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	<title>Aviso em Dois &#187; Divirta.se</title>
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		<title>Guerra a Paz para todos</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 11:46:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Cândido Portinari]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra a Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Memorial da America Latina.]]></category>

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		<description><![CDATA[Guerra e Paz, dois murais de Candido Portinari, que estavam na ONU foram recuperadas no Rio de Janeiro e exibido no Theatro Municipal da cidade. Agora chega a São Paulo e desde ontem pode ser visto no Memorial da America Latina]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Cândido-Portinari-Guerra-e-Paz-jpg-1.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/CNDIDO26.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12662" title="CNDIDO~26" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/CNDIDO26-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Guerra e Paz, dois murais de Candido Portinari, que estavam na ONU foram recuperadas no Rio de Janeiro e exibido no Theatro Municipal da cidade. Agora chega a São Paulo e desde ontem pode ser visto no Memorial da America Latina. Um mural que pouca gente via quando visitava a sede da ONU e agora pode ser visto por todos. A historia que segue foi retirado do site Projeto Guerra e Paz. Chamo atenção da influencia que Portinari recebeu do quadro Guernica de Picasso para compor Guerra e Paz.</p>
<p>- Entre 1952 e 1956, Candido Portinari realizou seus dois últimos e maiores murais, Guerra e Paz (14m de altura por 10m de largura, aprox.), encomendados pelo governo brasileiro para presentear a sede da ONU, em Nova York.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Restauro-de-Guerra-e-Paz-Portinari.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12660" title="Restauro de Guerra e Paz Portinari" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Restauro-de-Guerra-e-Paz-Portinari-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Localizados em local nobre, de acesso restrito aos delegados das Nações, no hall de entrada da Assembléia Geral, os monumentais painéis não podem ser vistos pelo público por razões de segurança, nem mesmo durante as visitas guiadas da ONU. Por esse motivo, o Projeto Portinari sempre sonhou em expor Guerra e Paz ao grande público.</p>
<p>Em 2007, o anúncio de uma grande reforma no edifício sede da ONU entre 2010 e 2013 proporcionou a oportunidade inédita de expor os painéis Guerra e Paz no Brasil e no exterior.</p>
<p>Resultado de mais de três anos de empenho e articulações do Projeto Portinari com o Governo Federal, instituições internacionais e empresas estatais e privadas, finalmente, com o apoio financeiro do BNDES, o Projeto Guerra e Paz é, hoje, uma realidade.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/guerra_paz_portinari2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12661" title="guerra_paz_portinari2" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/guerra_paz_portinari2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Em dezembro de 2010, o retorno de Guerra e Paz ao Brasil foi celebrado com a exposição dos painéis no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com entrada franca. O evento reuniu mais de 44 mil pessoas em apenas 12 dias. Em seguida, os painéis foram restaurados em ateliê aberto, no Palácio Gustavo Capanema, sede do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro, por onde passaram mais de 6 mil visitantes em 4 meses.</p>
<p>Neste momento, o Projeto Portinari planeja a exposição Guerra e Paz, de Portinari em São Paulo. Além de apresentar os painéis restaurados, a exposição reunirá cerca de 100 dos estudos preparatórios de Portinari para Guerra e Paz, estes em première mundial (nem o próprio pintor teve a oportunidade de vê-los em seu conjunto).</p>
<p>São Paulo será o ponto de partida para a itinerância internacional da exposição durante 2012 e 2013, articulada com o Itamaraty, que pretende levar Guerra e Paz entre outras cidades à Hiroshima e à Oslo, por ocasião da entrega do Prêmio Nobel da Paz</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Cândido-Portinari-Guerra-e-Paz-jpg-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12659" title="Cândido Portinari-Guerra e Paz-jpg (1)" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Cândido-Portinari-Guerra-e-Paz-jpg-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Além da fundamental parceria com o BNDES, outras empresas e instituições nos dedicaram especial confiança e apoio para a concretização de todas as etapas do Projeto Guerra e Paz. Contamos com o patrocínio da BFRE, do O Boticário, do Banco do Brasil e dos Correios, além da Queiroz Galvão Exploração e Produção e da Redecard. Contamos ainda com o inestimável apoio da ONU, do Ministério da Cultura, do Itamaraty, da Funarte, do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, da PUC &#8211; Rio, da Rede Globo do InfoGlobo e da Galeria Dom Quixote.</p>
<p>Presentes do Governo Brasileiro para a sede da ONU, em NY, os painéis Guerra e Paz foram encomendados no final de 1952 ao pintor. Era uma superfície de 280 metros quadrados, espaço maior do que o do Juízo Final, de Miguel Ângelo, na Capela Sistina.</p>
<p>Contrariando as recomendações médicas, proibido de pintar por sintomas de intoxicação pelas tintas, Portinari aceitou o convite. E no auditório dos estúdios da TV Tupi, durante 4 anos, trabalhou com afinco na confecção de 180 estudos, esboços e maquetes para os murais. Em 5 de janeiro de 1956, Portinari entregava os painéis Guerra e Paz ao Ministro das Relações Exteriores Macedo Soares, para a doação à ONU.</p>
<p>Encomenda entregue. Mas ninguém havia visto ainda os painéis em sua plenitude, nem mesmo o próprio artista. Foi então que começou um movimento de opinião pública, e um grupo de artistas e intelectuais apelou ao Itamaraty para que os painéis fossem expostos no Brasil antes do embarque para os EUA, para que fosse dada uma chance ao público brasileiro de vê-los, pela primeira e derradeira vez.</p>
<p>Assim, Guerra e Paz foram montadas lado a lado ao fundo do palco do Theatro Municipal. Muito bem iluminados, e com o teatro praticamente às escuras, ficaram impressionantes. Em fevereiro de 1956, os painéis foram solenemente inaugurados pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek, que, na ocasião, entregou a Portinari a Medalha de Ouro de Melhor Pintor do Ano (de 1955) concedida pelo International Fine Arts Council de Nova York.</p>
<p>Grupos de estudantes, operários, moças, velhos, pessoas vestidas simplesmente, uma grande massa que se renovava continuamente, durante todo o dia e pela noite adentro, lotou o Municipal nos poucos dias de exposição. Todos os jornais deram amplo espaço ao acontecimento. A Imprensa Popular abriu a manchete: “O povo lotou o Municipal para ver os painéis de Portinari”. E registrou em subtítulo: “‘Nunca vi uma coisa assim’, disse o porteiro que distribuía os folhetos à entrada”.</p>
<p>Logo depois de desmontada a exposição, os painéis foram enviados à ONU. No entanto, somente em 6 de setembro de 1957, após dois imensos caixotes contendo a obra ficarem no porão da instituição durante um ano e seis meses, Guerra e Paz foram finalmente doados à ONU em cerimônia oficial.</p>
<p>Devido ao envolvimento de Portinari com o Partido Comunista, Portinari não foi convidado a comparecer à cerimônia, sendo representado pelo chefe da delegação brasileira na Organização, o Embaixador Cyro de Freitas-Valle, que afirma: “Com pesar não o vejo hoje entre nós”. E acrescenta: “Desejo salientar um ponto: o Brasil está oferecendo hoje às Nações Unidas o que acredita ser o melhor que tem para dar”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Violeta, uma canção de liberdade das Américas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 08:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Adriana de Carvalho Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Violeta Parra]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei pensando em escrever sobre Violeta Parra, uma compositora e cantora chilena que já citei algumas vezes nesta coluna. Ontem, dia 5, completou 45 anos de sua morte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei pensando em escrever sobre Violeta Parra, uma compositora e cantora chilena que já citei algumas vezes nesta coluna. Ontem, dia 5, completou 45 anos de sua morte. Recebi por e-mail de um amigo lembrando a morte e de sua importância para a canção nova com o texto abaixo que acho que é bem mais informativo do que pensava escrever.</p>
<p>Chile &#8211; Violeta Parra</p>
<p>Por Adriana de Carvalho Alves *<br />
<a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Violeta-Parra1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12640" title="Violeta-Parra1" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Violeta-Parra1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Até que ponto podemos dizer que a música que toca no rádio, e que o povo brasileiro ouve é, de fato, a música que melhor o representa? Ou mesmo, qual é o eco que a MPB tem sobre as pessoas? A música que toca no rádio é nossa, ou é uma música empacotada pela indústria cultural?A cultura, enquanto mercadoria é, e tem sido há muito tempo, um componente da doutrina de imbecialização coletiva, que faz com que os povos não reconheçam nem valorizem sua própria produção cultural. Infelizmente (ou felizmente, quiçá&#8230;) esta não é uma realidade apenas do Brasil, mas do conjunto da América Latina.<br />
Os aparelhos de rádio se viram, em um determinado momento, invadidos por uma onda de músicas estrangeiras que esmagaram a música genuína dos países que compõe o baixo-equador, ofuscando o brilho da cultura popular do Chile, Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina. Fenômeno que ainda hoje presenciamos. E foi neste contexto que surgiu o Movimento Nova Canção, que trataremos de discutir sua versão chilena, trazendo a tona uma de suas figuras mais ilustres: Violeta Parra.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/violetaparra.jpeg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12641" title="violetaparra" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/violetaparra-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Esta chilena nasceu no interior do país, em 1917, numa pequena cidade chamada San Carlos. Cresceu ouvindo músicas folclóricas nas festas religiosas e pagãs o que, mais adiante, serviu de incentivo à formação de um pequeno grupo com seus irmãos. A dificuldade financeira fez com que os irmãos Parra se apresentassem por diversas regiões ajudando, com os pequenos cachês, a complementar a renda da extensa família. Em 1932, incentivada pelo irmão Nicanor, Violeta vai para Santiago, em busca de emprego. Esta foi uma fase muito difícil, que Violeta cantou nos seguintes versos:</p>
<p>, “Ayer buscando trabajo llamé a uma puerta de fierro, como se fuera un perro, me miran de arriba abajo com promessas de destajo me han hecho volver cien veces como si gusto les diese em verme solicitar: muy caro me han de pagar, el pan que me pertenence. No demando caridad, ni menos pido un favor pido com mucho rigor mi derecho de trabajar”.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/violeta-parra.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12642" title="violeta-parra" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/violeta-parra-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A artista mantém-se financeiramente através de apresentações na noite, em dupla com sua irmã Hilda. Em 1938, casa-se com Luis Cereceda, que a conheceu numa apresentação. Sua primeira filha Isabel nasce, e a situação financeira do casal se agrava, a família se muda para Valparaiso, cidade portuária que inspira ainda mais Violeta. Ela canta para os marinheiros, em sombrios bares nos arredores do porto. Em Valparaiso nasce Angel, seu segundo filho. Grava seu primeiro disco em 1942, em parceria com sua irmã. Ganhou o primeiro prêmio do concurso de canto organizado no Teatro Baquedano, usando o pseudônimo de “Violeta de Mayo”.</p>
<p>O brilho de Violeta começa a incomodar o marido, o que, em 1948, determina a separação do casal. Violeta assim descreve o acontecimento: “&#8230; estoy separada de él. No apreciaba mi trabajo y no hacia nada cuando estaba com él. Queria uma mujer que le limpiara y le cocinara”.</p>
<p>O trabalho de compilação das canções do povo começa quando, em contato direto com angustias de seu público, os pobres, a artista assume a tarefa de retratar a cultura chilena em seus versos. Sua mãe, Clarisa, contribui apresentando canções que ouvia quando criança e que entretanto, não estavam registradas. Observando a possibilidade, Violeta parte para os mais afastados rincões, com um gravador, recolhendo canções dos mais velhos. Outros pesquisadores se dedicavam a essa tarefa, mas Violeta tinha um diferencial, o de partilhar a mesma linguagem com povo, os depositários da cultura popular. A esse respeito, ela diz “&#8230; encuentro folklore en todas partes&#8230; hasta em la plaza de armas. Los ancianos me orientan; donde veo uma cabeza blanca me siento y empiezo a preguntar”.</p>
<p>O resgate da música de raíz proporcionaou à artista um movimento muito interessante: ao resgatar e valorizar estas canções, Violeta se sentiu preparada para intervir no contexto que a incomodava. Gravou diversas canções de autoria própria que, além de retratar a dura realidade social de seu país, traziam em suas raízes a música campesina. A obra de Violeta teve eco porque a sua base tinha a ver com a identidade e as dificuldades que o povo chileno enfrentava não sendo, por este motivo, uma canção alienígena. Inovadora, Violeta Parra relacionou-se com outros artistas que, assim como ela, utilizavam a canção popular como forma de manifestação política.Victor Jara foi um de seus parceiros, e o artista, bem mais jovem, reconheceu em seu trabalho, um referencial.</p>
<p>Seu trabalho não se restringiu apenas ao Chile. A artista viveu na Europa, levando a música campesina chilena ao velho mundo. Cantou em diversos países, como Polônia, União Soviética e França (país onde morou por um bom tempo). Além da música, Violeta se dedicou ao artesanato, produzindo cerâmicas e tapeçarias. Era uma exímia cozinheira, fazendo ela própria suas empanadas.</p>
<p>Violeta Parra nos deixou dia 5 de fevereiro de 1967. As contradições pessoais a sufocaram. Talvez o sentimento de impotência diante das mazelas sociais que acometiam o povo, talvez o malfadado relacionamento amoroso com o músico suíço Gilbert Favre&#8230; o fato é que Violeta não resistiu e deu cabo à própria vida, sendo encontrada caída sobre seu violão, com um revolver nas mão às seis da tarde.<br />
O corpo se foi, contudo sua obra permanece viva e atual, sendo celebrada até os dias de hoje. Escute as músicas e conheça as letras de La Carta, na voz da própria Violeta, além deLa exiliada del sur, na interpretação de Intti-illimani e Por que los pobres no tienen e Lo que más quiero, na voz de Isabel Parra.</p>
<p><strong>Porque los pobres no tienen</strong></p>
<p>Porque los pobres no tienen<br />
adonde volver la vista,<br />
la vuelven hacia los cielos<br />
con la esperanza infinita<br />
de encontrar lo que su hermano<br />
en este mundo le quita.</p>
<p>¡Palomita!<br />
¡Qué cosas tiene la vida,<br />
ay zambita!</p>
<p>Porque los pobres no tienen<br />
adonde volver la voz,<br />
la vuelven hacia los cielos<br />
buscando una confesión<br />
ya que su hermano no escucha<br />
la voz de su corazón.</p>
<p>Porque los pobres no tienen<br />
en este mundo esperanzas,<br />
se amparan en la otra vida<br />
como a una justa balanza,<br />
por eso las procesiones,<br />
las velas, las alabanzas.</p>
<p>De tiempos inmemoriales<br />
que se ha inventado el infierno<br />
para asustar a los pobres<br />
con sus castigos eternos,<br />
y el pobre, que es inocente,<br />
con su inocencia creyendo.</p>
<p>El cielo tiene las riendas,<br />
la tierra y el capital,<br />
y a los soldados del Papa<br />
les llena bien el morral,<br />
y al que trabaja le meten<br />
la gloria como un bozal.</p>
<p>Para seguir la mentira,<br />
lo llama su confesor,<br />
le dice que Dios no quiere<br />
ninguna revolución,<br />
ni pliegos ni sindicatos,<br />
que ofende su corazón.</p>
<p><strong>La carta</strong></p>
<p>Me mandaron una carta<br />
por el correo temprano,<br />
en esa carta me dicen<br />
que cayó preso mi hermano,<br />
y sin compasión, con grillos,<br />
por la calle lo arrastraron, sí.</p>
<p>La carta dice el motivo<br />
de haber prendido a Roberto<br />
haber apoyado el paro<br />
que ya se había resuelto.<br />
Si acaso esto es un motivo<br />
presa voy también, sargento, si.</p>
<p>Yo que me encuentro tan lejos<br />
esperando una noticia,<br />
me viene a decir la carta<br />
que en mi patria no hay justicia,<br />
los hambrientos piden pan,<br />
plomo les da la milicia, sí.</p>
<p>De esta manera pomposa<br />
quieren conservar su asiento<br />
los de abanico y de frac,<br />
sin tener merecimiento,<br />
van y vienen de la iglesia<br />
y olvidan los mandamientos, sí.</p>
<p>Habrase visto insolencia,<br />
barbarie y alevosía,<br />
de presentar el trabuco<br />
y matar a sangre fría<br />
a quien defensa no tiene<br />
con las dos manos vacías, si.</p>
<p>La carta que he recibido<br />
me pide contestación,<br />
yo pido que se propale<br />
por toda la población,<br />
que el «león» es un sanguinario<br />
en toda generación, sí.</p>
<p>Por suerte tengo guitarra<br />
para llorar mi dolor,<br />
también tengo nueve hermanos<br />
fuera del que se engrilló,<br />
los nueve son comunistas<br />
con el favor de mi Dios, sí.</p>
<p><strong>El exiliado del sur<br />
</strong>(o La exiliada del sur)</p>
<p>Un ojo dejé en Los Lagos<br />
por un descuido casual,<br />
el otro quedó en Parral<br />
en un boliche de tragos;<br />
recuerdo que mucho estrago<br />
de niño vio el alma mía,*<br />
miserias y alevosías<br />
anudan mis pensamientos,<br />
entre las aguas y el viento<br />
me pierdo en la lejanía.</p>
<p>Mi brazo derecho en Buin<br />
quedó, señores oyentes,<br />
el otro en San Vicente<br />
quedó, no sé con qué fin;<br />
mi pecho en Curacautín<br />
lo veo en un jardincillo,<br />
mis manos en Maitencillo<br />
saludan en Pelequén,<br />
mi blusa en Perquilauquén**<br />
recoge unos pececillos.</p>
<p>Se m’enredó en San Rosendo<br />
un pie el cruzar una esquina,<br />
el otro en la Quiriquina<br />
se me hunde mares adentro,<br />
mi corazón descontento<br />
latió con pena en Temuco<br />
y me ha llorado en Calbuco,<br />
de frío por una escarcha,<br />
voy y enderezo mi marcha<br />
a la cuesta ’e Chacabuco.</p>
<p>Mis nervios dejo en Granero,<br />
la sangr’en San Sebastián,<br />
y en la ciudad de Chillán<br />
la calma me bajó a cero,<br />
mi riñonada en Cabrero<br />
destruye una caminata<br />
y en una calle de Itata<br />
se me rompió el estrumento,<br />
y endilgo pa’ Nacimiento<br />
una mañana de plata.</p>
<p>Desembarcando en Riñihue<br />
se vio a la Violeta Parra,<br />
sin cuerdas en la guitarra,<br />
sin hojas en el colihue;<br />
una banda de chirigües<br />
le vino a dar un concierto;<br />
con su hermanito Roberto<br />
y Cochepe forman un trío<br />
que cant&#8217;al orilla del río<br />
y en el vaivén de los puertos.</p>
<p>En la versión de Violeta Parra publicada en 1970:</p>
<p>* de niña vio el alma mía<br />
** mi falda en Perquilauquén</p>
<p><strong>Lo que más quiero</strong></p>
<p>Lo hombre que yo más quiero<br />
en la sangre tiene hiel,<br />
me deja sin su plumaje<br />
sabiendo que va a llover,<br />
sabiendo que va a llover.</p>
<p>El árbol que yo más quiero<br />
tiene dura la razón,<br />
me priva su fina sombra<br />
bajo los rayos del sol,<br />
bajo los rayos del sol.</p>
<p>El río que yo más quiero<br />
no se quiere detener,<br />
con el ruido de sus aguas<br />
no escucha que tengo sed,<br />
no escucha que tengo sed.</p>
<p>El cielo que yo más quiero<br />
se ha comenzado a nublar,<br />
mis ojos de nada sirven,<br />
los mata la oscuridad,<br />
los mata la oscuridad.</p>
<p>Sin abrigo, sin la sombra,<br />
sin el agua, sin la luz,<br />
sólo falta que un cuchillo<br />
me prive de la salud,<br />
me prive de la salud.</p>
<p>* Este artigo é baseado em matéria publicado no jornal “Voz Ativa” (nº 2, setembro de 2006).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Samba, um universo sonoro</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/divirta-se/samba-um-universo-sonoro/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 11:45:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra São Paulo Exposamba]]></category>
		<category><![CDATA[samba]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui jurado na Mostra São Paulo Exposamba e me surpreendi com o volume de sambas inscritos e de sua variedade. Foram inscritos mil e dois sambas e sobraram para a próxima versão mais seiscentas musicas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/logo_pequeno_teste.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12612" title="logo_pequeno_teste" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/logo_pequeno_teste-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Fui jurado na Mostra São Paulo Exposamba e me surpreendi com o volume de sambas inscritos e de sua variedade. Foram inscritos mil e dois sambas e sobraram para a próxima versão mais seiscentas musicas. Foram inscritas automaticamente e só valerão se permanecerem inéditas.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/safe_image.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12613" title="safe_image" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/safe_image-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Dessa variedade de samba que se conhece como samba enredo, samba canção, samba de breque etc. surgiu mais dois, o sambanejo, um samba com letra própria para o sertanejo moderno, que de moderno não tem nada e ainda usa arranjos da década de 60 no período que ficou conhecido por jovem guarda. O segundo samba que surgiu foi sambagospel, de adoração a Deus. Não tenho nada contra, mas soa estranho nos meus ouvidos.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/418230_265526043516722_224355647633762_601395_1334855766_n.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12614" title="418230_265526043516722_224355647633762_601395_1334855766_n" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/418230_265526043516722_224355647633762_601395_1334855766_n-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Foi com muita satisfação que essa mostrou a quantidade de compositoras atuando nos mais variados tipos de samba. Teve alguns sambas em que as compositoras vão a luta abrindo espaço no universo masculino. Não querem mais ficar esperando seu homem reivindicam o direito de ir ao samba e amar de seu jeito. O samba canção do tipo Dolores Duran já não existe, o samba reflete a mulher de hoje.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/425541_264854943583832_224355647633762_599846_1086213508_n.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12615" title="425541_264854943583832_224355647633762_599846_1086213508_n" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/425541_264854943583832_224355647633762_599846_1086213508_n-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Outra satisfação foi saber que o tal pagode não é tão popular como pensa a indústria fonografia. Como sempre a indústria cultural está a reboque do que se faz nesse país. Sambas como o de breque, canção e de batuque que praticamente desapareceram foram cultivados pelos sambistas de nova geração. Significa dizer que o nosso fazer musica se perpetua com novas roupagens.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Nelson Pereira dos Santos desvenda a alma de Tom Jobim</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 12:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Nelson Pereira dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Jobim]]></category>

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		<description><![CDATA[Não há como negar a importância do Nelson Pereira dos Santos para o cinema nacional e quanto mais envelhece mais sensível fica. Veja o texto de Maria do Rosário Caetano sobre o filme que Nelson fez sobre o Tom Jobim publicado no Jornal Brasil de Fato]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há como negar a importância do Nelson Pereira dos Santos para o cinema nacional e quanto mais envelhece mais sensível fica. Veja o texto de Maria do Rosário Caetano sobre o filme que Nelson fez sobre o Tom Jobim publicado no Jornal Brasil de Fato.</p>
<p>O tom de Nelson</p>
<p>Mestre do Cinema Novo revisita a criação jobiniana num filme sensorial, feito só de imagens e melodias<br />
30/01/2012</p>
<p>Maria do Rosário Caetano<br />
de São Paulo (SP)</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/a-musica-segundo-tom-jobim-2011_f_001.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12605" title="a-musica-segundo-tom-jobim-2011_f_001" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/a-musica-segundo-tom-jobim-2011_f_001-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nelson Pereira dos Santos, que Glauber Rocha tinha como um de seus mestres surpreende mais uma vez. Quem acompanha sua carreira, desde a turbulenta estréia de Rio 40 Graus, não esperava que – aos 83 anos – o criador do seminal Vidas Secas voltasse às telas com filme tão ousado e inesperado.<br />
Pois foi o que ele fez ao lançar, em parceria com a jovem Dora Jobim, A música segundo Tom Jobim, belíssimo e comovente documentário realizado só com imagens e melodias.</p>
<p>O filme, explicitamente sensorial, foi concebido sem recorrer a depoimentos ou narrativa em off. E o que é melhor, sem apelar aos mesmos depoentes que pulam de documentário em documentário (caso do onipresente Nelson Motta). A música segundo Tom Jobim existe para mostrar o quão foi (e continua sendo) grande a obra do maestro soberano Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (1927-1994).</p>
<p>Quem, um dia, entrou em trip tinhorônica e ousou reduzir o jovem Tom Jobim a um compositor brasileiro de classe média em busca de consagração nos EUA verá – depois de fruir os 85 minutos do filme – que o mundo dobrou-se ao talento do artista. Maestro, compositor de canções populares e de peças sinfônicas, violonista e pianista, ele foi gravado – e festejado – pelos maiores nomes do jazz, da canção francesa, italiana ou japonesa. E brasileira, claro.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/228907.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12606" title="228907" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/228907-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Foram tantos os que gravaram as composições do artista que até seu filho, o músico Paulo Jobim, presidente do Instituto Tom Jobim e co-produtor do documentário, foi pego de surpresa. Ele sabia que dezenas de cantores e músicos internacionais – Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Sara Vaughan, Dizzie Gillespie, Errol Garner, Oscar Peterson, Gerry Mulligan, Henri Salvador, Jean Sablon, Pierre Barouh, Diana Krall (para ficar nos mais famosos e que têm presença garantida no filme) – haviam gravado megassucessos como Desafinado, Garota de Ipanema e Insensatez. Mas nunca imaginou que Judy Garland (1922-1969) e Sammy Davis Jr. (1925-1990) também tivessem bebido no repertório de Jobim.</p>
<p>“Levei um susto” – conta o filho-músico de Tom – “quando Dora encontrou, no Youtube, o registro de Judy Garland cantando Insensatez/How Insensitive. Eu nem imaginava que um dia ela interpretara uma música de meu pai”. A surpresa “custou muito em direito de cessão de imagem”, mas a equipe do filme achou que valia a pena.<br />
Paulo e a filha Dora tiveram agradável surpresa depois de procurar os herdeiros de Sammy Davis Jr. para que cedessem os direitos de uso de incrível (e sacudida) interpretação que ele fizera de Desafinado (Off-key, em inglês). A família não só autorizou como enviou e-mail aos herdeiros do maestro avisando que estava “orgulhosa de saber que ele apareceria num filme sobre o grande Tom Jobim”.</p>
<p>Vinícius &amp; Chico<br />
O time de brasileiros que aparece no filme é imenso. Vai da grande Elis Regina (em duo com Tom na belíssima Águas de março) à efusiva homenagem da Estação Primeira de Mangueira, passando pela divina Elizeth Cardoso (em cena do raríssimo Um desconhecido bate à porta, ou Pista de Grama, filme de Haroldo Costa), por Silvinha Telles, Agostinho dos Santos, Alaíde Costa, Maysa, Nara Leão, Miúcha (que é co-autora do roteiro do filme), Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Adriana Calcanhoto e Fernanda Takai. Sem esquecer Cynara e Cybele cantando, sob vaias, Sabiá (no Festival Internacional da Canção, a música de Tom &amp; Chico derrotou a “Marselhesa brasileira” – Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré).</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/tom_jobim_e_frank_sinatra_cor_-_foto_manchete2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12608" title="tom_jobim_e_frank_sinatra_cor_-_foto_manchete2" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/tom_jobim_e_frank_sinatra_cor_-_foto_manchete2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Dos parceiros mais importantes de Jobim, dois – como não poderia deixar de ser – ocupam espaço nobre. Primeiro, Vinícius de Moraes. Juntos, eles criaram a trilha de Orfeu Negro (para teatro, depois aproveitada pelo cinema. Nelson e Dora mostram trecho da famosa versão cinematográfica de Marcel Camus). Criaram, também, a comovente Sinfonia da Alvorada (para saudar Brasília) e alguns dos mais belos standards da Bossa Nova.<br />
O segundo parceiro a ganhar destaque é Chico Buarque. Resulta comovente o registro das imagens de Tom &amp; Chico nos bastidores do FIC 1968, o da vaia a Sabiá. Tom, mais experiente, estampa certa tranquilidade. Já o jovem Chico – a câmera capta tudo, em especial o espanto em seus olhos – é puro nervosismo.</p>
<p>Parceiro de Tom em disco antológico (Edu &amp; Tom, Tom &amp; Edu), Edu Lobo não ganhou espaço no enxuto ensaio melódico-imagético de Nelson e Dora. Paulo Jobim explicou por quê: “a única imagem de qualidade que encontramos da gravação do disco Tom &amp; Edu os mostrava cantando Vento Bravo, composição de Edu e Paulo César Pinheiro. Como a intenção era manter o foco nas composições de Tom Jobim, não houve outra saída”.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Tom-Jobim-e-Vinicius-de-Moraes-Piano-no-Catetinho-cred-Manchete.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12607" title="Tom Jobim e Vinicius de Moraes - Piano no Catetinho cred Manchete" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Tom-Jobim-e-Vinicius-de-Moraes-Piano-no-Catetinho-cred-Manchete-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Quem acompanhou o nascimento da Bossa Nova sabe que João Gilberto, com sua batida de violão e seu canto, desempenhou papel essencial no mais internacional dos movimentos musicais brasileiros. Quem, porém, não prestar a devida atenção em A música segundo Tom Jobim deixará de ver João, ao violão, acompanhando Elizeth Cardoso em Eu não existo sem você (na citada cena do filme que Haroldo Costa realizou em 1958). Por que João está praticamente ausente do filme?<br />
Nelson Pereira responde sereno: “Ele está presente, ao violão, com Elizeth Cardoso, na gravação seminal que aparece no começo do filme. Dali damos um salto no tempo e vemos Dizzy Gillespie ajudando a exportar a música brasileira e, junto com ela, o Brasil. Um Brasil que vivia momento especial e renovador, pois minha geração, depois da tragédia da Segunda Guerra Mundial, acreditou que tinha que mudar tudo e rápido”.<br />
O diretor de Memórias do Cárcere confessa, porém, que João Gilberto não aparece outras vezes no filme por razão muito simples: “estão fazendo um documentário sobre ele e, por isso, preferem não ceder suas imagens a outras produções”.<br />
Bem-humorado e sábio, Nelson relembra a gênese de A música segundo Tom Jobim: “Quando fazíamos os dois documentários sobre Sérgio Buarque de Hollanda [1902-1982], Miúcha, que me ajudou muito, me incentivou a fazer um filme sobre Tom Jobim. Mais tarde, começamos a nos encontrar duas vezes por semana, para falar dele. Aí percebemos que eram tantas as idéias que teríamos que realizar dois filmes: um sobre as músicas de Tom e outro registrando o ponto de vista de três mulheres importantíssimas na vida dele: a irmã, Helena Jobim; a primeira esposa, Tereza; e a segunda, Ana”.<br />
Miúcha, por sua vez, diz que foi mais “a ajudante de um mestre do cinema” que uma roteirista (crédito que é dela, no filme). “Não sou o que se reconhece como uma roteirista de cinema” brinca. “Sou roteirista do Nelson, um grande amigo e cineasta”. E acrescenta: “Chico [Buarque], meu irmão, depois de ver A música segundo Tom, definiu-o como um verdadeiro ‘filme de autor da maior qualidade’”.<br />
A cantora e integrante do clã Buarque de Hollanda pensa melhor e admite que escreveu, para valer, um único roteiro: “o do show que uniu Tom, Vinícius, Toquinho e eu”. E destacou sua maior contribuição aos filmes sobre Tom Jobim: “Nelson, no momento em resolvemos realizar dois documentários – o da música e o das três mulheres – me pediu que sugerisse locais para que cada uma delas desse seu testemunho. Me sugeriu até que um dos ambientes tivesse um clima kurosawiano [risos]. Na hora lembrei do belíssimo sítio de minha prima Vivi Nabuco, na serra de Itatiaia, por entender que ali Tereza puxaria os fios de sua memória. E o faria no fluxo do riacho que corta aquele imenso sítio-jardim”.<br />
Nelson conta que, no novo filme, já pronto para ser lançado depois de A música segundo Tom Jobim, Helena dá seu testemunho numa praia deserta de Florianópolis, que se faz passar pela Ipanema da infância e juventude dela e do irmão. “Hoje, no Rio, nem nas praias mais distantes conseguimos recriar a Ipanema que Helena e Tom guardaram na memória como “um imenso areal”.<br />
Ana Lontra Jobim dá seu depoimento no Jardim Botânico, espaço que Tom amava e frequentava. E que definia como “o quintal” da casa dele.</p>
<p>Três atos<br />
Nelson e Dora definem A música segundo Tom o primeiro filme do tipico jobiniano, como “uma narrativa visual e melódica em três atos”. Cada ato segue a temática das canções. “Primeiro, as que foram consagradas ao Rio de Janeiro, cidade onde ele nasceu e que tanto amou”. O segundo, dedicado às mulheres (Garota de Ipanema, Luíza e tantas outras). O terceiro, à natureza (a fase de Matita Perê, Urubu).<br />
“Nosso processo de trabalho” – explicam os dois cineastas – “foi sendo depurado e concluímos que as canções de Tom Jobim falavam por si sós. Bastavam as melodias, versos e imagens”. Os dois convocaram, então, um dos maiores “caçadores de imagens do país”, o craque Antonio Venâncio, filho de um colega de Nelson na ABL (Academia Brasileira de Letras). Venâncio acessou arquivos espalhados pelo mundo e encontrou as preciosidades que foram condensadas em enxutos 85 minutos pela grande montadora, parceira e amiga de Nelson, Luelane Corrêa (autora do precioso curta Como se morre no cinema, espécie de making of póstumo de Vidas Secas). Na internet (navegando incansavelmente no Youtube), Dora Jobim, de 36 anos, completou (e enriqueceu) a busca.<br />
“Eu passava horas consultando o youtube. Digitava “Insensatez” e apareciam 2.500 imagens, quase na totalidade de aprendizes de violão. Foi variando nomes de acesso que me deparei com Judy Garland cantando How Insensitive”.<br />
Paulo Jobim não nega que se assustou quando a filha e Nelson avisaram que o filme não teria narração, nem depoimentos, nem identificação dos músicos e intérpretes reunidos. “Afinal, todos os documentários que eu conhecia (inclusive sobre a Bossa Nova, pois participei de um deles) eram repletos de pessoas falando, explicando, contando histórias”. Mas Nelson e Dora me explicaram que esse tipo de filme, chamado ‘talking heads’ [cabeças falantes], estavam se repetindo muito [risos].<br />
Nelson e Dora não temem que o público se rebele contra a ausência de identificação de quem aparece nas belas imagens do filme. “Fizemos uma sessão na Academia Brasileira de Letras” – conta ele, divertido – “e foi uma beleza. Uns perguntavam aos outros: quem é esse que está cantando? Quem é aquele que está tocando?”, enquanto outros protestavam: “Silêncio, quero ouvir a música”.<br />
E é isso que os dois diretores querem: “que o público sinta a música e se delicie com a beleza dos sons e das imagens”. A música segundo Tom Jobim será lançado com 40 cópias (pela Sony) e deve repetir, quem sabe superar, o sucesso de outro documentário – Vinícius (2006), de Miguel Faria Jr. – o campeão do gênero na “retomada”. O filme sobre o poeta, amigo e parceiro de Tom Jobim vendeu 266 mil ingressos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Omar Puente, um violinista a ser descoberto</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 11:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Omar Puente]]></category>

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		<description><![CDATA[A 13* edição do Festival de Blues e Jazz de Guaramirin que acontece de 18 a 21 de fevereiro em Guaramirin e depois segue para Fortaleza apresenta uma novidade o violonista Omar Puente de Cuba]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Omar_Puente_777G20011962.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12599" title="Omar_Puente_777G20011962" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Omar_Puente_777G20011962-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A 13* edição do Festival de Blues e Jazz de Guaramirin que acontece de 18 a 21 de fevereiro em Guaramirin e depois segue para Fortaleza apresenta uma novidade o violonista Omar Puente de Cuba. Ele abre o festival no dia 18 de fevereiro. Omar Puente é formado no Instituto Superior de Arte em Havana e foi integrante da Orquestra Sinfônica Nacional de Cuba como primeiro violino. Com o grupo de música cubana moderna Cuban Boys desenvolveu seu estilo reunindo elementos de jazz, música clássica e cubana. Voltado a musica eletrônica maneja como pouco os pedais.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/omar.jpg.display.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12600" title="omar.jpg.display" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/omar.jpg.display-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Seu aprendizado se deu tocando com Ruben Gonzales e Guilhermo Rubacalca que o colocou em contato com moderna musica cubana. Ele difere de outros violinistas de jazz como Stéphane Grappelli que é bem tradicional e elegante, de Jean &#8211; Luc Ponty que misturou jazz e rock, Regina Carter que possui um vigor nas cordas ou Wanessa Mae que abre espaço para o pop. Omar é mais rigoroso na técnica e possui um balanço latino como poucos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Brado Retumbante, cadê o corruptor</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 11:36:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Brado Retumbante]]></category>
		<category><![CDATA[Denise Bandeira]]></category>
		<category><![CDATA[Euclydes Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Fiuza]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Motta]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje termina a mini série “Brado Retumbante” cujo mérito é tratar da realidade brasileira. Escrita por Euclydes Marinho com a colaboração de Nelson Motta, Guilherme Fiuza e Denise Bandeira ficou a desejar com tanta gente interessante a escrever a mini série.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/2011122825323.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12580" title="2011122825323" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/2011122825323-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Hoje termina a mini série “Brado Retumbante” cujo mérito é tratar da realidade brasileira. Escrita por Euclydes Marinho com a colaboração de Nelson Motta, Guilherme Fiuza e Denise Bandeira ficou a desejar com tanta gente interessante a escrever a mini série. A mini série trabalha com a percepção popular da corrupção dos políticos justificando a frase “o homem é bom, mas o poder corrompe” e o herói tem driblar as armadilhas do poder, o que é uma verdade. O que não fica claro, e aí sim se comete um pecado, é quem são os corruptores. Em geral grandes corporações que lutam para tornar lei ou evitar que leis mais sociais sejam aprovadas. São os grandes lobbys que fornecem dinheiro para políticos defenderam sua causa.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/fotos_1701113535000000.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12581" title="fotos_1701113535000000" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/fotos_1701113535000000-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Disputas clássicas como a redução da jornada de trabalho ou ampliação da licença maternidade sofreram muita pressão por conta dos lobbys dos empresários. É um erro afirmar que esse tipo de corrupção seja produto nacional. Os lobbys das grandes corporações, que em geral defendem idéias conservadoras, impediram Obama de criar um sistema de saúde mais decente nos Estados Unidos. Já vimos políticos franceses e japoneses renunciarem ao cargo político por corrupção.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/do_mundo_nada_se_leva_1938_img2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12582" title="do_mundo_nada_se_leva_1938_img2" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/do_mundo_nada_se_leva_1938_img2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Em “A Mulher Faz o Homem” de Frank Capra, James Stewart faz Jefferson Smith, um senador indicado &#8211; nos EUA cada estado pode indicar um senador- escolhido por políticos que defendem os interesses de um grande empreendimento. Nesse filme o corruptor é identificado. Não quero que a mini série seja leviana e dê nome de empresas reais, mas que deixe claro que a corrupção política não circula só em Brasília. Em Brasília é só o sintoma o mal começa nos escritórios defendendo os interesses das corporações. Nesse sentido a mini série fica devendo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Maria Antonieta volta a ser tema de filme</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 11:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Antonieta]]></category>

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		<description><![CDATA[É curioso como determinados filmes de época representam a atual realidade. O filme do diretor Benoit Jacquod que conta a historia da revolução francesa e da rainha Mar ia Antonieta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Filmefrancesjpg.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12575" title="Filmefrancesjpg" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Filmefrancesjpg-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>É curioso como determinados filmes de época representam a atual realidade. O filme do diretor Benoit Jacquod que conta a historia da revolução francesa e da rainha Mar ia Antonieta. Um filme que mostra a ações conservadora entre França (Nicolas Sarkozy) e Alemanha (Angela Merkel) para sair da crise. É como se Sarkozy dissesse a Europa para comerem brioches. Maria Antonieta era a filha mais nova de Maria Teresa de Habsburgo e de Francisco Estevão de Lorena, respectivamente, imperadores do Sacro Império Romano-Germânico. Não assisti ao filme e por isso recorro ao texto de Rui Martins do Brasil de Fato.</p>
<p>Festival de Berlim vai abrir com filme sobre Revolução Francesa<br />
Rui Martins<br />
de Berlim, Alemanha</p>
<p>Um filme francês marcará o início do Festival de Berlim, do 9 ao 19 de fevereiro. O diretor é Benoit Jacquod; o filme Adeus à Rainha, baseado num romance premiado de Chantal Thomas. A atriz principal no papel de Maria Antonieta, a rainha decapitada durante a Revolução Francesa, é Diane Kruger, alemã formada em Paris e com carreira cinematográfica iniciada na França. Uma de suas últimas interpretações foi no filme de Quentin Tarantino, Inglorious Bastards.</p>
<p>A abertura do Festival de Berlim com diretor francês, atriz alemã e atores franceses, na passarela do tapete vermelho, vai bem na onda franco alemã da aproximação política e quase camaradagem da chanceler Angela Merkel com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ambos em evidência na liderança dos esforços para reduzir os efeitos da atual crise econômico-financeira na União Européia.</p>
<p>Além dessa atualidade, ao mostrar as centelhas da revolta popular chegando da Bastilha ao Palácio de Versalhes, o filme Adeus à Rainha retrata o mesmo imprevisível clima que, num repente incendiou os países árabes da costa mediterrânea, provocando a queda de três tiranos e a desintegração de suas cortes.</p>
<p>O filme de Benoit Jacquod conta os últimos dias da austríaca Maria Antonieta, como rainha da França em Versalhes, sob o olhar de sua dama de companhia, Agathe Sidonie (vivida por Lea Seydoux, também atriz no filme de Woody Allen, Meia-noite em Paris), cuja função principal era a de fazer a leitura de romances para a rainha. A chegada da revolução a Versalhes provocou a fuga da corte e a fuga do próprio casal real disfarçados em empregados domésticos. Tentativa frustrada que levaria ambos à guilhotinha.</p>
<p>Ainda inédito, com estréia em Berlim e na competição internacional, o filme vai retratar a futilidade da rainha e do seu desconhecimento da realidade vivida pelo povo, a ponto de pronunciar a célebre frase &#8220;se não têm pão por que não comem brioches?&#8221;. Chantal Thomas, historiadora, autora do livro inspirador do filme, quis retratar o clima reinante no distante, enorme e soturno Palácio de Versalhes e como a personalidade de Maria Antonieta era julgada pelas suas empregadas mais próximas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Etta James, uma cantora de jazz e Blues que vai fazer falta</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 12:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Etta James]]></category>

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		<description><![CDATA[Morreu na última sexta feira a cantora Etta James. Não posso classificar como uma diva como Sarah Vaugn, Ella Fitzgerald ou Billie Hollyday. É uma cantora visceral sem nenhuma elegância nos gestos, mas arrebatadora nos palcos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/etta_james006.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Obit-Etta-JamesGLOBO.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12570" title="Obit-Etta-JamesGLOBO" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Obit-Etta-JamesGLOBO-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Morreu na última sexta feira a cantora Etta James. Não posso classificar como uma diva como Sarah Vaugn, Ella Fitzgerald ou Billie Hollyday. É uma cantora visceral sem nenhuma elegância nos gestos, mas arrebatadora nos palcos. Ela se apresentou somente uma vez em São Paulo, foi num festival de jazz que duraram 10 dias e foi apresentado no Anhembi. Entrevista-la era uma festa. Respondia alto, provocava o repórter e suas gargalhadas estremeciam as paredes do Anhembi. Suas musicas era escolhidas a dedo. Tinham de permitir que Etta fosse Etta no palco e nos discos. Uma voz elogiada por praticamente por todas as revistas especializadas em falar de jazz. Era a grande cantora de jazz e Blues.</p>
<p>Quem melhor conta a historia de Etta James foi o portal IG que reproduzo abaixo.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/etta-james.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12569" title="etta-james" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/etta-james-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Jamesetta Hawkins nasceu em 25 de janeiro de 1938, em Los Angeles. Sua mãe, Dorothy Hawkins, tinha apenas 14 anos na época. Seu pai nunca foi identificado. Por conta da vida atribulada da mãe, a menina foi criada por amigos próximos, entre eles o casal &#8220;Sarge&#8221; e &#8220;Mama&#8221; Lu.<br />
Aos cinco anos, Etta teve sua primeira aula profissional de canto, na Igreja Batista de Saint Paul. Lá, tornou-se uma atração nas missas, fazendo com que Sarge exigisse que o pastor pagasse a jovem por suas participações – pedido que foi negado.<br />
Após a morte de Mama Lu, em 1950, sua mãe biológica a levou para São Francisco. Foi na cidade que Etta, aos 14 anos, formou o grupo de cantoras Creolettes. Nessa época, as jovens foram descobertas pelo cantor e produtor musical Johnny Otis (morto ontem), que logo apadrinhou o grupo. Antes de arranjar um contrato com a Modern Records, Otis rebatizou o conjunto de Peaches e inverteu o nome da cantora de Jamesetta para Etta James.<br />
Após atingir o topo da parada de rhythm &amp; blues com a canção &#8220;Dance with Me, Henry&#8221;, de 1955, as Peaches se tornaram o grupo de abertura da turnê nacional do roqueiro Little Richard. Etta deixou o grupo e assinou contrato com a Chess Records, gravadora do produtor Leonard Chess, que ficou famoso por lançar nomes como Muddy Watters, Howlin&#8217; Wolf e Chuck Berry.<br />
A cantora dividiu suas primeiras gravações, os hits &#8220;If I Can&#8217;t Have You&#8221; e &#8220;Spoonful&#8221;, com seu namorado na época, o músico Harvey Fuqua. Seu primeiro sucesso solo foi &#8220;All I Could Do Was Cry&#8221;, música que inspirou Leonard Chess a misturar a voz de Etta com violinos e outros instrumentos de cordas.</p>
<p>Etta James em 1965, em Nova York<br />
<a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Obit-Etta-JamesGLOBO.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/etta_james006.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12568" title="etta_james006" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/etta_james006-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Dessa idéia surgiu o álbum &#8220;At Last!&#8221;, primeiro trabalho da cantora, lançado em 1961. Nele estão os clássicos &#8220;I Just Want to Make Love to You&#8221; e &#8220;A Sunday Kind of Love&#8221;, além da faixa-título, &#8220;At Last&#8221;, que se tornou a canção mais famosa de sua carreira.<br />
Durante os anos 1960, Etta adicionou elementos de gospel em suas músicas, como &#8220;Stop the Wedding&#8221; e &#8220;Pushover&#8221;. Entre os sucessos lançados no período estão &#8220;Tell Mama&#8221;, composta por ela e Clarence Carter, e &#8220;I&#8217;d Rather Go Blind&#8221;, que foi regravada por Rod Stewart, B.B. King, Paul Weller e Beyoncé, esta última para a trilha do filme &#8220;Cadillac Records&#8221;, em 2008.<br />
Depois da morte de Leonard Chess, em 1969, Etta se aventurou em estilos como rock e funk. Produzido por Gabriel Mekler, que já havia trabalhado com Janis Joplin e Steppenwolf, o álbum &#8220;Etta James&#8221;, de 1973, marca esse período, apesar de não contar com hits.<br />
Em 1978 a cantora lançou seus dois últimos trabalhos pela Chess Records, &#8220;Etta Is Betta Than Evah&#8221; e &#8220;Deep in the Night&#8221;. No mesmo ano Etta abriu alguns shows para os Rolling Stones e se apresentou no Montreal Jazz Festival. A partir daí, passou dez anos longe dos estúdios, lutando contra seu vício em drogas e álcool.<br />
Apenas em 1987 Etta voltou aos holofotes, logo após participar do documentário &#8220;Hail! Hail! Rock &#8216;n&#8217; Roll&#8221;, em que canta &#8220;Rock &amp; Roll Music&#8221; ao lado de Chuck Berry. Em 1993 entrou para o Rock and Roll Hall of Fame e lançou o álbum &#8220;Mystery Lady: Songs of Billie Holiday&#8221;, tributo à cantora Billie Holiday que rendeu a Etta seu primeiro Grammy por melhor performance de jazz, em 1994.<br />
Homenageada com o Grammy pelo conjunto da obra em 2003, Etta voltou com força à mídia no período do lançamento do filme &#8220;Cadillac Records&#8221;, em que foi interpretada pela cantora Beyoncé. Apesar das críticas que o longa recebeu, ele foi responsável por recolocar a canção &#8220;At Last&#8221; em alta, o que desagradou Etta – principalmente quando Beyoncé a cantou no dia da posse do presidente Barack Obama, em janeiro de 2009.<br />
Magoada, a cantora disse que sentiu-se ofendida por não receber o convite para cantar &#8220;At Last&#8221; na ocasião, afirmando que teria feito uma apresentação melhor que a de Beyoncé.<br />
Com a piora de sua saúde, Etta James cancelou todos os shows de sua agenda em 2010. Mesmo assim, lançou no ano seguinte o álbum &#8220;The Dreamer&#8221;, último de sua carreira.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Margareth Thatcher desnudada</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:19:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra das Malvinas]]></category>
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		<category><![CDATA[Phyllida Lloyd]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada melhor para assinalar as recentes decriptudes financeiras do neoliberalismo, provocando crises nos EUA e na Europa, que rememorar a grande incentivadora do liberalismo inglês, cena do surgimento dos prepotentes yuppies na City londrina, a hoje também senil ex-primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/size_590_meryl-streep.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12550" title="size_590_meryl-streep" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/size_590_meryl-streep-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Esse texto do jornalista Rui Martins publicado no jornal Brasil de Fato sobre o filme em que Meryl Streep faz Margareth Thatcher em um filme que conta a sua história. O filme foi exibido no festival de Berlin. Como foi a grande defensora do liberalismo que montou a crise pelo qual passa o mundo hoje achei pertinente reproduzir logo mais abaixo.</p>
<p>Rui Martins &#8211; Brasil de Fato</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Thatcher-será-Meryl-Streep.jpeg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12551" title="Thatcher será Meryl Streep" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Thatcher-será-Meryl-Streep-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nada melhor para assinalar as recentes decriptudes financeiras do neoliberalismo, provocando crises nos EUA e na Europa, que rememorar a grande incentivadora do liberalismo inglês, cena do surgimento dos prepotentes yuppies na City londrina, a hoje também senil ex-primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher.<br />
Essa a grande atualidade do Urso de Ouro a ser entregue pelo Festival Internacional de Cinema de Berlim à atriz americana Meryl Streep, cujo último filme, estrea hoje em Londres, &#8220;A Dama de Ferro&#8221;, revive a líder conservadora Margareth Thatcher que conquistou essa alcunha por governar com mão-de-ferro, sem clemência para os sindicatos e dura como o metal na resposta aos argentinos na Guerra das Malvinas.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/thatcher-streep.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12552" title="thatcher-streep" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/thatcher-streep-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Margareth Thatcher não poderá ir a Berlim, ver a projeção do filme de sua vida dirigido por Phyllida Lloyd, pois seus 86 anos já lhe roubaram a força dos anos 70 e seu cérebro se confunde numa espécie de demência senil, contada por sua própria filha num livro recentemente publicado.<br />
Embora o filme, que estará também em exibição nos próximos dias no Brasil, mostre os principais lances políticos da Dama de Ferro, Phyllida et Meryl Streep garantem que não se trata de um filme político, mas de uma história humana. A roteirista Abi Morgan, compiladora da história, quis mostrar o trajeto da primeira-ministra, filha de dono de mercearia, que se tornou a líder inconteste da direita conservadora inglesa. E não poupou cenas de seu envelhecimento e decadência natural causada pela idade, razão das críticas ao filme, e de sua rejeição pela família de Margareth Thatcher.</p>
<p>Mas existe um consenso, depois da estréia na Inglaterra, de que Meryl Streep está num dos seus melhores papéis. E os numerosos cartazes do filme espalhados por Londres farão muitos pensarem em Thatcher com rosto de Meryl Streep.<br />
Seis dos melhores filmes de Meryl Streep serão projetados em Berlim, entre eles os dois que lhe valeram o Oscar, Kramer contra Kramer, de Robert Benton, e A Escolha de Sofia, de Alan Pakula.<br />
Extremamente versátil, Meryl Streep se impõe em qualquer gênero de filme, como Mama Mia, comédia musical da mesma Phyllida Lloyd. Entre seus 40 filmes, muitos não esquece The Bridges of Madison County, dirigido e com a participação de Clint Eastwood.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Das historias em Quadrinhos para o cinema</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 11:19:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Aventura de Tim Tim]]></category>

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		<description><![CDATA[Estréia amanhã Aventura de Tim Tim baseado no personagem de historia em quadrinhos criado pelo belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, em 1929]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/tim-tim.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12543" title="tim tim" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/tim-tim-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Estréia amanhã Aventura de Tim Tim baseado no personagem de historia em quadrinhos criado pelo belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, em 1929. Personagens de historia em quadrinho estão sempre metido em aventuras. Aventuras mirabolantes como os GMem, americanos, Jim das Selvas, Tarzan, O mundo Perdido etc. A África e os países colonizados, principalmente a África, tinham civilizações perdidas e escondiam seres pré-históricos e até macacos gigantes como King Kong. O total desconhecimento desse continente permitia criar no imaginário popular um lugar onde tudo acontece.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/spielberg-demorou-quase-30-anos-para-concluir-o-projeto_1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12544" title="spielberg-demorou-quase-30-anos-para-concluir-o-projeto_1" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/spielberg-demorou-quase-30-anos-para-concluir-o-projeto_1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>No imaginário onde as histórias em quadrinho atuam é possível Tim Tim sair do mar e em poucos instantes estar perdido no deserto. Nessa lógica de aventura onde os filmes “B” foram pródigos em reproduzir filmes como, por exemplo, Indiana Jones se inspiraram. Tim Tim aqui encarna o herói bom caráter. Até a feição de Tim Tim é de bom moço. Como todo herói precisa de partner no seu caso é Milu seu cachorro. No desenho As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin, The Secret of the Unicorn) são apresentadas personagens que estarão sempre presentes nas suas aventuras como Dupont &amp; Dupont dois policiais e Capitão Hadoque um capitão beberão que dá comicidade ao filme.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/timtim.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-12545" title="timtim" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/timtim-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Insaciável jovem repórter Tintim (Jamie Bell) e seu leal cachorro Milu a partir do momento em que eles descobrem que o modelo de um antigo navio contém um segredo explosivo. Atraído pelo mistério centenário, Tintim se vê na mira de Ivan Ivanovitch Sakharin (Daniel Craig), um vilão diabólico que crê que Tintim roubou um tesouro valioso ligado a um velho pirata cruel chamado Rackham, o Terrível. Com a ajuda de seu cachorro, Milu, do mordaz e resmungão Capitão Haddock (Andy Serkis) e dos atrapalhados detetives Dupond &amp; Dupont (Simon Pegg e Nick Frost).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
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