Divirta.se

Alguns passam pela vida impunemente

Elvis (Aaron) Presley faz parte dos ídolos que a indústria cultural não quer esquecer, não quer deixar de ganhar dinheiro. Elvis depois de morto sustenta vários Elvis covers que chegam a viver confortavelmente com o que lucram por ser “O Rei do Rock”.  Com “Elvis não morreu” a indústria cultural continua azeitada e faturando. Seus discos estão sempre nas prateleiras e seus filmes estão disponíveis nas locadoras. A indústria é esperta e se utiliza de ídolos consagrados. Elvis foi realmente o criador do rock embora algumas manifestações nesse sentido já existissem. Na verdade o rock é a tentativa da classe média americana de reproduzir o rithm and blues feito pelos negros e que incorporaram nessa tentativa a tradição americana do country.  O rock é essencialmente R&B, outros gêneros de música foram se incorporando mais tarde. Elvis nasceu na cidade de East Tupelo no Mississipi em 8 de janeiro de 1935.
No período de 1948 até 1954 Elvis trabalhou em várias atividades. Foi lanterninha de cinema e motorista de caminhão. Concluiu seus estudos em 1953. Nas horas vagas, cantava e tocava seu violão e, eventualmente, onde possível, arriscava alguns acordes ao piano. Reza a lenda que apreciava cantar na penumbra e até em breu total. As suas influências musicais foram o pop da época, particularmente Dean Martin; o country; a música gospel, ouvida na 1ª Igreja Evangélica Assembléia de Deus da sua cidade; o R&B, além de seu apreço pela música erudita particularmente a ópera. Um de seus maiores ídolos era o tenor Mario Lanza e, naturalmente, cantores Gospel como J.D. Summer, seu preferido
O Rei do Rock, também conhecido como de Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 50 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance da voz, que atingia segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20.
O rock cria um frenesi na classe média americana que após a segunda guerra queria ter mais liberdade de se expressar e o rock se difunde em nome dessa liberdade.  Pastores, educadores querem abolir o rock das rádios, das lojas de discos dizendo que suas existências acabam com os valores da família. Elvis que dançava com os negros se requebrando é apresentado na TV americana só da cintura pra cima.
Já consagrado Elvis participa de programas importantes como a de Frank Sinatra que cantam juntos. Podemos dizer que Elvis teve 3 fases na sua carreira. A primeira que era propriamente do rock, a segunda com musica mais românticas e a terceira onde cantava musicas todos os gêneros. Na passagem dos anos 50 para os 60 o bom rock desaparece e surge um rock mais domesticado ao gosto das famílias americanas e nos ano 60 o rock com toda a sua força surgem nas bandas inglesas.
A morte de Elvis faz surgir à teoria da conspiração onde se dizia o governo americano tinha mandado matar por que ele se tornava mais importante e popular que o governo americano. E a lenda que corre é que ele está internado em algum lugar escondido pelo governo americano ao lado da cama de John Kennedy. Elvis, não morreu.
Morreu Erich Rhomer aos 84 anos, um cineasta Frances que trata dos conflitos morais. Seus filmes de alguma maneira mostram seus personagens em situações em que tenham que tomar uma decisão nem sempre ética conflitando com o que pensa o personagem. Às vezes em situações limites e outras nem tanto. É como mapeasse a alma humana.
Antes de se tornar um dos principais diretores da Nouvelle Vague, Éric Rohmer foi professor de Letras e escreveu um livro, Elisabeth, em 1946. Depois, Rohmer colabora a variais revistas e cria La Gazette du cinema, onde encontra Jean-Luc Godard, Jacques Rivette, François Truffaut, e Claude Chabrol. Este grupo de futuros diretores integra rapidamente a Cahiers du cinéma, da qual Rohmer será editor 1957 a 1963. É o primeiro a se tornar diretor, em 1950 iniciou uma longa filmografia, que marcará o cinema francês e revelará numerosos atores da nova geração (Arielle Dombasle, Pascal Greggory, Fabrice Luchini…)
Lazaro de Oliveira
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.

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