Em julho, dando prosseguimento às respostas à débâcle financeira, o Comitê de Basiléia de Supervisão Bancária anunciou algumas diretrizes da grande reforma financeira cujos detalhes devem ser divulgados até o final do ano. Contudo, o esboço do chamado acordo de Basiléia III mostrou-se bem menos duro do que o desejado pelo clamor universal para que houvesse um profundo aperto na regulação e supervisão das instituições financeiras.
O processo de comunicação entre os indivíduos e corporações apresenta claras imperfeições. Sempre está cercado por ruídos que podem provocar perdas ou desvios nos objetivos da mensagem. Resumidamente, nem sempre aquilo que o emissor deseja informar é precisamente aquilo que o receptor decifra e compreende
O estabelecimento de critérios por parte dos reguladores para a formulação das políticas de remuneração dos administradores das instituições financeiras é polêmico. Também não é para menos, ao interferir nas relações entre capital e trabalho, as proposições vêm em desencontro aos princípios do livre mercado.
O teor dos recentes ataques à ordem financeira assemelha-se ao de um dos célebres diálogos do clássico Casablanca, quando na peremptoriedade em se encontrar um responsável pelo assassinato de um oficial nazista, Louis, o corrupto comissário de polícia, proclama: “Prendam os suspeitos de sempre!”.
Precisamos, porém nos educar para os novos tempos que virão, desde a família até o meio ambiente passando pela financeira, pois esta as vezes, descontrola as vidas.
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