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	<title>Aviso em Dois &#187; bolsa de valores</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>As Primeiras Derivadas</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 05:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Everton P. S. Gonalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[atividade global]]></category>
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		<category><![CDATA[Jean Claude Trichet]]></category>
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		<category><![CDATA[ponto de inflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Assim, parece precipitada a conclusão de que a crise já seja uma página virada. Quando comparada com outras experiências históricas, vê-se que há um considerável caminho a percorrer. O processo de desalavancagem e o ajuste do nível de poupança nos países avançados estão apenas começando. Texto publicado em 08/06/2009]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos meses estabeleceu-se uma grande euforia nos mercados financeiros refletida na súbita valorização dos índices das bolsas de valores, dos preços das commodities e das moedas frente ao dólar. Mais recentemente, esse movimento foi acentuado com a divulgação dos resultados dos testes de estresse aplicados em diversos bancos americanos. Ainda que haja a necessidade de alguma injeção de capital, a evidenciação pela autoridade monetária de um baixo de risco de insolvência, fortaleceu a sensação de que o pior da crise já tenha passado. Contudo, é importante ter em mente a possibilidade de que esse movimento seja insustentável, de modo que mais à frente esse otimismo venha a se mostrar exagerado. </p>
<p>Contendo um tom menos otimista, as declarações do presidente do Banco Central Europeu, em meados do mês de maio, foram precisas ao avaliar o comportamento a ser trilhado pelas principais economias no futuro próximo. Todavia, tudo indica que foram mal interpretadas pelos agentes econômicos e o cenário favorável passou a ser superestimado. De fato, o depoimento de Jean Claude Trichet, apenas sinalizou o final da fase de pânico e que, talvez, o ritmo da queda da demanda esteja se desacelerando. Recorrendo-se à matemática, o depoimento deve ser interpretado apenas como a possibilidade de que ritmo da atividade global esteja se aproximando do seu ponto inflexão.  Mas, o que significaria isso?</p>
<p>Se as palavras serviram como estímulo adicional para a apreciação dos ativos, definitivamente, não asseguram que as economias já estejam por exibir crescimento. Na realidade &#8211; como destacou Willem Buiter da London School – o depoimento incorpora alguns conceitos do cálculo diferencial que passaram quase despercebidos.<br />
Assim, a referência ao ponto de inflexão indicaria, exclusivamente que o presidente do Banco Central Europeu  acredita que a atividade esteja se reduzindo em um ritmo decrescente. Ou melhor, que a segunda derivada da função de atividade estaria passando de negativa para positiva, enquanto que a primeira ainda manter-se-ia negativa.<br />
Resumindo, o ciclo econômico estaria vivenciando apenas um ponto de inflexão. A retomada do crescimento da atividade só efetivamente ocorrerá quando a primeira derivada mudar do sinal negativo para positivo, o que hoje é, ainda, prematuro afirmar.</p>
<p>Apesar de todas as dificuldades surgidas com a crise, é inquestionável que a atuação menos ortodoxa dos governos tenha conseguido reverter o processo de deterioração das expectativas dos agentes econômicos. Aliás, os impactos seriam ainda mais devastadores se os estímulos fiscais e monetários não tivessem surtido efeito. As ações impactaram positivamente, de modo que há uma relativa normalização dos mercados financeiros, com uma considerável redução nos “spreads” no mercado interbancário e nas concessões de crédito para as grandes empresas. A grande injeção de liquidez produziu um revigoramento no fluxo de capitais especulativos com um novo balanceamento da riqueza que, nesse momento tende a favor de ativos negociados em bolsas, “commodities” e moedas emergentes em detrimento da cotação do dólar.</p>
<p>Com base na relativa melhora de alguns indicadores, como na venda de casas, da construção civil, confiança e gastos dos consumidores, Ben Bernanke &#8211; Presidente do “Federal Reserve”- já visualiza o surgimento de alguns “brotos verdes” para o aquecimento da atividade econômica. Os indicadores antecedentes produzidos pela OCDE endossam esse relativo otimismo ao identificar sinais de pausa na desaceleração nas economias da China e Europa.</p>
<p>Se na China, a recuperação da produção industrial está em um horizonte mais próximo, na Europa a incerteza quantos aos desdobramentos futuros é maior. Já nos EUA, embora os mercados de ativos mostrem-se mais estáveis e haja uma melhoria no humor, há ainda fatores de preocupação, tais como, a manutenção da tendência cadente nos preços no setor imobiliário, os problemas no crédito e os temores reminiscentes com a saúde financeira dos bancos.</p>
<p>Assim, parece precipitada a conclusão de que a crise já seja uma página virada. Quando comparada com outras experiências históricas, vê-se que há um considerável caminho a percorrer. O processo de desalavancagem e o ajuste do nível de poupança nos países avançados estão apenas começando. Sem contar que a manutenção do elevado grau de capacidade ociosa implica em um risco de que haja uma depressão. Na concretização desse cenário, a perda de valor dos ativos reduziria ainda mais a riqueza dos agentes econômicos, exigindo um rebalanceamento dos gastos das famílias e empresas, ainda altamente endividadas. Neste caso, a elevação da poupança seria maléfica e poderia levar a formação de um ciclo vicioso de contração da atividade.</p>
<p>E no Brasil qual seria o sinal da primeira derivada? Com esse horizonte complicado da economia internacional, o ambiente interno também está cercado de incertezas. Contudo, as medidas de estímulo ao consumo &#8211; como a isenção de impostos sobre bens-duráveis e de aumentos nos gastos com funcionalismo &#8211; têm favorecido a expansão do consumo, de modo que na margem, a atividade econômica apresenta indícios relevantes de uma retomada, ainda que lenta. Apesar de ostentarem um ritmo decepcionante para muitos analistas, tanto a produção industrial, como as vendas de varejo e criação de empregos mostram uma ligeira recuperação.</p>
<p>Como atenuantes a esse otimismo tem-se associação entre a baixa velocidade na retomada da produção industrial com a forte retração no comércio internacional e, como conseqüência, a queda na demanda das exportações desse segmento. Seguindo essa linha, o processo lento de ajustamento de estoques, a redução nos investimentos e as travas do crédito geram inquietação. Ao contrário do setor automobilístico, muitos outros setores da economia ainda não realizaram a queima total de estoques indesejados. Finalmente, só agora com os efeitos das ações do governo e da maior calmaria nos mercado, que a retração dos bancos privados nas concessões de crédito começa a se reverter.</p>
<p>Na última carta de conjuntura, o Ibre da FGV relativiza as ressalvas na balança comercial. Segundo o instituto, enquanto as vendas dos itens manufaturados e semimanufaturados apresentam quedas expressivas, o desempenho dos produtos básicos tem sido alentador, tanto no que tange aos preços como ao volume. Esse movimento teria como raiz o aumento da demanda chinesa e asiática, que passada a maior turbulência, seria o sinal de que o estímulo fiscal e creditício da China começa a funcionar. Dada a diversidade da pauta comercial brasileira, a volta da demanda por commodities poderia, mais adiante, significar o aumento de exportações de bens industrializados para parceiros de economias emergentes exportadores de bens básicos.</p>
<p>Concluindo: porque o produto interno é mais dependente da demanda interna, são grandes as chances de que para o Brasil a primeira derivada seja positiva. Contudo, o grau de inclinação da segunda não deverá indicar uma retomada mais acelerada da atividade. Isto dependeria do comportamento das economias desenvolvidas. No que tange às mesmas, as dúvidas e incertezas são mais profundas. Com certeza, tão cedo, a economia global não voltará a apresentar o ritmo exibido anteriormente. O processo de reestruturação está apenas iniciando e será longo e custoso o que não afiança a crença em um ritmo mais pujante para a economia brasileira. #Maio/2009</p>
<p>Everton P.S. Gonçalves<br />
Assessor Econômico da ABBC e Dr em Economia pela FGV/SP &#8211; <a href="mailto:egoncalves@abbc.org.br">egoncalves@abbc.org.br</a></p>
<p>Este documento foi preparado pela Assessoria Econômica da ABBC, com finalidade única de prestar informações ao mercado. Esse trabalho reflete a opinião pessoal, não devendo ser interpretado como oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou produtos e instrumentos financeiros.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 15:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mercados devem viver mais uma semana de sentimento bipolar, oscilando entre a depressão de constatar a debilidade nas principais economias com períodos breves de euforia marcados por atuações de autoridades monetárias em socorro ao sistema bancário de alguns países da Zona do Euro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Mercados devem viver mais uma semana de sentimento bipolar, oscilando entre a depressão de constatar a debilidade nas principais economias com períodos breves de euforia marcados por atuações de autoridades monetárias em socorro ao sistema bancário de alguns países da Zona do Euro.<br />
No Brasil o Banco Central pressionado para justificar ainda a redução da taxa básica de juros na última reunião do Copom, se mostra inseguro sempre que aparece para dar entrevistas, isto por que, não levar em conta aquela velha máxima que deve caracterizar as atuações de uma autoridade monetária – “O Banco Central fala pela suas mesas”<br />
Como vem ora justificando a taxa de juros/inflação e cenário global e outras vezes mostrando preocupações com o aumento da taxa de câmbio/inflação acaba passando a sensação de insegurança. O que é péssimo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Mesmo com todo esse tiroteio contra o BC nos juros a realidade tem mostrado que além dos juros cobrados do consumidor não terem acompanhado a redução da taxa básica, a atividade econômica brasileira continua enfraquecendo e o cenário externo cada dia mais incerto.<br />
Expectativas para a semana: Redução em toda a curva.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Com medo do contagio da alta do dólar para os preços e possível aumento da inflação o Banco Central acabou atuando no mercado de câmbio além do necessário para reduzir a volatilidade, impulsionando a cotação da moeda de forma brusca para baixo.<br />
Para quem passou 3 anos tentando segurar uma queda maior o tamanho das operações de swap foi muito exagerado.<br />
Com o agravamento da crise, em especial no setor bancário europeu, é pouco provável que o fluxo financeiro volte a ficar positivo no médio prazo, assim, aos poucos a cotação voltará a subir até testar novamente o nível de atuação do BC.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,78/1,79</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: É no mercado de renda variável que mais fica evidente o sentimento bipolar dos agentes financeiros. O tamanho das ultimas variações no Ibovespa e em outras bolsas mostram o tamanho da insegurança nos mercados.<br />
O socorro ao sistema bancário europeu continua sendo mais prioritário, neste momento, que as políticas de crescimento econômico e empregos.<br />
Expectativa para a semana: 52.500/53.500</p>
<p>“Os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza, que os incomoda.” &#8211; Marquês de Maricá</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 15:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Mercados devem viver mais uma semana de sentimento bipolar, oscilando entre a depressão de constatar a debilidade nas principais economias com períodos breves de euforia marcados por atuações de autoridades monetárias em socorro ao sistema bancário de alguns países da Zona do Euro.<br />
No Brasil o Banco Central pressionado para justificar ainda a redução da taxa básica de juros na última reunião do Copom, se mostra inseguro sempre que aparece para dar entrevistas, isto por que, não levar em conta aquela velha máxima que deve caracterizar as atuações de uma autoridade monetária – “O Banco Central fala pela suas mesas”<br />
Como vem ora justificando a taxa de juros/inflação e cenário global e outras vezes mostrando preocupações com o aumento da taxa de câmbio/inflação acaba passando a sensação de insegurança. O que é péssimo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Mesmo com todo esse tiroteio contra o BC nos juros a realidade tem mostrado que além dos juros cobrados do consumidor não terem acompanhado a redução da taxa básica, a atividade econômica brasileira continua enfraquecendo e o cenário externo cada dia mais incerto.<br />
Expectativas para a semana: Redução em toda a curva.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Com medo do contagio da alta do dólar para os preços e possível aumento da inflação o Banco Central acabou atuando no mercado de câmbio além do necessário para reduzir a volatilidade, impulsionando a cotação da moeda de forma brusca para baixo.<br />
Para quem passou 3 anos tentando segurar uma queda maior o tamanho das operações de swap foi muito exagerado.<br />
Com o agravamento da crise, em especial no setor bancário europeu, é pouco provável que o fluxo financeiro volte a ficar positivo no médio prazo, assim, aos poucos a cotação voltará a subir até testar novamente o nível de atuação do BC.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,78/1,79</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: É no mercado de renda variável que mais fica evidente o sentimento bipolar dos agentes financeiros. O tamanho das ultimas variações no Ibovespa e em outras bolsas mostram o tamanho da insegurança nos mercados.<br />
O socorro ao sistema bancário europeu continua sendo mais prioritário, neste momento, que as políticas de crescimento econômico e empregos.<br />
Expectativa para a semana: 52.500/53.500</p>
<p>“Os homens preferem geralmente o engano, que os tranquiliza, à incerteza, que os incomoda.” &#8211; Marquês de Maricá</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 14:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana que se inicia promete não ser diferente das anteriores onde foram predominantes as demonstrações de fundamentos econômicos ruins na Zona do Euro e EUA em oposição a discursos e promessas governamentais de soluções para esta nova crise.<br />
No Brasil o Banco central ao baixar a taxa básica de juros em 0,50% provocou um intenso debate em torno de sua autonomia, já que para alguns analistas de mercado a redução da taxa foi uma atitude política decidida pelo Palácio do Planalto.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Depois de muito tempo o Banco Central do Brasil, enfim, decidiu baseado em expectativas econômicas externas e internas realistas, tomar uma atitude totalmente independente dos anseios dos agentes do mercado financeiro. Esta atitude acabou provocando uma gritaria geral totalmente injustificada tecnicamente.<br />
Expectativas para a semana: Continuidade da queda em toda a curva futura.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O agravamento do cenário externo e as projeções de menor crescimento do PIB acabam naturalmente arrefecendo o fluxo positivo de dólares para o país. As medidas restritivas, como o IOF e limitações de posições vendidas contribuem para uma alta maior nas cotações quando o movimento de reverte para saída, assim todo cuidado na venda é necessário.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: 1,68/1,69</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Mesmo o Brasil estando em uma posição muito mais confortável que na crise de 2.008 acabará sendo afetado pela movimentação de vendas em ativos de risco no mercado global.<br />
As projeções de um crescimento econômico menor também contribuem para um cenário de incertezas na Bovespa.<br />
A volatilidade dos últimos dias é prova cabal que o momento não é favorável a aplicações em renda variável.<br />
Expectativa para a semana: 55.000/56.000</p>
<p><strong>Mercado de grãos</strong>: Fundamentos permanecem altistas. Agências privadas continuam estimando rendimentos de soja e milho abaixo dos níveis do relatório de agosto do USDA de 41,40 e 153,00 bushels por acre. Relação estoque-uso está para ambos está levemente acima de 7,0%, mas as perspectivas para os estoques finais apontam para níveis de racionamento nos EUA.</p>
<p>Países que não costumam importar do Brasil começaram a fazer pedidos. Isto causa estranhamento, pois o Brasil está na época de entressafra e os EUA no início da safra, apontando para a falta de produto nos EUA. Esta semana que passou houve cancelamentos de embarques dos EUA, o que indica o quão apertado está a oferta em relação à demanda.</p>
<p>Chineses devem importar significativamente em setembro e outubro, mas cabe avaliar se os níveis de preços atuais são sustentáveis. Pode-se dizer que sim, pois a margem de esmagamento da China pela primeira no ano vez ficou positiva para a soja norte-americana.</p>
<p>Soja no Brasil está mais de 80% comercializada, sendo percentual maior para os Estados centro-oeste, e menor, para o sul do país. A falta do grão aponta para o início do fortalecimento dos prêmios – o movimento sazonal foi tardio neste ano por conta da abrupta subida dos preços em Chicago.</p>
<p>A volatilidade para ambas as commodities nos EUA deve se arrefecer, uma vez que o milho já está pronto para ser colhido e já estamos em meados de setembro, isto é, o mercado climático para soja está terminando.</p>
<p>&#8220;Sua viagem para a realização é impulsionada pelos objetivos que você determina ao longo do caminho.&#8221; Chérie Carter-Scott</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
<p><strong>Waldir Kiel e Colaborador</strong></p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 17:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>
		<category><![CDATA[semana no mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[A esperada trégua dos mercados na semana passada de fato ocorreu, porém foi muito breve, demonstrando que os riscos em posições compradas em ativos continua se acentuando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A esperada trégua dos mercados na semana passada de fato ocorreu, porém foi muito breve, demonstrando que os riscos em posições compradas em ativos continua se acentuando.<br />
No cenário externo a junção dos problemas econômicos enfrentados pela debilidade da economia americana e européia com as manifestações de protesto por democracia, leia-se melhores condições sociais e não aos arrochos fiscais em países com dificuldades financeiras do oriente, norte da África e Europa, só tendem a agravar o quadro nebuloso que se instalou no mundo após a crise financeira de 2.008. Enquanto o setor financeiro se beneficia da forte expansão monetária provocada para solucionar a crise o desemprego e os cortes nos direitos sociais dos cidadãos vão se aprofundando.<br />
As manifestações populares iniciadas nos últimos dias na Espanha e chamadas de “primavera Espanhola” ganharam o apoio de mais de 200 cidades no país e de várias outras capitais européias rapidamente, dando proporções a um movimento que luta pela manutenção dos direitos sociais, com conseqüências imprevisíveis para os mercados no curto prazo.<br />
No front interno a economia brasileira continua dando sinais de fadiga no crescimento econômico e por conseqüência na valoração de ativos.</p>
<p><strong>Juros</strong>: As previsões de crescimento econômico mais modesto, leve aumento na taxa de desemprego, maior nível de inadimplência, redução nos preços dos combustíveis, queda nas vendas de imóveis e veículos estão jogando água na fervura dos mercados quanto a futuros aumentos na taxa básica de juros.<br />
Cenário externo cada dia mais incerto, atividade econômica brasileira em redução e inflação em queda vão levar a continuidade na redução das taxas de juros futuros.<br />
Expectativa para a semana: Continuidade das quedas, ainda com destaque para os prazos mais longos da curva.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Dados do Banco Central no último dia 13/05 mostram que depois de breve recuo o fluxo cambial em maio estava em US$ 8, 909 bilhões e que na semana anterior a 13/05 o ingresso líquido foi de US$ 5, 214 bilhões.<br />
Mesmo com todo este ingresso, que na verdade, representam dados passados, o nível de incerteza global irá elevar gradualmente a cotação da moeda norte americana frente ao real.<br />
As compras mais moderadas do BC nos últimos dias é um sinal de que a autoridade monetária já trabalha com projeções de saídas maiores.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: R$ 1,63/1,64</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O fato marcante dos últimos dias na renda variável é a dificuldade que os chamados “especialistas” estão encontrando para justificar a queda no Ibovespa, principalmente na relação com as bolsas americanas.<br />
Parece que quando se derem conta que o mercado está corrigindo os exageros nas valorizações de ativos e nas expectativas de crescimento econômico brasileiro a queda irá se aprofundar. Talvez esteja ai o momento de iniciar um processo gradual de compras.<br />
Até lá a bolsa não tem atrativos de compras.<br />
Expectativa para a semana: 61.500/62.500</p>
<p>&#8220;Aqueles que se sentem satisfeitos sentam-se e nada fazem. Os insatisfeitos são os únicos benfeitores do mundo.&#8221; Walter S. Landor</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-04/</link>
		<comments>http://avisoemdois.com.br/colunas/expectativas-para-a-semana-2011-04/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 May 2011 03:32:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
		<category><![CDATA[câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[expectativas para a semna]]></category>
		<category><![CDATA[juros]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana que passou os mercados foram demasiadamente voláteis, refletindo claramente o aumento das incertezas quanto à recuperação econômica nos EUA e Europa.
Em momentos como esse, mais que nunca, os investidores devem estar atentos as avaliações de risco/retorno e das probabilidades para o cenário futuro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: Na semana que passou os mercados foram demasiadamente voláteis, refletindo claramente o aumento das incertezas quanto à recuperação econômica nos EUA e Europa.<br />
Em momentos como esse, mais que nunca, os investidores devem estar atentos as avaliações de risco/retorno e das probabilidades para o cenário futuro.<br />
Depois das demonstrações dadas nos últimos dias vale à pena correr o risco de estar posicionado em ativos que tiveram preços aumentados de forma exagerada, como as commodities e ações?<br />
E as vendas da moeda norte americana frente ao real, mesmo com a taxa de juros nas alturas ainda, ainda são relativamente seguras?<br />
Qual a probabilidade, e aí devemos descartar um pouco os cálculos matemáticos, de uma nova reversão de cenário no curto prazo?<br />
De certo, o otimismo mostrado nos últimos meses com as políticas de expansão monetária por parte dos bancos centrais não está se mostrando suficiente para gerar empregos e sustentar uma retomada constante nas principais economias capitalistas.<br />
É hora de o investidor colocar as barbas de molho.</p>
<p><strong>Juros</strong>: As quedas nos preços das principais commodities no mercado internacional, principalmente do petróleo, vieram acompanhadas de uma já esperada calmaria nos índices de inflação no Brasil.<br />
Essas notícias irão dar maior credibilidade à cautela do Banco Central no aumento da taxa básica de juros aquém das projeções do mercado financeiro.<br />
Como as taxas ainda embutem expectativas muito pessimistas é natural que elas de adéqüem a nova realidade.<br />
Expectativa para a semana: Continuidade na queda na curva de juros e em especial nos prazos mais longos</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Conforme foi comentado anteriormente nesta coluna, o acumulo das diversas pequenas medidas tomadas pelo governo para conter a queda da cotação do dólar frente ao real, em um primeiro momento serviu de amortecedor a uma redução maior no preço da moeda, no entanto, em uma mudança de expectativas elas iriam funcionar como um torniquete e potenciariam a alta.<br />
Um exemplo é o IOF alto que acaba impedido o ingresso do antigo capital de curto prazo que aliviava o fluxo de saídas.<br />
A expectativa de fechamento para a semana: R$ 1,62/1,63 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O Ibovespa ao se descolar das altas nas bolsas norte americanas foi o primeiro mercado a antecipar a redução no desempenho da economia brasileira.<br />
As medidas macro prudências e os aumentos nas taxas de juros podem ter provocado um desaquecimento econômico além do esperado pelos agentes econômicos.<br />
O aumento recente da taxa de desemprego mostrado pelo Dieese e a diminuição do otimismo empresarial e do consumidor estão dando a pauta de um crescimento econômico projetado, cada dia menor, fazendo assim da renda fixa o melhor porto seguro para as aplicações financeiras no momento.<br />
Expectativa para a semana: 62.000/63.000</p>
<p>&#8220;Voltar atrás é melhor que perder-se no caminho.&#8221; Sentença russa</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Expectativas para a semana</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 08:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[Copom]]></category>
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		<category><![CDATA[juros]]></category>

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		<description><![CDATA[A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.<br />
No cenário interno a alta dos juros aliada ao conjunto de medidas – chamadas de “macro prudenciais” – está dando claros sinais de provarem um movimento de desaceleração econômica muito além da esperada.<br />
Diante de tal deterioração dos cenários interno e externo os riscos de se manter posições compradas em ativos tendem a se elevar.<br />
Afinal, mais dia menos dia alguém terá que pagar essa conta, a desestabilização política em alguns países é uma mostra que o cidadão comum, desta vez, não irá aceitar de maneira passiva o onus deste processo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Em mais uma semana de reunião do Copom mercado continua projetando aumentos maiores na taxa básica de juros. A inflação brasileira não está fugindo do controle conforme pregam a maioria dos economistas de mercado, além do fato importante das políticas expansionistas dos BCs estarem em um momento de grande questionamento.<br />
Projeções mais pessimistas já estão dando conta de um PIB menor que 3,50% para o ano de 2011, o aumento do desemprego, a queda na venda de imóveis e nas vendas do comércio parecem ser suficientes para uma acomodação nos aumentos da taxa básica de juros.<br />
E como já foi dito aqui as previsões Focus são um misto de expectativas de traders de curto prazo em busca de rendimentos com um medo de nunca estar fora de um consenso que no médio/longo prazos invariavelmente incorre no erro.<br />
Riscos maiores levam naturalmente investimentos para a renda fixa e assim queda nas projeções futuras de juros.<br />
Expectativa para o Copom: 12,00%</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Ao romper a barreira dos R$ 1,60, a moeda norte americana deve dar sinais de esgotamento da queda. Por mais que se critique o conjunto de medidas a conta gotas estabelecido pelo governo acabará em breve cumprindo seus objetivos, que a meu ver, são para contrabalancear o aumento internacional nos preços das commodities e paulatinamente ir apertando o torniquete nas posições vendidas.<br />
Se o humor externo piorar muito a retomada nas cotações, por conta de tantas medidas, será muito mais veloz que antes.<br />
A expectativa de fechamento para esta curta semana: R$ 1,59/1,60 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Costuma-se dizer que taxa alta de juros significa fuga de investimentos em ações para o mercado de renda fixa. No Brasil isso é quase verdade, pois se tivéssemos essa lógica, com as taxas de juros estratosféricas praticadas nos últimos anos o Ibovespa estaria beirando os 10.000 pontos.<br />
No momento atual os juros altos só estão potencializando a expectativa de um crescimento mais baixo do PIB brasileiro. PIB menor significa menores vendas e menores retornos para as empresas.<br />
Mercado já vem se dando conta disso. Caso o cenário externo se deteriore as quedas por aqui serão ainda maiores das que já vem ocorrendo.<br />
Expectativa para a semana: 63.500/64500</p>
<p>“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” Thomas Campbell</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/avisos/aviso-semanal-2011-02/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 18:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A demora na retirada dos subsídios na Europa, EUA e Japão aliada a disparada no preço das commodities já estão causando mais desconforto nos fundamentos que beneficiando a retomada econômica global. Inflações altas e endividamentos crescentes dos Estados Nações criam um dilema crucial para a manutenção da política monetária expansionista.<br />
No cenário interno a alta dos juros aliada ao conjunto de medidas – chamadas de “macro prudenciais” – está dando claros sinais de provarem um movimento de desaceleração econômica muito além da esperada.<br />
Diante de tal deterioração dos cenários interno e externo os riscos de se manter posições compradas em ativos tendem a se elevar.<br />
Afinal, mais dia menos dia alguém terá que pagar essa conta, a desestabilização política em alguns países é uma mostra que o cidadão comum, desta vez, não irá aceitar de maneira passiva o onus deste processo.</p>
<p><strong>Juros</strong>: Em mais uma semana de reunião do Copom mercado continua projetando aumentos maiores na taxa básica de juros. A inflação brasileira não está fugindo do controle conforme pregam a maioria dos economistas de mercado, além do fato importante das políticas expansionistas dos BCs estarem em um momento de grande questionamento.<br />
Projeções mais pessimistas já estão dando conta de um PIB menor que 3,50% para o ano de 2011, o aumento do desemprego, a queda na venda de imóveis e nas vendas do comércio parecem ser suficientes para uma acomodação nos aumentos da taxa básica de juros.<br />
E como já foi dito aqui as previsões Focus são um misto de expectativas de traders de curto prazo em busca de rendimentos com um medo de nunca estar fora de um consenso que no médio/longo prazos invariavelmente incorre no erro.<br />
Riscos maiores levam naturalmente investimentos para a renda fixa e assim queda nas projeções futuras de juros.<br />
Expectativa para o Copom: 12,00%</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: Ao romper a barreira dos R$ 1,60, a moeda norte americana deve dar sinais de esgotamento da queda. Por mais que se critique o conjunto de medidas a conta gotas estabelecido pelo governo acabará em breve cumprindo seus objetivos, que a meu ver, são para contrabalancear o aumento internacional nos preços das commodities e paulatinamente ir apertando o torniquete nas posições vendidas.<br />
Se o humor externo piorar muito a retomada nas cotações, por conta de tantas medidas, será muito mais veloz que antes.<br />
A expectativa de fechamento para esta curta semana: R$ 1,59/1,60 por dólar.</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Costuma-se dizer que taxa alta de juros significa fuga de investimentos em ações para o mercado de renda fixa. No Brasil isso é quase verdade, pois se tivéssemos essa lógica, com as taxas de juros estratosféricas praticadas nos últimos anos o Ibovespa estaria beirando os 10.000 pontos.<br />
No momento atual os juros altos só estão potencializando a expectativa de um crescimento mais baixo do PIB brasileiro. PIB menor significa menores vendas e menores retornos para as empresas.<br />
Mercado já vem se dando conta disso. Caso o cenário externo se deteriore as quedas por aqui serão ainda maiores das que já vem ocorrendo.<br />
Expectativa para a semana: 63.500/64500</p>
<p>“Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.” Thomas Campbell</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 16:11:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano de 2011, como era de se esperar, trouxe boas notícias em relação à recuperação da economia americana. Os mercados reagiram bem, no entanto, a sensação de que a alta taxa de desemprego irá permanecer alta por longo período pode vir a azedar o bom humor a qualquer momento, permanece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: O ano de 2011, como era de se esperar, trouxe boas notícias em relação à recuperação da economia americana. Os mercados reagiram bem, no entanto, a sensação de que a alta taxa de desemprego irá permanecer alta por longo período pode vir a azedar o bom humor a qualquer momento, permanece.<br />
No quadro nacional o momento é de aguardar as novidades que com certeza a nova equipe econômica ira apresentar.<br />
Mudanças na condução do Banco Central virão se fosse para deixar a política monetária e cambial conduzidas da mesma forma que no governo Lula, não precisava ter trocado a diretoria da instituição.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A questão na nova condução da política de juros no Brasil neste início de ano irá passar por um grande teste: como reduzir a taxa básica e elevar a cotação do dólar ao mesmo tempo?<br />
Sendo assim, por memória de curto prazo o mercado irá puxar as expectativas na curva de juros para cima.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: A colocação de funcionários de carreira e não advindos do mercado financeiro cria espaço para mais medidas restritivas a venda e para atuações mais agressivas na compra da moeda norte americana.<br />
Vender dólar jamais.<br />
Expectativa para a semana: Alta – 1,69/1,70</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: Mesmo com todo otimismo externo e a baixa liquidez, natural de inicio de ano, o otimismo na Bovespa seja moderado esta semana.<br />
O crescimento econômico vem dando sinais claros de acomodação, o que é um fator muito negativo para as expectativas de lucros futuros das empresas.<br />
2011 será um ano de muitas mudanças na área economia, em termos de condução de todas as políticas de cortes e investimentos governamentais.<br />
Posições mais liquidas geram menos desconfortos.</p>
<p>Expectativa para o Ibovespa na semana: 70.000/71.000</p>
<p>&#8220;Muitos de nossos sonhos parecem impossíveis, depois improváveis, depois inevitáveis.&#8221; Christopher Reeve</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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		<title>Aviso Semanal</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 01:38:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
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		<category><![CDATA[juros]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana começou marcada pelo pacote de socorro dado a economia Irlandesa, pacote esse que além de provocar uma crise política no governo com antecipação de eleições trouxe de volta o medo do contagio aos demais países do PIGE (Portugal, Espanha e Grécia).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A semana</strong>: A semana começou marcada pelo pacote de socorro dado a economia Irlandesa, pacote esse que além de provocar uma crise política no governo com antecipação de eleições trouxe de volta o medo do contagio aos demais países do PIGS (Portugal, Espanha e Grécia).<br />
À medida que os problemas financeiros retomam a cena na zona do euro, os mercados vão se dando conta que os ajustes fiscais promovidos por estes países para receberem os recursos dos organismos financeiros podem provocar uma estagnação no crescimento econômico destes e apenas adiar um problema que tende a se agravar no futuro.<br />
Assim a semana será marcada mais uma vez por movimentos de venda de ativos em todos os mercados.</p>
<p><strong>Juros</strong>: A mudança de humor externo aliado a divulgação de índices de preços mais altos ajudarão a impulsionar o movimento de alta nas taxas futuras de juros que já tinha se iniciado há pouco tempo atrás.<br />
O aguardado anúncio da equipe econômica do governo Dilma, em especial do presidente do Banco Central do Brasil que deverá, com certeza, ser uma pessoa com idéias menos ortodoxas que Meirelles, podem gerar especulações de curto prazo e acelerar momentaneamente o movimento de alta nas taxas futuras de juros.<br />
Expectativa para a semana: Alta na curva principalmente em todos os vencimentos.</p>
<p><strong>Câmbio</strong>: O retorno do nervosismo externo provocado pelo medo de insolvência nos países chamados de PIGE cria mais um incremento de ajuda a autoridade monetária brasileira em sua luta para elevar a cotação da moeda norte americana frente ao real.<br />
Este movimento só não basta, é necessário que o Banco Central não se acomode e continue comprando o dólar com vigor.<br />
Expectativa para o fechamento da semana: Alta &#8211; R$ 1,73/1,74</p>
<p><strong>Bolsa de Valores</strong>: O movimento de vendas de ativos, em especial das commodities no mercado internacional, e o medo que o sistema bancário europeu seja novamente afetado pelas dívidas dos países em dificuldades financeiras tendem a agravar o movimento de vendas iniciado na semana passado na Bovespa.</p>
<p>Expectativa para fechamento da semana: 66.500/67.500 pontos.</p>
<p>&#8220;Estude como se você fosse viver para sempre. Viva como se você fosse morrer amanhã&#8221;</p>
<p>*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.<br />
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.</p>
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