A semana não apresentou nenhum movimento diferente do realizado nas últimas semanas, tanto aqui quanto lá fora. Novos recordes foram atingidos, mas os mesmos não foram mantidos. A tendência de alta tende a continuar.
Ibovespa
O índice brasileiro estabeleceu um novo recorde anual, porém os pequenos problemas dubaienses fizeram o mercado recuar na quinta-feira, quebrando o ritmo de alta que seguia na semana. Apesar da indicação de venda do CCI/MA esta lateralização vem acalmando o mercado nacional e um novo reposicionamento deve ocorrer, é possível que ocorra nesta semana ainda uma ruptura definitiva dos 67500, o que pode impulsionar o Ibovespa para os 69, 71 e por fim 75000 pontos.
Assuntos de ordem internacional, como o caso de Dubai, ainda podem causar efeitos nos próximos pregões, porém descarto qualquer recuo mais expressivo do mercado por tais motivos. A principal resistência são os 67500 e os recordes alcançados. Como suportes destacam a MM15 e MM30, além das duas LTA (ambas destacadas em azul).
DJIA
Iniciou a semana passada estabelecendo um novo recorde os 10496 pontos, atingido assim nosso máximo objetivo de alta e o patamar ainda não voltou a ser testado, soma-se a isso o claro movimento que rompeu a LTA de curto prazo na sexta-feira, o movimento ainda deverá ser confirmado nesta semana que se iniciou. É possível que o índice Dow Jones volte a testar sua LTA (destacada em azul).
Após testes como este, onde o máximo objetivo é alcançado é comum que o mercado siga um período de relativa congestão, indefinição, reavaliando seu principal movimento, antes de decidir para onde seguirá.
Junto com o máximo objetivo, veio mais uma alta do VIX que vem encontrando forte suporte nos 22 pontos, é possível que o VIX volte a ganhar força nesta semana, mas encontrará forte resistência nos 27 e 30 pontos. O MACD vem indicando compra e aumento do volume comprador em seu histograma, em casos de alta mais expressiva do VIX é provável que o DJ recue um pouco mais.
Até lá, o DJ está completamente comprador e até que o mercado demonstre o contrário, este movimento pode prevalecer e até mesmo estabelecer novos recordes. As MM15, MM30 e MM50 são os principais suportes em conjunto com a LTA. Como resistência continuo com os 10500 pontos.
Ouro e Petróleo
Ambas as commodities não tiveram alteração em seu comportamento. O Ouro estabeleceu mais um recorde, antes de também recuar. E o Petróleo de forma contrária subiu após ter operado em patamares cada vez mais inferiores.
A tendência do Ouro continua sendo de alta, porém e muito provavelmente perderá forças nessa semana, um topo de curto prazo possivelmente está se formando.
O Petróleo por sua vez, montou um candle de fundo e o leve canal de baixa que vinha sendo seguido deverá ser rompido nesta semana, a ruptura conforme já vinha alertando será altista e pode levar o petróleo a operar acima dos US$ 90 em breve.
EEM
Novamente o EEM não consegue romper sua máxima anual e continua operando de forma lateralizada bem próxima da máxima, onde claramente encontrou forças vendedoras. Aparentemente o EEM pode sofrer um recuo, porém isto ainda não é claro na imagem. O que começa a ser claro é que independente do lado que ocorra a ruptura, ela será agressiva. Se hoje tivesse que assumir uma posição nesta ishare eu entraria na posição de venda.
Petrobrás
A empresa estipulou nova máxima no ano, tocando e respeitando a linha superior do canal de alta. Deixou uma estrela que em partes não me agrada, se o mercado não demonstrar forças o papel tende a sofrer um recuo ou lateralizar seu movimento, tendo como objetivo a linha inferior do canal de baixa.
Porém este movimento seria contraditório a uma alta do petróleo no cenário internacional. É fundamental que o papel não perca os R$ 38,50, a perda deste patamar de Fibonacci, nos remeteria provavelmente a um recuo um pouco mais extenso no curto prazo, naturalmente este patamar de Fibonacci define nosso principal suporte, onde ainda soma-se a MM15 e MM30.
Vale do Rio Doce
Continua operando acima de seu máximo objetivo, porém sem realizar movimentos mais expressivos, atingiu uma nova máxima, mas a perdeu facilmente. Ao contrário de Petrobrás a Vale se encontra muito próxima da linha inferior do canal de baixa, indicando que um provável repique e inicio de movimento altista está por vir, mas o comando ainda é dos vendedores. Recuos, como o corrido hoje (segunda-feira) não estão descartados, uma vez que mesmo estando próximo da linha inferior do canal de alta, o papel pode se aproximar cada vez mais deste patamar.
Os principais suportes da Vale são a MM15, MM30 e a já citada linha inferior do canal de alta. Por sua vez, a principal resistência é o topo atingido na semana passada.
Rafael Valim Pereira é geógrafo e trader.
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