A semana: Depois de uma semana agitada com notícias dando conta de problemas fiscais em alguns países do Velho Mundo, em especial nos chamados PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha), os mercados realizaram de maneira mais agressiva a venda de ativos em todo mundo, principalmente aonde esses ativos vinham de valorizações recentes, como no caso do Brasil.
Para esta semana a expectativa é que ocorra uma correção técnica dos exageros da semana anterior.
Juros: A ata da ultima reunião do Copom divulgada na quinta feira passada trouxe com muita sutiliza um dado que o mercado foi digerindo com o tempo e derrubando as taxas futuras na BM&F, principalmente os contratos de prazos mais longos, a projeção feita pelo Banco Central que em 2010 os preços administrados corresponderão a 4% de inflação.
Preço administrado não tem taxa de juros que altere esta indexação, assim não existe a necessidade de aumentos futuros como queriam muitos no mercado.
Câmbio: Como previsto as críticas quanto à atuação do Banco Central comprando a moeda norte americana em meio a um vendaval de más notícias e alimentando deliberadamente a alta, aumentaram muito nos jornais de final semana.
Enquanto o Banco Central se defende com o argumento que hoje existem poucos riscos em derivativos cambias com as empresas, a crítica foca na compra inoportuna que cria volatilidade desnecessária em um momento de stress dos mercados.
Mesmo com as compras agressivas do Banco Central o fluxo deve responder por um recuo na cotação.
Previsão para a semana: R$ 1,85/1,88
Bolsa de Valores: Cada constatação de problemas vindos do front externo evidencia mais a força da economia brasileira na pós-crise 2008 e demonstra que o Brasil é hoje um dos países com fundamentos econômicos mais sólidos do planeta. Além de ter um sistema bancário fortalecido.
Com isso a tendência no médio e longo prazo é que a Bovespa venha a se descolar gradualmente dos mercados lá de fora.
Para a semana deveremos ter um movimento de compra fortalecido pelos preços de algumas ações que caíram além do bom senso, como o caso da Petrobrás.
Os investidores institucionais e o café
Nesta semana vimos mercados acionários, petróleo, metais preciosos e commodities agrícolas levando um tombo simultâneo, enquanto que o dólar subiu no acumulado do período. A busca por segurança e liquidez causada pela incerteza futura faz com que os agentes econômicos liquidem suas posições nos mercados financeiros e procurem um porto seguro, isto é, os títulos do tesouro americano e/ou dólar. Isto faz sentido no mercado acionário, pois o desempenho das empresas depende do estado da economia. Mas e o café? Também segue esta lógica?
“Para realizar grandes conquistas, devemos não apenas agir, mas também sonhar; não apenas planejar, mas também acreditar.” Anatole France
As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
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