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Impasse. Tecnologia ou drama humano?

Com os prêmios dados neste final de semana pelo BAFTA – British Academy of Film and Television Arts aponta para desmontar a idéia de que as novas tecnologias será o futuro do cinema.  Ganhou como melhor filme “Guerra ao Terror”. Lembrando de que “Guerra ao Terror” narra à história de um grupo de soldados americano no Iraque que diariamente tem a missão de desmontar bombas.
O outro forte concorrente que disputava a categoria de melhor filme era “Avatar”, uma produção cheia de tecnologia e em 3D – três dimensões.

Um filme que conta a história de um planeta exuberante pela sua vegetação ocupada por um exercito particular de uma exploradora de minérios. Se “Guerra ao Terror” é um filme dramático onde seus personagens são inspirados em soldados reais os dramas e as perturbações de caráter estão mais próximos d o espectador. “Avatar” nesse sentido não é ruim. Tá posto pelo diretor a defesa da ecologia.

A pirotecnia acaba envolvendo o público que deixa de prestar atenção aos dramas.  A tecnologia tem de estar a serviço da história. Diante disso no próximo dia 7 de março se confrontam outra vez no Oscar. É um prêmio que estimula a presença do filme americano no mercado internacional sem dúvida.  Vamos inverter o raciocínio. Quem vota são artistas, técnicos, diretores que tem uma visão de realizadores, de envolvidos na feitura do cinema.

Portanto fica exposto o que acham do emprego dessa nova tecnologia. Para dar um ar inovador nesse mercado o ator Robert Redford criou o festival de Sundance para mostrar que há outras formas criativas de se fazer cinema. Com o objetivo de fazer cada filme um sucesso de bilheteria recorre-se a estereótipos que julgam que possam agradar ao público ou pelo menos atraí-lo para ver o filme. Já tivemos mulheres nuas, perseguição e batidas de carros, terror para adolescente e assim por diante, mas o filme que nos traga para perto dos nossos dramas e sonhos tem mais chance de agradar ao público.
Conheça os vencedores do BAFTA: 
 
 
Melhor Filme
The Hurt Locker

Melhor Realizador
Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”

Melhor Argumento Original
The Hurt Locker

Melhor Argumento Adaptado
Up In The Air

Melhor Actor Principal
Colin Firth por “A Single Man”

Melhor Actriz Principal
Carey Mulligan por “An Education”

Melhor Actor Secundário
Christophe Waltz por “Inglourious Basterds”

Melhor Actriz Secundária
Mo’nique por “Precious”

Melhor Filme Britânico
Fish Tank

Prêmio Carl Foreman (Melhor Estreante)
Duncan Jones por “Moon”

Melhor Filme Estrangeiro (Língua Não Inglesa) Un Prophète (França)

Melhor Filme de Animação
Up

Melhor Banda Sonora
Up

Melhor Fotografia
The Hurt Locker

Melhor Edição
The Hurt Locker

Melhor Direção Artística
Avatar

Melhor Figurino
The Young Victoria

Melhor Som
The Hurt Locker

Melhor Efeitos Visuais
Avatar

Melhor Caracterização
The Young Victoria

Melhor Curta-Metragem de Animação
Mother of Many

Melhor Curta-Metragem
I Do Air

Prémio Orange Rising Star (Público)
Kristen Stewart

Lazaro de Oliveira

Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.

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