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	<title>Aviso em Dois &#187; Divirta.se</title>
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		<title>A fase disco perde uma de suas divas</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2012 10:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Dancing Days]]></category>
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		<description><![CDATA[A morte de Donna Summer foi anunciada na manhã de ontem. Morreu na Flórida de câncer aos 63 anos. O gênero disco que ela representa ficou conhecido no Brasil como discoteca. Os jovens dos anos 70 se reuniam nas tais discotecas para dançar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A morte de Donna Summer foi anunciada na manhã de ontem. Morreu na Flórida de câncer aos 63 anos. O gênero disco que ela representa ficou conhecido no Brasil como discoteca. Os jovens dos anos 70 se reuniam nas tais discotecas para dançar. Uma fase hedonista onde ao se refugiarem para dançar deixavam do lado de fora as ditaduras militares, a guerra do Vietnam etc. Em São Paulo e no Rio casas noturnas viraram moda como Dancing Days, Ta Matete, Papagaio só pra citar algumas. Foi nessa época que o disc jokey começou a ganhar status de artista.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Donna-Summer-Disco-Nights-Arent-Over-Remixes-Volume-2-March-2010.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13549" title="Donna-Summer-Disco-Nights-Arent-Over-Remixes-Volume-2-March-2010" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Donna-Summer-Disco-Nights-Arent-Over-Remixes-Volume-2-March-2010-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Peço aqui auxilio ao Wikipédia que conta o que foi esse momento. Teve suas raízes nos clubes de dança voltados para negros, latino-americanos, gays e apreciadores de música psicodélica, além de outras comunidades na cidade de Nova York e Filadélfia durante os anos 1970. A música disco foi um movimento de liberdade de expressão, liderado pelos gays, negros e latinos heterossexuais contra a dominância do rock e desvalorização da música dance da contracultura durante este período. Mulheres abraçaram bem o estilo, sendo consideradas “divas”, vários grupos também foram populares na época. O estilo é conhecido por ser o primeiro abraçado por casas de dança, denominados &#8220;discotecas&#8221; e posteriormente apenas clubes. As principais influências musicais incluem o funk, a música latina, psicodélica e o soul music. Arranjos de música clássica como acompanhamento são freqüentes no estilo, criando um som cheio de colcheias e fusas, mas ao mesmo tempo muito repetitivo. A introdução de arranjos orquestrais é uma herança do som da Motown. As linhas de baixo elétrico vindo do funk, e os cantores geralmente preferiam cantar em falsete. Na maioria das faixas de disco, cordas, metais, pianos elétricos e guitarras criam um som de fundo luxuriante. Ao contrário do rock, guitarra é raramente usada em solos.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/250px-Disco_Dancers.svg_.png"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13550" title="250px-Disco_Dancers.svg" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/250px-Disco_Dancers.svg_-150x150.png" alt="" width="150" height="150" /></a>Nos anos 1970 os mais famosos artistas de disco eram Donna Summer, Bee Gees, KC and the Sunshine Band, ABBA, Chic, os irmãos The Jacksons. Summer se tornaria a primeira artista de disco popular, recebendo o título de &#8220;Rainha do Disco&#8221;, e também desempenhou um papel pioneiro no som da eletrônica, que mais tarde tornou-se uma parte da disco. Embora os artistas tenham acumulado a maior parte da atenção pública, os produtores por trás das cenas tiveram um papel importante na música disco, já que muitas vezes escreviam canções e criavam sons inovadores. O filme Saturday Night Fever contribuiu para o aumento da popularidade da disco music.<br />
Durante o início da década de 1980, a disco music começou a sofrer preconceito nos EUA que criticavam as danças, e os amantes do estilo que eram minorias na sociedade como negros, mulheres e homossexuais. A música disco da década foi apelidada de Pós-Disco, e o rock votou a dominar as paradas estado-unidenses. Apesar da queda da popularidade nos Estados Unidos, a disco music continuou a fazer sucesso no mundo todo durante toda a década de 1980 até evoluir para os derivados de música dance/eletrônica populares nas décadas seguintes.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>“Deus da Crueldade” destrói o bom mocismo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 11:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estréia nesta sexta um dos textos mais importante da dramaturgia contemporânea, “Deus da Crueldade” da francesa Yasmina Reza. Esse texto foi escrito em 2006 e já foi montado no Brasil com Deborah Evelyn, Orã Figueiredo, Julia Lemmertz e Paulo Betti]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/mystique.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13523" title="mystique" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/mystique-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Estréia nesta sexta um dos textos mais importante da dramaturgia contemporânea, “Deus da Crueldade” da francesa Yasmina Reza. Esse texto foi escrito em 2006 e já foi montado no Brasil com Deborah Evelyn, Orã Figueiredo, Julia Lemmertz e Paulo Betti. A historia retrata uma relação muito educada e politicamente correta e civilizada entre dois casais que se reúnem para resolver um problema que envolve seus filhos: um deles, de 11 anos, quebrou dois dentes do outro em uma briga.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/41.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13525" title="4" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/41-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>No filme, dirigido por Roman Polanski os casais são interpretados por Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz, John C. Reilly. Há muito em que comparar com outro texto teatral convertido para o cinema o “Quem tem Medo de Virginia Wolf”.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Quem-tem-Medo-de-Virginia-Woolf.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13528" title="Quem tem Medo de Virginia Woolf" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Quem-tem-Medo-de-Virginia-Woolf-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Nasceu com texto teatral pelas mãos de Edward Albee e adaptado para o cinema por Michel Nichols. “Quem tem medo&#8230; assim como em Deus da Crueldade também mostra o relacionamento de dois casais interpretados por Richard Burton, Elizabeth Taylor, George Segal que reunidos que com o passar da noite as confissões vão revelando o pior da cada. Em “Deus da Crueldade” o bom mocismo e o politicamente correto abrem espaço para a realidade das relações humanas.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/REZAYasmina_000.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13529" title="REZAYasmina_000" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/REZAYasmina_000-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Todas as contradições possíveis de um relacionamento estão presentes. Um momento é casal contra casas, em outro o universo masculino contra o feminino e em outro as convicções civilizatórias se confrontam com a realidade capitalista. Mais um bom filme do Polanky.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>“Plano de Fuga”, Mel Gibson repete a formula de “O Troco”</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 14:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estréia nesta sexta feira “Plano de Fuga” com Mel Gibson. É um formula que segue a mesma idéia de “O Troco” de 1999 onde um bandido traído por seus comparsas manipula para se vingar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estréia nesta sexta feira “Plano de Fuga” com Mel Gibson. É um formula que segue a mesma idéia de “O Troco” de 1999 onde um bandido traído por seus comparsas manipula para se vingar.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Plano-d-fulga-Cópia.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13516" title="Plano d fulga - Cópia" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Plano-d-fulga-Cópia-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Fugindo da policia americana após assaltar um banco Mel Gibson é obrigado a cruzar a fronteira do México onde é capturado pela polícia local. Jogado numa prisão controlada por bandidos e policiais corruptos ele terá somente a ajuda de um garoto para sobreviver dentro da prisão e planejar sua fuga.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/mel_gibson_plano_de_fuga3.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13517" title="mel_gibson_plano_de_fuga3" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/mel_gibson_plano_de_fuga3-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Assim como acontece em “O Troco” na prisão Mel Gibson se aproveita das relações sempre conflituosas entre os detentos para fugir e recuperar o dinheiro do roubo. Na prisão ele conta com a ajuda de um garoto que por sua livre circulação no presídio ajuda nas armações de Mel Gibson. O filme volta a usar o mesmo artifício do “O Troco” em que o personagem central narra a historia cheio de ironias.</p>
<p>Dirigido por Adrian Grunberg<br />
Elenco:<br />
Mel Gibson / Peter Stormare / Bob Gunton / Kevin Hermandez / Daniel Giménez Cacho</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Comissão da Verdade, quando historia sai debaixo do tapete</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:02:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comissão da Verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a instalação da Comissão da Verdade o Brasil vive um momento em que resgata a sua historia. O que se quer saber é o que aconteceu e como aconteceu. A despeito dos militares temerem ser revanchismo não se podem jogar esses fatos para debaixo do tapete]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/comissão-da-verdade1-440x293.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13509" title="comissão-da-verdade1-440x293" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/comissão-da-verdade1-440x293-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Com a instalação da Comissão da Verdade o Brasil vive um momento em que resgata a sua historia. O que se quer saber é o que aconteceu e como aconteceu. A despeito dos militares temerem ser revanchismo não se podem jogar esses fatos para debaixo do tapete. Podemos lembrar aqui uma situação parecida e que foi um desastre. Rui Barbosa, o nosso Águia de Haia, quando ministro mandou queimar os documentos sobre a compra de escravos como se isso pudesse fazer desaparecer de nossa historia. As famílias dos desaparecidos têm o direito de saber o que aconteceu. Os militares alegam que estavam em guerra contra o terrorismo e que, portanto houve perda de ambos os lados. Se houve uma guerra o tratado de Genebra condena os atos de tortura em estado de beligerância.</p>
<p>A comissão da verdade foi noticia durante toda semana, mas não li nada nos jornais que reconhecesse a sua importância ou que esclarecesse o público. Por isso indico o livro “O que resta da ditadura, a exceção brasileira”, organizado por Edson Teles e Vladimir Safatle, onde com mais profundidade esse tema foi tratado.</p>
<p>`Quem controla o passado, controla o futuro. ` (George Orwell, 1984)</p>
<p>Bem lembrada na frase que serve de epígrafe ao livro, a importância do passado no processo histórico que determinará o porvir de uma nação é justamente o que torna fundamental esta obra. Organizada por Edson Teles e Vladimir Safatle, O que resta da ditadura reúne uma série de ensaios que esquadrinham o legado deixado pelo regime militar na estrutura jurídica, nas práticas políticas, na literatura, na violência institucionalizada e em outras esferas da vida social brasileira.</p>
<p>Fruto de um seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP), em 2008, o livro reúne textos de escritores e intelectuais como Maria Rita Kehl, Jaime Ginzburg, Paulo Arantes, Ricardo Lísias e Jeanne Marie Gagnebin, que buscam analisar o que permanece de mais perverso da ditadura no país hoje. Assim, o livro possui também um caráter de resistência à lógica de negação difundida por aqueles que buscam hoje ocultar o passado recente, seja ao abrandar, amenizar ou simplesmente esquecer este período da história brasileira.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Imagens_Livros_Normal_LV263601_N.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13510" title="Imagens_Livros_Normal_LV263601_N" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Imagens_Livros_Normal_LV263601_N-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Segundo Edson Teles e Vladimir Safatle, a palavra que melhor descreve esta herança indesejada é “violência” &#8211; medida não pela contagem de mortos deixados para trás, mas por meio das marcas encravadas no presente. Para os organizadores, “neste sentido, podemos dizer com toda a segurança: a ditadura brasileira foi a mais violenta que o ciclo negro latino-americano conheceu. Quando estudos demonstram que, ao contrário do que aconteceu em outros países da América Latina, as práticas de tortura em prisões brasileiras aumentaram em relação aos casos de tortura na ditadura militar; quando vemos o Brasil como o único país sul-americano onde torturadores nunca foram julgados, onde não houve justiça de transição, onde o Exército não fez um mea culpa de seus pendores golpistas; quando ouvimos sistematicamente oficiais na ativa e na reserva fazerem elogios inacreditáveis à ditadura militar; quando lembramos que 25 anos depois do fim da ditadura convivemos com o ocultamento de cadáveres daqueles que morreram nas mãos das Forças Armadas; então começamos a ver, de maneira um pouco mais clara, o que significa exatamente ‘violência’.”</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Bastidores da copa de 80 com outra narrativa</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 13:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Copa de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[de 1980]]></category>
		<category><![CDATA[Josefina Mastropaolo]]></category>
		<category><![CDATA[Mundialito]]></category>

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		<description><![CDATA[O interessante da produção artística é que possibilitam várias leituras, vários entendimentos. É esse poder de ampliar os horizontes que a produção artística possui de mais rico como o comentário que conta a história e os bastidores da Copa de Ouro, de 1980]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O interessante da produção artística é que possibilitam várias leituras, vários entendimentos. É esse poder de ampliar os horizontes que a produção artística possui de mais rico como o comentário que conta a história e os bastidores da Copa de Ouro, de 1980, escrito pela Josefina Mastropaolo para o jornal Brasil de Fato.</p>
<p>Chutar nos tempos da memória</p>
<p>Documentário conta a história e os bastidores da Copa de Ouro, de 1980, e possibilita novas narrativas<br />
20/04/2012</p>
<p>Josefina Mastropaolo</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Copa_D_Oro_-_Mundialito_1980-logo-3CA1D4ACCC-seeklogo.com_.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13503" title="Copa_D_Oro_-_Mundialito_1980-logo-3CA1D4ACCC-seeklogo.com" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/Copa_D_Oro_-_Mundialito_1980-logo-3CA1D4ACCC-seeklogo.com_-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Os Cometas, esses que gostam de se fazer de estrelas, mas que não são estrelas, que parece que ter longos cabelos brilhantes como se fossem cabelos de estrelas. Os cometas (enquanto existem), sempre estão. No percurso da sua órbita, de tempo em tempo aparecem no cenário celeste que nossos olhos conseguem enxergar (e que nós pelo simples fato de enxergarmos pouco chamamos, “o céu”), os cometas passam e voltam a passar, mas pode acontecer que numa dessas voltas alguma coisa se atravesse no caminho e o desvie, mude sua órbita, e o cometa não apareça no ”nosso céu” nunca mais.</p>
<p>Não é por isso que o cometa deixará de existir, é só que nós, e, pior, nossos astrônomos, perdemos todas as possibilidades de voltar a avistá-lo. É por isso que os momentos em que um cometa passa perto da terra e o sol o ilumina e conseguimos vê-lo, se é que a gente quer conhecê-lo, devem ser aproveitados como momentos únicos, porque há uma série de combinações que foram produzidas e que poderiam não se repetir.</p>
<p>As memórias se parecem em algumas coisas aos cometas. As memórias existem sempre, mas não sempre estão disponíveis. Uma série de fatores tem que se combinar para que elas se façam presentes para nós, para que possamos vê-las, e se a gente perde o tempo da memória às vezes temos que esperar uma geração inteira para que as possamos recuperar. E pode ocorrer que isso não mais aconteça.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/mundialito.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13501" title="mundialito" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/mundialito-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>Mundialito é um documentário uruguaio estreado em 2010. Faz a promessa de contar uma história, mas engana a gente, porque conta duas histórias que bem poderiam contar mais uma, o que numa soma simples, acabaria dando três. E talvez nesse sentido seja uma aposta.<br />
Conta a história da Copa de Ouro, um evento esportivo organizado pela FIFA em 1980 para celebrar os 50 anos da primeira Copa do Mundo. Nesse evento iriam participar todas as equipes campeãs desde 1930. Conta a história da organização, detalhes por trás dos bastidores, a visão dos jogadores, dos organizadores e de outros atores. A outra história que conta é a do Uruguai em 1980, a história do plebiscito que os milicos perderam um mês antes do evento e que deixou demonstrada a falta de legitimidade que a ditadura tinha na frente da maioria da sociedade, o grau de legitimidade que tinha para alguns outros, as formas da resistência popular, a vida dos presos políticos na época, as paixões e as solidariedades que se constroem em torno do futebol. Apresenta reflexões sobre como os eventos esportivos desta natureza funcionam como uma espécie de medidas compensatórias dentro de regimes ditatoriais altamente repressivos. Mostra como os megaeventos destas características operam uma modernização compulsiva em formações nacionais que não estão, mas que merecem estar ou é necessário que estejam à altura do desenvolvimento.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/507px-Rodolfo_rodriguez.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13502" title="507px-Rodolfo_rodriguez" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/507px-Rodolfo_rodriguez-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O Uruguai foi o campeão da Copa de Ouro numa final 2-1 contra o Brasil, espécie de segundo maracanaço, mas dessa vez em casa. E, apesar de que na época, segundo se diz, aquilo foi uma grande alegria, o Mundialito parece não ser algo que os uruguaios tenham carregado na memória. No final do jogo, no que seria, digamos, a volta olímpica, o povo indo à loucura começou a cantar “vai acabar, vai acabar a ditadura militar”. Diferentemente do Mundialito a ditadura não parece ser uma experiência sobre a qual os uruguaios não tenham reservado um lugar na memória, entretanto, durante muitos anos não pareceram ter tido, de modo geral, assuntos pendentes com esse processo.</p>
<p>Nos últimos anos, e pouco a pouco, e olha que isso é dito por gente que olha de fora do país, parecia que algumas coisas haviam se movimentado. Parecia que alguns assuntos pendentes existiam e que é agora que se têm condições de projetar tênues raios de luz sobre eles.</p>
<p>Nestes últimos anos, também aconteceu que o Uruguai voltou a jogar futebol em primeira divisão. Saibam as novas gerações! Só passaram um tempinho nos boxes. Não têm direito a prêmio revelação. São, para os outros, parte do futebol das estrelas e, para eles mesmos, parte das estrelas do futebol. O futebol é, para os uruguaios, o grande cenário de construção de mitos, assinala no documentário Gerardo Caetano. Ou seja, um cenário de construção de histórias que os explicam, lhes dão sentido, dizem quem eles são, de onde vêm, etc.</p>
<p>O Mundialito não é muito lembrado, fazê-lo seria lembrar da ditadura, e talvez por isso, estrear Mundialito em 2010 seja como aproveitar o tempo do cometa. Então, talvez a terceira história possa ser contada, porque lembrar, produzir memória, é sempre construir uma narrativa sobre o presente e talvez seja essa a sensível aposta dos realizadores.</p>
<p>Josefina Mastropaolo é educadora na Escola Nacional Florestan Fernandes (Enff) e doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Anjos da Lei, mais uma série de TV no cinema</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 12:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Filme “Anjos da Lei” está em cartaz nos cinemas pelo Brasil foi inspirado na serie dos anos 80 do mesmo nome. Foi a série que lançou Johnny Depp. Era uma série policial onde policiais com cara de adolescentes para integrar essa força policial para se infiltrar nas escolas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Anjos da Lei, mais uma série de TV no cinema</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/21jump21.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/anjos-da-lei-destaque-516x340.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13473" title="anjos-da-lei-destaque-516x340" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/anjos-da-lei-destaque-516x340-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O Filme “Anjos da Lei” está em cartaz nos cinemas pelo Brasil foi inspirado na serie dos anos 80 do mesmo nome. Foi a série que lançou Johnny Depp. Era uma série policial onde policiais com cara de adolescentes para integrar essa força policial para se infiltrar nas escolas. Apesar de um certo humor a série tinha alguma seriedade para lidar com a criminalidade no meio dos adolescentes. Essa versão para o cinema foge um pouco desse espírito para ser uma atuação mais humorada. E tem sido assim as adaptações de série de TV para o cinema como Missão Impossível, Miami Vice, etc. Foge ao espírito que fez sucesso das séries. O filme não excepcional, mas é um bom entretenimento.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/anjos-da-lei-destaque-516x340.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/21jump21.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13472" title="21jump21" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/21jump21-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>&#8220;Anjos da Lei&#8221; conta a história de Jenko (Channing Tatum) e Schmidt (Jonah Hill). Eles estudaram juntos na infância. Um é nerd. O outro, bonitão. Eles voltam a se encontrar já adultos, trabalhando para a polícia. Sob comando do capitão Walters (Ice Cube), Jenko e Schmidt formam uma dupla atrapalhada e acaba pegando uma missão delicada. Eles vão trabalhar disfarçados em uma escola. Serão alunos, com o objetivo de descobrir quem é o traficante do colégio. Channing Tatum e Jonah Hilll surpreendam como atores embora seja uma comédia americana desbocada. Johnny Depp está presente no filme como que se homenageando a série que o lançou.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Heleno de Freitas, um jogador a ser lembrado</title>
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		<pubDate>Thu, 10 May 2012 15:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Entre a glória e a tragédia]]></category>
		<category><![CDATA[Heleno de Freitas]]></category>

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		<description><![CDATA[O jogador Heleno de Freitas, que chega às telas na pele de Rodrigo Santoro, viveu apenas 39 anos. Alguns deles, como ídolo popular. Outros, como louco, num hospício de Barbacena (MG).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei devendo falar do filme sobre o jogador Heleno de Freitas. Ainda não assisti e vou me valer do texto da Maria do Rosário publicado no Brasil de Fato.</p>
<p><strong>Entre a glória e a tragédia</strong></p>
<p>Heleno de Freitas, o jogador que morreu pobre e louco num hospício de Barbacena, revive nas telas</p>
<p>24/04/2012<br />
Maria do Rosário Caetano<br />
de São Paulo (SP)<br />
O jogador Heleno de Freitas, que chega às telas na pele de Rodrigo Santoro, viveu apenas 39 anos. Alguns deles, como ídolo popular. Outros, <a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/heleno1.gif"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13466" title="heleno1" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/heleno1-150x150.gif" alt="" width="150" height="150" /></a>como louco, num hospício de Barbacena (MG). Foi o astro supremo do Botafogo, nos anos de 1940, sagrou-se campeão pelo Vasco da Gama, passou pelo Boca Juniors, na Argentina, e pelo Barranquilla, na Colômbia.</p>
<p>A sífilis – que ele se recusou a tratar na hora devida, por temer prejuízos a sua carreira – trouxe graves complicações a uma vida vivida com rara intensidade. Seja no campo amoroso (era mulherengo assumido), seja na relação com os colegas (via os jogadores de seu time como pernas-de-pau que não davam o que deviam dar ao Botafogo), seja no trato com os cartolas (chegou a ameaçar o técnico Flávio Costa, do Vasco, com um revólver), seja no consumo de álcool e éter.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/20120306115855.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13467" title="20120306115855" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/20120306115855-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>No auge de sua carreira como jogador, o astro que os torcedores do Fluminense &#8211; para seu desespero &#8211; chamavam de “Gilda” (referência à temperamental personagem de Rita Hayworth, no filme de 1946) teve seus méritos reconhecidos e enaltecidos. Pelos fãs e pelos adversários. Por gente do calibre do flamenguista José Lins do Rego e do fluminense Nelson Rodrigues. Também pelo escritor colombiano, Gabriel García Márquez, que o viu jogar no Barranquilla. Por causa de Heleno, Armando Nogueira tornou-se fiel torcedor do Botafogo.</p>
<p>Postumamente, Heleno, que nasceu e morreu em Minas Gerais (São João Nepomuceno- 1920/Barbacena-1959) foi personagem de Sérgio Augusto (no livro Botafogo, Entre o Céu e o Inferno) e Marcos de Castro (Gigantes do Futebol Brasileiro). E tema da biografia Nunca Houve um Homem Como Heleno (citação do slogan publicitário do filme Gilda – “nunca houve uma mulher como ela”), escrito por Marcos Eduardo Nunes (segunda edição, ampliada e fartamente ilustrada, acaba de chegar às livrarias).</p>
<p>Bipolar<br />
<a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/foto2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13468" title="foto2" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/foto2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>José Henrique Fonseca, filho do escritor Rubem Fonseca, dedicou os últimos cinco anos de sua vida à cinebiografia de Heleno de Freitas. Encontrou em Rodrigo Santoro parceiro dos mais dedicados. Além de atuar como co-produtor (e sair em busca de patrocínios), Santoro emagreceu doze quilos para dar conta do Heleno dos anos terminais, vividos no hospício de Barbacena. São comoventes as sequências derradeiras do filme, em que ele é visto arruinado pela loucura, mastigando recortes de jornais que narravam suas glórias e contando apenas com o carinho de seu cuidador (magistralmente vivido pelo ator Maurício Tizumba).</p>
<p>O vascaíno José Henrique (o Vasco é também o time de Santoro) quis realizar o filme “em preto-e-branco, as mesmas cores do alvinegro da estrela solitária”. Convocou Walter Carvalho para assinar as arrebatadoras imagens do filme. Quem estiver atrás de uma biografia convencional de Heleno de Freitas vai decepcionar-se. O diretor e seus co-roteiristas (o brasileiro Felipe Bragança e o argentino Fernando Castets) optaram pelo mito.</p>
<p>Heleno é visto como um homem de beleza apolínea, que arrebata o coração das mulheres (em especial da jovem Sílvia, interpretada por Alinne de Moraes, e o da cantora Diamantina, vivida pela colombiana Angie Cepeda). É também um jogador obsessivo, que busca a perfeição e xinga furiosamente os colegas de time. “Hoje” – pondera José Henrique – “o definiríamos como um bipolar ou portador da síndrome de déficit de atenção”. Na época, era tratado como um atleta temperamental que não conhecia limites. E que acabou enlouquecido pela sífilis. Isto, depois de viver um casamento que durou apenas dois anos e gerou um filho (Luís Eduardo de Freitas) que a mãe criou longe do complicado ex-marido. Filho que, hoje, ajuda a divulgar o filme e a memória gloriosa (e sofrida) do pai.</p>
<p>Heleno é uma história de amor que acaba mal. Um triângulo amoroso entre o jogador, a jovem e bela Sílvia (o nome real de sua esposa era Ilma) e a cantora Diamantina (que simboliza as muitas amantes que passaram por sua vida). O visual das duas mulheres evoca a bela Gilda, de Rita Hayworth, mas o filme evita, a todo custo, as armadilhas das citações metalinguísticas. Nos palcos de casas noturnas cariocas, Diamantina canta Duerme Negrita (sucesso do cubano Bola de Nieve) e outros hits dos anos dourados. Sem cair na tentação de recriar a famosa sequência do “strip-tease de luvas” que “desnudava” Gilda aos olhos do público.</p>
<p>Já decadente, com suas forças derradeiras, Heleno foi jogar no América, o time do coração de Lamartine Babo. Nele, faria sua estréia no recém-inaugurado Maracanã. Os cinéfilos-boleiros, naquele instante, supunham que José Henrique cairia na tentação e citaria Coppola (Selvagem da Motocicleta) colorizando a camisa vermelho-sangue americana. Mas ele resistiu.</p>
<p>O que o diretor quis foi recriar, ficcionalmente, os amores, as glórias e tragédias vividos por um dos mais brilhantes jogadores da história do futebol brasileiro. Sabendo que o espectador não acredita na reencenação de grandes jogadas. Por isto, de futebol em campo, o filme mostra muito pouco. Só alguns lances viris, em planos aproximados.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Bocato no Bourbon Street</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 10:05:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Waldir Kiel</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Bocato]]></category>
		<category><![CDATA[Bourbon Street]]></category>
		<category><![CDATA[jazz]]></category>

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		<description><![CDATA[O trombonista Bocato se apresenta dentro do projeto Jazz.br Na Roda,no dia 09 de maio, criado pelo Bourbon Street, que nesta edição conta com o apresentador Edgard Piccoli para costurar o papo entre músicos e platéia. Bocato estará acompanhado por Marcelo Rocha (baixo), Othon Ribeiro
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0051.jpg"></a>Bocato no Bourbon Street<br />
09 de maio<br />
Jazz. Br na Roda &#8211; Participação Edgard Piccolo</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0051.jpg"></a></p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/4567931224_142c40755c_z.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13455" title="4567931224_142c40755c_z" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/4567931224_142c40755c_z-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O trombonista Bocato se apresenta dentro do projeto Jazz.br Na Roda,no dia 09 de maio, criado pelo Bourbon Street, que nesta edição conta com o apresentador Edgard Piccoli para costurar o papo entre músicos e platéia. Bocato estará acompanhado por Marcelo Rocha (baixo), Othon Ribeiro<br />
(guitarra) , Cris Galante ( percussão), Brad ( sax), Gerson Bocato (trompete)e Tiago ( bateria).</p>
<p>O projeto foi criado pensado em atender ao público jovem que curte o jazz e seus derivados, feito por músicos nacionais. Também passeia pela boa música brasileira, trazendo não só grandes nomes, mas também os novos destaques da cena instrumental sempre no formato “na roda”, já consagrado na casa.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0051.jpg"></a></p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0051.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-13453" title="image005" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0051-300x58.jpg" alt="" width="300" height="58" /></a>O “Jazz na roda” consiste em colocar os músicos no chão, no centro da casa, fazendo da pista o palco, com o público em volta, que transforma as apresentações em verdadeiras jans sessions, criando uma proximidade muito gostosa entre músicos e público. Já participaram do projeto Hermeto Pascoal, Michel Freidensen e DeepFunk Session.</p>
<p>Serviço</p>
<p>Local: Bourbon Street- Rua dos Chanés, 127 – Moema – fone 11 5095 6100<br />
Data: 09/05 – quarta-feira<br />
Abertura da casa: 20h00<br />
Horário do show: 21h30<br />
Couvert Artístico: R$ 35,00<br />
Capacidade: 400 lugares<br />
Duração: 120 minutos aprox.<br />
Censura: 18 anos &#8211; maior de 16 acompanhado de responsável<br />
Formas pagamentos : cartões créditos todos e dinheiro<br />
Estacionamento: R$ 17,00</p>
<p>Acesso deficientes<br />
<a href="http://www.bourbonstreet.com.br">www.bourbonstreet.com.br</a></p>
<p>Informações para imprensa<br />
Maria Inês Costa <a href="mailto:maic@maic.com.br">maic@maic.com.br</a><br />
11 9237.8666/ 3277.8763</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0061.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-13454" title="image006" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/image0061.jpg" alt="" width="166" height="46" /></a></p>
<p>-</p>
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		<title>Conspiração Americana, um libelo contra desmandos políticos</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 13:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[Conspiração Americana]]></category>
		<category><![CDATA[James McAvoy]]></category>
		<category><![CDATA[Leões e Cordeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Redford]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Wright]]></category>

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		<description><![CDATA[Chega mais um filme aos cinemas dirigido por Robert Redford, “Conspiração Americana”. Redford continua usando o cinema para afirmar os valores da democracia e os desmandos do poder. Quem assistiu “Leões e Cordeiros” sabe do que estou falando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/2576_7-1.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/capa2.jpg"></a><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/capa2.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13448" title="capa" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/capa2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Chega mais um filme aos cinemas dirigido por Robert Redford, “Conspiração Americana”. Redford continua usando o cinema para afirmar os valores da democracia e os desmandos do poder. Quem assistiu “Leões e Cordeiros” sabe do que estou falando. Agora com “A Conspiração Americana”, inspirado num fato real, sobre o assassinato de Lincoln onde o Secretário de Guerra Edwin Stanton (Kevin Kline) elege alguns culpados pelo crime sem que tenha sido provada a culpabilidade. Qualquer relação com a doutrina Bush não é mera coincidência. Assim como Bush elegeu rápido os culpados pelo atentado de 11 de setembro o mesmo fez Edwin Stanton.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/1760374-8648-atm14.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13447" title="1760374-8648-atm14" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/1760374-8648-atm14-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>No longa Conspiração Americana, Robin Wright é Mary Surrat, uma mulher de 42 anos acusada de conspirar para o assassinato de Abraham Lincoln (Gerald Bestrom), além do vice-presidente e do Secretário de Estado. As acusações recaíram sobre Mary Surrat por ser a proprietária da casa onde John Wilkes Booth (Toby Kebbell) se reunia com um grupo de pessoas para planejar os ataques simultâneos que resultaram nas mortes.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/2576_7-1.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13446" title="2576_7 (1)" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/2576_7-1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A única mulher entre os sete acusados pela morte do Presidente, ela conta com Frederick Aiken (James McAvoy) como advogado. Mesmo contrariado, o herói da guerra civil de 28 anos decide defendê-la a fim de que a mulher tenha um julgamento justo.</p>
<p>Nada como um clima de guerra para justificar os desmandos de uma democracia e são vários os exemplos. É um filme que alerta contra onde de conservadorismo que invade os Estados Unidos.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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		<title>Com a morte de Tinoco desaparece mais um pedaço da cultura caipira</title>
		<link>http://avisoemdois.com.br/divirta-se/com-a-morte-de-tinoco-desaparece-mais-um-pedaco-da-cultura-caipira/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 07:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lazaro de Oliveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divirta.se]]></category>
		<category><![CDATA[dupla caipira]]></category>
		<category><![CDATA[música caipira]]></category>
		<category><![CDATA[Tinoco]]></category>
		<category><![CDATA[Tonico e Tinoco]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a morte de Tinoco vai desaparecendo um estilo, o caipira, e consolida a musica sertaneja do agronegócio facilmente reconhecido por seus chapéus de cowboy e botas de bico fino]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/tonico__tinoco__paulo_vasconcelos__ae__600.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13385" title="tonico__tinoco__paulo_vasconcelos__ae__600" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/tonico__tinoco__paulo_vasconcelos__ae__600-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Com a morte de Tinoco vai desaparecendo um estilo, o caipira, e consolida a musica sertaneja do agronegócio facilmente reconhecido por seus chapéus de cowboy e botas de bico fino. Desprezado e menosprezado pelo seu chapéu de palha e de suas roupas remendadas foi o caipira que ocupou geograficamente o centro oeste mais do que o exercito e a igreja e se instalavam em lugares menos inóspitos. Foram os mascates e as duplas caipiras que de alguma maneira ao percorrer o vale do Paraíba e do interior de São Paulo entendido como interior de Minas até Goiás levava as noticias das grandes cidades e capitais.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/aj_1899_violeiro.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13386" title="aj_1899_violeiro" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/aj_1899_violeiro-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Como o dinheiro não circulava e o comercio era feita por escambo as duplas caipiras se apresentavam apenas em troca de comida e pernoite. Só nas grandes festas é que as duplas caipiras conseguiam alguns trocados. Essas duplas foram formadas historicamente pela tradição medieval dos trovadores. Portugal ao descobrir o Brasil, assim como a Europa, estava saindo da era medieval. Essa tradição de cantar tomou uma outra forma no Brasil. A tradição das duplas durante anos foi perpetuada de pai para filho assim como os causos contados pelos caboclos. Viola passou ser um instrumento importante nas festas religiosas como as juninas em homenagem a S. Pedro, S. João e St. Antonio.</p>
<p><a rel="lightbox" href="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/AlmeidaJrCapira-picando-fumo.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-13387" title="AlmeidaJrCapira picando fumo" src="http://avisoemdois.com.br/assets/imagery/AlmeidaJrCapira-picando-fumo-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Essa viola toma outras formas em danças como cururu, congada, batuque, lundus, toadas e moda viola. De letras simples como a vida na roça as duplas falavam do dia a dia da roça, do quanto é árduo arar o campo, a falta ou excesso de chuva, traições e paixões amorosas e com desaparecimento desse estilo de vida a partir dos anos 30 do século passado a nostalgia desse viver tão bem retratado nos quadros violeiro e picador de fumo de Almeida jr..</p>
<p>Foi com criação do rádio que essas duplas passam a ter estatus de artistas. A aceitação foi rápida já que as cidades se tornaram viáveis com a vinda de um grande numero de moradores do interior em busca de uma vida melhorar cidade e o rádio era a melhor companhia para manter a saudade de casa. Essa tradição morre um pouco com Tinoco.</p>
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<p><strong>Lazaro de Oliveira</strong></p>
<p>Lazaro é jornalista cultural que trabalhou na Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde, TV Globo, TV Bandeirantes e durante 15 anos chefiou a pauta e reportagem do programa Metrópolis da TV Cultura. Com a colaboração do Lazaro o Aviso em Dois dá mais um passo para atender seu público.<br />
*Todas as colunas anteriores, com dicas e indicações culturais, encontraram-se na seção Divirta-se do Aviso em Dois.</p>
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