Hoje 29/04, todos os olhares do mercado financeiro estão voltados para mais uma decisão da taxa selic determinada no final da reunião do Copom iniciada ontem. Como é de conhecimento geral a taxa de juros que mais importa para o consumidor e empresas tomadoras de empréstimos são a praticadas nas operações diretas de financiamento e estas são desvinculadas de pequenas alterações na selic e de spread gigantescos.
Sempre que estamos às vésperas de definição dos juros primários aparecem na grande mídia lobistas pinçando argumentos que justifiquem uma taxa de juros desnecessariamente alta.
Inflação em alta demanda muito aquecida, capacidade da indústria em atender um aumento maior do consumo, inadimplência, suposta dificuldade de rolagem da dívida pública e etc. Outro dia uma matéria encomendada citava “fonte” de um membro da área econômica do governo preocupado com um possível cenário de redução exagerada de juros neste momento com a necessidade de subida em 2010 provenientes de uma recuperação forte da economia, isso tudo em meio à crise.
Vou colocar então, argumentos que justificam uma redução maior na taxa real de juros para um patamar mais próximo do padrão internacional:
- expectativas de inflação convergindo para a meta
- forte queda na atividade industrial
- aumento da taxa de desemprego
- taxa de câmbio acomodada em nível abaixo que o das previsões mais pessimistas e com tendência de queda
- permanência de alto spread bancário
- forte ingresso de capital externo mesmo em meio à crise
- necessidade de retomada rápida da liquidez bancária
- mudança positiva na avaliação do risco Brasil por parte da comunidade financeira internacional
É preciso levar em conta que o patamar atual da taxa de juros atual foi carregado de expectativas sombrias de pressupostos que acabaram não se confirmando.
O reconhecimento internacional da importância do Brasil na superação da crise financeira global mostra que a visão de risco país externa está dissociada da avaliação da maioria dos analistas locais que procuram influenciar a decisão do Copom.
Como já comentei aqui no passado, sairemos muito mais fortalecidos desta crise do que se poderia imaginar. A queda da taxa de juros pode não vir neste momento com a velocidade desejada, no entanto, é líquido e certo que ela irá acontecer.
Para quem investe na segurança da renda fixa não existe cenário melhor.
Na renda variável, bolsa de valores deverá ter gratas surpresas também, com o Ibovespa podendo alcançar patamares acima daqueles que foram considerados os máximos.
Ciente das dificuldades de se conduzir a política monetária durante os últimos anos de um novo governo, gostaria de parabenizar o Sr. Henrique Meirelles e sua equipe até este momento e manifestar a confiança de que as condições criadas permitem que as decisões econômicas sejam tomadas de forma mais republicana.
O Banco Central fez o que deveria até o momento a esperança agora é que FAÇA O QUE SE DEVE.




Grande Kiel,
Selic caiu mais 1% acho agora a bolsa volta aos 73 mil pontos e a bater novos recordes ainda este ano.
Para um cara que vive so de renda fixa imaginando que ele tenha um milhão na renda fixa com mais esta queda fica impossivel ele viver so de renda fixa ele vai ser obrigado a se arriscar na renda variavel o que vc acha.
Depois se possivel coloca um comparativo de quanto um investidor recebia mensalmente de juros liquidos descontando a inflação a um ano atraz e quanto ele vai receber o mes que vem.
Este sit esta cada dia melhor .
até a vitória sempre
Como sempre bastante lúcida sua avaliação.
Gostei do elogio para o Sr.Meirelles e sua Equipe.
Avisoemdois, melhor dia a pos dia.
Ao $uce$$o grande Kiel.
Abcs.
boa noite valdir. quero renovar meu voto de uma grande sorte. parece que vivemos como se estivessemos brincando numa gangorra….. um grande abraço luiz….