong>Livros</strong></p>
<p><strong>As vozes do Sótão</strong>, Paulo Rodrigues editora. Cosac Naify. Esse é a terceiro livro de Paulo Rodrigues. Um livro de duas partes curiosamente dividido.<img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2707" title="vozes.png" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/10/vozes.png-150x150.png" alt="vozes.png" width="150" height="150" /> Na primeira parte narra as lembranças da infância e as paginas são brancas com letras bordô. Na segunda parte é sua vida em Montevidéu onde as paginas são bordô com letras brancas. São como memórias, reais ou não, onde ao escrever vai divagando, onde uma idéia puxa o outra formando uma grande teia e que aos pouco vamos tendo noção do livro. Ele escreve na terceira pessoa sobre ele mesmo. Isso permite que manipule sua história e possa entendê-la através do distanciamento.</p>
<p><strong>Honoráveis BANDIDOS</strong> , Mylton Severiano e Palmério Dória. Geração Editorial.  Esse livro é uma grande reportagem sobre o Senador José Sarney.<img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2695" title="honoraveis_convite.jpg" src="http://www.avisoemdois.com.br/wp-content/uploads/2009/10/honoraveis_convite.jpg-150x150.png" alt="honoraveis_convite.jpg" width="150" height="150" /> As grandes reportagens deixaram os jornais e revistas  e que só encontram espaço em livros. Não se pretende que seja uma obra histórica e que será alvo de criticas de historiadores. É uma obra onde ao pesquisar a vida política de Sarney os jornalistas o comparam a um chefe da máfia onde o poder é centralizado e todos dependem de seus favores. Uma política que nasceu na UDN e cujas qualidades era conspirar para estar no governo. Portanto Sarney representa uma classe de políticos que seja qual for o presidente Collor ou Lula sempre e stará no poder defendendo seus interesses que não são os da nação. Sarney deixou a presidência do partido da ditadura sem problemas de consciência para se aliar à oposição. Afonso Arinos define assim a UDN “Havia duas direitas antidemocráticas aninhadas na UDN: uma que detestava a herança varguista e aspirava a ditadura militar por motivos políticos e outra que tendia também para a ditadura militar, mas por reacionarismo econômico e hostilidade ao progresso social”</p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois  dá mais um passo para atender seu público.</p>
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