Aviso Semanal – 29

semanal

A semana: O assunto mais recorrente desta coluna vem sendo o excesso de liquidez provocado pelas atuações dos principais bancos centrais e por consequência a disseminação de taxas de juros negativas e suas consequências nos ativos. Essas atuações além de inundarem as principais economias de recursos e reduzirem as taxas de juros para patamares inéditos têm provocado uma drástica diminuição na percepção de riscos por parte dos investidores.
A corrida em busca de maiores retornos tem se tornado altamente benéfica para ativos que andavam avaliados como de alto risco no mercado global, como investimentos em ações mesmo com o mundo em baixo crescimento econômico.
Conforme observamos aqui nesta avaliação semanal este cenário contraditório aos fundamentos tem beneficiado e muito ativos de países emergentes, em especial os que recentemente eram considerados “pechinchas”.
Nesta semana teremos na quarta feira, dia 28/07, mais uma decisão de política monetária do Banco Central dos EUA. Mesmo com baixa probabilidade de um aumento na taxa de juros, de certo, mercados devem aproveitar o evento para realizar um pouco do recente rally que levou as bolsas americanas a estabelecerem recordes de pontuação.

 

Juros: A decisão do Copom em manter a taxa básica de juros em 14,25%, foi injustificável dentro do contexto econômico, mas não foi surpreendente. Para quem leu a avaliação desta equipe do BC em 17/05, Taxa básica de juros pode voltar a subir, , entende que mesmo fora de propósito, os pedidos para redução mostraram na verdade que existia um temor que a taxa poderia ser aumentada.
Expectativa para a semana: Breves variações em torno da estabilidade em toda a curva de juros futuros

 

Câmbio: Com baixo volume negociado nos últimos dias as variações no mercado cambial estão mais sujeitas a movimentos pontuais como os leilões de swaps e notícias do mercado externo. Nesta semana, como sempre acontece às vésperas de reuniões do FED a tendência natural é que o dólar suba frente ao real.
Expectativa para a semana: Correção para cima na cotação, fechando a semana em R$ 3,27/3,34 por dólar

 

Bolsa de Valores: Foi preciso o Ibovespa atingir seu maior patamar em 2016, 57.000 pontos, e o relatório do Fundo Black Rock recomendando ativos de países emergentes e mostrando números crescentes no fluxo de capitais para as bolsas, para aqueles analistas que não avaliaram o contexto de farta liquidez global se dessem conta do motivo principal da forte valorização na bolsa de valores de São Paulo.
Para a semana é esperada uma realização natural na cotação de muitos papéis que compõem o índice. A motivação será a decisão de política monetária e os comentários posteriores do FED na quarta feira.
Expectativa para a semana: 56.000/57.000

 

“A vida é uma sucessão de lições que têm de ser vividas para serem compreendidas”, Helen Keller

 

*As opiniões aqui contidas são pessoais e não representam recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. Desta forma, os autores estão isentos de quaisquer responsabilidades sobre as decisões de investimentos tomadas por seus leitores.
O Aviso em Dois tem como finalidade a troca de ideias, informações e conhecimentos técnicos com os leitores e participantes do mercado financeiro.

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Economista e Palestrante. CEO do Portal Aviso em Dois e do Projeto Arrisque

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