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O espelho

O espelho
Por volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: “Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem”.
Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia.
Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Quando a crise chegou exageraram negativamente suas consequências.
Hoje estamos num momento em que a valorização continuada dos ativos e a recuperação das economias, mesmo que modesta, estão apagando da memória um passado recente de crise e as recentes projeções de caos.
Quando começam esses ralis de alta os investidores voltam novamente a desprezar a chamada renda fPor volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: “Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem”.

Por volta de 1320, conta que uma dama mandara sua camareira comprar um espelho. Como este não a agradara de maneira nenhuma, ela a enviara à procura de outro. Então a camareira lhe trouxe um crânio, dizendo-lhe: “Tomai, mirai-vos aí, não há no mundo inteiro espelho de vidro onde vos possais mirar tão bem”.

Os últimos acontecimentos têm demonstrado o quão frágil são as análises, as expectativas e avaliações da economia.

Antes da crise do ano passado a impressão que a maioria dos analistas passava era de que viveríamos eternamente o ciclo da felicidade eterna. Quando a crise chegou exageraram negativamente suas consequências.

Hoje estamos num momento em que a valorização continuada dos ativos e a recuperação das economias, mesmo que modesta, estão apagando da memória um passado recente de crise e as recentes projeções de caos.

Quando começam esses ralis de alta os investidores voltam novamente a desprezar a chamada renda fixa.

Por razões particulares, tenho acompanhado e pesquisado tudo sobre a chamada Educação Financeira.

Interessante verificar que a renda fixa em termos de poupança financeira não recebe o tratamento devido.

Como se pode fazer uma programação financeira, um orçamento, sem levar em conta o juro fixo e trabalhar com taxas flutuantes ou renda variável?

Programar-se é ter a certeza do quanto teremos que pagar ou receber no futuro. Certeza do rendimento só com a renda fixa.

Por mais que seja sedutor investir no mercado de ações e o histórico de longo prazo demonstrar ser um ótimo investimento, não se pode desprezar o risco inerente desta aplicação e não é possível, por exemplo, que se faça um plano de aposentadoria complementar, que não seja em sua maior parte composto por títulos de renda fixa.

Porém os tempos mudaram e o mercado financeiro também. A necessidade de acumular riqueza o mais rápido possível e a qualquer custo, infelizmente é o que tem movido as pessoas no mundo das finanças.

Assim como a lei totalitária antifumo de São Paulo mostra o espelho de uma sociedade cada dia mais fechada em condomínios, nosso criticado Congresso reflete o comportamento da sociedade que o elegeu, daí não seria razoável esperar um mercado financeiro diferente.

“Doce espelho por dupla maneira
Pois que vês obra inteira”

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário em “O espelho”

  1. Excelente reflexão
    Parabéns!

    Por Ricardo T. | agosto 20, 2009, 15:30
  2. Excelente!

    Por WALDIR | agosto 21, 2009, 8:22

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