Foi apresentado ontem aos jornalistas em São Paulo o filme “Avatar” dirigido por James Cameron. É segundo épico do diretor, o primeiro foi “Titanic”. Esse novo épico custou um pouco mais de 300 milhões. É um filme que mistura o real com o virtual. A história é simples. Uma grande empresa de exploração de minérios vai ocupar o planeta Pandora, exuberante e hostil habitado pelos Na’vi, gigantes verdes considerados primitivos. Nessa planeta existe um mineral para produção de energia que para ser extraído a floresta precisa ser derrubada. Para que os humanos possam sobreviver nesse planeta cheio de perigos foram criados os avatares uma mistura de DNA humano e dos Na’vi.
O avatar herói da história é comandado por um fuzileiro que não consegue andar e que por um acidente acaba se perdendo na floresta e passa a viver com os Na’vi. As cenas reais ficam por conta dos soldados e executivos que visam dinheiro e as cenas virtuais narra à vida do planeta que apesar de perigosa é de uma beleza intensa. Falar mais do que isso é entregar o filme apesar de estar recheada de lugares comuns. Apesar disso é um bonito filme e cujo gênero Cameron saber fazer. O destino da terra parece ser algo que preocupa Cameron. Seu primeiro filme a tratar desse tema foi “O Exterminador do Futuro” onde as máquinas tomarão conta do mundo. Aqui as máquinas vão derrubar as matas de Pandora que lembra em muito as matas amazônicas. Interessante numa semana em que a COP 15 está em andamento e os países pobres que mais sofrerão com as mudanças climáticas são os mais pobres.
Os Na’vi constroem sua vida em sociedade umbilicalmente ligada a natureza. Quando precisa matar algum animal o Na’vi agradece quase se desculpando por ter causado sua morte. É essa relação com a natureza que vai nascer à luta contra as maquinas e os soldados. O clichê de que a natureza cobra caro a sua destruição, de que povos primitivos são bons de nascença e de que o amor supera barreiras estão presentes no filme. São temas universais que bem tratados comovem a platéia. É impossível não torcer pelos heróis que chegam ao seu limite em situações difíceis. O filme deve estrear nesse final de semana ao mesmo tempo em que termina a COP15 que torcemos para que acabe tão bem quanto o filme.
PS- o filme em 3 dimensões que dá ao espectador a sensação de estar junto aos personagens.
Lazaro de Oliveira
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.




1° o filme custou 400 milhões
2° os “gigantes” tem 3 metros e são azuis.