Avisos e Comentários

Aviso Semanal

A semana: Os mercados continuam dando demonstrações claras, quanto a uma tendência para os preços dos ativos no futuro. Esta é uma constatação que em se tratando de mercados não deveria mostrar nenhuma surpresa, a não ser pelo fato, de estarmos vivenciando um momento onde às principais economias do planeta estar lutando a todo custo para retomar a atividade que ficou para trás, depois do fatídico ano de 2.008.
A grande questão do momento continua sendo pautada pela questão dos incentivos fiscais para a retomada, que de temporários passaram a permanentes, evidenciando a debilidade em que se encontra hoje o sistema financeiro global. Com exceção dos chamados BRICs e de algumas poucas economias “periféricas”.
Olho no peixe e outro no gato.

Juros: O fato de maior destaque na economia brasileira, que acabou provocando declarações de reafirmação da independência do Banco Central por parte de Henrique Meirelles, foi à política monetária e a decisão sobre a taxa básica de juros.
Como mais de 90% dos agentes defendiam em forma de manada um aumento maior e constante da taxa básica para um cenário de inflação que acabou não se configurando, decidiram botar a culpa na autoridade monetária e em seus relatórios de inflação, que segundo argumentos, mostrou sinais contraditórios pelo BC.
Fato é, que mais uma vez a projeção da grande massa de analistas acabou dando com os burros n’água. E seus convivas deixaram de faturar o maior ganho em termos de operação alavancada, de 2010.
Juros tomaram o rumo de queda inexoravelmente.

Câmbio: Consenso geral entre os agentes de mercado é que a cotação do dólar está muito baixa, o Ministério da Fazenda tem o mesmo discurso, mesmo assim a cotação não para de cair.
Já estão chegando a uma conclusão óbvia: o Banco Central compra para dar liquidez aos movimentos de expectativas do mercado e não para defender a cotação da moeda.
Parece mais um “market maker” que um “policy maker”
Expectativa para a semana: 1,76/1,77

Bolsa de Valores: Posto que o cenário externo requer muita cautela e que qualquer movimento de stress acaba se expressando de forma mais intensa na renda variável, melhor é ficar na espreita e ancorado na renda fixa.
Petrobrás continua tendo suas cotações deprimidas pelo processo de capitalização agregado ao fato de estarem instrumentalizando politicamente a empresa.
Para quem investe em longo prazo não existe papel com preço mais atrativo.

Expectativa para o Ibovespa na semana: 64.000/65.000

“Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido.” André Maurois

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de idéias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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