Mais uma vez o mercado mostrou força e atingiu, tanto aqui quanto lá fora, uma nova máxima no ano. Ainda assim a briga foi muito intensa, o que é característico de rupturas. Os vendedores estão duelando arduamente, mas até agora não mostraram força para derrubar os mercados.
No Ibovespa vejo na imagem diária que os indicadores estão mais próximos do topo, mas com uma folguinha para crescer um pouco mais.
A MM15 rompeu a MM500 e a MM25 está muito próximo de realizar o mesmo movimento. A MM25 rompeu a MM50 e isso tudo indica que o touro está no comando. O mercado está subindo em degraus o que sugere que sua força pode também estar se esgotando.
A imagem semanal não traz novidades, apenas confirma aquilo que conversamos semana passada. O mercado está em alta e os indicadores estão favoráveis, o cruzamento de CCI/MA indica que a posição comprada deve ser mantida. A MM10 está muito próxima de cruzar favoravelmente a MM100 pela primeira vez desde o início da crise. Cruzando algumas informações e estudos, cheguei a cinco possíveis resistências do índice, são elas: 56390, 56850, 58025, 59345, 60670. Destaco aqui a resistência dos 56850 – retração de 61,8% de Fibonacci referente ao movimento de queda; esta retração se respeitada pode ser mal indicador, ele pode acabar por mostrar que a trajetória de queda não chegou ao seu fim, segundo a teoria de Elliott e que o mercado tenderia a formar uma onda C de queda, particularmente não acredito que isto vá ocorrer pelo cenário econômico brasileiro, uma vez que esta onda poderia levar o mercado a testar a casa dos 23900 pontos.
O mercado está em alta e até o presente momento não houve força dos vendedores, que, aliás, estão longe do mercado há um bom tempo. Continuo, até que o mercado mostre o contrário, acreditando que vamos buscar a casa dos 60.000 pontos.
DJIA
A imagem diária do DJ mostra em especial que a terceira reta da pá-de-ventilador vem servindo de resistência para o índice, também é claro nesta imagem a enorme volatilidade mensurada no cruzamento de CCI/MA e esta agressividade indica o quão tensos estão os mais diferentes fatores norte-americanos, mostrando que por mais que o mercado esteja subindo por lá, não há confiança suficiente no comandante deste navio.
A forma com que o mercado rapidamente se expande e perde sua força mostra que o movimento atual não vai demorar muito, o mercado segue esta forte arrancada há um mês e ela pode chegar ao fim muito em breve, não me surpreenderia se esse recuo começasse ainda esta semana quiçá na seguinte.
Assim como o Ibov, o DJ está em trajetória de alta e de forte alta até que os ursos apareçam. Acredito que o mercado vai começar a perder força e uma inversão direta e brusca não está descartada. Mas volto a repetir a trajetória ainda é de alta.
O mercado rompeu os 9320, e a principal resistência são os 9450, 9520 e 9620. E os principais suportes são os 9130 e os 9050 pontos.
PETR4 & Petróleo
A Petrobrás começou logo a segunda-feira com uma boa arrancada, mas ficou o restante da semana se segurando, não foi nem pra cima e nem pra baixo. O papel continua com bons indicadores, talvez o que tenha segurado a PETR4 nesta semana foi o petróleo que chegou próximo das máximas do ano, mas depois recuou bastante.
O papel encontra-se neste momento espremido entre a linha superior do canal de alta e um importante suporte. Nestes casos o papel tende a romper uma das duas pontas, pelos indicadores vejo que é possível que o papel rompa para cima.
Mantenho em Petrobrás os mesmos pontos da semana passada, acrescentando apenas os R$ 32,50 e os R$ 33,70 como resistências. A formação de um possível OCO foi descartada.
No petróleo é muito claro que este se encontra em um forte arrocho, ele segue em alta mais sua volatilidade está elevada, alguns indicadores apresentam posição sobre comprada indicando que correções podem ocorrer. A casa dos US$ 71 é o patamar a ser rompido e os US$ 69,10 e os US$ 67,90 são as principais resistências.
VALE5
Este papel também ganhou força nesta semana abrindo com bom gap de alta e se manteve nos mesmos patamares de segunda-feira.
Assim como no caso de Petrobrás a Vale do Rio Doce tem espaço de sobra para continuar seu movimento de alta, particularmente acredito que o papel vai testar os R$ 34,70 (+4,93%) em breve e pode romper este nível.
É importante que a Vale não perca a casa dos R$ 32,68, pois, este patamar é um bom suporte de Fibonacci e se perdido pode iniciar um novo movimento de queda.
Rafael Valim Pereira é geógrafo e trader.
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