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Operações ultra-rápidas e percepção do mercado

Saudações aos caros leitores

O primeiro trimestre do ano está terminando e tem apresentado números representativos da economia nacional, empresas e consumidores estão em linha. Entretanto, a par dos números domésticos e da economia americana,temos que levar em conta o que ela representa no cenário internacional ,as sensações negativas ainda geram um certo desconforto no mercado financeiro global.A nossa bolsa, como dizem, convive com a volatilidade provocada pelas notícias e outras questões que eu chamaria de psicologia do mercado e que para coroar esta situação está presente as operações ultra-rápidas ou robozinhos.

É natural que o mundo globalizado para atravessar o buraco que a crise deixou, tenha acomodações durante o percurso, e para que se tenha confiança e sustentabilidade no trabalho a ser feito, não deve existir muito espaço para a volatilidade, uma vez que se pode estimular a manipulação de preços.

Considero a bolsa de valores de um lugar como termômetro da sua economia e se ela começa a ter frequentemente períodos de volatilidade, conclui-se que a economia deste lugar ainda não está totalmente confiável.
Lembro-me que no final do ano passado noticiavam-se possíveis bolhas na economia chinesa que tem mostrado atualmente, sua força constante no crescimento sendo óbvias atuações do governo na sua política econômica. É natural também que haja um aumento de inflação uma vez que as relações econômicas não são totalmente uniformes.

Surgiram então os robozinhos que são softwares criados baseados em algoritmos, que numa linguagem mais simples, o uso da matemática e lógica na combinação de números num processo de alta velocidade. Tenho notado que as análises técnicas , fundamentalista e gráfica não tem mais servido como parâmetros para investimento a longo prazo .Uma combinação interessante formou-se entre o dinheiro , tido aqui como lucro especulativo e a magnificência da linguagem computacional.Acompanhando um pregão desde o seu início até o fechamento é possível verificar que há vários repiques , ou seja , a probabilidade de devolver ao mercado financeiro no mesmo dia tudo o que foi apurado mediante análise tradicional dos diversos papéis que a compõem está presente.Não se tem mais a chamada realização de lucros pois,ora , para que haja por parte do investidor a compra de papéis de uma empresa que segundo seus números vai apresentar crescimento , uma vez que as suas relações com o mercado são positivas,é necessário um certo período para que estas observações se tornem fato.

A minha observação, talvez esteja sendo redundante, mostra que depois de eleito um determinado papel, considerando vários fatores entre os quais os mais atuantes como, presença e tradição no mercado, atividade exercida, força para enfrentar a volatilidade do momento e consistência na valorização, não como lucro especulativo, mas sim, o seu valor no mercado, o investimento torna-se seguro em longo prazo, observando, porém, as subidas e descidas, que depois de uma análise particular consegue-se determinar em relação ao tempo posição de entrada, valorização e saída, acomodação.
Sob uma analogia, subimos uma escada em várias etapas para não nos cansar, mas seria um esforço improdutivo subir, e depois descer para o mesmo degrau, o que caracterizaria uma perda de tempo

Denomina-se andar de lado, subir vários degraus, descer somente alguns e como se não houvesse direção ou força para se sustentar, caminharia encostado a uma parede, algo de firme sustentação.
Em termos de tecnologia, voltada para a rotatividade na compra e venda a presença destes robozinhos com o tempo trará, e aí peço desculpas, certa intranquilidade aos mercados, de um lado, e de outro a regularidade eliminando então ou disciplinando as emoções do mercado como um todo.

Obrigado pela atenção e um abraço a todos!

Luiz A. Semprini é Engenheiro e trader

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