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	<title>Comentários sobre: Aviso Semanal</title>
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	<description>ALEA JACTA EST</description>
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		<title>Por: Sebastián Laguarda Adinolfi</title>
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		<dc:creator>Sebastián Laguarda Adinolfi</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 13:56:26 +0000</pubDate>
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		<description>Estimado Waldir,

O final de ano se aproxima e alguns temores vaticinados no passado foram deixados para trás. Cabe destacar que o sistema capitalista não capitulou como fora predito por algumas cabeças pensantes no passado recente. Os hedge funds voltaram a receber aportes de capital gerando uma nova onda de corridas e aumentos da liquidez. A alavancagem voltou à cena acompanhada pela sua fiel companheira a redução na percepção de riscos. Mas nem tudo é cor de rosa. A saída da crise da bolha imobiliária e do endividamento das famílias dos Estados Unidos esta gerando outra distorção no endividamento fiscal norte-americano. Atualmente os presidente do FED em discurso recente mostrou certa calma ao anunciar a retomada do crescimento sem pressão inflacionária o que no seu entender possibilitaria a continuidade desta taxa de juros historicamente baixa que tem forçado os investidores a buscar em outros países e nas commodities opções mais rentáveis de investimento. E o ajuste da conta dos retornos reais negativos da dívida norte-americana está sendo dado pela moeda. Por um lado é bom para os Estados Unidos e o Sr. Bernanke sabe disso. A economia norte-americana está ganhando competitividade e está forçando um ajuste forçado com seus credores. Para disfarçar a diluição de ativos aos quais os credores estão sendo submetidos às autoridades deste país estão culpando a China e sua moeda pela continua geração de déficit de conta corrente nas economias centrais, tentando assim tirar o foco do ajuste. E a Europa se juntou a causa. Neste cenário de pouco apetite a títulos indexados ao dólar um enorme vencimento de dívida dos Estados Unidos acontecerá no ano seguinte. E a rolagem sem dúvida será complicada forçando o FED a ser tomador de última instancia da mesma, resultando na monetização de parte da dívida. Um fenômeno similar aconteceu desde meados do segundo trimestre do ano que ajudou no aumento da liquidez global.

Alguns credores estão prestando atenção a uma possível desvalorização mais acelerada do dólar e na minha leitura pessoal a ameaça de default de Dubai nada mais é do que a resposta árabe a diluição da participação dos fundos árabes e asiáticos em bancos europeus e norte-americanos. Os grandes fundos soberanos internacionais não verão pacientemente seus ativos serem diluídos pela programada desvalorização do dólar no cenário internacional.

Este alerta de default de curto prazo afetará classificação de risco da divida de algumas economias do leste europeu, sem gerar um pânico no mercado internacional dado que a diferença do passado, o risco em si mudou de bando. Desequilíbrios como o do dólar não dura para sempre. A atual permanência de taxas de juros muito baixa será um entrave para a rolagem da dívida norte-americana do ano que vem. Investidores passarão a exigir mais retornos ao capital devido ao aumento dos riscos. Toda ação tem sua reação e este será um entrave com que o modelo capitalista deverá tratar. Toda ação tem sua própria reação. Um ajuste é necessário. Prefiro no curto acompanhar a abundância de liquidez dos mercados, mas ficando de olho numa possível aceleração do ritmo de desvalorização do dólar. Ai reside em minha opinião o maior risco no médio prazo já que a inflação está aparentemente sobre controle. A enorme liquidez continua no curto prazo, mas os riscos estão aumentando...

Abraços,

Sebastián</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estimado Waldir,</p>
<p>O final de ano se aproxima e alguns temores vaticinados no passado foram deixados para trás. Cabe destacar que o sistema capitalista não capitulou como fora predito por algumas cabeças pensantes no passado recente. Os hedge funds voltaram a receber aportes de capital gerando uma nova onda de corridas e aumentos da liquidez. A alavancagem voltou à cena acompanhada pela sua fiel companheira a redução na percepção de riscos. Mas nem tudo é cor de rosa. A saída da crise da bolha imobiliária e do endividamento das famílias dos Estados Unidos esta gerando outra distorção no endividamento fiscal norte-americano. Atualmente os presidente do FED em discurso recente mostrou certa calma ao anunciar a retomada do crescimento sem pressão inflacionária o que no seu entender possibilitaria a continuidade desta taxa de juros historicamente baixa que tem forçado os investidores a buscar em outros países e nas commodities opções mais rentáveis de investimento. E o ajuste da conta dos retornos reais negativos da dívida norte-americana está sendo dado pela moeda. Por um lado é bom para os Estados Unidos e o Sr. Bernanke sabe disso. A economia norte-americana está ganhando competitividade e está forçando um ajuste forçado com seus credores. Para disfarçar a diluição de ativos aos quais os credores estão sendo submetidos às autoridades deste país estão culpando a China e sua moeda pela continua geração de déficit de conta corrente nas economias centrais, tentando assim tirar o foco do ajuste. E a Europa se juntou a causa. Neste cenário de pouco apetite a títulos indexados ao dólar um enorme vencimento de dívida dos Estados Unidos acontecerá no ano seguinte. E a rolagem sem dúvida será complicada forçando o FED a ser tomador de última instancia da mesma, resultando na monetização de parte da dívida. Um fenômeno similar aconteceu desde meados do segundo trimestre do ano que ajudou no aumento da liquidez global.</p>
<p>Alguns credores estão prestando atenção a uma possível desvalorização mais acelerada do dólar e na minha leitura pessoal a ameaça de default de Dubai nada mais é do que a resposta árabe a diluição da participação dos fundos árabes e asiáticos em bancos europeus e norte-americanos. Os grandes fundos soberanos internacionais não verão pacientemente seus ativos serem diluídos pela programada desvalorização do dólar no cenário internacional.</p>
<p>Este alerta de default de curto prazo afetará classificação de risco da divida de algumas economias do leste europeu, sem gerar um pânico no mercado internacional dado que a diferença do passado, o risco em si mudou de bando. Desequilíbrios como o do dólar não dura para sempre. A atual permanência de taxas de juros muito baixa será um entrave para a rolagem da dívida norte-americana do ano que vem. Investidores passarão a exigir mais retornos ao capital devido ao aumento dos riscos. Toda ação tem sua reação e este será um entrave com que o modelo capitalista deverá tratar. Toda ação tem sua própria reação. Um ajuste é necessário. Prefiro no curto acompanhar a abundância de liquidez dos mercados, mas ficando de olho numa possível aceleração do ritmo de desvalorização do dólar. Ai reside em minha opinião o maior risco no médio prazo já que a inflação está aparentemente sobre controle. A enorme liquidez continua no curto prazo, mas os riscos estão aumentando&#8230;</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Sebastián</p>
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