Os bancos centrais continuam no movimento de redução de taxas de juros o FED em sua reunião nesta semana deve reduzir sua taxa de juros para 0,50% ao ano aproveitando que a taxa de inflação ao consumidor (CPI) teve a maior redução mensal desde 1947 e que sua economia necessita de mais este importante estímulo.
No Brasil a insistência do Banco Central em permanecer por mais uma reunião com uma taxa de juros muito alta, 13,75% ao ano, só acumula mais espaço para que os juros futuros recuem quanto mais longos o contrato futuro, maior a redução.
O Dólar é commoditie, sendo assim o seu preço é determinado pela oferta e procura. Como a venda do dólar comercial desde o inicio da crise mundial não atingiu os U$ 10 bilhões e o Banco Central tem reservas suficientes para colocar a cotação onde desejar, nós leva a crer que a forte correção na cotação para cima, foi atitude deliberada. Swap não é operação que atende ao demandador final, quem quer e precisa da moeda compra o dólar pronto.
O fundamento é ficar vendido. Mas o Banco Central é o dono da banca.
O mais importante para a economia é a moeda encontrar o mais rápido possível seu patamar e diminuir as oscilações bruscas.
Mesmo com todo o ceticismo que impera nos mercados bursáteis e com uma expressiva valorização na semana passada que poderia trazer uma onda de realizações, a disposição de “salvar o mundo financeiro” prevalece. Acredito que vamos ter um vencimento de opções e uma semana mais otimistas.
O caso Madoff, ex-presidente da Nasdaq preso na quinta-feira acusado de uma fraude de US$ 50 bilhões, mesmo sendo de perdas vultosas vai passar batido, quem perdeu só está expondo os prejuízos, pois já não contava com o recurso há muito tempo.
Relatórios e dados que estão sendo divulgados só estão constatando os estragos do furacão que abalou o mundo das finanças. A contagem dos mortos e feridos e as perdas matérias. Quando deveriam estar mais atentos com tempo que as medidas de socorro irão levar para que se altere o cenário mais a frente.
Como a maioria dos analistas e economistas tem por hábito projetar o futuro com base em dados passados, as expectativas costumam se mostrar carregadas de pessimismo a espera do pior.
No entanto a evolução tecnológica fantástica e o dinamismo econômico podem surpreender os pessimistas de plantão.
Quem sobreviver verá.
Os acontecimentos anteriores no mercado financeiro são importantes para adquirir mais conhecimento e maturidade. Para obter sucesso nas próximas operações é preciso olhar a frente.
Para o mercado passado é passado, tem que estar sempre morto e enterrado.




Um reparo. A commoditie é o real e as demais moedas emergentes. O dólar é reserva de valor, como se pode ver no movimento altista dos títulos americanos. Uma nova bolha pela frente?
O Rio corre para o mar, enquanto o mundo se esfola a demanda por títulos públicos americanos só aumenta.
Será porque eles nunca deram um calote ou por ser o grande porto seguro?
Bom tema para se descutir…
Abcs
Rui Pinto