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	<title>Aviso em Dois &#187; CDI</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>A poupança de neurônios</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 16:08:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[apartheid financeiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Toda vez que surge um caso como este da poupança a tendência é o debate se politizar na razão especifica e a discussão mais ampla dos problemas ficarem em segundo plano e sem uma iniciativa de mudanças estruturais necessária. Texto punlicado em 18/05/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate econômico do momento na sociedade brasileira está focado nas medidas que foram propostas pelo governo no sentido de equacionar os rendimentos da poupança com as demais aplicações financeiras quando a taxa básica de juros, selic, recuarem para um patamar onde os rendimentos da caderneta fiquem acima das demais aplicações e causem distorções.</p>
<p>Qualquer que seja o ambiente, mídia, amigos, família, empresa, restaurantes ou por outros cantos do Brasil a fora a pergunta que se faz é basicamente a mesma: o que você achou das mudanças nas regras da poupança?</p>
<p>Invariavelmente as idéias convergem para uma grande falácia econômica disseminada ao longo do tempo de que uma fuga em massa das demais aplicações financeiras para a poupança irá criar dificuldades para a rolagem da dívida pública federal. A lógica deste raciocínio viesado é que sendo os fundos de pensão e de investimentos os principais e grandes compradores dos títulos públicos se a poupança passar a ter rendimentos maiores, tais fundos sofrerão resgates e por conseqüência não comprarão títulos e o tesouro nacional terá dificuldades em rolar a dívida pública.</p>
<p>O que impressiona é o fato de mais uma vez o país focar o debate em detalhes e deixar passar a oportunidade de se discutir e efetivar medidas que altere toda essa estrutura arcaica de modelo financeiro. Estrutura construída por remendos em um ambiente passado, de hiperinflação, crise financeira e taxa de juros nas alturas.</p>
<p>O arcabouço atual está totalmente dissociado da realidade e dos anseios de uma economia desenvolvida e de um crescimento mais igualitário.</p>
<p>Toda vez que surge um caso como este da poupança a tendência é o debate se politizar na razão especifica e a discussão mais ampla dos problemas ficarem em segundo plano e sem uma iniciativa de mudanças estruturais necessária.</p>
<p>Algumas questões que deveriam ser debatidas para mudar a situação de verdadeiro apartheid financeiro existente hoje no país:<br />
- Por que é que não se discute a eficácia do modelo de meta de inflação e juros altos, mesmo depois de serem tragados pela crise financeira global?<br />
- Mesmo com um patamar de inflação baixa por um tempo razoável, qual o motivo das aplicações financeiras estarem indexadas e o curto prazo ter o privilegio de uma remuneração tão alta?<br />
- Se o perfil do investidor da caderneta de poupança é de segurança e conservadorismo, por que ele não deve ser beneficiado?  Quantas pessoas já foram ironizadas por amigos, parentes e consultores econômicos, por aplicar dinheiro em uma modalidade de rendimentos pífios comparados as oportunidades existentes no mercado?<br />
- Vincular a poupança ao rendimento dos títulos públicos de longo prazo não seria uma solução?<br />
- Investir é ter uma visão de médio/longo prazos ou se aproveitar das oportunidades de momento?<br />
- Qual a razão da indexação de aplicações no chamado CDI? O que é esse referencial de juros, qual a sua importância para a economia, como ele é apurado, em volume e preço, e quais os interesses que ele contempla?<br />
- Porque é que não se discute antes de tudo a desoneração não só fiscal, mas de custos de administração das aplicações financeiras?<br />
- Quais a razões de o Brasil ter um mercado secundário de títulos públicos insignificante perante o tamanho da dívida pública? Não seria por isso que a curva de juros é determinada pelo derivativo e não pelo ativo?</p>
<p>Investimento é programação financeira, não se pode confundir investidor com oportunista, longo prazo é visão empreendedora, curto prazo é custo de oportunidade e por isto tem que ter os riscos inerentes a escolha.</p>
<p>No Brasil de hoje a indústria da concentração financeira controla a maioria das aplicações e empréstimos, se beneficia de exorbitantes spreads e de taxas cobradas na administração dos recursos de terceiros. A indústria não tem interesse na mudança e na assunção de riscos que remunere a sua eficácia.</p>
<p>Qualquer atividade tem os seus riscos. Indústria, agricultura, comercio e a pecuária tem os riscos inerentes a atividade. Por que só o mercado financeiro, que é o setor que mais especula e o mais volátil tem que ter conforto?</p>
<p>Observem que o último relatório de atividades de Política Monetária disponível no site do BC é datado de dezembro de 2002. Hoje só existe uma resenha de mercado aberto divulgada semanalmente. Onde foi parar a política monetária, no resumo da reunião dissociada da realidade, do Copom?</p>
<p>Enquanto se discute como remendar, mais uma vez a poupança, a maioria do público, não sabe que desde a crise da marcação a mercado de 2002, o Banco Central toma recursos excedentes em operações compromissadas no over e de curto prazo, dos agentes financeiros que se recusam a comprar títulos públicos definitivos.</p>
<p>Em valores de dezembro de 2008 os recursos da poupança somavam R$ 270,7 bilhões e a estimativa do saldo das operações compromissadas ultrapassa a casa dos R$ 300 bilhões?<br />
Dados da última semana indicam que só no over night o Banco Central tomou em torno de R$ 85 bilhões por dia.</p>
<p>Os agentes não compram os títulos em definitivo, mas são obrigados a aplicar em títulos para ter lastros que vinculem e remunerem o patrimônio. A experiência recente com a crise mostra que nada mais seguro que um título público.</p>
<p>Qual o motivo desta mordomia?</p>
<p>Para encerrar deixo um último questionamento: Uma taxa de juros flutuante de curto prazo que provocasse desconforto a quem fizesse esta opção e por conseqüência um beneficio e voluntarismo para o longo, não seria a solução para todas essas distorções existentes hoje na economia?</p>
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		<title>Juros no Brasil voltam a subir</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/juros-no-brasil-voltam-a-subir/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 09:25:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
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		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa do CDI]]></category>

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		<description><![CDATA[Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas. Texto publicado em 12/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dispense alguns minutos de sua atenção e entenda o raciocínio simples e objetivo:</p>
<p>Quando o investidor brasileiro se dirige a uma agência bancária ou liga para seu consultor de investimentos para saber como andam os rendimentos das aplicações financeiras, logo recebe as seguintes respostas: aplicação 1 está dando 90% do CDI, a 2 tem dado mais que 100% chegando muitas vezes a 100,50/101%, a outra 3 tem maior risco e ultimamente, com essa incerteza do mercado tem dado 85%, mas já chegou a render 110%. Sempre um percentual do CDI.<br />
Não é assim?</p>
<p>Pois então. Se a base de remuneração financeira das aplicações é o CDI e até mesmo os investimentos em renda variável (bolsa de valores) se referencia no indicador, então vamos converter a taxa dos empréstimos que tomamos juntos as instituições credenciadas no mesmo parâmetro de que quando emprestamos a elas.<br />
Para facilitar o raciocínio, imaginemos que toda aplicação financeira feita por qualquer investidor, renda a taxa “privilegiada” que as grandes quantias financeiras rendem, ou seja, 100% do CDI. Que espetáculo!<br />
Agora vamos à notícia publicada logo após o corte de 1,50% ao ano na taxa básica de juros (Selic):<br />
Bancos anunciam redução de juros após corte da Selic</p>
<p>Diferentes bancos anunciaram redução nos juros para seus clientes logo após a decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros (Selic) em 1,5 ponto.</p>
<p>O Banco do Brasil anunciou redução dos encargos financeiros em diversas linhas de crédito destinadas às pessoas físicas e às empresas. As novas taxas serão válidas a partir desta sexta-feira, dia 13.</p>
<p>Nas linhas de crédito fixo e rotativo destinadas às pessoas físicas foram reduzidas as taxas de diversos produtos. No cheque especial, a taxa máxima passou de 7,91% ao mês para 7,85%.</p>
<p>No crédito para material de construção, as taxas para os prazos de 2 a 24 meses, passaram de 1,78% a 2,53% ao mês para 1,74% a 2,51% ao mês.</p>
<p>Itaú<br />
O Itaú informou que fará reduções a partir de segunda-feira, dia 16. Serão beneficiados os clientes que utilizam o empréstimo pessoal parcelado (Crediário Automático para PF e Giropré PJ) e cheque especial.</p>
<p>Os juros do cheque especial para pessoa física no Itaú vão de 8,87% para 8,75% ao mês. No crédito automático, cai de 7,01% para 6,89% ao mês.</p>
<p>Unibanco<br />
O Unibanco, que se fundiu com o Itaú, também informou que vai reduzir, a partir do dia 16, a taxa máxima cobrada no crédito pessoal parcelado (CPP) e no cheque especial para pessoa física.</p>
<p>A redução será de 0,12 ponto percentual sobre as taxas mensais, o que corresponde ao repasse integral do corte de 1,5 ponto percentual efetuado na Selic, que é anual.</p>
<p>Bradesco<br />
O Bradesco informou que cobrará novas taxas já a partir desta quinta-feira.</p>
<p>O banco diminuiu os juros das operações de cheque especial, crédito pessoal, CDC para veículos, leasing de veículos, capital de giro, antecipação de recebíveis e conta garantida. As reduções vão de 0,05 a 0,12 ponto percentual por mês.</p>
<p>Santander e Real<br />
O Grupo Santander Brasil, que reúne os Bancos Santander e Real, também vai reduzir suas taxas de crédito pessoal, cheque especial, crédito consignado e cartões de crédito. Isso representará uma redução mensal entre 0,13% a 0,15% nas taxas cobradas atualmente.</p>
<p>A taxa de cheque especial baixará de 9,70% para 9,57% ao mês, a taxa máxima de crédito pessoal será<br />
reduzida de 6,36% para 6,23% ao mês e a taxa mínima do consignado, de 1,65% para 1,52% ao mês. O cartão de crédito Santander Internacional baixará de 12,85% para 12,70% ao mês.</p>
<p>Convertendo tudo para CDI as taxas ficariam assim:<br />
Na aplicação não muda nada, quem antes recebia 100% do CDI, 12,75% ao ano, irá receber 11,25% que será a taxa do CDI e, portanto 100% do CDI.<br />
Condensando a notícia em apenas três exemplos e convertendo a taxa anual do CDI para taxa mensal do CDI praticado teremos:<br />
O Banco do Brasil reduziu a taxa máxima do cheque especial de 7,91% (687,03% do CDI) para 7,85% (779,68% do CDI) ao mês.<br />
Os juros do cheque especial no Itaú vão de 8,87% (782,55% do CDI) para 8,75% ao mês (880,53% do CDI)<br />
Santander e Real a taxa mínima do empréstimo consignado passará de 1,65% (164,17% do CDI) para 1,52% (170,33% do CDI) ao mês e a taxa do cheque especial passará de 9,70% (865,14% do CDI) para 9,57% (972,42% do CDI) ao mês.</p>
<p>Os juros que valem de fato para a economia caíram ou subiram?<br />
A matemática está ai. Feita a conversão, as taxas de empréstimos dos bancos subiram no percentual do CDI.<br />
Se captar a taxa flutuante (CDI) é bom para as instituições porque o público investidor não consegue tomar emprestado no mesmo referencial?<br />
Ou, se a taxa de empréstimo das instituições é sempre pré-fixada, porque o investidor encontra tanta dificuldade para aplicar em pré-fixado?<br />
Além de tomar em indexado e aplicar em pré-fixado com os juros declinantes ser um excelente negócio, ajuda a mascarar o tamanho do spread bancário.<br />
Quando os juros estão subindo o sistema continua o mesmo, a diferença é que a taxa de empréstimos, pré-fixada, sobe muito mais ainda.</p>
<p>Que pais é este?<br />
Com a palavra você, caro leitor.</p>
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		<title>Desinformação ou maquiavelismo?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 02:56:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado. Texto publicado em 05/03/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O crescimento econômico brasileiro nos últimos anos e o rápido avanço do mercado financeiro e seus produtos de aplicação financeira, aliados a uma política monetária passiva, trouxe uma dos maiores absurdos em termos de conceito sobre a modalidade chamada Renda Fixa.<br />
Não bastasse o fato de o noticiário econômico considerar alterações de mercado quase que somente as variações da bolsa de valores e a cotação da moeda americana, a definição das aplicações em Renda Fixa são totalmente distorcidas e com isso o investidor muito mal informado.<br />
É preciso deixar bem claro, mais uma vez, o conceito de Renda Fixa: rendimentos prefixados são aqueles cuja rentabilidade (nominal) o investidor conhece previamente, sendo a taxa de retorno e o prazo, acertados previamente no momento da aplicação. Fundo de Renda Fixa, aplicação vinculada ao DI, Fundo DI, CDB com taxa flutuante não são Renda Fixa porque seus rendimentos são variáveis.<br />
Sendo assim, porque muitos analistas ditos especialistas e toda mídia econômica insistem em desinformar o público investidor dizendo que as aplicações em Renda Fixa em determinado período, normalmente de um mês, rendeu x% do CDI ou a acumulação da taxa diária do CDI em determinado período rendeu y%?<br />
A verdade é que essa desinformação é disseminada pelo simples fato da captação de recursos do investidor, pelos bancos e fundos de investimentos, terem como referência de rendimento a chamada taxa diária do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, média da taxa de juros praticada nas operações de um dia na troca de reservas entre os bancos).<br />
Sempre que um investidor consulta um “especialista” para saber onde deve investir com segurança e liquidez que não seja na bolsa de valores a resposta invariavelmente é para aplicar em um fundo ou CBD indexados. Título público é deixado de lado, pois além de ser um concorrente (governo) na captação de recursos não tem taxa de administração na venda direta ao médio e grande investidor. O pequeno investidor paga taxa de custódia pequena, 0,50% ao ano, e de administração de acordo com seu agente corretor no Tesouro Direto.<br />
Título público federal só é oferecido ao investidor em condições justas de mercado, através do Tesouro Direto, o restante da emissão, 98%, vai para os agentes econômicos terem como garantia e lastro de suas operações. Assim a dívida pública federal fica sem liquidez e seu custo de emissão maior.<br />
Sendo a taxa de referência na captação o CDI, quanto menor seu rendimento, maior o spread (diferença de taxa) de ganho na ponta aplicadora e maior controle e indexação de curto prazo dos recursos captados. Isso explica porque quase 90% das aplicações financeiras no Brasil usam este indexador e porque em um período de desconfiança nos agentes econômicos como o de hoje, estranhamente a taxa de juros do indexador não está muito acima da taxa selic praticada, já que a selic é vinculado ao rendimento dos títulos do governo, risco público, e o CDI ao risco privado. As experiências anteriores e a atual mostram que o risco privado é infinitamente maior que o risco público, pois em intervenções buscando o restabelecimento da confiança dos mercados, sempre é o público quem socorre o privado.<br />
Exemplo a se observar na percepção do risco privado versus o risco público atualmente é que o Banco Central do Brasil liberou recursos dos depósitos compulsórios dos bancos para aumentar a liquidez e os empréstimos bancários, e esses bancos correram comprar títulos públicos federais com o dinheiro liberado.<br />
Se as aplicações financeiras, na prática estão totalmente indexadas, os efeitos de um aumento ou redução na taxa selic ditada pelo Copom são muito pequenos na alocação dos ativos financeiros e a política monetária assim, cada vez mais passiva.<br />
Por isso toda vez que se pretende uma mudança de rumo na economia uma alteração na taxa de juros pequena tem efeito mais psicológico que prático. Na prática só alterações muito significativas na taxa de juros conseguem algum efeito esperado.<br />
Espero que essa crise financeira atual propicie uma reflexão por parte daqueles que comandam a política monetária no Brasil, repensando o atual modelo utilizado e seus efeitos de fato na economia. Que o investidor tenha informações mais transparentes e maior e melhor acesso as aplicações financeiras.</p>
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		<title>Tá legal, eu aceito o argumento&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 00:37:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[demanda interna]]></category>
		<category><![CDATA[depósitos interfinanceiros]]></category>
		<category><![CDATA[globalização dos capitais]]></category>
		<category><![CDATA[liquidez internacional]]></category>
		<category><![CDATA[teoria horizontalista]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil só terá uma política monetária com resultados efetivos quando resgatar o instrumento chamado "open market". Texto publicado em 23/07/2008]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é mais um dia da famosa reunião dos membros do comitê de política monetária do Banco Central do Brasil, a chamada reunião do Copom, onde se define a taxa de juros Selic que irá vigorar até a próxima reunião e que tem como objetivo ancorar as expectativas dos agentes econômicos quanto ao comportamento futuro da inflação.</p>
<p>Na chamada teoria horizontalista, da moeda e do crédito, essa taxa de juros serve apenas para fixar o custo de reservas do sistema bancário nacional e não o montante que é demandado pelos agentes econômicos. Esse me parece o caso do Brasil, onde o governo através da atuação direta do Ministério da Fazenda e seus agentes é quem, de fato, tem injetado recursos para expansão do crédito e o crescimento do produto e a geração de empregos.</p>
<p>&#8220;Sem preconceito ou mania de passado, sem querer ficar do lado, de quem não quer navegar&#8230;&#8221;</p>
<p>O Brasil só terá uma política monetária com resultados efetivos quando resgatar o instrumento chamado &#8220;open market&#8221;, e assim passar a possuir um verdadeiro mercado secundário de títulos públicos para gerar liquidez nestes ativos, permitindo que a taxa de juros tenha efetivamente efeito na alocação dos recursos, penalizando as aplicações de curto prazo, incentivando o alongamento voluntário, formando uma real curva de juros na economia e permitindo um maior acesso a todos os investidores em renda fixa de fato.<br />
O que acontece por aqui é que essa taxa de juros de curto prazo, a taxa Selic, acaba não conseguindo mudar significativamente as expectativas inflacionárias, só gerando custos adicionais às despesas do Tesouro Nacional e aumento da dívida pública, já que um incremento ou diminuição da mesma acaba não afetando de forma significativa o volume de oferta ou demanda do dinheiro em circulação na economia.</p>
<p>Essa é uma das razões pela qual a taxa se torna muito alta. É alta a medida de sua ineficiência como instrumento único da política monetária.</p>
<p>Na prática a verdadeira taxa de juros na economia é aquela que o público e as empresas pagam para obter empréstimos junto ao sistema bancário e essa taxa está longe de ter uma correlação muito direta com a taxa Selic.</p>
<p>Então, o que observamos hoje é o Banco Central sempre correndo atrás de justificativas de curtíssimo prazo para aumentar ou reduzir o tamanho dos juros com a crença de que esse movimento é o grande responsável pelo controle da inflação, nesse chamado regime de metas. Por isso essa volatilidade de justificativas toda vez que se faz uma alteração para mudar a taxa.</p>
<p>Um tempo atrás era a forte demanda interna que estava gerando aumento de preços, hoje é o controle para que o aumento de preços das commodities mundiais não provoque uma contaminação maior na inflação brasileira, amanhã a justificativa será outra, vai de acordo com a volatilidade das expectativas do mercado que, por estar inserido em um contexto global volátil, muda pontualmente a cada alteração relevante de humor externo e ou interno. Nessa semana, mesmo com a queda no preço das commodities as taxas de juros futuros acabaram recuando, jogando por terra os argumentos de demanda interna aquecida e da chamada contaminação de preços por indexação.</p>
<p>A verdadeira indexação econômica no Brasil é a chamada taxa do CDI*. Estão todos indexados a essa taxa de duvidosa formação. A taxa CDI é parâmetro para tudo. Avalia o desempenho de tudo, de fundos de renda fixa, fundos de renda variável e todas as demais aplicações financeiras. Tudo é medido por um percentual da taxa CDI diária.</p>
<p>O exagero é tão grande e difundido que outro dia ao perguntar a um amigo como estava indo seu casamento recente ele me respondeu que passou por uma fase difícil de relacionamento com a esposa, mas que agora estava tudo correndo bem: &#8211; &#8220;estamos tipo a 100,50% do CDI!&#8221;.</p>
<p>É comum hoje em dia observarmos avaliações nas aplicações em renda fixa sendo feitas com base no CDI acumulado, dia a dia, no mês. Quando na verdade, a taxa de renda fixa é aquela que dada num prazo determinado. Por exemplo, a taxa pré-fixada para janeiro de 2010 é de 14,93% ao ano e não a taxa acumulada no CDI do mês de 12,08% ao ano.</p>
<p>Hoje com a globalização dos capitais e com a interação cada dia maior de nossa economia aos mercados internacionais, torna-se inútil a tentativa de controlar movimentos de preços globais apenas com uma taxa de juros interna, ainda mais, como já vimos, com uma política monetária passiva.</p>
<p>A economia americana está longe de ter resolvido a crise por que passa atualmente. As conseqüências do desenrolar dos resultados desta crise são totalmente imprevisíveis. Ao contrário do que a grande maioria costuma avaliar, o mercado financeiro atualmente não é condicionado por um padrão médio de ocorrências, mas sim, pelo que é radical e imprevisível, sendo impossível produzir certezas a partir de incertezas.</p>
<p>Existe hoje também, nos mercados americano e europeu, o risco moral na atuação dos bancos centrais tentando controlar a crise que poderá, no futuro, provocar conseqüências nefastas. A chamada auto-regulação dos mercados só nos tem mostrado que não existem mais regras para o jogo e sim com o que acontece dentro do desenrolar deste jogo.</p>
<p>Mesmo com a enorme liquidez internacional essa crise global pode fazer com que a chamada bolha especulativa das commodities estoure a qualquer momento, e então o Banco Central do Brasil, de certo, irá provavelmente reduzir &#8220;drasticamente&#8221; a taxa Selic em &#8220;absurdos&#8221; 0,25% ao ano, como é de praxe.</p>
<p>Diante disto tudo, como venho recomendando há alguns meses, a renda fixa continua como porto seguro e atrativa para se investir com baixo risco e alto retorno.</p>
<p>&#8220;Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar&#8230;&#8221;</p>
<p>Quanto à reunião do Copom, melhor mesmo é relaxar e aguardar a outorga da &#8220;autoridade monetária&#8221; ao consenso do mercado. O mesmo mercado que amanhã, assim como as nuvens se movimentam no céu, terá outras justificativas de seu interesse para renvidicar, o que é próprio de mercado.</p>
<p>Mas não me altere o samba tanto assim&#8230;</p>
<p>*CDI &#8211; Média da taxa de negociação dos depósitos interfinanceiros praticados entre os bancos e que tem um volume irrelevante para balizar toda uma economia. Oportunamente, farei uma apreciação mais detalhada deste indexador.</p>
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		<title>O que é o CDI?</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-que-e-o-cdi/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 23:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maximo Umiliani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[cetip]]></category>
		<category><![CDATA[indexador]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa média diária]]></category>
		<category><![CDATA[taxa referêncial]]></category>

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		<description><![CDATA[Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O que é o CDI?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden; width: 1px; height: 1px; top: 0px; left: -10000px;">* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</div>
<p>Entenda o que é e como funciona o indexador mais utilizado no mercado financeiro, principalmente como referência de rendimento de aplicações em fundos, CDBs e na projeção da curva de juros futura da economia brasileira.</p>
<p>Muito conhecido e pouco entendido pela maioria das pessoas.</p>
<p><strong>CDIs</strong></p>
<p>Os Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs) são títulos emitidos pelos bancos como forma de captação ou aplicação de recursos excedentes. Criado em meados da década de 1980, os CDIs são aplicações com prazos de um dia útil, com objetivo de melhorar a liquidez de uma determinada instituição financeira. Essas transações são fechadas por meio eletrônico e registradas nos computadores das instituições envolvidas e nos terminais do CETIP*</p>
<p>A maioria das operações é negociada por um dia. A taxa média diária do CDI de um dia é utilizada como referencial para o custo do dinheiro (juros). Por esse motivo, essa taxa também é utilizada como referencial para avaliar a rentabilidade das aplicações em fundos de investimento. A Taxa CDI mais amplamente adotada no mercado é a DI-Over. Ela é calculada como a média das operações transacionadas num único dia, desconsiderando as operações dentro de um mesmo grupo financeiro.</p>
<p>As características de um CDI são semelhantes àquelas de um CDB, porém os CDIs somente são negociados no mercado interbancário, transferindo recursos de uma instituição financeira para outra.</p>
<p>CDIs são fundos pouco rentáveis, mas também fundos seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.</p>
<p>Mesmo sendo um acumulado da média das taxas diárias, uma renda variável, é também utilizado como comparativo de avaliação para aplicações em renda fixa e até mesmo em fundos de ações.</p>
<p>Importante observar neste momento que muito se discute sobre os riscos de inadimplência nos empréstimos e de seus riscos para os bancos, a taxa representativa do crédito interbancário, ser na média, sempre menor que a taxa que mede o risco público, a Selic.</p>
<p>Este “fenômeno” de avaliação vem ocorrendo há muito tempo, desde que a taxa passou a se tornar referência nos mercados.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos via fundos de investimentos e CDBs, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic.</p>
<p>Foi assim, que muitas empresas percebendo esta distorção, passaram a emitir debêntures com rendimentos aparentemente muito altos, tipo 110 a 120 por cento do CDI.</p>
<p>O que aparentemente é uma taxa muito alta, na realidade é muito menor que a taxa que estas empresas pagariam para tomar um empréstimo bancário.</p>
<p>* A CETIP S.A. &#8211; Balcão Organizado de Ativos e Derivativos é uma sociedade administradora de mercados de balcão organizados, ou seja, de ambientes de negociação e registro de valores mobiliários, títulos públicos e privados de renda fixa e derivativos de balcão. É, na realidade, uma câmara de compensação e liquidação sistemicamente importante, nos termos definidos pela legislação do SPB – Sistema de Pagamentos Brasileiro (Lei 10.214), que efetua a custódia escritural de ativos e contratos, registra operações realizadas no mercado de balcão, processa a liquidação financeira e oferece ao mercado uma Plataforma Eletrônica para a realização de diversos tipos de operações online, tais como leilões e negociação de títulos públicos, privados e valores mobiliários de renda fixa.</p>
<div><span style="line-height: 24px; color: #333333;"> </span></div>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong> </strong></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><strong>Maximo Emiliani</strong> é Economista, pós-graduando em Ciências Sociais e trader</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"><em>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores. O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro</em>.</p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1em; margin-left: 0px; font-weight: inherit; font-style: inherit; font-size: 16px; font-family: inherit; vertical-align: baseline; text-align: left; line-height: 1.6em; padding: 0px; border: 0px initial initial;"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>“Dinheiro Social” uma pândega que se perpetuou no mercado financeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jun 2010 03:39:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro Social]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>

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		<description><![CDATA[Para que o Brasil de fato evolua e acabe com essas distorções é necessário que as pessoas tenham de fato uma verdadeira Educação Financeira que esclareça de forma clara e transparente como funcionam, o que representam quais as implicações de todas as aplicações e financiamentos existentes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise financeira que assolou o mundo em 2008 e os mais recentes problemas por que passam algumas nações na região do Euro me fizeram relembrar e refletir, mais uma vez, sobre uma modalidade de atuação do Banco Central do Brasil no final dos anos 80 e início dos 90, o chamado “dinheiro social”.</p>
<p>Depois da moratória na dívida externa do Brasil em 1987 o governo passou a encontrar algumas dificuldades em colocar títulos públicos federais no mercado interno, assim o Banco Central para incentivar a compra dos títulos e o carregamento dos mesmos criou uma modalidade de atuação que o mercado rapidamente apelidou de “dinheiro social”.<br />
A atuação era feita exclusivamente por bancos que representavam o Banco Central operacionalmente no mercado monetário ou mercado aberto (open-market), os Bancos Dealers. A mesa Demab (Diretoria de Mercado Aberto) elegia em média dois ou três bancos por dia e disponibilizava certa quantia para que cada um deles distribuísse no mercado através de operações de um dia (overnight) a taxas mais baixas, em torno de 2%, das que o mercado estava praticando.<br />
Por exemplo: a média estimada para a taxa over no dia estava em 16% em determinado momento, já que à época as taxas flutuavam, o BC entrava doando dinheiro a 14% para incentivar os compradores dos títulos.</p>
<p>Esta atuação distorcida além de pouco colaborar, dentro de todo o contexto econômico e de colocação ou não de títulos, causou muito desconforto na época, pois com exceção de um ou outro banco dealer, um deles o mesmo que sugeriu o termo Aviso em Dois ao BC, banco esse que atuava de forma a distribuir equitativamente o lote para os demais participantes do mercado e em forma de rodízio, os outros em sua grande maioria concentravam o volume em um ou dois participantes “privilegiados”. O Banco Central ao perceber essa distorção, com louvor, passou a fiscalizar rigorosamente a distribuição do “dinheiro social” de maneira a não permitir a chamada concentração.</p>
<p>É bom frisar que mesmo com algumas distorções existia nesta época muito mais o verdadeiro mercado, menos concentrações de recursos e uma competitividade mais justa e transparente que nos dias de hoje. Onde a dívida pública tinha maior liquidez e com isso o custo marginal de emissão era muito mais barato para o orçamento da união.</p>
<p>O tal do “dinheiro social” marcou uma época que deveria ficar cada vez mais distante da memória daqueles que a viveram e servir apenas de historia do mercado financeiro brasileiro, no entanto, quando se puxa pela memória acaba-se relembrando que em outros períodos desta história ele vai se repetindo, de forma e em contextos diferentes, mas sempre com o tal cunho social. As recentes crises nos mostraram de forma bem clara como esse tipo de intervenção é realizada pelos governos, em todo o mundo, para socorrer os mercados e não prejudicar a economia real, em todo o mundo.</p>
<p>O custo destas intervenções sempre acaba sendo repassado para toda a população em seus respectivos países, gerando protestos da maior parte da sociedade. Basta vermos as manifestações de inconformismos com os chamados “apertos fiscais” na Zona do Euro. Isso trará conseqüências graves para futuras intervenções, que de certo acontecerão, já que o menino mal criado mercado fez travessuras e ao invés de levar umas boas palmadas, levou tapas nas nádegas que só serviram para tirar poeira.</p>
<p>Trazendo a reflexão somente para o Brasil de hoje, senão daria um livro completo este texto, além das sabidas atuações do governo através de seus bancos oficiais para que o Brasil pudesse sair rapidamente dos efeitos da crise internacional e retomar o crescimento vigoroso que hoje vemos na economia brasileira, existe outro “dinheiro social” que de longa data, com a complacência do Banco Central, vem transferindo dinheiro dos demais setores da sociedade para o setor financeiro, o CDI.</p>
<p>Muitos aplicam neste referencial de taxa de rendimento, mas poucos sabem exatamente como ele é calculado e o que significa. O CDI (1) por se tratar de uma emissão privada deveria render muito mais que a taxa Selic, já que ele deveria representar o custo de captação deste setor que em momentos de crise é socorrido pelo setor público, a Selic representa o risco soberano, risco país que na prática tem demonstrado ser muito menor, estando seu rendimento atual próximo de 97/99% da Selic.</p>
<p>A explicação é simples: justamente por ser referência de avaliação das aplicações financeiras, e assim, a taxa representativa na captação de recursos dos bancos e dos fundos de investimentos, é natural que os agentes trabalhem para que ela fique mais baixa que a Selic. Natural, mas imoral, uma excrescência econômica que transfere sem riscos uma fortuna dos aplicadores comuns para os captadores de recursos do mercado financeiro.</p>
<p>Hoje a taxa básica de juros passou de 9,75% ao ano para 10,25%, o CDI que vinha sendo praticada por volta de 9,50%, pasmem os leitores, ontem sua média foi despudoradamente de 9,40%, mesmo o CDI sendo a Selic do dia posterior que deveria ser próxima de 10,25%.</p>
<p>Aos cidadãos poupadores comuns, tirando o Tesouro Direto onde se encontram títulos de diversas modalidades e prazos com taxas praticadas nos mercados de altos valores, restam o risco do mercado de ações e um monte de conhecidas tranqueiras oferecidas pelos consultores de investimentos: CDB, RDB, Títulos de Capitalização, Planos de Aposentadorias e etc., todos vinculados a taxa social do CDI. Senão por que razões te oferecem taxas pré-fixadas para emprestar dinheiro e CDI/Social para te emprestar?</p>
<p>Para que o Brasil de fato evolua e acabe com essas distorções é necessário que as pessoas tenham de fato uma verdadeira Educação Financeira que esclareça de forma clara e transparente como funcionam, o que representam quais as implicações de todas as aplicações e financiamentos existentes, para assim decidir de maneira mais adequada qual a melhor alternativa a ser feita.</p>
<p>Com exceção de algumas parcas iniciativas verdadeiramente educacionais, os cursos que são apresentados ao público na maioria das vezes se resumem a parte operacional e de técnicas de avaliação de preços dos ativos financeiros ou ainda, ensinamentos de como ganhar dinheiro de forma fácil e rápida aplicando determinados tipos de analises, em resumo, como se diz no mercado: “chamando os incautos pro game”</p>
<p>A prova cabal da carência educacional financeira do país é o montante de recursos depositados na caderneta de poupança, mesmo esta tendo o mesmo risco de um título público, mas com um rendimento medíocre!</p>
<p>“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto” &#8211; Rui Barbosa</p>
<p>(1) Saiba o que é o CDI &#8211; <a href="http://">http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/o-que-e-o cdi/</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Educação financeira</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/educacao-financeira/educacao-financeira/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 May 2010 05:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[administração de recursos]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento técnico]]></category>
		<category><![CDATA[fundo de previdência]]></category>
		<category><![CDATA[investimento financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[nova realidade financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[risco do cotista]]></category>
		<category><![CDATA[seguradoras]]></category>
		<category><![CDATA[tarifas de serviços bancários]]></category>
		<category><![CDATA[tesouro direto]]></category>

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		<description><![CDATA[É evidente que ensinar os vários tipos de análises, conhecer os ativos e as peculiaridades dos mercados onde são operados é muito importante, no entanto, educar financeiramente é ensinar o investidor a pensar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O debate em torno da necessidade inevitável de o Brasil reduzir a taxa básica de juros e os altos spreads bancários para uma nova realidade econômica que se apresenta mostra que todo o sistema de aplicações de recursos, não só a poupança, criado em uma época de hiperinflação, precisa ser revisto. Dentro deste contexto a chamada Educação Financeira passa a ser fundamental.</p>
<p>Ao longo do tempo educar o investidor passou a ser o ensino de uma gama de metodologias operacionais permeadas por glossários explicativos. É evidente que ensinar os vários tipos de análises, conhecer os ativos e as peculiaridades dos mercados onde são operados é muito importante, no entanto, educar financeiramente é ensinar o investidor a pensar. Só tendo uma consciência analítica irá descobrir qual é de fato o seu perfil de investidor, para daí então procurar se fundamentar através do conhecimento técnico e literário estudados, o seu projeto de investimento financeiro.</p>
<p>Importante é definir qual o objetivo a ser atingido. Investir no curto prazo, trader diário, longo prazo, plano de aposentadoria complementar, poupança para aquisição de um bem futuro? Qual o objetivo a ser buscado?</p>
<p>A partir da meta a ser alcançada o próximo passo é entender de fato como as aplicações financeiras se movimentam e quais as peculiaridades que possuem. O longo período de taxa alta de juros no Brasil mascarou uma série de distorções que precisarão ser corrigidas.</p>
<p>Não é só a forma de cálculo do rendimento da poupança que precisa ser refeita, a cobrança de tarifas de serviços bancários e as taxas cobradas na administração de recursos ficarão tão evidenciadas em um novo patamar de juros baixos que serão insustentáveis em um futuro bem próximo. Desonerar as aplicações financeiras e dar maior transparência a seus indicadores é inexorável.</p>
<p>Alguns questionamentos terão que ser respondidos:</p>
<p>- Por que o Brasil pratica uma taxa de juros de curto prazo tão alta, que acaba indexando ativos e desestimulando o verdadeiro investidor a alongar aplicações?</p>
<p>- Qual a razão de se vincular a grande maioria dos investimentos a taxa CDI? Quem se beneficia e quem se prejudica com isso? Exemplo: em 25/05, taxa da meta selic atual 10,25% ao ano, taxa média diária apurada 10,16%, taxa média CDI 9,98%. Isto representa um CDI, a 98,22% da média selic e 97,37% da taxa da meta.</p>
<p>- Por mais que se tente esclarecer o investidor a imensa maioria dos analistas e assessores financeiros, principalmente gerentes da rede bancária, continua indicando operações vinculadas ao percentual do CDI e fundos de investimentos como aplicações em Renda Fixa.</p>
<p>- Seu gerente de conta quer te indicar a melhor aplicação ou vender os produtos que são mais rentáveis aos bancos e aumentam sua comissão?</p>
<p>- Por que a CBLC tem que custodiar e cobrar uma taxa nos títulos adquiridos através do Tesouro Direto se já existe o sistema Selic?<br />
Quando se aplica em um fundo de previdência complementar o risco do cotista, são as seguradoras os bancos que vendem o produto?</p>
<p>Não só estes, mas também outros questionamentos terão que ser enquadrados dentro da nova realidade financeira que se apresenta. Já que são fundamentais para que o investidor saiba com clareza no que está investindo, os custos, retornos e a natureza de seu investimento.</p>
<p>Estar preparado para atuar nos mercados com segurança e sabedoria não é só conhecer todas as técnicas operacionais, é também conhecer o funcionamento e as regras do jogo.</p>
<p>Um exemplo antigo de não educação financeira está no livro Balzac, de Johnnes Willms, lançado no Brasil pela Editora Planeta. Nele o autor conta que o pai de Balzac, Bernard François, perdeu todo o dinheiro que guardava para a aposentadoria porque o banco onde depositava suas economias quebrou e ele então acabou aposentado compulsoriamente aos 73 anos de idade, passando a receber uma modesta pensão. &#8220;Desta maneira, os Balzac não tinham outra opção senão simplificar o mais rápido possível seu estilo de vida&#8221;</p>
<p>Ser educado financeiramente é atingir um estágio analítico, avaliar e ponderar opiniões. Quando isto acontecer saberá através de seu conhecimento técnico e de experiências anteriores os erros e acertos cometidos. Com isto, de certo, terá mais acertos do que erros e a consciência de que o maior responsável pelo sucesso ou fracasso de seus investimentos é você mesmo!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>De olho no spread</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/sem-categoria/de-olho-no-spread/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 06:03:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[CDI]]></category>
		<category><![CDATA[diferença de aplicação para financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[diferença de taxas]]></category>
		<category><![CDATA[fundos de investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[média bruta de remuneração]]></category>
		<category><![CDATA[selic]]></category>
		<category><![CDATA[spread bancário]]></category>
		<category><![CDATA[taxa básica de juros]]></category>
		<category><![CDATA[tesouro nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O objetivo desta pesquisa/estudo semanal que faremos, será esmiuçar o chamado spread bancário.
O que é este spread bancário?
É a diferença, no mesmo indexador, da taxa que o cidadão recebe quando aplica para taxa que ele paga quando toma empréstimo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os brasileiros têm motivos para comemorar, depois de muita batalha o novo patamar da taxa básica de juros, selic, está abaixo dos dois dígitos, 9,25% ao ano.<br />
Comemorar com moderação e ficar vigilante, pois ainda estamos entre as taxas nominais mais altas do mundo.<br />
Veja o quadro abaixo:<br />
Países com o juro nominal mais alto, ao ano<br />
1 &#8211; Venezuela &gt; 21,40%<br />
2 &#8211; Rússia &gt; 11,50%<br />
3 &#8211; Argentina &gt; 10,50%<br />
4 &#8211; Hungria &gt; 9,50%<br />
5 &#8211; Turquia &gt; 9,30%<br />
6 &#8211; Brasil &gt; 9,25%<br />
7 &#8211; África do Sul &gt; 7,50%<br />
8 &#8211; Indonésia &gt; 7,00%<br />
9 &#8211; China &gt; 5,30%</p>
<p>Foi preciso aumentar muito o superávit fiscal, uma nova lei de concordata, o cadastro limpo, reserva de mais de US$ 120 bilhões, uma crise financeira que varreu o mundo e o PIB brasileiro ficar negativo por dois trimestres consecutivos, recessão técnica, para chegarmos a 9,25% ao ano.</p>
<p>Se a taxa de juros é exageradamente alta, o spread então?<br />
É vergonhoso!</p>
<p>O objetivo desta pesquisa/estudo semanal que faremos,  será esmiuçar  o chamado spread bancário.<br />
O que é este spread bancário?<br />
É a diferença, no mesmo indexador, da taxa que o cidadão recebe quando aplica para taxa que ele paga quando toma empréstimo.<br />
Os bancos emprestam na grande maioria das vezes em taxas pré-fixadas e remuneram em percentual do CDI quase sempre. Para saber o verdadeiro spread de taxas é preciso converter para o mesmo indexador as duas operações.<br />
Exemplo: A taxa básica é só uma referência que na verdade serve para o Tesouro Nacional remunerar seus títulos que são os lastros, garantias, das carteiras dos fundos de investimentos.<br />
Suponha que a média bruta de remuneração para aplicações de R$ 100.000,00 seja 100% do CDI que é igual a 9,11% ao ano e a taxa média de empréstimos 5,55% ao mês. Se a taxa que você aplica se mantiver, já que a que você toma não vai mais se alterar, por ser pré-fixada, teremos o seguinte spread = 5,55%, que é igual a 91,20% ao ano, comparada a taxa de 9,11% dá um spread de 82,09% ao ano.</p>
<p>Notaram que spread é a subtração de uma taxa pela outra e não a diferença percentual como muitos calculam.<br />
Exemplo prático no mercado: um operador pergunta ao outro – como opera a LTN vencimento 01/01/2010? O outro responde &#8211; faço 8,90% com 9%, spread de 10 pontos.<br />
Essa é a diferença real que o investidor paga entre a taxa que aplica para a taxa que toma empréstimo.</p>
<p>Iremos aguardar a divulgação das taxas médias dos empréstimos para calcularmos onde foi para o spread bancário e ficarmos atentos, a taxa de aplicação já sabemos a de empréstimos, por enquanto não temos um estudo real. Algumas instituições divulgaram taxas mínimas para algumas modalidades de empréstimos, mínimas não são as praticadas, as praticadas são outras que saberemos em breve. A Anefac tem um ótimo trabalho de divulgação de taxas de juros, que utilizaremos como referência.</p>
<p>Já que vamos tratar de diferença de aplicação para financiamento, é importante acompanhar também a taxa líquida de aplicação, taxa bruta menos os impostos, taxas de administração e tarifas.</p>
<p>Exemplificando mais um pouco para esclarecer o investidor, no estilo da conta da Padaria do Seu José, lá perto da Praça Independência em Santos, apliquei R$ 100 e recebi líquido R$ 110, ganhei 10% em um ano, tomei emprestado R$ 100 e paguei R$ 300, paguei 200% em um ano. Isso é o que vale calcular.</p>
<p>Terça feira que vem voltaremos com mais estudos.</p>
<p>Se você tem algum exemplo prático seu o de alguém próximo a você que queira nos mostrar ou que deseje que se faça o calculo, é só nos enviar.</p>
<p>Vamos ficar de Olho no spread!</p>
<p>Saudações!</p>
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