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Aviso Semanal #16

A semana: Mercados continuam dando sinais claros de esgotamento do efeito recuperação. A tendência natural é que os indicadores que mostravam recuperação rápida da crise venham a se arrefecer, e com isso, um reajuste para baixo nos preços dos ativos que dispararam nos meses mais recentes.
As boas notícias e os bons indicadores tendem a se tornarem mais escassos.

Juros: A ata do Copom mostrou que o Banco Central do Brasil, continua dissociado da realidade econômica brasileira, não bastasse o fato dos juros na ponta dos empréstimos terem caído muito menos que a queda da taxa básica, os alertas de preocupação com a inflação em um momento de queda do crescimento econômico é despropositada.
No curto prazo os juros mais longos devem ter uma maior resistência a quedas.

Câmbio: A despeito da entrada de recursos externos continuarem, mau humor do mercado vai levar a cotação da moeda norte americana para o patamar acima dos R$ 2 novamente.

Bolsa de Valores: Dentro do contexto apresentado acima, o mercado bursátil (bolsa de valores) vai continuar, com mais uma semana com realizações.
Está difícil assumir novas posições compradas neste momento. Não sendo descartada uma queda um pouco mais aguda.
Com isso tudo, não existe indicação de compras no curto prazo.
“A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse à primeira vez”.
Friedrich Nietzsche

 

As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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  1. Os incrementos massivos de liquidez propiciados pelos bancos centrais do mundo tiveram seus efeitos imediatos: fuga para a certeza chamada de bens finitos. Então a boa e velha economia financeira depositou-nos tão recentemente criticados derivativos financeiros a sua desconfiança sobre a moeda norte-americana. Aconteceu o que muitos dos grandes analistas descartavam a pouquíssimo tempo atrás: o mercado novamente se alavancou e o preço das commodities com derivativos financeiros viram suas cotações aumentarem de valor significativamente. Países com grande exposição do seu produto ou bolsa de valores a commodities se viram beneficiados com uma enxurrada recorde de capitais. Enquanto a economia financeira voltava a mostrar volumes recordes, na agora distante economia real os indicadores de produção industrial, investimentos, emprego, exportações ainda mostravam o desanimo de tempos não tão distantes. Certamente a fuga do dólar encontrou na afirmação sabia dos países BRICs de que o sistema monetário internacional não deveria mudar no curto prazo um respiro que já dura duas semanas. Passado o risco de uma desvalorização massiva do dólar ou de um estagflação no curto prazo o risco do sistema agora é outro. A falta de confiança do mercado em geral sobre o tamanho da divida americana e o quanto esta devera avançar para solucionar ao menos provisoriamente a fraca economia real são as principais preocupações atuais. Esta desconfiança se reflete na impossibilidade de colocar dívida do tesouro daquele país sem gerar impacto significativo na taxa de juros de longo prazo. A mesma andou bem nas últimas quatro semanas motivada por um mercado que está farto de estas colocações a taxas de retorno não atrativas. Este risco ainda em nível elevado somente encontraria na redução do déficit em conta corrente dos Estados Unidos um aliado de peso. As altas recentes do preço do petróleo ajudaram a abrir ainda mais o déficit de capitais da primeira economia do planeta. Ainda nos Estados Unidos a economia continuará fraca com uma produção industrial ainda em declínio e aumento no nível de desemprego. No curto prazo a economia real fraca no globo encontra risco no encarecimento do custo do crédito. Uma saída saudável para a economia global seria um aumento do consumo das economias superavitárias, mas isto não é certo no curto e médio prazo. Mudanças culturais demoram algum tempo. Nos próximos dois meses atentos às taxas de longo prazo dos Treasuries. Uma melhoria na taxa significaria um retorno ao dólar barato e bolsas em alta, mas com discreção. Uma taxa em alta colocaria a fraca economia em convivência com níveis altos de retorno exigidos. Certamente não seria um bom cenário para uma economia internacional que ainda não ensaia uma recuperação…

    Por Sebastián | junho 23, 2009, 12:02

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