A semana: A novidade na semana que passou foi a concordata do grupo Dubai World nos Emirados Árabes, fruto de uma especulação descabida no mercado de imóveis.
Mercado deu uma leve balançada, mas não o suficiente para tirar a tendência otimista que se instalou nos últimos meses.
Aqueles e-mails que recebíamos com obras faraônicas em Dubai mostravam o tamanho da ousadia que se esfacelou com a crise de 2.008, que passada, os possíveis compradores se escafederam no deserto. Deu no que deu.
Nossa economia continua de vento em popa com uma recuperação acima das projeções.
Juros: Vou repetir o que disse semana passada: Os juros futuros subiram dentro daquela lógica de mercado, que foi comentada aqui a semana passada: “se a economia se recuperar rapidamente, como está se mostrando, trás de volta a inflação e com isso, a necessidade de uma elevação na taxa básica”.
À medida que vamos avançando para 2.010 vai crescendo o lobby para um aumento na taxa básica de juros.
Como o mercado sabe que o BC vive das projeções que o mercado faz, os juros irão continuar subindo, um pouco.
Câmbio: Por mais ruído que venha do setor externo a moeda norte americana não consegue decolar no curto prazo. A expectativa para a semana é que a queda continue com uma cotação em torno de R$ 1,70/1,74.
Bolsa de Valores: No curto prazo, nem mesmo esse tipo de acontecimento como o da Dubai World é capaz de tirar o caminho de alta da Bovespa. Rumo rápido aos 70.000 pontos.
Importante observar que o tempo cada dia mais mostra que a economia brasileira, impulsionada pelo seu mercado interno, está se descolando da maioria das economias desenvolvidas. Em relação aos BRICs o Brasil se evidencia como o único mercado com regras mais estáveis e com uma democracia mais consolidada.
Atenção para as ações da Sanepar, SAPR4. A empresa vem recebendo muitos investimentos e tem tido um desempenho acima da média do setor.
”O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário.” Sêneca
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Muito bom!!!!