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De olho no spread

De olho no spread
O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.
Se o chamado spread bancário já não vinha sendo reduzido, essa nova expectativa fará com que ele, não só pare de cair, como volte a aumentar.
O movimento na taxa de empréstimos é definido à medida que a taxa básica de juros se altera. Esta alteração é evidentemente em outra magnitude, quando a taxa básica recua os agentes costumam ser mais conservadores na diminuição das taxas de empréstimos, no movimento de subida da taxa básica a tendência é que o incremento nas taxas de empréstimos seja muito maior proporcionalmente.
Essa nova expectativa jogará por terra os esforços para uma redução nos spreads e provocará maior inadimplência, pois com cenário propício ao aumento da demanda por crédito combinado com um aumento nas taxas de empréstimos em prazos mais longos só criará maior dificuldades de pagamento das dívidas no futuro.
As expectativas de aumentos futuros na taxa básica sepulta não só os esforços do governo para redução do spread, como também tendem a jogar para o esquecimento, mais uma vez, o cadastro positivo e outros argumentos para redução.
Basta observamos abaixo a Estrutura a Termo das Taxas de juros Prefixadas divulgadas ontem pela Andima, para projetarmos o que vem por aí.
O assunto spread bancário tende a sair da mídia logo após a divulgação da taxa pelo Copom, seguida das taxas de empréstimos do setor bancário. Voltando a baila somente nas próximas decisões do Copom.
Mas nós continuamos atentos e DE OLHO NO SPREAD.
Saudações
A2

O otimismo em relação à rápida recuperação das principais economias de alguns países e em especial a economia brasileira, somado ao alerta na Ata do Copom de 30/07/2009, fez com que o mercado financeiro retomasse as projeções anteriores de aumentos na taxa básica de juros já no ano de 2010.

Se o chamado spread bancário já não vinha sendo reduzido, essa nova expectativa fará com que ele, não só pare de cair, como volte a aumentar.

O movimento na taxa de empréstimos é definido à medida que a taxa básica de juros se altera. Esta alteração é evidentemente em outra magnitude, quando a taxa básica recua os agentes costumam ser mais conservadores na diminuição das taxas de empréstimos, no movimento de subida da taxa básica a tendência é que o incremento nas taxas de empréstimos seja muito maior proporcionalmente.

Essa nova expectativa jogará por terra os esforços para uma redução nos spreads e provocará maior inadimplência, pois com cenário propício ao aumento da demanda por crédito combinado com um aumento nas taxas de empréstimos em prazos mais longos só criará maior dificuldades de pagamento das dívidas no futuro.

As expectativas de aumentos futuros na taxa básica sepulta não só os esforços do governo para redução do spread, como também tendem a jogar para o esquecimento, mais uma vez, o cadastro positivo e outros argumentos para redução.

Basta observamos abaixo a Estrutura a Termo das Taxas de juros Prefixadas divulgadas ontem pela Andima, para projetarmos o que vem por aí.

Estrutura a Termo das Taxas de Juros Prefixadas – Prazos em dias úteis

03/Ago/2009

1

21

42

63

126

252

504

756

8,6600

8,6841

8,7016

8,7063

8,7639

9,2826

10,8050

11,5076

OBS: Calculada tendo por base a curva de LTN.

O assunto spread bancário tende a sair da mídia logo após a divulgação da taxa pelo Copom, seguida das taxas de empréstimos do setor bancário. Voltando a baila somente nas próximas decisões do Copom.

Mas nós continuamos atentos e DE OLHO NO SPREAD.

Saudações

A2

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