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A queda de um gigante

Foi em 1908 que a GM veio ao mundo como a conhecemos hoje, ao longo de 91 anos esta, que é uma das mais expressivas indústrias automobilísticas do mundo está chegando ao fim. O seu futuro é incerto, o que é certo é que a GM que conhecemos chegou ao fim. O que ela vai ser no seu post mortem não é o que vem ao caso neste texto.

Ao longo de uma vida, uma pessoa se forma, se transforma no que quer do mundo e no que quer fazer deste mundo, semeia seus idéia e seus genes, produz escolas e linhas de pensamentos e ideais e no fim morre por estar velho demais pra esse mundo.

A GM tem essa mesma história, inventou e reinventou o mundo automobilístico. Foi pioneira em uma série de invenções, aperfeiçoou tantas outras e seguiu tendências. Inovou em seu design, fabricou de carros esportivos a caminhões e “tanques de guerra” (Hummer). Empregou milhares de seres humanos mundo afora.

Mas o presente momento denúncia que seu fim chegou, há uma década esta empresa contraiu uma doença mortal, tentou ser quem sempre foi num mundo que não é mais aquilo que era. Seu simbolismo e sua arte tendem permanecer vivos por décadas a diante, mas sua história mostra que no mundo moderno inovar é preciso.

Interessante observar a GM e fazer uma breve comparação com a HONDA. A GM é dona de oito marcas – GMC, Chevrolet, SAAB, Cadillac, Hummer, Saturn, Pontiac, Buick; fornecendo no total 101 veículos para o mercado norte-americano. A Honda por sua vez, possui 18 veículos e mais 5 da Acura, divisão de luxo da Honda, além disso, a empresa produz equipamentos domésticos, motores para barcos, motos e aviões.

Venho ouvindo muitas pessoas comentarem sobre a GM e a concordata que a empresa pretende divulgar. Há certo inconformismo geral, de como que uma empresa como esta chega ao fim da noite para o dia. Nessas horas meus caros, olhar um pouco para as ações de uma empresa e ver o comportamento da mesma nos últimos tempos, ajuda os investidores a tomarem decisões racionais sobre as operações que pretendem fazer.

Após atingir US$ 94,63 em 28 de abril de 2000, o papel iniciou uma trajetória de queda que até o presente momento não teve fim, são quase 10 anos dentro de um claro canal de queda. Ano após ano, balanço após balanço, a empresa vem perdendo força, se enfraquecendo lentamente e caminhando para o seu fim.

Ainda que após a concordata a GM volte a respirar, eu me pergunto, será que ela vai continuar a ser como era, ou seja, com 8 empresas e 101 veículos, ou vai se reduzir e se aperfeiçoar como as concorrentes japonesas? Isso o futuro vai dizer.

Na imagem trago os últimos 19 anos do papel e em destaque o canal de baixa. Quero fechar este texto com uma dica para investidores jovens e conservadores. Jamais comprem um papel porque ele caiu muito, se um papel caiu muito é porque algo que estava errado continua errado. Esperem o momento certo para comprar boas empresas com bons descontos nos preços.
Mesmo boas e renomadas empresas podem chegar ao fim.

preço do papel desde 1990

preço do papel desde 1990

COMENTÁRIOS

Nenhum comentário em “A queda de um gigante”

  1. Eu mesmo sempre tive carros da GM mas agora mudei para a Renault.

    Penso que vai ser um desastre para a economia gringa a GM falindo.

    Eu mesmo pensei como vou comprar um carro de uma empresa que esta falindo.

    A GM é simbolo da economia gringa ela falindo muita gente simples vai perder a confiança nos produtos gringo e vai acelerar a queda do imperio gringo.

    até a vitória sempre.

    Por samuel | maio 12, 2009, 13:56
  2. Como todo homem tenho que comentar sobre carro…está na nossa genética, já nascemos falando de automóveis. Contextualizando o que foi dito no texto original e olhando pela óptica de mercado, foram os últimos 10 longos anos que os executivos da empresa investiram mal e proporcionaram, não só o fechamento de um ícone automobilístico mundial mas também todos os desdobramentos decorrentes da concordata da GM (desemprego, falta geração de renda, falta de crédito no mercado etc.). Sei apenas o que li, e penso que não houve projetos a grande prazo com uma inovação tecnológica, um novo mateiral, ou um novo conceito de veículo. Apenas seguiram o mandamento americano de ficar presos ao petróleo e a toda cadeia. Penso e espero que as pessoas que assumam o comando da GM possam a reavaliar toda a conjuntura a qual ela está inserida e sem alteram suas tradições pudessem se re-arranjar e surpreender com novas propostas e reerguer a marca.

    Por yves | maio 13, 2009, 15:47

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