FED caminha para normalização

Perspective shot, shallow depth of field, selective focus macro close-up of Federal Reserve logo on USA Federal Reserve Note

As atenções do mundo financeiro estarão voltadas hoje para a pequena região americana de Jackson Hole, onde uma vez por ano se realiza o maior encontro de política monetária do mundo, e em especial, para o discurso de Janet Yellen presidenta do Federal Reserve.

Antes de avaliarmos qual o alcance de sua fala é preciso ter em mente o tema central do encontro deste ano, “Projetando resilientes quadros de política monetária para o futuro.”. Sendo assim, o discurso de Yellen deverá focar, em especial, as dificuldades encontradas pela política monetária do Banco Central Americano, FED, dentro do atual cenário de taxas de juros baixas e os riscos adjacentes que o programa de flexibilização quantitativa vem provocando nos mercados.

Importante lembrar que resiliência trata-se da volta ao estado normal diante de um quadro de adversidades. Desta forma as situações adversas à volta da chamada normalização monetária, pontuadas pelo FED estarão no centro do debate.

Dentro deste contexto o que vem adiando um aumento na taxa básica de juros americana não são as projeções de crescimento sustentado e muito menos o mercado de trabalho e sim eventos externos como preocupações com o crescimento da China, o Brexit dentre outros.

Acontece que esses eventos inexoráveis dentro do quadro de incertezas da economia global não podem servir de pretextos eternos para a volta da normalização já que no chamado balanço de riscos esses adiamentos estão provocando uma corrida indiscriminada para ativos e derivativos que aumentam a probabilidade de novas bolhas e crises futuras, semelhantes a de 2008.

Resumindo o quadro, um novo aumento na taxa já em setembro tem maior probabilidade de surpreender as expectativas do mercado, mercado esse, que por razões óbvias de defesa de posições tende sempre a trabalhar na defesa de seu portfólio. Adiar mais uma vez só irá potencializar o grandeza dos aumentos futuros.

Se o investidor soube avaliar o quadro que levou a essas valorizações, principalmente das bolsas de valores, que a expansão monetária e juros baixos trouxeram até o presente momento, saberá que está mais do que na hora de se ancorar em ativos de menor risco.

Como dizia o mestre Luiz Assumpção Queiroz Guimarães: “O pior inimigo do bom é o ótimo”

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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