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De olho no spread #3

Como o chamado spread bancário envolve a comparação da taxa que pagamos ao tomarmos empréstimos com a taxa que recebemos ao aplicarmos nosso dinheiro, vamos falar um pouco da parte da aplicação.

O mês e o semestre se enceram hoje dia 30/06, amanhã e depois serão divulgadas as taxas de rendimentos dos fundos de investimentos, modalidade que concentra a grande maioria das aplicações financeiras realizadas por pessoas físicas, oportunidade para compararmos e avaliarmos melhor os retornos financeiros.

Bolsa de Valores tem rendimento variável, por isso não cabe comparação com outras modalidades de investimentos de rendimentos mais estáveis.
Algumas comparações que o investidor deverá fazer:

1 – Qual o rendimento bruto?

2 – Qual o imposto de renda que vou pagar para o prazo que pretendo investir?

3 – Existe cobrança de taxa de custódia e ou administração?

4 – Segurança. A taxa que vou receber é compatível com o risco da aplicação?

5 – Quanto rende a aplicação em título do TD(tesouro direto), para o prazo que pretendo investir?
Feitas essas avaliações, poderemos chegar a parte mais importante que é a rentabilidade líquida de cada aplicação financeira e a partir daí decidirmos onde é melhor investir.

Em uma observação rápida, poupança e Tesouro Direto devem ser as melhores aplicações para o pequeno investidor. Poupança pela isenção de impostos e taxa de administração, TD por ter taxas compatíveis com as de grandes aplicações de mercado.

Em breve, com números divulgados, colocaremos exemplos concretos de comparações.

Saudações A2

Até lá fiquem com um debate realizado pelo site ABJ notícias, da Universidade Adventista de São Paulo, sobre a economia brasileira:

A economia brasileira passa bem, obrigado

Às vésperas das eleições presidenciais, direita e esquerda disputam uma vaga no Palácio do Planalto, mas de acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a saúde econômica do Brasil dificilmente será alterada pela nova gestão.
O ministro afirmou, em entrevista publicada na revista Veja do dia 24 de junho, que já é consenso entre os governos de outros países que o momento mais crítico da crise financeira já passou, mas que a recessão ainda será sentida em quase todos eles. Porém, existem algumas economias que estão isentas desse tremor, dentre elas a brasileira. Na avaliação do ministro, a economia do País se consolidou e está em constante crescimento.
O economista Waldir Kiel, colunista dos portais Infomoney e Aviso em Dois, aponta que o Brasil sobreviveu à crise financeira mundial por ter acumulado reservas cambiais [dólar] superiores àquilo que era necessário para enfrentar a maior restrição ao crédito que era oferecido pelos bancos do exterior. O acúmulo dessas riquezas ajudou o País a não sentir seus efeitos colaterais.
Alívio
Na avaliação do economista André Perfeito, da Gradual Corretora, esse mérito não deve ser atribuído apenas ao governo Lula. Os índices de crescimento são resultados de ações iniciadas ainda na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).
“Foi uma decisão consciente do governo Lula em dar continuidade ao que o FHC começou. O Lula imprimiu algumas medidas com mais ênfase. Os programas de distribuição de renda (como o Bolsa Família) tem alavancado esse crescimento”, aponta o economista. “Estamos em um amadurecimento econômico da sociedade. Os dois [governantes] participaram desse crescimento.”
Valeriano Costa, cientista político da Unicamp, harmoniza seus argumentos com os de Perfeito. De acordo com ele, não é preciso retroceder na história do Brasil para entender que o sucesso da gestão Lula é uma estabilização da transição econômica do governo FHC.
Kiel discorda destas visões. “Dizer que o governo FHC iniciou este ciclo é mais propaganda para as próximas eleições. Ao seguir apenas o modelo neoliberal aplicado em outras partes do mundo, o governo FHC deixou de ter um planejamento próprio para o Brasil. Por isso deu no que deu. Quebramos”, avalia.
Ele acredita que o governo Lula conseguiu, sim, elevar a economia brasileira à medida que passou a incentivar muito o consumo interno através de políticas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família, e de uma busca de novos mercados para os produtos nacionais. “Isso fez com que um número maior de brasileiros tivesse acesso ao mercado de consumo, ampliando assim a indústria e o emprego. Ao ampliar o mercado externo, os saldos comerciais aumentaram substancialmente”, lembra.
No entanto, Costa também argumenta que programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, tiveram início no governo FHC. “O Fernando Henrique conseguiu criar as condições mínimas de estabilidade e o Lula, se apoiando nisso, as ampliou. Essa dupla de quatro mandatos [duas de FHC e duas de Lula] foi fundamental para essa alavancagem econômica, mas não sabemos até onde isso é permanente”, explica. O cientista político alega que o Brasil não teve ainda um crescimento de longo prazo, mas que está no caminho.
Futuro econômico
Perfeito acentua que essa conquista não deve ser atribuída apenas às gestões presidenciais. “Nosso crescimento econômico é resultado de conquistas da sociedade brasileira que independem do governo. O próximo presidente não tem como alterar essas conquista e o ministro [Guido Mantega] está correto em sua afirmação”, sustenta.
“Quando o ministro Mantega se mostra otimista dizendo que o pior já passou, ele está apenas cumprindo o papel de um ministro de estado. Se mostrar otimista é sempre bom nessas situações, além do fato de o pior para o Brasil já ter realmente passado”, classifica Kiel. Entretanto, o economista concorda com a visão de Mantega e acredita que o crescimento econômico do País vai continuar independente de quem for eleito.
Ele ainda calcula que dificilmente o candidato indicado por Lula perderá a próxima disputa eleitoral. “A popularidade do presidente vem do fato de ter feito políticas sociais que atenderam a grande maioria da população nunca antes assistida”, avalia.
Para Perfeito, o ministro quis apontar que em grande medida a economia brasileira adquiriu um status que não dependerá da administração eleita após 2010 para ser continuada. “O Brasil tem uma tradição democrática estável. Temos abundância de fatores que nos ajudam a manter essa economia. Temos uma frota de recursos naturais, como por exemplo, um diferencial que é o bicombustível”, destaca.
Costa alega que o Brasil não corre ameaças quanto ao crescimento da economia, mesmo com os “corriqueiros” escândalos que estouram no governo, como a atual crise no congresso. “Existem muitos assuntos pontuais, mas isso não altera a decisão do eleitorado. Dificilmente a esquerda ou direta mudariam a trajetória da política econômica e social”, conclui.

Jefferson Paradello
http://abjnoticias.com/

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