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	<title>Aviso em Dois &#187; bolsa de valores</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 17:55:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>

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		<description><![CDATA[A expectativa para esta semana é a mesma, já que no médio prazo o cenário que se avizinha continua pessimista para o curto prazo.
Europa vive as voltas com o problema Grego, e as demais economias, exceto a Alemã devem trazer mais problemas fiscais em breve.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A expectativa para esta semana é a mesma, já que no médio prazo o cenário que se avizinha continua pessimista para o curto prazo.<br />
Europa vive as voltas com o problema Grego, e as demais economias, exceto a Alemã devem trazer mais problemas fiscais em breve.<br />
Nos EUA a hiato entre a recuperação da economia real com a economia financeira continua aumentando. A investigação pela SEC na Goldman Sachs e em outros possíveis bancos de Wall Street, mesmo sendo graves, serviram de pretexto para os mercados retomarem o pessimismo.<br />
O mercado brasileiro deve sentir essa correção que se afigura em uma menor intensidade que as correções anteriores.</p>
<p><strong>Juros:</strong> Mesmo tendo arrefecido um pouco as projeções para os juros futuros praticados na BM&amp;F continuam apontando correções na taxa básica de juros Selic em grande escala.<br />
As economias chamadas desenvolvidas estão à beira de um ataque de nervos, a inflação brasileira tem dado sinais claros de queda, no entanto, o mercado continua apostando pesado em correções para cima da taxa.<br />
O gás está acabando, sendo assim, o melhor a se fazer é aplicar em taxas pré fixadas para aproveitar esse momento.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O cenário externo negativo já não está sendo capaz de movimentar a cotação da moeda norte americana frente ao real como movimentava em passado recente. A entrada de recursos continua forte e o Banco Central mesmo aumentando seu apetite na compra não tem conseguido segurar a cotação.<br />
Porém se o cenário externo se agravar mais, como deve se agravar, o dólar deve subir por aqui.<br />
Expectativa para a semana: 1,78/1,79</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Nesses momentos de instabilidade com correções mais acentuadas no preço dos ativos a bolsa de valores é a que mais sofre já que a globalização dos ativos bursáteis é muito grande, soma-se a isso o fato de os principais papéis estarem estreitamente ligados ao preço das commodities no mercado internacional.<br />
Vem correção grande por aí.<br />
Expectativa para semana: 66.000/67.000 pontos.</p>
<p>&#8220;Começamos a dar bons conselhos quando a idade impede de dar maus exemplos.&#8221; Jueves de Excélsior</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Operações ultra-rápidas e percepção do mercado</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 07:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz A. Semprini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Operações ultra-rápidas]]></category>
		<category><![CDATA[percepção do mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[A nossa bolsa, como dizem, convive com a volatilidade provocada pelas notícias e outras questões que eu chamaria de psicologia do mercado e... ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações aos caros leitores</p>
<p>O primeiro trimestre do ano está terminando e tem apresentado números representativos da economia nacional, empresas e consumidores estão em linha. Entretanto, a par dos números domésticos e da economia americana,temos que levar em conta o que ela representa no cenário internacional ,as sensações negativas ainda geram um certo desconforto no mercado financeiro global.A nossa bolsa, como dizem, convive com a volatilidade provocada pelas notícias e outras questões que eu chamaria de psicologia do mercado e que para coroar esta situação está presente as operações ultra-rápidas ou robozinhos.</p>
<p>É natural que o mundo globalizado para atravessar o buraco que a crise deixou, tenha acomodações durante o percurso, e para que se tenha confiança e sustentabilidade no trabalho a ser feito, não deve existir muito espaço para a volatilidade, uma vez que se pode estimular a manipulação de preços.</p>
<p>Considero a bolsa de valores de um lugar como termômetro da sua economia e se ela começa a ter frequentemente períodos de volatilidade, conclui-se que a economia deste lugar ainda não está totalmente confiável.<br />
Lembro-me que no final do ano passado noticiavam-se possíveis bolhas na economia chinesa que tem mostrado atualmente, sua força constante no crescimento sendo óbvias atuações do governo na sua política econômica. É natural também que haja um aumento de inflação uma vez que as relações econômicas não são totalmente uniformes.</p>
<p>Surgiram então os robozinhos que são softwares criados baseados em algoritmos, que numa linguagem mais simples, o uso da matemática e lógica na combinação de números num processo de alta velocidade. Tenho notado que as análises técnicas , fundamentalista e gráfica não tem mais servido como parâmetros para investimento a longo prazo .Uma combinação interessante formou-se entre o dinheiro , tido aqui como lucro especulativo e a magnificência da linguagem computacional.Acompanhando um pregão desde o seu início até o fechamento é possível verificar que há vários repiques , ou seja , a probabilidade de devolver ao mercado financeiro no mesmo dia tudo o que foi apurado mediante análise tradicional dos diversos papéis que a compõem está presente.Não se tem mais a chamada realização de lucros pois,ora , para que haja por parte do investidor a compra de papéis de uma empresa que segundo seus números vai apresentar crescimento , uma vez que as suas relações com o mercado são positivas,é necessário um certo período para que estas observações se tornem fato.</p>
<p>A minha observação, talvez esteja sendo redundante, mostra que depois de eleito um determinado papel, considerando vários fatores entre os quais os mais atuantes como, presença e tradição no mercado, atividade exercida, força para enfrentar a volatilidade do momento e consistência na valorização, não como lucro especulativo, mas sim, o seu valor no mercado, o investimento torna-se seguro em longo prazo, observando, porém, as subidas e descidas, que depois de uma análise particular consegue-se determinar em relação ao tempo posição de entrada, valorização e saída, acomodação.<br />
Sob uma analogia, subimos uma escada em várias etapas para não nos cansar, mas seria um esforço improdutivo subir, e depois descer para o mesmo degrau, o que caracterizaria uma perda de tempo</p>
<p>Denomina-se andar de lado, subir vários degraus, descer somente alguns e como se não houvesse direção ou força para se sustentar, caminharia encostado a uma parede, algo de firme sustentação.<br />
Em termos de tecnologia, voltada para a rotatividade na compra e venda a presença destes robozinhos com o tempo trará, e aí peço desculpas, certa intranquilidade aos mercados, de um lado, e de outro a regularidade eliminando então ou disciplinando as emoções do mercado como um todo.</p>
<p>Obrigado pela atenção e um abraço a todos!</p>
<p><strong>Luiz A. Semprini</strong> é Engenheiro e trader</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/semanal-2010-08/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 16:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Avisos e Comentários]]></category>
		<category><![CDATA[_painel Semanal]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[dólar]]></category>
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		<description><![CDATA[Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: No Brasil costuma-se dizer que o ano começa de fato após o carnaval, pois até lá a maioria das pessoas aproveita o verão e as férias escolares dos filhos para descansar. Um exagero.<br />
Nas duas últimas semanas anteriores o otimismo, de forma moderada, retornou ao mercado externo e ao mercado local.<br />
Para a semana os mercados devem adotar uma postura mais cautelosa, principalmente nos ativos de renda variável que são muito mais sensíveis as mudanças de humor no curto prazo<strong>.<br />
</strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: Desde o início de ano o mercado futuro de taxa de juros vem consumindo a gordura (incremento de taxas) projetada nos vencimentos futuros de taxas na BM&amp;F.<br />
A constatação do fato de as projeções futuras estarem muito acima do bom senso e de que o aumento da inflação corrente está sendo provocada basicamente por ajustes pontuais de preços, fez com que os mercados reduzissem bastante os prêmios nos vencimentos dos contratos futuros de mais longo prazo.<br />
Este movimento deve continuar ocorrendo nesta semana também.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Bastou o mercado se acalmar e o Banco Central com isso moderar o apetite nas compras da moeda, para a cotação retornar rapidamente para o patamar de R$ 1,80.<br />
O fluxo continua positivo, com exceção de algum movimento pontual, o natural é que o mercado trabalhe nesta semana próximo deste último patamar.<br />
Projeção para a semana: R$ 1,81/1,83</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O índice Bovespa voltou novamente a se aproximar do patamar de 70.000 pontos em uma recuperação natural do movimento exagerado de vendas que aconteceu no mês de janeiro.<br />
Todas as vezes que aparece um problema na Europa, EUA, ou em outro país de economia mais forte, fica evidenciado a importância cada vez maior dos países do chamado BRICs e em especial da economia brasileira.<br />
Depois de rápida recuperação é natural que esta semana a bolsa realiza lucros.<br />
Expectativa para o Ibovespa para a semana: 66.500/67.500</p>
<p>&#8220;Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo, apenas, de ficar parado.&#8221; &#8211; Provérbio chinês</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A bolsa não cai nunca mais!</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/a-bolsa-nao-cai-nunca-mais/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 07:58:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A bolsa não cai nunca mais!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;">waldir.kiel@infomoney.com.br</div>
<p>O ano de 2009 vai se findando e com ele a necessidade de algumas reflexões sobre os fatos econômicos recentes e sobre as expectativas para o próximo ano.</p>
<p>Dezembro é o mês em que os analistas vão ajustando suas previsões anteriores aos dados de fechamento do calendário e vocês podem estar certos de quase todos os números estarão bem próximos daqueles que serão divulgados. É o chamado ajuste.</p>
<p>Essas previsões são como os mercados futuros, são feitas a bom tempo atrás e à medida que o cenário vai mudando as expectativas mudam também e no final o futuro fica igual ao mercado à vista.</p>
<p>No entanto se nos reportarmos às expectativas de PIB, inflação, juros, câmbio e bolsa de valores do final de 2008, veremos que a imensa maioria errou e errou feio.</p>
<p>Sendo assim, todo cuidado é pouco com as analises e projeções futuras deste pessoal, onde uns poucos e de maior peso acabam conduzindo os demais aos cenários que lhes convém. A manada segue dentro de um padrão de mediocridade onde é preferível errar com a maioria que correr o risco de errar sozinha.</p>
<p>A recente crise financeira nos mostrou também que infelizmente as autoridades monetárias se tornaram reféns das projeções do mercado e de políticas monetárias que já não condizem com a nova realidade financeira de um novo tempo. O homem evoluiu aperfeiçoando a ciência, mas as teorias e modelos econômicos pararam no tempo.</p>
<p>A esperança para o debate político/econômico que se avizinha é que este inclua na pauta, propostas concretas de mudanças na condução da economia, permitindo assim, não só uma modernização e desconcentração dos recursos financeiros, como também uma política monetária que de fato atenda aos interesses da maioria da população.</p>
<p>Atualmente o chamado sistema de metas de inflação virou um dogma que mesmo atropelado pelo chamado &#8220;consenso de expectativas do mercado&#8221;, não se mostrou capaz de sozinho controlar os efeitos da crise de confiança que esse mesmo consenso instalou, obrigando a intervenção enérgica do Estado no socorro da economia.</p>
<p>No Brasil, a defesa do sistema de metas muda de acordo com a conveniência, uma hora o argumento é de que este trouxe estabilidade da inflação, mesmo com a inflação não existindo mais em quase todo o mundo depois da integração dos mercados, outra hora a justificativa é de que o modelo acaba convergindo às expectativas e provoca menores ruídos.</p>
<p>Esse modelo acabou sepultando o mercado de renda fixa no Brasil, a cada ano que passa as aplicações e empréstimos estão mais concentrados e os efeitos da taxa de juros acabam perdendo a eficiência, daí a necessidade de um juro tão alto.</p>
<p>Mesmo com uma taxa básica de juros, que marca as aplicações, sendo muito alta, a tranqüilidade que se tem ao aplicar no curto prazo torna a curva de juros de longo prazo um modelo artificial de avaliação, que dificulta e onera o alongamento da dívida pública.</p>
<p>Hoje 1/3 do total da dívida pública federal, está sendo rolada no curto prazo, em operações compromissadas feitas pelo Banco Central para enxugar recursos excedentes.</p>
<p>Diante de tudo que foi dito a Bolsa de Valores no Brasil é hoje, a despeito de algumas correções como concentração de ativos e um poder de intervenção ainda grande por parte de investidores estrangeiros, o único lugar que representa um verdadeiro mercado. Quase todas as ações listadas têm spreads estreitos e liquidez. O ingresso cada dia maior de pessoas físicas e de outras entidades atuando neste mercado, provocaram um aumento no número de operações, de volume financeiro negociado, permitindo maior transparência e menores custos de negociação.</p>
<p>Como as expectativas para os próximos anos é que a economia brasileira tenha um crescimento vigoroso e consistente e um ingresso cada vez maior de poupadores, é natural que a nossa Bovespa seja a vedete e o lugar onde o investidor encontra maior transparência e instrumentos mais ágeis para atuar, justificando plenamente todo o otimismo e incremento que hoje se verifica.</p>
<p>O termo &#8220;A bolsa não cai nunca mais&#8221; foi utilizado pela primeira vez numa mesa de operações de um grande banco, quando alguém perguntou a um determinado operador de mercado o que ele estava achando das ações. Naquele momento estava presente na sala de operações uma pessoa alheia ao trabalho, que ficou boquiaberta com a resposta do operador, terminando por perguntar: é verdade mesmo, isso que ele falou, não cai nunca mais?</p>
<p>Quando a visita foi embora todos caíram na gargalhada e aquilo então, dai em diante, passou a ser um termo usado sempre que alguém queria demonstrar bastante otimismo com o mercado bursátil. Outros termos próprios de mercado com o mesmo sentido também surgiram parra demonstrar a expectativa futura do operador, de otimismo e ou pessimismo.</p>
<p>Diante deste cenário, só tenho a declarar que: a bolsa nunca cai mais mesmo!</p>
<p>Há 35 anos no mercado financeiro, Waldir Kiel Junior é economista e escreve mensalmente na InfoMoney. Organiza o site Aviso em Dois.</p>
<p>waldir.kiel@infomoney.com.br</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/sem-categoria/aviso-semanal-18/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 11:45:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<description><![CDATA[O otimismo voltou aos mercados com toda força e sugerindo sua continuidade nesta semana.
Acomodação e redução da retração econômica em vários países impulsionaram o preço das commodities e deram maior fôlego ao setor financeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A semana: O otimismo voltou aos mercados com toda força e sugerindo sua continuidade nesta semana.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Acomodação e redução da retração econômica em vários países impulsionaram o preço das commodities e deram maior fôlego ao setor financeiro.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>As enxurradas de recursos realizadas pelos principais bancos centrais no mundo tiveram um efeito positivo nos mercados financeiros.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Mercado voltou com tudo. Resta saber se mesmo com nada resolvido e com os ativos tóxicos esquecidos, até quando o setor financeiro será capaz de impulsionar a economia real?</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Juros: Como era de se esperar a ata conservadora do Copom acabou sinalizando que a taxa básica de juros, selic, pode parar de cair.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A expectativa de que a recuperação econômica brasileira já está em andamento traz de volta aquela corrente de pensamento que projeta novos aumentos na taxa básica já em 2010, isso mesmo com os índices projetados da inflação ainda acomodados.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Em resumo: A alta nos juros de longo prazo deve continuar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Câmbio: Os recursos estrangeiros continuam entrando e com o a visão de que a economia brasileira irá se recuperar mais rápido que a maioria das demais no mundo, apressa o ingresso da moeda norte americana.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A combinação de perspectivas positivas com a taxa de juros altas é tudo que o mercado precisa para dar continuidade na queda do dólar.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Bolsa de Valores: Mercado bursátil de vento em popa. Os pessimistas do passado mudaram rapidamente suas projeções, abrindo oportunidade para que as carteiras de renda variáveis que ainda amargam grandes perdas decorrentes da crise recuperem boa parte das perdas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Semana passado notícias desencontradas a respeito da viabilidade do pré-sal, seguram a valorização da Petrobrás. Como Petro é como aquela música, “você não vale nada, mas eu gosto de você”, pois todos criticam e não deixam de ter o papel na carteira, uma boa subida essa semana pode tranquilamente acontecer.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e para quem gosta de papel de 3ª linha e com um risco maior, olho em Kepler Weber = KEPL3</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>&#8220;O verdadeiro segredo da felicidade está em exigirmos muito de nós e pouco dos outros.&#8221;</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>A. Guiron</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="overflow-y: hidden; left: -10000px; overflow-x: hidden; width: 1px; position: absolute; top: 0px; height: 1px;"><strong>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</strong></div>
<p><strong>A semana</strong>: O otimismo voltou aos mercados com toda força e sugerindo sua continuidade nesta semana.</p>
<p>Acomodação e redução da retração econômica em vários países impulsionaram o preço das commodities e deram maior fôlego ao setor financeiro.</p>
<p>As enxurradas de recursos realizadas pelos principais bancos centrais no mundo tiveram um efeito positivo nos mercados financeiros.</p>
<p>Mercado voltou com tudo. Resta saber se mesmo com nada resolvido e com os ativos tóxicos esquecidos, até quando o setor financeiro será capaz de impulsionar a economia real?</p>
<p><strong>Juros</strong>: Como era de se esperar a ata conservadora do Copom acabou sinalizando que a taxa básica de juros, selic, pode parar de cair.</p>
<p>A expectativa de que a recuperação econômica brasileira já está em andamento traz de volta aquela corrente de pensamento que projeta novos aumentos na taxa básica já em 2010, isso mesmo com os índices projetados da inflação ainda acomodados.</p>
<p>Em resumo: A alta nos juros de longo prazo deve continuar.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Os recursos estrangeiros continuam entrando e com o a visão de que a economia brasileira irá se recuperar mais rápido que a maioria das demais no mundo, apressa o ingresso da moeda norte americana.</p>
<p>A combinação de perspectivas positivas com a taxa de juros altas é tudo que o mercado precisa para dar continuidade na queda do dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Mercado bursátil de vento em popa. Os pessimistas do passado mudaram rapidamente suas projeções, abrindo oportunidade para que as carteiras de renda variáveis que ainda amargam grandes perdas decorrentes da crise recuperem boa parte das perdas.</p>
<p>Semana passado notícias desencontradas a respeito da viabilidade do pré-sal, seguram a valorização da Petrobrás. Como Petro é como aquela música, “você não vale nada, mas eu gosto de você”, pois todos criticam e não deixam de ter o papel na carteira, uma boa subida essa semana pode tranquilamente acontecer.</p>
<p>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e para quem gosta de papel de 3ª linha e com um risco maior, olho em Kepler Weber = KEPL3</p>
<p>&#8220;O verdadeiro segredo da felicidade está em exigirmos muito de nós e pouco dos outros.&#8221;</p>
<p>A. Guiron</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</p>
<p>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 14:16:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[banco central]]></category>
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		<description><![CDATA[Balanços corporativos com resultados acima do esperado, principalmente do setor financeiro, e expectativas de uma recuperação mais rápida do que era esperada, da economia americana, trouxeram otimismo ao mercado na semana anterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A semana: Balanços corporativos com resultados acima do esperado, principalmente do setor financeiro, e expectativas de uma recuperação mais rápida do que era esperada, da economia americana, trouxeram otimismo ao mercado na semana anterior.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Esta semana os números do PIB americano devem dar uma melhor visibilidade do comportamento da economia real, próxima passada, podendo ser o motivo que o mercado precisa para a esperada realização.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A economia brasileira tem mostrado muito mais resistência aos efeitos provocados pela crise financeira global, que a previsão feita pela grande maioria dos analistas.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Cautela continua sendo o mote do momento.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Juros: A decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira dos 9,25% ao ano para 8,75% veio acompanhada por uma sinalização do Comitê de Política Monetária do Banco Central de que o período de afrouxamento monetário, provavelmente tenha chegado ao fim no curto prazo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Mercado já vinha com algumas projeções de aumento de taxa de juros em 2010, como a sinalização do BC as taxas de prazo mais longo acabaram subindo.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>A divulgação do IPC-A 15 na sexta feira trouxe um pouco de alívio, a despeito da contínua pressão do mercado e da divulgação da ata da última reunião na quinta feira vir confirmar o conservadorismo, o momento ainda não permite vislumbrar a continuidade de alta na taxa básica para o ano que vem.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Câmbio: A entrada de recursos estrangeiros continua forte, derrubando a cotação da moeda norte americana abaixo de R$1,90.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Como o dólar é quase uma commoditie, quem dita a cotação da moeda é a oferta e procura, no curto prazo a oferta vai continuar alta e nem mesmo a compra da moeda por parte do Banco Central consegue segurar a queda.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Bolsa de Valores: O momento para investimentos em renda variável continua de cautela no curto prazo. Realizações mais agressivas podem acontecer a qualquer momento.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>No médio/longo prazos aplicações em ações continuam atrativas em função do desempenho projetado para a economia brasileira no futuro.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>O aumento da participação de recursos estrangeiros na Bovespa na última semana traz otimismo, mas também aumenta a probabilidade de realização no curto prazo já que a valorização da Bovespa em dólar no ano de 2009 está próxima de 80%.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Para quem deseja comprar ações para médio/longo prazos existem opções melhores.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e Porto Seguro = PSSA3</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.”</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>São Francisco de Assis</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</strong></div>
<div id="_mcePaste" style="position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px; overflow-x: hidden; overflow-y: hidden;"><strong>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</strong></div>
<p><strong>A semana</strong>: Balanços corporativos com resultados acima do esperado, principalmente do setor financeiro, e expectativas de uma recuperação mais rápida do que era esperada, da economia americana, trouxeram otimismo ao mercado na semana anterior.</p>
<p>Esta semana os números do PIB americano devem dar uma melhor visibilidade do comportamento da economia real, próxima passada, podendo ser o motivo que o mercado precisa para a esperada realização.</p>
<p>A economia brasileira tem mostrado muito mais resistência aos efeitos provocados pela crise financeira global, que a previsão feita pela grande maioria dos analistas.</p>
<p>Cautela continua sendo o mote do momento.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira dos 9,25% ao ano para 8,75% veio acompanhada por uma sinalização do Comitê de Política Monetária do Banco Central de que o período de afrouxamento monetário, provavelmente tenha chegado ao fim no curto prazo.</p>
<p>Mercado já vinha com algumas projeções de aumento de taxa de juros em 2010, como a sinalização do BC as taxas de prazo mais longo acabaram subindo.</p>
<p>A divulgação do IPC-A 15 na sexta feira trouxe um pouco de alívio, a despeito da contínua pressão do mercado e da divulgação da ata da última reunião na quinta feira vir confirmar o conservadorismo, o momento ainda não permite vislumbrar a continuidade de alta na taxa básica para o ano que vem.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A entrada de recursos estrangeiros continua forte, derrubando a cotação da moeda norte americana abaixo de R$1,90.</p>
<p>Como o dólar é quase uma commoditie, quem dita a cotação da moeda é a oferta e procura, no curto prazo a oferta vai continuar alta e nem mesmo a compra da moeda por parte do Banco Central consegue segurar a queda.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O momento para investimentos em renda variável continua de cautela no curto prazo. Realizações mais agressivas podem acontecer a qualquer momento.</p>
<p>No médio/longo prazos aplicações em ações continuam atrativas em função do desempenho projetado para a economia brasileira no futuro.</p>
<p>O aumento da participação de recursos estrangeiros na Bovespa na última semana traz otimismo, mas também aumenta a probabilidade de realização no curto prazo já que a valorização da Bovespa em dólar no ano de 2009 está próxima de 80%.</p>
<p>Para quem deseja comprar ações para médio/longo prazos existem opções melhores.</p>
<p>Continuamos com João Fortes = JFEN3 e Porto Seguro = PSSA3</p>
<p>“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível.”</p>
<p>São Francisco de Assis</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.</p>
<p>O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 11:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A semana deve começar impulsionada pelo otimismo do setor bancário, o mesmo que a bem pouco tempo atrás foi o causador da crise. Não será surpresa, se em breve os tais balanços com altos lucros comecem a ser questionados. Afinal onde foram parar os tais ativos tóxicos?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Semana que passou foi movimentada pelo otimismo gerado com a divulgação de alguns balanços, com destaque para o setor bancário, nos EUA e Europa.<br />
Se alguns bancos voltaram a apresentar lucros surpreendentes, outros como o Cit continuam a apresentar problemas de solvência.<br />
A economia real nos países industrializados continua combalida, é preciso ter muita cautela neste momento.<br />
A semana deve começar impulsionada pelo otimismo do setor bancário, o mesmo que a bem pouco tempo atrás foi o causador da crise. Não será surpresa, se em breve os tais balanços com altos lucros comecem a ser questionados. Afinal onde foram parar os tais ativos tóxicos?</p>
<p><strong>Juros</strong>: Semana de reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) com divulgação da taxa básica de juros na próxima quarta feira à noite.<br />
Consenso de mercado é para uma redução de 0,50%, levando a taxa selic dos atuais 9,25% ao ano pra 8,75%.<br />
Fundamentos existem para uma queda maior, 0,75%. Resta saber se o comitê irá para o consenso de mercado ou para o recente alerta do presidente do Banco Central do Brasil?</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A cotação da moeda americana chegou a subir novamente próximo aos R$ 2 , na semana que passou, recuando para um preço um pouco abaixo do fechamento da semana próxima passada.<br />
É provável que ao longo da semana ela volte ao patamar próximo aos R$2.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O momento para investimentos em renda variável continua de cautela no curto prazo. Realizações mais agressivas podem acontecer a qualquer momento.<br />
No médio/longo prazos aplicações em ações continuam atrativas em função do desempenho projetado para a economia brasileira.<br />
Nesta segunda feira termina o período de reserva de ações da BRF Foods, para o investidor de varejo. Por mais que se argumente que os controladores da empresa queiram demonstrar confiança no futuro, tecnicamente não se compra papel de emissão para cobrir dívidas no curto prazo.<br />
Para quem deseja compra ações para médio/longo prazos existem opções melhores.<br />
João Fortes = JFEN3</p>
<p>&#8220;Nosso caráter é resultado de nossa conduta&#8221;.<br />
Aristóteles</p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 02:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ajuste]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[liquidez]]></category>
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		<description><![CDATA[Mesmo com uma enorme liquidez de recursos, mercados continuam dando sinais de exaustão e prenunciando um ajuste para breve.
O momento é de cautela. O ajuste pode ser um pouco mais forte, mas deve ser visto como um movimento natural de mercado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Mesmo com uma enorme liquidez de recursos, mercados continuam dando sinais de exaustão e prenunciando um ajuste para breve.<br />
Como de praxe, mercados financeiros antecipam os movimentos da economia real, antecipou a recuperação e irá antecipar os limites de crescimento provocados pela crise.<br />
O momento é de cautela. O ajuste pode ser um pouco mais forte, mas deve ser visto como um movimento natural de mercado.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: Virada do semestre é época de reajustes de preços administrados, só a energia elétrica subirá 13%, na média, no estado de São Paulo. A inflação provocada por estes ajustes não justificaria interrupção no movimento de queda da taxa básica de juros, já que a inflação em preços competitivos continua acomodada em índices próximos de zero. No entanto irão reacender os ânimos daqueles que acham que a queda das taxas chegou ao seu limite.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Diante de um cenário de incertezas de curto prazo, o movimento de entradas de recursos estrangeiros no Brasil deve dar uma breve refreada. Não sendo prudente assumir posições vendidas na moeda norte americana.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O movimento de acumulação das últimas semanas tem demonstrado que uma queda reajustando o cenário de otimismo recente não será surpresa para os investidores.<br />
É hora de concentrar posições em papéis de primeira linha, com maior liquidez.<br />
Setor elétrico e de alimentos devem sofrer ajustes menores, enquanto que aqueles que impulsionaram a alta recente da bolsa, como o de commodities irão sofrer maiores ajustes.</p>
<p> </p>
<p>“O dinheiro não traz felicidade &#8211; para quem não sabe o que fazer com ele”.<br />
Machado de Assis</p>
<p> </p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p>ps. Os Avisos, semanal e gráfico deixaram de ser numerados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As Primeiras Derivadas</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 08:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton P. S. Gonalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[atividade global]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[commodities]]></category>
		<category><![CDATA[derivada da função de atividade]]></category>
		<category><![CDATA[derivadas]]></category>
		<category><![CDATA[dólar]]></category>
		<category><![CDATA[evidenciação]]></category>
		<category><![CDATA[insolvência]]></category>
		<category><![CDATA[Jean Claude Trichet]]></category>
		<category><![CDATA[pior da crise]]></category>
		<category><![CDATA[ponto de inflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim, parece precipitada a conclusão de que a crise já seja uma página virada. Quando comparada com outras experiências históricas, vê-se que há um considerável caminho a percorrer. O processo de desalavancagem e o ajuste do nível de poupança nos países avançados estão apenas começando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses estabeleceu-se uma grande euforia nos mercados financeiros refletida na súbita valorização dos índices das bolsas de valores, dos preços das commodities e das moedas frente ao dólar. Mais recentemente, esse movimento foi acentuado com a divulgação dos resultados dos testes de estresse aplicados em diversos bancos americanos. Ainda que haja a necessidade de alguma injeção de capital, a evidenciação pela autoridade monetária de um baixo de risco de insolvência, fortaleceu a sensação de que o pior da crise já tenha passado. Contudo, é importante ter em mente a possibilidade de que esse movimento seja insustentável, de modo que mais à frente esse otimismo venha a se mostrar exagerado. </p>
<p>Contendo um tom menos otimista, as declarações do presidente do Banco Central Europeu, em meados do mês de maio, foram precisas ao avaliar o comportamento a ser trilhado pelas principais economias no futuro próximo. Todavia, tudo indica que foram mal interpretadas pelos agentes econômicos e o cenário favorável passou a ser superestimado. De fato, o depoimento de Jean Claude Trichet, apenas sinalizou o final da fase de pânico e que, talvez, o ritmo da queda da demanda esteja se desacelerando. Recorrendo-se à matemática, o depoimento deve ser interpretado apenas como a possibilidade de que ritmo da atividade global esteja se aproximando do seu ponto inflexão.  Mas, o que significaria isso?</p>
<p>Se as palavras serviram como estímulo adicional para a apreciação dos ativos, definitivamente, não asseguram que as economias já estejam por exibir crescimento. Na realidade &#8211; como destacou Willem Buiter da London School – o depoimento incorpora alguns conceitos do cálculo diferencial que passaram quase despercebidos.<br />
Assim, a referência ao ponto de inflexão indicaria, exclusivamente que o presidente do Banco Central Europeu  acredita que a atividade esteja se reduzindo em um ritmo decrescente. Ou melhor, que a segunda derivada da função de atividade estaria passando de negativa para positiva, enquanto que a primeira ainda manter-se-ia negativa.<br />
Resumindo, o ciclo econômico estaria vivenciando apenas um ponto de inflexão. A retomada do crescimento da atividade só efetivamente ocorrerá quando a primeira derivada mudar do sinal negativo para positivo, o que hoje é, ainda, prematuro afirmar.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades surgidas com a crise, é inquestionável que a atuação menos ortodoxa dos governos tenha conseguido reverter o processo de deterioração das expectativas dos agentes econômicos. Aliás, os impactos seriam ainda mais devastadores se os estímulos fiscais e monetários não tivessem surtido efeito. As ações impactaram positivamente, de modo que há uma relativa normalização dos mercados financeiros, com uma considerável redução nos “spreads” no mercado interbancário e nas concessões de crédito para as grandes empresas. A grande injeção de liquidez produziu um revigoramento no fluxo de capitais especulativos com um novo balanceamento da riqueza que, nesse momento tende a favor de ativos negociados em bolsas, “commodities” e moedas emergentes em detrimento da cotação do dólar.</p>
<p>Com base na relativa melhora de alguns indicadores, como na venda de casas, da construção civil, confiança e gastos dos consumidores, Ben Bernanke &#8211; Presidente do “Federal Reserve”- já visualiza o surgimento de alguns “brotos verdes” para o aquecimento da atividade econômica. Os indicadores antecedentes produzidos pela OCDE endossam esse relativo otimismo ao identificar sinais de pausa na desaceleração nas economias da China e Europa.</p>
<p>Se na China, a recuperação da produção industrial está em um horizonte mais próximo, na Europa a incerteza quantos aos desdobramentos futuros é maior. Já nos EUA, embora os mercados de ativos mostrem-se mais estáveis e haja uma melhoria no humor, há ainda fatores de preocupação, tais como, a manutenção da tendência cadente nos preços no setor imobiliário, os problemas no crédito e os temores reminiscentes com a saúde financeira dos bancos.</p>
<p>Assim, parece precipitada a conclusão de que a crise já seja uma página virada. Quando comparada com outras experiências históricas, vê-se que há um considerável caminho a percorrer. O processo de desalavancagem e o ajuste do nível de poupança nos países avançados estão apenas começando. Sem contar que a manutenção do elevado grau de capacidade ociosa implica em um risco de que haja uma depressão. Na concretização desse cenário, a perda de valor dos ativos reduziria ainda mais a riqueza dos agentes econômicos, exigindo um rebalanceamento dos gastos das famílias e empresas, ainda altamente endividadas. Neste caso, a elevação da poupança seria maléfica e poderia levar a formação de um ciclo vicioso de contração da atividade.</p>
<p>E no Brasil qual seria o sinal da primeira derivada? Com esse horizonte complicado da economia internacional, o ambiente interno também está cercado de incertezas. Contudo, as medidas de estímulo ao consumo &#8211; como a isenção de impostos sobre bens-duráveis e de aumentos nos gastos com funcionalismo &#8211; têm favorecido a expansão do consumo, de modo que na margem, a atividade econômica apresenta indícios relevantes de uma retomada, ainda que lenta. Apesar de ostentarem um ritmo decepcionante para muitos analistas, tanto a produção industrial, como as vendas de varejo e criação de empregos mostram uma ligeira recuperação.</p>
<p>Como atenuantes a esse otimismo tem-se associação entre a baixa velocidade na retomada da produção industrial com a forte retração no comércio internacional e, como conseqüência, a queda na demanda das exportações desse segmento. Seguindo essa linha, o processo lento de ajustamento de estoques, a redução nos investimentos e as travas do crédito geram inquietação. Ao contrário do setor automobilístico, muitos outros setores da economia ainda não realizaram a queima total de estoques indesejados. Finalmente, só agora com os efeitos das ações do governo e da maior calmaria nos mercado, que a retração dos bancos privados nas concessões de crédito começa a se reverter.</p>
<p>Na última carta de conjuntura, o Ibre da FGV relativiza as ressalvas na balança comercial. Segundo o instituto, enquanto as vendas dos itens manufaturados e semimanufaturados apresentam quedas expressivas, o desempenho dos produtos básicos tem sido alentador, tanto no que tange aos preços como ao volume. Esse movimento teria como raiz o aumento da demanda chinesa e asiática, que passada a maior turbulência, seria o sinal de que o estímulo fiscal e creditício da China começa a funcionar. Dada a diversidade da pauta comercial brasileira, a volta da demanda por commodities poderia, mais adiante, significar o aumento de exportações de bens industrializados para parceiros de economias emergentes exportadores de bens básicos.</p>
<p>Concluindo: porque o produto interno é mais dependente da demanda interna, são grandes as chances de que para o Brasil a primeira derivada seja positiva. Contudo, o grau de inclinação da segunda não deverá indicar uma retomada mais acelerada da atividade. Isto dependeria do comportamento das economias desenvolvidas. No que tange às mesmas, as dúvidas e incertezas são mais profundas. Com certeza, tão cedo, a economia global não voltará a apresentar o ritmo exibido anteriormente. O processo de reestruturação está apenas iniciando e será longo e custoso o que não afiança a crença em um ritmo mais pujante para a economia brasileira. #Maio/2009</p>
<p>Everton P.S. Gonçalves<br />
Assessor Econômico da ABBC e Dr em Economia pela FGV/SP &#8211; <a href="mailto:egoncalves@abbc.org.br">egoncalves@abbc.org.br</a></p>
<p>Este documento foi preparado pela Assessoria Econômica da ABBC, com finalidade única de prestar informações ao mercado. Esse trabalho reflete a opinião pessoal, não devendo ser interpretado como oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou produtos e instrumentos financeiros.</p>
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		<title>Aviso Semanal #14</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 07:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Na semana que passou mercados deram sinais claros de exaustão. Para aqueles que aguardavam há semanas a chamada realização desta vez ela, de fato, irá ocorrer. A recuperação dos mercados foi intensa e de grande magnitude, dando a impressão que os problemas gerados pela crise ficaram no passado.<br />
Nem ao céu, nem ao inferno. A derrocada não atingiu o pessimismo propagado como a retomada também ainda não é definitiva.<br />
A queda da taxa de juros nas economias desenvolvidas, aliada a uma injeção de dinheiro sem precedentes inflou o preço dos ativos, no entanto, a lembrança dos prejuízos recentes uma hora irá se avivar.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Juros</strong>: Na quarta feira, após o fechamento dos mercados, será divulgado o resultado da taxa básica de juros, selic, decidida na reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Copom. A redução é líquida e certa, faltando definir o tamanho. Condições para uma redução de 1% no atual patamar de 10,25% existem de sobra.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Mesmo com os mercados realizando a entrada de recursos no Brasil vai continuar acontecendo. O patamar da cotação da moeda americana deve se elevar por conta da aderência a NY que ainda persiste e pelo fato dos maiores players da moeda ser estrangeiros.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Depois de a Bovespa subir mais de 80% do patamar mínimo atingido no pior momento da crise, fica difícil recomendar que se faça carteira a partir de agora. O mundo não acabou e também não está vivendo num mar de rosas.<br />
Para quem acreditou na recuperação o momento é de embolsar os lucros e se ancorar em aplicações mais seguras que a renda variável.</p>
<p> </p>
<p>&#8220;Somos bons para prever a chuva, mas não o furacão. É aterrorizante a idéia de que não compreendemos o mundo em que vivemos. E não compreendemos bem o que aconteceu em 2008&#8243;<br />
*DANIEL KAHNEMAN<br />
Prêmio Nobel de Economia de 2002.</p>
<p> </p>
<p>As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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