Aviso Semanal – 37

semanal

A semana: Entramos em mais uma semana que promete muito mais incertezas que propriamente maior estabilidade depois que o Banco Central do Japão se reunir na próxima terça feira e o Banco Central dos EUA na quarta, para definirem não só a taxa de juros para suas economias como principalmente delinearem suas expectativas futuras.
Quaisquer que sejam as decisões não irão aplacar o cenário de volatilidade que se estabeleceu nos mercados, já que nenhuma decisão de curto prazo será capaz de dirimir os riscos de manutenção prolongada de taxas de juros próximas de zero e negativas, aliadas a programas de injeção de recursos que estão trazendo ao cenário um risco crescente em bolhas de ativos, que seria mais pernicioso que baixo crescimento e deflação.
No cenário local a divulgação hoje pela manhã do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma “prévia” do PIB, recuando 0,09% em julho, mais os dados de emprego da semana passada mostram que a desaceleração econômica brasileira ainda não dá trégua.

 

Juros: O adiamento das chamadas reformas, trabalhista e da previdência, para 2017, deixam o Banco Central em uma saia justa em seus argumentos de reduzir a taxa básica de juros. Enquanto a atividade econômica e o emprego não emitem o menor sinal de retomada seu discurso de justificativa para não redução dos juros entra em conflito com o discurso otimista de Meirelles.
Expectativa para a semana: Continuada subida nos prazos mais longos da curva

 

Câmbio: As recentes atitudes do Banco Central em aumentar e depois reduzir o volume de swaps reversos é um sinal inequívoco de que a autoridade monetária não possui o mínimo cenário de previsão para a cotação da moeda norte americana frente ao real.
Se a autoridade monetária transmite incertezas o que esperar dos agentes do mercado?
Expectativa para a semana: Alta, fechando a semana em R$ 3,30/3,35 por dólar

 

Bolsa de Valores: Assim como a recente forte valorização do Bovespa foi puxada pela farta liquidez global e por consequência a busca indiscriminada de ativos por maiores riscos, como ações, títulos de países emergentes e também de commodities, o um aumento de percepção de risco como qualquer mudança no cenário global vem aumentando a cada dia.
Como venho alertando há algum tempo, não é hora de alocar recursos para a renda variável, em especial para uma economia como a brasileira que não emite o menor sinal de retomada no médio prazo.
Expectativa para a semana: 56.500/57.500

 

“A vontade de ganhar é importante, mas a vontade de se preparar é vital.” Joe Paterno

 

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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