Aviso Semanal – 04

semanal

A semana
Entramos em mais uma semana de decisão da taxa de juros pelo Banco Central dos EUA. Porém o fato mais importante está sendo as medidas implementadas pelo governo de Donald Trump, medidas que vão tumultuando o mundo político e gerando protestos em todo o mundo, mas que confirmam suas promessas de campanha.
Essas medidas combatidas dentro do próprio partido do presidente Trump só evidenciam as dificuldades que ele irá encontrar na área econômica. Acordos comerciais, desregulamentação e estímulos fiscais irão encontrar resistências dentro e fora do país, gerando mais incertezas e apagando a euforia reinante no mercado financeiro pós-eleições.
Do FED o mercado espera a manutenção na taxa básica de juros dentro do intervalo de 0,50% a 0,75%, mesmo com baixa probabilidade de novo aumento este não está totalmente descartado, já que mesmo com o PIB preliminar do quarto trimestre vindo abaixo das estimativas o mercado de trabalho continua aquecido e as expectativas de aumento da inflação continuam positivas.
No Brasil, mesmo com a queda maior na taxa básica de juros a economia, ao contrário das expectativas da equipe econômica, não está demonstrado pelos últimos números o menor sinal de retomada no médio prazo.

 

Juros
Com a leniência da autoridade monetária frente à queda do dólar em relação ao real as taxas futuras de juros devem continuar seu movimento de queda observado nos últimos dias.
Expectativa para a semana: Continuidade da queda, em toda curva futura de juros

 

Câmbio
É muito clara a disposição do Banco Central do Brasil em permitir que o real continue se apreciando para que os índices de inflação não aumentem neste início de ano onde os reajustes administrados afetam bastante os indicadores, mesmo com o prejuízo para a indústria e o setor exportador.
Expectativa para a semana: Semana fechando em R$ 3,10/3,14 por dólar

 

Bolsa de Valores
O aumento das incertezas globais e a valorização do real podem atingir demasiadamente o movimento de valorização dos principais papéis no Bovespa, em especial aqueles voltados para o setor exportador, os que dependem não só dos preços das commodities nos mercados internacionais como também da cotação do dólar frente ao real.
Um país que vem de forte recessão econômica e com um perfil exportador de commodities não pode permitir que sua moeda se valorize demasiadamente. A retomada da econômica fica mais distante.
Mesmo com um modelo diferente do brasileiro os EUA retomaram o caminho do crescimento após a crise de 2008 desvalorizando o dólar frente às demais moedas.
Expectativa para a semana: 62.500/63.500

 

” Voltar atrás é melhor do que insistir e perder-se no caminho” – provérbio russo

 

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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