A semana foi de muita oscilação, tanto aqui quanto lá fora, e após testarmos suportes e resistências não houve movimento definido e fechamos nos mesmos patamares da semana passada. O mercado brasileiro acompanhou de perto o cenário internacional, o que é sempre um sinal de fumaça no ar.
IBOV
A semana permitiu com que o Ibovespa atingisse um novo recorde logo na segunda-feira, mas esse patamar não se sustentou, testamos então a MM15 e o mercado o respeitou.
Fechamos como disse acima, nos mesmos patamares da semana passada, com diferença de -28 pontos. O mercado ficou em cima de muro, não tivemos compradores para segurar a alta e tampouco vendedores para fazer o mercado recuar. Porém os indicadores perderam força e sinais de recuos já aparecem. O CCI/MA plotou seu sinal de venda na quinta-feira e esta prestes a cruzar para baixo a barreira dos 100 pontos, tradicional marca que leva o Ibovespa a recuos. O DPO também está em movimento decrescente e perto de cruzar a marca para baixo a marca dos 3000 pontos, que também leva o Ibov a recuos.
Assim o mercado precisará mostrar força nesta semana. Períodos de congestão não costumam se estender por muito tempo. Uma nova arrancada pode levar o Ibov a testar os 59285 e 60130 pontos, mesmos pontos da semana passada. Caso ocorra algum recuo o mercado deve testar a MM15, MM25 e MM75. Em casos de congestão o mercado tende a manter o movimento anterior, porém neste caso, um recuo pode sim ocorrer.
DJIA
O mercado americano apresentou um pequeno ganho, aproximadamente 40 pontos. Mas conforme disse realizou um movimento muito semelhante ao nosso.
Graficamente é quase possível confundir DJ e IBOV nessa última semana, tamanha semelhança. O mesmo ocorre com os indicadores, o CCI/MA aqui está nos mesmos moldes do IBOV, o que faz com que minha posição seja a mesma. MM15 e MM25 são as principais resistências, a elas segue a MM100.
O índice americano chegou a um importante patamar conforme disse na semana passada. E agora o que vai ocorrer? A possibilidade de um recuo nesses níveis é sim muito elevada. No entanto caso o mercado resolva ir além, podemos testar a casa dos 9850 pontos.
Petrobrás e Petróleo
Quando uma semana não vai muito bem no Ibovespa, isso significa que ou a Petrobrás andou bem e o resto andou mal, ou então que o resto andou mais ou menos e ela andou mal, além é claro de quando ninguém anda bem. No caso desta semana, a Petrobrás foi umas das principais responsáveis em segurar o Ibov.
O papel teve cinco quedas consecutivas, recebeu indicação de venda na sexta-feira pelo CCI/MA e está perto de perder seus principais suportes, grande parte das MM estão congestionadas na casa dos R$ 32,00 o que claramente já aponta o nosso forte suporte. O papel sentiu a pressão dos últimos dias e uma retração maior pode estar muito próxima de ocorrer. Aliás, ele parece praticamente inevitável.
No Petróleo, imagem semanal, após praticamente quatro semanas de congestão, também parece que uma correção vai ocorrer (neste exato momento, o petróleo já opera em leve queda).
As médias se aproximaram bem do preço atual e devem ser testadas, especialmente a MM15 (linha pontilhada), em caso de ruptura a nossa guardiã é a MM25 (linha contínua). Não vou descartar um repique, mas isso não parece ser o mais provável. O RVI está em divergência com os preços.
Vale
A empresa teve durante a semana uma performance muito semelhante ao Ibovespa. O que também indica como o cenário internacional vem pesando fortemente neste papel e como a empresa necessita de uma melhora deste cenário para poder voltar ao fantástico desempenho do passado, o papel até parece apresentar uma leve melhora, mas nada ainda mais expressivo.
Não houve alterações em relação ao quadro da semana anterior, o papel mantém-se em posição de compra, sendo que na semana ficou caracterizado que os vendedores conseguiram exercem mais força, porém nada ainda significativo.
A performance das últimas semanas colocou o ativo em boa posição, superando a zona de congestão – que passa a ser zona de suporte, claramente evidenciado pelo amplo número de MM na região dos R$ 31,50 aos R$ 33,50; Porém ir acima dos R$ 34,10 não está fácil.
Ecodiesel
Esse papel após ter uma precificação elevada no seu IPO (2006), compatível com o mercado inflado do momento, sofreu bastante e viu suas ações saírem da casa dos R$ 15 e buscar os R$ 0,70. No entanto a empresa vem se reestruturando e nesta quinta-feira ela homologou sua subscrição, diminuindo consideravelmente seu endividamento. Isso faz com que a situação futura da empresa melhore consideravelmente, fazendo com que o preço da mesma também se eleve. É um papel que está em um momento interessante e pode ter uma fase ainda melhor pela frente.
OBS: Não vou postar imagem de ECOD3, uma vez que esta análise não é de conjuntura gráfica.
Rafael Valim Pereira é geógrafo e trader.
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