O teor dos recentes ataques à ordem financeira assemelha-se ao de um dos célebres diálogos do clássico Casablanca, quando na peremptoriedade em se encontrar um responsável pelo assassinato de um oficial nazista, Louis, o corrupto comissário de polícia, proclama: “Prendam os suspeitos de sempre!”.
Precisamos, porém nos educar para os novos tempos que virão, desde a família até o meio ambiente passando pela financeira, pois esta as vezes, descontrola as vidas.
Embora o dinamismo de recuperação da economia brasileira esteja fortemente alicerçado em fatores domésticos, por causa dos efeitos dos impulsos fiscais e monetários sobre os gastos com consumo das famílias, uma eventual recaída da instabilidade internacional poderá frustrar toda essa euforia.
Felizmente, após um ano da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, o caos alardeado por muitos analistas econômicos não se concretizou.
A decantação dos efeitos mais negativos da crise permite uma avaliação um pouco mais transparente dos cenários prospectivos. As diversas ações de cunho monetário e fiscal foram capazes de dissipar o pânico e o êxito das políticas pode ser constatado no revigoramento do fluxo internacional de capitais e explicitado no retorno das operações financeiras de arbitragem e de cunho especulativo.
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