Ao comentar a polêmica decisão da Standard and Poor’s de reduzir a nota de classificação de risco dos EUA, o laureado Paul Krugman preparou uma nota exprimindo sucintamente toda a sua irritação: “Chutzpah”
“O papel do Federal Reserve é o de parar de servir bebidas quando a festa está começando a esquentar”. Essa frase, atribuída à William McChesney – ex-Chairman do Federal Reserve (FED) –, resume sucintamente a ingrata tarefa que se impõe hoje ao Banco Central (BC).
Em julho, dando prosseguimento às respostas à débâcle financeira, o Comitê de Basiléia de Supervisão Bancária anunciou algumas diretrizes da grande reforma financeira cujos detalhes devem ser divulgados até o final do ano. Contudo, o esboço do chamado acordo de Basiléia III mostrou-se bem menos duro do que o desejado pelo clamor universal para que houvesse um profundo aperto na regulação e supervisão das instituições financeiras.
O processo de comunicação entre os indivíduos e corporações apresenta claras imperfeições. Sempre está cercado por ruídos que podem provocar perdas ou desvios nos objetivos da mensagem. Resumidamente, nem sempre aquilo que o emissor deseja informar é precisamente aquilo que o receptor decifra e compreende
O estabelecimento de critérios por parte dos reguladores para a formulação das políticas de remuneração dos administradores das instituições financeiras é polêmico. Também não é para menos, ao interferir nas relações entre capital e trabalho, as proposições vêm em desencontro aos princípios do livre mercado.
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