Coluna sexta, sábado, domingo e feriado
O feriado vem aí, são três dias de descanso. Para quem vai a praia não precisa muito para passar o tempo. Uma cerveja, uma caipirinha, alguns camarões e a vida tá sossegada. Quem fica na cidade aproveita o seu vazio para passear. Vai ao restaurante favorito que não deve estar cheio, um chopp com os amigos, ao cinema, a livraria e lojas de CDs. Costumo fazer tudo isso principalmente frequentar lojas que vendem cd a baciada. Sempre há uma surpresa. Descobrimos sempre coisas interessantes nas bacias de CDs. É possível encontrar CDs que eram caros há uns meses. Estão lá na bacia Frank Sinatra, Rod Stewart, Joss Stones e alguns outros que sempre quisemos conhecer e que fizeram parte da história da nossa cultura como Simonal, Dick Farney e outros tantos que estão na nossa memória emotiva. Esses dependendo das gerações pode ter ficado na memória de tanto tocar no rádio ou ter sido tema de novela. As trilhas sonoras de novelas e o rádio foram criadores de sucesso. Pois foi numa baciada dessas que encontrei “Nilo Amaro e os cantores de Ébano”. Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela. O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil.
Grupo vocal sempre teve espaço na musica brasileira e temos grandes exemplos como “Bando da Lua”,” 3 Ases e um Coringa”, “Os Titulares do Ritmo”, todos pré Bossa Nova. “E pra continuar a tradição surgiram com a bossa nova “Os Cariocas”, “MPB4”, Quarteto em Cy”. O grupo do Nilo Amaro era formado só por negros com variados timbre de voz e se inspiravam no grupo americano “The Platters” e alguns grupos de musica gospel. Encontrei esse disco e foi uma maravilha entender como eles arranjavam a voz para cada musica. Os mais velhos, criado ao som do rádio vão de lembrar de sucessos como “Uirapuru” e “Leva Eu Saudade” e sucessos de grupos vocais americanos como “Down By the Riverside” e “Nobody Knows The Trouble I’ve Seen”. Essas duas músicas fizeram parte do disco de Louis Armstrong só de gospel chamado “Louis e a Bíblia”. O disco é baratinho, preço de saldão que vale a pena conhecer.
Nesses três dias de puro ócio vale a pena ver o vídeo “Inimigo Publico nº 1 – Instinto de Morte”. Esse filme estreou em 3 de julho deste ano e já pode ser encontrado nas locadoras. É a biografia do gângster francês Jacques Mesrine feito por Vincente Cassel. Esta primeira parte é ambientada nos anos 60, em Paris, e início dos anos 70, no Canadá, durante a ascensão criminal de Mesrine, um homem comum, nascido em uma família de classe média, na cidade de Clichy. O diretor Jean-François Richet optou por fazer o filme em duas partes. Nessa primeira parte o diretor mostra os elementos constitutivos de Mesrine. O que o levou ao crime e como a violência fez parte de sua vida. Mesrine é ex integrante da equipe de tortura do general Jacques Massu, o chefe dos pára-quedistas franceses na Batalha de Argélia. Massu foi o criador da tortura moderna tão conhecida pelas ditaduras latinas americanas. A França perde a Argélia e Mesrine tem o mesmo destino de todos os soldados que voltam pra casa, não tem emprego e só sabem a arte da violência. Nessa busca por trabalho acaba servindo a um gângster local. Apesar de o filme advertir no início de que esse é apenas um lado de ver o personagem a história é real tanto o quanto pode ser. Para compor o seu retrato de Jacques Mesrine, o ator Vincent Cassel conversou com as filhas do gângster e com seus parceiros de bando. Ganhou três prêmios César em 2009: Melhor Ator (Vincent Cassel), Melhor Diretor (Jean-François Richet) e Melhor Som. Falta agora a segunda parte.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Jean-François Richet
Elenco: Vincent Cassel, Cécile De France, Gérard Depardieu, Gilles Lellouche, Roy Dupuis, Elena Anaya, Michel Duchaussoy.
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos… Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. Esse texto surgiu há 50 anos para anunciar o aparecimento do herói Asterix, o Gaulês. E a partir daí passa a abrir todas as edições de suas historias em quadrinhos. Criado pelos franceses René Goscinny e Albert Uderzo em 1959 Asterix e seus amigos gauleses combatia a superpotência Romana e seu comandante Julio Cesar. Roma era na verdade os Estados Unidos que depois da segunda guerra mundial passa mandar no e exportar sua cultura. Nada mais francês do que um gaulês. A antiga Gália é hoje a França. Sempre derrotando os Romanos com sua poção mágica Asterix e seu fiel amigo Obelix vão ganhando a simpatia e formando seu público. Os personagens da aldeia são bem humorados e criativos. Abraracourcix é o chefe da aldeia e líder dos gauleses. É respeitado por seus súditos e temido pelos inimigos. Majestoso, ele gosta de aparecer em cima de um escudo, carregado por dois súditos. Mesmo durante as batalhas, Abracurcix vai em cima do escudo. Ele só tem medo de uma coisa: que o céu caia sobre sua cabeça. É casado com Naftalina (Bonemine) e sempre apanha da mulher quando não atende às vontades dela. Assurancetourix que no Brasil foi traduzido por Chatotorix cujas histórias são breves, porém marcantes. Oficialmente, ele é o trovador da aldeia, mas muitos afirmam que ele é, na verdade, um fazedor de chuvas.
Tem uma alma artística sensível, mas canta muito mal. Ele se acha o máximo, mas todos discordam. É considerado o homem mais chato da Gália, pois sempre que tem oportunidade começa a cantar, para o desespero de todos. No final das contas, Chatotorix sempre acaba amarrado em alguma árvore, amordaçado. Panoramix é uma pessoa muito importante na aldeia. Panoramix é a única pessoa no mundo que sabe preparar a incrível poção mágica que dá aos gauleses uma momentânea força extraordinária. A poção é fundamental para que os bravos gauleses derrotem os romanos, afinal, os habitantes da aldeia são muito poucos em relação ao enorme exército romano.
Mas essa não é sua única função. Panoramix é um sábio druida, conhece muitas outras poções e sempre tem bons conselhos a dar. É muito respeitado pelos gauleses da aldeia. Idéiafix é o cachorrinho de estimação de Obelix. Parece que os bigodes são meio tradicionais entre os gauleses, pois todos os homens os usam. Até mesmo Idéiafix tem bigodes parecidos com os dos humanos. Apesar de pequeno, Idéiafix é muito valente e sempre que pode acompanha os heróis em suas aventuras. É muito vivo e alegre. Curiosamente, Idéiafix é defensor da natureza e odeia ver árvores sendo derrubadas. Obélix é o melhor amigo de Asterix. Apesar de seu enorme tamanho, Obelix é amável e tímido. Ele trabalha na aldeia como entregador de menires. Adora enfrentar os romanos, para ele é uma grande diversão. Obelix é o único gaulês que não pode beber a poção mágica. Quando ele era bebê, caiu dentro do caldeirão da poção, o que o tornou eternamente forte. O druida Panoramix nunca deixa Obelix beber a poção, pois diz que pode ocorrer um grave efeito colateral. O pior é que Obelix adora a poção e está sempre tentando beber um pouco dela. Astérix,tamanho não é documento para esse gaulês. Mesmo baixinho, é muito forte. Usa um grande bigode loiro e um elmo com asas. Asterix é bastante inteligente e esperto, dificilmente é tapeado ou se engana. É invocado, mas também é um bom amigo, gosta de ajudar a todos e é muito valente. Também é um solteirão convicto
Apresentado os personagens que vão defender a cultura resta acompanhar suas aventuras sempre criativas. Ora em texto ora em desenho Asterix e seu amigos nos divertem inteligentemente.
Lazaro de Oliveira
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.
O feriado vem aí, são três dias de descanso. Para quem vai a praia não precisa muito para passar o tempo. Uma cerveja, uma caipirinha, alguns camarões e a vida tá sossegada. Quem fica na cidade aproveita o seu vazio para passear. Vai ao restaurante favorito que não deve estar cheio, um chopp com os amigos, ao cinema, a livraria e lojas de CDs. Costumo fazer tudo isso principalmente frequentar lojas que vendem cd a baciada. Sempre há uma surpresa. Descobrimos sempre coisas interessantes nas bacias de CDs. É possível encontrar CDs que eram caros há uns meses. Estão lá na bacia Frank Sinatra, Rod Stewart, Joss Stones e alguns outros que sempre quisemos conhecer e que fizeram parte da história da nossa cultura como Simonal, Dick Farney e outros tantos que estão na nossa memória emotiva. Esses dependendo das gerações pode ter ficado na memória de tanto tocar no rádio ou ter sido tema de novela. As trilhas sonoras de novelas e o rádio foram criadores de sucesso.
Pois foi numa baciada dessas que encontrei “Nilo Amaro e os cantores de Ébano“. Grupo formado por Nilo Amaro (Moisés Cardoso Neves) e um coro de vozes negras femininas e masculinas (um soprano, um mezzo soprano, um contralto, dois baixos, um tenor e três barítonos), com destaque para o baixo Noriel Vilela. O conjunto fez muito sucesso na década de 1960. Seu repertório era composto de clássicos da música popular brasileira (sambas e sambas-canções) e do folclore, e de versões para o idioma português de spirituals dos negros americanos, sendo considerado o precursor da música gospel no Brasil.
Grupo vocal sempre teve espaço na musica brasileira e temos grandes exemplos como “Bando da Lua”,” 3 Ases e um Coringa”, “Os Titulares do Ritmo”, todos pré Bossa Nova. “E pra continuar a tradição surgiram com a bossa nova “Os Cariocas”, “MPB4”, Quarteto em Cy”. O grupo do Nilo Amaro era formado só por negros com variados timbre de voz e se inspiravam no grupo americano “The Platters” e alguns grupos de musica gospel. Encontrei esse disco e foi uma maravilha entender como eles arranjavam a voz para cada musica. Os mais velhos, criado ao som do rádio vão de lembrar de sucessos como “Uirapuru” e “Leva Eu Saudade” e sucessos de grupos vocais americanos como “Down By the Riverside” e “Nobody Knows The Trouble I’ve Seen”. Essas duas músicas fizeram parte do disco de Louis Armstrong só de gospel chamado “Louis e a Bíblia”. O disco é baratinho, preço de saldão que vale a pena conhecer.
Nesses três dias de puro ócio vale a pena ver o vídeo “Inimigo Publico nº 1 – Instinto de Morte“. Esse filme estreou em 3 de julho deste ano e já pode ser encontrado nas locadoras. É a biografia do gângster francês Jacques Mesrine feito por Vincente Cassel. Esta primeira parte é ambientada nos anos 60, em Paris, e início dos anos 70, no Canadá, durante a ascensão criminal de Mesrine, um homem comum, nascido em uma família de classe média, na cidade de Clichy. O diretor Jean-François Richet optou por fazer o filme em duas partes. Nessa primeira parte o diretor mostra os elementos constitutivos de Mesrine. O que o levou ao crime e como a violência fez parte de sua vida. Mesrine é ex integrante da equipe de tortura do general Jacques Massu, o chefe dos pára-quedistas franceses na Batalha de Argélia. Massu foi o criador da tortura moderna tão conhecida pelas ditaduras latinas americanas. A França perde a Argélia e Mesrine tem o mesmo destino de todos os soldados que voltam pra casa, não tem emprego e só sabem a arte da violência. Nessa busca por trabalho acaba servindo a um gângster local.
Apesar de o filme advertir no início de que esse é apenas um lado de ver o personagem a história é real tanto o quanto pode ser. Para compor o seu retrato de Jacques Mesrine, o ator Vincent Cassel conversou com as filhas do gângster e com seus parceiros de bando. Ganhou três prêmios César em 2009: Melhor Ator (Vincent Cassel), Melhor Diretor (Jean-François Richet) e Melhor Som. Falta agora a segunda parte.
FICHA TÉCNICA
Diretor: Jean-François Richet
Elenco: Vincent Cassel, Cécile De France, Gérard Depardieu, Gilles Lellouche, Roy Dupuis, Elena Anaya, Michel Duchaussoy.
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos… Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. Esse texto surgiu há 50 anos para anunciar o aparecimento do herói Asterix, o Gaulês. E a partir daí passa a abrir todas as edições de suas historias em quadrinhos. Criado pelos franceses René Goscinny e Albert Uderzo em 1959 Asterix e seus amigos gauleses combatia a superpotência Romana e seu comandante Julio Cesar. Roma era na verdade os Estados Unidos que depois da segunda guerra mundial passa mandar no e exportar sua cultura. Nada mais francês do que um gaulês. A antiga Gália é hoje a França. Sempre derrotando os Romanos com sua poção mágica Asterix e seu fiel amigo Obelix vão ganhando a simpatia e formando seu público. Os personagens da aldeia são bem humorados e criativos. Abraracourcix é o chefe da aldeia e líder dos gauleses. É respeitado por seus súditos e temido pelos inimigos. Majestoso, ele gosta de aparecer em cima de um escudo, carregado por dois súditos. Mesmo durante as batalhas, Abracurcix vai em cima do escudo. Ele só tem medo de uma coisa: que o céu caia sobre sua cabeça. É casado com Naftalina (Bonemine) e sempre apanha da mulher quando não atende às vontades dela. Assurancetourix que no Brasil foi traduzido por Chatotorix cujas histórias são breves, porém marcantes. Oficialmente, ele é o trovador da aldeia, mas muitos afirmam que ele é, na verdade, um fazedor de chuvas.
Tem uma alma artística sensível, mas canta muito mal. Ele se acha o máximo, mas todos discordam. É considerado o homem mais chato da Gália, pois sempre que tem oportunidade começa a cantar, para o desespero de todos. No final das contas, Chatotorix sempre acaba amarrado em alguma árvore, amordaçado. Panoramix é uma pessoa muito importante na aldeia. Panoramix é a única pessoa no mundo que sabe preparar a incrível poção mágica que dá aos gauleses uma momentânea força extraordinária. A poção é fundamental para que os bravos gauleses derrotem os romanos, afinal, os habitantes da aldeia são muito poucos em relação ao enorme exército romano.
Mas essa não é sua única função. Panoramix é um sábio druida, conhece muitas outras poções e sempre tem bons conselhos a dar. É muito respeitado pelos gauleses da aldeia. Idéiafix é o cachorrinho de estimação de Obelix. Parece que os bigodes são meio tradicionais entre os gauleses, pois todos os homens os usam. Até mesmo Idéiafix tem bigodes parecidos com os dos humanos. Apesar de pequeno, Idéiafix é muito valente e sempre que pode acompanha os heróis em suas aventuras. É muito vivo e alegre. Curiosamente, Idéiafix é defensor da natureza e odeia ver árvores sendo derrubadas. Obélix é o melhor amigo de Asterix. Apesar de seu enorme tamanho, Obelix é amável e tímido. Ele trabalha na aldeia como entregador de menires. Adora enfrentar os romanos, para ele é uma grande diversão. Obelix é o único gaulês que não pode beber a poção mágica. Quando ele era bebê, caiu dentro do caldeirão da poção, o que o tornou eternamente forte. O druida Panoramix nunca deixa Obelix beber a poção, pois diz que pode ocorrer um grave efeito colateral. O pior é que Obelix adora a poção e está sempre tentando beber um pouco dela. Astérix,tamanho não é documento para esse gaulês. Mesmo baixinho, é muito forte. Usa um grande bigode loiro e um elmo com asas. Asterix é bastante inteligente e esperto, dificilmente é tapeado ou se engana. É invocado, mas também é um bom amigo, gosta de ajudar a todos e é muito valente. Também é um solteirão convicto
Apresentado os personagens que vão defender a cultura resta acompanhar suas aventuras sempre criativas. Ora em texto ora em desenho Asterix e seu amigos nos divertem inteligentemente.
Lazaro de Oliveira
Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.
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