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De olho no spread #2

Quase uma semana após o anuncio feito pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil da redução de 1% na taxa básica de juros, já podemos ter uma noção mais concreta de como ficou o chamado spread.

Segundo dados levantados pela Anefac ( Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade):
Pessoa Física
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 0,05 ponto percentual no mês (1,31 ponto percentual no ano) correspondente a uma redução de 0,68% no mês (0,98% em doze meses) passando a mesma de 7,33% ao mês (133,70% ao ano) em abril/2009 para 7,28% ao mês (132,39% ao ano) em maio/2009.
Pessoa Jurídica
A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma redução de 0,06 ponto percentual no mês (1,13 ponto percentual em doze meses) correspondente a uma redução de 1,43% no mês (1,76% em doze meses) passando a mesma de 4,21% ao mês (64,03% ao ano) em abril/2009 para 4,15% ao mês (62,90% ao ano) em maio/2009

Como podemos observar, enquanto a redução na taxa básica, selic, foi na grandeza de 9,32% (9,25/10,25 – 1) a redução na taxa de empréstimos para pessoa física caiu apenas 0,05 ponto, de 7,33% para 7,28% ao mês ou 0,0069% e para pessoa jurídica (empresas)  de 4,21% para 4,15% ou 0,0143%.

Resumindo essa salada de números: Como a taxa básica selic é parâmetro para rendimento das aplicações financeiras e caiu muito mais que a taxa de empréstimos, o spread bancário voltou a subir.

Caso essa tendência de queda na taxa selic permaneça, apesar de o Banco Central não mostrar, incrivelmente, essa disposição no relato da ata do Copom, o spread irá aumentar ainda mais, pois quando a taxa de juros é elevada os bancos sobem suas taxas de empréstimos em uma velocidade maior, quando a selic vai sendo reduzida eles colocam o pé no freio na queda destas taxas.

Repararam que os empréstimos bancário são feitos sempre a taxa pré-fixada, enquanto a maioria das captações (aplicações do investidor) é feita a taxa pós-fixada (percentual do CDI)?
Quando os bancos emprestam a taxa pré, sabem exatamente o quanto irão receber por cada empréstimo realizado.
Porque o investidor não passa a fazer mais aplicações pré-fixadas?
Pensem a respeito.

Semana que vem, vamos falar dos cuidados que o investidor deve ter ao realizar aplicações financeiras com este novo patamar de taxas reduzidas.
A competição com a poupança e títulos do governo acaba fazendo com que alguns produtos financeiros tenham maior risco/retorno (maiores riscos em busca de melhores taxas)

Estamos de Olho no Spread

 

Saudações
A2

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário em “De olho no spread #2”

  1. Waldir,

    Como você vê a postura do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal neste quesito?
    Poderia haver maior empenho destas instituições, pressionando a redução das taxas? Porque isso não ocorre?

    Abs

    Por Rafael Valim Pereira | junho 23, 2009, 21:24

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