Depois de entrevistarmos um Operador Especial (Scalper) e um market maker, hoje estaremos entrevistando um cliente usuário dos serviços BM&F, através de corretoras.
José Antonio é trader e responsável pela gestão de um fundo de investimentos.
O pregão viva-voz caminha para o encerramento total, cada dia que passa as operações no viva-voz diminuem mais, estando próximas do encerramento definitivo.
Perguntas: A2 (Aviso em Dois)
Respostas: JA (José Antonio)
A2 – José Antonio comente um pouco sobre sua carreira no mercado. Sua formação, quando começou, o que fazia e o que faz hoje?
JA – Sou graduado em Engenharia Mecânica e fiz uma pós-graduação, lato sensu, em finanças. Comecei no mercado na área de open market no Rio de Janeiro como operador de recursos do over night e de LTN. Hoje eu e mais duas pessoas administramos a carteira de um fundo de investimentos. Eu estou focado nas operações Day trade em derivativos.
A2 – Os leitores têm pedido para o entrevistado falar um pouco mais sobre metodologias operacionais. Como são feitas essas operações, você tem alguma técnica em especial?
JA – Vejo como melhor forma de operar no Day trade a de utilizar uma boa técnica metodológica. A minha é operar uma única vez na primeira hora, tento conseguir acompanhar a volatilidade ocorrida até as duas primeiras horas de pregão. Aplico essa volatilidade em meus modelos e giro o restante do dia com base nisto.
A2 – É estressante operar no Day trade (operações que se encerram no mesmo dia)?
JA – Sim é muito estressante, pois requer uma concentração constante ao longo do dia, raras vezes eu saio para o almoço, faço um lanche no escritório.
A2 – Quais as vantagens de se operar Day trade?
JA – Basicamente existem três vantagens. Aproveitar-se da volatilidade dos mercados, risco menor já que não se dorme com posições e stops curtos.
A2 – É difícil pedir para um trader contar em detalhes sua metodologia operacional, já que essa é a chave do sucesso. Então, você poderia em linhas gerais nos dizer que como e que ferramentas utiliza?
JA – Não costumo me basear em livro de ofertas, jornais, dicas, relatórios, caiu muito é para comprar e vice-versa, sites, fóruns, não opero por achômetros. Minha técnica tem um pouco de tudo. Periodicidade de 1 minuto, Gap gerado nos preços de abertura, mudanças na tendência, Candles de 1 minuto, suportes e resistências, números do Ponto Pivot, figuras do intraday, médias móveis, fugas das Bandas de Bollinger; Zonas de reversões nas bandas superior e inferior de Keltner, divergência no IFR, Fibonacci e Ondas de Elliot. O segredo é um modelinho que montei para avaliar essas técnicas e dar um peso para cada uma delas.
A2 – Costumam dizer que o operador que gira muito tem resultados pequenos e que acaba sendo mais vantajoso para as corretoras que acabam corretando mais. O que pensa disso?
JA – Acho uma grande bobagem. Quando o cara é bom, ganha dinheiro no trader ou em posição.
A2 – O que acha do termino das operações viva-voz?
JA – Acho ótimo, não vejo à hora de encerrar definitivamente.
A2 – Tem alguma razão especial para preferir os pregões eletrônicos?
JA – Tenho sim. Cansei de não ser atendido na execução e no tempo nas minhas ordens dadas na mesa de corretoras ou direto no pregão. No eletrônico tenho um trabalho adicional e o risco só meu, falo do sistema onde opero direto sem mandar ordens para a corretora, mas prefiro assim.
A2 – Algo mais que queira colocar?
JA – Acho que já disse tudo sobre o assunto.
A2 – Tem acompanhado nosso trabalho no Aviso em Dois?
JA – Fazia um tempão que não tinha contato com você, falávamos muito quando estávamos no Rio de Janeiro. Foi através de um amigo em comum que peguei o e-mail e o endereço do site, e acabei tendo o prazer de conceder esta entrevista.
Achei muito boa essa idéia do site e do nome. Li a história do nome Aviso em Dois e tive lembranças boas do passado.
Espero ter colaborado.
Parabéns pelo trabalho.
O A2 é quem agradece a sua colaboração e cortesia.
Saudações




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