Dalva e Herivelto, uma canção de amor
Daqui a uma semana a TV Globo estréia a mini série sobre a cantora Dalva de Oliveira. O texto é de Maria Adelaide Amaral que provou seu talento em outras mini séries. A cantora escolhida originalmente era Isaurinha Garcia e que em algum momento foi substituído por Dalva. Gosto dessa idéia abraçada pela Globo de fazer uma série falando de alguma cantora (o) como foi no ano passado cuja cantora escolhida foi Maysa. Essas mini séries apresentam ao público mais jovem e relembra para os mais velhos o quanto foram importantes para a história da música popular brasileira cantores, cantoras e compositores.
Dalva, cujo verdadeiro nome era Vicentina Paula de Oliveira nasce em 5 de maio na cidade de Rio Claro em São Paulo. Sua mãe portuguesa, Alice do Espírito Santo de Oliveira e o pai, o festeiro Mário de Oliveira, um mulato conhecido por Mário Carioca, marceneiro da Cia Paulista de Trens e saxofonista foram importantes na sua formação musical.
Sua infância foi cantar em cima de um banquinho acompanhado pelo pai e depois cantar em circo e sua história ficam mais dramáticas quando se sabe que trabalhava como arrumadeira e tinha poucos brinquedos. Uma situação real que dá dramaticidade ao contar a sua história. Não é possível falar de Dalva sem falar de Herivelto Martins, com que foi casada e teve dois filhos Pery e Ubiratan. Sua união se dá com o início do rádio. Lá pelos idos de 1936 Herivelto fazia dupla com Nilo Chagas, um negro elegante cujo nome era sugestivo, dupla Branco e Preto. Era comum no início do rádio formações de duplas e alguma famosas como Jararaca e Ratinho, dupla Ouro e Prata, Alvarenga e Ranchinho, só pra citar alguns. Voltando, lá pelos idos de 1936 a dupla conheceu Dalva de Oliveira no cine Pátria e começaram a se apresentar juntos. Cesar Ladeira, grande locutor de rádio e fazedor de sucessos foi quem sugeriu que trocasse para Trio de Ouro. Assim foi feito e gravaram seu primeiro disco em 1937 de um lado a batucada “Itaguaí” e do outro a marcha “Ceci e Peri”. O trio já era popular graças ao rádio e como não tinha imagem cabia as revistas a mostrar a cara de seus artistas. Dalva estava grávida e uma revista fez um concurso onde o público escolhia o nome para a criança que viria nascer. E o povo escolheu, se fosse menino seria Peri e se fosse menina seria Ceci tal qual sua primeira gravação. Sua voz era tão impressionante que ia do contralto ao soprano e faria com que Villa-Lobos a considerasse a maior cantora do Brasil. A imprensa não deixava a vida dos dois em paz e até as pequenas brigas, bebedeiras de Dalva, traições amorosas de Herivelto até a separação eram dramalhões folhetinesco nas paginas de jornais e revistas. Em 1949 Dalva retoma a carreira solo.
Como cantora atuando em trio ou sozinha consolidou o gênero samba canção que tinha como herança a passionalidade dos boleros. Dalva não era cantora de um só sucesso e listo aqui “Errei Sim” (Ataulfo Alves), “Que Será” (Marino Pinto/ Mário Rossi) e “Tudo Acabado” (J. Piedade/ Oswaldo de Oliveira Martins). Fez sucesso ainda com “Segredo” (Herivelto/ Marino Pinto), “Olhos Verdes” (Vicente Paiva), “Ave Maria” (V. Paiva/ J. Redondo), “A Bahia Te Espera” (Herivelto/ Chianca de Garcia) “Kalu” (Humberto Teixeira). As crianças a conhecem por dublar a voz da Branca de Neve de Walt Disney na primeira versão dublada. Ganhou título cobiçado pelas cantoras, foi eleita Rainha do Rádio em 1951. Teve algumas de suas gravações arranjadas por Tom Jobim e cronologicamente foi a primeira a gravar um dos símbolos da bossa nova, a música “A Felicidade” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Essa morena de olhos verdes merece uma minissérie e mais que isso só procurando suas gravações ou do Trio de Ouro ou lendo a biografia de Herivelto e Dalva escrita pelo filho Pery Ribeiro.
Lazaro de Oliveira
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.
Daqui a uma semana a TV Globo estréia a mini série sobre a cantora Dalva de Oliveira. O texto é de Maria Adelaide Amaral que provou seu talento em outras mini séries. A cantora escolhida originalmente era Isaurinha Garcia e que em algum momento foi substituído por Dalva. Gosto dessa idéia abraçada pela Globo de fazer uma série falando de alguma cantora (o) como foi no ano passado cuja cantora escolhida foi Maysa. Essas mini séries apresentam ao público mais jovem e relembra para os mais velhos o quanto foram importantes para a história da música popular brasileira cantores, cantoras e compositores.
Dalva, cujo verdadeiro nome era Vicentina Paula de Oliveira nasce em 5 de maio na cidade de Rio Claro em São Paulo. Sua mãe portuguesa, Alice do Espírito Santo de Oliveira e o pai, o festeiro Mário de Oliveira, um mulato conhecido por Mário Carioca, marceneiro da Cia Paulista de Trens e saxofonista foram importantes na sua formação musical.
Sua infância foi cantar em cima de um banquinho acompanhado pelo pai e depois cantar em circo e sua história ficam mais dramáticas quando se sabe que trabalhava como arrumadeira e tinha poucos brinquedos. Uma situação real que dá dramaticidade ao contar a sua história.
Não é possível falar de Dalva sem falar de Herivelto Martins, com que foi casada e teve dois filhos Pery e Ubiratan. Sua união se dá com o início do rádio. Lá pelos idos de 1936 Herivelto fazia dupla com Nilo Chagas, um negro elegante cujo nome era sugestivo, dupla Branco e Preto. Era comum no início do rádio formações de duplas e alguma famosas como Jararaca e Ratinho, dupla Ouro e Prata, Alvarenga e Ranchinho, só pra citar alguns. Voltando, lá pelos idos de 1936 a dupla conheceu Dalva de Oliveira no cine Pátria e começaram a se apresentar juntos. Cesar Ladeira, grande locutor de rádio e fazedor de sucessos foi quem sugeriu que trocasse para Trio de Ouro.
Assim foi feito e gravaram seu primeiro disco em 1937 de um lado a batucada “Itaguaí” e do outro a marcha “Ceci e Peri”. O trio já era popular graças ao rádio e como não tinha imagem cabia as revistas a mostrar a cara de seus artistas. Dalva estava grávida e uma revista fez um concurso onde o público escolhia o nome para a criança que viria nascer. E o povo escolheu, se fosse menino seria Peri e se fosse menina seria Ceci tal qual sua primeira gravação. Sua voz era tão impressionante que ia do contralto ao soprano e faria com que Villa-Lobos a considerasse a maior cantora do Brasil. A imprensa não deixava a vida dos dois em paz e até as pequenas brigas, bebedeiras de Dalva, traições amorosas de Herivelto até a separação eram dramalhões folhetinesco nas paginas de jornais e revistas. Em 1949 Dalva retoma a carreira solo.
Como cantora atuando em trio ou sozinha consolidou o gênero samba canção que tinha como herança a passionalidade dos boleros. Dalva não era cantora de um só sucesso e listo aqui “Errei Sim” (Ataulfo Alves), “Que Será” (Marino Pinto/ Mário Rossi) e “Tudo Acabado” (J. Piedade/ Oswaldo de Oliveira Martins). Fez sucesso ainda com “Segredo” (Herivelto/ Marino Pinto), “Olhos Verdes” (Vicente Paiva), “Ave Maria” (V. Paiva/ J. Redondo), “A Bahia Te Espera” (Herivelto/ Chianca de Garcia) “Kalu” (Humberto Teixeira). As crianças a conhecem por dublar a voz da Branca de Neve de Walt Disney na primeira versão dublada. Ganhou título cobiçado pelas cantoras, foi eleita Rainha do Rádio em 1951. Teve algumas de suas gravações arranjadas por Tom Jobim e cronologicamente foi a primeira a gravar um dos símbolos da bossa nova, a música “A Felicidade” de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Essa morena de olhos verdes merece uma minissérie e mais que isso só procurando suas gravações ou do Trio de Ouro ou lendo a biografia de Herivelto e Dalva escrita pelo filho Pery Ribeiro.
Lazaro de Oliveira
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.
Quando assisti o comercial sobre a minisserie “Dalva e Herivelto” fiquei curiosa e prontamente pesquisei sobre a historia deles e quando li esta coluna encantei-me mais ainda, sem falar quando soube que era ela que dublava a branca de neve na primeira versão, de imediato lembrei da sua linda voz.
ESTOU ENCANTADA PELA MINISSERIE,,,MI TORNEI FÃ DESSES CANTORES E DA HISTORIA DELES…FIQUEI CURIOSA PARA VER FOTOS DELES VERDADEIRAS.A DALVA ERA BELISSIMA.ESTÃO TODOS DE PARABENS A MINISSERIE ESTA ENCANTADORA!!!
Bom dia Senhores,
Maravilhosa a miniserie assim como MAISA!Interessantissima, só q morro de ódio desse canalha HERIBERTO, como pode um homem não rpestar tanto, tenho vontade bater nele e deve exisitir muitos desses espalhados pelo mundo….
Acredito q deveria passar mais historias de grandes cantoras para conhecermos e valorizaremos,pq hoje não existe cantoras com grandes vozes comos estas.
O horario q começa e termina esta bom pq assim como eu que acordo as 05:00 dá pra esforçar pra assistir,pq a Globo tem varias programaçoes boas só que passa muito tarde.
Abraços
Renata Brito
como era o nome das cantoras que se apresentou com a dalva no penultimo capitulo da mini série
como era o nome das cantoras que se apresentou ontem na mini serie com a dalva de oliveira
…nossa …to adorando a monisserie… e acho que a globo com certeza, mais uma vez, faz uma linda, contagiante, monisserie.
Lembro muito destas musicas qd crianças, meu pai e minha mae adoravam.
Outra coisa que achei o maximo é a aparencia perfeita de Dalva e Herivelto na minisserie, Adriana Esteves e Fábio Assunção estão parecidissimos!!!
Oi,adorei esta historia tão romantica,os atores são ótimos adoro
a Adriana Estevis e Babio,parabéns
Globo;so fiquei muito triste com o
final de DAUVA.Mais foi assim;gosta-
ria que Deus sempre á iluminase onde
quer que ala esteja.
obrigada. Diva 08.01.2010
Bom acabei de assistir o ultimo capitulo da minisserie, e foi pra mim maravilhosa, tanto quanto a (Maysa/2009) seria bom se a Globo fizesse novamente em 2011 Outras Minisseries dando assim a oprotunidade de vivenciarmos momentos como esses, adorei, me encantei… e esse Herevelto me decepcionou bastante, quase uma coisa q ja me aconteceu… o pior e q ele ñ foi ao seu leito de morte q pra mim foi o fim… e tenho certeza de que onde ele estiver,estará arrependido mediante aos fatos, sem mais Lidiane OBS.: Poderia ser dado como exemplo para outros pessoas apaixonadas, que nada e eterno, e tem coisas que nunca mais voltão, e que temos que dizer as pessoas o quanto as amamos sempre para que ñ haja esse tipo de dor…
Amei a série. Gravei a caminhada musical resumindo a marca de Dalva e Herivelto.Gostaria que me informasse como adquirir o livo escrito por Pery.Valeu!!!!!!
sou muinto fa de pery ribeiro
gostaria de ver as fotos atuais de pery i ubirata…e q lance as musicas de dalva em cd …para esta voz nao ficar esquecida…
obrigada..
valeu a m.serie
adorei a miniserie…valeu mesmo
espero q pase para o cinema..
obrigada…..regina
Lindo demais! Para guardar de lembrança e mostrar às demais gerações> COMO CONSEGUIR O DVD?