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	<title>Comentários sobre: O Caminhão do Faustão</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Por: Sebastián Laguarda Adinolfi</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/colunas/o-caminhao-do-faustao/comment-page-1/#comment-292</link>
		<dc:creator>Sebastián Laguarda Adinolfi</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Mar 2010 14:45:25 +0000</pubDate>
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		<description>Estimado Waldir:

Mas uma interessante matéria, como tantas outras as quais nos tens acostumado a nós leitores das colunas do site. Gostaria de deixar minha impressão sobre alguns pontos tratadas na mesma. Em primeiro lugar, na minha visão o incremento do tamanho do mercado financeiro brasileiro está muito relacionado a um fenômeno o qual estamos vivenciando atualmente e do qual muito se falará no futuro: a inclusão social e de aumento das classes de consumo nas economias emergentes. Este evento em transição está mudando a geopolítica internacional e o mesmo coloca o Brasil como ator principal no mapa mundial por dois fatores principais, por ser um dos paises que configuram este quadro e em segundo lugar, por ter papel estratégico como subministrador de insumos energéticos, minerais e agrícolas para grandes massas populacionais de paises em crescimento carentes dos mesmos.  Outra reflexão que surte ao ler a matéria e que esta mudança lenta, no entanto consistente do eixo de consumo é fruto do novo processo de liberalização econômico iniciado pos entrada da China na Organização Mundial do Comercio em inicio do milênio que é resultado assim como na mudança de sede do mercado de capitais brasileiro da maior competitividade da economia asiática, fenômeno que com o sem apreciação do yuan nos próximos meses, veio para ficar. No cenário atual de muitas incertezas a continuidade do crescimento dos emergentes parece surgir como umas das poucas convergências de opinião, assim como o bom cenário esperado para commodities. Neste ponto o racional parece estar bem claro: se o mercado acredita que a China continua a crescer, então compra Brasil. Se as commodities terão um bom desempenho nos próximos anos: Brasil é compra. Tudo parece indicar que o fluxo externo continuará forte para o Brasil e qualquer evento de realização pontual como o evento Grécia de inicio do mês passado configuram ponto de entrada para os mercados de juros e bolsa. Esta alta atratividade de uma nação para o capital externo também ocorreu em outros países em outra realidade histórica. Os Estados Unidos foram destino de enormes fluxos de capitais após a primeira guerra. A própria América Latina na década de setenta foi destino da abundancia de petrodólares e mais recentemente os tigres asiáticos em meados da década de noventa. 

Estes enormes fluxos de capitais geraram em determinado ponto a sensação de continuidade na valorização de ativos, contribuindo para a geração de distorções entre preço e valor de  equilíbrio que acabaram com  fortes realizações nestes mercados. Ainda é cedo para falar de grandes distorções e a alta liquidez global estimulada pelos Estados Unidos contribuirá para a continuidade da valorização do mercado acionário brasileiro. Esta claro porém que este processo de valorização não é “ad eternum” e que o investidor precisa cada vez mais estar atento as grandes divergências existentes. 

Abraço,

Sebastián Laguarda Adinolfi</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimado Waldir:</p>
<p>Mas uma interessante matéria, como tantas outras as quais nos tens acostumado a nós leitores das colunas do site. Gostaria de deixar minha impressão sobre alguns pontos tratadas na mesma. Em primeiro lugar, na minha visão o incremento do tamanho do mercado financeiro brasileiro está muito relacionado a um fenômeno o qual estamos vivenciando atualmente e do qual muito se falará no futuro: a inclusão social e de aumento das classes de consumo nas economias emergentes. Este evento em transição está mudando a geopolítica internacional e o mesmo coloca o Brasil como ator principal no mapa mundial por dois fatores principais, por ser um dos paises que configuram este quadro e em segundo lugar, por ter papel estratégico como subministrador de insumos energéticos, minerais e agrícolas para grandes massas populacionais de paises em crescimento carentes dos mesmos.  Outra reflexão que surte ao ler a matéria e que esta mudança lenta, no entanto consistente do eixo de consumo é fruto do novo processo de liberalização econômico iniciado pos entrada da China na Organização Mundial do Comercio em inicio do milênio que é resultado assim como na mudança de sede do mercado de capitais brasileiro da maior competitividade da economia asiática, fenômeno que com o sem apreciação do yuan nos próximos meses, veio para ficar. No cenário atual de muitas incertezas a continuidade do crescimento dos emergentes parece surgir como umas das poucas convergências de opinião, assim como o bom cenário esperado para commodities. Neste ponto o racional parece estar bem claro: se o mercado acredita que a China continua a crescer, então compra Brasil. Se as commodities terão um bom desempenho nos próximos anos: Brasil é compra. Tudo parece indicar que o fluxo externo continuará forte para o Brasil e qualquer evento de realização pontual como o evento Grécia de inicio do mês passado configuram ponto de entrada para os mercados de juros e bolsa. Esta alta atratividade de uma nação para o capital externo também ocorreu em outros países em outra realidade histórica. Os Estados Unidos foram destino de enormes fluxos de capitais após a primeira guerra. A própria América Latina na década de setenta foi destino da abundancia de petrodólares e mais recentemente os tigres asiáticos em meados da década de noventa. </p>
<p>Estes enormes fluxos de capitais geraram em determinado ponto a sensação de continuidade na valorização de ativos, contribuindo para a geração de distorções entre preço e valor de  equilíbrio que acabaram com  fortes realizações nestes mercados. Ainda é cedo para falar de grandes distorções e a alta liquidez global estimulada pelos Estados Unidos contribuirá para a continuidade da valorização do mercado acionário brasileiro. Esta claro porém que este processo de valorização não é “ad eternum” e que o investidor precisa cada vez mais estar atento as grandes divergências existentes. </p>
<p>Abraço,</p>
<p>Sebastián Laguarda Adinolfi</p>
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